{"id":2470,"date":"2012-02-28T18:08:28","date_gmt":"2012-02-28T18:08:28","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2470"},"modified":"2012-02-28T18:08:28","modified_gmt":"2012-02-28T18:08:28","slug":"protesto-reduz-ritmo-no-porto-do-acu-de-eike-batista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2470","title":{"rendered":"Protesto reduz ritmo no Porto do A\u00e7u, de Eike Batista"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify; \">Cerca de 1.500 oper\u00e1rios que trabalham na obra do Porto do A\u00e7u, em S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, do empres\u00e1rio Eike Batista, cruzaram os bra\u00e7os nesta segunda-feira por melhores sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Atualmente o empreendimento emprega 4.500 pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A manifesta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores come\u00e7ou cedo, depois que o grupo atravessou um \u00f4nibus na estrada de acesso ao porto nesta manh\u00e3\u00a0e bloqueou a passagem para a obra dos demais funcion\u00e1rios. O protesto reduziu o ritmo da obra, que n\u00e3o parou totalmente, informou a assessoria da LLX, empresa do grupo EBX respons\u00e1vel pelo empreendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Segundo a LLX, a responsabilidade sobre os trabalhadores \u00e9\u00a0do cons\u00f3rcio ARG Civil Port, empresa contratada pela OSX, outra empresa do grupo, e pela LLX Minas-Rio. Uma reuni\u00e3o marcada para amanh\u00e3 dever\u00e1 decidir se o ritmo das obras ser\u00e1 retomado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">&#8220;As empresas acompanham a negocia\u00e7\u00e3o entre os trabalhadores e a ARG. A LLX e a OSX cumprem rigorosamente todas as normas e determina\u00e7\u00f5es da legisla\u00e7\u00e3o brasileira e exigem em contrato o mesmo padr\u00e3o de seus parceiros&#8221;, informou a LLX em nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Em mar\u00e7o do ano passado os trabalhadores da ARG no Porto do A\u00e7u tamb\u00e9m fizeram greve para reivindicar aumento salarial e adicional de periculosidade, o que foi conseguido ap\u00f3s reuni\u00e3o com a ARG.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>TCU aponta mega fraude em investimentos p\u00f3s-privatiza\u00e7\u00e3o de ferrovias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) aprovou, por unanimidade, no \u00faltimo dia 15, relat\u00f3rio apontando contabiliza\u00e7\u00e3o irregular de at\u00e9\u00a0R$ 25,5 bilh\u00f5es pelas concession\u00e1rias de ferrovias sob a rubrica &#8220;investimentos&#8221;. O setor foi privatizado no Governo Fernando Henrique Cardoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Segundo o TCU, as empresas contabilizaram como &#8220;inoperantes&#8221; cerca de dois ter\u00e7os da malha ferrovi\u00e1ria brasileira (28 mil km). Segundo o economista Samuel Gomes, da Rede Desenvolvimentistas, houve omiss\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) na regula\u00e7\u00e3o e na fiscaliza\u00e7\u00e3o do transporte ferrovi\u00e1rio no per\u00edodo de 2007 a 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">&#8220;As constata\u00e7\u00f5es do TCU s\u00e3o grav\u00edssimas e, quando comparadas com os resultados da ampla investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, comp\u00f5em um quadro que deve abalar a consci\u00eancia republicana de qualquer pessoa. Esses R$ 25,5 bilh\u00f5es ser\u00e3o cobrados da Uni\u00e3o no momento de extin\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o&#8221;, afirma Gomes, para quem a destrui\u00e7\u00e3o do sistema ferrovi\u00e1rio brasileiro \u00e9\u00a0 defendida por governo e oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Lembrando que os contratos das concess\u00f5es ainda levar\u00e3o dez anos para vencer, o economista avisa que o montante pode aumentar. &#8220;Se somarmos os valores da destrui\u00e7\u00e3o parcial ou total de 2\/3 da malha ferrovi\u00e1ria (21 mil km), teremos um rombo adicional de mais R$ 30 bilh\u00f5es, elevando o preju\u00edzo para os cofres p\u00fablicos a mais de R$ 50 bilh\u00f5es&#8221;, calcula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">&#8220;\u00c9\u00a0preciso denunciar isso. Na medida em que se explique o que acontece no transporte ferrovi\u00e1rio hoje, ningu\u00e9m de bom senso deixar\u00e1\u00a0de se revoltar&#8221;, prev\u00ea, dizendo &#8220;n\u00e3o entender o que se passa&#8221; no governo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0pol\u00edtica de transporte ferrovi\u00e1rio. &#8220;J\u00e1\u00a0est\u00e1\u00a0 mais do que demonstrado que o modelo (de privatiza\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os p\u00fablicos) \u00e9\u00a0um rotundo fracasso. At\u00e9\u00a0quando vamos fechar os olhos para o que vem acontecendo?&#8221;, critica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Militar alertou sobre falhas na Ant\u00e1rtida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><em>Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A trag\u00e9dia na Esta\u00e7\u00e3o Ant\u00e1rtica Comandante Ferraz (EACF), que destruiu 70% da base, deixando dois militares mortos e um ferido, estava anunciada h\u00e1\u00a0pelo menos seis anos. Em 2006, o oficial de reserva da Marinha Antonio Sepulveda alertou, em artigo, sobre o estado de severa degrada\u00e7\u00e3o em que se encontrava a esta\u00e7\u00e3o, com o sistema el\u00e9trico defeituoso e v\u00e1rios outros problemas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">No texto, publicado pelo Jornal do Commercio, Sepulveda afirmou que a esta\u00e7\u00e3o n\u00e3o recebia manuten\u00e7\u00e3o adequada e que seu or\u00e7amento come\u00e7ou a sofrer cortes desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990. &#8220;Alguns sistemas vitais se encontram comprometidos: rede de esgoto, prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandios e transfer\u00eancia de energia el\u00e9trica&#8221;, escreveu. De acordo com o militar, em 2006, tr\u00eas tanques de combust\u00edvel desabaram por conta de bases apodrecidas, o que poderia ter causado derramamento de \u00f3leo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Sepulveda destacou a necessidade de moderniza\u00e7\u00e3o da estrutura da EACF, inclusive na \u00e1rea de pesquisa. &#8220;Os laborat\u00f3rios precisam ser reformulados, o audit\u00f3rio e a sala de refei\u00e7\u00f5es n\u00e3o comportam mais todos os integrantes da esta\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de inverno.&#8221; Escadas estavam corro\u00eddas, tratores e escavadeiras avariados e equipamentos de pesquisa, como motos de neve, botes e lancha oceanogr\u00e1fica, operando de forma insegura. &#8220;Os riscos se agravam, porque as comunica\u00e7\u00f5es em alta frequ\u00eancia, que permitem monitorar os pesquisadores que trabalham mais afastados, n\u00e3o s\u00e3o confi\u00e1veis&#8221;, escreveu Sepulveda. No artigo, ele defendeu mais investimentos para que a esta\u00e7\u00e3o fosse recuperada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Entre 2011 e este ano, os recursos previstos no Or\u00e7amento da Uni\u00e3o para a Miss\u00e3o Ant\u00e1rtica ca\u00edram de R$ 75,1 milh\u00f5es para R$ 19,9 milh\u00f5es. Ontem, dois dias ap\u00f3s a trag\u00e9dia, o ministro da Ci\u00eancia e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, afirmou que ir\u00e1 rever os recursos destinados \u00e0s pesquisas na EACF. Segundo ele, a pasta investiu R$ 140 milh\u00f5es de 2007 a 2011 em pesquisas na regi\u00e3o. &#8220;N\u00e3o faltar\u00e3o recursos para a retomada das atividades&#8221;, prometeu. Estima-se que cerca de 40% dos estudos brasileiros tenham sido perdidos em decorr\u00eancia do fogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Pane el\u00e9trica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O embaixador do Brasil no Chile, Frederico Cezar de Ara\u00fajo, afirmou que as apura\u00e7\u00f5es preliminares sobre o acidente indicam que uma falha no sistema el\u00e9trico gerou o inc\u00eandio na esta\u00e7\u00e3o. O Minist\u00e9rio da Defesa, no entanto, nega a informa\u00e7\u00e3o, alegando ser prematuro apontar causas. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, isso s\u00f3\u00a0poder\u00e1\u00a0 ser feito ap\u00f3s o prazo de 40 dias do inqu\u00e9rito policial militar, a cargo da Marinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Na madrugada de ontem, por volta da 1h10, os 45 brasileiros que estavam na EACF, incluindo o sargento Luciano Gomes Medeiros, ferido no inc\u00eandio, desembarcaram na Base A\u00e9rea do Gale\u00e3o, no Rio, onde foram recebidos pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, e pelo Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Julio Soares de Moura Neto. Antes, em uma escala em Pelotas (RS), desembarcaram quatro pesquisadores, depois transportados at\u00e9 Porto Alegre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Os corpos do suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e do sargento Roberto Lopes dos Santos deixaram Punta Arenas, no Chile, em um avi\u00e3o da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB), na tarde de ontem. A aeronave deve chegar na manh\u00e3 de hoje, quando est\u00e1 marcada uma cerim\u00f4nia de Homenagens P\u00f3stumas, a partir das 9h, na Base A\u00e9rea do Gale\u00e3o, com a presen\u00e7a do vice-presidente Michel Temer. O ministro Celso Amorim tamb\u00e9m deve participar do evento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O incidente na Ant\u00e1rtida ser\u00e1\u00a0 debatido em audi\u00eancia p\u00fablica no Congresso, numa sess\u00e3o conjunta das comiss\u00f5es de Meio Ambiente; Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o, Comunica\u00e7\u00e3o e Inform\u00e1tica; e Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e Defesa Nacional. O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) protocolou ontem requerimento solicitando que representantes das pastas e membros da Marinha compare\u00e7am \u00e0 audi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O senador Rodrigo Rollemberg, do PSB-DF, presidente da Comiss\u00e3o de Meio Ambiente e membro da Frente Parlamentar Mista de Apoio ao Programa Ant\u00e1rtico Brasileiro (Proantar), disse que um dos motivos para a audi\u00eancia \u00e9 garantir a r\u00e1pida reconstru\u00e7\u00e3o da base, com novas concep\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e seguran\u00e7a. Segundo o embaixador do Brasil no Chile, por ordem da presidente Dilma Rousseff, a base ser\u00e1 reconstru\u00edda o mais rapidamente poss\u00edvel. No entanto, as obras n\u00e3o devem ser finalizadas em menos de dois anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Resgate a navio com combust\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A Petrobras iniciar\u00e1\u00a0amanh\u00e3\u00a0 o resgate da embarca\u00e7\u00e3o brasileira que naufragou na Ant\u00e1rtida, em dezembro de 2011, quando transportava 10 mil litros de \u00f3leo combust\u00edvel para a Esta\u00e7\u00e3o Ant\u00e1rtica Comandante Ferraz, no Polo Sul. A estatal petroleira vai realizar a opera\u00e7\u00e3o em conjunto com a Marinha. A embarca\u00e7\u00e3o levar\u00e1 a bordo uma equipe de militares composta por meteorologistas, navegadores, mergulhadores e m\u00e9dico. O Brasil \u00e9 signat\u00e1rio de protocolos internacionais de preserva\u00e7\u00e3o ambiental na regi\u00e3o. Embora tenha ocorrido h\u00e1 cerca de dois meses, o acidente s\u00f3 foi divulgado no \u00faltimo fim de semana. At\u00e9 o momento, nenhum vazamento de \u00f3leo foi constatado e a estrutura da embarca\u00e7\u00e3o estava preservada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Tr\u00eas perguntas para Jos\u00e9 Augusto de Alencar Moreira. Comandante da reserva, ele esteve nas primeiras miss\u00f5es da Esta\u00e7\u00e3o Comandante Ferraz, em 1984 e em 1985. No ver\u00e3o de 1986 e no inverno de 1987, chefiou a esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Quais as diferen\u00e7as da esta\u00e7\u00e3o hoje para a \u00e9poca em que o senhor esteve no local?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Pass\u00e1vamos apenas uma esta\u00e7\u00e3o do ano, ver\u00e3o ou inverno. Agora, eles passam o ano inteiro, o que \u00e9\u00a0bem mais desgastante. Mas a esta\u00e7\u00e3o foi bastante ampliada e atualmente existem mais facilidades, como acesso \u00e0\u00a0internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>O risco de inc\u00eandio na base era previs\u00edvel?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Quando chefiei a esta\u00e7\u00e3o, fiz um relat\u00f3rio alertando para o problema de inc\u00eandio. O local \u00e9\u00a0muito fechado, n\u00e3o tem janelas e a circula\u00e7\u00e3o de ar \u00e9\u00a0m\u00ednima, o que propicia esse tipo de acidente. Era preciso um sistema de detec\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios, que, depois, foi instalado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Como o senhor avalia o ato dos militares que tentaram apagar o inc\u00eandio?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">N\u00f3s, da Marinha, estamos literalmente no mesmo barco e a esta\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0como um navio. Se h\u00e1\u00a0um inc\u00eandio, temos que apag\u00e1-lo, n\u00e3o h\u00e1\u00a0como chamar os bombeiros. Temos um curso muito eficiente de combate a inc\u00eandios e certamente os dois sargentos que combateram o fogo se prepararam para isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Brasil quer cota para carros do M\u00e9xico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Na retomada das discuss\u00f5es para revis\u00e3o do acordo de livre com\u00e9rcio automotivo com M\u00e9xico, autoridades brasileiras v\u00e3o reivindicar a volta do sistema de cotas de importa\u00e7\u00e3o, que vigorou para o acordo com o M\u00e9xico entre 2003 a 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Como argumento, devem apresentar uma informa\u00e7\u00e3o que causou alarme em Bras\u00edlia: a importa\u00e7\u00e3o de carros provenientes de f\u00e1bricas mexicanas cresceu 220% nas primeiras semanas de fevereiro, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. E, em janeiro, o crescimento havia sido de 200%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O forte aumento nas compras de autom\u00f3veis do M\u00e9xico indica que as montadoras instaladas no Brasil decidiram antecipar importa\u00e7\u00f5es, com as not\u00edcias de revis\u00e3o do acordo que garante livre com\u00e9rcio de ve\u00edculos entre os dois pa\u00edses. A presidente Dilma Rousseff ordenou pressa na negocia\u00e7\u00e3o de novas regras para o com\u00e9rcio de carros, caso contr\u00e1rio amea\u00e7a pedir o cancelamento (&#8220;den\u00fancia&#8221;, no jarg\u00e3o diplom\u00e1tico) do tratado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Os ministros de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Ant\u00f4nio Patriota, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, se re\u00fanem hoje \u00e0\u00a0tarde, em Bras\u00edlia, com os ministros mexicanos de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Patricia Espinoza e de Economia, Bruno Ferrari.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O governo brasileiro j\u00e1\u00a0apresentou a proposta de cria\u00e7\u00e3o de cotas ou alguma outra medida mutuamente satisfat\u00f3ria. Pede, tamb\u00e9m, a introdu\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es leves no acordo entre os dois pa\u00edses e a fixa\u00e7\u00e3o de percentual maior de componentes nacionais nos autom\u00f3veis beneficiados pelo livre com\u00e9rcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Caso n\u00e3o seja poss\u00edvel concluir hoje um acordo, os dois governos reservaram o dia de amanh\u00e3\u00a0para acertos finais. Ontem, durante boa parte da tarde, autoridades brasileiras envolvidas na negocia\u00e7\u00e3o se reuniram para discutir a estrat\u00e9gia a seguir na discuss\u00e3o com os mexicanos. A reuni\u00e3o estava marcada para a Cidade do M\u00e9xico, mas, a pedido dos brasileiros, foi transferida para Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Os mexicanos, a princ\u00edpio, disseram ser contr\u00e1rios a qualquer modifica\u00e7\u00e3o no acordo automotivo, que vigora desde 2003 e, at\u00e9\u00a0o ano passado, rendeu saldos positivos ao Brasil. Somando-se os produtos automotivos inclu\u00eddos no acordo, esse super\u00e1vit teria somado, segundo os mexicanos, R$ 12,4 bilh\u00f5es. O com\u00e9rcio bilateral \u00e9\u00a0anda mais favor\u00e1vel aos brasileiros, com super\u00e1vit, nesse per\u00edodo, pouco inferior a US$ 22 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Os brasileiros argumentam que a crise internacional, a desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar e o vigor do mercado brasileiro amea\u00e7am inundar o pa\u00eds de produtos importados, o que exigiria a\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 ind\u00fastria nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Cai venda de manufaturas para vizinhos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Os manufaturados t\u00eam perdido participa\u00e7\u00e3o de forma generalizada na exporta\u00e7\u00e3o brasileira. A redu\u00e7\u00e3o da fatia dos manufaturados acontece n\u00e3o s\u00f3\u00a0nas vendas aos Estados Unidos, como tamb\u00e9m para pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, considerados destinos com potencial de crescimento para a venda de industrializados brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A Argentina, terceiro maior pa\u00eds de destino da exporta\u00e7\u00e3o total brasileira, \u00e9\u00a0um exemplo. Em 2007, os manufaturados representavam 93% das vendas de produtos brasileiros para o pa\u00eds vizinho. No ano passado, a fatia caiu para 89,9%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O Chile e a Venezuela &#8211; que, ao lado da Argentina, comp\u00f5em o grupo dos tr\u00eas principais mercados sul-americanos para o Brasil &#8211; seguem a mesma tend\u00eancia. Em 2007, 64% da exporta\u00e7\u00e3o brasileira para os chilenos era de manufaturados. No ano passado, a participa\u00e7\u00e3o diminuiu para 52,7%. Para a Venezuela, a fatia caiu, no mesmo per\u00edodo, de 82,9% para 55,1%. Os dados s\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Jos\u00e9\u00a0Augusto de Castro, presidente em exerc\u00edcio da AEB, diz que, tradicionalmente, os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, al\u00e9m do M\u00e9xico, mant\u00eam participa\u00e7\u00e3o maior de manufaturados nas compras de produtos brasileiros. A localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, diz, afeta os custos log\u00edsticos e contribui para maior competitividade do manufaturado brasileiro quando o destino est\u00e1\u00a0a dist\u00e2ncia relativamente curta. O problema \u00e9 que, mesmo nesses destinos, os produtos mais industrializados acabaram perdendo espa\u00e7o na pauta brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">&#8220;Isso \u00e9\u00a0resultado da estrat\u00e9gia de pa\u00edses como a China, que est\u00e3o entrando de forma mais agressiva em mercados em crescimento&#8221;, diz Castro. Para ele, uma solu\u00e7\u00e3o a prazo mais curto seria oferecer a setores com potencial de exporta\u00e7\u00e3o linhas de cr\u00e9dito espec\u00edficas para vender a pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O desempenho das vendas de manufaturados aos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul acompanhou o recuo dessa classe de produtos na exporta\u00e7\u00e3o total do pa\u00eds, lembra Castro. Em 2007, os manufaturados representavam 52,25% das vendas externas. Em 2011, a fatia era de apenas 36,05%, de acordo com a classifica\u00e7\u00e3o de manufaturados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">F\u00e1bio Silveira, s\u00f3cio da RC Consultores, diz que a menor representatividade dos manufaturados tamb\u00e9m em mercados pr\u00f3ximos ao Brasil reflete a perda de competitividade dos produtos de maior valor agregado produzidos no pa\u00eds por conta da press\u00e3o de custos internos de produ\u00e7\u00e3o crescentes, como m\u00e3o de obra e mat\u00e9ria-prima e servi\u00e7os. Ao mesmo tempo, um patamar de real valorizado em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar tira a rentabilidade das exporta\u00e7\u00f5es e impede que as empresa repasse a press\u00e3o de custos para os pre\u00e7os de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A crise financeira, avalia Silveira, ainda agravou o quadro, porque ajudou a criar um excedente de produtos no mercado internacional, o que aumentou a concorr\u00eancia, principalmente dos asi\u00e1ticos, com o produto brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">&#8220;Esse quadro tende a se acirrar mais em 2012 em raz\u00e3o da crise europeia&#8221;, diz o economista. &#8220;E o c\u00e2mbio deve continuar desfavor\u00e1vel \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m pode cogitar trabalhar com o d\u00f3lar a R$ 1,90 ao fim do ano, porque uma desvaloriza\u00e7\u00e3o muito grande do real traria alto risco de infla\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A expectativa, segundo Silveira, \u00e9\u00a0 que haja o fortalecimento da economia dom\u00e9stica no decorrer do segundo semestre e, a partir da\u00ed, a ind\u00fastria volte a crescer mais, ganhando escala e competitividade. &#8220;O que precisa ser feito \u00e9\u00a0uma discuss\u00e3o ampla, com planejamento estrat\u00e9gico que permita elevar a produ\u00e7\u00e3o industrial e as exporta\u00e7\u00f5es para cada um dos pa\u00edses.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Rodrigo Branco, economista da Funda\u00e7\u00e3o Centro de Estudos de Com\u00e9rcio Exterior (Funcex), acredita que, no caso da Argentina, podem ter pesado tamb\u00e9m as barreiras criadas nos \u00faltimos anos, como a demora para a libera\u00e7\u00e3o das licen\u00e7as de importa\u00e7\u00e3o. Isso, diz ele, afetou as exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Para Branco, a perda de competitividade do manufaturado brasileiro tem um exemplo contundente nos EUA, parceiro tradicional no com\u00e9rcio de industrializados. Ele lembra que, enquanto os manufaturados perderam espa\u00e7o na exporta\u00e7\u00e3o aos americanos, os b\u00e1sicos avan\u00e7aram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Segundo os dados da AEB, os b\u00e1sicos representavam em 2007 19,4% das vendas do Brasil aos EUA. No ano passado, essa fatia subiu para 33,8%. Branco diz que, dentro dos b\u00e1sicos, o petr\u00f3leo teve avan\u00e7o importante. &#8220;Essa perda de fatia dos manufaturados aconteceu por uma concorr\u00eancia maior dentro do mercado americano. A crise agravou a situa\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Real j\u00e1\u00a0 se valorizou 11% ante o d\u00f3lar no ano<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O real caminha para encerrar fevereiro na dianteira do ranking das moedas mais valorizadas do mundo em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar, como j\u00e1\u00a0ocorreu em janeiro. At\u00e9\u00a0ontem, a moeda brasileira acumulava alta de 11% no ano, \u00e0\u00a0frente do peso mexicano, com ganhos de 8,9%, do d\u00f3lar da Nova Zel\u00e2ndia, com 8,5%, e de 8% do rand sul-africano. S\u00f3 o iene perdia do d\u00f3lar americano: 4,3%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Segundo especialistas, a valoriza\u00e7\u00e3o do real \u00e9\u00a0explicada, principalmente, pelo otimismo do investidor global com o Brasil. Em janeiro, por exemplo, entraram no Pa\u00eds quase US$ 5,5 bilh\u00f5es na conta do chamado investimento estrangeiro direto. Para se ter uma ideia, no mesmo m\u00eas do ano passado, o saldo positivo foi de US$ 2,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O fluxo cambial &#8211; que resulta da diferen\u00e7a entre entradas e sa\u00eddas de d\u00f3lares do Pa\u00eds &#8211; estava positivo em US$ 6,5 bilh\u00f5es nos 17 primeiros dias de fevereiro, segundo o Banco Central (BC). Quase US$ 4,2 bilh\u00f5es tinham origem no segmento financeiro, enquanto US$ 2,4 bilh\u00f5es eram de opera\u00e7\u00f5es comerciais (exporta\u00e7\u00f5es menos importa\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Outro fator importante \u00e9\u00a0a pol\u00edtica de governos de pa\u00edses desenvolvidos para estimular suas economias em meio \u00e0\u00a0crise. Tanto o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) quanto o Banco Central Europeu (BCE) v\u00eam despejando enormes quantidades de d\u00f3lares e euros no mercado. Amanh\u00e3, por exemplo, o BCE far\u00e1 uma nova opera\u00e7\u00e3o para aliviar as dificuldades do setor banc\u00e1rio da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Para analistas, a tend\u00eancia \u00e9\u00a0 de que um cen\u00e1rio parecido se mantenha ao longo de 2012. Por isso, a maioria deles prev\u00ea\u00a0que a cota\u00e7\u00e3o a moeda americana n\u00e3o vai se alterar muito na compara\u00e7\u00e3o com os n\u00edveis atuais. O d\u00f3lar iniciou a semana valendo R$ 1,708, uma leve alta de 0,12%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Para o fim do ano, a expectativa da m\u00e9dia do mercado \u00e9\u00a0de R$ 1,75, conforme o boletim Focus divulgado ontem pelo BC. O Focus \u00e9 uma s\u00edntese de proje\u00e7\u00f5es de aproximadamente uma centena de bancos e consultorias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">&#8220;A valoriza\u00e7\u00e3o do real n\u00e3o\u00a0 \u00e9\u00a0conjuntural, mas sim estrutural, e est\u00e1\u00a0relacionada com a boa situa\u00e7\u00e3o do Brasil em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses desenvolvidos&#8221;, afirmou o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. O especialista lembra que, desde 2003, quando come\u00e7ou o primeiro mandato do ent\u00e3o presidente Lula, o real ganhou terreno em todos os anos, com exce\u00e7\u00e3o de 2009. Em 2003, o d\u00f3lar m\u00e9dio foi de R$ 3,06. Nos anos subsequentes, atingiu R$ 2,93 (2004), R$ 2,43, R$ 2,16, R$ 2,05, R$ 1,84, R$ 1,99 (2009), R$ 1,76, e R$ 1,67.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O diretor executivo da NGO Corretora de C\u00e2mbio, Sidnei Nehme, est\u00e1 um pouco mais pessimista do que a m\u00e9dia do mercado. Para ele, o d\u00f3lar encerrar\u00e1 2012 perto dos R$ 2. &#8220;Acredito que o cen\u00e1rio externo ser\u00e1 pior do que a maioria dos meus colegas avalia hoje&#8221;, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Fazenda quer estimular emiss\u00e3o de deb\u00eantures<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">De olho no aumento dos investimentos para o setor de infraestrutura, o Minist\u00e9rio da Fazenda estuda medidas para estimular a expans\u00e3o dos neg\u00f3cios no mercado de t\u00edtulos de renda fixa emitidos pelas empresas, as deb\u00eantures.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O governo quer retirar os entraves que existem no mercado nacional para garantir liquidez aos investidores que comprarem esses pap\u00e9is e quiserem depois vend\u00ea-los, sem esperar o prazo de vencimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A expectativa do governo \u00e9\u00a0de que o mercado de emiss\u00e3o desse tipo de t\u00edtulo tenha papel fundamental para as empresas conseguirem parte dos recursos necess\u00e1rios aos grandes investimentos no Pa\u00eds, em \u00e1reas como energia, aeroportos, portos e transportes. A ideia, segundo antecipou ao Estado o secret\u00e1rio executivo do Minist\u00e9rio Fazenda, Nelson Barbosa, \u00e9 criar uma esp\u00e9cie de agente formador de pre\u00e7o, conhecido no jarg\u00e3o econ\u00f4mico como &#8220;market maker&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Essa entidade privada funcionaria como um &#8220;guich\u00ea&#8221;, no qual o investidor pode comprar e vender a deb\u00eanture a um pre\u00e7o justo. A falta desse instrumento \u00e9\u00a0apontada pelo governo como um dos entraves para o desenvolvimento do mercado de deb\u00eantures.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O formador de mercado, disse Barbosa, ajuda a definir um pre\u00e7o correto para os pap\u00e9is e deve estimular mais \u00e0\u00a0frente uma melhor avalia\u00e7\u00e3o de risco do setor privado nacional. &#8220;Come\u00e7aremos a ter mais informa\u00e7\u00f5es das empresas&#8221;, disse. Segundo Barbosa, no in\u00edcio se pensou que o BNDESPar, uma subsidi\u00e1ria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), poderia cumprir essa fun\u00e7\u00e3o de formador de mercado, mas a ideia foi descartada. &#8220;Iria fugir do papel do BNDESpar&#8221;, disse. Para ele, n\u00e3o falta demanda dos investidores, mas sim a oferta desses pap\u00e9is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Incentivos. Com a conclus\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o que garante incentivos tribut\u00e1rios aos investidores pessoas f\u00edsicas e empresas que comprarem deb\u00eantures de longo prazo, inclusive estrangeiros, o governo acredita que haver\u00e1 um grande impulso a partir desse ano para novas emiss\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">As sociedades de prop\u00f3sito espec\u00edfico, empresas que ser\u00e3o criadas para tocar os investimentos em infraestrutura, poder\u00e3o emitir uma deb\u00eanture para financiar o projeto. Os investidores pessoa f\u00edsica que adquirirem esses pap\u00e9is, seja diretamente ou por meio de um fundo de investimento, estar\u00e3o isentos do Imposto de Renda. As empresas pagar\u00e3o uma al\u00edquota \u00fanica de 15%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Para que o comprador da deb\u00eanture tenha acesso ao benef\u00edcio, a empresa emissora tem que se habilitar no minist\u00e9rio da \u00e1rea relacionada ao investimento. A regulamenta\u00e7\u00e3o j\u00e1\u00a0est\u00e1\u00a0 pronta nos Minist\u00e9rios dos Transportes, Portos, Minas e Energia e Integra\u00e7\u00e3o Nacional, faltando Cidades, Ci\u00eancia e Tecnologia e Comunica\u00e7\u00f5es. Segundo Barbosa, as primeiras deb\u00eantures desse tipo dever\u00e3o ser lan\u00e7adas pelo setor de energia que j\u00e1 tem a &#8220;cultura&#8221; de constituir SPEs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Para dar seguran\u00e7a aos investidores, o governo pode baixar um ato declarat\u00f3rio ou um decreto deixando claro que, se o empreendedor do investimento n\u00e3o concluir a obra, o investidor que adquiriu a deb\u00eanture n\u00e3o perde o benef\u00edcio fiscal. &#8220;A responsabilidade \u00e9\u00a0do emissor da deb\u00eanture. N\u00e3o afeta o investidor&#8221;, disse Dyogo Oliveira, secret\u00e1rio executivo adjunto do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Alemanha diz sim \u00e0\u00a0Gr\u00e9cia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><em>O Globo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A chanceler alem\u00e3, Angela Merkel, obteve ontem uma vit\u00f3ria no Parlamento, que aprovou o novo pacote de ajuda \u00e0 Gr\u00e9cia, depois de alertar sobre os riscos incalcul\u00e1veis de uma sa\u00edda do pa\u00eds meridional da zona do euro. Apesar de ter enfrentado dissid\u00eancias em sua pr\u00f3pria coaliz\u00e3o e uma forte campanha na m\u00eddia \u2014 o jornal &#8220;Bild&#8221; estampou em sua primeira p\u00e1gina a palavra &#8220;Pare&#8221; \u2014, Merkel conseguiu que os parlamentares da C\u00e2mara Baixa, o Bundestag, aprovassem o socorro de C 130 bilh\u00f5es \u00e0 Gr\u00e9cia por 496 votos a favor e 90 contra. Houve cinco absten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Mas isso n\u00e3o impediu que a ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Standard &amp; Poor&#8221;s (S&amp;P) declarasse a Gr\u00e9cia em calote seletivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u2014 Acho que esses riscos s\u00e3o incalcul\u00e1veis e, consequentemente, indefens\u00e1veis \u2014 disse Merkel aos parlamentares, ressaltando os perigos, para a Uni\u00e3o Europeia (UE), de a Gr\u00e9cia sair do euro. \u2014 Como chanceler, preciso assumir riscos, mas n\u00e3o posso embarcar em aventuras. Meu juramento pro\u00edbe isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Apesar de a vota\u00e7\u00e3o representar uma vit\u00f3ria para a chanceler, 17 parlamentares de sua coaliz\u00e3o votaram contra o pacote. Al\u00e9m disso, no fim de semana o ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, afirmou \u00e0 revista &#8220;Der Spiegel&#8221; que a \u00fanica chance de recupera\u00e7\u00e3o para a economia grega era o pa\u00eds sair do euro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u2014 As chances de a Gr\u00e9cia se regenerar e tornar-se competitiva s\u00e3o certamente maiores fora da uni\u00e3o monet\u00e1ria \u2014 disse Friedrich, ressaltando, no entanto, que \u00e9 contra expulsar o pa\u00eds. \u2014 N\u00e3o estou falando de expulsar a Gr\u00e9cia, e sim de dar incentivos para uma sa\u00edda da qual eles necessitam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A rea\u00e7\u00e3o de Merkel foi r\u00e1pida. Seu porta-voz, Steffen Seibert, disse que a chanceler n\u00e3o compartilha dessa opini\u00e3o e defende que a prioridade, agora, \u00e9 estabilizar a Gr\u00e9cia. No Parlamento, Merkel admitiu, no entanto, que um novo socorro n\u00e3o garante que todos os problemas da Gr\u00e9cia ser\u00e3o resolvidos: \u2014 N\u00e3o h\u00e1 100% de garantia de que o segundo pacote de resgate ter\u00e1 sucesso \u2014 reconheceu a chanceler.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O &#8220;Bild&#8221; ainda divulgou no domingo uma pesquisa segundo a qual 62% dos alem\u00e3es queriam que o Parlamento votasse contra um novo socorro \u00e0 Gr\u00e9cia. Apenas 33% queriam a aprova\u00e7\u00e3o. Em editorial, o &#8220;Bild&#8221; afirmou que a Europa est\u00e1 &#8220;jogando dinheiro em um po\u00e7o sem fundo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Amanh\u00e3, Holanda e Finl\u00e2ndia votam<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Amanh\u00e3, ser\u00e1\u00a0a vez de os parlamentos de Holanda e Finl\u00e2ndia votarem um novo socorro \u00e0\u00a0Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Ambos os pa\u00edses t\u00eam-se mostrado t\u00e3o ou mais c\u00e9ticos que a Alemanha quanto \u00e0\u00a0efic\u00e1cia de dar mais dinheiro aos gregos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Se o novo pacote de C 130 bilh\u00f5es for aprovado, os recursos destinados \u00e0 Gr\u00e9cia chegar\u00e3o a C 240 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Em maio de 2010, a UE e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional aprovaram uma ajuda de C 110 bilh\u00f5es, que no ano seguinte mostrou-se insuficiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Do pacote original, j\u00e1\u00a0foram liberadas seis parcelas, no total de C 73 bilh\u00f5es, sendo C 52,9 bilh\u00f5es da UE e C 20,1 bilh\u00f5es do FMI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Al\u00e9m disso, espera-se que a troca da d\u00edvida em m\u00e3os dos credores privados \u2014 que concordaram com uma redu\u00e7\u00e3o de 53,5% do valor nominal dos pap\u00e9is que det\u00eam \u2014 traga um al\u00edvio adicional de C 107 bilh\u00f5es para a Gr\u00e9cia. A oferta formal foi feita na semana passada, e o governo grego espera que a opera\u00e7\u00e3o seja conclu\u00edda entre 8 e 12 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">E foi exatamente essa troca da d\u00edvida com os credores privados que levou a S&amp;P a decretar oficialmente, no in\u00edcio da noite de ontem, a Gr\u00e9cia como o primeiro pa\u00eds da zona do euro em morat\u00f3ria. A S&amp;P reduziu o rating do pa\u00eds de &#8220;CC&#8221; (risco de calote iminente) para &#8220;SD&#8221; (selective default, ou calote seletivo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A decis\u00e3o j\u00e1\u00a0era esperada: a ag\u00eancia avisara no in\u00edcio deste m\u00eas que faria isso se a Gr\u00e9cia inclu\u00edsse na proposta de troca uma cl\u00e1usula obrigando os credores a aceitarem a oferta se uma maioria preestabelecida aceit\u00e1-la. A S&amp;P considera isso uma troca for\u00e7ada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A ag\u00eancia afirmou ainda, segundo o &#8220;Wall Street Journal&#8221;, que, se n\u00e3o conseguir um n\u00famero suficiente de ades\u00f5es de credores, o calote da Gr\u00e9cia \u00e9 iminente. A quest\u00e3o agora \u00e9 se as demais ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o, como Fitch e Moody&#8221;s, seguir\u00e3o a decis\u00e3o da S&amp;P.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Analistas, no entanto, acham que a rea\u00e7\u00e3o do mercado n\u00e3o ser\u00e1\u00a0forte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u2014 Todos sabiam que haveria algum tipo de swap (troca) \u2014 disse \u00e0 ag\u00eancia de not\u00edcias Bloomberg News Ira Jersey, estrategista de juros do Credit Suisse. \u2014 Acredito que n\u00e3o v\u00e3o considerar isso importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O Minist\u00e9rio de Finan\u00e7as grego divulgou um comunicado comentando a decis\u00e3o da S&amp;P. Segundo a nota, a decis\u00e3o &#8220;j\u00e1 havia sido anunciada e todas as suas consequ\u00eancias foram antecipadas, planejadas e resolvidas&#8221; pelo Eurogrupo, que re\u00fane os ministros de Finan\u00e7as da zona do euro. O minist\u00e9rio disse ainda que o rebaixamento &#8220;n\u00e3o afetar\u00e1 o setor banc\u00e1rio&#8221; do pa\u00eds e que a nota deve ser revista para cima assim que a troca de d\u00edvida acabar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Amplia\u00e7\u00e3o do fundo de resgate \u00e9\u00a0adiada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">l No Parlamento, Merkel disse ainda que n\u00e3o h\u00e1 necessidade, no momento, de discutir o aumento do poder de fogo dos mecanismos de resgate da UE. O assunto seria discutido pelos l\u00edderes europeus em uma reuni\u00e3o nos dias 1, e 2 de mar\u00e7o, mas o presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Jos\u00e9 Manuel Dur\u00e3o Barroso, anunciou ontem que o tema ser\u00e1 analisado mais tarde, ainda este m\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Enquanto isso, a S&amp;P reduziu para negativa a perspectiva do rating do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Feef), de C 440 bilh\u00f5es, criado para socorrer pa\u00edses em dificuldade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A S&amp;P disse que isso reflete a redu\u00e7\u00e3o, em janeiro, das notas de Fran\u00e7a e \u00c1ustria. E alertou que pode haver um rebaixamento do Feef se os ratings de Fran\u00e7a, Alemanha, \u00c1ustria, Finl\u00e2ndia, Holanda e Luxemburgo ficarem abaixo de &#8220;AA+&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Para Thomas Straubhaar, presidente do instituto econ\u00f4mico alem\u00e3o HWWI, os parlamentares n\u00e3o tinham outra escolha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u2014 \u00c9 um valor elevado, mas qualquer outra op\u00e7\u00e3o para salvar a Gr\u00e9cia acabaria sendo ainda mais cara \u2014 disse ele \u00e0 televis\u00e3o alem\u00e3. (Com Bloomberg News e ag\u00eancias internacionais)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Abimaq prev\u00ea crescimento na \u00e1rea agr\u00edcola<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">A Abimaq, entidade que representa a ind\u00fastria de m\u00e1quinas e implementos do pa\u00eds, prev\u00ea crescimento moderado nas vendas internas de m\u00e1quinas agr\u00edcolas nos pr\u00f3ximos anos, considerando que os bons resultados obtidos em 2011 tinham bases baixas de compara\u00e7\u00e3o, reflexo da crise na temporada 2008\/09. A expectativa \u00e9 diferente daquela manifestada pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea), que no in\u00edcio do m\u00eas previu estabilidade nas vendas de tratores e colheitadeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Em 2011, o faturamento com m\u00e1quinas agr\u00edcolas cresceu 34% ante 2010, para R$ 10 bilh\u00f5es. O c\u00e1lculo \u00e9\u00a0 do Departamento de Economia e Estat\u00edstica da Abimaq. Segundo Celso Casale, presidente da C\u00e2mara Setorial de M\u00e1quinas e Implementos Agr\u00edcolas da Abimaq, a performance de 2011 se deve aos pre\u00e7os das commodities ainda elevados. &#8220;O produtor est\u00e1 capitalizado e sabe que precisa investir em mecaniza\u00e7\u00e3o&#8221;. A meta para 2012 \u00e9 repetir o crescimento de vendas de 2011, de 10% a 15%. A demanda maior deve vir da pecu\u00e1ria bovina e do segmento de gr\u00e3os, especialmente soja e milho, prev\u00ea Casale.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nFolha de S. 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