{"id":2580,"date":"2012-03-21T22:03:02","date_gmt":"2012-03-21T22:03:02","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2580"},"modified":"2012-03-21T22:03:02","modified_gmt":"2012-03-21T22:03:02","slug":"seminario-debate-os-90-anos-de-pcb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2580","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio debate os 90 anos de PCB"},"content":{"rendered":"\n<p>A ter\u00e7a-feira dia 20 ser\u00e1\u00a0sempre inesquec\u00edvel para a luta do proletariado: iniciou-se a comemora\u00e7\u00e3o dos 90 anos do Partido Comunista Brasileiro (PCB), numa s\u00e9rie de eventos que marcam a reconstru\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do PCB na luta antiimperialista e anti-capitalista.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o completa das comemora\u00e7\u00f5es pode ser acessada\u00a0<a href=\"index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3685\" target=\"_blank\">AQUI<\/a>. A primeira apresenta\u00e7\u00e3o ocorreu na tarde desta ter\u00e7a-feira (20), com as palestras dos professores Marly Vianna e Milton Pinheiro: \u201c1922-1945: Dos Anos de Forma\u00e7\u00e3o \u00e0s Lutas Contra o Estado Novo\u201d. A palestra come\u00e7ou \u00e0s 14h sob coordena\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Renato, integrante do Comit\u00ea Central do PCB. O primeiro palestrante foi Milton Pinheiro, professor da Universidade Federal da Bahia e tamb\u00e9m membro do CC do PCB.<\/p>\n<p>Ele abordou o per\u00edodo de cria\u00e7\u00e3o do Partido Comunista Brasileiro lembrando que \u201cO PCB surge da necessidade hist\u00f3rica dos trabalhadores, de acordo com os ventos da revolta Bolchevique. De informa\u00e7\u00f5es que vieram mesmo com a censura\u201d. Destacou o surgimento da Internacional Comunista\u00a0 em 1919, para refor\u00e7ar a luta dos trabalhadores, ainda nesse mesmo processo hist\u00f3rico. Segundo ele, o PCB tamb\u00e9m\u00a0\u00e9\u00a0produto da crise dos lutadores da d\u00e9cada de 10, anarquistas e anarco-sindicalistas, que lutavam pelos direitos dos trabalhadores .<\/p>\n<p>Destacou o conjunto de lutas da classe oper\u00e1ria, em torno de 500 mil trabalhadores, nas greves de 1917 e 18. Lembrou que em 1909 se criou a COB, \u00e0\u00a0 frente de diversas greves em Alagoas, Bahia e Pernambuco, entre outros estados.<\/p>\n<p>Ao contar a hist\u00f3ria da funda\u00e7\u00e3o do Partido Comunista Brasileiro, disse que eram nove camaradas representando 73 comunistas de todo o pa\u00eds, que se reuniram 25 e 26 no Rio e dia 27 em Niter\u00f3i. A pauta da reuni\u00e3o era o exame para entrar na Internacional\u00a0 Comunista (IC), o II congresso da IC, aprova\u00e7\u00e3o dos estatutos, c\u00f3pia do Partido Comunista Argentino e a elei\u00e7\u00e3o da primeira dire\u00e7\u00e3o do partido.<\/p>\n<p>Mostrou o crescimento dos comunistas em territ\u00f3rio nacional, que ainda em 1922 passaram para 253 integrantes; 300 no ano seguinte e cerca de um mil em 1930.<\/p>\n<p>Relacionou o pequeno crescimento partid\u00e1rio na d\u00e9cada de 30 com o pequeno n\u00famero da classe oper\u00e1ria e a falta de conhecimento do que era o bolchevismo.<\/p>\n<p>A professora Mary Vianna, segunda palestrante, levantou a preocupa\u00e7\u00e3o de entender \u201cporque n\u00f3s acumulamos derrotas. \u00c9\u00a0uma quest\u00e3o que tento entender, indo at\u00e9\u00a0o movimento anarquista. Se temos toda a raz\u00e3o porque n\u00e3o conseguimos chegar \u00e0s massas, tento ver se o problema \u00e9\u00a0o linguajar, n\u00e3o o conte\u00fado\u201d.<\/p>\n<p>Relembrou o VI congresso da IC, que segundo ela foi a vulgariza\u00e7\u00e3o do marxismo, no qual o PCB \u00e9\u00a0muito criticado. Em 1930, destacou, Moscou exige autocr\u00edtica do Partido, a qual Oct\u00e1vio Brand\u00e3o adere, mas Astrojildo n\u00e3o, o que acabou resultando em sua expuls\u00e3o do PCB.<\/p>\n<p>Para ela, o reconhecimento da IC do Partido Comunista Brasileiro foi conquistado a um pre\u00e7o muito alto, tanto \u00e9\u00a0que a revista Movimento, existente desde 1922, possu\u00eda v\u00e1rios artigos da IC. Ao situar historicamente a atua\u00e7\u00e3o dos comunistas brasileiros, disse que foram tr\u00eas anos, de 1930 a 1933, de quase destrui\u00e7\u00e3o do partido, \u00e9poca da proletariza\u00e7\u00e3o interna, de conceitos sect\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ao abordar o Levante de 1935, ressaltou que o movimento foi antifascista e que a rea\u00e7\u00e3o atribuiu-o aos comunistas para justificar a falta de coragem e de iniciativa dos oficiais da \u00e9poca, que se deixaram render e prender por soldados, cabos e sargentos. Enfatiza que Get\u00falio Vargas aproveitou a situa\u00e7\u00e3o, j\u00e1\u00a0que seu governo estava em baixa, e atribuiu aos camaradas toda a responsabilidade para manter-se no poder, o que contribuiu para a instaura\u00e7\u00e3o do Estado Novo em 1937.<\/p>\n<p>O camarada Milton Pinheiro abordou ainda a repress\u00e3o a partir de 1937, a Confer\u00eancia da Mantiqueira, fundamental para a reorganiza\u00e7\u00e3o do Partido ap\u00f3s anos de repress\u00e3o, e a conquista da anistia e a luta contra o nazifascismo.<\/p>\n<p>1946-1964 \u2013\u00a0 A consolida\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia nacional democr\u00e1tica<\/p>\n<p>Em seguida, foi a vez dos professores Ricardo Costa, membro do Comit\u00ea\u00a0 Central do PCB, e D\u00eanis de Moraes, da UFF, debaterem o per\u00edodo compreendido entre 1946 e 1964. Destacando o &#8220;zigue-zague&#8221; das propostas pol\u00edticas do PCB ao longo da hist\u00f3ria, Ricardo destacou ser preciso &#8220;n\u00e3o ter receio dos erros do passado, pois com eles aprendemos&#8221;. Assim afirmou ser sect\u00e1ria a linha pol\u00edtica praticada a partir de 1947, que iria se consolidar no &#8220;Manifesto de Agosto&#8221; de 1950.<\/p>\n<p>Por outro lado, ele abordou as campanhas e manifesta\u00e7\u00f5es de massa que contaram com intensa mobiliza\u00e7\u00e3o dos comunistas, como O petr\u00f3leo \u00e9\u00a0Nosso e contra o envio de tropas para a Cor\u00e9ia. Depois, fez reafirmou que \u00e9\u00a0preciso avaliar as medidas adotadas pelo PCb no passado sem esquecer do contexto hist\u00f3rico em que ocorreram. &#8220;O nacionalismo, naquele per\u00edodo, era a id\u00e9ia predominante a libertar povos na \u00c1frica e na \u00c1sia, al\u00e9m de ser bem forte na Am\u00e9rica Latina. Da\u00ed o contexto de uma pol\u00edtica de alian\u00e7a com a burguesia contra o imperialismo&#8221;, exemplificou.<\/p>\n<p>J\u00e1\u00a0 D\u00eanis afirmou que as mudan\u00e7as causadas no interior do PCB a partir do impacto do XX Congresso do Partido Comunista da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, aprofundadas com a Declara\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o de 1958 e consolidadas no V Congresso do PCB, em 1960, &#8220;causaram uma primavera no interior do Partido&#8221;, com a oxigena\u00e7\u00e3o dos debates internos e uma aproxima\u00e7\u00e3o profunda com a intelectualidade e a vis\u00e3o de que a arte poderia ser utilizada como luta social. Por outro lado, n\u00e3o deixou de citar que a linha pol\u00edtica do Partido criou ilus\u00f5es de uma poss\u00edvel alian\u00e7a com a burguesia &#8220;nacional&#8221; e a disputa por espa\u00e7os entre os setores que davam sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ao governo Jango como fatores que prejudicaram na avalia\u00e7\u00e3o daqueles dias tormentosos dias. &#8220;O PCB, assim como outras for\u00e7as de esquerda, subestimou o movimento golpista&#8221;, ressaltou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2580\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-2580","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-FC","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2580","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2580"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2580\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2580"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2580"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2580"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}