{"id":25559,"date":"2020-05-19T22:12:53","date_gmt":"2020-05-20T01:12:53","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=25559"},"modified":"2020-05-19T22:12:53","modified_gmt":"2020-05-20T01:12:53","slug":"o-golpe-bonapartista-e-a-esquerda-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25559","title":{"rendered":"O golpe bonapartista e a esquerda brasileira"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2020\/05\/bolsonaro-milton-pinheiro-blog.jpg?w=620&amp;h=350\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->BLOG DA BOITEMPO<\/p>\n<p>O senso comum da an\u00e1lise pol\u00edtica n\u00e3o compreende que o golpe articulado por Bolsonaro ainda n\u00e3o se manifesta pela via cl\u00e1ssica<\/p>\n<p>Por Milton Pinheiro<\/p>\n<p>A c\u00e9lere conjuntura brasileira tem sido impactada por contradi\u00e7\u00f5es que esvaziam cen\u00e1rios que antes confirmavam movimenta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas em um determinado rumo. Ora, que a conjuntura se apresenta como um elenco de possibilidades e cen\u00e1rios at\u00e9 a\u00ed nada de novo no front. Contudo, a pandemia, as a\u00e7\u00f5es bonapartistas do militar-presidente, a perplexidade dos poderes (judici\u00e1rio e legislativo) diante das imposturas palacianas, a presen\u00e7a das hordas neofascistas em via p\u00fablica, a sonol\u00eancia dirigida de fra\u00e7\u00f5es da burguesia diante do v\u00edrus e da macroeconomia brasileira, mas, tamb\u00e9m, a postura de enfrentamento dos movimentos da esquerda (n\u00e3o confinada na ordem da parceria conflitiva com o capital), t\u00eam tornado complexa a conjuntura no curto prazo. No entanto, algo se consolida na democracia restrita: os limites do golpe est\u00e3o sendo testados pelo agitador fascista, Jair Bolsonaro.<\/p>\n<p>O senso comum da an\u00e1lise pol\u00edtica n\u00e3o compreende que o golpe articulado por Bolsonaro ainda n\u00e3o se manifesta pela via cl\u00e1ssica (golpe burgo-militar). Trata-se da opera\u00e7\u00e3o de outras formas de constru\u00e7\u00e3o do autoritarismo que desmoralizam as institui\u00e7\u00f5es do Estado burgu\u00eas e fecham paulatinamente as balizas da democracia formal, hoje j\u00e1 profundamente restritas. Naturaliza o exerc\u00edcio da for\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, tergiversa sobre o que representa a constitui\u00e7\u00e3o, vulgariza a linguagem no conv\u00edvio p\u00fablico, avan\u00e7a na domestica\u00e7\u00e3o de hordas que se encontram nos diversos \u201ccercadinhos\u201d das manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, organiza um conjunto neofascista que \u00e9 formado paulatinamente pelo espet\u00e1culo que produziu o ascenso da extrema direita no Brasil e no mundo, portanto, se constr\u00f3i o \u00f3dio para depois implementar o fascismo.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos procurar na forma cl\u00e1ssica do fascismo a explica\u00e7\u00e3o para esse ciclo da extrema direita no Brasil. Temos um governo de extrema-direita dirigido por um agitador fascista, cujas caracter\u00edsticas est\u00e3o afirmadas no autoritarismo; que em sentido oposto ao fascismo cl\u00e1ssico \u00e9 contra o Estado e opera na extrema radicalidade do neoliberalismo. Contudo, assim como no fascismo cl\u00e1ssico, \u00e9 obscurantista, negacionista, tem desprezo pela ci\u00eancia, fomenta a marginalidade virtual (Fake News) e alimenta o fundamentalismo neopentecostal.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m desse conjunto de caracter\u00edsticas, e das idas e vindas da conjuntura, previamente articuladas para produzir o caos controlado, Bolsonaro consolidou um papel diante da pandemia: setores importantes do com\u00e9rcio, fra\u00e7\u00f5es burguesas, segmentos sociais circunstanciados na pobreza, na classe m\u00e9dia racista, em extratos fascistas advindos dos setores de seguran\u00e7a do Estado e nas hordas neopentecostais que t\u00eam apoiado essa posi\u00e7\u00e3o do presidente.<\/p>\n<p>Agora o militar-presidente, com sua postura bonapartista, mant\u00e9m a agita\u00e7\u00e3o fascista e articula em mais um cen\u00e1rio: operar o golpe por dentro das institui\u00e7\u00f5es. A tens\u00e3o com o poder judici\u00e1rio, a rearticula\u00e7\u00e3o do balc\u00e3o da pol\u00edtica no legislativo com a opera\u00e7\u00e3o centr\u00e3o, o controle sobre o setor militar estabelecido no pal\u00e1cio e o avan\u00e7o das opera\u00e7\u00f5es dos marginais virtuais nas redes de cont\u00e1gio configuram a amplia\u00e7\u00e3o do golpe, agora pelo controle das institui\u00e7\u00f5es, pela exig\u00eancia de que institui\u00e7\u00f5es atuem como partido (Pol\u00edcia Federal) e pela diminui\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os da democracia formal e da subjuga\u00e7\u00e3o, para outra finalidade normativa, do Estado capitalista no Brasil.<\/p>\n<p>Tudo isso se confirma com a premissa da falta de interesse do presidente da C\u00e2mara Federal, Rodrigo Maia, em abrir o processo de impedimento constitucional do presidente e, tamb\u00e9m, pela covardia pol\u00edtica do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Este \u00faltimo, nitidamente, tem, hoje, na particularidade das nossas circunst\u00e2ncias, a mesma postura do Papa Pio XII diante do massacre dos judeus pelo nazismo. Bolsonaro est\u00e1 deliberadamente apostando na convuls\u00e3o social para dar o golpe atrav\u00e9s dos espa\u00e7os de exce\u00e7\u00e3o que a legisla\u00e7\u00e3o ainda cont\u00e9m e da possibilidade de instituir o estado de s\u00edtio. O militar-presidente quer eliminar os espa\u00e7os da media\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. E para esse movimento conta, at\u00e9 mesmo, com a coniv\u00eancia da centro-direita que em tese tem diverg\u00eancia com ele, contudo, s\u00e3o os golpistas de 2016 e, portanto, est\u00e3o no mesmo campo pol\u00edtico do golpe.<\/p>\n<p>A marcha fascista sobre o STF, levada a cabo por Bolsonaro, juntamente com os chamados CNPJs, teve uma resposta leniente dos poderes judici\u00e1rio e legislativo. O bloco no poder apostou na crise, diminuiu as contradi\u00e7\u00f5es entre as fra\u00e7\u00f5es burguesas e na pandemia da covid-19 est\u00e1 com Bolsonaro. Portanto, o agitador fascista avan\u00e7a no processo de ruptura ao construir o espet\u00e1culo que movimenta sua base social e ao destruir espa\u00e7os de autonomia relativa do Estado, mesmo na ordem burguesa. As marchas das hordas de camisas amarelas, as carreatas da pequena burguesia (classe m\u00e9dia) racista, criaram uma trilha para Bolsonaro desfilar. Nem mesmo a crise sanit\u00e1ria tem impedido o avan\u00e7o dessa estrutura golpista.<\/p>\n<p>O bolsonarismo consolidou-se como um modus operandi no fazer da pol\u00edtica, com ou sem Jair Bolsonaro, essa vertente fascista constituiu-se em uma forma de agir que a partir do autoritarismo, do obscurantismo, do ressentimento, dos diversos preconceitos sociais manipulam modalidades diferentes de interven\u00e7\u00e3o. O ataque aos enfermeiros, o ato em apoio ao militar-presidente na frente do pal\u00e1cio, o acampamento do grupo fascista chamado vulgarmente de \u201cOs 300 pelo Brasil\u201d s\u00e3o formas variadas de ataques que consolidam o fechamento das balizas da democracia formal e ampliam o car\u00e1ter restrito da democracia. N\u00e3o obstante, \u201cA burguesia \u00e9 obrigada a falsificar a verdade e chamar de governo do povo, ou democracia em geral, ou democracia pura, a rep\u00fablica democr\u00e1tica (burguesa), que representa, na pr\u00e1tica, a ditadura da burguesia, a ditadura dos exploradores sobre as massas de trabalhadores\u201d (Vlad\u00edmir L\u00eanin, Democracia e luta de classes, 2019).<\/p>\n<p>Interessa \u00e0 autocracia burguesa, no Brasil, essa opera\u00e7\u00e3o bolsonarista? Sim. A primeira quest\u00e3o \u00e9 entender \u201cque o Estado \u00e9 sempre uma organiza\u00e7\u00e3o especial, um corpo de funcion\u00e1rios cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 praticar uma s\u00e9rie de atos destinados a amortecer o conflito entre as classes sociais antag\u00f4nicas. Ora, se a fun\u00e7\u00e3o desse corpo especial de funcion\u00e1rios \u00e9, necessariamente, sempre mesma, n\u00e3o \u00e9 o padr\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o interna de funcion\u00e1rios. Estes defendem, invariavelmente, nas suas atividades (administrativas e militares), o interesse geral da classe exploradora\u201d (SAES, 1987). Por isso Bolsonaro clama por institui\u00e7\u00f5es\/partido.<\/p>\n<p>Com essa sinaliza\u00e7\u00e3o podemos afirmar que a autocracia burguesa, com maior ou menor envolvimento, estar\u00e1, sempre, apoiando a postura bonapartista do militar-presidente. Afinal, o neofascismo tem como sintoma atual a radicaliza\u00e7\u00e3o neoliberal, o ataque ao papel do Estado, que possibilitou a oligarquia financeira, mesmo antes desse fen\u00f4meno em curso, tomar o poder pol\u00edtico do Estado sobre a quest\u00e3o da moeda e do fundo p\u00fablico.<\/p>\n<p>O embate interno entre as fra\u00e7\u00f5es da burguesia no Brasil, e seu cons\u00f3rcio internacional, tenta superar contradi\u00e7\u00f5es, delimita um campo para fomentar a crise pol\u00edtica. No entanto, \u00e9 importante reafirmar, a fric\u00e7\u00e3o entre essas fra\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o operam em contradi\u00e7\u00e3o com o presidente e seu governo. Existe uma l\u00f3gica que fundamenta o entendimento que a vis\u00e3o macroecon\u00f4mica do governo, operada pelo criminoso social, Paulo Guedes, \u00e9 importante para o reordenamento econ\u00f4mico do Brasil. Para isso, existe uma unidade de classe (burguesa) no ataque sem tr\u00e9gua ao Estado e aos interesses e direitos da classe trabalhadora. O que j\u00e1 foi feito no reordenamento do Estado \u00e9 diminuto diante do que poder\u00e1 vir a ocorrer com as sugest\u00f5es da burguesia interna, as a\u00e7\u00f5es de Paulo Guedes e a compra do \u201cCentr\u00e3o\u201d no parlamento.<\/p>\n<p>O que pode gerar novas batalhas na luta de classes que possam confirmar a t\u00edmida mudan\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7a em favor dos trabalhadores e da esquerda?<\/p>\n<p>A extrema-direita est\u00e1 propondo o fechamento na ordem institucional; a social-democracia sugere o enfrentamento para manter as balizas da democracia formal e do Estado constitucional; os liberais querem controle do Bolsonaro e alargamento da ordem privatista; e a esquerda, o que quer e o que pretende organizar para movimentar a luta de classes? Uma parte importante da esquerda brasileira desconectou-se, h\u00e1 muito tempo, do campo classista. Come\u00e7ou a operar na l\u00f3gica da interseccionalidade que tem como elemento central a garantia de pol\u00edticas p\u00fablicas e afirma\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias que s\u00e3o importantes, contudo, em maior ou menor conflito e circunst\u00e2ncias, s\u00e3o plenamente integr\u00e1veis \u00e0 ordem do sistema. A interpreta\u00e7\u00e3o de que a contradi\u00e7\u00e3o principal, na ordem capitalista, \u00e9 entre capital e trabalho e que essa luta \u00e9 fundamental para articular a rea\u00e7\u00e3o que pode superar o conjunto das opress\u00f5es n\u00e3o tem tido maior import\u00e2ncia na l\u00f3gica militante de um setor importante da esquerda brasileira, inclusive, dentro da perspectiva socialista. A partir da fuga dessa centralidade, cresceu uma perspectiva ideol\u00f3gica marcada pela vis\u00e3o interseccional que tem garantido espa\u00e7os de representa\u00e7\u00e3o nos diversos n\u00edveis do parlamento brasileiro, tem forte integra\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o corporativa de segmentos atingidos pelas mais diversas opress\u00f5es, tem constru\u00eddo um discurso que opera com representa\u00e7\u00e3o dentro da sociedade, contudo, n\u00e3o consegue avan\u00e7ar para al\u00e9m dessa integra\u00e7\u00e3o conflitiva com a ordem.<\/p>\n<p>Ao lado dessa postura militante que afirma a l\u00f3gica da interseccionalidade, apresenta-se uma pr\u00e1tica sindical reformista, embora com um discurso radicalizado, que n\u00e3o consegue construir uma a\u00e7\u00e3o classista, mesmo repetindo verbalmente essa condi\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma atitude sindical, at\u00e9 mesmo combativa, que glorifica o corporativismo e n\u00e3o consegue aprofundar o projeto de classe, portanto, facilmente absorvida pela ordem. Podemos ainda questionar, nessa perspectiva sindical, a l\u00f3gica atrasada, de cunho pequeno-burgu\u00eas, que \u00e9 uma avers\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a do operador pol\u00edtico que tem projeto universal e perspectiva de ruptura, afirmando uma falsa independ\u00eancia.<\/p>\n<p>Portanto, para al\u00e9m das dificuldades impostas pela autocracia burguesa, pelo projeto neofascista no Brasil, temos problemas internos \u00e0 esquerda socialista brasileira que constitui por um lado a interseccionalidade militante, o corporativismo e por outro, n\u00e3o menos grave, o aparelhismo que afasta amplos setores dos trabalhadores da luta concreta.<\/p>\n<p>O projeto da esquerda socialista n\u00e3o pode ser conformado na opera\u00e7\u00e3o social-democrata, n\u00e3o pode ser aprisionado pela integra\u00e7\u00e3o interseccional, n\u00e3o pode deixar-se levar pelo movimento que ao procurar ser vitorioso nas lutas econ\u00f4micas \u2013 que alimenta positivamente a classe trabalhadora \u2013 senta-se confortavelmente no corporativismo, mas, tamb\u00e9m, n\u00e3o pode agir atrav\u00e9s do aparelhamento pol\u00edtico. Portanto, s\u00e3o quest\u00f5es que devem ser afrontadas pela esquerda socialista, pois, estamos numa disjuntiva da luta de classes onde a extrema direita, a burguesia, o neofascismo se apresentam para o confronto. N\u00f3s, a esquerda revolucion\u00e1ria, temos que lutar no campo da transforma\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica com as devidas media\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas. O nosso fazer pol\u00edtico \u00e9 a luta de classes, a nossa luta \u00e9 pela revolu\u00e7\u00e3o brasileira, nosso caminho \u00e9 a conquista do socialismo e a nossa tarefa imediata \u00e9 expulsar das ruas as hordas fascistas.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Milton Pinheiro \u00e9 Cientista Pol\u00edtico e professor titular de hist\u00f3ria pol\u00edtica da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Pesquisador na USP, editor-geral da revista Novos Temas e autor\/organizador de oito livros, entres eles, Ditadura: o que resta da transi\u00e7\u00e3o (Boitempo, S\u00e3o Paulo, 2014). Colabora com o Blog da Boitempo esporadicamente.<\/p>\n<p>\u00c9 membro do Comit\u00ea Central do PCB.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2020\/05\/19\/as-balizas-do-golpe-bonapartista-e-a-esquerda-brasileira\/\">As balizas do golpe bonapartista e a esquerda&nbsp;brasileira<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25559\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[222],"class_list":["post-25559","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6Ef","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25559","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25559"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25559\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}