{"id":24934,"date":"2020-02-18T10:37:56","date_gmt":"2020-02-18T13:37:56","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24934"},"modified":"2020-02-18T10:38:50","modified_gmt":"2020-02-18T13:38:50","slug":"morre-raphael-martinelli-heroi-do-proletariado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24934","title":{"rendered":"Morre Raphael Martinelli, her\u00f3i do proletariado"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/QEX61D6vcFBaT4SnYiNX5b8pUjr67vkhsYCiYFKLi7p3xPr03qlZYFEccpothFuLz-aXeXbdE7dLRqXWkCq54QwXeH7PeR4ltX9dqjmNuG2It6EsrkCGsjHzTO07_FQzfpTGS3quh4GBMbDDbP5MOQP9pOJH02iNvzFyMy1cZLLk7orZhh0m0dyAcnAKYS5-yBi4ZUp3OY8fo4y6JwSMUcUjSw5LUoQ3G4e1JKgE24z2AkfN4ZJyWIplbGAYo44qI8LrtVNj8qceAYUU_-N2A07fgjsouaX5byC_Sx_t1sqr5z6JaRmAsCv2rcAYWulobuwTrLw5V7DZOybaH5-zfRAMFA3dbtdMWW9pipYCwtOEUh02VK1S2YnxLaXQTGUAZM0e-9xobdyHgqNTxHROg379xF2qYwi4YgQnHzfDf7vSEyDioUwik2DELrcoQ64yQaQ--s8khw7vcl2NaUq72zkI_Nda0r-f8lEKqsm3drOtdYf1CLcYCoEdmE8GSjDpthQc8BqEZAjesyty73Mc3Og0h7ICNxd-7tdl72NS0ACVPahrACM-wKrM-kCvhuxpUqYgaD-FbOtS_PFEq39UaqA5cjkOiMhr-gdq-bnOAjZIIA4OqHYur-d0uXIXgDGRq041f4iI_S3oBSSXs0YbbCHxGCaoKRoJMqX3t6oKbq8ZfiiNr7aUxa4=w355-h257-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Edmilson Costa &#8211; Secret\u00e1rio Geral do PCB<\/p>\n<p>O Brasil perdeu, aos 96 anos, um her\u00f3i do proletariado, o camarada Raphael Martinelli. Ao longo de mais de 70 anos de luta ininterrupta, esse velho combatente batalhou diariamente pela emancipa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. Militante comunista, l\u00edder ferrovi\u00e1rio, dirigente do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e ex-guerrilheiro, Martinelli foi um daqueles militantes imprescind\u00edveis para o qual s\u00f3 a luta por uma nova sociedade vale a pena. Comandou greves hist\u00f3ricas, foi preso v\u00e1rias vezes, mas sempre esteve na linha de frente em defesa do proletariado.<\/p>\n<p>Filho de m\u00e3e italiana e pai brasileiro, o camarada Martinelli come\u00e7ou a trabalhar bem cedo em v\u00e1rias ind\u00fastrias de S\u00e3o Paulo. Aos 17 anos iniciou sua trajet\u00f3ria como ferrovi\u00e1rio, ainda como aprendiz, profiss\u00e3o na qual se tornaria um dos maiores l\u00edderes sindicais em toda a sua hist\u00f3ria. Organizou n\u00e3o s\u00f3 os trabalhadores de sua categoria, mas tamb\u00e9m buscou a unidade dos sindicatos atrav\u00e9s do Pacto de Unidade e A\u00e7\u00e3o (PUA) e, posteriormente, integrou o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), a maior central sindical brasileira antes do golpe de 1964.<\/p>\n<p>Ainda muito jovem, na d\u00e9cada de 40 do s\u00e9culo passado, ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), no qual militou at\u00e9 1967, quando se afastou do Partido para fundar, com Carlos Marighella e C\u00e2mara Ferreira, a A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN). Preso pela ditadura militar, foi brutalmente torturado nas masmorras da pol\u00edcia pol\u00edtica da ditadura, onde ficou por quatro anos encarcerado. Ap\u00f3s sair da pris\u00e3o, Martinelli formou-se em Direito e passou a advogar para o Sindicato dos Ferrovi\u00e1rios. Posteriormente, criou o F\u00f3rum de Ex-Presos e Perseguidos Pol\u00edticos, do qual foi presidente, e foi um dos fundadores do Memorial da Resist\u00eancia do Estado de S\u00e3o Paulo. Por seu trabalho, recebeu o pr\u00eamio Wladimir Herzog como reconhecimento por sua trajet\u00f3ria na luta pela anistia e pelos direitos humanos.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de tr\u00eas anos uma equipe de filmagem do PCB colheu para o acervo do Partido um longo depoimento sobre a trajet\u00f3ria hist\u00f3rica deste velho camarada combatente de nossa classe. Com certeza seu exemplo ser\u00e1 seguido pela nova gera\u00e7\u00e3o de comunistas que atualmente se incorporam \u00e0 luta contra o capitalismo e pela sociedade socialista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24934\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[46],"tags":[221],"class_list":["post-24934","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6ua","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24934","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24934"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24934\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}