{"id":25956,"date":"2020-08-09T01:11:36","date_gmt":"2020-08-09T04:11:36","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=25956"},"modified":"2020-08-14T09:48:05","modified_gmt":"2020-08-14T12:48:05","slug":"a-educacao-superior-publica-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25956","title":{"rendered":"A educa\u00e7\u00e3o superior p\u00fablica na pandemia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/appsindicato.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/sala-aula-vazia-foto-aen.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Foto: AEN<\/p>\n<p>V\u00e1rias inquieta\u00e7\u00f5es\/indaga\u00e7\u00f5es e uma \u00fanica certeza<\/p>\n<p>Kathiu\u00e7a Bertollo<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 possibilidade de humaniza\u00e7\u00e3o do capitalismo nem de qualquer rela\u00e7\u00e3o que o estruture. Assim, \u00e9 preciso pautar e construir a necessidade de sua supera\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 a \u00fanica certeza poss\u00edvel \u00e0 classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Dentre as v\u00e1rias inquieta\u00e7\u00f5es\/indaga\u00e7\u00f5es e quest\u00f5es que perpassam o tempo presente, aponto uma que considero central: O que deixaremos para as gera\u00e7\u00f5es futuras?<\/p>\n<p>Colocada essa grande inquieta\u00e7\u00e3o\/indaga\u00e7\u00e3o, assim como a \u00fanica certeza no sentido de garantia da nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia enquanto g\u00eanero humano, \u00e9 fundamental entendermos que \u201cos homens fazem a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria; contudo, n\u00e3o a fazem de livre e espont\u00e2nea vontade, pois n\u00e3o s\u00e3o eles quem escolhem as circunst\u00e2ncias sob as quais ela \u00e9 feita, mas estas lhes foram transmitidas assim como se encontram\u201d. (Marx, 2011, p.25)<\/p>\n<p>Essa cl\u00e1ssica afirma\u00e7\u00e3o remete a assumir a hist\u00f3ria como fundamento, o que implica em pensar um \u2018de onde para onde\u2019, remete ainda \u00e0 exist\u00eancia da luta de classes (MARX, ENGELS, 2008), o que implica em considerar a realidade, que neste in\u00edcio de s\u00e9culo XXI \u00e9 permeada pelos antagonismos cada vez mais agravados entre as classes sociais fundamentais (burguesia e proletariado) e por uma pandemia que assola o mundo inteiro.<\/p>\n<p>Nesse sentido, entendemos e localizamos a pandemia de COVID-19 como mais um elemento que explicita o estado de putrefa\u00e7\u00e3o deste sistema econ\u00f4mico-produtivo e de rela\u00e7\u00f5es sociais pautado na compra e venda da for\u00e7a de trabalho, na explora\u00e7\u00e3o de trabalhadores e trabalhadoras e na propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o, ou seja, \u00e9 mais um elemento, e que as agrava, das crises estrutural e c\u00edclicas do capital.<\/p>\n<p>O informe especial COVID-19, n.05 da CEPAL, publicado em 15 de julho, afirma que \u201cLa econom\u00eda mundial experimentar\u00e1 su mayor ca\u00edda desde la Segunda Guerra Mundial y el producto interno bruto (PIB) per c\u00e1pita disminuir\u00e1 en el 90% de los pa\u00edses, en un proceso sincr\u00f3nico sin precedentes.\u201d (p.01) [&#8230;] \u201cEn 2020, el PIB mundial se reducir\u00e1 un 5,2%.\u201d (p.01) [&#8230;] \u201cEl valor de las exportaciones regionales [Am\u00e9rica Latina y el Caribe] caer\u00eda cerca de un 23%, con una disminuci\u00f3n de los precios del 11% y una contracci\u00f3n del volumen del 12%, debido principalmente a la agudizaci\u00f3n de la contracci\u00f3n de la demanda mundial.\u201d (p. 04) [&#8230;] \u201cLa producci\u00f3n industrial en M\u00e9xico cay\u00f3 un 29,3% interanual en abril, mientras que la actividad total de la econom\u00eda en el mismo per\u00edodo disminuy\u00f3 un 26,4% en la Argentina, un 15,1% en el Brasil, un 14,1% en Chile, un 20,1% en Colombia y un 40,5% en el Per\u00fa.\u201d (p.09) [&#8230;] \u201cSobre la base de estimaciones de los efectos de los procesos en curso, la CEPAL proyecta, para el conjunto de la regi\u00f3n, una ca\u00edda promedio del PIB del 9,1% en 2020, con disminuciones del 9,4% en Am\u00e9rica del Sur, el 8,4% en Centroam\u00e9rica y M\u00e9xico, y el 7,9% en el Caribe, sin incluir Guyana, cuyo fuerte crecimiento lleva el total subregional a una ca\u00edda del 5,4%.\u201d (p.09) [&#8230;] \u201cla ca\u00edda de la actividad econ\u00f3mica redundar\u00e1 en que, al cierre de 2020, el nivel del PIB per c\u00e1pita de Am\u00e9rica Latina y el Caribe sea similar al observado en 2010\u201d (p.10) \u201cse espera que la tasa de desocupaci\u00f3n regional se ubique en alrededor del 13,5% al cierre de 2020\u201d (p.10) [&#8230;] \u201cel n\u00famero de desocupados llegar\u00eda a 44,1 millones de personas, lo que representa un aumento cercano a 18 millones con respecto al nivel de 2019 (26,1 millones de desocupados).\u201d (p.10) [&#8230;] \u201cLa CEPAL proyecta que el n\u00famero de personas en situaci\u00f3n de pobreza se incrementar\u00e1 en 45,4 millones en 2020, con lo que el total de personas en situaci\u00f3n de pobreza pasar\u00eda de 185,5 millones en 2019 a 230,9 millones en 2020, cifra que representa el 37,3% de la poblaci\u00f3n latinoamericana. Dentro de este grupo, el n\u00famero de personas en situaci\u00f3n de pobreza extrema se incrementar\u00eda en 28,5 millones, pasando de 67,7 millones de personas en 2019 a 96,2 millones de personas en 2020, cifra que equivale al 15,5% del total de la poblaci\u00f3n.\u201d (p.10-11).<\/p>\n<p>A pandemia explicitou atrav\u00e9s da contamina\u00e7\u00e3o, adoecimento e mortes em massa por uma doen\u00e7a ainda sem cura, que nesta sociabilidade nossas vidas n\u00e3o importam, que somos descart\u00e1veis. Isso, num contexto de aus\u00eancia de um mais elevado n\u00edvel de \u2018consci\u00eancia de classe\u2019 apenas demonstra que a indiferen\u00e7a e a busca por resolu\u00e7\u00f5es individuais, imediatistas, fragmentadas e reformistas \u00e9 o que domina os \u00e2mbitos e rela\u00e7\u00f5es constitu\u00eddas, seja as familiares ou institucionais.<\/p>\n<p>Considerando este panorama, outra inquieta\u00e7\u00e3o\/indaga\u00e7\u00e3o surge: como seria poss\u00edvel pautar o \u2018reconhecimento humano gen\u00e9rico\u2019 como princ\u00edpio \u00e9tico de organiza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es e da operacionaliza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o superior p\u00fablica neste contexto de pandemia? Primeiramente, \u00e9 preciso reconhecer o que se p\u00f5e como princ\u00edpio que fundamenta hegemonicamente as quest\u00f5es nesse \u00e2mbito e tempo hist\u00f3rico, ou seja, o projeto do capital para a Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma mercadoria altamente rent\u00e1vel. Assim como a sa\u00fade e a previd\u00eancia social. A possibilidade da oferta privada destas que s\u00e3o tamb\u00e9m pol\u00edticas sociais p\u00fablicas, isto \u00e9, que comp\u00f5em o sistema de direitos e de seguridade social brasileiro garantido na CF\/88 se d\u00e1 nessa mesma legisla\u00e7\u00e3o e nas Leis Org\u00e2nicas promulgadas posteriormente. Nestas legisla\u00e7\u00f5es espec\u00edficas fica expl\u00edcita a possibilidade de o mercado ofertar tais \u00e2mbitos enquanto mercadoria a ser comprada por aqueles que podem pagar, quanto aos demais o Estado se encarregaria de garantir algum acesso. Situa\u00e7\u00e3o que se p\u00f5e de forma muito paradoxal, pois a previd\u00eancia social \u00e9 concebida e organizada a partir da l\u00f3gica do seguro, ou seja, paga-se\/contribui-se para posteriormente usufruir algum de seus benef\u00edcios. A sa\u00fade \u00e9 de acesso universal, por\u00e9m, pelo n\u00e3o investimento e estrutura\u00e7\u00e3o do sistema p\u00fablico (SUS), o que se p\u00f5e \u00e9 a oferta e a ades\u00e3o massiva aos planos privados de sa\u00fade. A educa\u00e7\u00e3o \u00e9, podemos dizer, parcialmente universal. Garante-se, inclusive por legisla\u00e7\u00f5es como o Estatuto da Crian\u00e7a e Adolescente (ECA), o acesso at\u00e9 uma faixa de ensino; ap\u00f3s, essa garantia n\u00e3o \u00e9 mais para todas e todos, \u00e9 para aquelas e aqueles que conseguirem se inserir atrav\u00e9s de formas de acesso como o vestibular ou o ENEM-SISU e conseguirem se manter na institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estas premissas de organiza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas sociais p\u00fablicas, consequentemente do Estado brasileiro ao que se refere ao atendimento das demandas leg\u00edtimas da popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentadas e organizadas a partir da l\u00f3gica de capitalismo dependente e subordinado \u00e0s economias centrais, e pelo ide\u00e1rio neoliberal, que adentra o Estado brasileiro muito fortemente no mesmo per\u00edodo em que o pa\u00eds vivencia o contexto ditatorial, por meio da aceita\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o subordinada \u00e0s na\u00e7\u00f5es imperialistas, especialmente aos EUA, que se apresenta tamb\u00e9m no processo de democratiza\u00e7\u00e3o popular quando da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, legisla\u00e7\u00e3o que traz avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior, mas que n\u00e3o rompe em absoluto com as premissas que organizavam tal contexto, e que se agrava ainda mais ao longo das d\u00e9cadas posteriores, 1990 com os governos Collor e FHC, 2000 com os governos petistas, 2010 com os governos petistas e a ruptura do pacto entre classes que permitiu a chegada ao poder, culminando com a op\u00e7\u00e3o ultraliberal do governo Temer e do atual governo protofascista sob o comando de Bolsonaro.<\/p>\n<p>Nesse sentido, acerca da pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 relevante mencionar que passados 1 ano e 7 meses do (des)governo Bolsonaro, j\u00e1 foram quatro os ministros de educa\u00e7\u00e3o. Todos portando e assumindo refer\u00eancias ideol\u00f3gicas que em nada se aproximam da l\u00f3gica de educa\u00e7\u00e3o enquanto direito social. Conv\u00e9m ressaltar ainda, que para garantir certa legitimidade na continuidade do (des)governo Bolsonaro o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 cobi\u00e7ado pelas diferentes for\u00e7as que comp\u00f5em ou que podem rachar com o governo, pois \u00e9 uma pasta que movimenta um expressivo montante financeiro, sempre em disputa, como vivenciamos a poucos dias com a quest\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do FUNDEB. A resultante \u00faltima desta correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as \u00e9 que recentemente assumiu o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o mais um perfil despreparado e equivocado para tal empreitada. Um pastor, que j\u00e1 manifestou publicamente posi\u00e7\u00f5es e concep\u00e7\u00f5es que n\u00e3o o legitimam para a pasta e cargo.<\/p>\n<p>Disso resulta e se agrava cada vez mais uma grande disputa no seio da educa\u00e7\u00e3o: se colocar e assumir uma perspectiva ampla e generalista de forma\u00e7\u00e3o humana ou se voltar para a forma\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho, reduzir-se \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra minimamente qualificada?<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o terci\u00e1ria voltada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o continuada, ao treinamento profissional para atender \u00e0s requisi\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho \u00e9 o que prepondera no ensino superior, seja via cursos cuja pr\u00f3pria nomenclatura porta o termo \u201ct\u00e9cnico\u201d ou daqueles que n\u00e3o portam essa especifica\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3prios nomes. Essa op\u00e7\u00e3o se fundamenta fortemente no aligeiramento da forma\u00e7\u00e3o, na flexibiliza\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados e curr\u00edculos, e na pr\u00f3pria modalidade em que o conte\u00fado \u00e9 repassado aos discentes.<\/p>\n<p>Nesse sentido o Ead cumpre um papel emblem\u00e1tico: o de garantir certifica\u00e7\u00e3o em larga escala, formar minimamente grande parcela da popula\u00e7\u00e3o, consequentemente, contribui para o aumento da concorr\u00eancia entre a pr\u00f3pria classe trabalhadora quando da busca por inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e para o rebaixamento salarial. Queremos dizer que ofertar um m\u00ednimo acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de forma flexibilizada e precarizada n\u00e3o se inscreve na defesa que fazemos do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o para forma\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es de profissionais, pelo contr\u00e1rio, est\u00e1 em via oposta \u00e0quilo que defendemos para as futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tal contexto de amplia\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio do capital sobre a educa\u00e7\u00e3o comprova ser ing\u00eanuo considerar esta modalidade de ensino, a partir da sua generaliza\u00e7\u00e3o prioritariamente pela via do mercado, como uma alternativa exitosa de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o pela classe trabalhadora. \u00c9 facilmente desmontada qualquer refer\u00eancia estruturalmente positiva a essa forma superficial e parcial de entendimento e operacionaliza\u00e7\u00e3o de modalidade de ensino quando olhamos para os \u00edndices altamente lucrativos dos grandes conglomerados que a ofertam de modo massivo, quando percebidas as lacunas na forma\u00e7\u00e3o dos discentes tais como: aus\u00eancia de participa\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00f5es extensionistas e de pesquisa, forma\u00e7\u00e3o a partir de cartilhas \u2013 compilados de conte\u00fado e n\u00e3o atrav\u00e9s de livros, artigos cient\u00edficos, de leituras diretamente nas fontes dos conte\u00fados, falsifica\u00e7\u00e3o e\/ou tentativas de burlar os per\u00edodos, cargas hor\u00e1rias e documenta\u00e7\u00f5es de est\u00e1gio, dentre outras situa\u00e7\u00f5es recorrentes e que s\u00e3o denunciadas por entidades representativas das profiss\u00f5es, por exemplo.<\/p>\n<p>Neste in\u00f3spito contexto, tamb\u00e9m consideramos ing\u00eanuo acreditar que o Ensino Remoto assumido de maneira ampla e imediatista pelas Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (IES) p\u00fablicas em tempos de pandemia pode ser democr\u00e1tico, n\u00e3o excludente e n\u00e3o seletivo. \u00c9 imposs\u00edvel qualquer democratiza\u00e7\u00e3o de acesso e de inclus\u00e3o digital sem maiores e profundas transforma\u00e7\u00f5es das pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es de ensino, isto \u00e9, sem se pautar e ampliar o financiamento da pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, sem se pautar que o ensino superior \u201cuniversit\u00e1rio ou t\u00e9cnico\u201d n\u00e3o pode ser reduzido apenas \u00e0 perspectiva de ensino via repasse de conte\u00fado em disciplinas que podem \u2018ser facilmente modificadas\u2019, e em um contexto t\u00e3o adverso como este da pandemia, se transformar de \u2018presencial para remoto pela simples permiss\u00e3o institucional\u2019, isto \u00e9, atrav\u00e9s de pactua\u00e7\u00f5es pelo alto, pela modifica\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o vigentes e pelo restrito aspecto democr\u00e1tico que editais portam em seus crit\u00e9rios de acesso.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m ressaltar que esta permiss\u00e3o institucional de operacionalizar e ofertar o ensino remoto em tempos de pandemia parte primeiramente do MEC, parte do governo Bolsonaro. Cont\u00e9m as premissas de um governo negacionista, que difunde a imbeciliza\u00e7\u00e3o como algo valoroso, antici\u00eancia! Como isso pode ser compreendido e aceito pelos \u00f3rg\u00e3os gestores, colegiados e pela comunidade acad\u00eamica das IES enquanto sin\u00f4nimo de inclus\u00e3o, de preocupa\u00e7\u00e3o com a forma\u00e7\u00e3o dos estudantes brasileiros, de preocupa\u00e7\u00e3o com a categoria docente e de cumprimento aos direitos conquistados historicamente pela categoria? Repita-se: tudo isso ocorrendo em meio a uma pandemia!<\/p>\n<p>\u00c9 explicito que a aceita\u00e7\u00e3o \u2013 ing\u00eanua\/rom\u00e2ntica, bem como a posicionada\/alinhada \u2013 a esta \u2018alternativa do capital para a educa\u00e7\u00e3o em tempos de pandemia\u2019 atende a um grande interesse e objetivo dos seus expoentes (conglomerados do ensino privado, do EAD) e do (des)governo em vig\u00eancia: fragmentar a categoria docente, suas bandeiras de lutas e seus direitos trabalhistas, fragmentar a constru\u00e7\u00e3o articulada de pautas entre docentes e discentes, e em \u00faltima inst\u00e2ncia, o desmonte da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e o repasse deste lucrativo \u00e2mbito \u00e0 iniciativa privada.<\/p>\n<p>Ser contr\u00e1rio \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o do Ensino Remoto, tenha ele tomado qualquer que seja dos v\u00e1rios \u2018apelidos\u2019 a ele dados nas diferentes IES pa\u00eds afora, significa defender o ensino presencial, de qualidade, aquele feito a partir da direta intera\u00e7\u00e3o entre docente e discentes, nos espa\u00e7os prop\u00edcio para tanto: as universidades, os institutos federais, os CEFETs, os centros de ensino, as escolas, seja nas salas de aula, nos laborat\u00f3rios, nas bibliotecas, nas excurs\u00f5es curriculares, nas visitas institucionais, nas idas a campo, nas a\u00e7\u00f5es extensionistas, nos grupos de estudos, dentre outros. Significa n\u00e3o aceitar, como a \u00fanica alternativa poss\u00edvel de ser realizada e acontecer em tempos de pandemia, dar aulas em lugares improvisados dentro na pr\u00f3pria casa da e do docente, em lugares com din\u00e2mica privada-familiar de funcionamento, sem condi\u00e7\u00f5es objetivas-materiais e subjetivas-profissionais. Significa n\u00e3o aceitar a precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de operacionalizar o trabalho docente e acima de tudo significa reconhecer que essas situa\u00e7\u00f5es \u00e1rduas se p\u00f5em tamb\u00e9m, e com muita express\u00e3o, no cotidiano e vida dos e das estudantes, e que ao desconsider\u00e1-las, se aceita a exclus\u00e3o destes e destas do ensino p\u00fablico, direito social.<\/p>\n<p>Assumir esse entendimento e posi\u00e7\u00e3o faz cair por terra outro argumento utilizado pelos defensores dessa sa\u00edda imediatista, o de que as e os docentes devem deixar de serem arcaicos e passarem a ser criativos e utilizarem tecnologia para o desenvolvimento de suas aulas. Definitivamente este \u00e9 um argumento superficial e equivocado, que apenas contribui para fragmentar a categoria. N\u00e3o se trata de nega\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias na doc\u00eancia, afinal estas comp\u00f5em o que entendemos e denominamos como desenvolvimento das for\u00e7as produtivas pelo g\u00eanero humano e que deve ser apropriada pela ampla maioria, n\u00e3o apenas aos que podem comprar estas que se configuram em mercadoria nesta sociabilidade em que vivemos.<\/p>\n<p>Se trata sim, de entender o que est\u00e1 por tr\u00e1s dessa generaliza\u00e7\u00e3o via Ensino Remoto, se trata de pautar a quest\u00e3o das grandes corpora\u00e7\u00f5es de tecnologia, informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, e da apropria\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e de dados pessoais e institucionais, situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 ocorrendo sem maiores questionamentos e reflex\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os gestores da IES e do pr\u00f3prio corpo docente e estudantil. De modo mais aprofundado isso se trata de apropria\u00e7\u00e3o indevida de saberes e conhecimentos que s\u00e3o desenvolvidos nos espa\u00e7os p\u00fablicos e que podem ser apropriados indevidamente pelo capital. Isso remete ainda \u00e0 quest\u00e3o da seguran\u00e7a e da autonomia docente e discente quanto ao desempenho de suas fun\u00e7\u00f5es, especialmente a de liberdade de c\u00e1tedra, liberdade de pensamento, preserva\u00e7\u00e3o do pluralismo de ideias no \u00e2mbito do ensino superior p\u00fablico.<\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o podemos desconsiderar o atual contexto de ofensiva e de desmonte dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da educa\u00e7\u00e3o. Nas IES j\u00e1 h\u00e1 03 regimes de previd\u00eancia distintos em vig\u00eancia. Isso significa que foram 03 ataques e perdas da categoria docente quanto aos direitos trabalhistas\/previdenci\u00e1rios. N\u00e3o podemos desconsiderar a condi\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados, condi\u00e7\u00e3o cada vez mais ampliada dentro da IES e que \u00e9 requisitada para o cumprimento de atividades relevant\u00edssimas, tais como limpeza, seguran\u00e7a, alimenta\u00e7\u00e3o, etc. Essas quest\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o despretensiosas ou menos importantes, s\u00e3o parte do processo em pleno avan\u00e7o de destrui\u00e7\u00e3o das carreiras docentes e diante disso precisamos atentar ao que est\u00e1 sendo denominado como \u201cnova normalidade de trabalho p\u00f3s pandemia\u201d.<\/p>\n<p>Queremos dizer que n\u00e3o voltaremos \u00e0quela normalidade de trabalho antes da pandemia, que j\u00e1 era prec\u00e1ria e que j\u00e1 v\u00ednhamos denunciando e lutando contra as incessantes e recorrentes perdas de direitos, uma vez que as condi\u00e7\u00f5es para tanto foram sucumbidas e n\u00e3o haver\u00e1 um amplo e qualificado processo de reorganiza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es laborais por parte dos empregadores no sentido de manter \u00e0quela normalidade nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho, ou seja, o que se p\u00f5e no horizonte imediato \u00e9 o acirramento da barb\u00e1rie capitalista. O trabalho remoto\/home office est\u00e1 se colocando como uma realidade no p\u00f3s pandemia. V\u00e1rias empresas j\u00e1 est\u00e3o implantando de modo definitivo essa modalidade de trabalho, pois perceberam que \u2018reduz custos\u2019 e que est\u00e1 sendo \u2018passivamente aceita pela classe trabalhadora\u2019 a fim de se manter inserida no mercado de trabalho, num pa\u00eds em que os \u00edndices de desemprego aumentam a cada dia.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos deixar isso acontecer e se enraizar no \u00e2mbito do ensino superior p\u00fablico, pois o objetivo do (des)governo tamb\u00e9m \u00e9 \u2018reduzir custos\u2019, ou seja, cumprir o esperado pelo capital e retirar condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de o trabalho acontecer, de prote\u00e7\u00e3o ao trabalhador e \u00e0 trabalhadora, garantir o super\u00e1vit prim\u00e1rio, o cumprimento da EC 95, o pagamento dos juros e amortiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica, e n\u00e3o os direitos, demandas e interesses da classe trabalhadora. Essa perspectiva j\u00e1 foi anunciada pela (des)governo federal no dia 30 de julho: \u201cCom a pandemia do novo coronav\u00edrus, segundo a pasta [Minist\u00e9rio da Economia], quase dois ter\u00e7os da for\u00e7a de trabalho do Executivo federal passaram a atuar em casa. O governo diz ter economizado mais de R$ 360 milh\u00f5es nos \u00faltimos quatro meses, gra\u00e7as ao home office. [&#8230;] O n\u00famero \u00e9 impulsionado pelo fato de institui\u00e7\u00f5es de ensino federais, como as universidades, estarem fechadas. [&#8230;] o teletrabalho n\u00e3o ser\u00e1 mais tratado como um &#8220;procedimento de exce\u00e7\u00e3o, feito de forma excepcional&#8221;. [&#8230;] &#8220;Com o teletrabalho, poderemos ter mais produtividade e reduzir custos. A experi\u00eancia do trabalho remoto for\u00e7ado, por causa da pandemia do novo coronav\u00edrus, nos mostrou que isso \u00e9 poss\u00edvel&#8221; [&#8230;] De acordo com dados oficiais, houve uma economia de R$ 270 milh\u00f5es entre abril e junho com despesas com di\u00e1rias e passagens, al\u00e9m de mais R$ 93 milh\u00f5es, entre mar\u00e7o e maio de 2020, com a redu\u00e7\u00e3o de outras despesas \u2013 adicional de insalubridade, de irradia\u00e7\u00e3o ionizante, periculosidade, servi\u00e7o extraordin\u00e1rio, adicional noturno e aux\u00edlio transporte. [&#8230;] despesas com internet, energia el\u00e9trica, telefone e outras semelhantes s\u00e3o de responsabilidade do participante que optar pela modalidade de teletrabalho.\u201d (MARTELLO, 2020).<\/p>\n<p>Essa ofensiva que se dar\u00e1 aos trabalhadores \u00e9 parte do cen\u00e1rio de recess\u00e3o mundial que j\u00e1 vinha se impondo e que com a pandemia se agravou. O contexto laboral da classe trabalhadora brasileira ap\u00f3s quatro meses de reconhecimento dessa situa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds e, diga-se, de respostas p\u00edfias ou de falta de respostas \u00e0s suas express\u00f5es no mercado de trabalho brasileiro por parte dos governos federal, estaduais e municipais em muito se agravou. Segundo dados da 15\u00aa edi\u00e7\u00e3o do boletim Emprego em Pauta do DIEESE, publicado em 21\/07\/2020, no pa\u00eds somam-se 18,5 milh\u00f5es de brasileiros que n\u00e3o trabalharam e n\u00e3o procuraram ocupa\u00e7\u00e3o, 19 milh\u00f5es de pessoas foram afastadas do trabalho e 30 milh\u00f5es tiveram alguma redu\u00e7\u00e3o de renda. J\u00e1 para os do andar de cima, ou seja, as classes dominantes, os \u00edndices s\u00e3o outros, muito favor\u00e1veis. Segundo relat\u00f3rio publicado pela OXFAM no dia 27 de julho, \u201ca fortuna de 73 bilion\u00e1rios das duas regi\u00f5es [Am\u00e9rica Latina e Caribe] aumentou US$ 48,2 bilh\u00f5es entre mar\u00e7o e meados de julho \u2014 uma alta de 17%. No seleto grupo de mais ricos, 42 est\u00e3o no Brasil. De acordo com a ONG, o patrim\u00f4nio dos bilion\u00e1rios brasileiros cresceu US$ 34 bilh\u00f5es no per\u00edodo, para US$ 157,1 bilh\u00f5es.\u201d (MARTINS, 2020). Diante disso, qual a sa\u00edda que se p\u00f5e a n\u00f3s trabalhadores e trabalhadoras se n\u00e3o a luta e organiza\u00e7\u00e3o coletiva?<\/p>\n<p>Outra das v\u00e1rias quest\u00f5es urgentes e importantes de serem pautadas e constru\u00eddas coletivamente diz respeito \u00e0 volta das atividades presenciais nas IES. H\u00e1 diferentes posi\u00e7\u00f5es: alguns consideram que isso n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel t\u00e3o cedo, outros consideram ser poss\u00edvel j\u00e1 no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano ou antes. A realidade \u00e9 din\u00e2mica, a cada dia temos um cen\u00e1rio diferente, diga-se, mais agravado, ent\u00e3o consideramos que n\u00e3o cabe maiores especula\u00e7\u00f5es sobre quando a volta se dar\u00e1. H\u00e1 v\u00e1rios elementos que precisam ser considerados, tais quais: a exist\u00eancia de vacina com efici\u00eancia comprovada, o fato de algumas IES j\u00e1 terem replanejado suas a\u00e7\u00f5es de modo remoto at\u00e9 o final de 2020, etc.<\/p>\n<p>O que \u00e9 relevante pautar desde j\u00e1, considerando que esse retorno pode se dar em m\u00e9dio ou a longo prazo, \u00e9 a estrutura necess\u00e1ria para um retorno seguro, mesmo ap\u00f3s termos uma vacina. \u00c9 fundamental problematizarmos que dar e ter aulas em cont\u00eaineres nunca foi algo estruturalmente adequado, que salas de aula superlotadas e com pouqu\u00edssima ventila\u00e7\u00e3o e sem ventiladores ou ar-condicionado nunca foi adequado, dentre outras situa\u00e7\u00f5es que a \u201cvelha normalidade\u201d nos obrigava a suportar e a conviver. Sem falar da falta de estrutura\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios, bibliotecas, etc, no sentido de atender condignamente a comunidade acad\u00eamica. Diante disso, mais uma indaga\u00e7\u00e3o vem \u00e0 tona: Como est\u00e1 sendo pautada a quest\u00e3o do retorno presencial \u00e0s IES? Teremos condi\u00e7\u00f5es para isso acontecer de modo seguro a todos, especialmente aos docentes, discentes e t\u00e9cnico-administrativos que s\u00e3o do grupo de risco?<\/p>\n<p>Apontadas algumas das indaga\u00e7\u00f5es e inquieta\u00e7\u00f5es que tem saltado \u00e0 mente considerando os dilemas e embates vivenciados em tempos de pandemia, sendo o principal deles a luta pela sobreviv\u00eancia, resgatamos os dizeres de Florestan Fernandes (1996) quando nos diz: \u201cQue o futuro nos traga dias melhores e a capacidade de construir a Universidade que est\u00e1 nos nossos cora\u00e7\u00f5es, nas nossas mentes e nas nossas necessidades. Inclusive para trazer para c\u00e1 todos os talentos que podem ser aproveitados; n\u00e3o s\u00f3 os das elites, das classes dominantes, mas tamb\u00e9m das de baixo, da classe m\u00e9dia em proletariza\u00e7\u00e3o, dos prolet\u00e1rios, dos trabalhadores dos campos, dos negros e de todos aqueles que s\u00e3o oprimidos\u201d.<\/p>\n<p>Tal an\u00fancio pressup\u00f5e reconhecer que os dilemas, quest\u00f5es e ataques n\u00e3o s\u00e3o somente sobre a educa\u00e7\u00e3o superior p\u00fablica, portanto, a sa\u00edda n\u00e3o \u00e9 individual. \u00c9 preciso transitarmos da organiza\u00e7\u00e3o individual para a organiza\u00e7\u00e3o coletiva, para um projeto de sociedade que paute as demandas e interesses leg\u00edtimos dos 99% da popula\u00e7\u00e3o mundial que n\u00e3o det\u00e9m a propriedade dos meios de produ\u00e7\u00e3o, mas apenas a sua for\u00e7a de trabalho para sobreviver. Reafirmamos a certeza de que a exist\u00eancia do g\u00eanero humano passa pela perspectiva da Emancipa\u00e7\u00e3o Humana e isso requer fazer os enfrentamentos urgentes e imediatos do tempo presente, especialmente aos ataques e desmonte do ensino superior p\u00fablico em tempos de pandemia.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00e3o: o processo de escrita deste texto foi finalizado ap\u00f3s o 8\u00ba Conad Extraordin\u00e1rio do ANDES-SN, no qual a autora participou como delegada da se\u00e7\u00e3o sindical \u00e0 qual \u00e9 vinculada. Ao longo do evento, que teve dura\u00e7\u00e3o de 1 dia e meio, foi anunciado o falecimento de dois colegas docentes por COVID-19. \u00c0 mem\u00f3ria deles, e de todos e todas que tiveram suas vidas ceifadas, \u00e9 que dedicamos as reflex\u00f5es apresentadas e a posi\u00e7\u00e3o de lutar por dias melhores. \u00c9 urgente vislumbrarmos para al\u00e9m da condi\u00e7\u00e3o imediata de sobreviv\u00eancia e de existir, e reafirmarmos a perspectiva de Emancipa\u00e7\u00e3o Humana.<\/p>\n<p>Quero a utopia, quero tudo e mais<\/p>\n<p>Quero a felicidade nos olhos de um pai<\/p>\n<p>Quero a alegria muita gente feliz<\/p>\n<p>Quero que a justi\u00e7a reine em meu pa\u00eds<\/p>\n<p>Quero a liberdade, quero o vinho e o p\u00e3o<\/p>\n<p>Quero ser amizade, quero amor, prazer<\/p>\n<p>Quero nossa cidade sempre ensolarada<\/p>\n<p>Os meninos e o povo no poder, eu quero ver<\/p>\n<p>S\u00e3o Jos\u00e9 da Costa Rica, cora\u00e7\u00e3o civil<\/p>\n<p>Me inspire no meu sonho de amor Brasil<\/p>\n<p>Se o poeta \u00e9 o que sonha o que vai ser real<\/p>\n<p>Vou sonhar coisas boas que o homem faz<\/p>\n<p>E esperar pelos frutos no quintal<\/p>\n<p>Sem pol\u00edcia, nem a mil\u00edcia, nem feiti\u00e7o pra ter poder?<\/p>\n<p>Viva a pregui\u00e7a, viva a mal\u00edcia que s\u00f3 a gente \u00e9 que sabe ter<\/p>\n<p>Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida<\/p>\n<p>Eu vou viver bem melhor<\/p>\n<p>Doido pra ver o meu sonho teimoso, um dia se realizar<\/p>\n<p>(M\u00fasica Cora\u00e7\u00e3o Civil \u2013 Milton Nascimento e Fernando Brant)<\/p>\n<p>Kathiu\u00e7a Bertollo<\/p>\n<p>Docente do curso de Servi\u00e7o Social da UFOP<\/p>\n<p>Diretora da ADUFOP<\/p>\n<p>Membro do PCB-Mariana<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>ASSOCIA\u00c7\u00c3O DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO. Jornal ADUFOP- Edi\u00e7\u00e3o Especial Pandemia, volume I. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/issuu.com\/adufop\/docs\/jornal_adufop_-_vers_o_final_?fbclid=IwAR0Ms4pnOPbAkY22oOuqOm5KR7Fri_OqOU-Zj4rGSBJx3AIgzSb2NQ899eg&gt;. Acesso em: 21 jul. 2020.<\/p>\n<p>Centro Acad\u00eamico Igor Mendes do curso de Servi\u00e7o Social da UFOP. Nota sobre o ensino remoto e pela abrang\u00eancia do edital de inclus\u00e3o digital. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.instagram.com\/p\/CC99LTOgrRb\/&gt; Acesso em: 23 jul. 2020.<\/p>\n<p>Centro Acad\u00eamico Igor Mendes do curso de Servi\u00e7o Social da UFOP. Nota sobre o EAD diante da pandemia do COVID-19. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.instagram.com\/p\/B-H0qf9AKkl\/&gt;. Acesso em: 21 jul. 2020.<\/p>\n<p>Comit\u00ea nega pedido do ASSUFOP e diz que testagem em massa n\u00e3o \u00e9 conveniente no momento. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/assufop.com.br\/2020\/07\/20\/ufop-nega-pedido-do-assufop-e-diz-que-testagem-em-massa-nao-e-conveniente\/?fbclid=IwAR0E8ma0B1MxnzHpLkcUUGwa2jZCdjZi7mdPRYU6aU0Fj6TpcGu6DCWW7pc&gt; Acesso em: 20 jul. 2020.<\/p>\n<p>CEPAL. Enfrentar los efectos cada vez mayores del COVID-19 para una reactivaci\u00f3n con igualdad: nuevas proyecciones. Informe especial COVID-19, n.5. Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/repositorio.cepal.org\/bitstream\/handle\/11362\/45782\/1\/S2000471_es.pdf&gt; Acesso em: 20 jul. 2020.<\/p>\n<p>DIEESE. Boletim emprego em Pauta: Primeiros impactos da pandemia no mercado de trabalho. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.dieese.org.br\/boletimempregoempauta\/2020\/boletimEmpregoEmPauta15.html&gt;. Acesso em: 21 jul. 2020.<\/p>\n<p>DUNKER, Cristian. Quais s\u00e3o os impactos ps\u00edquicos das aulas online nos alunos e professores. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/blogdodunker.blogosfera.uol.com.br\/2020\/07\/24\/quais-sao-os-impactos-psiquicos-das-aulas-online-nos-alunos-e-professores\/&gt;. Acesso em 28 de jul.2020.<\/p>\n<p>Estudantes da UFOP receber\u00e3o aux\u00edlio de R$100 para contrata\u00e7\u00e3o de internet. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/jornalvozativa.com\/noticias\/estudantes-da-ufop-receberao-auxilio-de-r100-para-contratacao-de-internet\/<\/p>\n<p>Evangelista, Olinda. A coragem da lucidez. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ufscaesquerda.com\/a-coragem-da-lucidez\/?fbclid=IwAR0D5wwhaJHGMHGHY52qQhJey3w0G8t2PpGNcwUJN_Rd2_-8hqtwWzkHwdQ&gt;. Acesso em: 21 jul. 2020.<\/p>\n<p>FERNANDES, Florestan. Discurso de Florestan na Maria Ant\u00f4nia. REVISTA USP, S\u00e3o Paulo (29):8-13, Mar\u00e7o\/Maio 1996.<\/p>\n<p>GA\u00daCHA ZH. Pesquisa da UFPel n\u00e3o deve ter mais financiamento do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade: Estudo fez um levantamento da preval\u00eancia de coronav\u00edrus no Brasil. Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/saude\/noticia\/2020\/07\/pesquisa-da-ufpel-nao-deve-ter-mais-financiamento-do-ministerio-da-saude-ckcvyn11u0018013gzityf9ai.html&gt;. Acesso em: 22 jul. 2020.<\/p>\n<p>LEHER, Roberto. Universidades p\u00fablicas, aulas remotas e os desafios da amea\u00e7a neofascista no Brasil. Notas para a\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas emergenciais. Carta Maior. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Educacao\/Universidades-publicas-aulas-remotas-e-os-desafios-da-ameaca-neofascista-no-Brasil\/54\/47699&gt;. Acesso em: 22 jul. 2020.<\/p>\n<p>MARTELLO, Alexandro. Governo fixa regras para home office e diz que economizou R$ 360 milh\u00f5es at\u00e9 junho com sistema. Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2020\/07\/30\/governo-fixa-regras-e-diz-que-poupou-mais-de-r-360-milhoes-ate-junho-com-home-office.ghtml&gt;. Acesso em: 31 jul. 2020.<\/p>\n<p>MARTINS, Ar\u00edcia. Patrim\u00f4nio de bilion\u00e1rios brasileiros cresceu US$ 34 bilh\u00f5es na pandemia, diz Oxfam. Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/valorinveste.globo.com\/mercados\/brasil-e-politica\/noticia\/2020\/07\/27\/patrimonio-de-bilionarios-brasileiros-cresceu-us-34-bilhoes-na-pandemia-diz-oxfam.ghtml?fbclid=IwAR0-YxfAZpRBNL0BTY4t3S9TG6wVmqkVgJ9H20zHrbBF4sUqn2UJjImA-Eo&gt; Acesso em: 28 jul. 2020.<\/p>\n<p>MARX, Karl. O 18 de brum\u00e1rio de Lu\u00eds Bonaparte. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2011. (Cole\u00e7\u00e3o Marx-Engels)<\/p>\n<p>MARX, Karl. ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. 1 ed. S\u00e3o Paulo: S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2008.<\/p>\n<p>MOVIMENTO POR UMA UNIVERSIDADE POPULAR. MUP-UFOP. Nota\/questionamentos acerca do edital n. 012 PRACE\/UFOP\/2020 (sobre o Aux\u00edlio Inclus\u00e3o Digital referente ao PLE, publicado no site da PRACE\/UFOP). Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/www.instagram.com\/p\/CC11kL8AISs\/&gt;. Acesso em: 21 jul. 2020.<\/p>\n<p>NEVES, Clarissa Eckert Baeta. Diversifica\u00e7\u00e3o do sistema de educa\u00e7\u00e3o terci\u00e1ria: um desafio para o Brasil. Tempo soc., S\u00e3o Paulo, v. 15, n. 1, p. 21-44, Abril. 2003. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-20702003000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em 20 jul. 2020. https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0103-20702003000100002.<\/p>\n<p>Professores trabalham mais horas com aulas a dist\u00e2ncia do que com aulas presenciais, segundo pesquisa. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.psicoedu.com.br\/2020\/07\/professores-trabalham-mais-horas-com-aulas-distancia-online.html?m=1&gt;. Acesso em: 20 jul. 2020.<\/p>\n<p>Sindicato Nacional dos Docentes das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior &#8211; ANDES-SN. Projeto do Capital para a Educa\u00e7\u00e3o: an\u00e1lise e a\u00e7\u00f5es para a luta. Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/portal.andes.org.br\/imprensa\/documentos\/imp-doc-1284030136.pdf&gt;. Acesso em: 20 jul. 2020.<\/p>\n<p>Testagem em massa n\u00e3o \u00e9 indicada para equipes em trabalho presencial na UFOP. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ufop.br\/noticias\/coronavirus\/testagem-em-massa-nao-e-indicada-para-equipes-em-trabalho-presencial-na-ufop?fbclid=IwAR1bkQIz53qHs4iY9nreOnmco_1ziuT684DqNP5iYdAc6zS2MsgLRFVB7sY&gt;. Acesso em: 20 jul. 2020.<\/p>\n<p>UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO. Testagem em massa n\u00e3o \u00e9 indicada para equipes em trabalho presencial na UFOP. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ufop.br\/noticias\/coronavirus\/testagem-em-massa-nao-e-indicada-para-equipes-em-trabalho-presencial-na-ufop?fbclid=IwAR3fVuMR1ZhhhXwuajdRVmKHVR3rhwsmdxboljqbsdAnxIvLykzlPhdTg2I&gt;. Acesso em: 16 jul. 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25956\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[60,31],"tags":[221],"class_list":["post-25956","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c71-educacao","category-c31-unidade-classista","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6KE","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25956","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25956"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25956\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25956"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}