{"id":24773,"date":"2020-01-26T00:49:08","date_gmt":"2020-01-26T03:49:08","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24773"},"modified":"2020-01-26T00:49:08","modified_gmt":"2020-01-26T03:49:08","slug":"ha-75-anos-o-exercito-vermelho-libertou-auschwitz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24773","title":{"rendered":"H\u00e1 75 anos o Ex\u00e9rcito Vermelho libertou Auschwitz"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh6.googleusercontent.com\/-abwsD_jCreo\/VMu89dFOJDI\/AAAAAAAATIE\/Wjyqe-cJZug\/w300-no\/auschwitz-27-januar-1945-archiv.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->ODIARIO.INFO<\/p>\n<p>Gustavo Carneiro<\/p>\n<p>Assinala-se nesta segunda-feira, 27 de janeiro, 75 anos sobre a liberta\u00e7\u00e3o do campo de exterm\u00ednio nazista de Auschwitz. Do muito que j\u00e1 se disse sobre o assunto, e do que seguramente se dir\u00e1 nos pr\u00f3ximos dias nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social dominados pelo grande capital, n\u00e3o sobressai devidamente a identidade do libertador: a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e o seu Ex\u00e9rcito Vermelho.<\/p>\n<p>S\u00f3 quem andar distra\u00eddo poder\u00e1 achar estranha semelhante desvaloriza\u00e7\u00e3o ou mesmo oculta\u00e7\u00e3o, tal a dimens\u00e3o e descaramento das opera\u00e7\u00f5es de reescrita da Hist\u00f3ria que marcam o nosso tempo. Elas s\u00e3o parte integrante da ofensiva ideol\u00f3gica que acompanha \u2013 e enquadra \u2013 o brutal e multifacetado ataque do imperialismo contra os direitos dos trabalhadores e dos povos.<\/p>\n<p>A Hist\u00f3ria, \u00e9 sabido, constitui para as for\u00e7as revolucion\u00e1rias e progressistas de todas as \u00e9pocas uma \u00fatil fonte de inspira\u00e7\u00e3o e um imprescind\u00edvel instrumento de compreens\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o do mundo, com base nas leis do desenvolvimento social. Inversamente, o desconhecimento ou incompreens\u00e3o da Hist\u00f3ria facilita a penetra\u00e7\u00e3o entre as massas de concep\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas contr\u00e1rias aos seus pr\u00f3prios interesses. A ascens\u00e3o, um pouco por todo o mundo, de for\u00e7as de extrema-direita e de car\u00e1ter fascistizante (quando n\u00e3o mesmo neonazi) \u00e9 disto exemplo maior, mas est\u00e1 longe de ser o \u00fanico.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria cr\u00edtica dos partidos e da pol\u00edtica, a desvaloriza\u00e7\u00e3o dos sindicatos e da luta organizada, a secundariza\u00e7\u00e3o e a nega\u00e7\u00e3o da luta de classes em preju\u00edzo de v\u00e1rias causas identit\u00e1rias, devidamente separadas e descontextualizadas, o ataque \u00e0s liberdades e \u00e0 democracia inserem-se, em grande medida, na premeditada promo\u00e7\u00e3o de uma insuficiente (e deficiente) apreens\u00e3o das li\u00e7\u00f5es do passado. \u00c9 precisamente por estar plenamente consciente da import\u00e2ncia da Hist\u00f3ria que o imperialismo dedica especial aten\u00e7\u00e3o ao que dela pretende que se registre e \u00e0 forma como o faz, recorrendo aos extraordin\u00e1rios meios que tem hoje \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o \u2013 dos livros de Hist\u00f3ria aos document\u00e1rios, dos curr\u00edculos escolares \u00e0s megaprodu\u00e7\u00f5es de Hollywood.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o promovida pelo imperialismo sobre a Segunda Guerra Mundial \u00e9, a este prop\u00f3sito, paradigm\u00e1tica: o papel determinante da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e dos comunistas na derrota do nazifascismo \u00e9 apagado, ao mesmo tempo que se sobrevaloriza a contribui\u00e7\u00e3o de outros; a natureza de classe do fascismo \u00e9 omitida, assim como a cumplicidade de que o nazismo alem\u00e3o beneficiou por parte das pot\u00eancias capitalistas como a Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a ou Estados Unidos; sobre as impressionantes \u2013 e, para a maioria da popula\u00e7\u00e3o mundial, in\u00e9ditas \u2013 conquistas alcan\u00e7adas no p\u00f3s-guerra cai hoje um denso manto de obscuridade.<\/p>\n<p>Poderia o capitalismo monopolista, com suas ramifica\u00e7\u00f5es, permitir que se soubesse que o fascismo \u00e9 a sua pr\u00f3pria ditadura terrorista? Ou que a guerra n\u00e3o resultou da \u00abloucura\u00bb de um qualquer Hitler de servi\u00e7o, mas da pr\u00f3pria natureza do capitalismo na sua fase imperialista? Ou que foram os comunistas e o movimento oper\u00e1rio e popular os principais obreiros da vit\u00f3ria sobre o nazifascismo? Poderia permitir que os trabalhadores e os povos tivessem confian\u00e7a na sua pr\u00f3pria luta, capacidade de resist\u00eancia e for\u00e7a transformadora?<\/p>\n<p>Para l\u00e1 de Hollywood<\/p>\n<p>Por mais cinematogr\u00e1fica que possa ser, a vers\u00e3o repetida at\u00e9 ao absurdo que apresenta o Dia D como a chave da vit\u00f3ria sobre o nazifascismo e os aliados ocidentais como os seus principais protagonistas n\u00e3o tem qualquer fundamento. Quando as for\u00e7as anglo-americanas desembarcam na Normandia, no in\u00edcio de junho de 1944 (abrindo finalmente a segunda frente, h\u00e1 muito prometida), j\u00e1 as hordas hitlerianas batiam em retirada, somando derrotas atr\u00e1s de derrotas \u00e0s m\u00e3os do Ex\u00e9rcito Vermelho e das for\u00e7as de resist\u00eancia popular.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, depois de ocuparem quase toda a Europa sem grande dificuldade, foi na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica que os ex\u00e9rcitos nazifascistas se depararam pela primeira vez com uma oposi\u00e7\u00e3o digna nesse nome: s\u00f3 no primeiro m\u00eas de invas\u00e3o, mais de 110 mil soldados alem\u00e3es tombaram e as unidades de tanques e motorizadas reduziram-se quase a metade. Era o fim da guerra rel\u00e2mpago (Blitzkrieg). Daqui por diante o avan\u00e7o continuaria por alguns meses, mas foi penoso e lento\u2026<\/p>\n<p>A primeira derrota na guerra sofreram-na os nazifascistas \u00e0s portas de Moscou: quando a batalha pela capital terminou, em abril de 1942, tinham perdido na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica um milh\u00e3o e meio de homens, cinco vezes mais do que na invas\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o de 11 pa\u00edses europeus. No final da guerra o balan\u00e7o n\u00e3o era menos revelador: os nazifascistas perderam nos combates contra a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica 80 por cento dos seus homens e na Frente Oriental foram capturadas, derrotadas ou esmagadas 607 das suas divis\u00f5es, mais do triplo do que sucedeu nas frentes do Norte de \u00c1frica, da It\u00e1lia e da Europa Ocidental, todas juntas.<\/p>\n<p>Foi igualmente na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica que se travaram as batalhas decisivas, que inverteram o rumo da guerra. A permanente resist\u00eancia em todas e a cada uma das cidades, vilas e aldeias ocupadas; a heroica defesa de Leningrado (sitiada durante 900 dias e nunca tomada) e a ruptura definitiva do cerco, em Janeiro de 1944; a vit\u00f3ria sovi\u00e9tica em Stalingrado, em Fevereiro de 1943, onde os nazistas perderam cerca de um quarto do total for\u00e7as imensas que concentraram na agress\u00e3o \u00e0 URSS, na sequ\u00eancia de encarni\u00e7ados combates rua a rua e casa a casa \u2013 foram momentos decisivos para o desfecho da guerra. A partir da derrota na imensa batalha de Kursk, em Agosto de 1943, o comando nazista perdeu a iniciativa da guerra e nunca mais foi capaz de a retomar, at\u00e9 \u00e0 sua derrota final, em Berlim, em maio de 1945.<\/p>\n<p>Entre as batalhas travadas em territ\u00f3rio sovi\u00e9tico e a vit\u00f3ria definitiva, na capital do Reich, o Ex\u00e9rcito Vermelho e as for\u00e7as de resist\u00eancia patri\u00f3ticas de v\u00e1rias nacionalidades libertaram a um ritmo avassalador 113 milh\u00f5es de pessoas de 11 pa\u00edses europeus ocupados pelos nazifascistas. Foi precisamente neste processo que a 1.\u00aa e a 4.\u00aa divis\u00f5es da frente ucraniana, comandadas respectivamente pelos generais Koniev e Petrov, chegaram \u00e0s imedia\u00e7\u00f5es do campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz, em Janeiro de 1945.<\/p>\n<p>Teses insustent\u00e1veis<\/p>\n<p>Ao pretender reescrever a Hist\u00f3ria, o imperialismo n\u00e3o procura apenas apagar o papel decisivo da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica na derrota do nazifascismo e o alto pre\u00e7o que por tal pagou \u2013 mais de 20 milh\u00f5es de mortos. Numa recente resolu\u00e7\u00e3o do Parlamento Europeu (aprovada com os votos dos deputados portugueses do CDS, PSD, PS e PAN), equipara-se mesmo o nazifascismo ao comunismo, ocultando-se que um e outro s\u00e3o opostos nos princ\u00edpios e nas pr\u00e1ticas e que o primeiro foi derrotado em 1945 gra\u00e7as \u00e0 a\u00e7\u00e3o determinante dos comunistas.<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o tem objetivos mais amplos do que a falsifica\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria, mas \u00e9 dela que parte para construir uma narrativa que aponta \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o de todos os que denunciam a natureza exploradora, opressora, agressiva e predadora do capitalismo, particularmente os que protagonizam o projeto e a luta pela sua supera\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. Para l\u00e1 do muito que oculta, escamoteia que o pacto de n\u00e3o agress\u00e3o assinado em Agosto de 1939 entre a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e a Alemanha nazista teve como prop\u00f3sito fundamental ganhar tempo face \u00e0 certa agress\u00e3o nazifascista contra a URSS.<\/p>\n<p>Nada diz, por\u00e9m, sobre as in\u00fameras propostas feitas pelos sovi\u00e9ticos desde 1933 (ano em que Hitler chegou ao poder na Alemanha) para a cria\u00e7\u00e3o de um sistema de seguran\u00e7a coletivo na Europa, destinado a prevenir a amea\u00e7a de agress\u00e3o nazifascista, nunca concretizado devido \u00e0 recusa de brit\u00e2nicos e franceses. Da mesma forma que cala a cumplicidade de Gr\u00e3-Bretanha e Fran\u00e7a na ascens\u00e3o do nazifascismo e na sua expans\u00e3o para Leste: pese embora a oposi\u00e7\u00e3o e propostas sovi\u00e9ticas em sentido contr\u00e1rio, estes dois estados consentiram a militariza\u00e7\u00e3o alem\u00e3 (1936), a interven\u00e7\u00e3o de Hitler e Mussolini contra a Rep\u00fablica espanhola (1937-39) ou o desmembramento e ocupa\u00e7\u00e3o da Tchecoslov\u00e1quia.<\/p>\n<p>S\u00f3 quando era j\u00e1 evidente que as autoridades brit\u00e2nicas e francesas n\u00e3o s\u00f3 recusavam qualquer coliga\u00e7\u00e3o antifascista como procuravam empurrar as hordas hitlerianas para Leste \u00e9 que a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica se decidiu, em agosto de 1939, a subscrever o tratado de n\u00e3o agress\u00e3o com a Alemanha. Com ele, ganhou quase dois anos para se preparar melhor, no plano militar, para a invas\u00e3o que inevitavelmente ocorreria. Quanto \u00e0 suposta \u00abpartilha\u00bb da Pol\u00f4nia entre sovi\u00e9ticos e alem\u00e3es, ela simplesmente n\u00e3o existiu, j\u00e1 que os territ\u00f3rios ocupados pela URSS foram os que o imperialismo lhe tinha subtra\u00eddo com o Tratado de Brest-Litovsk: a Ucr\u00e2nia Ocidental e parte da Bielorr\u00fassia.<\/p>\n<p>O exterm\u00ednio, a escravid\u00e3o e quem se escondeu por detr\u00e1s do nazismo<\/p>\n<p>A liberta\u00e7\u00e3o pelo Ex\u00e9rcito Vermelho do complexo de campos de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz (como, antes, os de Treblinka ou de Maidanek) revelou ao mundo a tenebrosa m\u00e1quina de morte do nazifascismo. S\u00f3 nos campos de exterm\u00ednio foram assassinadas 11 milh\u00f5es de pessoas: judeus, ciganos, eslavos, deficientes, comunistas, sindicalistas e outros democratas e resistentes antifascistas. Morreram nas c\u00e2maras de g\u00e1s e no pelot\u00e3o de fuzilamento; na tarimba, famintos, doentes e exaustos, ou na marquesa de um qualquer \u00abm\u00e9dico\u00bb que neles fez experi\u00eancias tenebrosas.<\/p>\n<p>Na obra &#8220;A R\u00fassia na Guerra&#8221; (publicada em Portugal pela Europa-Am\u00e9rica), o jornalista brit\u00e2nico Alexander Werth relata as suas impress\u00f5es ao entrar no campo de Maidanek, pouco depois de este ter sido localizado e libertado pelo Ex\u00e9rcito Vermelho: as c\u00e2maras de g\u00e1s e os fornos cremat\u00f3rios, os montes de cinzas humanas acumuladas. \u00abIncr\u00edvel\u00bb, assume, lembrando que o primeiro relat\u00f3rio que enviou para a BBC sobre esta tenebrosa realidade n\u00e3o foi publicado, pois a dire\u00e7\u00e3o considerava que o seu conte\u00fado era \u00abpropaganda russa\u00bb. S\u00f3 mais tarde, depois de terem sido descobertos pelas for\u00e7as anglo-americanas os campos de concentra\u00e7\u00e3o de Buchenwald, Dachau e Belsen \u00ab\u00e9 que se convenceu que Maidanek e Auschwitz eram aut\u00eanticos\u00bb.<\/p>\n<p>No funcionamento dos campos de exterm\u00ednio como de toda a sua m\u00e1quina de opress\u00e3o e guerra, o nazifascismo contou com o empenhado apoio de alguns dos mais importantes grupos econ\u00f4micos e financeiros de ent\u00e3o (e, alguns, de hoje), que o equiparam e beneficiaram do trabalho escravo dos prisioneiros: Thyssen, Krupp, Bayer, Volkswagen, IBM e Hugo Boss s\u00e3o apenas alguns deles. O fascismo, em todas as suas express\u00f5es, \u00e9 a ditadura terrorista dos monop\u00f3lios \u2013 e este \u00e9 aspecto essencial que a atual ofensiva ideol\u00f3gica do capitalismo pretende esconder.<\/p>\n<p>*Este artigo foi publicado no \u201cAvante!\u201d n\u00ba 2408, 23.01.2020<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24773\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[240],"tags":[233],"class_list":["post-24773","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-urss","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6rz","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24773"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24773\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}