{"id":2517,"date":"2012-03-08T22:53:47","date_gmt":"2012-03-08T22:53:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2517"},"modified":"2012-03-08T22:53:47","modified_gmt":"2012-03-08T22:53:47","slug":"dinheiro-do-fgts-engorda-superavit-fiscal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2517","title":{"rendered":"Dinheiro do FGTS engorda super\u00e1vit fiscal"},"content":{"rendered":"\n<p>BRAS\u00cdLIA. Depois da confus\u00e3o criada pela decis\u00e3o in\u00e9dita do governo de usar recursos doFGTS para refor\u00e7ar o super\u00e1vit prim\u00e1rio, o Tesouro Nacional decidiu que devolver\u00e1 o dinheiroao Fundo corrigido, para que os trabalhadores n\u00e3o tenham perdas. Ser\u00e1 aplicada aos recursosbloqueados (R$ 2,96 bilh\u00f5es) a remunera\u00e7\u00e3o da conta \u00fanica, que equivale ao rendimentodos t\u00edtulos p\u00fablicos depositados no Banco Central. Essa remunera\u00e7\u00e3o tem superado a Selic,destaca fonte da \u00e1rea econ\u00f4mica:<\/p>\n<p>&#8211; O FGTS n\u00e3o vai perder, s\u00f3 vamos atrasar o repasse.O valor bloqueado refere-se \u00e0s receitas anuais com a arrecada\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o social de10%, paga pelos empregadores nas demiss\u00f5es de trabalhadores, al\u00e9m da multa de 40%. Osconselheiros do FGTS e o Minist\u00e9rio do Trabalho, respons\u00e1veis pela gest\u00e3o do Fundo, forampegos de surpresa, pois desconheciam o artif\u00edcio encontrado pelo governo para fechar ascontas do ajuste de R$ 55 bilh\u00f5es feito no Or\u00e7amento de 2012. O esfor\u00e7o fiscal anunciadopela equipe econ\u00f4mica em fevereiro foi viabilizado com cortes de despesas do Or\u00e7amento ereten\u00e7\u00e3o de receitas, incluindo os recursos do FGTS, como noticiou ontem o colunista IlimarFranco.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o fomos consultados. Ficamos sabendo pela imprensa e imediatamente pedimosesclarecimentos ao Minist\u00e9rio da Fazenda &#8211; disse um conselheiro.<\/p>\n<p>O assunto foi tratado na reuni\u00e3o do Conselho Curador de anteontem, quando o secret\u00e1rio-adjunto do Tesouro Marcus Aur\u00e9lio explicou que o governo decidira reter os recursos porqueo FGTS tem dinheiro sobrando no caixa e fechara 2011 com uma disponibilidade de R$ 96bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de devolver o dinheiro corrigido foi tomada ontem, em resposta \u00e0 press\u00e3o dosconselheiros do FGTS, que alertaram para as perdas decorrentes da medida. Apesar dadecis\u00e3o do Tesouro de devolver o dinheiro ao Fundo com corre\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o foi definida adata do repasse, que anteriormente era feita no mesmo m\u00eas da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio de receitas e despesas divulgado em fevereiro, a equipe econ\u00f4mica justificoua decis\u00e3o de reter os recursos do FGTS alegando que n\u00e3o h\u00e1 exig\u00eancia legal de repasseimediato dos valores arrecadados. Por\u00e9m, desde a cria\u00e7\u00e3o dessa contribui\u00e7\u00e3o (LeiComplementar 110\/2001) &#8211; para ajudar a pagar a despesa da corre\u00e7\u00e3o dos planos Ver\u00e3o eCollor I nas contas do FGTS &#8211; o Executivo vinha fazendo os repasses regularmente.<\/p>\n<p>A lei que criou a contribui\u00e7\u00e3o permitiu a reten\u00e7\u00e3o de 20% dos recursos, referentes \u00e0Desvincula\u00e7\u00e3o das Receitas da Uni\u00e3o (DRU), desde 2004, mas os repasses foram integrais. Adecis\u00e3o do governo tem respaldo legal, explicou um interlocutor. Os recursos s\u00e3o recolhidos naCaixa, mas como se trata de uma contribui\u00e7\u00e3o, precisam ser registrados no caixa do Tesouro.Em julho, a Caixa vai zerar o expurgo dos planos econ\u00f4micos no balan\u00e7o do FGTS e n\u00e3o far\u00e1mais sentido a vig\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o. Mas para que seja suspensa \u00e9 preciso alterar a lei,que n\u00e3o fixou prazo para a cobran\u00e7a.<\/p>\n<p>Embora os recursos arrecadados sejam destinados ao caixa do FGTS e n\u00e3o migrem para ascontas individuais dos trabalhadores, as centrais sindicais est\u00e3o contra o governo e amea\u00e7amrecorrer \u00e0 Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 um absurdo o governo p\u00f4r a m\u00e3o no dinheiro do trabalhador para fazer super\u00e1vit. Se n\u00e3orecuar, vamos entrar na Justi\u00e7a &#8211; disse Paulo Pereira da Silva, presidente da For\u00e7a Sindical.- A CUT \u00e9 contra &#8211; refor\u00e7ou o presidente Artur Henrique.<\/p>\n<p>Depois de participar de uma reuni\u00e3o com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e coml\u00edderes de partidos aliados no Senado, a ministra de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Ideli Salvatti,avisou que a presidente Dilma Rousseff deve vetar, mais uma vez, o dispositivo que permiteo uso de recursos do FIF-FGTS em obras nas cidades que v\u00e3o sediar a Copa do Mundo e asOlimp\u00edadas. A possibilidade de usar os recursos foi aprovada pelo Senado e pela C\u00e2mara,numa manobra do PMDB que incluiu a mat\u00e9ria na Medida Provis\u00f3ria 545. A proposta vai \u00e0san\u00e7\u00e3o de Dilma, que deve vetar.<\/p>\n<p>Em dezembro, texto semelhante foi aprovado na MP 540, e Dilma vetou , com ustificativa deque os recursos do FGTS s\u00e3o usados para moradia, e porque os investimentos em Copa eOlimp\u00edadas t\u00eam regras pr\u00f3prias. Na ocasi\u00e3o, o veto criou mal-estar entre Planalto e PMDB.Agora, o governo cr\u00ea que n\u00e3o haver\u00e1 desgaste na repeti\u00e7\u00e3o do veto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>MPF cria grupo para investigar crimes da ditadura<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Estado<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal anunciou hoje a cria\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro do Grupo de TrabalhoJusti\u00e7a de Transi\u00e7\u00e3o, para investigar viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos cometidas durante aditadura militar no Brasil e processar criminalmente os seus supostos autores. O GT, criadopor orienta\u00e7\u00e3o da 2\u00aa C\u00e2mara de Coordena\u00e7\u00e3o e Revis\u00e3o do MPF, investigar\u00e1 tamb\u00e9m crimesocorridos ap\u00f3s a ditadura, como forma\u00e7\u00e3o de quadrilha, sequestro qualificado, oculta\u00e7\u00e3o decad\u00e1ver e outros, se envolverem a\u00e7\u00f5es para impedir as investiga\u00e7\u00f5es sobre delitos ocorridosdurante o regime de exce\u00e7\u00e3o e cometidos por seus agentes.<\/p>\n<p>A 2\u00aa C\u00e2mara de Coordena\u00e7\u00e3o e Revis\u00e3o do MPF \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o nacional do MPF. Sua decis\u00e3o,no fim do ano passado, foi tomada ap\u00f3s a senten\u00e7a da Corte Interamericana de DireitosHumanos, em Washington, que condenou o Brasil por n\u00e3o ter providenciado Justi\u00e7a \u00e0s v\u00edtimasde viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos ocorridas durante a repress\u00e3o \u00e0 Guerrilha do Araguaia, nosanos 70.<\/p>\n<p>A iniciativa da 2\u00aa C\u00e2mara levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de grupos de procuradores federais, coordenados apartir de Bras\u00edlia, nos Estados de Rio Grande do Sul, Sergipe, Santa Catarina, Paran\u00e1 e S\u00e3oPaulo, onde o MPF j\u00e1 investigava alguns casos de viola\u00e7\u00e3o . A Procuradoria no Rio de Janeiro,agora, se junta \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es. No pr\u00f3ximo dia 12, no Distrito Federal, haver\u00e1 uma reuni\u00e3ode procuradores empenhados nas apura\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Em atendimento ao decidido pela Corte Interamericana, a 2\u00aa C\u00e2mara do Minist\u00e9rio P\u00fablicoFederal reconheceu que os tratados internacionais de Direitos Humanos firmados pelo Pa\u00edsimp\u00f5em ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e \u00e0 Justi\u00e7a Federal a investiga\u00e7\u00e3o e a persecu\u00e7\u00e3o dosil\u00edcitos cometidos durante a ditadura militar no Brasil. Assim, desde o final do ano passado,as unidades do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal v\u00eam se reunindo e organizando para dar cabodessa miss\u00e3o&#8221;, afirma o procurador da Rep\u00fablica Luiz Fernando Lessa. Para ele, n\u00e3o cabe aalega\u00e7\u00e3o de prescri\u00e7\u00e3o dos crimes, repudiada na senten\u00e7a da Corte.<\/p>\n<p>Lessa considerou prematuro adiantar quais casos ser\u00e3o investigados, mas disse quecertamente, entre as prioridades estar\u00e3o os epis\u00f3dios de desaparecimento e outros crimesocorridos no Rio. &#8220;N\u00e3o d\u00e1 para adiantar por onde come\u00e7aremos, ainda n\u00e3o temos asprioridades, como dividiremos esses processos&#8221;, explicou. &#8220;Se houver necessidade deabrir inqu\u00e9rito policial, abriremos. O que poderemos fazer ser\u00e1 realizar os nossos pr\u00f3priosprocedimentos de investiga\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Contagem regressiva para a greve da educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CNTE<\/p>\n<p>Representantes das 44 entidades filiadas \u00e0 CNTE estiveram reunidos com a dire\u00e7\u00e3o executivada entidade nesta quarta-feira (29\/02), em Bras\u00edlia, para acertar os \u00faltimos preparativos para agreve nacional programada para os dias 14 a 16.<\/p>\n<p>Cerca de 30 entidades j\u00e1 est\u00e3o com a programa\u00e7\u00e3o definida para os tr\u00eas dias de paralisa\u00e7\u00e3o.Assembleias, aulas-cidad\u00e3s, audi\u00eancias p\u00fablicas nas assembleias legislativas, passeatas,panfletagens e atos em pra\u00e7as p\u00fablicas ser\u00e3o algumas das atividades previstas parachamar a aten\u00e7\u00e3o da sociedade para a falta de compromisso dos gestores com a qualidadeda educa\u00e7\u00e3o. A greve \u00e9 pelo cumprimento da Lei do Piso, em vigor desde 2008, planosde carreira, 1\/3 da jornada para atividades extraclasse e por 10% do PIB no PNE o parafinanciamento da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Antecipando a pauta de reivindica\u00e7\u00f5es, trabalhadores em educa\u00e7\u00e3o de Rond\u00f4nia, Goi\u00e1s ePiau\u00ed deflagraram greve estadual j\u00e1 no m\u00eas de fevereiro. Outros sindicatos como a APEOESP\/SP, v\u00e3o promover assembleia no dia 16 para avaliar se dar\u00e3o continuidade \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>O risco do protecionismo<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Elas est\u00e3o no Brasil h\u00e1 at\u00e9 um s\u00e9culo, foram fornecedoras do primeiro bondinho do P\u00e3o deA\u00e7ucar e de turbinas para Itaipu; t\u00eam nomes familiares como Ericsson, Electrolux, AstraZeneca,\u00a0Asea Brown Boveri (ABB), Saab; e o presidente da holding maior acionista individual dessasempresas veio ao Brasil nesta semana. Marcus Wallenberg, cuja fam\u00edlia det\u00e9m, na holdingInvestor, ativos equivalentes a quase 6% do Produto Interno Bruto de toda a Su\u00e9cia, disse aoValor que os altos e baixos do c\u00e2mbio n\u00e3o o preocupam tanto quanto a tend\u00eancia &#8211; &#8220;mundial&#8221;,diz ele &#8211; de protecionismo comercial.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante para as empresas suecas que sejamos t\u00e3o a favor do livre com\u00e9rcio e dosacordos internacionais&#8221;, comenta ele, ao falar da tend\u00eancia de aproveitar cada vez maiso Brasil na cadeia produtiva global de empresas como Ericsson, de comunica\u00e7\u00f5es, ou agigante de automa\u00e7\u00e3o e energia ABB, resultado da fus\u00e3o de uma empresa su\u00ed\u00e7a e outrasueca. &#8220;Estamos preocupados em ver que esses acordos deixaram de ser prioridadeglobalmente&#8221;.<\/p>\n<p>Outro fator essencial \u00e9 a garantia do governo de que manter\u00e1 a responsabilidade nas contasp\u00fablicas, diz o executivo, que v\u00ea na estabilidade de regras componente fundamental nasdecis\u00f5es de investimento. &#8220;A estabilidade fiscal tem sido muito boa para atrair investimentos aoBrasil&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Para brasileiros acostumados com a exuber\u00e2ncia e onipresen\u00e7a de um Eike Batista, osmembros da fam\u00edlia Wallenberg, considerados uma dinastia secular na Su\u00e9cia, impressionampelo oposto: o lema \u00e9 &#8220;essere no videre&#8221;, frase latina que significa &#8220;ser; n\u00e3o ser visto&#8221;. Marcus,que, com o Investor, det\u00e9m 22% do segundo maior banco sueco, o SEB, fica corado aoresponder se \u00e9 verdade que costuma viajar de avi\u00e3o em classe econ\u00f4mica. &#8220;Viagens de lazer,com filhos, sim&#8221;, garante. Apesar do crescente desconforto da classe econ\u00f4mica? &#8220;N\u00e3o paramim&#8221;, diz, sorrindo.<\/p>\n<p>Os dividendos e gratifica\u00e7\u00f5es das principais companhias da carteira da Investor s\u00e3o aplicadosem uma funda\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, que usa os recursos para financiar bolsas de estudo, pesquisae desenvolvimento no pa\u00eds. A manuten\u00e7\u00e3o da fortuna em trusts familiares, sem que nenhummembro da fam\u00edlia controle os ativos diretamente, \u00e9 apontada como uma das raz\u00f5es para alonga dura\u00e7\u00e3o do poder dos Wallenberg. O bisav\u00f4 do executivo, tamb\u00e9m Marcus, pressionouo governo a permitir que bancos detivessem o controle de empresas e ajudou a forma\u00e7\u00e3o daEscola de Economia de Estocolmo, em 1909, cinco anos ap\u00f3s queixar-se de que a Su\u00e9ciatinha \u00f3timos engenheiros e bons trabalhadores, mas carecia de empreendedores.O atual Marcus Wallenberg veio ao Brasil acompanhando miss\u00e3o empresarial liderada pelopresidente do parlamento sueco, Per Westerberg, que teve, entre outros objetivos, o lobbypelo ca\u00e7a sueco Gripen, da Saab, na disputa pelo fornecimento de novos avi\u00f5es-ca\u00e7a \u00e0 For\u00e7aA\u00e9rea Brasileira (FAB). Ao comentar a necessidade de investir em inova\u00e7\u00e3o e tecnologiapara escapar \u00e0 crise, tanto Wallenberg quanto Westerberg encontram uma maneira suavede lembrar a proposta da Saab, que envolve intensa participa\u00e7\u00e3o da engenharia brasileira nodesenvolvimento do novo ca\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;O Gripen n\u00e3o \u00e9 uma caixa-preta&#8221;, lembrou o presidente do parlamento sueco, ao ser recebido,ontem, pelo presidente do Senado, Jos\u00e9 Sarney e pela senadora Marta Suplicy. A condi\u00e7\u00e3ode pa\u00eds neutro, em plena Guerra Fria, fez a Su\u00e9cia dar grande aten\u00e7\u00e3o \u00e0 independ\u00eanciatecnol\u00f3gica, diz ele. Os suecos estiveram tamb\u00e9m com o presidente da C\u00e2mara, Marco Maia,e com o secret\u00e1rio-executivo do minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Alessandro Teixeira. &#8220;Ouvi noBrasil o mesmo que na Su\u00ed\u00e7a: n\u00e3o podemos esquecer a necessidade de criar um ambiente quebeneficie a inova\u00e7\u00e3o, e a preocupa\u00e7\u00e3o em pensar globalmente&#8221;, diz Wallenberg.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 apenas discurso: os Wallenberg atribuem a longevidade de seus neg\u00f3cios ao esfor\u00e7oem planejar para o longo prazo, mas buscando agilidade na resposta \u00e0s mudan\u00e7as. &#8220;Adisposi\u00e7\u00e3o de mudar e de se adaptar \u00e9 uma parte importante: temos de reconhecer que ascoisas mudam hoje muito mais r\u00e1pido&#8221;, diz Wallenberg, para quem o foco em empresas de altatecnologia faz parte da estrat\u00e9gia de desenvolvimento da Su\u00e9cia.<\/p>\n<p>Wallenberg elogia os governos Lula e Dilma Rousseff pela disposi\u00e7\u00e3o em investir em bolsas deestudo, universidades e centros de pesquisa. &#8220;S\u00e3o quest\u00f5es que tomam tempo, como construirempresas; mas o importante \u00e9 que a disposi\u00e7\u00e3o de enfrentar o desafio est\u00e1 a\u00ed&#8221;, defende.<\/p>\n<p>As press\u00f5es de custo sentidas pelo Brasil, com a moeda valorizada tamb\u00e9m foram sentidas,em menor grau, pela Su\u00e9cia, e as empresas tiveram de se adaptar, comenta ele. Wallenbergd\u00e1 o exemplo da Electrolux, que, h\u00e1 vinte anos, tinha 50 f\u00e1bricas em territ\u00f3rio sueco, onde,hoje, s\u00f3 mant\u00e9m duas. S\u00e3o Paulo costuma ser apontada pela fam\u00edlia como o maior parqueindustrial da Su\u00e9cia hoje em dia, pela forte presen\u00e7a das empresas suecas que empregam seismil funcion\u00e1rios no Brasil.<\/p>\n<p>As companhias das quais a Investor \u00e9 s\u00f3cia t\u00eam planos de expandir atividades no Brasil,garantiu. &#8220;As companhias suecas aprenderam h\u00e1 tempos que, para fazer neg\u00f3cios na Am\u00e9rica\u00a0e no Brasil, devem estar muito consciente da situa\u00e7\u00e3o cambial, das mudan\u00e7as nos par\u00e2metrosecon\u00f4micos&#8221;, minimiza Wallenberg. &#8220;Temos muita experi\u00eancia nessas dificuldades&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pre\u00e7os de commodities recuam 12,7% em 12 meses<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Depois de ligeira alta em janeiro, o pre\u00e7o m\u00e9dio das commodities com impacto relevante sobrea infla\u00e7\u00e3o brasileira, medido pelo \u00cdndice de Commodities Brasil (IC-Br), registrou significativaqueda em fevereiro (2,96%). Os n\u00fameros divulgados pelo Banco Central apontam retra\u00e7\u00e3ode 12,68% ao longo de 12 meses, confirmando o &#8220;vi\u00e9s desinflacion\u00e1rio&#8221; que a autoridademonet\u00e1ria leva em conta para conter a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o economista da Tend\u00eancias Consultoria, Thiago Curado, o arrefecimento de 2,4% dopre\u00e7o das commodities no acumulado de 2012 corrobora um cen\u00e1rio mais favor\u00e1vel \u00e0 infla\u00e7\u00e3odom\u00e9stica no primeiro trimestre deste ano. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante distinta do in\u00edcio de 2011,quando o pre\u00e7o das commodities registrou alta de 10% no primeiro bimestre.<\/p>\n<p>&#8220;Este ano, em vez de um choque de alta de pre\u00e7os, temos um choque de baixa&#8221;, afirma oeconomista. Segundo ele, esse comportamento \u00e9 consequ\u00eancia da diminui\u00e7\u00e3o da demandainternacional, em decorr\u00eancia do agravamento da crise financeira. &#8220;Do lado interno, estamost\u00e3o pressionados como no ano passado.&#8221;<\/p>\n<p>Dois dos tr\u00eas sub\u00edndices que comp\u00f5em o IC-Br apresentaram queda em fevereiro, comdestaque para os produtos agropecu\u00e1rios, que ca\u00edram 3,97% na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00easanterior. &#8220;Ao menos no curto prazo, as commodities agropecu\u00e1rias s\u00e3o as que possuemimpacto mais direto e r\u00e1pido sobre a infla\u00e7\u00e3o ao consumidor&#8221;, diz Curado. No acumulado em12 meses, a queda \u00e9 de 14,89%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m caiu o pre\u00e7o das commodities energ\u00e9ticas &#8211; petr\u00f3leo brent, g\u00e1s natural e carv\u00e3o -1,86% de janeiro para fevereiro. Em 12 meses, o grupo ainda registra alta de 3,93%. J\u00e1 ascommodities met\u00e1licas tiveram leve eleva\u00e7\u00e3o em fevereiro (0,80%), embora apresentem quedade 15,06% em 12 meses.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#8216;Taxa de investimento \u00e9 insuficiente para crescer 4,5%&#8217;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Paulo Levy, economista do Ipea, defende que o pa\u00eds crie mais est\u00edmulos para o investimentodo que para o consumo. &#8220;A taxa de investimento \u00e9 insuficiente para crescer 4,5% deforma sustentada&#8221;. E lembra ainda que \u00e9 preciso adotar pol\u00edticas para conciliar redu\u00e7\u00e3o dedesigualdade e expans\u00e3o: &#8220;O pa\u00eds redistribui renda e sufoca o crescimento&#8221;.<\/p>\n<p>O GLOBO: O desempenho da economia em 2011 requer ainda mais cortes de juros?PAULO LEVY: Os resultados do PIB e da produ\u00e7\u00e3o industrial n\u00e3o deveriam alterar a rotasinalizada pelo Banco Central. O PIB ficou compat\u00edvel com a infla\u00e7\u00e3o elevada e a pol\u00edticamonet\u00e1ria atua pelo lado da demanda, que, mesmo robusta, n\u00e3o \u00e9 problema. Com isso, adecis\u00e3o certa seria cortar juros por mais uma ou duas reuni\u00f5es, podendo levar a Selic para 9%ou 9,5% ao ano, patamar baixo para os crit\u00e9rios brasileiros.<\/p>\n<p>Mas a pol\u00edtica monet\u00e1ria olha para a infla\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>LEVY: A infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 declinante e deve, em maio, ficar em torno de 5,2% no acumulado em 12meses. A partir da\u00ed, com est\u00edmulos \u00e0 demanda e o desempenho dos servi\u00e7os, os pre\u00e7os devemsubir, menos que em 2011. Ent\u00e3o, seria a hora de parar e esperar.<\/p>\n<p>O governo enfrenta dilemas macroecon\u00f4micos? Qual deveria ser a sua prioridade?LEVY: A vari\u00e1vel chave \u00e9 poupan\u00e7a. Pa\u00edses com crescimento elevado t\u00eam taxa de poupan\u00e7aelevada. Caso de China e Coreia do Sul. No Brasil, a contribui\u00e7\u00e3o do governo para a poupan\u00e7anacional \u00e9 negativa: ele despoupa. Como mudar isso? Aumentando o peso dos investimentos ereduzindo o peso relativo dos gastos correntes.<\/p>\n<p>Nossa taxa de investimento \u00e9 baixa?<\/p>\n<p>LEVY: A taxa de investimento \u00e9 insuficiente para crescer 4,5% de forma sustentada. S\u00f3 mesmocom 24%, 25% do PIB (no quarto trimestre foi de 19,3%). O certo seria criar est\u00edmulos parao investimento crescer mais que o consumo. Hoje, h\u00e1 uma vis\u00e3o oposta e equivocada. NaChina, o investimento \u00e9 47% do PIB; na Coreia, 30%. O Brasil tenta avan\u00e7ar no consumo e noinvestimento ao mesmo tempo. Isso n\u00e3o \u00e9 fact\u00edvel.<\/p>\n<p>Como segurar o consumo diante de uma classe m\u00e9dia \u00e1vida por consumir?<\/p>\n<p>LEVY: H\u00e1 uma camada da popula\u00e7\u00e3o que tem necessidades b\u00e1sicas a atender. E isso gerauma press\u00e3o forte sobre o consumo, o que reduz a taxa de poupan\u00e7a da economia e geradesequil\u00edbrios. \u00c9 preciso adotar pol\u00edticas que permitam conciliar redu\u00e7\u00e3o de desigualdade comcrescimento. caso contr\u00e1rio, o pa\u00eds redistribui renda e sufoca o crescimento. E isso tem vidacurta.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Em 13 meses, juro ao consumidor cai mais que o b\u00e1sico<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que ocorreu no passado recente, nos \u00faltimos tempos bancos, financeiras elojas repassaram mais do que proporcionalmente a redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic,para o consumidor.<\/p>\n<p>Entre dezembro de 2010 e janeiro deste ano, a Selic caiu 0,25 ponto porcentual, de 10,75%para 10,50% ao ano. Em igual per\u00edodo, a taxa m\u00e9dia de juros cobrada do consumidor teveredu\u00e7\u00e3o de 9,45 pontos porcentuais, de 119,97% para 110,52% ao ano ou 6,50% ao m\u00easem janeiro \u00faltimo, aponta pesquisa da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Executivos de Finan\u00e7as,Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade (Anefac).<\/p>\n<p>A maior retra\u00e7\u00e3o registrada nesse per\u00edodo ocorreu nas taxas dos empr\u00e9stimos pessoais definanceiras. Em dezembro de 2010, o consumidor desembolsava 9,64% ao m\u00eas ou 201,74% aoano pelo empr\u00e9stimo. Em janeiro deste ano, o custo dessa modalidade de financiamento tinhaca\u00eddo para 8,29% ao m\u00eas ou 160,05% ao ano. A redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros nesse per\u00edodo foi demais de 40 pontos porcentuais na taxa ao ano.<\/p>\n<p>&#8220;A forte concorr\u00eancia entre as institui\u00e7\u00f5es financeiras, o bom momento da economia brasileirae o menor risco de calote fizeram com que os bancos mudassem de atitude&#8221;, afirma o vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira.<\/p>\n<p>O executivo acredita que essa tend\u00eancia de cortar juros ao consumidor numa magnitudesuperior \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do custo de capta\u00e7\u00e3o do dinheiro, a Selic, deve continuar, especialmentedepois do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011, que cresceu 2,7% no ano e,no quarto trimestre, foi de apenas 0,3% ante o trimestre anterior, na s\u00e9rie que desconta asvaria\u00e7\u00f5es sazonais.<\/p>\n<p>Dist\u00e2ncia. Apesar de bancos, lojas e financeiras terem reduzido os juros al\u00e9m do corte nocusto de capta\u00e7\u00e3o de recursos para bancar os financiamentos, as taxas de juros cobradas dosconsumidores ainda \u00e9 muito elevada e est\u00e1 num n\u00edvel bem superior ao da taxa b\u00e1sica de juros.A grande dist\u00e2ncia entre a taxa b\u00e1sica de juros e os juros ao consumidor \u00e9 explicada por umas\u00e9rie de custos e margens de ganho que comp\u00f5em a taxa final cobrada do consumidor. &#8220;Ocusto de capta\u00e7\u00e3o, a taxa Selic, \u00e9 apenas uma parte da taxa de juros ao consumidor&#8221;, observaRibeiro de Oliveira.<\/p>\n<p>Ele lembra que nesse caminho entre a taxa b\u00e1sica de juros e a taxa final, existe a cunha fiscal,que s\u00e3o os impostos; as despesas administrativas dos bancos, lojas e financeiras; o risco deinadimpl\u00eancia e, finalmente, a margem de ganho do sistema financeiro. Isso explica a diferen\u00e7aentre o patamar do juro b\u00e1sico e do juro final. &#8220;Hoje o que mais pesa \u00e9 a cunha fiscal, o risco ea margem dos bancos&#8221;, diz Ribeiro de Oliveira.<\/p>\n<p>Recorde de baixa. A pesquisa da Anefac mostra que a taxa m\u00e9dia de juros cobrada doconsumidor recuou em janeiro para o menor n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa da Anefac,iniciada em 1995. Entre os encargos financeiros cobrados pelas lojas, administradoras decart\u00e3o de cr\u00e9dito, cheque especial, CDC e empr\u00e9stimo pessoal de bancos e empr\u00e9stimopessoal de financeiras, a taxa m\u00e9dia de juros em janeiro ficou em 6,40% ao m\u00eas ou 110,52%ao ano. Foi a segunda redu\u00e7\u00e3o mensal consecutiva. Em novembro, a taxa m\u00e9dia estava em6,67% ao m\u00eas e caiu para 6,58% em dezembro.<\/p>\n<p>O movimento de corte de juros ao consumidor em janeiro foi quase generalizado. Das seislinhas de cr\u00e9dito pesquisadas, cinco tiveram redu\u00e7\u00e3o na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior e\u00a0somente uma linha n\u00e3o alterou juros: o cart\u00e3o de cr\u00e9dito, que tem a taxa mais alta em rela\u00e7\u00e3oas demais, de 10,69% ao m\u00eas ou 238,30% ao ano. J\u00e1 o maior corte nos juros ocorreu na taxado empr\u00e9stimo pessoal de financeiras, de 0,37 ponto porcentual.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Gr\u00e9cia deve ter \u00eaxito na troca de d\u00edvida<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>\u00c9 t\u00e3o complexo quanto grande. A reestrutura\u00e7\u00e3o de \u20ac 206 bilh\u00f5es em d\u00edvidas pela Gr\u00e9ciamergulhou as pessoas em um mar de n\u00fameros, em que lutam para entender o neg\u00f3cio. Osinvestidores v\u00e3o receber 24 t\u00edtulos novos em troca de cada b\u00f4nus j\u00e1 existente, um limitem\u00ednimo de 66% para o uso das chamadas &#8220;cl\u00e1usulas de a\u00e7\u00e3o coletiva&#8221; (CAC), mas umqu\u00f3rum de 50% e uma taxa de participa\u00e7\u00e3o que precisar\u00e1 ser de 95% &#8211; ou ser\u00e1 90% ou 70%?Confuso?<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que, apesar de toda a sua complexidade, a Gr\u00e9cia estruturou esse acordo demaneira que provavelmente ser\u00e1 razoavelmente bem sucedido. A inser\u00e7\u00e3o retroativa dascl\u00e1usulas de a\u00e7\u00e3o coletiva, que permite a decis\u00e3o de uma maioria de detentores de b\u00f4nustornar-se obrigat\u00f3ria para todos os investidores, pode parecer injusta para aqueles quecustam a concordar com os termos. Mas ela garantir\u00e1 para a Gr\u00e9cia a participa\u00e7\u00e3o de todosos detentores dos b\u00f4nus que est\u00e3o sujeitos \u00e0s leis do pa\u00eds, proporcionando uma taxa departicipa\u00e7\u00e3o de cerca de 86%.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o ent\u00e3o ser\u00e1 ver quantos b\u00f4nus sujeitos \u00e0s leis internacionais, que respondem poroutros 14% dos \u20ac 206 bilh\u00f5es, ser\u00e3o oferecidos na troca. \u00c9 improv\u00e1vel que sejam suficientespara se atingir os 95% que, segundo o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), s\u00e3o necess\u00e1riospara a Gr\u00e9cia reduzir em endividamento a 120% do PIB at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia j\u00e1 amea\u00e7ou n\u00e3o pagar os detentores indecisos de b\u00f4nus sujeitos \u00e0s leisinternacionais. Isso poderia abrir caminho para uma batalha legal. Mas tamb\u00e9m levanta apossibilidade de Atenas conseguir levantar mais dinheiro que o esperado ao simplesmente n\u00e3opagar alguns detentores de b\u00f4nus.<\/p>\n<p>Tudo isso j\u00e1 \u00e9 motivo para dor de cabe\u00e7a. De fato, muitos investidores j\u00e1 emudeceram,sofrendo com uma doen\u00e7a que j\u00e1 dura dois anos e que recebeu o nome de &#8220;s\u00edndrome dafadiga grega&#8221;. Outros zombam do neg\u00f3cio, classificando-o de irrelevante por acreditar que ogoverno grego ter\u00e1 que dar um novo calote em breve para ter chance de ter a carga de seuendividamento reduzida a n\u00edveis administr\u00e1veis.<\/p>\n<p>Mas o swap \u00e9 importante por v\u00e1rias raz\u00f5es. Primeiro, ele dever\u00e1 servir como teste parareestrutura\u00e7\u00f5es futuras na zona do euro, apesar dos protestos em contr\u00e1rio de planejadoresecon\u00f4micos.<\/p>\n<p>O al\u00edvio de 53,5% na d\u00edvida que a Gr\u00e9cia espera conseguir poder\u00e1 muito bem se mostrar,no futuro, atrativo para pol\u00edticos de outros pa\u00edses endividados do bloco, como Portugal e at\u00e9mesmo a It\u00e1lia ou a Irlanda, especialmente quando pesado contra as demandas por uma maiorausteridade.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, o neg\u00f3cio j\u00e1 est\u00e1, de algumas maneiras, determinando o formato futurodos mercados de b\u00f4nus soberanos da zona do euro, e n\u00e3o de uma maneira particularmentesaud\u00e1vel. A quest\u00e3o da prefer\u00eancia no recebimento \u00e9 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o para algunsinvestidores.<\/p>\n<p>O Banco Central Europeu (BCE) conseguiu excluir do swap suas posi\u00e7\u00f5es em b\u00f4nus, quesomam mais de \u20ac 40 bilh\u00f5es, numa manobra que irritou muitos investidores. Ent\u00e3o, o EuropeanInvestment Bank tamb\u00e9m garantiu uma prefer\u00eancia impl\u00edcita de recebimento ao deixar de forado swap sua pequena posi\u00e7\u00e3o em b\u00f4nus.<\/p>\n<p>A prefer\u00eancia de recebimento dessas institui\u00e7\u00f5es pode ter pouca import\u00e2ncia em temposde vacas gordas. Mas em um cen\u00e1rio em que os investidores internacionais abandonaramos mercados perif\u00e9ricos de b\u00f4nus, a no\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 detentores que poder\u00e3o se declararprivilegiados \u00e9 preocupante.<\/p>\n<p>O poss\u00edvel uso das cl\u00e1usulas de a\u00e7\u00e3o coletiva \u00e9 tamb\u00e9m algo que os investidores em b\u00f4nus degovernos da zona do euro ter\u00e3o que se acostumar, uma vez que elas dever\u00e3o ser inseridas emtodos os novos t\u00edtulos de d\u00edvida da regi\u00e3o. Isso poder\u00e1 n\u00e3o ser uma coisa ruim, mas o uso dasCACs em Atenas mostra como elas introduzem um elemento extra de risco de cr\u00e9dito para osinvestidores em b\u00f4nus.<\/p>\n<p>O swap da d\u00edvida representa apenas o mais recente passo na estrat\u00e9gia de longo prazo da\u00a0Europa de tentar ganhar tempo.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que o acordo do swap da d\u00edvida grega, aliado aos empr\u00e9stimos baratos por tr\u00easanos do BCE dar\u00e1 um certo f\u00f4lego. Mas, conforme disse um banqueiro central de fora da zonado euro: &#8220;Ganhar tempo s\u00f3 funciona se voc\u00ea us\u00e1-lo com algum prop\u00f3sito&#8221;.<\/p>\n<p>Nessa base, a estrat\u00e9gia poder\u00e1 n\u00e3o ser declarada um sucesso total, apesar dos coment\u00e1riospositivos dos l\u00edderes europeus. Eles ainda precisam garantir que a muralha erguida paraproteger a It\u00e1lia e a Espanha, em particular, do cont\u00e1gio ser\u00e1 a maior poss\u00edvel. Como n\u00e3o s\u00e3oinsignificantes as chances de uma combina\u00e7\u00e3o de austeridade p\u00fablica e recess\u00e3o levar a umacontra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos dois pa\u00edses, a Europa n\u00e3o pode se dar ao luxo de ser complacente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2517\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2517","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-EB","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2517","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2517"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2517\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}