{"id":2531,"date":"2012-03-11T02:42:59","date_gmt":"2012-03-11T02:42:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2531"},"modified":"2012-03-11T02:42:59","modified_gmt":"2012-03-11T02:42:59","slug":"colombia-manifesto-pela-paz-ate-a-ultima-gota-dos-nossos-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2531","title":{"rendered":"Col\u00f4mbia: Manifesto pela paz, at\u00e9 a \u00faltima gota dos nossos sonhos"},"content":{"rendered":"\n<p>Existe, no cora\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica, um ref\u00fagio humano abra\u00e7ado por cordilheiras, acalentado por vales exuberantes, selvas frondosas e banhado por dois oceanos. Mananciais e rioscaudalosos convertem as terras em prod\u00edgios de fertilidade, ao sul culminando na Amaz\u00f4nia: o que converte a Col\u00f4mbia em objeto de grandes cobi\u00e7as. A partir da\u00ed come\u00e7a o mart\u00edrio detodo um povo. A Col\u00f4mbia, apesar de ter tudo para fazer poss\u00edvel a vida digna da totalidade de seus 48 milh\u00f5es de habitantes, resiste uma elite continuadora da viol\u00eancia colonial, que seaferra no poder local ofertando as riquezas do pa\u00eds ao poder transnacional, condenando o povo a uma sangrenta hist\u00f3ria de despojos.<\/p>\n<p>J\u00e1 esquecemos quantas gera\u00e7\u00f5es jamais conheceram um ind\u00edcio de paz, nem a vontade dos governantes para permitir que sobre este solo habite por fim uma democracia real, n\u00e3o uma pantomima macabra de rituais de urnas que perdem sua subst\u00e2ncia democr\u00e1tica diante do exterm\u00ednio da oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Com a for\u00e7a da repress\u00e3o incessante para apagar o germe da dignidade, a qual os governantes pretendem nos for\u00e7ar a enterrar nas profundidades da dor dos nossos gritos e da agonia humana.<\/p>\n<p>1. Fazemos da empatia social o primeiro passo at\u00e9 uma verdadeira paz<\/p>\n<p>N\u00f3s decidimos conjugar o sentir de nosso povo na primeira pessoa do plural porque somos pluralidade e porque fazemos da empatia social o primeiro passo at\u00e9 uma verdadeira paz: osentir de nosso povo clama a justi\u00e7a na voz de seus exilados, despojados, empobrecidos, marginalizados, desaparecidos, encarcerados, amorda\u00e7ados, torturados, assassinados. N\u00f3sdecidimos ser \u201cn\u00f3s\u201d tamb\u00e9m com nossos presos e mortos: porque se bem a viol\u00eancia de uma intolerante elite pretendeu apagar suas ideias e seus sonhos os eliminando fisicamente ou osseparando de n\u00f3s mediante hediondas grades, em n\u00f3s seguem vivas suas \u00e2nsias de justi\u00e7a e dignidade.<\/p>\n<p>2. Terror que configura o latif\u00fandio a favor do grande capital<\/p>\n<p>68% dos colombianos vivemos na pobreza, oito milh\u00f5es de n\u00f3s perambulamos pelas ruas na indig\u00eancia. Mais de 5 milh\u00f5es temos sido deslocados violentamente pelas for\u00e7as repressivas oficiais ou paramilitares que colaboram fielmente com o regimen militar. Temos sido submetidos ao terror que configura o latif\u00fandio a favor do grande capital transnacional, em detrimento de nossas condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia e dignidade, em detrimento da soberania alimentar e da paz. Massacres, bombardeios, envenenamentos do solo e da \u00e1gua precedem nossasmarchas cobertas do luto do desterro for\u00e7ado. N\u00f3s, os camponeses, os afrodescendentes, os ind\u00edgenas que temos intentado viver nos solos de nossos ancestrais, temos sido exilados.<\/p>\n<p>Arrebentamos de dor porque j\u00e1 ultrapassamos o limite de resigna\u00e7\u00e3o ao sofrimento. Quando protestamos sofremos o exterm\u00ednio, ou somos submetidos ao ostracismo e ao sil\u00eancio impostospelo terror estatal.<\/p>\n<p>3. Abrir os espa\u00e7os de toler\u00e2ncia \u00e0 reivindica\u00e7\u00e3o social para falar de paz<\/p>\n<p>Somos oito mil presos pol\u00edticos a quem nos violentam todos os direitos humanos, oito mil que gritamos em meio da indiferen\u00e7a desta sociedade amorda\u00e7ada e empurrada \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o, que gritamos sob as torturas aberrantes. A dignidade n\u00e3o se arranca como se arrancam as unhas; as grades n\u00e3o impedem que os sonhos existam. A institui\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria que denunciamos como campo de exterm\u00ednio da reivindica\u00e7\u00e3o social, chega inclusive a nos negar a assist\u00eancia m\u00e9dica como forma de tortura, nos empurrando \u00e0 morte. A organiza\u00e7\u00e3o social, o pensamento cr\u00edtico, o estudo da hist\u00f3ria e da sociedade colombiana t\u00eam sido banidos; aos defensores dos direitos humanos, aos sindicalistas, aos intelectuais cr\u00edticos, aos artistas comprometidos com o que est\u00e1 \u00e0 sua volta, aos ambientalistas, aos l\u00edderes comunit\u00e1rios e aos camponeses nos consideram criminosos e \u201cterroristas\u201d.<\/p>\n<p>Somos defensores da paz. Tentam calar-nos porque n\u00e3o estamos de acordo com as dezenas de milhares de crian\u00e7as que morrem anualmente na Col\u00f4mbia por desnutri\u00e7\u00e3o, falta de \u00e1gua pot\u00e1vel e enfermidades cur\u00e1veis; por reclamar por uma educa\u00e7\u00e3o gratuita pensada para a soberania, por reclamar por uma sa\u00fade que seja um direito e n\u00e3o uma mercadoria, por al\u00e7arnossas vozes contra o saque de nossos recursos. H\u00e1 uma guerra estatal contra o pensamento e a empatia: assassinam-nos as for\u00e7as repressivas oficiais ou as paraestatais sem quetenhamos sequer empunhado armas. Infinitas vozes jazem nas fossas comuns, outras tantas est\u00e3o espalhadas no pavimento entre os charcos de sangue que deixam os sic\u00e1rios pagos para eliminar a voz dissidente.<\/p>\n<p>4. A guerra da qual n\u00e3o se fala: a guerra suja<\/p>\n<p>Os civis estamos sendo dizimados pela guerra suja: o terrorismo de Estado \u00e9 tamb\u00e9m parte da guerra, essa parte que nunca \u00e9 nomeada na m\u00eddia hegem\u00f4mica e que, contudo, representa atorrente mais caudalosa do banho de sangue. A chave da paz \u00e9 exigir que cesse a pr\u00e1tica estatal de exterminar a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica civil, porque no verso desta participa\u00e7\u00e3o pol\u00edticadesprezada de maneira sistem\u00e1tica, os meios de reivindica\u00e7\u00e3o social se tornam armados.<\/p>\n<p>N\u00e3o somos \u201ca democracia mais antiga da Am\u00e9rica Latina\u201d porque n\u00e3o a conhecemos. Somos obrigados a calar para que sejamos c\u00famplices da sanguin\u00e1ria \u201cSeguran\u00e7a\u201d, que n\u00e3o \u00e9 outra coisa que a seguran\u00e7a para que as transnacionais exer\u00e7am o saque sem ter que escutar a justa reivindica\u00e7\u00e3o popular; uma \u201cseguran\u00e7a\u201d que se traduz na viola\u00e7\u00e3o da soberania alimentar para as maiorias.<\/p>\n<p>5. O intervencionismo dos Estados Unidos ampara a guerra e \u00e9 perigo regional<\/p>\n<p>Os mesmos que converteram uma parte dos empobrecidos da Col\u00f4mbia em carne de canh\u00e3o para proteger os interesses das transnacionais e de uma parte da burguesia local, permitem ainstala\u00e7\u00e3o da amea\u00e7a imperialista contra nossos irm\u00e3os da regi\u00e3o. Temos sido condenados a renunciar \u00e0 soberania que herdamos das campanhas libertadoras do s\u00e9culo XIX e assistimos a instala\u00e7\u00e3o de bases militares estadunidenses, desde onde se imp\u00f5em as doutrinas de subordina\u00e7\u00e3o dos direitos humanos e o manejo do narcotr\u00e1fico como uma ferramenta a mais dedomina\u00e7\u00e3o. Os estadunidenses gozam de total impunidade para os crimes que cometem na Col\u00f4mbia, em virtude da imunidade que lhes \u00e9 outorgada pelo Estado colombiano. Os EstadosUnidos justificam seu intervencionismo sob o pretexto da \u201cluta contra o narcotr\u00e1fico\u201d, na realidade enche seus cofres e, mesmo assim, o governo e suas estruturas narco-paramilitaresparalelamente criminalizam o campon\u00eas cultivador da folha de coca mesmo sabendo que esta n\u00e3o \u00e9 coca\u00edna.<\/p>\n<p>6. A paz n\u00e3o \u00e9 degradar ao extremo o opositor<\/p>\n<p>Os governantes que posam exibindo m\u00e3os cortadas de advers\u00e1rios e lan\u00e7am gargalhadas regozijantes ao lado de cad\u00e1veres, s\u00e3o os mesmos que pretendem a todos nos converter emaplaudidores do exterm\u00ednio. S\u00e3o os mesmos governantes que colocaram tarifas \u00e0 vida, impulsionando os mal chamados \u201cfalsos positivos\u201d que n\u00e3o s\u00e3o outra coisa que assassinatos de civis para implementar as montagens militar-midi\u00e1ticas para a guerra psicol\u00f3gica: usando os cad\u00e1veres para o exibicionismo necr\u00f3f\u00edlo que busca degradar o opositor ao apresent\u00e1-lo em sacosnegros, como peda\u00e7o de carne. N\u00f3s dizemos que as e os colombianos n\u00e3o s\u00e3o peda\u00e7os de carne e recha\u00e7amos essa estrat\u00e9gia do terror estatal que adoece a sociedade inteira, degradando a \u00e9tica.<\/p>\n<p>Al\u00e7amos o clamor por uma paz com justi\u00e7a social para as maiorias: uma paz que nas\u00e7a do debate conjunto.<\/p>\n<p>7. Negocia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mudan\u00e7as estruturais, questionar o modelo econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 pelo o que clama o povo colombiano: implementar mudan\u00e7as estruturais de fundo que eliminem as condi\u00e7\u00f5es de despojo, desigualdade e exclus\u00e3o que deram espa\u00e7o \u00e0s m\u00faltiplas formas de resist\u00eancia. Urge uma verdadeira reforma agr\u00e1ria, urge a cessa\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica estatal de exterminar a oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e o desmonte da estrat\u00e9gia paramilitar, acessa\u00e7\u00e3o da entrega do pa\u00eds em concess\u00f5es \u00e0s multinacionais (hoje, 40% do pa\u00eds est\u00e1 entregue a multinacionais mineiras), o fim do submetimento ao coturno estadunidense. Trata-se de repensar o modelo de desenvolvimento da sociedade colombiana: uma economia dependente, com um desenvolvimento interno nulo e a gen\u00e9tica da guerra.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de uma negocia\u00e7\u00e3o superficial, nem de negociar propinas \u00e0 \u201creinser\u00e7\u00e3o\u201d para os insurgentes, que o \u00fanico que faria seria reinserir milhares de mulheres e homens no pesadeloda fome que cresce diariamente nos cintur\u00f5es de mis\u00e9ria das cidades. Tampouco se trata de negociar una \u201creinser\u00e7\u00e3o\u201d que dar\u00e1 o aval para que milhares de \u201creinseridos\u201d logo sofram o exterm\u00ednio estando indefesos, como j\u00e1 sucedeu mais de uma vez na hist\u00f3ria da Col\u00f4mbia. Apelamos \u00e0 responsabilidade social e hist\u00f3rica: n\u00e3o queremos dar o aval a outro genoc\u00eddio descomunal, nem podemos pretender que o campon\u00eas despojado se resigne \u00e0 indignidade.<\/p>\n<p>8. Redefinir as partes em conflito com uma vis\u00e3o integral, para caminhar at\u00e9 a paz<\/p>\n<p>A paz n\u00e3o \u00e9 um acordo somente entre o governo e as guerrilhas, porque as partes neste conflito v\u00e3o mais al\u00e9m dessa defini\u00e7\u00e3o estreita que tem o objetivo de tirar seu car\u00e1ter essencialmente social e econ\u00f4mico do conflito: as partes somos todos os colombianos; tamb\u00e9m consideramos parte do conflito as transnacionais, que se beneficiam do despojo fomentando massacres e deslocamentos populacionais e os Estados Unidos, que constantemente interv\u00eam em nossos assuntos internos. Um dos pontos medulares do problema \u00e9 ocomplexo militar-industrial estadunidense e europeu que tem neg\u00f3cios com o governo colombiano: a compra de aparatos de destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 financiada pelo er\u00e1rio p\u00fablico e por uma crescente d\u00edvida externa que responsabiliza de maneira ileg\u00edtima todo o povo colombiano.<\/p>\n<p>9. Pela paz com justi\u00e7a social at\u00e9 a \u00faltima gota de nossos sonhos<\/p>\n<p>N\u00e3o cremos em acordos que se baseiam s\u00f3 na entrega de armas. O que sustentaria uma verdadeira paz na Col\u00f4mbia seria o fim da cobi\u00e7a, da depreda\u00e7\u00e3o dos recursos da Col\u00f4mbia a custa do despojo e do genoc\u00eddio contra suas gentes. Para a paz, faria falta que o latif\u00fandio, as transnacionais e o estamento militar desativassem sua ferramenta paramilitar; que cessassemdefinitivamente as pretens\u00f5es do foro penal militar e demais artimanhas do f\u00fanebre aparato de impunidade que perpetua os horrores.<\/p>\n<p>O gasto militar \u00e9 descomunal: mais de 12 bilh\u00f5es de d\u00f3lares anuais; para a paz reclamamos que esta soma seja invertida em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, moradia e desenvolvimento interno.<\/p>\n<p>Queremos poder participar do debate pol\u00edtico amplo, na constru\u00e7\u00e3o social, sem sermos assassinados; queremos que cesse o exterm\u00ednio contra a reivindica\u00e7\u00e3o social, que sejam libertados os presos pol\u00edticos, que cesse o desaparecimento for\u00e7ado\u2026 Esses s\u00e3o alguns passos.<\/p>\n<p>Nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 despertar o sonho de um povo, que a for\u00e7a do terror tardou em nascer. Fazemos um chamado \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica internacional para que se solidarize com o povocolombiano e o acompanhe em um processo de negocia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do conflito social e armado. Entendemos que o conflito \u00e9 social acima de tudo, que se tornou armado diante da intoler\u00e2ncia pol\u00edtica do Estado e que a guerra na Col\u00f4mbia tem seu principal fator de durabilidade no suprimento que os Estados Unidos d\u00e3o aos aparatos do estado.<\/p>\n<p>No cora\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica, ao som de tambores, de gaitas e de acorde\u00f5es, a alma de um povo dan\u00e7a; sob a cust\u00f3dia da policromia da sua pele est\u00e3o mil\u00eanios de hist\u00f3ria; guarda rec\u00f4nditos saberes sussurrados pelas selvas. Um povo chora sobre as tumbas esparramadas na sua latitude silenciosa. A Col\u00f4mbia pulsa com uma geografia repleta de cascatas melodiosas, devariados tons de verde. Envolve, se estende, se oculta selv\u00e1tica, se assoma abissal e oce\u00e2nica; nada nela \u00e9 avareza, \u00e9 toda abund\u00e2ncia; seu povo clama por viver dignamente no para\u00edso que uns poucos pretendem acumular:<\/p>\n<p>\u201cPELA PAZ, AT\u00c9 A \u00daLTIMA GOTA DE NOSSOS SONHOS!\u201d<\/p>\n<p>Fevereiro de 2012, desde a empatia essencial, equipe de colaboradores de La Pluma.<\/p>\n<p>Traduzido pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) por Rodrigo Juruc\u00ea Mattos Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>Assine aqui o Manifesto: <a href=\"http:\/\/www.tlaxcala-int.org\/campagne.asp?reference=2\" target=\"_blank\">http:\/\/www.tlaxcala-int.org\/campagne.asp?reference=2<\/a><\/p>\n<p>Primeiras assinaturas<\/p>\n<p>Atilio A. Boron, polit\u00f3logo argentino<\/p>\n<p>Anita Leoc\u00e1dia Prestes, professora brasileira<\/p>\n<p>Asociaci\u00f3n Campesina De Antioquia<\/p>\n<p>Asociaci\u00f3n Campesina Para El Desarrollo Rural\u2013 Cauca<\/p>\n<p>Adolfo Le\u00f3n G\u00f3mez; Economista; Colombia<\/p>\n<p>Afasba \u2014 Asociaci\u00f3n De Familias Agromineras Del Sur De Bol\u00edvar y Bajo Cauca Antioque\u00f1o<\/p>\n<p>Agrup. Agust\u00edn Tosco-R\u00edo Segundo-C\u00f3rdoba,<\/p>\n<p>Agrup.Sindical Tolo Arce-ATE-SENASA,<\/p>\n<p>Agrupaci\u00f3n \u201cGerm\u00e1n Abdala\u201d \u2014 ATE-Ministerio de Trabajo de la Naci\u00f3n,<\/p>\n<p>Agrupaci\u00f3n Mart\u00edn Fierro ( Varela \u2014 Alte. Brown &#8211; Matanza \u2014 Mar del Platay Neuquen )<\/p>\n<p>Agust\u00edn Velloso, profesor de la UNED. Madrid<\/p>\n<p>Alianza De Mujeres De Cartagena: \u201cNelson M\u00e1ndela\u201d<\/p>\n<p>Aline Castro, Red por ti Am\u00e9rica, Brasil.<\/p>\n<p>\u00c1lvaro Lopera, Ingeniero qu\u00edmico, Colaborador de La Pluma Colombia.<\/p>\n<p>Amar \u2013 Arauca<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Chenet. Poeta y editor de revistas. Francia<\/p>\n<p>\u00c1ngela Pe\u00f1a Mar\u00edn soci\u00f3loga MsC en educaci\u00f3n Ambiental, Colombia<\/p>\n<p>Annalisa Melandri, periodista. Italia<\/p>\n<p>Ant\u00f3n G\u00f3mez-Reino Varela, Tone. Activista social. Galicia<\/p>\n<p>Antonio Mazzeo, periodista, escritor, Italia<\/p>\n<p>ARLAC-Suiza<\/p>\n<p>Ascatidar \u2013 Arauca<\/p>\n<p>Asedar \u2013 Arauca<\/p>\n<p>Asoagros \u2014 Asociaci\u00f3n De Agrosembradores. Valle<\/p>\n<p>Asociaci\u00f3n Agroambiental Y Cultural De Arboleda \u2013 Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Asociaci\u00f3n Agroambiental Y Cultural De Taminango \u2013 Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Asociaci\u00f3n Agrominera Del Rio Sasp\u00ed \u2013 Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Asociaci\u00f3n De Arrierros De La Monta\u00f1a De Samaniego \u2013 Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Asociaci\u00f3n De Mujeres Y Familias Campesinas Sanpable\u00f1as \u2014 Cima Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Asociaci\u00f3n Movimiento Campesino De Cajib\u00edo \u2013 Cauca<\/p>\n<p>Asojer \u2013 Arauca<\/p>\n<p>Asonalca \u2013 Arauca<\/p>\n<p>Asoproa \u2013 Antioquia<\/p>\n<p>ASSIA (Acci\u00f3n Social Sindical Internacionalista).Estado Espa\u00f1ol<\/p>\n<p>Aurora Tumanischwili Penel\u00f3n, FeTERA FLORES (Federaci\u00f3n de trabajadores de la energ\u00eda de la Rep\u00fablica Argentina en CTA)<\/p>\n<p>Azalea Robles, periodista, poeta. Colaboradora de La Pluma y de otros medios<\/p>\n<p>Badi Baltazar, escritor. B\u00e9lgica<\/p>\n<p>Bernard Duterme, Soci\u00f3logo, director del Centro Tricontinental (CETRI) basado en Louvain-la-Neuve, B\u00e9lgica<\/p>\n<p>Cabildo Ind\u00edgena de Betania Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Cabildo Ind\u00edgena del Sande Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Camilo Navarro, Soci\u00f3logo. Miembro Direcci\u00f3n PAIZ. Chile<\/p>\n<p>Campa\u00f1a Permanente por la Libertad de lxs Prisionerxs Pol\u00edticxs Colombianxs, Cap\u00edtulo Cono Sur<\/p>\n<p>Carina Maloberti, Consejo Directivo Nacional \u2014 ATE-CTA<\/p>\n<p>Carlos (Koldo) Campos Sagaseta de Il\u00fardoz, Poeta, dramaturgo y columnista, Republica Dominicana<\/p>\n<p>Carlos Azn\u00e1rez, periodista, director de Resumen Latinoamericano, Argentina<\/p>\n<p>Carlos Casanueva Troncoso, secretario general Movimiento Continental Bolivariano<\/p>\n<p>Carlos Guancirrosa, Agrupaci\u00f3n Enrique Mosconi<\/p>\n<p>Carlos Loza, Junta Interna de ATE, AGP (Asociaci\u00f3n General de Puertos en la Central de Trabajadores de La Argentina, CTA)<\/p>\n<p>Casa da Am\u00e9rica Latina &#8211; Brasil<\/p>\n<p>Cecucol \u2014 Centro Cultural Las Colinas. Valle<\/p>\n<p>Ced Ins \u2014 Instituto Nacional Sindical<\/p>\n<p>C\u00e9dric Rutter, periodista. B\u00e9lgica<\/p>\n<p>Cima \u2014 Comit\u00e9 De Integraci\u00f3n Del Macizo Colombiano<\/p>\n<p>Cisca \u2014 Comit\u00e9 De Integraci\u00f3n Social Del Catatumbo<\/p>\n<p>Cna \u2013 Choco<\/p>\n<p>Cna \u2014 Coordinador Nacional Agrario<\/p>\n<p>Cna Huila<\/p>\n<p>CO.S.A.L. XIX\u00d3N(Comit\u00e9 de Solidaridad con America Latina de Xixon)<\/p>\n<p>Colectivo Coliche, La Rioja. Espa\u00f1a<\/p>\n<p>Colectivo Icaria \u2013 Antioquia<\/p>\n<p>Colectivo Iquique de la Universidad de Zaragoza. Estado espa\u00f1ol<\/p>\n<p>Colectivo Orlando Zapata \u2013 Antioquia<\/p>\n<p>Colectivo Regional de apoyo a V\u00eda Campesina y Salvaci\u00f3n agropecuaria. Colombia<\/p>\n<p>Colectivo Soberan\u00eda Y Naturaleza<\/p>\n<p>Colectivo Surcando Dignidad \u2013 Valle<\/p>\n<p>Colombia<\/p>\n<p>Comitato di Solidariet\u00e0 con i Popoli del Latino America Carlos Fonseca (Italie)<\/p>\n<p>Comit\u00e9 De Derechos Humanos De La Monta\u00f1a De Samaniego \u2013 Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Comit\u00e9 De Integraci\u00f3n Del Galeras \u2014 Ciga Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Confluencia De Mujeres Para La Acci\u00f3n P\u00fablica<\/p>\n<p>Confluencia De Mujeres Para La Acci\u00f3n P\u00fablica \u2013 Antioquia<\/p>\n<p>Confluencia De Mujeres Para La Acci\u00f3n P\u00fablica \u2013 Atl\u00e1ntico<\/p>\n<p>Confluencia De Mujeres Para La Acci\u00f3n P\u00fablica \u2013 Centro<\/p>\n<p>Confluencia De Mujeres Para La Acci\u00f3n P\u00fablica \u2013 Eje Cafetero<\/p>\n<p>Confluencia De Mujeres Para La Acci\u00f3n P\u00fablica \u2013 Nororiente<\/p>\n<p>Confluencia De Mujeres Para La Acci\u00f3n P\u00fablica \u2013 Suroccidente<\/p>\n<p>Consejo Comunitario Del Remate Rio Telembi Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Convocatoria por la Liberaci\u00f3n Nacional y Social, Frente Sindical, Argentina:<\/p>\n<p>Coordinador Nari\u00f1ense Agrario<\/p>\n<p>Corporaci\u00f3n \u201cSomos Mujer y Naci\u00f3n\u201d<\/p>\n<p>Corporaci\u00f3n Aury Sar\u00e1 Marrugo<\/p>\n<p>Corporaci\u00f3n Jur\u00eddica Libertad \u2013 Medell\u00edn<\/p>\n<p>Corporaci\u00f3n Sembrar<\/p>\n<p>Corporaci\u00f3n Social Nuevo D\u00eda \u2013 Medell\u00edn<\/p>\n<p>Cospacc \u2014 Corporaci\u00f3n Social Para El Asesoramiento Y Capacitaci\u00f3n Comunitaria<\/p>\n<p>Cristina Castello\u2013 Poeta y periodista argentina residente en Francia<\/p>\n<p>Crist\u00f3bal Gonz\u00e1lez Ram\u00edrez. Periodista y profesor universitario retirado y pensionado. Colombia<\/p>\n<p>Cut \u2014 Subdirectiva Arauca<\/p>\n<p>David Acera Rodr\u00edguez, actor. Asturias (Espa\u00f1a)<\/p>\n<p>Diana Mar\u00eda Pe\u00f1a Economista, Colombia<\/p>\n<p>Dick Emanuelsson, Reportero Suecia-Honduras<\/p>\n<p>Eduardo Espinosa (Asociaci\u00f3n de Trabajadores del Estado, en CTA), Ministerio de Desarrollo Humano de la Provincia de Buenos Aires<\/p>\n<p>El Comit\u00e9 de Solidaridad Internacionalista de Zaragoza. Espa\u00f1a<\/p>\n<p>Eliecer Jim\u00e9nez Julio-Periodista-Suiza<\/p>\n<p>Elio R\u00edos Serrano, m\u00e9dico, ambientalista y escritor. Maracaibo, Venezuela<\/p>\n<p>Elisa Norio, defensora de de derechos humanos y ambientalista. Italia<\/p>\n<p>Enrique Lacoste Prince, artista cubano. Colaborador de La pluma.<\/p>\n<p>Enrique Santiago Romero, abogado, ex director del CEAR. Espa\u00f1a<\/p>\n<p>\u00c9ric Meyleuc poeta, escritor, hombre de teatro y militante sindical. Francia<\/p>\n<p>Escuelas Agroambientales De La Uni\u00f3n \u2013 Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Europa<\/p>\n<p>F.C.S.P.P. \u2014 Fundaci\u00f3n Comit\u00e9 De Solidaridad Con Los Presos Pol\u00edticos<\/p>\n<p>Fausto Giudice, escritor y traductor. Miembro fundador de Tlaxcala, la red de traductores por la diversidad ling\u00fc\u00edstica<\/p>\n<p>Fcspp \u2014 Seccional Valle<\/p>\n<p>Fedeagromisbol \u2014 Federaci\u00f3n Agrominera Del Sur De Bol\u00edvar<\/p>\n<p>Fedejuntas \u2013 Arauca<\/p>\n<p>F\u00e9lix Orlando Giraldo Giraldo, M\u00e9dico. Colombia<\/p>\n<p>Fernando Reyes U., Economista. Venezuela<\/p>\n<p>Fernando Reyes U., Economista. Venezuela<\/p>\n<p>Franck Gaudichaud, Catedr\u00e1tico. Francia<\/p>\n<p>Frente De Mujeres Populares De Bol\u00edvar<\/p>\n<p>Fundaci\u00f3n De D.H Joel Sierra \u2013 Arauca<\/p>\n<p>Fundaci\u00f3n Del Suroccidente Y Macizo Colombiano \u2014 Fundesuma Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Fundaci\u00f3n Territorios Por Vida Digna \u2013 Cauca<\/p>\n<p>Fundaci\u00f3n Tomas Moro \u2013Sucre<\/p>\n<p>Gilberto L\u00f3pez y Rivas, Profesor-Investigador Instituto Nacional de Antropolog\u00eda e Historia, Cuernavaca, Morelos, M\u00e9xico<\/p>\n<p>Graciela Rosenblum, presidenta Liga Argentina por los Derechos del Hombre, Argentina<\/p>\n<p>Guadalupe Rodr\u00edguez, activista e investigadora de Salva la Selva. Espa\u00f1a<\/p>\n<p>Guillermo L\u00f3pez., FeTERA FLORES (Federaci\u00f3n de trabajadores de la energ\u00eda de la Rep\u00fablica Argentina en CTA)<\/p>\n<p>H\u00e9ctor Castro, abogado. Francia<\/p>\n<p>Hernando Calvo Ospina, periodista y escritor colombiano. Francia<\/p>\n<p>Igor Calvo, Militante de base del FNRP Honduras<\/p>\n<p>Ingrid Storgen, Responsable del colectivo Amigos por La Paz en Colombia.<\/p>\n<p>Ivan Pinheiro, Secret\u00e1rio Geral do Partido Comunista Brasileiro<\/p>\n<p>Jaime Corena Parra, F\u00edsico, Ingeniero Industrial y Doctor en Did\u00e1ctica de las Ciencias. Venezuela<\/p>\n<p>Jaime Corena Parra, F\u00edsico, Ingeniero Industrial y Doctor en Did\u00e1ctica de las Ciencias. Venezuela<\/p>\n<p>Jaime Jim\u00e9nez, abogado colombiano<\/p>\n<p>Jorge Eli\u00e9cer Mej\u00eda Diez, abogado colombiano, colaborador de La Pluma. B\u00e9lgica<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Antonio Guti\u00e9rrez D. analista pol\u00edtico solidario con los movimientos populares de Colombia<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Bustos, periodista argentino residente en Francia, colaborador de La Pluma<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Rouillon Delgado Soci\u00f3logo-Educador Lima-Per\u00fa<\/p>\n<p>Juan Crist\u00f3bal, poeta peruano y periodista<\/p>\n<p>Juan Diego Garc\u00eda, Doctor en Sociolog\u00eda, Colaborador de La Pluma. Espa\u00f1a<\/p>\n<p>Kavilando \u2013 Antioquia<\/p>\n<p>Komite Internazionalistak de Euskal Herria-Pa\u00eds Vasco<\/p>\n<p>La Confederaci\u00f3n General del Trabajo del Estado Espa\u00f1ol (CGT).<\/p>\n<p>Lanzas Y Letras \u2013 Huila<\/p>\n<p>L\u00eda Isabel Alvear. Ingeniera Agr\u00f3noma. Colaboradora de La Pluma. Colombia.<\/p>\n<p>Lilliam Eugenia G\u00f3mez, Ph.D. Eco-Etolog\u00eda, IA. Colaboradora de La Pluma Colombia.<\/p>\n<p>Luis Alberto Jaqui Mu\u00f1oz. Administrador P\u00fablico. Universidad de Santiago de Chile (Ex UTE). Coordinador Nacional Estudiantil PAIZ (Partido de Izquierda). Chile<\/p>\n<p>Luis Casado, escritor, Editor de Politika, Chile, colaborador de La Pluma<\/p>\n<p>Manuel Talens, novelista, traductor y articulista, miembro fundador de Tlaxcala, la red de traductores por la diversidad ling\u00fc\u00edstica.<\/p>\n<p>Mar\u00eda Piedad Ossaba, periodista, directora de La Pluma. Francia<\/p>\n<p>Mar\u00eda Rosa Gonz\u00e1lez, Comunicadora Social Alejandro Cabrera Britos, Delegado general, ATE, Senasa Mart\u00ednez, Dilab en CTA<\/p>\n<p>Mario Casas\u00fas, periodista, M\u00e9xico<\/p>\n<p>Mario Osava, Periodista, Brasil<\/p>\n<p>Marta Eugenia Salazar Jaramillo, comunicadora social, Colombia<\/p>\n<p>Marta Luc\u00eda Fern\u00e1ndez, fil\u00f3sofa, Colaboradora de La Pluma. Colombia.<\/p>\n<p>Marta Speroni, Militante por los DD.HH.<\/p>\n<p>Mart\u00edn Almada, Defensor de los Derechos Humanos de Paraguay.<\/p>\n<p>Matiz, artista colombiano. Colaborador de La pluma. B\u00e9lgica<\/p>\n<p>Michel Collon, periodista, B\u00e9lgica<\/p>\n<p>Miguel \u00c1ngel Beltr\u00e1n V., Profesor del Departamento de Sociolog\u00eda de la Universidad Nacional de Colombia y perseguido pol\u00edtico<\/p>\n<p>Miguel Segovia Aparicio, Poeta; Barcelona, Espa\u00f1a<\/p>\n<p>Mirian Emanuelsson, Reportera Suecia-Honduras<\/p>\n<p>M\u00f3nica Alejandra Leyton Cortes .Estudiante; Miembro del Colectivo Soberan\u00eda y Naturaleza. Colombia<\/p>\n<p>Movimiento De Mujeres De Los Pueblos De Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Movimiento de Trabajadores Desocupados Flamari\u00f3n-Rosario, Democracia Popular-Rosario, Comunidad Campesina de Tratagal-Salta, Biblioteca Popular Fernando Jara-Cipoletti-R\u00edo Negro, Uni\u00f3n de Trabajadores de la Provincia de Chubut.-<\/p>\n<p>Movimiento Juvenil De Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Movimiento Juvenil Macizo Joven De Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Mujeres Sobre Ruedas<\/p>\n<p>Myriam Montoya, Poeta. Francia<\/p>\n<p>Nomadesc \u2014 Asociaci\u00f3n Para La Investigaci\u00f3n y Acci\u00f3n Social<\/p>\n<p>Organizaciones Sociales De Arauca<\/p>\n<p>Ossaba, Artista Pl\u00e1stico, Colaborador de La Pluma. Francia<\/p>\n<p>PAIZ (Partido de Izquierda) Chile<\/p>\n<p>Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>PASC Projet Accompagnement Solidarit\u00e9 Colombie. Canad\u00e1<\/p>\n<p>Pedro Vianna, poeta, escritor, hombre de teatro y militante asociativo. Francia<\/p>\n<p>Peri\u00f3dico Periferia \u2013 Medell\u00edn<\/p>\n<p>Polo Democr\u00e1tico Alternativo-Seccional Suiza.<\/p>\n<p>Proceso Nacional Identidad Estudiantil\u2013 Palmira<\/p>\n<p>Proceso Nacional Identidad Estudiantil-Cali<\/p>\n<p>Pup \u2013 Poder y Unidad Popular<\/p>\n<p>Rafael Enciso Pati\u00f1o, Economista Investigador. Colaborador de La Pluma. Venezuela<\/p>\n<p>Ram\u00f3n Chao, periodista y escritor gallego. Francia<\/p>\n<p>Red De Agrosembradores De La Cordillera Nari\u00f1ense<\/p>\n<p>Red De Chigreros De Guachavez \u2013 Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Red De Familias Lorence\u00f1as \u201cLas Gaviotas\u201d \u2013 Nari\u00f1o<\/p>\n<p>Red Proyecto Sur \u2014 Huila<\/p>\n<p>Red De J\u00f3venes Populares De Cartagena<\/p>\n<p>RedHer Colombia (Red de Hermandad y Solidaridad con Colombia)<\/p>\n<p>RedHer Europa (Red europea de Hermanadas y Solidaridad con el pueblo colombiano)<\/p>\n<p>Ren\u00e1n Vega Cantor, historiador. Profesor titular de la Universidad Pedag\u00f3gica Nacional, de Bogot\u00e1, Colombia. Premio Libertador, Venezuela, 2008<\/p>\n<p>Rosina Valc\u00e1rcel, escritora, Lima, Per\u00fa<\/p>\n<p>Salvador L\u00f3pez Arnal, colaborador de rebeli\u00f3n y El Viejo Topo.<\/p>\n<p>Salvador Mu\u00f1oz Kochansky, Presidente PAIZ (Partido de Izquierda). Chile<\/p>\n<p>Sandra Marybel S\u00e1nchez, miembro del Colectivo de Periodistas por la Vida y la Libertad de Expresi\u00f3n. Honduras<\/p>\n<p>Sandrine F\u00e9raud. Poeta. Francia<\/p>\n<p>Santiago Alba Rico, escritor, Espa\u00f1a<\/p>\n<p>Sergio Camargo, escritor y periodista colombiano. Francia<\/p>\n<p>Silvia Cattori \u2014 Periodista suiza<\/p>\n<p>Sinfo Fern\u00e1ndez Navarro, Traductora Rebelion.org. Madrid<\/p>\n<p>Susana Merino, Traductora Rebeli\u00f3n. Buenos Aires, Argentina<\/p>\n<p>Tribunal Internacional de Opini\u00f3n Sur de Bolivar, Paris, Francia<\/p>\n<p>Uni\u00e3o da Juventude Comunista &#8211; Brasil<\/p>\n<p>V\u00edctor Montoya, escritor boliviano<\/p>\n<p>Winston Orrillo. Premio Nacional de Cultura del Per\u00fa<\/p>\n<p>Assine aqui o Manifesto: <a href=\"http:\/\/www.tlaxcala-int.org\/campagne.asp?reference=2\" target=\"_blank\">http:\/\/www.tlaxcala-int.org\/campagne.asp?reference=2<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Pacocol\n\n\n\n\n\n\n\n\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2531\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-2531","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-EP","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2531","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2531"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2531\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2531"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2531"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2531"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}