{"id":26089,"date":"2020-09-03T01:23:40","date_gmt":"2020-09-03T04:23:40","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26089"},"modified":"2023-02-26T01:02:20","modified_gmt":"2023-02-26T04:02:20","slug":"o-desastre-economico-da-administracao-de-paulo-guedes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26089","title":{"rendered":"O desastre econ\u00f4mico da administra\u00e7\u00e3o de Paulo Guedes"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/spbancarios.com.br\/sites\/default\/files\/destaques\/paulo_guedes_banco_do_brasil.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Edmilson Costa*<\/p>\n<p>Os \u00faltimos n\u00fameros anunciados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, no segundo trimestre deste ano, representam a maior trag\u00e9dia da economia brasileira desde que esses dados come\u00e7aram a ser apurados pela institui\u00e7\u00e3o. O PIB apresentou uma queda de -9,7%, a maior da hist\u00f3ria econ\u00f4mica moderna do Pa\u00eds. Do ponto de vista setorial, essa queda se torna mais grave se observarmos que a ind\u00fastria em geral despencou para -12,9%, sendo que a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, o cora\u00e7\u00e3o da cadeia de cria\u00e7\u00e3o de valor, registrou uma queda de -17,5%. Os servi\u00e7os ca\u00edram tamb\u00e9m -9,7% e somente o setor agropecu\u00e1rio teve um desempenho positivo de 0,4%.<\/p>\n<p>Se observarmos outros dados relevantes para a conjuntura econ\u00f4mica, poderemos constatar a gravidade da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica: o consumo das fam\u00edlias, importante indicador para o desempenho do PIB, caiu para \u201312,5%, mesmo com o aux\u00edlio emergencial aprovado pelo Congresso, e as despesas do governo com consumo foram reduzidas para -8,8%. Um indicador ainda mais alarmante \u00e9 a performance do investimento (Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo), que retroagiu para -15,4%. Com esses resultados a economia brasileira regrediu aos patamares de 2009. Isso significa que, mesmo que em algum momento se retome o crescimento econ\u00f4mico, levaremos muitos anos para recuperarmos o tombo registrado nos \u00faltimos tempos e, particularmente, neste ano de 2020.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode esquecer que o desempenho da economia ocorre num ambiente de dura realidade s\u00f3cio-econ\u00f4mica do Pa\u00eds: redu\u00e7\u00e3o da massa de sal\u00e1rios, crise sanit\u00e1ria que j\u00e1 vitimou mais de 123 mil brasileiros e contaminou cerca de quatro milh\u00f5es, desemprego generalizado (se somarmos os desempregados e desalentados, se aproxima de 20 milh\u00f5es de trabalhadores), al\u00e9m de termos ainda 34 milh\u00f5es na informalidade e outros tantos milh\u00f5es na mis\u00e9ria absoluta. Numa situa\u00e7\u00e3o dessa ordem somente o fanatismo ideol\u00f3gico do ministro Paulo Guedes pode acreditar no conto de fadas de uma retomada do crescimento econ\u00f4mico a partir do setor privado.<\/p>\n<p>Como se sabe em qualquer manual de economia, o investimento \u00e9 o principal fator de crescimento da economia, porque investir significa comprar m\u00e1quinas e equipamentos, mat\u00e9rias-primas, contratar pessoas, entre outros itens. Quando o investimento apresenta uma queda dessa magnitude \u00e9 porque a economia est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil. Mais grave ainda: mesmo com as taxas de juros baixas, os empres\u00e1rios deixaram de investir porque sabem que, numa conjuntura de recess\u00e3o, desemprego e crise econ\u00f4mica, tanto nacional, quanto internacional, se investirem na produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ter\u00e3o para quem vender seus produtos. Por isso se tornam inteiramente bizarras as afirma\u00e7\u00f5es do ministro da economia no sentido de que a retomada do crescimento econ\u00f4mico deve ser realizada pelo setor privado.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do discurso otimista que os adoradores do mercado e os porta-vozes governamentais vinham afirmando, o Brasil enfrenta a pior recess\u00e3o de sua hist\u00f3ria econ\u00f4mica moderna, com o agravante de que o Pa\u00eds j\u00e1 tinha registrado uma grande recess\u00e3o entre 2014 e 2016, no per\u00edodo de Dilma Rousseff e, posteriormente, uma continuada estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, com crescimento p\u00edfio pouco acima de 1% nos anos posteriores. Portanto, os resultados desse \u00faltimo trimestre v\u00eam apenas demonstrar que, se Paulo Guedes continuar com essa pol\u00edtica de terra arrasada, a economia brasileira permanecer\u00e1 por um largo tempo nesse processo de estagna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As mentiras de Paulo Guedes<\/p>\n<p>O ministro Paulo Guedes \u00e9 uma mistura de criminoso social, mentiroso contumaz e manipulador de dados, destacando-se ainda que est\u00e1 em guerra permanente contra os trabalhadores. Ao assumir o minist\u00e9rio prometeu uma esp\u00e9cie de para\u00edso para a sociedade brasileira: se as reformas fossem implantadas, o Brasil retomaria o crescimento econ\u00f4mico, criaria milh\u00f5es de empregos, reduziria os privil\u00e9gios e melhoraria a vida do povo brasileiro. O que se pode constatar nesse per\u00edodo de governo \u00e9 um fracasso retumbante na \u00e1rea da economia e um desastre social, com aumento da concentra\u00e7\u00e3o de renda, do desemprego e da mis\u00e9ria absoluta em todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Guedes tem sido, tal qual Bolsonaro, um mensageiro do caos. Ele est\u00e1 colocando uma granada n\u00e3o apenas no bolso do funcionalismo p\u00fablico, mas dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o brasileira em geral. A pol\u00edtica desenvolvida pelo Minist\u00e9rio da Economia tem um risco calculado: da mesma forma que o presidente, ele quer impor o caos porque acredita que s\u00f3 num ambiente desestabilizado, com todos desesperados diante de falsifica\u00e7\u00f5es e fanfarronices, ser\u00e1 capaz de emplacar sua agenda neoliberal. Ele sabe que medidas de tamanha brutalidade s\u00f3 podem ser implementadas numa ditadura. Como n\u00e3o tem for\u00e7a para realizar esse desejo, como na ditadura de Pinochet, a quem serviu, a t\u00e1tica \u00e9 o caos, a intimida\u00e7\u00e3o, a mentira e a manipula\u00e7\u00e3o. S\u00f3 numa conjuntura dessa ordem pode atingir seus objetivos.<\/p>\n<p>Ao impor a reforma trabalhista, Guedes disse que esta reforma iria criar milh\u00f5es de empregos porque desburocratizaria as rela\u00e7\u00f5es de trabalho. Mentira: a reforma trabalhista devastou os sal\u00e1rios e direitos dos trabalhadores e n\u00e3o criou nenhum emprego. Pelo contr\u00e1rio, aumentou o desemprego, precarizou a vida dos trabalhadores e permitiu que os empres\u00e1rios pudessem demitir em plena pandemia. Na verdade, com a desregulamenta\u00e7\u00e3o do trabalho, o objetivo de Guedes \u00e9 avan\u00e7ar com a barb\u00e1rie: cerca de 50% dos assalariados brasileiros se transformariam em horistas, ganhando por hora trabalhada e n\u00e3o mais por sal\u00e1rio mensal, sem direitos a descanso semanal remunerado, f\u00e9rias, 13\u00ba sal\u00e1rio e outros direitos. Esse \u00e9 o mundo ideal de Guedes.<\/p>\n<p>Outra de suas grandes mentiras \u00e9 recitar, como se fosse um mantra, que o governo est\u00e1 quebrado, que n\u00e3o pode gastar, que se gastar a infla\u00e7\u00e3o explode. Por isso, seria necess\u00e1ria a reforma da previd\u00eancia, a partir da qual o Pa\u00eds economizaria em 10 anos cerca de R$ 1 trilh\u00e3o. Com esse discursinho raso emplacou a reforma e deixou as gera\u00e7\u00f5es futuras desamparadas, sem perspectiva de aposentadoria, a n\u00e3o ser que realizem um plano de previd\u00eancia privada junto aos amigos de Guedes no sistema financeiro.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m com esse discurso mentiroso que est\u00e1 tentando aprovar a reforma administrativa. Diz que a m\u00e1quina p\u00fablica precisa ser enxuta, que os servidores s\u00e3o parasitas que sugam o Estado como se este fosse um hospedeiro generoso, que o governo gasta 90% da receita com funcion\u00e1rios, que esses trabalhadores tiveram aumento de 50% acima da infla\u00e7\u00e3o, que \u00e9 necess\u00e1rio acabar com a estabilidade no emprego e reduzir os sal\u00e1rios. Mentira: na verdade, os gastos com funcion\u00e1rios p\u00fablicos \u00e9 de cerca de 20% da receita e, como percentual do PIB, inferior ao que se gastava em 2002. Mas Guedes aposta na desinforma\u00e7\u00e3o e na pr\u00e1tica de repetir a mentira at\u00e9 que esta se torne uma verdade.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar essa quest\u00e3o da estabilidade no emprego: o que Guedes quer mesmo \u00e9 retroagir \u00e0 condi\u00e7\u00e3o do funcionalismo p\u00fablico na d\u00e9cada de 20 do s\u00e9culo passado, onde sequer existia concurso p\u00fablico para as fun\u00e7\u00f5es do Estado. Ele quer desmontar o pouco que resta de direitos dos trabalhadores e abrir as portas para o clientelismo, o coronelismo, retirando dos trabalhadores qualquer tipo de garantia e autonomia para investigar os dirigentes pol\u00edticos de plant\u00e3o. Como \u00e9 que um funcion\u00e1rio p\u00fablico, sem estabilidade, vai redigir um parecer contra um prefeito, um governador, um parlamentar ou membro do Executivo federal?<\/p>\n<p>A quebra da estabilidade abre as porteiras para o ass\u00e9dio moral, para chantagens e para demiss\u00f5es. Ao acabar com os concursos p\u00fablicos, quer ampliar o dom\u00ednio das oligarquias no interior do Estado, como na Rep\u00fablica Velha, onde os \u201ccoron\u00e9is\u201d e governadores eram os que indicavam os funcion\u00e1rios de acordo com seus interesses. No caso particular do Brasil atual, se n\u00e3o existisse concurso p\u00fablico, Fabr\u00edcio Queiroz e v\u00e1rios milicianos com certeza estariam em um cargo de confian\u00e7a no governo.<\/p>\n<p>Como manipulador de dados estat\u00edsticos, Guedes sempre costuma apresentar dados falsificados para justificar suas pol\u00edticas neoliberais. Recentemente, para justificar o fim da destina\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de verbas para os gastos sociais, como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, garantidos pela Constitui\u00e7\u00e3o, ele inventou a lorota do descontrole das finan\u00e7as p\u00fablicas. Mas habilmente escondeu que, se existe problemas com as finan\u00e7as p\u00fablicas, \u00e9 exatamente porque o governo paga anualmente mais de R$ 350 bilh\u00f5es por conta da d\u00edvida interna. A\u00ed est\u00e1 o principal elemento de desorganiza\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as p\u00fablicas no Brasil.<\/p>\n<p>Um agente dos banqueiros<\/p>\n<p>Na verdade, o Brasil n\u00e3o tem um ministro da economia, tem um agente dos banqueiros que quer implantar a ferro e fogo a agenda neoliberal para servir aos interesses da oligarquia financeira nacional e internacional. H\u00e1 dois epis\u00f3dios muito representativos de quais interesses comandam a economia brasileira atualmente. Logo no come\u00e7o da pandemia, come\u00e7ou-se a discutir a necessidade de um aux\u00edlio emergencial paras as pessoas que ficaram desempregadas ou sem atividade econ\u00f4mica em fun\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Guedes queria no in\u00edcio aprovar apenas R$ 200 para cada pessoa. Depois de muito debate e press\u00e3o da sociedade, visto que R$ 200 era uma quantia rid\u00edcula, o Congresso aprovou a quantia de R$ 600.<\/p>\n<p>No entanto, no mesmo per\u00edodo as autoridades econ\u00f4micas aprovaram repassar para os bancos R$ 1,2 trilh\u00e3o, de forma a que o sistema financeiro facilitasse o sistema de cr\u00e9dito para as empresas em dificuldades em consequ\u00eancia da pandemia. Os banqueiros n\u00e3o utilizaram esse dinheiro para irrigar o cr\u00e9dito, mas para especular na Bolsa de Valores, que passou a bater recordes de alta, ou para depositar o pr\u00f3prio dinheiro, como sobras de caixa, no Banco Central e receber juros sobre esses dep\u00f3sitos. Agora mesmo, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional autorizou o repasse de R$ 325 bilh\u00f5es para o Tesouro Nacional, resultado dos ganhos cont\u00e1beis com as reservas cambiais em fun\u00e7\u00e3o da desvaloriza\u00e7\u00e3o do real. Mas esses recursos ser\u00e3o destinados exclusivamente ao pagamento da d\u00edvida interna.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o governo reduziu o aux\u00edlio emergencial para os 67 milh\u00f5es de pessoas (de R$ 600 para R$ 300), o que significa cortar pela metade a comida na mesa dessas 67 milh\u00f5es de fam\u00edlias. Ou seja, em plena pandemia, a prioridade desse governo, e de Paulo Guedes em especial, que afinal queria uma quantia ainda menor, \u00e9 favorecer os interesses dos banqueiros (e que se dane a popula\u00e7\u00e3o brasileira!), uma vez que os recursos repassados ao Tesouro dariam para bancar com folga o aux\u00edlio emergencial de no m\u00ednimo R$ 600 pelos pr\u00f3ximos sete meses.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, o conjunto de meias verdades e mentiras completas do ministro Paulo Guedes ficou completamente desmoralizado nessa crise: o discurso da austeridade, da responsabilidade fiscal, do corte dos gastos, das privatiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o era nada mais nada menos do que pretextos para destruir direitos, garantias e sal\u00e1rios dos trabalhadores, transferir o patrim\u00f4nio p\u00fablico para o setor privado e avan\u00e7ar despudoradamente sobre o fundo p\u00fablico. Num passe de m\u00e1gica, surgiu dinheiro para repassar aos bancos, para cobrir o aux\u00edlio emergencial e para transferir recursos ao Tesouro para pagar a d\u00edvida interna.<\/p>\n<p>A ofensiva da burguesia e a alternativa classista<\/p>\n<p>Agora as classes dominantes e seu principal porta-voz, a Rede Globo, ensaiam novamente o discurso do teto dos gastos, da responsabilidade fiscal e da austeridade. A pr\u00f3xima ofensiva ideol\u00f3gica para os p\u00f3s-pandemia j\u00e1 se pode prever: o governo vai argumentar no sentido de que o Estado gastou muito com a pandemia e que \u00e9 necess\u00e1rio apertar o cinto para p\u00f4r as contas em ordem. Mas esse discurso vai encontrar enorme resist\u00eancia: primeiro, porque em v\u00e1rias partes do mundo essa \u00e9 uma narrativa que est\u00e1 sendo posta de lado. Muitos governos conservadores, diante da necessidade objetiva de responder \u00e0 quest\u00e3o do emprego e da retomada da economia, est\u00e3o colocando em marcha planos heterodoxos na \u00e1rea econ\u00f4mica. Aqui mesmo no Brasil, inclusive no interior do governo, j\u00e1 h\u00e1 um debate sobre os caminhos a serem seguidos para retomar a economia.<\/p>\n<p>Mas, independentemente das contradi\u00e7\u00f5es entre as fra\u00e7\u00f5es das classes dominantes, tanto nacionais quanto internacionais, todos s\u00e3o ferrenhos defensores do capital, da ofensiva contra os trabalhadores, das privatiza\u00e7\u00f5es e do assalto ao fundo p\u00fablico. N\u00e3o se pode ter nenhuma ilus\u00e3o: quem tiver vai pagar um alto pre\u00e7o pol\u00edtico. A prop\u00f3sito, todos est\u00e3o de olho nas privatiza\u00e7\u00f5es que o governo est\u00e1 anunciando: entre as empresas est\u00e3o os Correios, a Eletrobr\u00e1s, o Pr\u00e9-Sal, al\u00e9m do desmembramento por dentro da Caixa Econ\u00f4mica Federal, do Banco do Brasil e da Petrobr\u00e1s. Assaltar o patrim\u00f4nio nacional e o fundo p\u00fablico est\u00e1 na ordem do dia das classes dominantes.<\/p>\n<p>Por isso, as for\u00e7as classistas n\u00e3o podem cair na ilus\u00e3o de alian\u00e7as com o inimigo. \u00c9 necess\u00e1rio pensar estrategicamente. N\u00e3o d\u00e1 para pensar apenas no varejo. As medidas antipopulares, o desemprego e a mis\u00e9ria v\u00e3o acirrar a luta de classes, e os comunistas, em particular, devem estar preparados para qualquer cen\u00e1rio. \u00c9 fundamental disputar o momento p\u00f3s-pandemia tanto com a burguesia quanto com aqueles que se iludem com a concilia\u00e7\u00e3o de classes. Ao mesmo tempo em que devemos defender a unidade de a\u00e7\u00e3o com todos que estejam contra esse governo e sua pol\u00edtica de terra arrasada, \u00e9 fundamental construir uma s\u00f3lida unidade das for\u00e7as classistas, de forma a que se apresentem para a sociedade como uma alternativa \u00e0 barb\u00e1rie que a burguesia quer impor aos trabalhadores, \u00e0 juventude e ao povo pobre das periferias.<\/p>\n<p>Devemos nesse processo construir um programa estrat\u00e9gico que possa combinar dialeticamente medidas objetivas para resolver os problemas concretos, imediatos e cotidianos da popula\u00e7\u00e3o, com uma plataforma alternativa anticapitalista para o nosso Pa\u00eds. S\u00f3 armados com esse programa para atuar na conjuntura que se abrir\u00e1 no p\u00f3s-pandemia \u00e9 que teremos condi\u00e7\u00f5es de influir com protagonismo no pr\u00f3ximo per\u00edodo. A conjuntura est\u00e1 favor\u00e1vel para um discurso que desmoralize a pol\u00edtica neoliberal, a fal\u00eancia dos servi\u00e7os privados, o ataque contra os trabalhadores e a juventude e o povo pobre e que vincule esses problemas com as classes dominantes e o sistema capitalista. A hora \u00e9 de ousadia e luta!<\/p>\n<p>Edmilson Costa \u00e9 secret\u00e1rio-geral do PCB, doutor em economia pela Unicamp, com p\u00f3s-doutorado no Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas da mesma institui\u00e7\u00e3o. \u00c9 autor, entre outros, de Reflex\u00f5es sobre a crise Brasileira (edi\u00e7\u00f5es Revolucion\u00e1rias, 20220), A crise econ\u00f4mica mundial, a globaliza\u00e7\u00e3o e o Brasil (Edi\u00e7\u00f5es ICP, 20013) e A globaliza\u00e7\u00e3o e o capitalismo contempor\u00e2neo (Express\u00e3o Popular, 2008), al\u00e9m de v\u00e1rios ensaios em revistes e sites nacionais e internacionais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26089\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7,383],"tags":[219],"class_list":["post-26089","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","category-pronunciamentos-da-secretaria-geral","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6MN","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26089"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26089\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}