{"id":25983,"date":"2020-08-14T09:47:20","date_gmt":"2020-08-14T12:47:20","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=25983"},"modified":"2020-08-14T09:47:20","modified_gmt":"2020-08-14T12:47:20","slug":"raca-classe-e-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25983","title":{"rendered":"Ra\u00e7a, classe e revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s3.operamundi.uol.com.br\/thumb\/e9fdfabb54b9e93bd97854b4e6a250ea_a0d1d211d60c8b2813ffcf491481e8ae.png\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Livro &#8216;Ra\u00e7a, classe e revolu\u00e7\u00e3o&#8217; discute luta antirracista nos Estados Unidos<\/p>\n<p>Organizada por Jones Manoel e Gabriel Landi, obra se aprofunda na luta das comunidades afrodescendentes contra a segrega\u00e7\u00e3o racial no pa\u00eds<\/p>\n<p>OPERA MUNDI<\/p>\n<p>Victor Farinelli<br \/>\nSantiago (Chile)<\/p>\n<p>As revoltas sociais surgidas nos Estados Unidos desde o assassinato de George Floyd s\u00e3o um dos grandes acontecimentos pol\u00edticos deste conturbado 2020, e j\u00e1 est\u00e3o presentes em um livro lan\u00e7ado recentemente.<\/p>\n<p>Trata-se de Ra\u00e7a, classe e revolu\u00e7\u00e3o \u2013 A luta pelo poder popular nos Estados Unidos (Autonomia Liter\u00e1ria, R$ 35 &#8211; em pr\u00e9-venda), organizado por Jones Manoel e Gabriel Landi. Na verdade, o livro foi escrito antes das atrocidades cometidas pelos policiais estadunidenses em Minneapolis, e, portanto, n\u00e3o trata especificamente sobre o caso de Floyd, mas se aprofunda na quest\u00e3o da luta das comunidades afrodescendentes contra a segrega\u00e7\u00e3o racial no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Opera Mundi entrevistou o historiador, educador popular e youtuber Jones Manoel, um dos mais destacados influencers progressistas do Brasil, que fala sobre este trabalho e sobre como o contexto social e pol\u00edtico atual dos Estados Unidos confirma muitos dos elementos que os autores descrevem no livro.<\/p>\n<p>Na entrevista, ele tamb\u00e9m comenta sobre a luta antirracista no Brasil, as diferen\u00e7as com a realidade dos Estados Unidos e que elementos do seu livro se aplicam \u00e0 quest\u00e3o racial brasileira.<\/p>\n<p>Opera Mundi: Voc\u00ea escreveu a obra junto com Gabriel Landi. Quando tiveram a ideia de escrever sobre este tema e o que os inspirou?<\/p>\n<p>Jones Manoel: A Cole\u00e7\u00e3o Quebrando as Correntes surgiu em maio de 2019, depois de uma atividade organizada pela Boitempo. Eu, Gabriel Landi e Andr\u00e9 Takahashi (que trabalha na Autonomia Liter\u00e1ria) comentamos como n\u00e3o tinha quase nada no mercado editorial brasileiro sobre o marxismo africano e perif\u00e9rico de maneira mais geral. Essa aus\u00eancia de material n\u00e3o s\u00f3 dificulta os combates pol\u00edticos, como explica, em parte, a for\u00e7a do liberalismo em movimentos negros, feministas, LGBTs, ecol\u00f3gicos etc. A\u00ed decidimos criar a Cole\u00e7\u00e3o e lan\u00e7amos, cerca de 40 dias depois, o Revolu\u00e7\u00e3o Africana: uma antologia do pensamento marxista. O livro, felizmente, foi um sucesso. Em breve, bate a marca de 10 mil c\u00f3pias vendidas, o que \u00e9 gigantesco para o mercado editorial brasileiro. Aliado a isso, ano passado, fizemos o lan\u00e7amento do livro em 30 cidades com milhares de pessoas acompanhando. Agora chega o segundo volume da cole\u00e7\u00e3o, o Ra\u00e7a, classe e revolu\u00e7\u00e3o \u2013 A luta pelo poder popular nos Estados Unidos e, ano que vem, ainda no segundo semestre, vem a terceira publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>OM: Inevit\u00e1vel relacionar o livro com o que vem acontecendo naquele pa\u00eds desde o assassinato de George Floyd. Como os acontecimentos atuais nos Estados Unidos est\u00e3o presentes na obra? Que elementos a gente pode ver hoje nas ruas daquele pa\u00eds e que voc\u00eas abordam no livro?<\/p>\n<p>JM: Os protestos contra o assassinato de George Floyd n\u00e3o foram surpresa para n\u00f3s. Ao contr\u00e1rio da mitologia liberal e imperialista, assimilada at\u00e9 por parte da esquerda, \u00e9 uma impostura falar dos Estados Unidos como uma democracia sem maiores considera\u00e7\u00f5es. Temos, na realidade, uma democracia burguesa que se configura como uma etnocracia, uma democracia para \u201co povo dos senhores\u201d, como diria Domenico Losurdo. Um Estado formado na base do exterm\u00ednio de 18 milh\u00f5es de seres humanos dos povos origin\u00e1rios, chamados de \u201cPeles Vermelhas\u201d, e que manteve a escravid\u00e3o ap\u00f3s sua independ\u00eancia (quando se chamam os Estados Unidos de a \u201cdemocracia mais antiga da modernidade\u201d, o pressuposto \u00e9 que existe democracia com escravid\u00e3o) e, n\u00e3o custa lembrar, a escravid\u00e3o s\u00f3 acabou com uma Guerra Civil que matou quase 1 milh\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a escravid\u00e3o, foi montado um regime de segrega\u00e7\u00e3o racial, um dos apartheids mais longos do mundo, que durou oficialmente at\u00e9 1965. Com o fim das chamadas leis Jim Crow, come\u00e7a a era da nova segrega\u00e7\u00e3o, baseada na \u201cguerra \u00e0s drogas\u201d, encarceramento em massa e expans\u00e3o do aparelho de justi\u00e7a criminal. \u00c9 importante n\u00e3o perder de vista que os Estados Unidos t\u00eam a marca da maior expans\u00e3o penal-carcer\u00e1ria da hist\u00f3ria fora de qualquer situa\u00e7\u00e3o de guerra ou Estado de Exce\u00e7\u00e3o. S\u00e3o mais de 2 milh\u00f5es de presos, a imensa maioria negros e latinos.<\/p>\n<p>\u00c9 um pa\u00eds crivado de contradi\u00e7\u00f5es com explos\u00f5es peri\u00f3dicas. O nosso livro, o Ra\u00e7a, Classe e Revolu\u00e7\u00e3o, ajuda n\u00e3o s\u00f3 a entender esse hist\u00f3rico de racismo estrutural, que foi a grande inspira\u00e7\u00e3o do regime nazista, como os desafios pol\u00edticos para destruir esse regime de morte, pris\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>OM: Muitos outros casos de negros assassinados por policiais nos Estados Unidos tamb\u00e9m geraram revoltas sociais importantes. Alguns analistas fazem a compara\u00e7\u00e3o, dizendo que, desta vez, elas est\u00e3o sendo mais longas, com maior apelo a n\u00edvel nacional, e inclusive mundial, e por isso poderia gerar maiores consequ\u00eancias pol\u00edticas. Voc\u00ea concorda com esta avalia\u00e7\u00e3o? O que diferencia a rea\u00e7\u00e3o atual a de outros anos? Que consequ\u00eancias mais ou menos profundas que as anteriores voc\u00ea acha que podem ser produzidas?<\/p>\n<p>Reprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\nLivro &#8216;Ra\u00e7a, classe e revolu\u00e7\u00e3o&#8217;, organizado por Jones Manoel e Gabriel Landi<br \/>\nJM: \u00c9 ineg\u00e1vel que os protestos de 2020 tem maior amplitude nacional e dura\u00e7\u00e3o. Isso se deve, tamb\u00e9m, h\u00e1 um clima maior de politiza\u00e7\u00e3o e radicalidade da juventude do pa\u00eds, reorganiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora e crescimento de organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, como o PSL dos Estados Unidos (Partido do Socialismo e Liberta\u00e7\u00e3o, uma organiza\u00e7\u00e3o marxista-leninista). Ao mesmo tempo, por\u00e9m, \u00e9 imposs\u00edvel superar o racismo no capitalismo. A esquerda do pa\u00eds, mesmo com todo avan\u00e7o, continua presa, em sua maioria, no paradigma do neoliberalismo progressista. Teremos mudan\u00e7as institucionais, transforma\u00e7\u00f5es de algumas pol\u00edticas p\u00fablicas, mas assim que a conjuntura pol\u00edtica mudar, que acontecer um refluxo dos movimentos de massa, a a\u00e7\u00e3o, como sempre, ser\u00e1 tentar destruir as poucas mudan\u00e7as aplicadas. O combate ao racismo nos Estados Unidos, como ensinaram os Panteras Negras, passa por questionar as estruturas econ\u00f4micas e pol\u00edticas do pa\u00eds, colocar em quest\u00e3o a tomada do poder, a revolu\u00e7\u00e3o. Para muitos, falar em revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 algo ut\u00f3pico. Eu considero ut\u00f3pico de verdade falar em fim pac\u00edfico e institucional do racismo num pa\u00eds com mais de 300 anos de m\u00e1xima explora\u00e7\u00e3o sobre os trabalhadores e trabalhadoras no geral e a popula\u00e7\u00e3o negra em particular.<\/p>\n<p>A luta por mudan\u00e7as nas pol\u00edticas p\u00fablicas, especialmente nas pol\u00edticas de seguran\u00e7a, deve ser uma ponte para organizar os explorados e oprimidos visando a conquista do poder. \u00c9 isso que as organiza\u00e7\u00f5es e l\u00edderes pol\u00edticos presentes em nosso livro ensinam. E seu ensinamento \u00e9 profundamente atual.<\/p>\n<p>OM: Ainda pegando carona na quest\u00e3o das consequ\u00eancias, mas especificamente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 elei\u00e7\u00e3o presidencial que ocorre este ano nos Estados Unidos. Como voc\u00ea acha que essa rea\u00e7\u00e3o pode influir no processo eleitoral e talvez at\u00e9 no resultado das urnas?<\/p>\n<p>JM: A influ\u00eancia, infelizmente, ser\u00e1 pouca. O sistema pol\u00edtico dos Estados Unidos \u00e9 um dos mais fechados do mundo. Poucos regimes eleitorais s\u00e3o t\u00e3o blindados a press\u00e3o das massas como o estadunidense. O debate entre Trump e Biden \u00e9, como sempre, a \u201cescolha\u201d entre duas faces da mesma moeda. Um protofascista como Trump ou um assassino educado como Biden. \u00c9 claro que tem certa import\u00e2ncia o fato de Biden n\u00e3o verbalizar o discurso reacion\u00e1rio de Trump. Esse fato pode ter algum impacto no crescimento nacional e mundial da extrema-direita. Mas \u00e9 apenas isso. Ver diferen\u00e7as program\u00e1ticas profundas entre o candidato republicano e o democrata \u00e9, no melhor dos casos, uma grave ilus\u00e3o.<\/p>\n<p>OM: Que influ\u00eancia essa luta pelo poder popular nos Estados Unidos tem nos movimentos pela mesma causa no Brasil? N\u00e3o s\u00f3 na rea\u00e7\u00e3o atual pelo caso de George Floyd, mas em tudo o que voc\u00eas retratam no livro. O leitor encontrar\u00e1 que paralelos com a realidade brasileira?<\/p>\n<p>JM: Sim, eu creio que o leitor\/a brasileira do Ra\u00e7a, Classe e Revolu\u00e7\u00e3o vai achar muitas li\u00e7\u00f5es importantes para pensar o Brasil. L\u00e1 como c\u00e1, o antirracismo de mercado \u2013 essa vis\u00e3o liberal de que \u00e9 poss\u00edvel combater ou diminuir o racismo a partir de \u201crepresentatividade\u201d negra no mercado (como negros como CEO de grandes empresas) e no Estado burgu\u00eas, a no\u00e7\u00e3o de \u201cpretos no topo\u201d, \u201ccapitalismo negro\u201d \u2013 \u00e9 in\u00fatil para qualquer luta de emancipa\u00e7\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o radical. Aliado a isso, \u00e9 preciso compreender a liga\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, insepar\u00e1vel, entre ra\u00e7a e classe, seja nos Estados Unidos ou no Brasil. Eles ainda t\u00eam uma burguesia negra e no livro \u00e9 poss\u00edvel encontrar um rico debate que mostra que a burguesia negra n\u00e3o \u00e9 uma aliada da luta antirracista. O trabalhador branco pobre \u00e9 um aliado, a burguesia negra n\u00e3o. A luta antirracista, para ser s\u00e9ria e consequente, precisa ser anticapitalista. A luta anticapitalista n\u00e3o deve imaginar um proletariado m\u00edtico, branco, europeu que n\u00e3o existe no Brasil. Precisa compreender que a materialidade da classe trabalhadora no Brasil se expressa, tamb\u00e9m, a partir da sua ra\u00e7a. A cor da Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira \u00e9 negra. E, sem a Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira, podemos remediar as dores, mas nunca destruir o problema.<\/p>\n<p>OM: \u00c9 correto fazer uma diferencia\u00e7\u00e3o da luta pelos direitos das comunidades afrodescendentes nos Estados Unidos com o que acontece no Brasil? Essa luta pelo poder popular no Brasil, considerando a quest\u00e3o racial, \u00e9 diferente da que ocorre nos Estados Unidos, e em que aspecto?<\/p>\n<p>JM: H\u00e1 muitas diferen\u00e7as, dado o Brasil ser um pa\u00eds dependente, subdesenvolvido e que, inclusive, \u00e9 cada vez mais dominado pelo imperialismo estadunidense \u2013 com cumplicidade e parceria da burguesia interna. J\u00e1 os Estados Unidos s\u00e3o um pa\u00eds imperialista, a superpot\u00eancia-guia do capitalismo global. S\u00f3 a partir dessa caracteriza\u00e7\u00e3o j\u00e1 temos v\u00e1rias diferen\u00e7as e particularidades a serem trabalhadas. Contudo, diria que, no geral, os problemas da estrat\u00e9gia pol\u00edtica, alian\u00e7as, organiza\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e afins, s\u00e3o muito parecidos. Temos o mesmo problema de fundo geral: buscar um antirracismo revolucion\u00e1rio que compreenda que a centralidade da luta antirracista passa por organizar os explorados e oprimidos, pensar a revolu\u00e7\u00e3o, a tomada do poder, transforma\u00e7\u00f5es radicais na economia e cultura, ou achar que \u00e9 poss\u00edvel e desej\u00e1vel cobrar apenas mais pol\u00edticas p\u00fablicas, representatividade, separar negros e brancos como se essa fosse a contradi\u00e7\u00e3o central, pensar e operar a partir de uma l\u00f3gica de \u201clugar de fala\u201d. O primeiro caminho, dif\u00edcil e longo, pode abrir possibilidades de vit\u00f3ria. O segundo, embora sirva para melhorar no imediato a vida de algumas poucas pessoas, n\u00e3o trar\u00e1 qualquer mudan\u00e7a na vida das maiorias desse pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25983\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[124],"tags":[219],"class_list":["post-25983","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c137-coletivo-minervino-de-oliveira","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6L5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25983","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25983"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25983\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25983"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}