{"id":2509,"date":"2012-03-07T16:27:19","date_gmt":"2012-03-07T16:27:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2509"},"modified":"2012-03-07T16:27:19","modified_gmt":"2012-03-07T16:27:19","slug":"alemaes-propoem-parceria-com-o-brasil-na-area-de-materias-primas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2509","title":{"rendered":"Alem\u00e3es prop\u00f5em parceria com o Brasil na \u00e1rea de mat\u00e9rias-primas"},"content":{"rendered":"\n<p>A ind\u00fastria alem\u00e3\u00a0fez ontem um apelo \u00e0\u00a0presidente Dilma Rousseff por uma parceria estrat\u00e9gica com o Brasil na \u00e1rea de mat\u00e9rias-primas, para garantir abastecimento mais est\u00e1vel, em meio \u00e0\u00a0concorr\u00eancia que se intensifica com a China, principalmente. Coube ao grupo sider\u00fargico ThyssenKrupp fazer uma exposi\u00e7\u00e3o sobre o tema, em nome da federa\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias da Alemanha, em almo\u00e7o com a presidente Dilma Rousseff e a primeira-ministra Angela Merkel, sobre a nova pol\u00edtica alem\u00e3 para mat\u00e9rias-primas, vista como oportunidade importante de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>O Brasil tem deixado claro aos europeus que n\u00e3o far\u00e1\u00a0alian\u00e7a para continuar um mero exportador de mat\u00e9rias-primas. E cada vez mais o relacionamento bilateral passa por uma joint venture dos alem\u00e3es com empresas brasileiras.<\/p>\n<p>Os alem\u00e3es dizem entender isso e sugerem um novo modelo envolvendo mat\u00e9rias-primas, dando como exemplo os investimentos da Thyssen no Rio. Ou seja, levar a tecnologia alem\u00e3 para o Brasil, produzir localmente, agregar valor e exportar boa parte da produ\u00e7\u00e3o para o mercado alem\u00e3o. &#8220;Temos muito interesse em uma parceria estrat\u00e9gica com o Brasil em mat\u00e9rias-primas&#8221;, disse Rafael Hadad, diretor do &#8220;Brasil Board&#8221; da federa\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias da Alemanha, que se encarrega de otimizar a rela\u00e7\u00e3o com um dos emergentes com maior peso no mercado de commodities. A Alemanha fez recentemente um acordo de mat\u00e9rias-primas com a Mong\u00f3lia, pa\u00eds rico em cobre, terras raras, carv\u00e3o e ouro, e com o Cazaquist\u00e3o.<\/p>\n<p>Conforme estudo do Deutsche Bank, o aumento da popula\u00e7\u00e3o mundial e uma economia global que tende a se expandir v\u00e3o aumentar a demanda por mat\u00e9rias-primas e assim o pre\u00e7o dos produtos se elevar\u00e1 no longo prazo. Para pa\u00edses industrializados, como a Alemanha, isso significa mais custos. De outro lado, mais acesso a consumidores com bons recursos. Mas o pa\u00eds precisar\u00e1 competir n\u00e3o apenas com os pr\u00f3prios produtores de commodities, como com a China e a \u00cdndia, cuja industrializa\u00e7\u00e3o eleva o pre\u00e7o dos produtos.<\/p>\n<p>Uma das raz\u00f5es pelas quais a Alemanha abre um novo cap\u00edtulo sobre o tema \u00e9\u00a0que o crescimento de pa\u00edses asi\u00e1ticos e suas demandas enormes por mat\u00e9rias-primas foram subestimadas por um longo tempo, porque isso era visto mais como um fen\u00f4meno tempor\u00e1rio.<\/p>\n<p>A China prossegue com uma estrat\u00e9gia agressiva por mais acesso a recursos naturais. Os chineses hoje asseguram seu suprimento por meio de aquisi\u00e7\u00f5es em todo o mundo, removendo assim boa parte da produ\u00e7\u00e3o do mercado global. Para o banco alem\u00e3o, &#8220;pre\u00e7os exorbitantes&#8221; v\u00eam sendo cobrados pelos chineses para fornecer suas pr\u00f3prias commodities, como terras raras.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Consumo deve se manter como motor da economia em 2012<\/strong><\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A retomada do consumo das fam\u00edlias no \u00faltimo trimestre de 2011 foi importante para impedir nova estagna\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) no per\u00edodo e deve continuar a puxar a economia nos primeiros trimestres deste ano. Os economistas esperam alta entre 0,7% e 1% para o PIB do primeiro trimestre deste ano em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo trimestre do ano passado.<\/p>\n<p>Para uma parte dos economistas, o consumo ser\u00e1, de novo, o principal vetor de crescimento no in\u00edcio e ao longo de 2012, o que pode exigir mais aten\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria. No entanto, outros analistas consultados pelo Valor avaliam que, se a inten\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0ter atividade mais robusta neste ano, n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0poss\u00edvel depender apenas da demanda das fam\u00edlias e do dia a dia das empresas &#8211; \u00e9\u00a0necess\u00e1rio que o investimento entre na conta.<\/p>\n<p>No terceiro trimestre, o consumo das fam\u00edlias caiu 0,1% em rela\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas meses imediatamente anteriores, feitos os ajustes sazonais, como resultado do aperto de cr\u00e9dito promovido pelo Banco Central (BC) com a implementa\u00e7\u00e3o de medidas macroprudenciais no fim de 2010 e alta da taxa b\u00e1sica de juros no in\u00edcio de 2011.<\/p>\n<p>Com a revers\u00e3o de parte dessas medidas e est\u00edmulos adicionais como a desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de itens da linha branca, no quarto trimestre este componente voltou a registrar forte alta de 1,1%. Para Fernanda Consorte, economista do Santander, no primeiro trimestre do ano continuar\u00e1\u00a0 a ser vis\u00edvel a lideran\u00e7a do servi\u00e7os e do consumo no crescimento da economia, per\u00edodo para o qual ela espera alta de 0,8% do PIB em rela\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos tr\u00eas meses de 2011.<\/p>\n<p>Jos\u00e9\u00a0Francisco de Lima Gon\u00e7alves, economista-chefe do Banco Fator, enxerga uma din\u00e2mica diferente ao longo do ano. Para ele, o crescimento ser\u00e1\u00a0sustentado pelo consumo nos primeiros meses do ano, mas n\u00e3o vai se acelerar para uma alta superior a 5% porque o incentivo \u00e0\u00a0demanda por parte das fam\u00edlias esbarra em alguns limites, como a expectativa de menor crescimento da massa salarial, j\u00e1\u00a0que a taxa de desemprego est\u00e1\u00a0em n\u00edveis muito baixos, e o aumento do endividamento, por exemplo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, sustenta ele, o crescimento de 4,1% do consumo das fam\u00edlias no ano passado deixa evidente que uma parte consider\u00e1vel da demanda n\u00e3o foi atendida pela produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica. O PIB industrial subiu 1,6% em 2011 e a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o quase n\u00e3o cresceu, com alta de apenas 0,1%.<\/p>\n<p>Por isso, argumenta Lima Gon\u00e7alves, est\u00edmulos adicionais ao consumo n\u00e3o devem ser considerados uma sa\u00edda alternativa para adicionar dinamismo \u00e0\u00a0economia dom\u00e9stica em 2012. &#8220;N\u00e3o acho poss\u00edvel crescer 1% por trimestre com base em servi\u00e7os e consumo. Diante do c\u00e2mbio atual, com o real valorizado, as importa\u00e7\u00f5es v\u00e3o aumentar, mas n\u00e3o haver\u00e1\u00a0acr\u00e9scimo dos pedidos por bens produzidos internamente&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O economista-chefe do Banco J. Safra, Carlos Kawall, considera que a retomada da economia ser\u00e1\u00a0lenta ao longo de 2012 e tamb\u00e9m sugere que a capacidade de consumo adicional por parte das fam\u00edlias est\u00e1\u00a0 pr\u00f3xima de um esgotamento. &#8220;As medidas macroprudenciais foram importantes para conter a demanda no ano passado, mas estamos em um momento em que o endividamento encostou no teto e o comprometimento da renda est\u00e1\u00a0aumentando. \u00c9\u00a0uma ressaca do cr\u00e9dito \u00e0\u00a0 pessoa f\u00edsica que se expandiu com vigor nos \u00faltimos anos&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Para ele, a qualidade do crescimento preocupa. Apesar do aumento da demanda, bens comercializ\u00e1veis t\u00eam sido substitu\u00eddos por importados, o que provoca a estagna\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o industrial. No caso do setor de servi\u00e7os, em que n\u00e3o h\u00e1\u00a0essa possibilidade, o crescimento \u00e9\u00a0menos vol\u00e1til e contribui para sustentar o produto pela \u00f3tica da oferta.<\/p>\n<p>Em 2011, o consumo das fam\u00edlias cresceu 4,1% frente a 2010, acima da alta de 2,7% do PIB. Segundo o coordenador de contas nacionais do IBGE, Roberto Olinto, o que sustentou a alta na demanda das fam\u00edlias foram as eleva\u00e7\u00f5es na massa salarial real e no saldo de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito do sistema financeiro com recursos livres para pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Ir\u00e3\u00a0n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0um jogo, diz Obama a republicanos<\/strong><\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que eleitores republicanos votavam ontem nas prim\u00e1rias em dez Estados, o presidente americano, Barack Obama, reunia-se com a imprensa para defender sua condu\u00e7\u00e3o da crise nuclear iraniana. Segundo ele, as cr\u00edticas da oposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o descompromissadas. Obama escolheu o dia da Superter\u00e7a para sua primeira entrevista coletiva na Casa Branca desde outubro passado.<\/p>\n<p>&#8220;Isso n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0um jogo&#8221;, disse, sobre a possibilidade de uma guerra com Teer\u00e3. &#8220;Esse pessoal (os pr\u00e9-candidatos republicanos) n\u00e3o tem muitas responsabilidades. Eles n\u00e3o s\u00e3o o comandante em chefe.&#8221;<\/p>\n<p>O presidente ressaltou ainda que um conflito poderia provocar perdas humanas e econ\u00f4micas para os EUA. Embora n\u00e3o descarte a op\u00e7\u00e3o militar, Obama defendeu a press\u00e3o diplom\u00e1tica e as san\u00e7\u00f5es impostas ao regime dos aiatol\u00e1s.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1\u00a0d\u00favidas de que os que est\u00e3o batendo os tambores de guerra deveriam explicar claramente ao povo americano quais seriam os custos e os benef\u00edcios da guerra&#8221;, criticou. &#8220;Os que alardeiam a guerra n\u00e3o s\u00e3o os mesmos que pagam o pre\u00e7o.&#8221;<\/p>\n<p>O presidente mostrou-se tamb\u00e9m otimista com a retomada de negocia\u00e7\u00f5es negocia\u00e7\u00e3o com o Ir\u00e3, reaberta ontem em decis\u00e3o tomada em Bruxelas (mais informa\u00e7\u00f5es na p\u00e1gina A11), Obama disse n\u00e3o esperar um acordo logo na primeira rodada, mas acredita que Teer\u00e3\u00a0dar\u00e1\u00a0passos graduais para evitar um conflito.<\/p>\n<p>O pretexto para a coletiva foi um an\u00fancio de medidas para suavizar a situa\u00e7\u00e3o de milhares de americanos, sobretudo os veteranos de guerra, do peso das hipotecas e do risco de despejo. Nenhuma das dez perguntas tocou esse tema. Todas concentraram-se na quest\u00e3o eleitoral e na conversa entre Obama e o primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu, no dia anterior.<\/p>\n<p>Provocado sobre as cr\u00edticas de Mitt Romney, o pr\u00e9-candidato favorito republicano, \u00e0 sua pol\u00edtica externa, especialmente sobre o Ir\u00e3, Obama desejou-lhe sorte na vota\u00e7\u00e3o de ontem.<\/p>\n<p>S\u00edria. Na entrevista, o presidente voltou a dizer que a sa\u00edda do ditador Bashar Assad do poder \u00e9 uma quest\u00e3o de tempo, mas disse ser contr\u00e1rio a uma interven\u00e7\u00e3o como a da L\u00edbia. \/ D.C.M<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Analistas veem retomada no 4\u00ba\u00a0trimestre<\/strong><\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Uma corrente de analistas viu sinais de retomada nos n\u00fameros do PIB no quarto trimestre de 2011, apesar de, \u00e0\u00a0primeira vista, o resultado n\u00e3o ser nada impressionante. Na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior, na s\u00e9rie dessazonalizada, o PIB cresceu apenas 0,3% no \u00faltimo trimestre do ano passado. Isso, por\u00e9m, j\u00e1 indica uma recupera\u00e7\u00e3o ante a queda de 0,1% no terceiro trimestre, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2010, o PIB cresceu 1,4% de outubro a dezembro, resultado mais fraco desde o terceiro trimestre de 2009 (queda de 1,5%). O consumo das fam\u00edlias, respons\u00e1vel por 60% do PIB, cresceu 2,1% no quarto trimestre, ante igual per\u00edodo de 2010, o pior resultado desde o in\u00edcio de 2004. Esses n\u00fameros, por\u00e9m, refletem a alta base de compara\u00e7\u00e3o do \u00faltimo trimestre de 2010, fim de um ano superaquecido da economia.<\/p>\n<p>Por outro lado, analistas como o consultor Alexandre Schwartsman (ex-diretor do BC) e Robson Rodrigues Pereira, economista s\u00eanior do Bradesco, estimam que o importante indicador da demanda dom\u00e9stica (consumo das fam\u00edlias, gastos do governo e investimentos) tenha crescido 0,8% no quarto trimestre de 2011, ante o trimestre anterior. No terceiro trimestre, no mesmo tipo de compara\u00e7\u00e3o, eles calculam uma queda de 0,3% na demanda dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>Para Ricardo Denadai, economista do Santander Asset Management, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que o consumo das fam\u00edlias ser\u00e1 novamente o motor da economia, respons\u00e1vel por novo impulso no crescimento que pode chegar a 3,5% em 2012. Ele prev\u00ea altas de 1% e 1,5%, respectivamente, no primeiro e segundo trimestres deste ano, ante o per\u00edodo imediatamente anterior.<\/p>\n<p>Alguns fatores que podem empurrar a economia em 2012 s\u00e3o os efeitos defasados das quedas da Selic; o relaxamento de medidas de conten\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito; as isen\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias para bens industriais; o forte aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo; e a acelera\u00e7\u00e3o dos investimentos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Mas Carlos Kawall, economista-chefe do banco J. Safra, nota que o aumento da inadimpl\u00eancia e uma freada no cr\u00e9dito para as pessoas f\u00edsicas podem pesar ainda na atividade econ\u00f4mica em 2012.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Dilma d\u00e1\u00a0a m\u00e3o ao FMI<\/strong><\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Hannover, Alemanha \u2014 Depois das finas farpas trocadas na v\u00e9spera, ontem foi o dia de aparar as arestas e de declara\u00e7\u00f5es mais amenas no segunda de visita da presidente Dilma Rousseff \u00e0 Alemanha. N\u00e3o \u00e0 toa o fato destacado pela chanceler alem\u00e3, Angela Merkel, em entrevista conjunta, foi a ajuda j\u00e1 prometida pelo Brasil para capitalizar o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), se necess\u00e1rio, para resolver a crise da Zona do Euro.<\/p>\n<p>Merkel afirmou que recebeu de Dilma garantias de que o Brasil ir\u00e1 ajudar o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) a se recapitalizar, o que, por sua vez, pode ser crucial para resolver a crise na Zona do Euro. &#8220;A presidente (Dilma) disse que o Brasil vai participar do refinanciamento de forma proporcional \u00e0 sua quota&#8221;, disse a l\u00edder alem\u00e3. Dilma lembrou que o pa\u00eds tem sido favor\u00e1vel ao aumento de capital do FMI e a uma maior participa\u00e7\u00e3o do Brasil desde a reuni\u00e3o do G20 (que re\u00fane os pa\u00edses mais desenvolvidos) em novembro.<\/p>\n<p>Diferente da noite de segunda-feira, quando advertiu de forma indireta o Brasil contra a ado\u00e7\u00e3o de &#8220;medidas protecionistas unilaterais&#8221;, referindo-se ao aumento de tributa\u00e7\u00e3o sobre ve\u00edculos importados, Merkel foi menos incisiva ontem, evitou cobran\u00e7as e reconheceu a interconex\u00e3o da expans\u00e3o de liquidez na Europa e da aprecia\u00e7\u00e3o de outras moedas em rela\u00e7\u00e3o ao euro e ao d\u00f3lar. Na sexta-feira passada e na segunda, Dilma fez duras cr\u00edticas \u00e0 inje\u00e7\u00e3o de US$ 8,8 trilh\u00f5es no sistema financeiro europeu e norte-americano, que inundou os pa\u00edses emergentes de d\u00f3lares, como o Brasil, levando \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o excessiva de suas moedas e prejudicando suas exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Merkel disse ter assegurado a presidente brasileira de que essas medidas s\u00e3o de curto prazo e t\u00eam a inten\u00e7\u00e3o de ajudar pa\u00edses endividados da Zona do Euro a realizarem reformas. &#8220;Deixei claro que se trata de uma medida tempor\u00e1ria&#8221;, disse Merkel na entrevista coletiva conjunta.<\/p>\n<p>Embora o tom tenha sido mais ameno, Dilma manteve as cr\u00edticas : &#8220;Eu manifestei para a chanceler Merkel a preocupa\u00e7\u00e3o do Brasil com a expans\u00e3o monet\u00e1ria que vem ocorrendo por parte dos pa\u00edses desenvolvidos, que come\u00e7ou com os Estados Unidos, obviamente com uma parte bem mais significativa do que a Uni\u00e3o Europeia. Mas agora a expans\u00e3o monet\u00e1ria da regi\u00e3o provoca desvaloriza\u00e7\u00e3o das moedas, o que n\u00f3s consideramos bastante adverso para o com\u00e9rcio internacional do Brasil&#8221;. Dilma disse entender as adversidades da Zona do Euro causadas pela crise das d\u00edvidas soberanas, mas reiterou a necessidade de &#8220;buscar melhores formas de coopera\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>D\u00f3lar sobe 1,57%<\/p>\n<p>O crescimento baixo da Europa e do Brasil em 2011 agitou o mercado de c\u00e2mbio ontem e o d\u00f3lar acabou fechando o dia com valoriza\u00e7\u00e3o expressiva de 1,57%, cotado a R$ 1,764 na venda, sem que o Banco Central precisasse atuar na compra para pressionar o c\u00e2mbio para cima. \u00c9\u00a0 a maior alta em percentual desde dezembro e o maior valor desde o dia 18 de janeiro, quando fechou a R$ 1,767. Foi o terceiro dia consecutivo de valoriza\u00e7\u00e3o da moeda. Desde a semana passada, o Banco Central vinha intervindo diariamente no mercado comprando moeda para elevar sua cota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Duas m\u00e1s not\u00edcias do desempenho do PIB<\/strong><\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O IBGE divulgou ontem o resultado do PIB do quarto trimestre de 2011. Duas s\u00e3o as m\u00e1s not\u00edcias desse desempenho. A primeira \u00e9\u00a0que apesar da redu\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos meses a infla\u00e7\u00e3o encontra-se acima da meta e nada indica que atingir\u00e1\u00a0a meta ao longo de 2012. A segunda m\u00e1\u00a0not\u00edcia \u00e9\u00a0que a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o continua marcando passo. O crescimento desse subsetor da economia foi de -2,5% ante o trimestre anterior (no dado com ajuste sazonal), -3,1 contra o mesmo trimestre do ano anterior e crescimento de 0,1% na m\u00e9dia de 2011 contra a m\u00e9dia de 2010. Os mesmos n\u00fameros para o PIB agregado s\u00e3o respectivamente 0,3%, 1,4% e 2,7%.<\/p>\n<p>Este tem sido o padr\u00e3o de crescimento da economia brasileira desde a crise de 2008. Se tomarmos como base o terceiro trimestre de 2008 o PIB cresceu 8,2% enquanto que a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o andou para tr\u00e1s 5,7%! Quando olhamos a evolu\u00e7\u00e3o do demanda agregada, tomando por base novamente o terceiro trimestre de 2008, obtemos que o consumo cresceu 15,5%. Para fazer a oferta que tem crescido menos caber dentro desta demanda \u00e9\u00a0necess\u00e1rio absorver bens importados. De fato, novamente tomando como base o terceiro trimestre de 2008, as importa\u00e7\u00f5es cresceram 35,1%, bem acima do crescimento de 7,0% das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O desempenho muito ruim da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o representa um desempenho ruim da economia. Desde a crise de 2008 acentuou-se um modelo de crescimento liderado pelo consumo. Este padr\u00e3o de crescimento produz baixa poupan\u00e7a. Dado que a economia apresenta boas perspectivas o investimento cresce e, portanto, a diferen\u00e7a entre a poupan\u00e7a dom\u00e9stica e o investimento tem que ser financiada pela poupan\u00e7a externa. Este \u00e9\u00a0o drama de nossa ind\u00fastria: a baixa poupan\u00e7a associada \u00e0\u00a0 enorme vantagem comparativa na produ\u00e7\u00e3o de bens prim\u00e1rios valoriza o c\u00e2mbio de equil\u00edbrio e for\u00e7a uma redu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria no PIB. Se servi\u00e7o fosse comercializ\u00e1vel provavelmente n\u00f3s exportar\u00edamos carros para a Coreia e importar\u00edamos servi\u00e7os educacionais. Infelizmente para a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o e para a sorte do setor de servi\u00e7os educacionais n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0poss\u00edvel para n\u00f3s comprarmos estes servi\u00e7os na Coreia!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2509\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2509","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Et","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2509","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2509"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2509\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}