{"id":26032,"date":"2020-08-24T14:23:52","date_gmt":"2020-08-24T17:23:52","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26032"},"modified":"2020-08-24T14:23:52","modified_gmt":"2020-08-24T17:23:52","slug":"o-encontro-de-gregorio-bezerra-com-antonio-silvino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26032","title":{"rendered":"O encontro de Greg\u00f3rio Bezerra com Ant\u00f4nio Silvino"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/pw\/ACtC-3e3MCEpShPqT4yMh2yz_254APrRxTVWvQxHG1oKEI_kR1woFfog4Jby9OyV5_6N_RrKt-R-D6v2mZ7E0YUlYhJTotSQueWb6IIF5QY4CKHdZW4Mh05dQk5i93mtso6V9eIcO0SF_jz0KulXIY02SxPx=w1032-h543-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->O encontro do comunista Greg\u00f3rio Bezerra com o cangaceiro Ant\u00f4nio Silvino em 1917<\/p>\n<p>Roberto Arrais*<\/p>\n<p>Blog Falou e Disse<\/p>\n<p>Viajando pelo sert\u00e3o do Paje\u00fa, onde tenho realizado alguns trabalhos nas \u00e1reas ambiental e cultural, tive alguns encontros e algumas experi\u00eancias extraordin\u00e1rias. Uma delas foi conhecer a Fazenda Col\u00f4nia, um lugar de caatinga relativamente preservada, cercada por belas paisagens de serras e recheada de p\u00e1ginas importantes da nossa hist\u00f3ria. Nela est\u00e3o fincadas algumas das ra\u00edzes do canga\u00e7o, pois foi na Fazenda Col\u00f4nia, no munic\u00edpio de Carna\u00edba, que nasceu Ant\u00f4nio Silvino, no dia 02 de fevereiro de 1875.<\/p>\n<p>Batizado Manoel Baptista de Moraes, aquele que viria a ser um dos mais temidos cangaceiros a atuar em Pernambuco entre o final do s\u00e9culo 19 e as duas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo 20, ele entrou para o canga\u00e7o aos 22 anos de idade, em 1897, para vingar o assassinato do seu pai, Pedro Baptista Rufino, e adotou como \u2018nome de guerra\u2019 Ant\u00f4nio Silvino, em homenagem a um dos seus tios tamb\u00e9m cangaceiro.<\/p>\n<p>Enquanto \u2018Rifle de Ouro\u2019 \u2013 como tamb\u00e9m era conhecido Ant\u00f4nio Silvino \u2013 j\u00e1 lutava a seu modo contra o que considerava injusti\u00e7as, nascia no S\u00edtio Moc\u00f3s, em Panelas, no agreste pernambucano, no dia 13 de mar\u00e7o de 1900, Greg\u00f3rio Bezerra, importante l\u00edder revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Tive o privil\u00e9gio de conviver com Greg\u00f3rio como companheiro de lutas e de aprendizado na defesa da causa socialista. Um homem extraordin\u00e1rio, um her\u00f3i do povo trabalhador brasileiro que nos encantava com a sua hist\u00f3ria e o seu exemplo de abnega\u00e7\u00e3o e entrega \u00e0 luta dos oprimidos e explorados de nossa terra e do mundo.<\/p>\n<p>No seu livro &#8220;Mem\u00f3rias&#8221;, escrito durante o seu ex\u00edlio em Moscou, Greg\u00f3rio Bezerra faz relatos ricos de humanidade e de resist\u00eancia, alguns deles vividos nos por\u00f5es das pris\u00f5es que ele amargou durante 23 anos, em temporadas diferentes, dependendo dos golpes de Estado e da repress\u00e3o que se instalava para perseguir os comunistas, socialistas e democratas, seja na d\u00e9cada de 20, no Estado Novo, nos anos 30\/40, seja no golpe civil-militar de 1964.<\/p>\n<p>No ano de 1917, rico em efervescentes movimentos de lutas oper\u00e1rias e camponesas na R\u00fassia, com a Insurrei\u00e7\u00e3o popular que destituiu o Czar e, no mesmo ano, novas insurrei\u00e7\u00f5es e combates, se consolidou a primeira Revolu\u00e7\u00e3o Socialista liderada pelos Bolcheviques, sendo que nesse mesmo per\u00edodo, no Brasil, ocorria a primeira greve geral dos trabalhadores urbanos na luta pela jornada de oito horas de trabalho, descanso semanal e outras reivindica\u00e7\u00f5es. Muito da inspira\u00e7\u00e3o das lutas vinham da Revolu\u00e7\u00e3o Russa que abalou os alicerces do mundo capitalista.<\/p>\n<p>Nesta luta pelas oito horas de trabalho estava o ajudante de pedreiro Greg\u00f3rio Bezerra, que ap\u00f3s enfrentar as for\u00e7as policiais foi preso e encaminhado para a Casa de Deten\u00e7\u00e3o no Recife, hoje Casa da Cultura.<\/p>\n<p>J\u00e1 o l\u00edder do canga\u00e7o, Ant\u00f4nio Silvino, foi preso em 1914.<\/p>\n<p>Os dois, o comunista e o cangaceiro, tinham origem camponesa. Iniciaram-se no trabalho do ro\u00e7ado desde os primeiros anos de vida. Era a pr\u00e1tica dos pais agricultores, ensinar a arte de cuidar da planta\u00e7\u00e3o pela pedagogia da vida, da pr\u00e1tica, do aprender trabalhando. O seu l\u00e1pis era o cabo da enxada. Era a cultura ditada pelas elites que desestimulava os filhos de agricultores de estudar, tal qual durante o sistema de escravid\u00e3o, pois os filhos dos escravos n\u00e3o tinham acesso \u00e0 escola; se fosse homem, ia pra enxada logo cedo e se fosse mulher, ia para as atividades dom\u00e9sticas. Assim continuou at\u00e9 quase todo o s\u00e9culo 20.<\/p>\n<p>Ambos eram valentes e revoltados, cada um do seu jeito. Enquanto Greg\u00f3rio Bezerra estava indignado com as dif\u00edceis condi\u00e7\u00f5es de trabalho \u2013 a jornada era de 12, 14 horas de trabalho, pois quem ditava as leis eram os patr\u00f5es \u2013 Ant\u00f4nio Silvino se rebelou contra o assassinato de seu pai a mando de um dos principais \u2018coron\u00e9is\u2019 da regi\u00e3o, representante do poder pol\u00edtico e financeiro da \u00e9poca.<\/p>\n<p>O pai de Ant\u00f4nio Silvino foi assassinado em 1897, de forma covarde e brutal, na feira de Afogados da Ingazeira, por conta de algumas diverg\u00eancias com propriet\u00e1rio vizinho da Fazenda Col\u00f4nia, numa disputa por uma \u00e1rea de \u00e1gua para servir aos animais. Ant\u00f4nio Silvino tinha apenas 22 anos, se revoltou e junto com os irm\u00e3os decidiram vingar a morte do pai. Da\u00ed nasceu o cangaceiro tamb\u00e9m conhecido como \u2018Rifle de Ouro\u2019 e \u2018Robin Hood\u2019, pois tirava dos ricos e distribu\u00eda com os pobres.<\/p>\n<p>Transformou-se numa legenda por seu esp\u00edrito de lideran\u00e7a e de valentia, mas tamb\u00e9m em raz\u00e3o da sua gentileza com as mulheres, crian\u00e7as, as pessoas idosas, entre outros. Embora tenha sido responsabilizado por muitos crimes comprovados por testemunhos, muitos outros foram computados para ele e o seu grupo sem que ele ou seus familiares os tivessem cometido. Disso se aproveitavam as volantes \u2013 for\u00e7a policial \u2013 e os coron\u00e9is, que assassinavam seus advers\u00e1rios e imputavam os crimes a Ant\u00f4nio Silvino e seus seguidores.<\/p>\n<p>O canga\u00e7o cresceu no Nordeste, pois era utilizado pelos poderosos nas suas brigas e disputas por terras e poder pol\u00edtico. Desses conflitos por terras e poder nasciam as revoltas, muitas delas de natureza pac\u00edfica, como Canudos, Caldeir\u00e3o, Pau de Colher e outras, por\u00e9m, eram esmagadas pelo poder pol\u00edtico local e nacional, que viam nesses movimentos exemplos de \u201crebeldia\u201d e \u201cautonomia\u201d pol\u00edtica contra o sistema vigente. Assim prosperaram Ant\u00f4nio Silvino, Lampi\u00e3o, Corisco, Jesu\u00edno Brilhante e tantos outros l\u00edderes do canga\u00e7o. Era a lei de quem mais tinha poder de fogo e de dinheiro. Isso num campo f\u00e9rtil de mis\u00e9ria e fome que assolava as regi\u00f5es do semi\u00e1rido do Nordeste, especialmente nas \u00e9pocas das secas e de estiagens.<\/p>\n<p>Na sua primeira pris\u00e3o, Greg\u00f3rio tinha 17 anos e encontrou Ant\u00f4nio Silvino com 42 anos, j\u00e1 maduro e completamente fora da cultura da viol\u00eancia, mas muito respeitado e temido pela sua hist\u00f3ria de vida.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Silvino aprendeu a ler e escrever na pris\u00e3o, onde havia uma escola de alfabetiza\u00e7\u00e3o e de s\u00e9rie prim\u00e1ria, ou seja, aprendeu a ler com quase 40 anos de idade. Enquanto Greg\u00f3rio s\u00f3 veio aprender a ler quando saiu dessa sua primeira pris\u00e3o, que durou quatro anos, oito meses e vinte cinco dias, sob a acusa\u00e7\u00e3o de \u201cperturbador da ordem p\u00fablica\u201d. O que nos mostra que o judici\u00e1rio, em sua maior parte, desde sempre, tinha compromisso com os poderosos e com o capital, e n\u00e3o com a primazia da justi\u00e7a social e \u201cisen\u00e7\u00e3o\u201d diante dos conflitos de classe. Por\u00e9m, como sempre, havia as exce\u00e7\u00f5es, e o juiz que julgou novamente sua pris\u00e3o, ap\u00f3s esse tempo, disse no seu parecer, que \u201cdevia prender quem o prendeu\u201d.<\/p>\n<p>Greg\u00f3rio Bezerra foi protegido nessa pris\u00e3o e teve em Ant\u00f4nio Silvino um dos seus principais amigos e parceiros de jornada prisional. Sua admira\u00e7\u00e3o foi colocada no seu livro de mem\u00f3ria quando ele se referiu da seguinte forma ao ex-cangaceiro: \u201c(\u2026) J\u00e1 tinha feito amizade com grande parte dos presos, entre os quais se destacava a figura legend\u00e1ria do cangaceiro Ant\u00f4nio Silvino, por quem tinha muita admira\u00e7\u00e3o desde a minha inf\u00e2ncia, pelo que dele se ouvia falar (\u2026). (\u2026) Ant\u00f4nio Silvino foi o bandido mais famoso, mais popular e mais humano na hist\u00f3ria do canga\u00e7o. N\u00e3o s\u00f3 por sua bravura na luta contra a pol\u00edcia, mas tamb\u00e9m, pela t\u00e1tica de combate que adotou ao longo de seus vinte anos de duros e cruentos combates (\u2026). (\u2026) Tornei-me amigo desse caudilho sertanejo e dele recebi muitos conselhos, que muito me serviram para orientar-me no conv\u00edvio com os demais presos comuns (\u2026)\u201d.<\/p>\n<p>Essa amizade se aprofundou naquele ano de 1917, com Ant\u00f4nio Silvino sendo um verdadeiro conselheiro de Greg\u00f3rio, e tamb\u00e9m um leitor e propagador das not\u00edcias que vinham da R\u00fassia publicada nos jornais que chegavam \u00e0 cela. O que demonstrava que Silvino tinha uma boa consci\u00eancia sobre os acontecimentos que ocorriam nos bastidores das lutas renhidas entre os revolucion\u00e1rios liderados por L\u00eanin, no enfrentamento \u00e0s for\u00e7as do poder de Kerensky.<\/p>\n<p>Greg\u00f3rio tinha passado um per\u00edodo no isolamento por conta de conflitos que tinha tido com outros presos com mais poder no pres\u00eddio. Logo que voltou procurou Silvino, que lhe acolheu, aconselhou e trouxe boas not\u00edcias do que vinha acontecendo na R\u00fassia que se incendiava na luta pelo socialismo. Relata Greg\u00f3rio Bezerra em seu livro de mem\u00f3rias: \u201c(\u2026) Por ele soube que os Bolcheviques tinham derrubado o governo, e, com o poder nas m\u00e3os, as terras nas m\u00e3os dos camponeses e as f\u00e1bricas nas m\u00e3os dos trabalhadores, lutariam at\u00e9 o fim e n\u00e3o entregariam jamais o poder a ningu\u00e9m. Ele acrescentava: \u2013 O povo reunido \u00e9 mais poderoso do que tudo e a Revolu\u00e7\u00e3o dos Bolcheviques vai se espalhar pelo mundo. A lei do maximalismo \u2013 era assim que se referia ao marxismo -, com um homem como este (L\u00eanin) que est\u00e1 no poder, vai triunfar. Esse homem tem muito ju\u00edzo e muito talento na cabe\u00e7a. Ningu\u00e9m pode com ele (\u2026)\u201d.<\/p>\n<p>Eles iam se entendendo e mesmo trancafiados na cadeia compreendiam como canalizar suas revoltas, identificando-se com a classe trabalhadora, com Ant\u00f4nio Silvino mostrando grande compreens\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos epis\u00f3dios que ocorriam no mundo. E ele, que tinha sido muito perseguido nas suas lutas no canga\u00e7o, compreendia tamb\u00e9m das disputas pelo poder pol\u00edtico, e nesse aspecto ajudou muito Greg\u00f3rio Bezerra a sobreviver e entender o espa\u00e7o em que ele estava e o que podia ou n\u00e3o falar.<\/p>\n<p>Discorre Greg\u00f3rio: \u201c(\u2026) Ant\u00f4nio dizia-me essas coisas e pedia que eu guardasse segredo porque era proibido falar desses assuntos. Replicava-lhe: \u2013 Por que \u00e9 proibido? Os jornais n\u00e3o falam? Por que n\u00e3o posso falar? \u2013 Ele respondeu: \u2013 Os jornais falam de um jeito e voc\u00ea vai falar de outro jeito; isso \u00e9 proibido pelo governo, que manda seus macacos prenderem o povo. Como voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 preso vai morrer no castigo (\u2026)\u201d.<\/p>\n<p>Greg\u00f3rio saiu da pris\u00e3o e foi para o Rio de Janeiro, entrou no Ex\u00e9rcito, aprendeu a ler e escrever e voltou para o Recife como sargento instrutor de tiro ao alvo e educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Em 1930 entrou para as fileiras do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e participou em 1935 da Insurrei\u00e7\u00e3o contra o fascismo promovida pela Alian\u00e7a Nacional Libertadora. Foi novamente preso e encaminhado para a Casa de Deten\u00e7\u00e3o do Recife. Logo nos primeiros dias foi colocado na enfermaria para cuidar dos ferimentos dos combates, e a primeira visita que ele recebeu foi do seu amigo de longas datas, Ant\u00f4nio Silvino.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Silvino fez cr\u00edticas ao movimento, indicou os erros que teriam sido cometidos e alertou para a precipita\u00e7\u00e3o, observa\u00e7\u00f5es que foram aceitas por Greg\u00f3rio Bezerra. \u201c(\u2026) Ant\u00f4nio Silvino, na intimidade, fez algumas cr\u00edticas ao movimento, achando que o assalto deveria ter sido simult\u00e2neo e bem dirigido e que hav\u00edamos agido de maneira precipitada. Achava que os integralistas eram mais numerosos que os maximalistas e, al\u00e9m disso, tinham a prote\u00e7\u00e3o do governo, da igreja e dos ricos donos das terras, dos bancos e das f\u00e1bricas; afirmou que sentia n\u00e3o ver a vit\u00f3ria da \u2018lei do maximalismo\u2019 porque estava no fim da vida (\u2026)\u201d.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Silvino recebeu indulto de sua pris\u00e3o por ato do presidente Get\u00falio Vargas em 1937 e faleceu em 1944, no munic\u00edpio de Campina Grande (PB).<\/p>\n<p>Em 1979 a editora Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira publicou o livro Mem\u00f3rias, escrito por Greg\u00f3rio Bezerra. Em 2011 foi publicada nova edi\u00e7\u00e3o pela Boitempo Editorial, acrescida com novas fotos, depoimentos e documentos. Greg\u00f3rio Bezerra se encantou em outubro de 1983.<\/p>\n<p>Essas duas figuras tiveram encontros inusitados, e, mesmo tendo atua\u00e7\u00f5es distintas em suas trajet\u00f3rias \u2013 o canga\u00e7o e a luta revolucion\u00e1ria \u2013 se aproximaram, fizeram amizade e se ajudaram na luta pela sobreviv\u00eancia no pres\u00eddio e nos sonhos. E, mesmo presos, mantiveram-se juntos por um mundo mais igual e \u201cmaximalista\u201d, socialista.<\/p>\n<p>Roberto Arrais \u00e9 jornalista(rep\u00f3rter-fotogr\u00e1fico) e mestre em Gest\u00e3o P\u00fablica. \u00c9 membro do Comit\u00ea Central do PCB.<\/p>\n<p>http:\/\/falouedisse.blog.br<\/p>\n<p>Foto destaque: Fazenda Col\u00f4nia\/Roberto Arrais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26032\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[46],"tags":[224],"class_list":["post-26032","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6LS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26032","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26032"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26032\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}