{"id":25655,"date":"2020-06-07T19:20:03","date_gmt":"2020-06-07T22:20:03","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=25655"},"modified":"2020-06-07T19:20:03","modified_gmt":"2020-06-07T22:20:03","slug":"silencios-hipocritas-a-beira-da-tempestade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25655","title":{"rendered":"Sil\u00eancios hip\u00f3critas \u00e0 beira da tempestade"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.abrilabril.pt\/sites\/default\/files\/styles\/node_aberto_vp768\/public\/assets\/img\/11951.jpg?itok=KFC0J_3J\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Palestinos confrontam tropas israelenses em Al Sawiya, na Cisjord\u00e2nia ocupada, em 15 de maio de 2020. Apesar de a pandemia em curso ter condicionado este ano o Dia da Nabka, o 72.\u00ba anivers\u00e1rio da expuls\u00e3o de 750 mil palestinianos pelo ent\u00e3o rec\u00e9m-formado Estado de Israel n\u00e3o foi assinalado apenas online. Cr\u00e9ditos: Mohamad Torokman \/ Reuters<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Goul\u00e3o<\/p>\n<p>ABRIL ABRIL<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia guarda, sobre a execu\u00e7\u00e3o extrajudicial de George Floyd e o racismo estrutural nos EUA, a mesma discri\u00e7\u00e3o que assumir\u00e1 quando Israel fizer flutuar a bandeira sionista no Vale do Jord\u00e3o.<\/p>\n<p>Benjamin Netanyahu, o aparentemente eterno primeiro ministro de Israel, agora geminado com um dos carrascos de Gaza, Benny Gantz de sua gra\u00e7a, vem anunciando que a partir do in\u00edcio do pr\u00f3ximo m\u00eas dar\u00e1 os passos governamentais, parlamentares e militares que considera necess\u00e1rios para anexar o Vale do Jord\u00e3o, no territ\u00f3rio palestino da Cisjord\u00e2nia. Al\u00e9m disso, tenciona integrar no Estado de Israel os colonatos constru\u00eddos ilegalmente no mesmo territ\u00f3rio durante os \u00faltimos 60 anos. Estes movimentos representam, de fato, a extin\u00e7\u00e3o da chamada \u00absolu\u00e7\u00e3o de dois Estados\u00bb na Palestina hist\u00f3rica, estabelecida em 1948 pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas e reativada durante os passados anos noventa. Os criminosos n\u00e3o escondem o crime, os avisos est\u00e3o feitos: ningu\u00e9m poder\u00e1 dizer que ser\u00e1 apanhado de surpresa.<\/p>\n<p>A chamada \u00abcomunidade internacional\u00bb, a come\u00e7ar pela ONU e respectivo secret\u00e1rio-geral, assiste de camarote aos acontecimentos. A repeti\u00e7\u00e3o, como um mantra, de que \u00aba solu\u00e7\u00e3o de dois Estados\u00bb continua a ser o caminho para regularizar a situa\u00e7\u00e3o na Palestina servir\u00e1 para fazer de conta, ou para manifestar um apego inconsequente aos princ\u00edpios estabelecidos, ou at\u00e9 para marcar presen\u00e7a num quadro de inutilidade. Mas n\u00e3o tem lastro para travar o buldozzer sionista e o seu guarda-costas yankee empunhando a arma do \u00abacordo do s\u00e9culo\u00bb \u2013 aquilo a que a \u00abcomunidade internacional\u00bb n\u00e3o atribui qualquer valor legal, mas que na realidade guia as a\u00e7\u00f5es dos \u00fanicos a se mexer neste processo \u2013 a caminho da anexa\u00e7\u00e3o da Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n<p>O fato consumado dos fatos consumados<br \/>\nAo se investigar minuciosamente os comportamentos de pa\u00edses e entidades com poder de decis\u00e3o sobre as coisas do mundo, n\u00e3o se detecta um \u00fanico ind\u00edcio de que esteja em desenvolvimento uma a\u00e7\u00e3o internacional concertada para demover Israel de dar o golpe anunciado.<\/p>\n<p>Um golpe que, sem paninhos quentes nem contorcionismos sem\u00e2nticos, tem o mesmo significado, \u00e0 luz das leis internacionais, que o improv\u00e1vel ato de a Espanha anexar Portugal, ou Portugal meter a m\u00e3o na Galiza, ou a Fran\u00e7a aboletar-se com a Val\u00f4nia, ou a Alemanha engolir Luxemburgo, ou a \u00c1ustria, coisa que j\u00e1 nem seria original, mas sabemos em que circunst\u00e2ncias aconteceu.<\/p>\n<p>S\u00e3o compara\u00e7\u00f5es retiradas dos cadernos do absurdo. Por\u00e9m, t\u00eam absoluta legitimidade. O Estado da Palestina \u00e9 reconhecido por dois ter\u00e7os dos pa\u00edses da ONU e tem assento na organiza\u00e7\u00e3o. A sua consuma\u00e7\u00e3o territorial tem sido imposs\u00edvel apenas porque existe um Estado ocupante que se nega a cumprir a legalidade internacional e que n\u00e3o sofre quaisquer consequ\u00eancias por isso, tornando as leis ref\u00e9ns da for\u00e7a bruta e da cumplicidade de interesses abjetos.<\/p>\n<p>Gaza, Cisjord\u00e2nia e Jerusal\u00e9m Leste s\u00e3o os territ\u00f3rios onde, no quadro da \u00absolu\u00e7\u00e3o de dois Estados\u00bb, dever\u00e1 assentar territorialmente o Estado da Palestina. Jerusal\u00e9m Leste foi anexada por Israel, com a cobertura dos Estados Unidos da Am\u00e9rica e sob protestos verbais envergonhados, in\u00fateis e ef\u00eameros dos seus parceiros e aliados da OTAN e da Uni\u00e3o Europeia. Gaza \u00e9 um campo de concentra\u00e7\u00e3o cercado militar e fisicamente, onde dois milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o condenadas a condi\u00e7\u00f5es infra-humanas, \u00e0 espera da morte ou de que Israel e os Estados Unidos, talvez com ajuda da Ar\u00e1bia Saudita e o Egipto, decidam o que fazer com elas \u2013 no \u00e2mbito, claro, do \u00abacordo do s\u00e9culo\u00bb, esse instrumento sem valor legal.<\/p>\n<p>E a Cisjord\u00e2nia, al\u00e9m de retalhada por mil e um colonatos, serpenteada por um muro intranspon\u00edvel que separa fam\u00edlias, propriedades, aldeias e cidades, arrasada pelo terrorismo dos militares ocupantes e dos colonos, poder\u00e1 ser anexada praticamente na totalidade j\u00e1 a partir de julho.<\/p>\n<p>Consumada a anexa\u00e7\u00e3o do Vale do Jord\u00e3o, integrados os colonatos na soberania do Estado sionista, nada restar\u00e1 na Cisjord\u00e2nia onde possa erguer-se alguma coisa que se pare\u00e7a com um Estado soberano e vi\u00e1vel. Fim da \u00absolu\u00e7\u00e3o de dois Estados\u00bb.<\/p>\n<p>Estamos a menos de meia d\u00fazia de semanas de que isso aconte\u00e7a, ou pelo menos sejam dados passos que tornem o processo irrevers\u00edvel. Bem na linha da pol\u00edtica de fatos consumados atrav\u00e9s da qual Israel tem se consolidado como Estado colonial e os palestinos t\u00eam perdido os direitos que lhe est\u00e3o garantidos nos pap\u00e9is onde est\u00e1 inscrito o direito internacional, pap\u00e9is cada vez mais imprest\u00e1veis em geral, totalmente imprest\u00e1veis neste caso. Ser\u00e1 o supremo fato consumado na torrente dos fatos consumados com que Israel humilha a legalidade internacional.<\/p>\n<p>Confirmadas a inutilidade e a indignidade da Uni\u00e3o Europeia<br \/>\nA R\u00fassia tem afirmado que se op\u00f5e a qualquer a\u00e7\u00e3o israelense para anexa\u00e7\u00e3o do Vale do rio Jord\u00e3o. A China diz a mesma coisa, mais palavra, menos palavra.<\/p>\n<p>Se, durante o processo, for necess\u00e1rio recorrer a vetos no Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es, as duas na\u00e7\u00f5es n\u00e3o hesitar\u00e3o em utiliz\u00e1-los. O mesmo acontecer\u00e1 do lado dos Estados Unidos, anulando-se mutuamente os efeitos de cada veto. N\u00e3o se espera, portanto, que o Conselho de Seguran\u00e7a adote qualquer medida dissuasora dos objetivos sionistas. Por\u00e9m, ser\u00e1 muito previsivelmente o mais longe que Moscou e Pequim ir\u00e3o na tentativa \u2013 nesse caso ineficaz \u2013 de fazer prevalecer os direitos dos palestinos.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda a Uni\u00e3o Europeia, essa defensora incans\u00e1vel do direito internacional, dos direitos humanos, da soberania dos povos \u2013 para quem acredita ainda no discurso hip\u00f3crita e c\u00ednico dos seus dirigentes.<\/p>\n<p>Em 15 de maio reuniram-se em Bruxelas os ministros dos Neg\u00f3cios Estrangeiros dos 27 e o tema da anunciada anexa\u00e7\u00e3o do Vale do Jord\u00e3o surgiu em cima da mesa.<\/p>\n<p>Como se sabe, a Uni\u00e3o Europeia defende oficialmente a \u00absolu\u00e7\u00e3o de dois Estados\u00bb na Palestina. Ent\u00e3o, alguns Estados membros, entre os quais a Fran\u00e7a, Espanha, B\u00e9lgica, Luxemburgo, ousaram propor a imposi\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es a Israel no caso de concretizar as inten\u00e7\u00f5es anunciadas. Nada de muito relevante, tudo muito suave, apenas a exclus\u00e3o do envolvimento de Israel no quadro cient\u00edfico-t\u00e9cnico denominado Horizonte 2027. San\u00e7\u00f5es in\u00fateis, simb\u00f3licas numa entidade que decidiu flagelar-se a si pr\u00f3pria \u2013 sobretudo aos seus agricultores \u2013 por conta das san\u00e7\u00f5es pesadas impostas \u00e0 R\u00fassia pela \u00abocupa\u00e7\u00e3o\u00bb da Crimeia, um territ\u00f3rio hist\u00f3rica e inegavelmente russo, tal como demonstraram massivamente os seus habitantes em referendo.<\/p>\n<p>Apesar dos pezinhos de l\u00e3 contra uma atrocidade terrorista como a prometida por Israel, devastadora para o direito internacional, para os direitos nacionais e humanos de milh\u00f5es de palestinianos, foram v\u00e1rios os pa\u00edses que se opuseram desde logo a essas san\u00e7\u00f5es, ainda que inconsequentes, e confirmaram aquilo que todos sabemos: a inutilidade da Uni\u00e3o Europeia na cena internacional, neste caso refletindo a sua indignidade por ser incapaz, como quase sempre, de fazer cumprir aquilo que diz defender.<\/p>\n<p>Fica ent\u00e3o sentenciada a passividade \u2013 a cumplicidade \u2013 da Uni\u00e3o Europeia quando Israel avan\u00e7ar para a anexa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dez dias depois dessa reuni\u00e3o, num encontro com embaixadores alem\u00e3es, deu-se o caso de o chefe da \u00abpol\u00edtica externa\u00bb da Uni\u00e3o Europeia, o espanhol Josep Borrell, ter falado no \u00abfim da lideran\u00e7a norte-americana\u00bb, fazendo soar o tambor das especula\u00e7\u00f5es e das conjecturas dos geopolit\u00f3logos de pl\u00e1stico. Com aquilo que est\u00e1 se passando nos Estados Unidos, parece aconselh\u00e1vel adptar uma certa dist\u00e2ncia e dizer coisas que pare\u00e7am refletir vida e exist\u00eancia pr\u00f3prias para al\u00e9m da subservi\u00eancia militar, econ\u00f4mica, financeira e pol\u00edtica. Se passarmos do discurso \u00e0 pr\u00e1tica, nada a registar. A Uni\u00e3o Europeia guarda sobre a execu\u00e7\u00e3o extrajudicial de George Floyd e sobre o racismo cong\u00eanito dos Estados Unidos a mesma discri\u00e7\u00e3o que assumir\u00e1 quando Israel fizer flutuar a bandeira sionista no Vale do Jord\u00e3o. Discursos inflamados ainda poder\u00e1 haver, atos n\u00e3o vamos ver.<\/p>\n<p>A partir da anexa\u00e7\u00e3o, como tem acontecido ao longo de d\u00e9cadas, fato consumado atr\u00e1s de fato consumado, ouviremos os convictos dirigentes europeus, da globaliza\u00e7\u00e3o e da ONU \u00abexigir\u00bb que Israel se retire do Vale do Jord\u00e3o e dos territ\u00f3rios ocupados para que possa ser aplicada \u00aba solu\u00e7\u00e3o de dois Estados\u00bb. Um insulto \u00e0 intelig\u00eancia, um alinhamento objetivo com a ilegalidade, uma trai\u00e7\u00e3o repugnante contra o povo palestiniano.<\/p>\n<p>Entre os dirigentes mundiais com peso nas decis\u00f5es internacionais muitos haver\u00e1 que estar\u00e3o dispostos a brandir discursos solid\u00e1rios e de firmes princ\u00edpios te\u00f3ricos at\u00e9 ao \u00faltimo dos palestinos. Nada mais do que isso.<\/p>\n<p>Os palestinos n\u00e3o se rendem<br \/>\nOs palestinos, mais de sete milh\u00f5es na Palestina e no mundo, podem contar apenas com eles pr\u00f3prios. N\u00e3o \u00e9 certo, inclusivamente, que venham sentir o apoio do governo \u00abaut\u00f4nomo\u00bb instalado em Ramallah, enredado na teia montada pelo sionismo que o tem conduzido frequentemente a desempenhar tarefas de \u00abseguran\u00e7a\u00bb \u2013 de repress\u00e3o do seu povo, portanto \u2013 em sintonia com for\u00e7as militares israelenses. O presidente Mahmmud Abbas j\u00e1 deixou agora de atender os telefonemas de Trump, desligou-se dos Acordos de Oslo, mas as medidas pecam por ser tardias. Num quadro em que o apoio de pa\u00edses \u00e1rabes \u00e9 duvidoso e em muitos casos inexistente \u2013 e ser\u00e1 sempre insuficiente perante as for\u00e7as em presen\u00e7a \u2013 os palestinos podem contar somente com as pr\u00f3prias for\u00e7as. E com o apoio que povos solid\u00e1rios considerem dar-lhes atrav\u00e9s de lutas c\u00edvicas e institucionais. Sabendo que ter\u00e3o de enfrentar at\u00e9 a infame acusa\u00e7\u00e3o de antissemitismo, que o monstruoso aparelho mundial de propaganda sionista quer obrigar a associar a qualquer manifesta\u00e7\u00e3o ou express\u00e3o de rep\u00fadio contra atos terroristas e ilegais praticados pelo Estado de Israel. Antissionismo n\u00e3o \u00e9 antissemitismo, muito menos a condena\u00e7\u00e3o dos desumanos e ilegais atos israelenses pode ser considerada antissemitismo. Mas a ideia est\u00e1 fazendo o seu caminho na Uni\u00e3o Europeia, sempre pronta a fazer trabalhos sujos recomendados pelo sionismo \u2013 ainda que seja para cobrir o terrorismo.<\/p>\n<p>Os palestinos, onde quer que estejam, n\u00e3o ficar\u00e3o de bra\u00e7os cruzados perante esta manifesta\u00e7\u00e3o aguda do terrorismo sionista em prepara\u00e7\u00e3o. Fala-se em \u00abterceira Intifada\u00bb, quanto mais n\u00e3o seja pelo h\u00e1bito rotineiro de catalogar acontecimentos. Mas haver\u00e1 seguramente resposta, que ser\u00e1 definida pelos pr\u00f3prios, como aconteceu com o levante das pedras de 1988 e que p\u00f4s pela primeira vez em xeque, at\u00e9 aos olhos do mundo, a fama e as \u00ablegitimidades\u00bb do sionismo todo-poderoso. O movimento nacional de resist\u00eancia, \u00e9 certo, n\u00e3o est\u00e1 organizado e unido como ent\u00e3o, a fratura entre a Organiza\u00e7\u00e3o de Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP) e o Hamas, entre a Cisjord\u00e2nia e Gaza, enfraqueceu a capacidade de rea\u00e7\u00e3o. Contudo, nessa Intifada de 1988 que explodiu em Gaza as ra\u00edzes populares foram determinantes e v\u00e3o ser de novo, unindo at\u00e9 o que por ora continua desunido.<\/p>\n<p>Chegado esse momento ouviremos ent\u00e3o dirigentes europeus e mundiais, que por enquanto guardam sil\u00eancio sonso, apelar \u00e0 calma de ambos os lados e condenar o \u00abterrorismo palestino\u00bb, que s\u00f3 \u00abprejudicar\u00e1\u00bb a procura de \u00absolu\u00e7\u00f5es\u00bb.<\/p>\n<p>Que solu\u00e7\u00f5es? As que est\u00e3o contempladas no direito internacional e que os detentores dos mecanismos legais, ONU inclu\u00edda, n\u00e3o fazem cumprir?<\/p>\n<p>Nova e tenebrosa tempestade est\u00e1 para explodir na Palestina \u2013 com muitos focos atrav\u00e9s do Oriente M\u00e9dio. N\u00e3o acreditem, portanto, nos dirigentes nacionais e internacionais que ir\u00e3o se dizer chocados, surpreendidos e que, neste momento, comprometidos com interesses ilegais e desumanos, s\u00e3o espectadores hip\u00f3critas dos ensaios de uma trag\u00e9dia anunciada.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Goul\u00e3o, Exclusivo O Lado Oculto\/AbrilAbril<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25655\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[228],"class_list":["post-25655","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6FN","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25655"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25655\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}