{"id":24770,"date":"2020-01-26T00:46:08","date_gmt":"2020-01-26T03:46:08","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24770"},"modified":"2020-01-26T00:46:08","modified_gmt":"2020-01-26T03:46:08","slug":"encontro-mundial-contra-o-imperialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24770","title":{"rendered":"Encontro Mundial Contra o Imperialismo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pbs.twimg.com\/media\/EO7lkokWkAApa8-.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Foto: Partido Comunista da Venezuela<\/p>\n<p>O Partido Comunista da Venezuela PCV) participou do Encontro Mundial contra o Imperialismo, realizado, na cidade de Caracas, Venezuela, entre os dias 22 e 24 de janeiro, que contou com a presen\u00e7a de organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais de v\u00e1rias regi\u00f5es do planeta, para tratar da luta unificada contra as agress\u00f5es do imperialismo, que atacam na\u00e7\u00f5es e povos em busca de lucros crescentes para os monop\u00f3lios capitalistas.<\/p>\n<p>No dia 23\/01, a Dire\u00e7\u00e3o Nacional do PCV, em sua p\u00e1gina no Facebook, divulgou:<\/p>\n<p>&#8220;Hoje participamos da instala\u00e7\u00e3o do Encontro Mundial Contra o Imperialismo.<\/p>\n<p>Delegados de todo o mundo se congregaram em Caracas para articular a\u00e7\u00f5es em defesa da soberania e da autodetermina\u00e7\u00e3o de nossos povos.<\/p>\n<p>#AntiimperialistasSiempre| &gt; O Movimento de Mulheres Clara Zetkin (@clarazetkin4) e a delega\u00e7\u00e3o do Partido Comunista do Peru Patria Roja (@patriaroja) presentes no Encontro Mundial contra o Imperialismo\u00a0#YankeeGoHome&#8221;<\/p>\n<p>Abaixo, reproduzimos mat\u00e9ria sobre o evento publicada pelo Jornal Brasil de Fato.<\/p>\n<p>Na Venezuela, Encontro Contra o Imperialismo re\u00fane militantes dos cinco continentes<br \/>\nEvento reuniu mais de 800 pessoas e definiu uma agenda de mobiliza\u00e7\u00f5es para 2020<\/p>\n<p>Michele de Mello<\/p>\n<p>Brasil de Fato | Caracas (Venezuela)<\/p>\n<p>&#8220;A paz do planeta est\u00e1 seriamente amea\u00e7ada pela pol\u00edtica de agress\u00f5es militares dos Estados Unidos&#8221;, sentenciou o documento final, aprovado\u00a0por unanimidade, no Encontro Mundial Contra o Imperialismo, realizado nos dias 22 a 24 de janeiro, em Caracas, Venezuela. O\u00a0evento\u00a0reuniu mais de 800 pessoas dos cinco continentes e foi realizado a partir de uma\u00a0convocat\u00f3ria do\u00a0XXV Foro de S\u00e3o Paulo, tamb\u00e9m sediado na capital venezuelana, em julho do ano passado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das amea\u00e7as vindas pela imp\u00e9rio estadunidense, a declara\u00e7\u00e3o aponta que &#8220;se soma uma crise \u00e9tica nesse modo de vida dominante da economia do capital, que imp\u00f5e a l\u00f3gica do consumo sobre os direitos humanos. O capitalismo est\u00e1 em crise e isso o deixa muito mais perigoso, agressivo e imprevis\u00edvel. Isso evidencia que as solu\u00e7\u00f5es para o mundo atual demandam um novo modelo de sociedade.&#8221;<\/p>\n<p>O encontro foi organizado pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do atual presidente\u00a0Nicol\u00e1s Maduro, e contribuiu para uma articula\u00e7\u00e3o internacional em rela\u00e7\u00e3o ao tema, al\u00e9m de\u00a0levar as experi\u00eancias do pa\u00eds sul-americano a outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>\u201cEsses encontros tamb\u00e9m terminam sendo um processo de an\u00e1lise do nosso partido, da nossa revolu\u00e7\u00e3o. Avaliamos a import\u00e2ncia de promover espa\u00e7os que nos permitam ver-nos num \u00e2mbito mundial de luta, porque a nossa luta poderia ser um aporte da Venezuela para a luta de outro pa\u00edses\u201d, afirma Diva Guzm\u00e1n, vice-ministra de Educa\u00e7\u00e3o para o Trabalho da Venezuela.<\/p>\n<p>Com espa\u00e7os de debate sobre a ind\u00fastria cultural hegem\u00f4nica, as a\u00e7\u00f5es militares da Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (OTAN) e o socialismo bolivariano do s\u00e9culo 21, os militantes estiveram tr\u00eas dias debatendo alternativas ao modelo econ\u00f4mico atual.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 mais que evidente a forma de atuar do imp\u00e9rio [estadunidense]. Se vemos apenas o exemplo da Venezuela, voc\u00ea se d\u00e1 conta de que um pa\u00eds poderoso, ainda mais belicamente falando, se intromete em assuntos internos, tem um plano e um interesse de gerar o caos total na nossa economia e na sociedade. E isso n\u00e3o se aplica apenas aqui, tamb\u00e9m est\u00e3o aplicando na Bol\u00edvia, executaram atrav\u00e9s de manipula\u00e7\u00e3o no Equador, atrav\u00e9s da imposi\u00e7\u00e3o na Argentina e no Brasil. Est\u00e3o revivendo a Doutrina Monroe\u201d, comentou Guzm\u00e1n sobre o car\u00e1ter anti-imperialista do evento.<\/p>\n<p>Devido \u00e0\u00a0agressividade da a\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos e da Uni\u00e3o Europeia, a vice-ministra tamb\u00e9m defende que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para responder dentro da diplomacia, porque as institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e o direito internacional foram defraudados pelas grandes pot\u00eancias mundiais.<\/p>\n<p>\u201cPara derrotar um monstro t\u00e3o grande como o imperialismo dos Estados Unidos, \u00e9 necess\u00e1rio\u00a0fazer de tudo. Entre elas, trabalhar em unidade, como vimos aqui. Sei que se conquistarmos o socialismo nos Estados Unidos, podemos liberar o mundo do imperialismo mais horroroso que j\u00e1 existiu\u201d, assegura Elizabeth Birriel, estadunidense e membro do Partido Socialismo e Libera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O sindicalismo brasileiro esteve representado por diretores da\u00a0Intersindical e da CTB (Foto: Michele de Mello\/Brasil de Fato)<\/p>\n<p>Al\u00e9m do debate do eixo geral do encontro, o anti-imperialismo, tamb\u00e9m ocorreram mesas de trabalho setoriais: de mulheres, negros e negras, povos origin\u00e1rios, trabalhadores e trabalhadoras, comunas, comunica\u00e7\u00e3o e juventude.<\/p>\n<p>No debate sindicalista, foi encaminhada a cria\u00e7\u00e3o de uma plataforma de luta anti-imperialista mundial, assim como interc\u00e2mbio sobre experi\u00eancias de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>J\u00e1 na mesa sobre as comunas, foi proposta a cria\u00e7\u00e3o de uma biblioteca online para compartilhar experi\u00eancias de constru\u00e7\u00e3o do poder popular, como as comunas venezuelanas ou os assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil.<\/p>\n<p>No setor comunicacional, foi encaminhada a cria\u00e7\u00e3o de uma rede de comunica\u00e7\u00e3o alternativa mundial, o apoio \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de cursos com forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica na\u00a0Universidade de Comunica\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0anunciada pelo presidente Nicol\u00e1s Maduro no congresso de comunicadores\u00a0\u2013, e\u00a0tamb\u00e9m uma mo\u00e7\u00e3o de apoio \u00e0\u00a0Telesur\u00a0e \u00e0 Hispantv, duas emissoras amea\u00e7adas internacionalmente. No caso da Telesur, pelo\u00a0deputado opositor Juan Guaid\u00f3, que h\u00e1 uma semana nomeou um suposto novo presidente para \u201crecuperar\u201d a transmiss\u00e3o da multiestatal.<\/p>\n<p>J\u00e1 o canal iraniano Hispantv teve todas as suas contas e conte\u00fados publicados em YouTube suspensas e o uso dos produtos Google bloqueados, como parte das san\u00e7\u00f5es impostas pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Militantes iranianos realizaram um\u00a0ato em homenagem ao general Qassem Soleimani, assassinado pelo ex\u00e9rcito dos EUA.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o encontro anti-imperialista aprovou mo\u00e7\u00f5es especiais de apoio \u00e0 luta dos povos chileno, norte-coreano, saharaui, boliviano, cubano, haitiano e catal\u00e3o. Tamb\u00e9m condenaram a I Confer\u00eancia Ministerial Hemisf\u00e9rica de Luta Contra o Terrorismo, que reuniu l\u00edderes da extrema direita mundial para discutir novos m\u00e9todos de combate a organiza\u00e7\u00f5es de esquerda como o Ex\u00e9rcito de Libera\u00e7\u00e3o Nacional (ELN), Hezbollah ou a pr\u00f3pria Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana, considerados uma amea\u00e7a terrorista pela Casa Branca.<\/p>\n<p>Nessa mesma confer\u00eancia da extrema direita, sediada em Bogot\u00e1, na Col\u00f4mbia, foram anunciados novos exerc\u00edcios militares, durante os dias 23 a 29 de janeiro, entre o Comando Sul \u2013 bra\u00e7o do Pent\u00e1gono que controla as bases estadunidenses na Am\u00e9rica Latina \u2013 e o ex\u00e9rcito colombiano, numa clara ofensiva regional.<\/p>\n<p>Agenda unificada<\/p>\n<p>Para fazer frente \u00e0 s\u00e9rie de amea\u00e7as que foram anunciadas pelos militantes, os delegados aprovaram a realiza\u00e7\u00e3o de um segundo Encontro\u00a0Mundial Contra o Imperialismo para consolidar uma plataforma internacional de luta, para o pr\u00f3ximo ano, com previs\u00e3o de ser realizado novamente na Venezuela. Antes disso, ser\u00e3o organizados encontros continentais anti-imperialistas\u00a0para fortalecer as organiza\u00e7\u00f5es de esquerda em cada regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Outras datas unit\u00e1rias de mobiliza\u00e7\u00e3o mundial est\u00e3o marcadas durante este per\u00edodo,\u00a0come\u00e7ando pelo 27 de fevereiro, que lembrar\u00e1\u00a0dos 31 anos do &#8220;Caraca\u00e7o&#8221; \u2013 levantamento popular espont\u00e2neo que denunciava a mis\u00e9ria do povo venezuelano durante a presid\u00eancia de Carlos Andr\u00e9s Perez e que terminou sendo a antessala para o surgimento\u00a0do chavismo. A convocat\u00f3ria de manifesta\u00e7\u00f5es mundiais para a data ter\u00e3o como tema o\u00a0apoio \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana.<\/p>\n<p>J\u00e1 em abril, pretende-se construir um dia de den\u00fancias das agress\u00f5es militares estadunidenses no Oriente M\u00e9dio e na Am\u00e9rica Latina, junto a um chamado pela paz mundial. Em junho,\u00a0foi anunciada uma nova data de mobiliza\u00e7\u00e3o contra o bloqueio econ\u00f4mico e san\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos a pa\u00edses como Cuba, Venezuela e Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Vivian Fernandes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24770\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[73],"tags":[234],"class_list":["post-24770","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c86-anti-imperialismo","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6rw","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24770","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24770"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24770\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}