{"id":24801,"date":"2020-01-31T01:40:55","date_gmt":"2020-01-31T04:40:55","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24801"},"modified":"2020-01-31T01:40:55","modified_gmt":"2020-01-31T04:40:55","slug":"plano-de-paz-de-trump-o-embuste-do-seculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24801","title":{"rendered":"&#8220;Plano de paz&#8221; de Trump: o embuste do s\u00e9culo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdnbr3.img.sputniknews.com\/images\/1456\/99\/14569994.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->A rejei\u00e7\u00e3o dos palestinianos ao chamado \u00abacordo do s\u00e9culo\u00bb \u00e9 total, dentro e fora da Palestina Cr\u00e9ditos \/ nst.com.my<\/p>\n<p>AbrilAbril<\/p>\n<p>Ao lado de Benjamin Netanyahu e sem a presen\u00e7a de representantes palestinos, o presidente norte-americano, Donald Trump, apresentou na \u00faltima ter\u00e7a-feira o pol\u00eamico plano de paz para o M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>A iniciativa de paz com a qual Trump diz estar decidido a resolver o \u00abconflito\u00bb entre israelenses e palestinos foi apresentada na Casa Branca como algo de muito positivo para \u00abambas as partes\u00bb, como se os palestinos, v\u00e1rios povos do Oriente M\u00e9dio e representantes pol\u00edticos do mundo \u00e1rabe n\u00e3o se tivessem declarado claramente contra o plano \u2013 ao longo dos meses de propaganda norte-americana \u2013, criticando a sua perspectiva enviesada a favor de Israel, denunciando a viola\u00e7\u00e3o dos direitos dos palestinos e considerando o \u00abacordo\u00bb morto ainda antes de nascer.<\/p>\n<p>O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, caracterizou o chamado plano de paz de Trump como uma \u00abconspira\u00e7\u00e3o\u00bb e disse que os direitos dos palestinos \u00abn\u00e3o est\u00e3o \u00e0 venda\u00bb. Nas ruas \u2013 na Faixa de Gaza cercada e na Cisjord\u00e2nia ocupada \u2013, sucederam-se as manifesta\u00e7\u00f5es, antes e depois da apresenta\u00e7\u00e3o, em Washington, de um plano de que foram exclu\u00eddos e que \u00e9 entendido como uma afronta por todas as fac\u00e7\u00f5es palestinas.<\/p>\n<p>Na Palestina, na regi\u00e3o do M\u00e9dio Oriente e noutras partes do mundo o acordo gerou indigna\u00e7\u00e3o e foi classificado como \u00abtrai\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo\u00bb, \u00abpesadelo\u00bb, \u00abconspira\u00e7\u00e3o, \u00abcat\u00e1strofe\u00bb, \u00abnova Declara\u00e7\u00e3o de Balfour\u00bb, \u00abplano de anexa\u00e7\u00e3o\u00bb, \u00abacordo natimorto\u00bb, \u00abguia para mais sofrimento\u00bb, \u00abacordo para o caixote de lixo da hist\u00f3ria\u00bb, enumera a PressTV.<\/p>\n<p>Embora Donald Trump tenha tentado passar a ideia de que a proposta \u00e9 vantajosa para ambas as partes \u2013 e uma \u00aboportunidade \u00fanica para os palestinos\u00bb \u2013, a quest\u00e3o central dos milh\u00f5es de refugiados \u00e9 ignorada, deixando-os de fora de um processo que, alegadamente, visa solucionar a \u00abquest\u00e3o palestina\u00bb.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Netanyahu foi claro a este respeito, afirmando que \u00abo problema dos refugiados\u00bb, nos termos do plano, deve ser \u00abresolvido fora do Estado de Israel\u00bb \u2013 ou seja, depois da limpeza \u00e9tnica associada \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel, o direito de retorno deixa de ser reconhecido aos palestinos.<\/p>\n<p>Outras quest\u00e3o centrais do acordo s\u00e3o o reconhecimento da soberania israelita sobre os colonatos \u2013 considerados ilegais \u00e0 luz do direito internacional \u2013 e a do estatuto de Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>De acordo com Trump, a iniciativa que apresentou daria in\u00edcio a uma fase de transi\u00e7\u00e3o para uma solu\u00e7\u00e3o de dois estados \u2013 h\u00e1 muito contemplada nas resolu\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas \u2013, e proporcionar\u00e1 aos palestinos uma capital em partes do Leste Jerusal\u00e9m. No entanto, n\u00e3o se percebe muito bem como, uma vez que o plano determina que Jerusal\u00e9m ser\u00e1 a capital de Israel e que este Estado ter\u00e1 o controle total sobre a cidade.<\/p>\n<p>A concretiza\u00e7\u00e3o de um Estado palestino fica tamb\u00e9m dependente do cumprimento, por parte dos palestinos, de determinadas condi\u00e7\u00f5es, como aquilo a que chamou \u00abrejei\u00e7\u00e3o do terrorismo\u00bb, \u00aba ado\u00e7\u00e3o de leis b\u00e1sicas para proteger os direitos humanos\u00bb (nada disto foi exigido a Israel), travar as atividades do Hamas e da Jihad Isl\u00e2mica, acabar com aquilo que designou como compensa\u00e7\u00e3o financeira aos terroristas e parar com o incitamento contra Israel \u2013 que a Autoridade Palestina dever\u00e1 reconhecer como um \u00abEstado judaico\u00bb.<\/p>\n<p>Neste sentido, n\u00e3o \u00e9 de estranhar que Benjamin Netanyahu tenha chamado nesta ter\u00e7a-feira ao presidente norte-americano o melhor amigo que Israel teve na Casa Branca.<\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do lobby sionista e evang\u00e9lico norte-americano, tamb\u00e9m se fizeram notar os embaixadores de Om\u00e3, do Bahrein e dos Emirados \u00c1rabes Unidos.<\/p>\n<p>Diversos comentadores \u2013 alguns dos quais por c\u00e1 \u2013 referiram-se \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o do pol\u00eamico \u00abplano de paz\u00bb no atual contexto como uma jogada pol\u00edtica para favorecer tanto Netanyahu, antes das elei\u00e7\u00f5es de 2 de mar\u00e7o, como Trump, que, como o primeiro, enfrenta acusa\u00e7\u00f5es no seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>https:\/\/www.abrilabril.pt\/internacional\/trump-anunciou-um-plano-de-paz-pro-israel<\/p>\n<p>O embuste do s\u00e9culo que os EUA querem impor aos palestinos<\/p>\n<p>por MPPM [*]<\/p>\n<p>O Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no M\u00e9dio Oriente (MPPM) condena firmemente o conte\u00fado do chamado &#8220;acordo do s\u00e9culo&#8221; para a resolu\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o palestina, apresentado no dia 28 de janeiro pelo presidente dos EUA, Donald Trump, acolitado pelo ainda primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.<\/p>\n<p>Apresentado com soberba imperial, o mal designado plano &#8220;Paz para a Prosperidade&#8221; rasga todas as resolu\u00e7\u00f5es aprovadas ao longo de d\u00e9cadas pela ONU sobre a quest\u00e3o palestina, e rasga mesmo os acordos, como Oslo, promovidos sob a \u00e9gide dos Estados Unidos da Am\u00e9rica desde a d\u00e9cada de 90. O &#8220;Plano&#8221; acompanha inteiramente as posi\u00e7\u00f5es da extrema-direita israelense e assume a forma de um diktat que pretende impor ao povo palestino, cujos representantes n\u00e3o foram sequer considerados dignos de consulta, a total ren\u00fancia aos seus direitos nacionais, reconhecidos e consagrados pelo direito internacional.<\/p>\n<p>A legitima\u00e7\u00e3o da anexa\u00e7\u00e3o e o prosseguimento da limpeza \u00e9tnica dos palestinos<\/p>\n<p>O &#8220;acordo do s\u00e9culo&#8221; proclama (de novo) Jerusal\u00e9m indivisa como capital do Estado de Israel; promove a anexa\u00e7\u00e3o por Israel de todos os colonatos judaicos na Cisjord\u00e2nia ocupada; reconhece a anexa\u00e7\u00e3o do Vale do Jord\u00e3o por Israel; nega aos refugiados palestinos, expulsos em sucessivas campanhas de limpeza \u00e9tnica pelas for\u00e7as sionistas e depois por Israel, o direito ao retorno. O mapa que acompanha o &#8220;Plano&#8221; tra\u00e7a uma fronteira que anexa a Israel os Montes Gol\u00e3 s\u00edrios, ao arrepio de toda a legitimidade internacional.<\/p>\n<p>O arguido por corrup\u00e7\u00e3o Netanyahu n\u00e3o perde tempo: aben\u00e7oado por Trump, quer que o governo de Israel discuta a primeira fase da anexa\u00e7\u00e3o j\u00e1 no pr\u00f3ximo domingo.<\/p>\n<p>Em contrapartida, aos palestinos caberia aceitar um &#8220;Estado&#8221; de farsa, ainda assim remetido mais uma vez para as calendas gregas: uma entidade informe, fragmentada em guetos descont\u00ednuos que fazem lembrar os planos de bantust\u00f5es da \u00c1frica do Sul do Apartheid, sem controlo das fronteiras, sem controlo do espa\u00e7o a\u00e9reo e das \u00e1guas territoriais, com capital num arrabalde de Jerusal\u00e9m Oriental, sem o direito a ter for\u00e7as militares pr\u00f3prias mas sujeita \u00e0 eterna presen\u00e7a militar de Israel. Al\u00e9m disso, os palestinos teriam de renunciar aos subs\u00eddios financeiros \u00e0s fam\u00edlias dos presos e das v\u00edtimas mortais da repress\u00e3o israelita; de reconhecer Israel como &#8220;Estado-na\u00e7\u00e3o do povo judeu&#8221;, ou seja, a discrimina\u00e7\u00e3o dos palestinos cidad\u00e3os de Israel; e de aceitar o desarmamento dos movimentos da resist\u00eancia palestina.<\/p>\n<p>Uma parte dos palestinos cidad\u00e3os de Israel estariam destinados a ser anexados \u00e0 for\u00e7a ao pseudoestado palestino. A coberto do falacioso argumento de um Estado-na\u00e7\u00e3o para os judeus e de um Estado-na\u00e7\u00e3o para os palestinos, a pretexto de &#8220;compensa\u00e7\u00e3o territorial&#8221; pelos colonatos implantados no cora\u00e7\u00e3o da Cisjord\u00e2nia, trata-se na realidade de mais uma medida de limpeza \u00e9tnica, visando aquilo que o sionismo n\u00e3o conseguiu realizar em 1948: um Estado judaico &#8220;etnicamente puro&#8221;, desembara\u00e7ado dos seus habitantes palestinos, mu\u00e7ulmanos e crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Na linha direta de medidas anteriores da administra\u00e7\u00e3o Trump \u2014 reconhecimento de Jerusal\u00e9m como capital de Israel e transfer\u00eancia para a\u00ed da embaixada dos EUA; corte do financiamento \u00e0 UNRWA, a ag\u00eancia da ONU de assist\u00eancia aos refugiados palestinos; anexa\u00e7\u00e3o dos Montes Gol\u00e3 s\u00edrios ocupados em 1967; nega\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter ilegal dos colonatos israelitas nos territ\u00f3rios palestinos ocupados \u2014, o plano estadunidense parece sa\u00eddo da pena dos sionistas mais radicais, dos colonos mais extremistas. E n\u00e3o por acaso: \u00e9 significativo que Trump e Netanyahu tenham ambos saudado o papel desempenhado neste processo por David Friedman, embaixador dos EUA em Israel, por Jason Greenblatt, enviado especial para o Oriente M\u00e9dio, e por Jared Kushner, genro de Trump e principal autor do plano, todos sionistas assumidos com liga\u00e7\u00f5es estreitas ao movimento dos colonos.<\/p>\n<p>Uma nova ordem internacional no Oriente M\u00e9dio com o Ir\u00e3 na linha de mira<\/p>\n<p>A relev\u00e2ncia do que est\u00e1 em causa transcende o quadro estrito da quest\u00e3o palestina. Trata-se de uma viola\u00e7\u00e3o brutal da legalidade internacional, para mais apresentada expressamente como parte de um plano de agress\u00e3o contra o Ir\u00e3. Trump afirmou, e Netanyahu reiterou e aplaudiu, que o plano surge na sequ\u00eancia do rompimento unilateral pelos EUA do acordo de limita\u00e7\u00e3o nuclear assinado com o Ir\u00e3 pelos cinco membros permanentes do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU mais a Alemanha, e jactou-se do assassinato em Bagd\u00e1, em gritante viola\u00e7\u00e3o da soberania do Iraque, do general iraniano Qassem Soleimani, protagonista destacado do combate ao Daesh e outros terroristas que atentam contra a integridade e a soberania da S\u00edria.<\/p>\n<p>Trump silencia sobre o terrorismo de Estado e a limpeza \u00e9tnica praticados desde h\u00e1 d\u00e9cadas por Israel contra o povo palestino e outros povos da regi\u00e3o, e quer retirar \u00e0 quest\u00e3o palestina a centralidade que tem no estabelecimento de um clima de paz no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>O que se visa \u00e9 toda uma reorganiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e geoestrat\u00e9gica da regi\u00e3o sob a \u00e9gide imperial. Apresentando o Ir\u00e3 como principal promotor do terrorismo, o que se procura \u00e9 criar em torno do eixo Israel-Ar\u00e1bia Saudita um alinhamento de certos pa\u00edses \u00e1rabes contra os pa\u00edses e as for\u00e7as que no Oriente M\u00e9dio se op\u00f5em ao dom\u00ednio dos Estados Unidos e se colocam ao lado do povo palestino. O documento explicita-o ao recomendar a cria\u00e7\u00e3o de um &#8220;Conselho de Seguran\u00e7a Regional&#8221; composto pelos EUA, Israel, &#8220;Estado da Palestina&#8221;, Jord\u00e2nia, Egito, Ar\u00e1bia Saudita e Emirados \u00c1rabes Unidos.<\/p>\n<p>A comunidade internacional deve assumir as suas responsabilidades<\/p>\n<p>De resto, a presen\u00e7a na sess\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o do &#8220;acordo do s\u00e9culo&#8221; dos embaixadores em Washington do Bahrein, de Om\u00e3 e dos Emirados \u00c1rabes Unidos \u00e9 bem o sintoma do estado avan\u00e7ado da realiza\u00e7\u00e3o deste plano \u2014 e da trai\u00e7\u00e3o cada vez mais descarada e ign\u00f3bil de regimes reacion\u00e1rios e ditatoriais \u00e1rabes \u00e0 causa palestina.<\/p>\n<p>A gravidade inaudita do documento e dos perigos reais que faz pesar sobre os povos do M\u00e9dio Oriente, e em primeiro lugar sobre o martirizado povo palestino, exige que a opera\u00e7\u00e3o agora em curso seja barrada.<\/p>\n<p>Para isso \u00e9 necess\u00e1rio que pa\u00edses e organiza\u00e7\u00f5es que defendem um mundo regido pelo direito internacional e n\u00e3o pela lei do mais forte atuem energicamente e sem demora, rejeitando de forma categ\u00f3rica o plano apresentado unilateralmente pelos EUA e reafirmando que a solu\u00e7\u00e3o para o drama palestino \u00e9 inconcili\u00e1vel com a continua\u00e7\u00e3o, seja sob que forma for, do controlo e coloniza\u00e7\u00e3o sionista dos territ\u00f3rios palestinos ocupados em 1967. A ONU, cuja legitimidade \u00e9 diretamente posta em causa por este plano, bem como a Uni\u00e3o Europeia, que reafirmaram j\u00e1 o seu continuado apego \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de dois Estados, incluindo um Estado palestino nas fronteiras de 1967, devem, ademais, passar das pias declara\u00e7\u00f5es de princ\u00edpios aos atos.<\/p>\n<p>O MPPM considera intoler\u00e1vel que a Uni\u00e3o Europeia mantenha com Israel um Acordo de Associa\u00e7\u00e3o, quando este refere como condi\u00e7\u00e3o, logo no pre\u00e2mbulo, o respeito pelos direitos humanos e pela democracia. O que a situa\u00e7\u00e3o reclama s\u00e3o antes san\u00e7\u00f5es contra Israel, violador contumaz e impenitente do direito internacional e dos direitos humanos dos palestinos.<\/p>\n<p>Portugal n\u00e3o pode continuar a ser complacente com Israel<\/p>\n<p>O MPPM considera inaceit\u00e1vel que o governo portugu\u00eas continue a manter relativamente aos crimes e viola\u00e7\u00f5es do direito internacional por parte de Israel uma atitude de chocante complac\u00eancia. \u00c9 inaceit\u00e1vel que o governo portugu\u00eas mantenha uma coopera\u00e7\u00e3o de longa data com Israel nos dom\u00ednios militar e de seguran\u00e7a, recentemente evidenciada na aquisi\u00e7\u00e3o de equipamento israelita de guerra eletr\u00f4nica para os avi\u00f5es KC-390 destinados \u00e0 For\u00e7a A\u00e9rea Portuguesa. \u00c9 inaceit\u00e1vel que o governo portugu\u00eas enfileire com aqueles que querem desqualificar a justa cr\u00edtica ao sionismo e aos crimes de Israel equiparando-a ao antissemitismo, como pretende a capciosa defini\u00e7\u00e3o da International Holocaust Remembrance Alliance que o governo subscreveu.<\/p>\n<p>No cumprimento do preceituado pela Constitui\u00e7\u00e3o, o MPPM considera que o governo portugu\u00eas deve, ao inv\u00e9s, assumir uma posi\u00e7\u00e3o ativa de den\u00fancia dos crimes e viola\u00e7\u00f5es do direito por parte de Israel. O governo portugu\u00eas deve dar cumprimento \u00e0 recomenda\u00e7\u00e3o da Assembleia da Rep\u00fablica e reconhecer soberanamente o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967, bem como agir nesse sentido dentro das institui\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o Europeia, aderindo \u00e0 proposta do Luxemburgo.<\/p>\n<p>Solidariedade com a causa palestina<\/p>\n<p>Os des\u00edgnios dos EUA e do Estado sionista de liquidar de vez as aspira\u00e7\u00f5es do povo palestino \u00e0 liberdade, \u00e0 justi\u00e7a para os refugiados, a um Estado soberano e independente contam com a oposi\u00e7\u00e3o firme e cada vez mais unida do pr\u00f3prio povo palestino.<\/p>\n<p>Neste momento de extrema dificuldade para o povo palestino, e num combate que \u00e9 tamb\u00e9m pela paz e a justi\u00e7a em todo o M\u00e9dio Oriente e no mundo, o MPPM reitera a sua solidariedade de sempre \u00e0 causa do povo da Palestina e apela \u00e0 solidariedade ativa de todas e todos os cidad\u00e3os e organiza\u00e7\u00f5es portugueses com o povo palestino no seu anseio pela realiza\u00e7\u00e3o dos seus leg\u00edtimos e imprescrit\u00edveis direitos nacionais.<\/p>\n<p>30 de Janeiro de 2020<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o Nacional do MPPM<\/p>\n<p>[*] Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no M\u00e9dio Oriente, www.mppm-palestina.org<\/p>\n<p>Este comunicado encontra-se em https:\/\/resistir.info\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24801\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[228],"class_list":["post-24801","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6s1","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24801","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24801"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24801\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}