{"id":24666,"date":"2020-01-10T20:00:11","date_gmt":"2020-01-10T23:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24666"},"modified":"2020-01-12T22:21:02","modified_gmt":"2020-01-13T01:21:02","slug":"ataque-policial-as-retomadas-guarani-e-kaiowa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24666","title":{"rendered":"Ataque policial \u00e0s retomadas Guarani e Kaiow\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cimi.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/nhu-vera-ataque-2020_008-scaled.jpeg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Cen\u00e1rio de guerra: novamente, conflito deixa feridos nas retomadas pr\u00f3ximas \u00e0 Reserva Ind\u00edgena de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Foto: povo Guarani e Kaiow\u00e1<\/p>\n<p>ATAQUES A RETOMADAS NAS MARGENS DA RESERVA DE DOURADOS SE INTENSIFICARAM EM 2019. NA SEMANA PASSADA, SETE IND\u00cdGENAS FORAM FERIDOS EM NOVA INVESTIDA DE SEGURAN\u00c7AS PRIVADOS E POLICIAIS<\/p>\n<p>POR ASSESSORIA DE COMUNICA\u00c7\u00c3O \u2013 CIMI (CONSELHO INDIGENISTA MISSION\u00c1RIO)<\/p>\n<p>Durante 16 horas, com in\u00edcio \u00e0s 23 horas de quinta-feira (2) e entrando na tarde de sexta-feira (3), cerca de 180 fam\u00edlias Guarani e Kaiow\u00e1 das retomadas Nhu Vera, Nhu Vera Aratikuty, Nhu Vera Guasu e Boquer\u00f3n, lim\u00edtrofes \u00e0 Reserva Ind\u00edgena de Dourados, no Mato Grosso do Sul, foram alvos de seguran\u00e7as privados de propriedades incidentes sobre o territ\u00f3rio ind\u00edgena e do Departamento de Opera\u00e7\u00f5es de Fronteira (DOF). Sete ind\u00edgenas terminaram feridos atingidos por tiros de bala de borracha e proj\u00e9teis de arma de fogo. Entre eles, um menino de 12 anos que perdeu tr\u00eas dedos da m\u00e3o esquerda ao manipular uma granada deixada para tr\u00e1s pela pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Conforme apura\u00e7\u00e3o do portal Campo Grande News, a granada se trata de um explosivo n\u00e3o letal, que emite luz e som, capaz de desorientar temporariamente os sentidos. O jovem Guarani Kaiow\u00e1 teve tr\u00eas dedos amputados e segue internado no Hospital da Vida. O artefato foi encontrado em uma estrada e levado \u00e0 aldeia Boror\u00f3, no interior da Reserva Ind\u00edgena de Dourados, lim\u00edtrofe ao local das retomadas atacadas, onde foi manipulado com curiosidade por diversas crian\u00e7as antes de explodir.<\/p>\n<p>Quanto aos demais feridos, Modesto Fernandes Guarani Kaiow\u00e1, com um tiro no rosto, Paulo Gon\u00e7alves Rolim Guarani Kaiow\u00e1, ferido no t\u00f3rax e na cabe\u00e7a, e Gabriel Vasque, atingido na perna por um tiro de bala de borracha, foram encaminhados ao Hospital da Vida pelo Samu, por volta do meio-dia de sexta, mas n\u00e3o correm risco de morte. Modesto segue internado, teve o maxilar quebrado e, segundo familiares, pode perder a vis\u00e3o do olho esquerdo. Os demais ind\u00edgenas tiveram ferimentos provocados por disparos de bala de borracha em partes variadas do corpo, mas n\u00e3o requisitaram atendimento m\u00e9dico.<\/p>\n<p>\u201cTodo dia eles nos provocam, atiram na gente, xingam. Eles est\u00e3o ali n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pra vigil\u00e2ncia, mas pra tirar ind\u00edgena da terra\u201d<\/p>\n<p>Um seguran\u00e7a tamb\u00e9m terminou ferido. Wagner Andr\u00e9 Carvalho foi atingido no t\u00f3rax, passou por cirurgia, segue internado, mas se recupera. A reportagem fez contato com a empresa de seguran\u00e7a Mirage no final da tarde de sexta, mas conforme uma parente pr\u00f3xima ao propriet\u00e1rio, por enquanto ele n\u00e3o iria se manifestar.<\/p>\n<p>O uso de empresas de seguran\u00e7a privadas em conflitos com ind\u00edgenas no Mato Grosso do Sul n\u00e3o \u00e9 uma novidade. Em 2018, como consequ\u00eancia de den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), a Justi\u00e7a Federal mandou fechar a empresa de seguran\u00e7a Gaspem, al\u00e9m do bloqueio de bens e pagamento de multa por danos morais, pelo envolvimento com ataque a ind\u00edgenas do Mato Grosso do Sul entre 2009 e 2011, culminando em assassinatos de lideran\u00e7as.<\/p>\n<p>Nesta segunda-feira (6), o governo federal enviou para Dourados, com o intuito de pacificar a regi\u00e3o, o Secret\u00e1rio de Assuntos Fundi\u00e1rios do Minist\u00e9rio da Agricultura, o ruralista Luiz Ant\u00f4nio Nabhan Garcia, que presidiu por mais de uma d\u00e9cada a Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Ruralista (UDR), acusada de organizar mil\u00edcias armadas, no final da d\u00e9cada de 1980, para prestar servi\u00e7os de pistolagem a fazendeiros contra os sem-terras. O pr\u00f3prio secret\u00e1rio do governo Bolsonaro chegou a ser investigado pela contrata\u00e7\u00e3o de pistoleiros nos anos 2000, mas nunca foi indiciado, conforme reportagem da Rep\u00f3rter Brasil.<\/p>\n<p>Nabhan Garcia, com a companhia do presidente da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai), participou de uma reuni\u00e3o com autoridades p\u00fablicas estaduais. O ruralista declarou ao portal Campo Grande News que \u201cas pessoas precisam entender que ningu\u00e9m tem direito a invadir propriedades alheias. A presid\u00eancia da Funai veio de Bras\u00edlia e ir\u00e1 fazer visita aos \u00edndios\u201d.<\/p>\n<p>A tese de invas\u00e3o como a raz\u00e3o da viol\u00eancia perpetrada pelos seguran\u00e7as armados das propriedades \u00e9 refutada pelos Guarani e Kaiow\u00e1. \u201cTodo dia eles (seguran\u00e7as) nos provocam, atiram na gente, xingam. Eles est\u00e3o ali n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pra vigil\u00e2ncia, mas pra tirar ind\u00edgena da terra. T\u00e3o aproveitando que t\u00e1 todo mundo de festa de ano novo e atacando\u201d, declara Laurentino Guarani Kaiow\u00e1, que vive em uma das retomadas atacadas.<\/p>\n<p>\u201cA pol\u00edcia chegou na sequ\u00eancia atacando o povo. Seguran\u00e7as devem ter chamado. Atiraram na gente j\u00e1 na aldeia atual, que n\u00e3o \u00e9 retomada e est\u00e1 dentro da Reserva\u201d<\/p>\n<p>O ataque<\/p>\n<p>Por volta das 23 horas de quinta, os seguran\u00e7as privados, conforme tr\u00eas fontes ind\u00edgenas diferentes ouvidas pela reportagem, iniciaram algo j\u00e1 habitual, registrado durante todo o ano de 2019 nas retomadas lim\u00edtrofes \u00e0 Reserva Ind\u00edgena de Dourados. \u201cChegaram perto das retomadas e deram tiros. A gente se defende como pode, quando acontece, usando paus e pedras. Teve um \u00edndio que se machucou ainda na noite. Isso continuou at\u00e9 depois da meia-noite, mas ningu\u00e9m mais dormiu. Quando ataque diminui, eles gritam, xingam e a gente fica vigilante\u201d, conta Laurentino. Pela manh\u00e3 a situa\u00e7\u00e3o parecia estar mais tranquila.<\/p>\n<p>Integrantes da Funai estavam no local, em reuni\u00e3o com os Guarani Kaiow\u00e1, tomando parte do que havia acontecido na noite anterior, quando tiros foram ouvidos e uma correria se iniciou. Era a sequ\u00eancia do ataque. Desta vez, a ofensiva contra os ind\u00edgenas contou com o apoio do \u201ccaveir\u00e3o\u201d, um trator fortificado com chapas de ferro e fendas possibilitando aos ocupantes atirar contra os ind\u00edgenas. A m\u00e1quina de exterm\u00ednio invadiu a retomada Nhu Vera e destruiu quatro barracos de lona.<\/p>\n<p>\u201cQuatro fam\u00edlias viviam neles com crian\u00e7as, idosos. N\u00e3o se importaram se tinha gente dentro. Passaram por cima\u201d, declara Laurentino. Os tiros partiram do \u201ccaveir\u00e3o\u201d e dos pr\u00f3prios seguran\u00e7as.<\/p>\n<p>Os tiros partiram do \u201ccaveir\u00e3o\u201d e dos pr\u00f3prios seguran\u00e7as.<\/p>\n<p>Trator blindado, chamado pelos ind\u00edgenas de \u201ccaveir\u00e3o\u201d, tem sido utilizado por jagun\u00e7os em ataques contra retomadas.<\/p>\n<p>\u201cA pol\u00edcia chegou na sequ\u00eancia atacando o povo. Seguran\u00e7as devem ter chamado. Fechamos estrada como forma de protesto, n\u00e3o queremos mais isso contra a gente. A terra \u00e9 do nosso povo. Pol\u00edcia n\u00e3o importa com isso, v\u00ea a gente s\u00f3 como invasor. Atiraram na gente j\u00e1 na aldeia Atual, que n\u00e3o \u00e9 retomada e est\u00e1 dentro da Reserva\u201d, conta Laurentino Guarani Kaiow\u00e1. O ind\u00edgena afirma ainda que \u00e9 comum tiros e ataques chegarem \u00e0s aldeias da Reserva, n\u00e3o sendo uma situa\u00e7\u00e3o restrita \u00e0s retomadas. \u201cN\u00e3o sei se \u00e9 [porque]que na correria uma parte vai pra aldeia, mas a pol\u00edcia atirou contra a gente l\u00e1 na aldeia\u201d, explica. Apenas pela tarde de sexta a tens\u00e3o diminuiu, arrefecendo o conflito migrado dos seguran\u00e7as privados para a pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Na Reserva vivem 18 mil ind\u00edgenas Guarani e Kaiow\u00e1 e Terena dividindo 3.475 hectares de \u00e1rea. Tal extens\u00e3o vem h\u00e1 d\u00e9cadas se mostrando insuficiente para a reprodu\u00e7\u00e3o f\u00edsica e cultural dos ind\u00edgenas, sobretudo de acordo com o modo de vida dos Guarani e Kaiow\u00e1. Diante da atual situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o restou alternativa aos Guarani e Kaiow\u00e1 a n\u00e3o ser realizar retomadas em \u00e1reas lim\u00edtrofes atr\u00e1s de mais espa\u00e7o em terras tradicionais, com ocupa\u00e7\u00e3o tradicional pret\u00e9rita, mas obliterada pelos esbulhos patrocinados pelo Estado, e hoje reivindicadas oficialmente e objetos de estudos demarcat\u00f3rios. \u201cO que n\u00f3s esperamos \u00e9 que os propriet\u00e1rios entrem na Justi\u00e7a em busca dos direitos, n\u00e3o contratando seguran\u00e7a para nos atacar porque tamb\u00e9m temos direitos\u201d, entende Laurentino Guarani Kaiow\u00e1.<\/p>\n<p>O ano passado foi particularmente o de maior viol\u00eancia contra as retomadas realizadas \u00e0s margens da Reserva de Dourados. Ataques v\u00eam escalando desde as elei\u00e7\u00f5es de 2018<\/p>\n<p>Ataque aos Guarani Kaiow\u00e1 em 12 de setembro de 2019 na Aldeia Boror\u00f3. Foto: Cimi\/MS<br \/>\nAtaque aos Guarani Kaiow\u00e1 em 12 de setembro de 2019 na Aldeia Boror\u00f3. Foto: Cimi\/MS<\/p>\n<p>Hist\u00f3rico<\/p>\n<p>A recente escalada nos ataques contra as retomadas realizadas \u00e0s margens da Reserva Ind\u00edgena de Dourados teve in\u00edcio em outubro de 2018. O mais intenso dos ataques daquele m\u00eas ocorreu na noite do dia 28 de outubro, data em que foi confirmada a elei\u00e7\u00e3o de Jair Bolsonaro a presidente da Rep\u00fablica. No segundo de quatro ataques registrados em menos de um m\u00eas, 15 Guarani e Kaiow\u00e1 foram feridos por disparos feitos com balas de borracha e de gude.<\/p>\n<p>O ano passado foi particularmente o de maior viol\u00eancia contra as retomadas da regi\u00e3o. Os ataques foram intermitentes, tendo momentos de maior gravidade e letalidade. Foram ao menos oito ataques com v\u00edtimas nas ofensivas dos seguran\u00e7as privados e um caso em que a pol\u00edcia foi acionada, mas acabou se voltando tamb\u00e9m contra os Guarani Kaiow\u00e1. \u00c0 Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR), os ind\u00edgenas denunciaram a morte de Romildo Martins Ramires, de 14 anos, atingido por 18 tiros de balas de borracha, sendo em seguida atirado vivo a uma fogueira pelos seguran\u00e7as, conforme a den\u00fancia. Romildo ficou internado no Hospital da Vida, em Dourados, mas n\u00e3o resistiu aos ferimentos e morreu no dia 29 de julho.<\/p>\n<p>Pouco ap\u00f3s o epis\u00f3dio descrito em den\u00fancia \u00e0 PGR, os ind\u00edgenas J.E, de 15 anos, e A.M, de 14 anos, perderam parcialmente a vis\u00e3o em decorr\u00eancia de tiros de bala de borracha. No dia 1\u00ba de agosto, Mirna da Silva foi perseguida por pistoleiros. V\u00e1rios tiros de bala de borracha foram efetuados contra a ind\u00edgena, que precisou ser levada ao hospital. Na sequ\u00eancia, o trator modificado utilizado para destruir os barracos das retomadas machucou uma senhora Guarani Kaiow\u00e1 de 75 anos. Ela teve as duas pernas prensadas e quebradas.<\/p>\n<p>J\u00e9 em 12 de outubro, a retomada Avae\u2019te foi atacada pelos seguran\u00e7as privados, baleando um jovem Guarani Kaiow\u00e1 na perna esquerda. Ele tentava fugir, mas o ferimento o impediu. Capturado, conforme os relatos de testemunhas, foi torturado. A pol\u00edcia foi acionada, mas ao inv\u00e9s de conter a situa\u00e7\u00e3o e apurar o que ocorreu se voltou contra os ind\u00edgenas. Um m\u00eas depois a retomada voltou a ser atacada com disparos de arma de fogo. N\u00e3o houve feridos, mas os tiros foram direcionados contra os barracos e casas dos ind\u00edgenas. Dias depois, em 5 de novembro, as retomadas Nhu Vera Guasu e Aratikuty foram alvo de mais um ataque. Desta vez houve feridos a tiros de bala de borracha, casas incendiadas e derrubadas, al\u00e9m de um po\u00e7o artesiano ter sido inutilizado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24666\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[163,20],"tags":[221],"class_list":["post-24666","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-movimento-indigena","category-c1-popular","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6pQ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24666","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24666"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24666\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}