{"id":25874,"date":"2020-07-22T23:05:13","date_gmt":"2020-07-23T02:05:13","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=25874"},"modified":"2020-07-22T23:05:13","modified_gmt":"2020-07-23T02:05:13","slug":"os-limites-do-antirracismo-liberal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25874","title":{"rendered":"Os limites do antirracismo liberal"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/24365121-a78-d7a\/FT1086A\/652\/xbrt-lotado-coronavirus.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->BRT lotado na zona oeste do Rio em 18 de mar\u00e7o. | Foto de Roberto Moreyra \/ Ag\u00eancia O Globo<\/p>\n<p>\u201cPresente de grego, n\u00e9? Cavalo de Troia, nem tudo que brilha? N\u00e3o \u00e9 rel\u00edquia nem joia!\u201d<br \/>\n(Racionais MC\u00b4s)<\/p>\n<p>REVISTA JACOBIN<\/p>\n<p>Por Douglas Rodrigues Barros<\/p>\n<p>Uma pol\u00edtica focada na identidade individual, que tem seu limite na inser\u00e7\u00e3o pelo consumo, \u00e9 insuficiente para enfrentar uma estrutura racista baseada em um ex\u00e9rcito de trabalhadores precarizados e na marginaliza\u00e7\u00e3o de corpos mat\u00e1veis. Como aponta uma vasta literatura cr\u00edtica, que vai de Karl Marx a Achille Mbembe, precisamos mudar radicalmente a ordem social. E isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se aliarmos a luta antirracista com a luta de classes contra as estruturas capitalistas.<\/p>\n<p>A fantasia mais cara ao capitalismo \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de poder pelo ac\u00famulo de dinheiro. \u00c9 claro que se trata de uma fantasia: o dinheiro ao ser acumulado serve ao capital, e tem nele a sua finalidade. O indiv\u00edduo serve a essa acumula\u00e7\u00e3o, a personifica. Abandonemos, entretanto, a no\u00e7\u00e3o vulgar de que fantasias n\u00e3o produzem realidades. A fantasia gerada pela posse de dinheiro est\u00e1 ligada \u00e0 cren\u00e7a de que a realiza\u00e7\u00e3o do consumo d\u00e1 ao indiv\u00edduo a plena satisfa\u00e7\u00e3o do desejo \u2013 e a felicidade poss\u00edvel, neste mundo real, no qual o dinheiro \u00e9 quem manda. \u00c9, portanto, uma fantasia de poder que produz realidades. E ao faz\u00ea-lo impulsiona o necess\u00e1rio automatismo do movimento de acumula\u00e7\u00e3o capitalista que repousa sobre mercadoria, com suas manhas teol\u00f3gicas e metaf\u00edsicas.<\/p>\n<p>Dinheiro \u00e9 poder. Como observa Marx, o indiv\u00edduo carrega no bolso seu poder social e seu nexo com a sociedade. \u00c9 o mesmo Marx que salienta, no entanto, que o \u00fanico sujeito genu\u00edno do processo \u00e9 o pr\u00f3prio capital, que converte seu portador em mero suporte de uma reprodu\u00e7\u00e3o expansiva. O paradoxo \u00e9 que at\u00e9 o indiv\u00edduo capitalista \u00e9 ele tamb\u00e9m subordinado ao movimento obsessivo, enlouquecido, do capital \u2013 com a vantagem, nada desprez\u00edvel, de que ao contr\u00e1rio do trabalhador ao menos usufrui da riqueza produzida no processo.<\/p>\n<p>O acesso a essa riqueza tem sem d\u00favida seus prazeres, mas n\u00e3o significa, por\u00e9m, que o capitalista tamb\u00e9m n\u00e3o seja mutilado em suas possibilidades de autodesenvolvimento, uma vez que est\u00e1 obrigado, sob a amea\u00e7a de perder o estatuto privilegiado de capitalista, de se submeter \u00e0s tarefas requisitadas para a vitalidade de seu pr\u00f3prio capital: lidar com a concorr\u00eancia, observar os movimentos globais das bolsas, tornar-se um perspicaz rentista, etc. O capitalista, portanto, \u00e9 tamb\u00e9m dominado pelo impulso do capital. Para dizer como Herbert Marcuse: a sociedade da mercadoria \u00e9 uma sociedade inteiramente administrada pelas formas da realiza\u00e7\u00e3o da mercadoria.<\/p>\n<p>No interior dessa sociedade, \u00e9 natural que aqueles que habitam as \u00e1reas de exclus\u00e3o, condenados ao subconsumo no mundo do consumo, passam a entender essa puls\u00e3o por dinheiro como algo \u201cmelhor\u201d do que a vida miser\u00e1vel que levam. N\u00e3o ter dinheiro \u00e9 n\u00e3o ter poder. \u00c9 preciso observar tamb\u00e9m, no entanto, como a forma do discurso que refor\u00e7a tal puls\u00e3o opera no interior da estrutura de uma sociedade racializada (e colonialista), atravessada por uma pol\u00edtica de controle s\u00f3cio-racial. Bastaria assistir qualquer jornal matinal brasileiro para ver \u2013 para al\u00e9m do assassinato cotidiano de jovens negros pela pol\u00edcia \u2013 como a vida de milhares de brasileiros abaixo da linha da pobreza deixa expl\u00edcita que a diferen\u00e7a entre as classes se acentua com a marca\u00e7\u00e3o racial.<\/p>\n<p>Armadilhas da identidade<\/p>\n<p>A identidade \u00e9 um processo de organiza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que estrutura o Ego e participa da tomada de consci\u00eancia que o indiv\u00edduo tem de Si, \u00e9 o que Freud e toda a psican\u00e1lise acabou descobrindo. A identifica\u00e7\u00e3o do Eu \u2013 o processo prim\u00e1rio de constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da identidade \u2013 marca-se por um discurso: uma linguagem que, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s senten\u00e7as que produz, precisa se justificar meta-linguisticamente, isto \u00e9, prestando contas com o entorno social e suas formas de delimita\u00e7\u00e3o dos significados discursivos organizados historicamente.<\/p>\n<p>O que \u00e9 ser negro? O que \u00e9 ser branco? O que \u00e9 ser latino nos EUA? Palestino em Jerusal\u00e9m? As respostas s\u00e3o dadas por um discurso que ajuda o indiv\u00edduo marcado por essas identifica\u00e7\u00f5es a simbolizar sua identidade. Uma li\u00e7\u00e3o \u00fatil da psican\u00e1lise \u00e9 que o que caracteriza a fundamenta\u00e7\u00e3o de um discurso \u00e9 o significante que ele representa, n\u00e3o o sujeito concreto que o carrega. Por isso, n\u00e3o se trata de se livrar do capitalista enquanto indiv\u00edduo, mas da forma que sustenta o capital, isso \u00e9, do modo reprodu\u00e7\u00e3o social como um todo. Por outro lado, n\u00e3o se trata de ignorar a identidade forjada por esse discurso, mas de atravess\u00e1-la.<\/p>\n<p>Se a fundamenta\u00e7\u00e3o social tamb\u00e9m se baseia no discurso formatado pela pr\u00e1tica material da organiza\u00e7\u00e3o da vida, isso nos ajuda a entender outra frase famosa do velho Marx: \u201cAs ideias da classe dominante s\u00e3o, em cada \u00e9poca, as ideias dominantes, isto \u00e9, a classe que \u00e9 a for\u00e7a material dominante da sociedade \u00e9, ao mesmo tempo, sua for\u00e7a espiritual dominante.\u201d<\/p>\n<p>O problema de acatar o discurso da ordem legitimador da explora\u00e7\u00e3o capitalista \u00e9 que tal ordem se mant\u00e9m por meio de imensas desigualdades, e precisa reproduzi-las continuamente \u2013 violentamente \u2013 para continuar existindo em relativa normalidade. Esse \u00e9 o limite do antirracismo de moda propagado pela m\u00eddia. At\u00e9 onde esse antirracismo consegue ir? E at\u00e9 onde deveria ir o nosso?<\/p>\n<p>O que vemos agora \u00e9 que o sonho liberal, vendido como um discurso de liberdade, de uma sociedade equilibrada e inclusiva, capaz de atenuar a luta de classes e administrar com tranquilidade os conflitos sociais, fracassou espetacularmente por toda a parte. A desigualdade, necess\u00e1ria para a reprodu\u00e7\u00e3o do capital, exige a constru\u00e7\u00e3o violenta de diferen\u00e7as excludentes. Para proteger essa desigualdade se levantam fronteiras e se mobiliza o medo. Na raiz dessa desigualdade constitutiva de uma sociedade de classes encontra-se o processo social de identifica\u00e7\u00e3o para a demarca\u00e7\u00e3o dos corpos e a pr\u00e1tica necess\u00e1ria, como lembra Achille Mbembe, de gest\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o da necropol\u00edtica, da identifica\u00e7\u00e3o dos que podem ser mortos ou deixados para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Na vida administrada pelas formas do capitalismo, que s\u00e3o promovidas pelo discurso liberal, \u00e9 muito comum chamar de \u201cprogressista\u201d a inclus\u00e3o de pessoas marcadas pela racialidade por meio do consumo. \u00c9 preciso pensar que esse antirracismo estruturado pelos limites da vida capitalista pode funcionar para alguns, mas \u00e9 extremamente limitado.<\/p>\n<p>O fato cada vez mais evidente \u00e9 que a din\u00e2mica capitalista j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 capaz de absorver a massa de despossu\u00eddos que n\u00e3o t\u00eam nada para vender al\u00e9m da pr\u00f3pria for\u00e7a de trabalho. Cresce uma popula\u00e7\u00e3o excedente global, jogada de um lado para o outro como desempregados, refugiados, ou imigrantes ilegais. Trata-se exatamente do que Mbembe chamou de \u201cdevir negro do mundo\u201d: um ex\u00e9rcito de reserva gigantesco \u2013 definido por sua apar\u00eancia f\u00edsica, em sua escolha religiosa ou em sua nacionalidade, para controle estatal \u2013 que se torna um \u201cproblema de pol\u00edcia\u201d.<\/p>\n<p>O perigo \u00e9 que por tr\u00e1s da fachada \u201cprogressista\u201d e \u201cliberalizante\u201d das f\u00f3rmulas inclusivas de consumo avan\u00e7a um processo de defini\u00e7\u00e3o e divis\u00e3o que refor\u00e7a a gram\u00e1tica neoliberal: o processo de identifica\u00e7\u00e3o dos corpos, de crescente limita\u00e7\u00e3o \u00e0 identidade. A r\u00e1pida ascens\u00e3o de um tipo de indiv\u00edduo essencialmente limitado, e preso, ao modo de sociabilidade da mercadoria \u00e9 a marca distintiva dessa oferta de inclus\u00e3o no mercado e seu discurso que impregna a vida comum.<\/p>\n<p>Esse processo de neoliberaliza\u00e7\u00e3o da vida espiritual de uma \u00e9poca, que favorece o narcisismo, tomou conta tamb\u00e9m da esquerda liberal, com resultados que seus apologistas, ing\u00eanuos ou mal-intencionados, n\u00e3o puderam antecipar. Tais condi\u00e7\u00f5es neoliberalizantes produziram uma pulveriza\u00e7\u00e3o de demandas e lugares demarcados por pautas performativas. Uma p\u00f3s-pol\u00edtica espetacular, individualizante, fragment\u00e1ria, que cria um solo f\u00e9rtil para a emerg\u00eancia de pol\u00edticas de exce\u00e7\u00e3o da mais perigosa qualidade. Ali\u00e1s, do Brasil aos EUA, cruzando pa\u00edses b\u00e1lticos que j\u00e1 homenageiam membros da SS hitlerista, \u00e9 o que se v\u00ea.<\/p>\n<p>A ordem liberal suporta com tranquilidade os espa\u00e7os racializados para controle e demarca\u00e7\u00e3o. A inclus\u00e3o no mercado n\u00e3o pode fornecer respostas efetivas contra o racismo.<\/p>\n<p>O discurso que fomenta essa estrutura simb\u00f3lica e domina o imagin\u00e1rio geral da pol\u00edtica reduzida aos limites proposto por essa forma neoliberal joga os indiv\u00edduos na busca por uma identidade im\u00f3vel, de um lugar fixo essencializado, renovando assim o decr\u00e9pito pensamento de identidade nacional, cultural, \u00e9tnico e religioso. Reativou-se at\u00e9 a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a superior \u2013 que, a bem da verdade, nunca saiu de moda \u2013 e a exclus\u00e3o que promove.<\/p>\n<p>Nas ru\u00ednas do capitalismo tardio, o pressuposto da no\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a, da \u201cnossa identidade\u201d, se ergue para eliminar, em nome da sua diferen\u00e7a, a pr\u00f3pria diferen\u00e7a que lhe \u00e9 alheia. E assim, se uma identidade mant\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 a da partilha com outra, se fecha em si mesma. A velha Europa, ultra-identit\u00e1ria, conhece bem essa regra. Noutros termos, quando a identidade n\u00e3o se v\u00ea implicada por essa Outra identidade, que fornece uma nega\u00e7\u00e3o ao seu Eu, n\u00e3o alcan\u00e7a a posi\u00e7\u00e3o de sujeito, pois tornar-se sujeito \u00e9 justamente saber que as diferen\u00e7as fundamentais entre o Eu e o Outro s\u00e3o aquilo que nos formam, e, que, a identidade \u00e9 uma travessia, n\u00e3o algo em que se possa permanecer. Somos m\u00faltiplas identidades que podem nos determinar, mas que n\u00e3o podem nos definir porque a liberdade de atravessar pelas encruzilhadas dessas identidades \u00e9 aquilo que nos torna Sujeitos.<\/p>\n<p>Acreditar-se n\u00e3o dilacerado pela diferen\u00e7a no espa\u00e7o mundo\/outro \u00e9 se marcar totalmente pela diferen\u00e7a, porque n\u00e3o se sai do tensionamento da nega\u00e7\u00e3o. \u00c9 nesse sentido que a consci\u00eancia do racista e do fascista s\u00e3o unit\u00e1rias: ambas precisam eliminar a diferen\u00e7a, a contradi\u00e7\u00e3o, a nega\u00e7\u00e3o \u00e0 sua f\u00e9, para se sentirem completas.<\/p>\n<p>Por um antirracismo que v\u00e1 \u00e0s ra\u00edzes<br \/>\nO processo de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o do capital necessita da desigualdade para o seu funcionamento. A desigualdade geral no mundo do trabalho atual est\u00e1 implicada no espa\u00e7o do mercado, na forma mesma de seu funcionamento. Enxergar nesse espa\u00e7o uma possibilidade de supera\u00e7\u00e3o dos processos racialistas \u00e9 uma ilus\u00e3o: a desigualdade operada no interior do processo de reprodu\u00e7\u00e3o do capital imp\u00f5e a constru\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7as control\u00e1veis e ass\u00e9pticas que refor\u00e7am seu movimento.<\/p>\n<p>Se nosso antirracismo for conivente com essa forma, se acreditarmos que s\u00f3 iremos at\u00e9 a\u00ed, n\u00e3o seremos antirracistas o bastante porque manteremos intocados o significante ra\u00e7a que d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o a ordem excludente e desigual do capitalismo. \u00c9 preciso ultrapassar esses limites, estar \u00e0 altura da encruzilhada hist\u00f3rica em que estamos e atravessarmos o caminho rumo \u00e0 uma pol\u00edtica de verdadeira emancipa\u00e7\u00e3o universal na qual as diferen\u00e7as n\u00e3o sejam marcadores de desigualdade sociais e atendam por uma forma de administra\u00e7\u00e3o dos corpos. Silvio Almeida deu a letra: ser antirracista \u00e9 incompat\u00edvel com ser defensor da ordem que impera no mundo nesse momento.<\/p>\n<p>Sobre o autor<\/p>\n<p>Douglas Rodrigues Barros \u00e9 escritor, doutorando em filosofia e autor do livro &#8220;Lugar de negro, lugar de branco?&#8221;.<\/p>\n<p>Exibindo IMG-20200722-WA0010.jpg.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25874\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[124],"tags":[221],"class_list":["post-25874","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c137-coletivo-minervino-de-oliveira","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6Jk","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25874","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25874"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25874\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}