{"id":2588,"date":"2012-03-26T17:44:26","date_gmt":"2012-03-26T17:44:26","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2588"},"modified":"2012-03-26T17:44:26","modified_gmt":"2012-03-26T17:44:26","slug":"declaracao-dos-90-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2588","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o dos 90 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>No dia 25 de mar\u00e7o de 1922, trabalhadores brasileiros reuniram-se em Niter\u00f3i.<\/p>\n<p>Eram representantes de v\u00e1rios agrupamentos comunistas que existiam pelo pa\u00eds. Estavam marcados pelos acontecimentos da Revolu\u00e7\u00e3o Russa, pelos movimentos grevistas que agitavam as ruas e f\u00e1bricas, e desejavam lutar para transformar o Brasil. Criaram um Partido para combater a opress\u00e3o e tinham no horizonte a perspectiva do socialismo, como forma de emancipa\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Esse instrumento da classe oper\u00e1ria brasileira floresceu, participou das lutas mais importantes do s\u00e9culo XX, esteve ao lado dos trabalhadores do campo e da cidade nas suas jornadas mais emblem\u00e1ticas, como as revoltas camponesas de Porecat\u00fa, Trombas e Formoso, a greve dos 300 mil em S\u00e3o Paulo em 1953, a campanha O Petr\u00f3leo \u00e9 Nosso, a campanha contra a guerra da Cor\u00e9ia e tantas outras. Mais recentemente, a luta contra a ditadura, a campanha pela anistia e pelas elei\u00e7\u00f5es diretas para presidente, a luta contra as privatiza\u00e7\u00f5es nos anos 90, pelos direitos trabalhistas e previdenci\u00e1rios, por uma reforma agr\u00e1ria radical, por uma verdadeira Comiss\u00e3o da Verdade. Por isso, esse Partido, desde o momento da sua funda\u00e7\u00e3o, foi perseguido pelos pretensos donos do poder, pela oligarquia encastelada no latif\u00fandio e pela burguesia, donas dos meios de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fomos presos, torturados e assassinados, mas continuamos existindo. A nossa bandeira nunca parou de tremular: mesmo sob a persegui\u00e7\u00e3o mais feroz, l\u00e1 est\u00e1vamos nas lutas contra o Estado Novo, nas mobiliza\u00e7\u00f5es contra o nazifascismo. Quando a segunda guerra mundial acabou, sa\u00edmos da ilegalidade a que a burguesia havia nos imposto, com um grande n\u00famero de militantes e forte influ\u00eancia nos movimentos de massa. Nas elei\u00e7\u00f5es de 1945, elegemos uma bancada parlamentar representativa do povo, que defendeu combativamente os interesses dos trabalhadores e as liberdades democr\u00e1ticas, com a presen\u00e7a do senador Luiz Carlos Prestes e de quatorze deputados comunistas.<\/p>\n<p>A nossa presen\u00e7a intelectual e pol\u00edtica deixou marcas indel\u00e9veis na sociedade brasileira. Afinal, na hist\u00f3ria do s\u00e9culo XX, lutaram conosco Graciliano Ramos, Jorge Amado, Oswald de Andrade, Portinari, Di Cavalcanti, Pag\u00fa, M\u00e1rio Lago, Francisco Milani, Rui Fac\u00f3, Monteiro Lobato, Caio Prado Jr., Paulo da Portela, Silas de Oliveira, Alberto Passos Guimar\u00e3es, Nelson Werneck Sodr\u00e9, M\u00e1rio Schenberg, Nise da Silveira, Carlos Drummond de Andrade, Gianfrancesco Guarnieri, Oduvaldo Vianna Filho, Adolfo Lutz, C\u00edcero Dias, Apar\u00edcio Torelly (Bar\u00e3o de Itarar\u00e9), Dias Gomes, Paulo Leminski, Vladimir Herzog, Nelson Pereira dos Santos, Leon Hirszman, Oscar Niemeyer, Jo\u00e3o Saldanha e milhares dos melhores filhos da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Aqueles homens de mar\u00e7o de 1922 deram o primeiro passo de uma longa caminhada da qual temos o orgulho de ser os continuadores, com nossos erros e acertos, com vit\u00f3rias e derrotas, mas sempre construindo os caminhos da transforma\u00e7\u00e3o social e do socialismo.<\/p>\n<p>Hoje, no dia 25 de mar\u00e7o de 2012, os comunistas de todos os estados brasileiros re\u00fanem-se novamente em Niter\u00f3i.<\/p>\n<p>Comemoram os noventa anos do PCB orgulhosos de suas lutas, lembrando, com alegria, a nossa hist\u00f3ria e, com tristeza, as mortes e os desaparecimentos de bravos camaradas, certos da contribui\u00e7\u00e3o do PCB nas lutas dos trabalhadores e do povo, na cultura, nas artes e nos campos de batalhas da solidariedade internacionalista. Saudamos a experi\u00eancia socialista da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, do leste europeu e de Cuba, como de todos aqueles que constru\u00edram, no s\u00e9culo XX, a ousadia de nosso sonho emancipat\u00f3rio e nos legaram como heran\u00e7a os ensinamentos sobre os caminhos que queremos seguir e os erros que devemos evitar.<\/p>\n<p>Nesse momento de rememorar, homenageamos nossos camaradas, como Astrojildo Pereira, Minervino de Oliveira, Oct\u00e1vio Brand\u00e3o, Elisa Branco, David Capistrano, Giocondo Dias, Carlos Marighella, Orlando Bonfim, Hiran Pereira, Lyndolpho Silva, Jo\u00e3o Massena, Roberto Morena, Osvaldo Pacheco, Hor\u00e1cio Macedo, Ana Montenegro, Dinarco Reis, Manoel Fiel Filho, Jos\u00e9 Montenegro de Lima, Paulo Cavalcanti, Greg\u00f3rio Bezerra e nosso hist\u00f3rico camarada Luiz Carlos Prestes, consagrado como o \u201cCavaleiro da Esperan\u00e7a\u201d. Em seus nomes, saudamos todos aqueles que anonimamente constru\u00edram o PCB, este patrim\u00f4nio da hist\u00f3ria brasileira, da luta dos trabalhadores e do movimento comunista internacional.<\/p>\n<p>Assim como em 1922, em 2012 os comunistas brasileiros n\u00e3o se re\u00fanem em Niter\u00f3i apenas para olhar para tr\u00e1s, mas principalmente para analisar o mundo e o Brasil nos dias de hoje, para continuar a luta contra o capitalismo, que est\u00e1 cada vez mais sanguin\u00e1rio e imperialista, como previu L\u00eanin.<\/p>\n<p>O mundo est\u00e1 numa encruzilhada. A crise sist\u00eamica do capitalismo confirma as tend\u00eancias de centraliza\u00e7\u00e3o do capital no plano mundial. A fim de manter seus lucros a todo custo, os capitalistas aprofundam a precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e reduzem cada vez mais os sal\u00e1rios e direitos, ao mesmo tempo em que a a\u00e7\u00e3o do capital, voltada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de novos e amplos contingentes de trabalhadores \u201clivres\u201d para vender barato e de forma prec\u00e1ria a sua for\u00e7a de trabalho, promove um processo crescente de proletariza\u00e7\u00e3o das camadas m\u00e9dias e do campesinato. O capitalismo monopolista, em sua escalada mundial, s\u00f3 faz crescer a concentra\u00e7\u00e3o da riqueza e aumentar a pobreza, ampliando o fosso existente entre propriet\u00e1rios e prolet\u00e1rios.<\/p>\n<p>Na atual conjuntura, o capital se utiliza dos fundos p\u00fablicos para aumentar a sua acumula\u00e7\u00e3o. Governos seguem dando suporte ao grande aparato empresarial, com a transfer\u00eancia de gigantescos recursos financeiros para \u201csalvar\u201d bancos e ind\u00fastrias amea\u00e7adas pelas crises sucessivas. Para isso &#8211; com o respaldo de parlamentos dominados pelos interesses do capital &#8211; imp\u00f5em dr\u00e1sticos cortes or\u00e7ament\u00e1rios nas \u00e1reas sociais e aprofundam a retirada de direitos dos trabalhadores.<\/p>\n<p>A humanidade est\u00e1 amea\u00e7ada. A agress\u00e3o imperialista se manifesta nas guerras de rapina, resultantes da a\u00e7\u00e3o do capital para engendrar um novo ciclo de acumula\u00e7\u00e3o. Para justificar o ataque indiscriminado em favor dos interesses capitalistas, governos e l\u00edderes pol\u00edticos n\u00e3o alinhados ao imperialismo s\u00e3o satanizados, organiza\u00e7\u00f5es populares e movimentos rebeldes s\u00e3o criminalizados. Depois de ocuparem o Iraque e o Afeganist\u00e3o, os Estados Unidos e a OTAN invadiram covardemente a L\u00edbia e agora amea\u00e7am a S\u00edria, o L\u00edbano e o Ir\u00e3. Enquanto isso, Israel segue matando, prendendo e expulsando os palestinos de suas terras. Tais a\u00e7\u00f5es t\u00eam gerado nada al\u00e9m que a destrui\u00e7\u00e3o do planeta, a espolia\u00e7\u00e3o dos povos e a precariza\u00e7\u00e3o da vida em sociedade.<\/p>\n<p>No Brasil, a ordem do capital se mant\u00e9m com o imenso poder da burguesia monopolista associada subalternamente ao imperialismo e coligada aos aliados nacionais da oligarquia e de setores da pequena burguesia. A ordem burguesa transitou da ditadura para uma democracia de fachada, de coopta\u00e7\u00e3o, que exige, para o bom funcionamento da acumula\u00e7\u00e3o de capital, o apassivamento dos trabalhadores, forjado por meio de medidas compensat\u00f3rias, que visam \u00e0 ameniza\u00e7\u00e3o da pobreza absoluta, a medidas de cr\u00e9dito para fomentar o consumismo, ao mesmo tempo em que se intensifica a explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. Retiram-se direitos consagrados e s\u00e3o eternamente adiadas as demandas hist\u00f3ricas daqueles que lutam por moradia, trabalho, terra, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e outras condi\u00e7\u00f5es essenciais da vida. Querem que os trabalhadores acreditem que a \u00fanica possibilidade de seus interesses serem atendidos depende do crescimento da economia capitalista e dos vultosos lucros que da\u00ed derivam.<\/p>\n<p>Mas a arrog\u00e2ncia do capital provoca o acirramento da luta de classes e suscita, em contrapartida, uma intensa mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores em todo o mundo, permitindo que o cen\u00e1rio da hist\u00f3ria se abra para as possibilidades da transforma\u00e7\u00e3o, reatualizando a necessidade da alternativa socialista. Diante das guerras imperialistas, manifestamos nossa irrestrita solidariedade aos povos espoliados e agredidos, pautando-nos sempre no internacionalismo prolet\u00e1rio. Neste mesmo sentido, apoiamos a resist\u00eancia dos povos em luta e a insurg\u00eancia em algumas regi\u00f5es, a exemplo da Col\u00f4mbia, como forma de resist\u00eancia para impedir o avan\u00e7o do imperialismo estadunidense e as a\u00e7\u00f5es criminosas do governo narcoterrorista. \u00c9 preciso fortalecer a bandeira do socialismo na Am\u00e9rica Latina, para fazer avan\u00e7ar as lutas populares e impedir que as garras sangrentas do imperialismo continuem a se estender pelo continente.<\/p>\n<p>Em nome dos nossos 90 anos de luta, das nossas vit\u00f3rias e derrotas, com a legitimidade que conquistamos, inclusive pelos erros cometidos, podemos afirmar com convic\u00e7\u00e3o: n\u00e3o ser\u00e1 com o desenvolvimento do capitalismo, seja ele de que tipo for, que nossos problemas hist\u00f3ricos se resolver\u00e3o, pois sabemos que, quanto mais tivermos capitalismo, pior ser\u00e1 para o presente e o futuro da humanidade. Portanto, n\u00e3o ser\u00e1 por meio de alian\u00e7as esp\u00farias com os exploradores que se acabar\u00e1 com a explora\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Aqueles que lutam hoje por nossas bandeiras, as bandeiras pelas quais gera\u00e7\u00f5es de brasileiros lutaram, sabem que chegou o momento de dizer basta! N\u00e3o mais pactos para o capital crescer sua acumula\u00e7\u00e3o, na esperan\u00e7a da obten\u00e7\u00e3o de migalhas! N\u00e3o mais alian\u00e7as com a classe que se apodera dos meios sociais de produ\u00e7\u00e3o da vida e, atrav\u00e9s disso, da riqueza socialmente constru\u00edda por n\u00f3s. N\u00e3o mais plantar e n\u00e3o ter o que comer; n\u00e3o mais produzir a riqueza que nos faz pobres, n\u00e3o mais sangue e sacrif\u00edcio para que os capitalistas saiam de suas crises; n\u00e3o mais o trabalho de muitos se transformando na riqueza e poder de poucos.<\/p>\n<p>Que se devolva \u00e0 humanidade trabalhadora o que a ela pertencem: os meios sociais de produ\u00e7\u00e3o e de reprodu\u00e7\u00e3o da vida. N\u00f3s, trabalhadores, resolveremos nossos problemas, emancipando a humanidade, ao nos livrarmos desta chaga hist\u00f3rica que \u00e9 o capitalismo. \u00c9 hora de os trabalhadores do campo e da cidade, estudantes e todos aqueles que n\u00e3o se acovardaram, n\u00e3o se renderam nem se venderam \u00e0 ordem do capital se levantarem para dizer que existe uma alternativa para uma humanidade unida, emancipada e solid\u00e1ria. Esta alternativa \u00e9 o socialismo, como transi\u00e7\u00e3o capaz de gerar as condi\u00e7\u00f5es que nos permita superar a sociedade de classes e iniciar a constru\u00e7\u00e3o do comunismo, a verdadeira hist\u00f3ria da humanidade libertada de suas cis\u00f5es de classe e de todas as formas que colocam os seres humanos uns contra os outros.<\/p>\n<p>N\u00f3s, comunistas brasileiros, nascemos h\u00e1 90 anos \u00e0 luz da Revolu\u00e7\u00e3o Russa e sua grande esperan\u00e7a de mudar o mundo. Guardamos esta luz, acalentamos esta mesma esperan\u00e7a e a vivificamos com nossa luta e o sangue dos que se foram para, agora, mais do que nunca, reafirmar: para salvar a humanidade \u00e9 necess\u00e1rio superar a ordem capitalista e o mundo burgu\u00eas, e o caminho desta supera\u00e7\u00e3o \u00e9 a Revolu\u00e7\u00e3o Socialista.<\/p>\n<p>Contra a ordem capitalista e a hegemonia burguesa, \u00e9 preciso construir o Poder Popular e a contra-hegemonia dos trabalhadores. Devemos ampliar e aprofundar as a\u00e7\u00f5es no plano t\u00e1tico voltadas para o fortalecimento da organiza\u00e7\u00e3o e da consci\u00eancia de classe dos trabalhadores, com vistas \u00e0 correta ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os pol\u00edticos, no sentido da constru\u00e7\u00e3o e aprofundamento dos mecanismos necess\u00e1rios ao desenvolvimento da luta contra-hegem\u00f4nica. \u00c9 tarefa premente o fortalecimento de nossa atua\u00e7\u00e3o no plano das lutas sindicais e da juventude, na organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores do campo, das mulheres, dos negros e demais movimentos populares, assim como a den\u00fancia cotidiana do capitalismo e a divulga\u00e7\u00e3o das ideias socialistas e comunistas.<\/p>\n<p>Com a Unidade Classista, levantemos as bandeiras por mais direitos e melhores sal\u00e1rios, pela reestatiza\u00e7\u00e3o de empresas estrat\u00e9gicas com a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores na sua gest\u00e3o, pela redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho para todos sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio, contra a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho e a privatiza\u00e7\u00e3o da previd\u00eancia, em defesa da sa\u00fade p\u00fablica e contra as demiss\u00f5es. Vamos fortalecer e ampliar a Intersindical, na perspectiva da constru\u00e7\u00e3o efetiva de uma organiza\u00e7\u00e3o sindical classista em \u00e2mbito nacional.<\/p>\n<p>Com a UJC, lutemos em prol da Universidade Popular e por uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica emancipadora e de qualidade. Busquemos contribuir para a organiza\u00e7\u00e3o dos jovens trabalhadores e dos marginalizados pelo sistema capitalista, que apresentam um enorme potencial de expressar a contracultura, contestar a ordem e fomentar a rebeldia. Com os Coletivos Ana Montenegro e Minervino de Oliveira, participemos das lutas contra a superexplora\u00e7\u00e3o das mulheres e dos negros impostas pelo capital e a favor de suas demandas sociais espec\u00edficas, contra a discrimina\u00e7\u00e3o sexual e o racismo. Com os intelectuais, artistas, homens e mulheres da ci\u00eancia e da cultura, estreitemos nosso compromisso com a mais ampla e irrestrita liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento, resgatando nossas tradi\u00e7\u00f5es de luta por uma cultura democr\u00e1tica e popular, revolucion\u00e1ria, em contraponto \u00e0 forma capitalista, que tudo transforma em mercadoria.<\/p>\n<p>Com os movimentos e organiza\u00e7\u00f5es populares da cidade e do campo, atuemos decididamente contra a privatiza\u00e7\u00e3o e o sucateamento dos sistemas p\u00fablicos de transportes, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, em defesa da seguridade social solid\u00e1ria e da moradia digna, contra a destrui\u00e7\u00e3o ambiental, pela reforma agr\u00e1ria radical, jamais perdendo de vista que a emancipa\u00e7\u00e3o de toda a humanidade somente vir\u00e1 com o fim da propriedade privada, a destrui\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es capitalistas e a edifica\u00e7\u00e3o da sociedade socialista.<\/p>\n<p>Com os povos de todo o mundo, dediquemo-nos \u00e0 solidariedade internacionalista, juntando nossas vozes aos trabalhadores em greve na Europa e nos Estados Unidos, \u00e0s popula\u00e7\u00f5es atacadas pelo imperialismo no Oriente M\u00e9dio e na \u00c1frica, aos movimentos populares da Am\u00e9rica Latina e, em especial a Cuba Socialista, a seu governo e ao Partido Comunista Cubano, tal como fazemos h\u00e1 mais de 50 anos.<\/p>\n<p>O PCB est\u00e1 e sempre estar\u00e1 presente e ativo em todos os espa\u00e7os de luta, tra\u00e7ando, desde agora, o caminho da Revolu\u00e7\u00e3o Socialista no Brasil. Queremos construir, com todos aqueles que lutam por transforma\u00e7\u00f5es radicais da sociedade, uma frente anticapitalista e anti-imperialista, com a perspectiva de movimentar o bloco revolucion\u00e1rio do proletariado. Para aqueles que ousam ser os protagonistas do presente e do futuro, para a classe trabalhadora, \u00fanico sujeito capaz de realizar esta transforma\u00e7\u00e3o radical, oferecemos nossos bra\u00e7os camaradas.<\/p>\n<p>Somos combatentes, somos convictos de nossos ideais, somos marxistas, queremos ser seres humanos integrais em uma humanidade emancipada, somos internacionalistas, somos anticapitalistas.<\/p>\n<p>Em uma frase: fomos, somos e seremos comunistas. Somos o Partido Comunista Brasileiro, somos o PCB!<\/p>\n<p>Viva a nossa reconstru\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria!<\/p>\n<p>Viva a classe trabalhadora!<\/p>\n<p>Viva o Socialismo!<\/p>\n<p>Viva os 90 anos de luta do PCB!<\/p>\n<p>Comit\u00ea Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB).<\/p>\n<p>Niter\u00f3i, 25 de mar\u00e7o de 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Roberto Arrais\n\n\n\n\n\n\n\n\nNota Pol\u00edtica do PCB\n(Pleno do Comit\u00ea Central \u2013 Niter\u00f3i, 25 de mar\u00e7o de 2012)\nViva os 90 anos do PCB!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2588\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-2588","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c25-notas-politicas-do-pcb"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-FK","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2588","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2588"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2588\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2588"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2588"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2588"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}