{"id":25365,"date":"2020-04-17T23:17:18","date_gmt":"2020-04-18T02:17:18","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=25365"},"modified":"2020-04-17T23:17:18","modified_gmt":"2020-04-18T02:17:18","slug":"pre-historia-pos-pandemia-e-o-que-vira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25365","title":{"rendered":"Pr\u00e9-hist\u00f3ria, p\u00f3s-pandemia e o que vir\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2020\/04\/pandemia_iasi.jpg?w=174&amp;h=131&amp;crop=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->O Brasil e o mundo que vir\u00e3o depois da pandemia ser\u00e3o os mesmos que deixamos l\u00e1 atr\u00e1s quando tudo isso come\u00e7ou: um pa\u00eds e um mundo que precisam de uma revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por Mauro Luis Iasi<\/p>\n<p>Quando o mundo rodopia em torno de seu eixo e vemos trevas assustadoras se imporem sobre as id\u00edlicas vis\u00f5es de futuro projetadas pela euforia ultraliberal, saem de seus esconderijos os alarmistas e os otimistas. Ambos s\u00e3o muito perigosos em tempos dif\u00edceis, pois nos impedem de ver com mais precis\u00e3o os caminhos e descaminhos de um devir nublado pela incerteza.<\/p>\n<p>A oscila\u00e7\u00e3o abrupta faz com que aqueles que afirmavam que tudo ia bem \u2013 seja no para\u00edso democr\u00e1tico popular da concilia\u00e7\u00e3o de classes, seja na barb\u00e1rie p\u00f3s-golpe \u2013 agora mergulhem pelas bordas do mundo a denunciar teorias da conspira\u00e7\u00e3o. N\u00e3o falo de del\u00edrios \u201cfakenewsrobotizados\u201d que imaginam que um certo compl\u00f4 comunista, possivelmente iniciado na China, teria provocado o cancelamento das finais da Champion\u2019s League, os shows da Broadway, a NBL, as Olimp\u00edadas, o fechamento de v\u00e1rios pa\u00edses, uma quebra dos EUA e a morte de milhares de pessoas s\u00f3 para atrapalhar o excelente governo de Bolsonaro. N\u00e3o.<\/p>\n<p>Tratam-se de dois blocos alinhados de acordo com esperan\u00e7as distintas. De um lado, h\u00e1 aqueles que esperam todo um mundo novo, cheio de possibilidades e insights incr\u00edveis sobre nossa vida e nosso planeta: de como sairemos mais conscientes dos limites do capitalismo selvagem e da sociedade de consumo sem freios, cr\u00edticos de um individualismo exacerbado e defensores de la\u00e7os mais humanos e de um capitalismo light. De outro, um cen\u00e1rio catastr\u00f3fico, um Estado total controlando os indiv\u00edduos em suas casas como as sombrias previs\u00f5es articuladas na literatura de George Orwell, desabastecimento e saques, cidades em chamas, pessoas disputando o \u00faltimo pacote de miojo, semizumbis vagando por ruas desertas ao som de Tina Turner aquecida nas fogueiras inflamadas por um cara com maquiagem branca, cabelo verde e terno roxo.<\/p>\n<p>Otimistas e catastrofistas se irmanam para dizer que o mundo n\u00e3o ser\u00e1 o mesmo. Bom, para come\u00e7ar, o mundo nunca \u00e9 o mesmo. Como o velho rio de Her\u00e1clito, o mundo flui em seu devir sem pedir licen\u00e7a \u00e0s pequenas ilus\u00f5es humanas. As ilus\u00f5es de um mundo melhor e o medo da cat\u00e1strofe s\u00e3o meios de racionaliza\u00e7\u00e3o que ocupam o lugar do entendimento. \u00c9 conhecido o fato registrado por historiadores que o final do feudalismo foi um momento de cren\u00e7as no fim do mundo e previs\u00f5es catastr\u00f3ficas, assim como mitos salvadores e desfechos redentores. Pragas, guerras e crises acompanham o percurso da humanidade e a lembram que as \u00e9pocas hist\u00f3ricas acabam em tr\u00e1gicas rupturas atrav\u00e9s das quais o velho mundo rui dando lugar \u00e0s novas formas \u2013 nem melhores nem piores em si mesmas, mas distintas daquelas dentro das quais a humanidade acostumara-se a viver at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Os astrof\u00edsicos sabem que este pequeno planeta pode acabar em alguns bilh\u00f5es de anos quando nosso sol se consumir cedendo \u00e0 sua pr\u00f3pria gravidade, quando parar de fundir \u00e1tomos de hidrog\u00eanio e come\u00e7ar a fundir h\u00e9lio, transformando-se em uma gigante massa vermelha (sem nenhuma conota\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica). Ou, ainda, a qualquer momento se um corpo celeste cruzar nosso caminho e se chocar com as previs\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o do PIB.<\/p>\n<p>Exclu\u00eddas essas alternativas, seja pela dimens\u00e3o do tempo ou da imprevisibilidade aleat\u00f3ria, restamos n\u00f3s mesmos e a din\u00e2mica da hist\u00f3ria humana. Uma forma social sobrevive enquanto as rela\u00e7\u00f5es sociais que a constituem n\u00e3o se antagonizem com a produ\u00e7\u00e3o e a reprodu\u00e7\u00e3o da vida, como no argumento central de Marx em 1859 em seu famoso pref\u00e1cio \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 cr\u00edtica da economia pol\u00edtica, no momento em que as rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o, dentro das quais a humanidade se desenvolveu at\u00e9 ent\u00e3o, se convertem em obst\u00e1culos ao desenvolvimento das for\u00e7as produtivas.<\/p>\n<p>Tal afirma\u00e7\u00e3o, aparentemente num grau muito elevado de abstra\u00e7\u00e3o, apresenta-se didaticamente em nossos dias. Uma sociedade existe, ora, at\u00e9 que acabe. As for\u00e7as produtivas, isto \u00e9, os fatores que uma vez combinados tornam poss\u00edvel a vida \u2013 a natureza, os seres humanos e o que eles aprenderam e sabem fazer \u2013 encontram formas atrav\u00e9s das quais operam formas sociais, econ\u00f4micas, culturais, pol\u00edticas e outras que constituem uma determinada sociedade, nos nossos termos, um modo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ocorre que um modo de produ\u00e7\u00e3o, ao se desenvolver, atinge tal ponto em que come\u00e7a a destruir for\u00e7as produtivas a fim de se manter. Vejamos o caso desta deplor\u00e1vel forma de vida chamada capitalismo em seu maior grau de desenvolvimento. Como est\u00e3o os recursos naturais? Como est\u00e1 a for\u00e7a de trabalho, em particular, e a popula\u00e7\u00e3o, em geral? Encontrando forma de continuar a desenvolver sob as condi\u00e7\u00f5es dadas das rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o capitalistas, ou sendo destru\u00eddas e saqueadas a cada dia \u00e0 beira da cat\u00e1strofe?<\/p>\n<p>Mesmo a chamada tecnologia \u2013 que nada mais \u00e9 que o conjunto dos saberes, pr\u00e1ticas, t\u00e9cnicas, ferramentas, instrumentos e tudo aquilo que se utiliza para produzir a vida na forma atual de sociedade em que nos encontramos \u2013, acaba assumindo a forma de uma antitecnologia uma vez que se coloca a servi\u00e7o da tautologia da valoriza\u00e7\u00e3o do valor e n\u00e3o da satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades b\u00e1sicas, o que M\u00e9sz\u00e1ros chamou de taxa decrescente do valor de uso. Um carro tem que durar menos, um celular e sua bateria t\u00eam uma vida \u00fatil pensada para realizar os ciclos de produ\u00e7\u00e3o e consumo das empresas, os alimentos n\u00e3o alimentam, os rem\u00e9dios causam doen\u00e7as, e a ci\u00eancia aben\u00e7oa a barb\u00e1rie desde que continue sendo financiada pelos monop\u00f3lios.<\/p>\n<p>A base material da crise se expressa nos ciclos de crescimento e recess\u00e3o, e estes em per\u00edodos cada vez maiores de destrui\u00e7\u00e3o que acabam por atingir todo o edif\u00edcio social e suas formas pol\u00edticas, jur\u00eddicas e as formas de consci\u00eancia social em cada \u00e9poca. Tudo que \u00e9 s\u00f3lido se desmancha no ar.<\/p>\n<p>Ora, ora, ora\u2026 l\u00e1 vem o cara com seu \u201cdiscurso marxista\u201d. Estamos falando de um v\u00edrus\u2026 uma coisa acelular nanomilim\u00e9trica, desprovida at\u00e9 de organelas ou ribossomos como uma c\u00e9lula, quanto mais conhecimentos de economia pol\u00edtica! Sim, \u00e9 verdade, um v\u00edrus pode causar uma pandemia, mas n\u00e3o destruir uma sociedade que j\u00e1 n\u00e3o estivesse pronta para isso. Guardada as devidas propor\u00e7\u00f5es, o v\u00edrus se inclui entre os asteroides que podem destruir a terra, isto \u00e9, situam-se no campo da natureza e n\u00e3o da hist\u00f3ria. No entanto, como os v\u00edrus precisam de hospedeiros, eles acabam por se manifestar nas condi\u00e7\u00f5es sociais de seus portadores.<\/p>\n<p>Um v\u00edrus n\u00e3o pergunta quem est\u00e1 no governo, se h\u00e1 ou n\u00e3o um sistema p\u00fablico de sa\u00fade eficiente, condi\u00e7\u00f5es de higiene ou abismos sociais, se o mundo est\u00e1 unificado pelo mercado mundial ou apartado em aldeias. Quem produz essas condi\u00e7\u00f5es nas quais o v\u00edrus se manifestar\u00e1 \u00e9 o ser social. O v\u00edrus se manifestou no capitalismo altamente desenvolvido, onde reina a mercadoria e o capital, em uma sociedade de classes na pr\u00e9-hist\u00f3ria da humanidade.<\/p>\n<p>Os seres humanos debatiam se era necess\u00e1rio um sistema de sa\u00fade p\u00fablico, universal e gratuito, ou se pod\u00edamos sucatear tal atendimento e dar um cart\u00e3o de pl\u00e1stico e um boleto para pagar no banco que gerava a sensa\u00e7\u00e3o de estar coberto por um servi\u00e7o de sa\u00fade privado que daria conta de tudo, menos da doen\u00e7a que voc\u00ea tem no momento. A\u00ed vem o v\u00edrus na sua objetividade natural e diz: vou contaminar multid\u00f5es em uma dimens\u00e3o que n\u00e3o dar\u00e1 lucro \u00e0s empresas de sa\u00fade, e aqueles que desenvolverem quadros graves exigir\u00e3o cuidados m\u00e9dicos sem os quais morrer\u00e3o.<\/p>\n<p>O v\u00edrus n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed, mas as tais condi\u00e7\u00f5es para o tratamento envolvem equipamentos, pesquisas, testes, reagentes, para n\u00e3o falar no demorado processo de desenvolvimento de vacinas. Os sucessivos governos (Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma, o vampiro lazarento do Temer e o desqualificado do Voldemort) investiram entre 0,23 e 0,24% do PIB em ci\u00eancia e tecnologia \u2013 para n\u00e3o falar no descaso com as Universidades e a Sa\u00fade no geral. Em 2014, representantes da ci\u00eancia no Brasil afirmavam que, para nos manter nas condi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas de nosso tempo, seria necess\u00e1rio um investimento de 2% do PIB por 20 anos. Fa\u00e7am as contas.<\/p>\n<p>O chamado saneamento financeiro, segundo vem denunciando h\u00e1 muito tempo a Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida, consome algo em torno de 48-50% do or\u00e7amento do Brasil (em 2019 foram 38,7% s\u00f3 com o pagamento de juros e amortiza\u00e7\u00f5es), enquanto o saneamento b\u00e1sico ficou, em 2015, com 0,01% destes recursos, a sa\u00fade p\u00fablica com 9,2%, em 2019.<\/p>\n<p>A pandemia n\u00e3o pode criar uma crise, mas pode escancarar as contradi\u00e7\u00f5es existentes. E \u00e9 isso que ela est\u00e1 fazendo.<\/p>\n<p>Para esta forma de sociedade o problema do v\u00edrus n\u00e3o \u00e9 de sa\u00fade, mas econ\u00f4mico. N\u00e3o \u00e9 que pessoas (principalmente, mas n\u00e3o s\u00f3) de idade corram o risco de morrer como se estivessem se afogando no seco, mas que, se as pessoas ficarem em casa, os capitalistas n\u00e3o ter\u00e3o como extrair seu mais valor explorando o trabalho alheio. Nada mais did\u00e1tico do que observar os argumentos de seres deplor\u00e1veis como os sanguessugas conhecidos como gente da nossa melhor sociedade (Justus, Mr. Madero et caverna) sobre o quanto seria aceit\u00e1vel alguns milhares de mortes para que seus neg\u00f3cios n\u00e3o parem. Assim como pastores externando, de dentro a prote\u00e7\u00e3o de suas mans\u00f5es ass\u00e9pticas, suas preocupa\u00e7\u00e3o com a arrecada\u00e7\u00e3o de seus d\u00edzimos.<\/p>\n<p>N\u00e3o, o mundo n\u00e3o ser\u00e1 melhor se voltarmos ao normal. O \u201cnormal\u201d \u00e9 o problema que apenas foi revelado em cores mais n\u00edtidas pela calamidade de um v\u00edrus.<\/p>\n<p>As formas pol\u00edticas se degradam, fazendo derreter a grossa camada de maquiagem ideol\u00f3gica que encobre suas fei\u00e7\u00f5es deformadas e podres. O interesse geral \u00e9 a vontade dos capitalistas, a vontade popular tem que engolir a aprova\u00e7\u00e3o das reformas que tiram direitos dos trabalhadores e poupam fortunas. Os tr\u00eas poderes conspiram e encobrem seus acordos enquanto as For\u00e7as Armadas fazem o que sabem fazer de melhor: jogar para debaixo do tapete e esconder seus cad\u00e1veres, desresponsabilizando-se pela trag\u00e9dia de governo que avalizam e defendem.<\/p>\n<p>A humanidade resiste na solidariedade, nos profissionais de sa\u00fade na linha de frente, nos trabalhadores dos servi\u00e7os essenciais que seguem funcionando, nos poetas poetando, nos m\u00fasicos cantando, nos verdadeiros religiosos trazendo conforto, nos professores e cientistas, pesquisadores e garis, amigos e familiares bolinhos de chuva, amantes sem m\u00e1scaras e amores descarados.<\/p>\n<p>A pandemia vai passar. O Brasil que emergir\u00e1 dela ser\u00e1 um pa\u00eds capitalista em crise com uma ordem burguesa em conflito interno e uma na\u00e7\u00e3o fraturada. Uma sociedade de classes na qual os 10% mais ricos det\u00eam mais de 74,2% da riqueza do pa\u00eds, com o SUS amea\u00e7ado e as universidades desprestigiadas. Uma sociedade na qual os preconceitos, o irracionalismo e o obscurantismo foram liberados, e onde o racismo, a homofobia, o machismo e a viol\u00eancia colonialista mata diariamente, violenta a inf\u00e2ncia e despreza a velhice.<\/p>\n<p>Com sorte, teremos um pa\u00eds que resistiu e cultivou na espera a ira que poder\u00e1 nos salvar. Esperamos que seja um pa\u00eds que ter\u00e1 aprendido verdades simples: que a ci\u00eancia \u00e9 importante e a educa\u00e7\u00e3o essencial; que sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 mercadoria e o SUS deve ser respeitado e fortalecido; que o \u00fanico saneamento que salva vidas \u00e9 aquele que traz atendimento m\u00e9dico, \u00e1gua limpa e tratamento de esgoto e n\u00e3o o que produz super\u00e1vits prim\u00e1rios; que \u00e9 o trabalho que gera riqueza e que sem trabalhadores os vampiros secam ao sol inclemente da verdade da produ\u00e7\u00e3o do valor; que aquilo que \u00e9 verdadeiramente importante para a vida somos n\u00f3s, nossos amigos, camaradas e familiares, aqueles que produzem alimentos, poemas, m\u00fasicas, filmes e livros; e por fim, que n\u00f3s sobrevivemos em casa sem eles, mas eles n\u00e3o sobrevivem sem n\u00f3s.<\/p>\n<p>Nosso programa h\u00e1 de ser como est\u00e1 descrito no cartaz italiano: trabalhar menos, trabalhar todos, produzir s\u00f3 o que \u00e9 essencial e distribuir tudo.<\/p>\n<p>O Brasil e o mundo que vir\u00e3o depois da pandemia s\u00e3o, portanto, os mesmos que deixamos l\u00e1 atr\u00e1s quando tudo isso come\u00e7ou: um pa\u00eds e um mundo que precisam de uma revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>* * *<\/p>\n<p>Em edi\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria do Caf\u00e9 Bolchevique da TV Boitempo, Mauro Iasi discute a pandemia do COVID-19 e o pandem\u00f4nio pol\u00edtico e econ\u00f4mico do pa\u00eds, em uma an\u00e1lise quente da conjuntura brasileira e mundial.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Mauro Iasi \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil e Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, \u00e0s quartas. Na TV Boitempo, apresenta o Caf\u00e9 Bolchevique, um encontro mensal para discutir conceitos-chave da tradi\u00e7\u00e3o marxista a partir de reflex\u00f5es sobre a conjuntura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25365\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[222],"class_list":["post-25365","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6B7","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25365"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25365\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}