{"id":24840,"date":"2020-02-05T23:07:42","date_gmt":"2020-02-06T02:07:42","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24840"},"modified":"2020-02-05T23:07:42","modified_gmt":"2020-02-06T02:07:42","slug":"os-orfaos-da-nova-republica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24840","title":{"rendered":"Os \u00f3rf\u00e3os da Nova Rep\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/glIg35v01WfyhXe3xBZuUry2lyaNi2BW6Nhoss9pBecDnSDpbQlxSfx-ZBFYiAhPCi_vGp7Cc596PrUZTzmNLVvvYwCYMo_PQcKsKR9w_fdoOakitqGR3Otu8UuoF8DNFbJr8CaM9bTs7NTXYUJLWvrWdOQMEE5JikGdN7y0fuGtV4Rvo7vri7NN6PDloT8X_fcAC6Y9baHRxSZMtnjk0zXFkzKRxtFhcEWevvnPmrZyXNmolzKTjaJmLKY9Yo_xkCZDfZ_PRc6wNrS4Jy0x22Zq48VKsPpK9QeBg1LrDGw39WNxzSx-pG8vKwLA51XPMa0VK4D7uMfJStcJZ_0BsATN25mjcAOLpvhM6aeozVK5w1F_XApIZ9KtDrLMBNQZ07spz50IY04H9_7LsB59HV-YZ-1QQpkgcdREbeTDqTt3eclO8azFpe2Rvo2OBWqo1AqyuKwrkTt9OJzL_PeUKcM5axuSJdbAwIqXzOiWfz297pZrWmxR9aZM9c0RDc6lTGt1YmuaTPJiM2FrPow90wU219FXGZGWRC8FHli5bQbuZfcPX2ZDlJmnLx5zQhF9fLqoOLtyFrA12gZR5483T3wELpYEVb7wHQeJjhIBLZzlt30I4UIv-TlZA8p7HrwOLM-WN6LLbql6NRaqi1ZawSYioopP2XKjiIjFhQrNFp6CCce60vZdpck=w960-h632-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Charge: Mauro Iasi<\/p>\n<p>The Intercept e os \u00f3rf\u00e3os da Nova Rep\u00fablica<\/p>\n<p>por Pedro Marin | Revista Opera<\/p>\n<p>Os \u00f3rf\u00e3os da Nova Rep\u00fablica est\u00e3o desesperados. Passaram d\u00e9cadas imaginando que aquela distens\u00e3o democr\u00e1tica posta em marcha por Ernesto Geisel continuaria a mover suas engrenagens, at\u00e9 que o Brasil \u2013 esse forno alimentado pelo carv\u00e3o-gente \u2013 se tornasse Nova Iorque ou Amsterd\u00e3.<\/p>\n<p>N\u00e3o perceberam que as engrenagens em que viam o progresso se movimentavam, ainda que sob o v\u00e9u democr\u00e1tico-liberal, lubrificadas de sangue, inodoro aos narizes arrebitados, e que seu ritmo e dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o estavam sob controle deles, os sonhadores moderados. Ao fim, a m\u00e1quina foi posta em marcha \u00e0 r\u00e9, e os moderados ficaram \u00f3rf\u00e3os de sonhos. Agora sim sentem o cheiro, gritam dos telhados e jogam tomates contra quem passa correndo, dinamite em m\u00e3os, pronto para explodir a m\u00e1quina e seus gestores.<\/p>\n<p>Exemplo maior foi dado pelos jornalistas Tatiana Dias e Rafael Moro Martins no artigo \u201cElogiar ditadores \u00e9 a melhor forma de a esquerda continuar perdendo\u201c, publicado no The Intercept nesta semana. Recheado da desonestidade de saltos l\u00f3gicos sem limites, sob os quais um par\u00e1grafo inteiro serve para macular a imagem de comunicadores comunistas enquanto se defende a fam\u00edlia imperial russa \u2013 talvez os jornalistas imaginem que o Czar se chamasse Haddad II, que o regime mon\u00e1rquico que comandava fosse modernizador, ou ainda que sua pol\u00edcia seguisse os tratados internacionais que nem a moderna pol\u00edcia militar paulista segue -, o texto que publicaram \u00e9 um excelente exemplo das teses defendidas hoje por amplos setores da esquerda e da direita, ambos autointitulados \u201cmoderados\u201d.<\/p>\n<p>Essas teses partem do pressuposto de que houve uma ruptura da Nova Rep\u00fablica a partir da elei\u00e7\u00e3o de Bolsonaro ou do golpe contra Dilma Rousseff, e que \u00e9 fundamental agir para recuper\u00e1-la. Mais: que o caminho para recuper\u00e1-la \u00e9 falar mais baixo; mais amigavelmente. N\u00e3o citar \u201cditadores\u201d, n\u00e3o preparar a revolta, n\u00e3o responder \u00e0 altura. Criar amplas coaliz\u00f5es \u00e9, de novo, a f\u00f3rmula imaginada para o sucesso.<\/p>\n<p>A Rep\u00fablica perdida<br \/>\nA pol\u00edtica, ao contr\u00e1rio do que ensinam Tatiana e Rafael, n\u00e3o \u00e9 \u201cnegocia\u00e7\u00e3o\u201d. A pol\u00edtica \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o da luta sangrenta entre as classes que comp\u00f5em a sociedade, em busca de seus interesses. Trocando em mi\u00fados: a pol\u00edtica que conhecemos nos \u00faltimos anos no Brasil, apesar de sangrenta, \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o pac\u00edfica de uma guerra, em que alguns poucos moem gente para enriquecer, e outros v\u00e1rios lutam para n\u00e3o serem mo\u00eddos. A Nova Rep\u00fablica nasceu de uma ditadura militar que impedira a ascens\u00e3o da classe trabalhadora em um governo verdadeiramente democr\u00e1tico e popular. Ela nasceu para ser a extens\u00e3o, democr\u00e1tica, da moagem que a ditadura conseguira defender. Mas esse projeto, de espolia\u00e7\u00e3o sem grandes turbul\u00eancias e com democracia, chegou a um limite. Que nos interessa o espet\u00e1culo da negocia\u00e7\u00e3o, se o fim da moagem n\u00e3o estiver em pauta?<\/p>\n<p>O golpe contra Dilma demonstrou que essa pol\u00edtica n\u00e3o \u00e9 encerrada em si mesma, que nem sempre \u00e9 regida pelas regras que ela mesma criou. Isso \u00e9, a representa\u00e7\u00e3o da luta dos interesses, quando infrut\u00edfera ou sup\u00e9rflua para os interesses em si, \u00e9 substitu\u00edda por uma outra representa\u00e7\u00e3o. A elei\u00e7\u00e3o de Bolsonaro \u00e9 o marco desta nova representa\u00e7\u00e3o, em que a pol\u00edtica deixa de lado sua pose pac\u00edfica \u2013 de pac\u00edfica ela de qualquer forma s\u00f3 tinha a pose \u2013 e volta a se aproximar da guerra. Que nos interessa o espet\u00e1culo da negocia\u00e7\u00e3o, se negociaremos com aqueles dispostos a preparar a guerra?<\/p>\n<p>Defender a necessidade de recuperar a Nova Rep\u00fablica nada mais \u00e9 do que defender a recupera\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o, da apar\u00eancia; da pose. \u00c9 defender como projeto os tempos em que o sangue, ainda que vertido t\u00e3o inutilmente como hoje, era inodoro e ignor\u00e1vel, porque n\u00e3o era anunciado em programas partid\u00e1rios e na televis\u00e3o. No m\u00e1ximo, percebendo o sangue, diziam que ele era uma \u201cfalha\u201d, um pequeno \u201cdesvio\u201d da democracia, uma conting\u00eancia. N\u00e3o entenderam que a m\u00e1quina n\u00e3o funciona sem ele. Que nos interessa o espet\u00e1culo da negocia\u00e7\u00e3o, se a negocia\u00e7\u00e3o for pelo tipo de espet\u00e1culo?<\/p>\n<p>Os jornalistas sequer ousam imaginar um cen\u00e1rio para al\u00e9m da derrubada de Bolsonaro. Dizem: \u201cmesmo que tenha gente que siga piamente acreditando que o regime bolsonarista possa ser derrubado com uma revolu\u00e7\u00e3o do proletariado, o cen\u00e1rio mais pragm\u00e1tico \u2013 e evid\u00eancias de outros pa\u00edses refor\u00e7am isso \u2013 aponta que o \u00fanico jeito de derrotar um governo autorit\u00e1rio \u00e9 formando uma coaliz\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o entenderam que Bolsonaro \u00e9 uma pe\u00e7a. Que por tr\u00e1s dele h\u00e1 toda a trajet\u00f3ria ignorada da Nova Rep\u00fablica. Que para al\u00e9m dele h\u00e1 o Partido Fardado. N\u00e3o compreendem a dimens\u00e3o do que ocorreu na Bol\u00edvia, das manifesta\u00e7\u00f5es que seguem no Chile, dos eventos no Equador e no Peru: a direita que assombra os nossos sonhadores moderados \u00e9 s\u00f3 a nova representa\u00e7\u00e3o, violenta, do velho estado de coisas para o qual eles buscam nos arrastar. N\u00e3o defendemos que a \u201crevolu\u00e7\u00e3o do proletariado\u201d seja uma necessidade para derrubar a pe\u00e7a da vez; a defendemos como uma necessidade para que n\u00e3o haja a pe\u00e7a da vez, quer fale firme ou fino. N\u00e3o se trata de \u201cvencer ou perder\u201d, e sim de contestar as regras do jogo, que nos fazem ref\u00e9ns de chamar de vit\u00f3ria um projeto negociado que seja t\u00e3o radicalmente diferente do bolsonarismo na apar\u00eancia quanto \u00e9 similar na ess\u00eancia. N\u00e3o foi afinal \u201celogiando ditadores\u201d que Haddad perdeu as elei\u00e7\u00f5es \u2013 foi tentando ser um \u201cmoderado\u201d. N\u00e3o foi radicalizando que Dilma foi derrubada \u2013 foi concedendo. E os governos petistas, a despeito de terem sido continuamente atacados por aqueles setores com os quais, dizem os jornalistas, devemos dar as m\u00e3os, n\u00e3o foram revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>A alian\u00e7a in\u00fatil<br \/>\nOs jornalistas reconhecem que partidos como o PSDB ajudaram a criar o clima que possibilitou a ascens\u00e3o de Bolsonaro. Ainda assim, defendem que a partir de uma coaliz\u00e3o negociada com este partido, nas\u00e7a o punhal que derrotar\u00e1 o inimigo. Se conseguem entender um cen\u00e1rio em que o PSDB tenta se aproveitar do bolsonarismo como um caso em que a vaca passa a mamar do bezerro, \u00e9 certo que t\u00eam capacidade de entender que buscar \u201cderrotar o bolsonarismo\u201d a partir de uma frente ampla com esse partido \u00e9 algo como negociar com um rio o esvaziamento, \u00e0s baldadas, do mar.<\/p>\n<p>O que a pol\u00edtica tem de negocia\u00e7\u00e3o ativa \u00e9 a express\u00e3o de uma guerra contida. Os termos de qualquer negocia\u00e7\u00e3o, na pol\u00edtica, s\u00f3 podem ser feitos frente \u00e0 for\u00e7a real dos negociadores. O esvaziamento do chamado centro e da \u201cdireita tradicional\u201d n\u00e3o foi obra dos radicais de esquerda, mas, ao contr\u00e1rio, sua pr\u00f3pria. Foram eles quem cimentaram o caminho para o bolsonarismo, sua pr\u00f3pria express\u00e3o radical, tornando-se in\u00fateis no percurso. Como Lacerdas que fazem carreira fomentando golpes para, ao fim, serem eles os perseguidos. A esquerda moderada foi tamb\u00e9m soterrada nesse processo. Primeiro, se tornando progressivamente mais parecida com a direita. Segundo, sendo golpeada com o apoio daqueles mesmos aos quais tentou se aliar. Terceiro, perdendo sua raz\u00e3o hist\u00f3rica, por ambos os motivos.<\/p>\n<p>Se um PT de terno ou um PSDB com nariz de palha\u00e7o puder, nos pr\u00f3ximos anos, vencer uma elei\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o mudar\u00e1. Os ideais de modera\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem resolver uma situa\u00e7\u00e3o concreta de espolia\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia radical. \u00c9 por isso que, na situa\u00e7\u00e3o atual, os projetos radicais \u2013 \u00e0 direita e \u00e0 esquerda \u2013 s\u00e3o os que concentram um apoio crescente. O primeiro representando a radicalidade necess\u00e1ria para uma minoria moer, e o segundo representando a intransig\u00eancia necess\u00e1ria para a maioria n\u00e3o ser mo\u00edda.<\/p>\n<p>Tomemos essas considera\u00e7\u00f5es ent\u00e3o para medir as for\u00e7as, mesmo que para uma pretendida negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que a maior for\u00e7a, no momento, se encontra com o bolsonarismo. Do ponto de vista moral, no entanto, sua for\u00e7a \u00e9 decrescente, o que sugere que essa perda de apoio pode ser compensada pela for\u00e7a concreta. At\u00e9 mesmo para manter algum n\u00edvel de apoio moral, com um n\u00facleo duro propriamente bolsonarista, \u00e9 necess\u00e1rio \u00e0 extrema direita manter uma postura radical. No Parlamento, sua for\u00e7a foi reduzida pelo racha no PSL.<\/p>\n<p>O PT mant\u00e9m ainda uma posi\u00e7\u00e3o de for\u00e7a relativa. No campo moral, no entanto, essa for\u00e7a depende de Lula. E como os homens s\u00e3o feitos de carne, e, claro ficou nas elei\u00e7\u00f5es, podem ser retirados da vida pol\u00edtica \u00e0 golpes de caneta, a for\u00e7a moral petista se encontra tutelada. No campo concreto, \u00e9 o segundo maior partido do Brasil em n\u00famero de filiados, e mant\u00e9m o controle sobre um n\u00famero grande de sindicatos. Essa for\u00e7a concreta poderia ser um fator de press\u00e3o, mas como o partido teve sua presidenta e seu l\u00edder perseguidos de forma abjeta sem maiores mobiliza\u00e7\u00f5es, sua for\u00e7a concreta mais parece ser uma reserva do que uma for\u00e7a de fato; uma espada brandida, mas que n\u00e3o golpeia. A principal for\u00e7a do petismo se encontra hoje no Parlamento.<\/p>\n<p>Chegamos enfim ao que os jornalistas chamam de direita \u201cmoderada\u201d. MDB e PSDB, juntos, representam sozinhos quase tr\u00eas vezes o que o PT tem de filiados, mas a natureza dessa ampla base \u00e9 a fraqueza na a\u00e7\u00e3o. Do ponto de vista moral, como foi dito, tamb\u00e9m se degradam. A for\u00e7a reside na sua presen\u00e7a parlamentar, para a qual contam com uma conduta continuamente alterada, de acordo com os ventos, e com gigantescas m\u00e1quinas eleitorais.<\/p>\n<p>A postura alquebrada<br \/>\nFica claro que o setor mais forte e distante de nosso campo tem em sua moral um Calcanhar de Aquiles. Que para manter algum n\u00edvel de apoio, depende do discurso radical, e que tem como garantia do pr\u00f3prio poder o uso da for\u00e7a concreta.<\/p>\n<p>Que o setor \u201cdemocr\u00e1tico popular\u201d tem uma for\u00e7a concreta grande, mas absolutamente inutilizada, mesmo em momentos de radicaliza\u00e7\u00e3o e crise. Que do ponto de vista moral, tem uma for\u00e7a relativa, mas altamente dependente de uma s\u00f3 figura. E que sua principal for\u00e7a hoje se encontra no Parlamento.<\/p>\n<p>Por fim, que os \u201cmoderados de direita\u201d n\u00e3o t\u00eam for\u00e7a concreta, e que sua for\u00e7a moral foi degradada por sua pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o, que elevou a temperatura at\u00e9 que seu pr\u00f3prio discurso fosse frio demais. Sua for\u00e7a \u00e9 a da representa\u00e7\u00e3o, a parlamentar; assegurada pela m\u00e1quina eleitoral e pelo marketing bem feito. Nesta empreitada, poder\u00e3o tentar competir com o bolsonarismo imitando-o ou dele tentando se distanciar.<\/p>\n<p>Que sentido teria em aliar-nos a eles, ajud\u00e1-los a p\u00f4r o novo v\u00e9u que devem vestir? Por que degradar nossa moral em troca de for\u00e7a parlamentar m\u00ednima, se aqueles com o qual dever\u00edamos nos aliar j\u00e1 s\u00e3o fortes no parlamento, se aqueles que devemos combater preparam a guerra e vivem de seu discurso, e se s\u00f3 n\u00f3s temos condi\u00e7\u00f5es de, no campo moral, dar resposta a m\u00e9dio prazo aos problemas do Brasil?<\/p>\n<p>A censura dos \u00f3rf\u00e3os da Rep\u00fablica \u00e9 a express\u00e3o daqueles que n\u00e3o compreenderam que \u201cna teoria ela tra\u00e7ava a compasso as formas em que a domina\u00e7\u00e3o da burguesia se exprimia republicanamente, na realidade s\u00f3 conseguia se afirmar pela aboli\u00e7\u00e3o de todas as f\u00f3rmulas, pela for\u00e7as sem rodeios, pelo Estado de s\u00edtio&#8221;. A entona\u00e7\u00e3o doce na voz n\u00e3o deter\u00e1 a aboli\u00e7\u00e3o das f\u00f3rmulas, a for\u00e7a sem rodeios, nem o Estado de s\u00edtio. N\u00e3o entoaremos um canto harmonioso at\u00e9 que o Pa\u00eds, entrando em transe, abra m\u00e3o da viol\u00eancia desp\u00f3tica que o pinta de vermelho h\u00e1 500 anos. A isto tudo s\u00f3 a for\u00e7a real, orientada para um projeto radical, pode fazer frente.<\/p>\n<p>Pedro Marin<br \/>\n23 anos, \u00e9 editor-chefe e fundador da Revista Opera. Foi correspondente na Venezuela pela mesma publica\u00e7\u00e3o, e articulista e correspondente internacional no Brasil pelo site Global Independent Analytics. Tem artigos publicados em sites como Truthout, Russia Insider, New Cold War, OffGuardian, Latin America Bureau, Konkret Media e Periferia Prensa. \u00c9 autor de &#8220;Golpe \u00e9 Guerra &#8211; Teses para enterrar 2016&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24840\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[223],"class_list":["post-24840","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6sE","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24840\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}