{"id":25015,"date":"2020-03-01T22:55:58","date_gmt":"2020-03-02T01:55:58","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=25015"},"modified":"2020-03-07T00:30:09","modified_gmt":"2020-03-07T03:30:09","slug":"todo-apoio-ao-povo-indigena-waimiri-atroari","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25015","title":{"rendered":"Todo apoio ao povo ind\u00edgena Waimiri-Atroari!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/apib.info\/files\/2018\/05\/terra-indigena.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->NOTA DE APOIO AO POVO IND\u00cdGENA WAIMIRI-ATROARI E DE REP\u00daDIO \u00c0S ATITUDES DO DEP. ESTADUAL JEFFERSON ALVES (PTB)<\/p>\n<p>O povo Waimiri-Atroari, nos \u00faltimos anos, vem sendo amea\u00e7ado e criticado por setores do agroneg\u00f3cio e por empres\u00e1rios do setor de minera\u00e7\u00e3o pelos cuidados e zelo conferidos \u00e0 sua terra, com seus direitos assegurados no art. 231 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, tendo como espa\u00e7os etniterritoriais reconhecidos como morada e preserva\u00e7\u00e3o. Logo, ningu\u00e9m tem o direito de invadi-los.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a demarca\u00e7\u00e3o de uma Terra Ind\u00edgena, fruto do reconhecimento feito pelo Estado, \u00e9 ato meramente declarat\u00f3rio, cujo objetivo \u00e9 simplesmente precisar a real extens\u00e3o da posse para assegurar a plena efic\u00e1cia do dispositivo constitucional (ISA, 2018).<\/p>\n<p>O povo Waimiri-Atroari tinha uma popula\u00e7\u00e3o de quase 20 mil ind\u00edgenas no in\u00edcio da d\u00e9cada 1970 e, com a abertura da BR-174, sofreu in\u00fameros ataques, chegando \u00e0 marca de apenas 374 pessoas no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980, ou seja, a comunidade foi quase toda exterminada. Esse genoc\u00eddio foi iniciado pelo Estado brasileiro, que utilizou de for\u00e7as militares repressivas para conter os ind\u00edgenas na \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o da BR 174, situa\u00e7\u00e3o agravada com a instala\u00e7\u00e3o de empresa mineradora e o alagamento de parte de seu territ\u00f3rio para a constru\u00e7\u00e3o de uma hidrel\u00e9trica.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio uso das correntes foi realizado por n\u00e3o ind\u00edgenas e, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, foi utilizado como instrumento de prote\u00e7\u00e3o da floresta e do pr\u00f3prio povo ind\u00edgena. Em nenhum momento a sociedade roraimense esteve impedida ou isolada do direito de ir e vir . As correntes, instaladas desde a sa\u00edda do Ex\u00e9rcito, ao contr\u00e1rio, passaram a ser o &#8220;s\u00edmbolo&#8221; de resguardo para manuten\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio das esp\u00e9cies noturnas, assim como o impedimento da entrada desordenada de grileiros e exploradores dos recursos ambientais.<\/p>\n<p>Nesse contexto, n\u00f3s do PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO- PCB e coletivos de luta &#8211; UJC (Uni\u00e3o da Juventude Comunista) e UC (Unidade Classista), repudiamos a atitude de viol\u00eancia cometida pelo Deputado Estadual Jefferson Alves (PTB) contra o povo Waimiri-Atroari, ocorrida no dia 28 de fevereiro de 2020, pela falta de respeito e pela invas\u00e3o \u00e0 morada do povo que ali se encontra preservando a vida e a sua terra.<\/p>\n<p>Boa Vista, Roraima, 29 de fevereiro de 2020.<\/p>\n<p>Partido Comunista Brasileiro\/PCB &#8211; Comit\u00ea Regional de Roraima.<\/p>\n<p>Uni\u00e3o da Juventude Comunista-UJC\/Roraima<\/p>\n<p>Unidade Classista &#8211; UC\/Roraima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25015\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[163],"tags":[224,246],"class_list":["post-25015","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-movimento-indigena","tag-3b","tag-np"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6vt","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25015","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25015"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25015\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}