{"id":24915,"date":"2020-02-17T00:11:01","date_gmt":"2020-02-17T03:11:01","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24915"},"modified":"2020-02-17T00:11:01","modified_gmt":"2020-02-17T03:11:01","slug":"sionismo-e-capitalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24915","title":{"rendered":"Sionismo e capitalismo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistaopera.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/pera-9-696x423.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->As empresas vinculadas aos assentamentos ilegais na Palestina<\/p>\n<p>por Jo\u00e3o Melato | Revista Opera<\/p>\n<p>Na quarta-feira (12) o Conselho de Direitos Humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas divulgou uma lista de 112 empresas ligadas a assentamentos israelenses ilegais na Palestina. Aguardado h\u00e1 anos, o relat\u00f3rio aparece no contexto da \u201cproposta de paz\u201d de Donald Trump, que n\u00e3o exige o desmantelamento de nenhum assentamento por parte de Israel. Em novembro, Washington havia anunciado que n\u00e3o consideraria mais esses assentamentos como ilegais.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Guerra de Junho de 1967, as conquistas territoriais israelenses n\u00e3o reconhecidas pela comunidade internacional tornaram-se assentamentos ilegais, que desde ent\u00e3o n\u00e3o t\u00eam parado de crescer e se expandir. Segundo a ONU, as empresas mencionadas no relat\u00f3rio facilitaram a constru\u00e7\u00e3o de assentamentos e forneceram equipamentos de vigil\u00e2ncia ou servi\u00e7os de seguran\u00e7a para empresas operando na \u00e1rea. Tamb\u00e9m constam no relat\u00f3rio empresas que forneceram equipamentos para a demoli\u00e7\u00e3o de moradias palestinas ou que participaram em pr\u00e1ticas cujo objetivo \u00e9 impedir o crescimento de neg\u00f3cios palestinos por meio de estrat\u00e9gias para restringir sua capacidade de locomover.<\/p>\n<p>Ambos s\u00e3o expedientes do apartheid israelense em cidades que o governo ou os colonos querem tornar exclusivamente judias. No primeiro dia de janeiro de 2020, uma fam\u00edlia palestina retornou de uma audi\u00eancia judicial que dizia respeito \u00e0 legalidade ou n\u00e3o da casa onde moravam na Jerusal\u00e9m oriental, para descobrir que as autoridades haviam se antecipado e a demoliram enquanto estavam fora. Em dezembro, Israel aprovou a cria\u00e7\u00e3o de um novo assentamento e ordenou a demoli\u00e7\u00e3o do tradicional mercado palestino em Hebron, cujos comerciantes j\u00e1 sofriam com v\u00e1rias proibi\u00e7\u00f5es de locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na lista divulgada pelo relat\u00f3rio se destacam bancos e empresas de constru\u00e7\u00e3o, a maioria com sede em Israel. Existem por\u00e9m 18 empresas cuja sede \u00e9 no exterior, incluindo as famosas Airbnb, Alstom, Booking.com, Expedia, Motorola Solutions e TripAdvisor. A lista completa pode ser conferida aqui. O apartheid israelense declarou, atrav\u00e9s de seu primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que o relat\u00f3rio \u00e9 o produto de um organismo \u201ctendencioso\u201d que, \u201cem vez de lidar com direitos humanos est\u00e1 tentando manchar o nome de Israel\u201d.<\/p>\n<p>O colonialismo israelense<br \/>\nA cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel em 1947 por decis\u00e3o do mandato brit\u00e2nico foi o casamento de duas interpreta\u00e7\u00f5es exclusivistas do processo de coloniza\u00e7\u00e3o, aquela do imp\u00e9rio brit\u00e2nico e aquela da tradi\u00e7\u00e3o sionista. N\u00e3o que as outras pot\u00eancias coloniais fossem famosas pela inclus\u00e3o dos povos colonizados, mas os ingleses foram os primeiros colonos na Am\u00e9rica a declarar que \u201cera melhor expulsar os pag\u00e3os a fazer as pazes com eles\u201d e os que menos se esfor\u00e7aram por evangeliz\u00e1-los [1].<\/p>\n<p>Em 1940, o administrador da coloniza\u00e7\u00e3o judaica pr\u00e9-estatal na Palestina, Yosef Weitz, escreveu em suas anota\u00e7\u00f5es que n\u00e3o havia perspectiva para a independ\u00eancia judaica se duas na\u00e7\u00f5es existissem num pa\u00eds pequeno, e que era necess\u00e1rio \u201ctransferir os \u00e1rabes daqui para os pa\u00edses vizinhos\u201d. Suas palavras n\u00e3o davam espa\u00e7o a segundas interpreta\u00e7\u00f5es: \u201ctodos eles, n\u00e3o deve sobrar nenhuma cidade ou tribo\u201d [2]. Haviam grada\u00e7\u00f5es entre os sionistas, \u00e9 claro: alguns queriam solu\u00e7\u00f5es de compromisso com os \u00e1rabes, outros queriam massacrar aldeias \u00e1rabes inteiras e fazer os poucos sobreviventes desfilarem como cativos por Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>Nem todos os colonos judeus eram sionistas reclamando o direito \u00e0 Terra Prometida. A novela palestina O Retorno a Haifa (1969) menciona um cidad\u00e3o judeu que se refugiara na Palestina para fugir da Shoah (holocausto) e das persegui\u00e7\u00f5es antissemitas e que, apesar de ouvir constantemente os barulhos de tiros, \u201cn\u00e3o imaginava que algo horr\u00edvel estava acontecendo (\u2026) pois nunca encontrara um \u00e1rabe em toda sua vida\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno at\u00edpico na hist\u00f3ria do colonialismo mundial: colonos que n\u00e3o compartilhavam dos valores nem das ambi\u00e7\u00f5es do projeto colonial, mas que buscavam oportunidades que j\u00e1 n\u00e3o possu\u00edam na metr\u00f3pole.<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o torna a coloniza\u00e7\u00e3o mais palat\u00e1vel ao colonizado. Segundo Jello Biafra, mais conhecido por ser ex-vocalista da banda punk Dead Kennedys, \u201cum m\u00fasico sueco amigo meu passou um m\u00eas em Hebron com o Movimento de Solidariedade Internacional. As pedras que ele viu n\u00e3o foram atiradas por palestinos em soldados, mas por colonos israelenses em crian\u00e7as palestinas indo para a escola. Ele tamb\u00e9m viu pixa\u00e7\u00f5es que diziam \u2018morram \u00e1rabes, negros da areia\u2019 e \u2018vamos estuprar todas as mulheres \u00e1rabes\u2019\u201d.<\/p>\n<p>A estatal Mekorot bombeia \u00e1gua para os colonos judeus e para os alde\u00e3os palestinos de maneira cada vez mais desigual. Assentamentos israelenses se apropriam de estradas que unem vilarejos palestinos a grandes cidades e eventualmente pro\u00edbem tr\u00e1fego palestino na \u00e1rea.<\/p>\n<p>O projeto de Weitz parece ter sido bem-sucedido. A maioria da popula\u00e7\u00e3o palestina vive hoje em campos de refugiados ao redor do mundo \u00e1rabe. Os vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos de sua cultura s\u00e3o brutalmente vandalizados por projetos de escava\u00e7\u00e3o israelenses, que utilizam m\u00e9todos datados que tornam imposs\u00edvel distinguir os artefatos de diferentes \u00e9pocas. At\u00e9 mesmo seu cinema, largamente produzido no ex\u00edlio, est\u00e1 agora sob posse do colonizador sionista. Quando Israel invadiu o L\u00edbano em 1982, confiscou o maior acervo de filmes palestinos, que era mantido pela OLP, e at\u00e9 hoje o mant\u00e9m guardado a sete chaves. A Palestina enquanto na\u00e7\u00e3o parece inviabilizada.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o \u00e9 apenas for\u00e7a de express\u00e3o. Apesar de distando apenas dois quil\u00f4metros do mar, os palestinos da Faixa de Gaza n\u00e3o t\u00eam acesso a ele devido a uma faixa de assentamentos israelenses. Assim, n\u00e3o conseguem desenvolver suas pr\u00f3prias ind\u00fastrias de dessaliniza\u00e7\u00e3o, e Israel n\u00e3o os permite importar as suas tecnologias (que s\u00e3o refer\u00eancia mundial) nem permite aos palestinos da Cisjord\u00e2nia enviar-lhes \u00e1gua. N\u00e3o resta aos gazanos alternativa sen\u00e3o usar em excesso um \u00fanico aqu\u00edfero que abastece mais ou menos dois milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Em 2012, uma pesquisa publicada pela ONU previu que, gra\u00e7as \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o do aqu\u00edfero, a regi\u00e3o se tornaria inabit\u00e1vel at\u00e9 meados de 2020. A ocupa\u00e7\u00e3o e o bloqueio continuam, e consequentemente a depend\u00eancia do aqu\u00edfero tamb\u00e9m. Hoje, apenas 3% da \u00e1gua \u00e9 pot\u00e1vel. A cat\u00e1strofe ambiental chegou mais cedo na Faixa de Gaza.<\/p>\n<p>Um \u201cpolicial\u201d no Oriente M\u00e9dio<br \/>\nOs anos 60 e 70 viram surgir um otimismo irresist\u00edvel. A revolu\u00e7\u00e3o cubana, o fim das leis de segrega\u00e7\u00e3o racial nos Estados Unidos, as revolu\u00e7\u00f5es de libera\u00e7\u00e3o nacional na \u00c1frica, o fim do fascismo portugu\u00eas, a expuls\u00e3o dos norte-americanos do Vietn\u00e3, etc. Mesmo com algum atraso, o fim do apartheid sul-africano em 1994 parecia confirmar que, de uma maneira ou de outra, o mundo caminhava para um tempo melhor. Mas o apartheid israelense n\u00e3o s\u00f3 sobreviveu, como come\u00e7a a servir de modelo inspirador para os reacion\u00e1rios da \u00cdndia.<\/p>\n<p>Uma das explica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis \u00e9 que regimes como o da Rod\u00e9sia e da \u00c1frica do Sul n\u00e3o contavam com um apoio t\u00e3o incondicional por parte dos EUA. Na \u00e9poca do capital financeiro, n\u00e3o existe unidade produtiva sem o seu financiamento banc\u00e1rio. E os assentamentos israelenses recebem milh\u00f5es de d\u00f3lares de empres\u00e1rios norte-americanos todos os anos [4]. Para al\u00e9m dos superlucros, existe uma raz\u00e3o teol\u00f3gica: muitos desses empres\u00e1rios s\u00e3o crist\u00e3os protestantes que acreditam que o retorno do \u201cpovo escolhido\u201d \u00e0 Terra Prometida \u00e9 um pr\u00e9-requisito para o retorno de Jesus Cristo. Alguns evang\u00e9licos norte-americanos resolveram at\u00e9 contribuir pessoalmente com a causa e tornaram-se colonos na Palestina.<\/p>\n<p>A Frente Popular para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina define o sionismo como um \u201cmovimento racial agressivo conectado ao imperialismo que explorou o sofrimento dos judeus como forma de promover seus pr\u00f3prios interesses [do sionismo] e os interesses do imperialismo nessa parte do mundo (\u2026), que fornece uma testa-de-ponte para os pa\u00edses da \u00c1frica e da \u00c1sia\u201d. Em suma, os imperialistas \u2013 primeiro ingleses, depois norte-americanos \u2013 veem na ocupa\u00e7\u00e3o da Palestina uma regi\u00e3o privilegiada, onde suas tropas e tropas amigas podem acampar \u00e0 espera da necessidade de fazer valer pela for\u00e7a os interesses do imperialismo no Norte africano ou no Ocidente asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>\u00c9 como se o imperialismo houvesse colocado um \u201cpolicial\u201d naquilo que chama de Oriente M\u00e9dio. Um policial que possui uma das maiores capacidades b\u00e9licas do mundo, e n\u00e3o hesita em utiliz\u00e1-la contra as popula\u00e7\u00f5es civis \u00e1rabes na Palestina, no L\u00edbano ou na S\u00edria, e por cujo bem-estar zelam boa parte dos capitalistas do mundo. N\u00e3o \u00e0 toa, o movimento palestino Boicote \u2013 Desinvestimento \u2013 San\u00e7\u00f5es (BDS) afirmou que a lista divulgada pela ONU \u00e9 \u201csignificante\u201d mas \u201cincompleta\u201d: importantes multinacionais que financiam assentamentos ilegais na Palestina, como a Hyundai e a Volvo, ficaram de fora.<\/p>\n<p>Haver\u00e1 Palestina?<br \/>\nEm seu novo filme O Para\u00edso Deve Ser Aqui o diretor e ator palestino Elia Suleiman (interpretando um personagem de mesmo nome) consulta um cartomante e lhe pergunta: \u201cVai haver Palestina?\u201d. O cartomante em um primeiro momento sorri e diz: \u201csim, vai haver Palestina!\u201d mas, ao puxar outra carta, procede com mais cautela: \u201cmeu amigo\u201d, diz, \u201cvai haver Palestina\u2026 mas eu n\u00e3o viverei para v\u00ea-la, e nem voc\u00ea\u201d.<\/p>\n<p>A resposta pessimista do cartomante parece confirmada pelo \u201cAcordo do S\u00e9culo\u201d de Donald Trump, que reconhece os assentamentos israelenses, n\u00e3o diz nada sobre o Direito ao Retorno dos refugiados e coloca Jerusal\u00e9m como a capital indisputada de Israel. Trump retirou em 2018 o apoio dos EUA ao programa de ajuda humanit\u00e1ria aos campos de refugiados palestinos. As tentativas de diversos governos \u2013 Fran\u00e7a, EUA, Alemanha, Inglaterra, etc. \u2013, de igualar o apoio ao BDS e o antissionismo ao crime de antissemitismo adicionam outro mar de dificuldades.<\/p>\n<p>Mas o \u201cacordo do s\u00e9culo\u201d oferece tamb\u00e9m uma oportunidade ao povo palestino. Ele invalida na pr\u00e1tica os Acordos de Oslo, aos quais a OLP capitulou em 1993, que dividiram assim a lideran\u00e7a palestina entre a Autoridade Palestina e o Hamas (que rejeita Oslo). Alguns veem no BDS justamente a esperan\u00e7a da rearticula\u00e7\u00e3o de um discurso universal palestino e secular, capaz de unir o povo palestino em torno da tarefa inadi\u00e1vel de derrubar a ocupa\u00e7\u00e3o estrangeira. Mas os desenvolvimentos recentes for\u00e7ar\u00e3o os setores capitulacionistas a reconhecerem que o sionismo n\u00e3o est\u00e1 disposto a negociar, diminuindo sua margem de vacila\u00e7\u00f5es, e, com certeza, aumentar\u00e3o a disposi\u00e7\u00e3o do povo palestino a resistir, j\u00e1 que a vida sob a ocupa\u00e7\u00e3o israelense est\u00e1 se tornando literalmente insuport\u00e1vel.<\/p>\n<p>Quanto a n\u00f3s, apesar de insuficiente, a lista divulgada pela ONU pode servir de base para lan\u00e7ar um forte movimento de boicote ao apartheid israelense no Brasil, seu mais novo aliado. Al\u00e9m do governo, algumas das empresas mencionadas s\u00e3o bastante famosas e seus servi\u00e7os bastante utilizados pelos brasileiros. \u00c9 a oportunidade para lan\u00e7ar uma campanha de boicote, cujo objetivo priorit\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 econ\u00f4mico (mesmo que alguns assentamentos individuais possam ser prejudicados), mas pol\u00edtico: trata-se de minar a imagem do apartheid israelense, aproveitar-se da campanha de boicote para denunci\u00e1-lo ao maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas e constranger assim os governos que buscam apoi\u00e1-lo. E nisso o movimento de boicote tem sido bem sucedido.<\/p>\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o do boicote antissionista como uma forma de antissemitismo se baseia principalmente na compara\u00e7\u00e3o entre ele e as san\u00e7\u00f5es impostas pelos nazistas aos comerciantes judeus. Al\u00e9m de rejeitada por organiza\u00e7\u00f5es judaicas como a Jewish Voice for Peace ou a Union Juive Fran\u00e7aise pour la Paix, essa compara\u00e7\u00e3o foi completamente refutada pelo fil\u00f3sofo Domenico Losurdo, que mostrou que o BDS segue a mesma tradi\u00e7\u00e3o de boicotes anticoloniais do Movimento 4 de Maio (1919) na China, onde estudantes clamaram pelo boicote a produtos japoneses, ou o boicote a tecidos ingleses na \u00cdndia, chamado por Gandhi, e o pr\u00f3prio boicote \u00e0s mercadorias alem\u00e3s puxado pela comunidade judaica internacional nos anos 30.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do sionismo, o movimento de liberta\u00e7\u00e3o da Palestina n\u00e3o \u00e9 um movimento racial nem busca a expuls\u00e3o de nenhum povo. A destrui\u00e7\u00e3o do sionismo objetiva dar lugar \u00e0 amizade entre os povos \u00e1rabe e judeu, tendo a Palestina como sua casa.<\/p>\n<p>Em vez da cena do cartomante, talvez dev\u00eassemos nos apegar mais a uma outra cena do filme de Elia Suleiman. Um palestino aproveita que um soldado israelense est\u00e1 distra\u00eddo procurando alguma coisa em seu bin\u00f3culo para urinar em suas botas, e foge na pr\u00f3pria bicicleta do soldado antes de ser notado. Enquanto os imperialistas, os sionistas e os reacion\u00e1rios do mundo inteiro pensam que imp\u00f5em a derrota final ao povo palestino e aos povos oprimidos de todo o globo, n\u00f3s devemos minar suas bases de apoio pouco a pouco e, assim, contribuir para um mundo livre da explora\u00e7\u00e3o, do racismo e das guerras. Come\u00e7aremos por suas botas.<\/p>\n<p>Notas<\/p>\n<p>[1] \u2013 Anthony Pagden, Lords of All the World: ideologies of Empire in Spain, Britain and France (1500 \u2013 1800). Londres: Yale University Press, 1995. p. 31-37.<\/p>\n<p>[2] \u2013 Adel Safty, Might over Right: how the zionists took over Palestine. Garnet Plushing, 2009. p. 177.<\/p>\n<p>[3] \u2013 Ghassan Kanafani, Palestine\u2019s Children: Returning to Haifa and other stories, 2000. p. 167.<\/p>\n<p>[4] \u2013 Al\u00e9m do hiperlink, Jello Biafra tamb\u00e9m comenta o tema.<\/p>\n<p>https:\/\/revistaopera.com.br\/2020\/02\/14\/<wbr \/>sionismo-e-capitalismo-as-empresas-vinculadas-aos-assentamentos-ilegais-na-palestina\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24915\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[226],"class_list":["post-24915","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6tR","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24915","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24915"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24915\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}