{"id":26141,"date":"2020-09-15T20:29:22","date_gmt":"2020-09-15T23:29:22","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26141"},"modified":"2020-09-15T20:29:22","modified_gmt":"2020-09-15T23:29:22","slug":"o-pcv-e-a-alternativa-popular-revolucionaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26141","title":{"rendered":"O PCV e a Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/0\/07\/LogoAPR.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Acumular for\u00e7as para uma solu\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria para a crise do capitalismo dependente e rentista da Venezuela.<\/p>\n<p>Camaradas:<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00f5es Nacionais e milit\u00e2ncia<\/p>\n<p>Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios do mundo<\/p>\n<p>Caros e queridos camaradas:<\/p>\n<p>Recebam, em primeiro lugar, a sauda\u00e7\u00e3o cordial e fraterna do Bur\u00f4 Pol\u00edtico do Comit\u00ea Central do Partido Comunista da Venezuela (PCV). O objetivo desta comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 atualiz\u00e1-los sobre a pol\u00edtica delineada pelo Comit\u00ea Central de nossa organiza\u00e7\u00e3o, em resposta ao agravamento da crise do capitalismo dependente e rentista venezuelano, acentuada pela agress\u00e3o multifacetada do imperialismo estadunidense e pela aplica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas liberais a servi\u00e7o do capital pelo governo, que tornam mais cr\u00edticas as condi\u00e7\u00f5es de vida da classe oper\u00e1ria e do povo trabalhador da cidade e do campo, no contexto da nova pandemia do coronav\u00edrus e das elei\u00e7\u00f5es para a Assembleia Nacional.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de julho e agosto deste ano, celebramos a XVII e XVIII sess\u00f5es plen\u00e1rias do Comit\u00ea Central, respectivamente, tendo como tema central a an\u00e1lise da conjuntura pol\u00edtica internacional e nacional com o objetivo de adequar nossa t\u00e1tica pol\u00edtica \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento da luta de classes na Venezuela e considerando as perspectivas de acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as no marco das pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es parlamentares anunciadas pelo Conselho Nacional Eleitoral para o pr\u00f3ximo dia 6 de dezembro de 2020. Ap\u00f3s um profundo e frut\u00edfero debate, o XVII Pleno do Comit\u00ea Central (2 e 3 de julho) aprovou a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de \u201c[&#8230;] promover a constru\u00e7\u00e3o de uma Alian\u00e7a Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria ampla, unit\u00e1ria, n\u00e3o exclusiva, patri\u00f3tica e anti-imperialista, que assuma um Programa de Luta para a sa\u00edda revolucion\u00e1ria para a crise do Capitalismo dependente e rentista da Venezuela, que transcenda as elei\u00e7\u00f5es e expresse a unidade revolucion\u00e1ria oper\u00e1rio-camponesa, comuneira e popular e a ampla alian\u00e7a patri\u00f3tica e anti-imperialista [&#8230;]\u201d.<\/p>\n<p>Esta decis\u00e3o corresponde \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica aprovada pelo 15\u00ba Congresso Nacional do PCV (junho de 2017) e desenvolvida pela nossa 14\u00aa Confer\u00eancia Nacional (fevereiro de 2018), que afirmou: \u201cConstruir uma nova correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, liderada por uma s\u00f3lida unidade revolucion\u00e1ria oper\u00e1rio-camponesa, comuneira e popular \u00e9 um objetivo estrat\u00e9gico para garantir a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas, medidas e a\u00e7\u00f5es governamentais que visem n\u00e3o s\u00f3 a sair da crise do sistema capitalista, em favor da classe oper\u00e1ria e do povo trabalhador da cidade e do campo, mas tamb\u00e9m com o objetivo do triunfo da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria e popular [&#8230;] \u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 com base nessas formula\u00e7\u00f5es de nosso Congresso e Confer\u00eancia Nacional, e nos desenvolvimentos subsequentes do Comit\u00ea Central, que se sustenta a constru\u00e7\u00e3o da Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR).<\/p>\n<p>No \u00e2mbito dessa mesma 14\u00aa Confer\u00eancia Nacional, o nosso Partido aprovou dar o seu apoio \u00e0 candidatura presidencial do compatriota Nicol\u00e1s Maduro Moros para as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de maio de 2018, que assinou para este fim, a 26 de fevereiro de 2018, o \u201cAcordo Unit\u00e1rio Marco PSUV-PCV para enfrentar a crise do capitalismo dependente e rentista na Venezuela com a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e socioecon\u00f4micas anti-imperialistas, patri\u00f3ticas e populares\u201d.<\/p>\n<p>Nos 30 meses transcorridos desde a assinatura do referido documento, o Governo do Presidente Nicol\u00e1s Maduro e a dire\u00e7\u00e3o nacional do PSUV, apesar dos esfor\u00e7os do PCV, n\u00e3o mostraram vontade pol\u00edtica de cumprir qualquer um dos compromissos contidos no Acordo bilateral inerentes \u00e0 esfera nacional. Apenas iniciativas conjuntas foram coordenadas no cen\u00e1rio internacional, buscando a solidariedade com o povo venezuelano e denunciando a agress\u00e3o do imperialismo norte-americano e seus aliados europeus.<\/p>\n<p>Adicionalmente, as contradi\u00e7\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es PCV-PSUV tornaram-se mais agudas na medida em que se aprofundou a execu\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica governamental cada vez mais subordinada aos interesses do capital em detrimento das conquistas e direitos alcan\u00e7ados pelos trabalhadores, pelo campesinato e pelos setores populares ao longo do processo bolivariano e, especialmente, durante a gest\u00e3o do presidente Hugo Ch\u00e1vez. O avan\u00e7o de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica liberal, reformista e entreguista, totalmente contr\u00e1ria ao que est\u00e1 estabelecido nos Acordos PSUV-PCV, configuram o avan\u00e7o de um quadro de ruptura do governo e da dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria do PSUV com a classe oper\u00e1ria e com o povo trabalhador da cidade e do campo a um n\u00edvel program\u00e1tico e pr\u00e1tico que, como seria de esperar, coloca sem d\u00favida o PCV no campo das reivindica\u00e7\u00f5es populares e da defesa das conquistas alcan\u00e7adas.<\/p>\n<p>Essa realidade concreta pode ser observada na implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica salarial regressiva, que se traduz na queda abrupta da renda real dos trabalhadores, na elimina\u00e7\u00e3o dos direitos contratuais previstos nos acordos coletivos, na evapora\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a e dos benef\u00edcios sociais , as ilegais demiss\u00f5es em massa de trabalhadores dos setores p\u00fablico e privado em franca cumplicidade com as autoridades do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>A queda da massa salarial \u00e9 agravada pela pol\u00edtica de abertura e dolariza\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, pela total subordina\u00e7\u00e3o aos interesses do empresariado no que diz respeito \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos bens essenciais na cesta b\u00e1sica e progressiva deteriora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos que, em alguns casos, caminham para a privatiza\u00e7\u00e3o ou concess\u00e3o a setores privados em condi\u00e7\u00f5es excepcionais de funcionamento.<\/p>\n<p>A inevit\u00e1vel precariedade das condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora gerou sua resist\u00eancia combativa diante do decl\u00ednio crescente dos direitos trabalhistas. Ao que o Estado venezuelano respondeu com repress\u00e3o, criminaliza\u00e7\u00e3o e judicializa\u00e7\u00e3o das lutas sindicais leg\u00edtimas que se levantam contra a configura\u00e7\u00e3o dessas novas condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho no contexto da crise capitalista.<\/p>\n<p>No setor agr\u00e1rio, tamb\u00e9m se imp\u00f5em os interesses dos setores capitalistas do agroneg\u00f3cio e da recomposi\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria no campo. Nos \u00faltimos dois anos, a ofensiva criminosa dos latifundi\u00e1rios contra os camponeses e trabalhadores agr\u00e1rios se intensificou, multiplicando as a\u00e7\u00f5es de expuls\u00e3o das fam\u00edlias camponesas de suas terras, o assassinato de camponeses lutadores e a judicializa\u00e7\u00e3o das lutas antilatifundistas. Em 31 de outubro de 2018, o camarada Lu\u00eds Fajardo, membro do Comit\u00ea Central do PCV e dirigente campon\u00eas do Sul do Lago de Maracaibo, junto com o ativista popular Javier Aldana, foi assassinado por ordem de fazendeiros e, at\u00e9 o momento, a justi\u00e7a n\u00e3o foi feita nem com os criminosos nem com as 300 fam\u00edlias camponesas em luta. Um caso em milhares.<\/p>\n<p>O PCV: a ampla alian\u00e7a patri\u00f3tica e anti-imperialista<\/p>\n<p>Contraditoriamente, o avan\u00e7o desta pol\u00edtica liberal, realizado pela corrente reformista que controla o governo, se aprofunda nos momentos em que se intensifica a agress\u00e3o imperialista contra o povo venezuelano e suas institui\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas. Nos meses decorridos em 2020 e ainda em meio \u00e0 expans\u00e3o da pandemia global, o imperialismo norte-americano e seus aliados europeus n\u00e3o cessaram suas a\u00e7\u00f5es de press\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f4mica e militar visando a provocar uma mudan\u00e7a de governo na Venezuela. A apropria\u00e7\u00e3o ilegal de ativos da Venezuela no exterior, as san\u00e7\u00f5es coercitivas unilaterais destinadas a impedir as opera\u00e7\u00f5es comerciais e as fontes de financiamento do pa\u00eds e as mobiliza\u00e7\u00f5es de for\u00e7as militares para construir um cerco fronteiri\u00e7o e mar\u00edtimo sobre a Venezuela tem aumentado h\u00e1 mais de ano.<\/p>\n<p>Diante desse complexo cen\u00e1rio de cerco imperialista que coloca em risco a soberania e a autodetermina\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, o Partido Comunista da Venezuela (PCV) insiste na necessidade de construir a mais ampla alian\u00e7a de for\u00e7as democr\u00e1ticas, populares, patri\u00f3ticas, progressistas, anti-imperialistas e revolucion\u00e1rias que transcenda a a\u00e7\u00e3o conjuntural e se concretize em uma dire\u00e7\u00e3o coletiva e um programa comum para derrotar a agress\u00e3o imperialista por meio da transforma\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria da sociedade venezuelana.<\/p>\n<p>Para o PCV, a consequente luta contra o cerco imperialista e em defesa da soberania \u00e9 insepar\u00e1vel da luta por uma sa\u00edda revolucion\u00e1ria para a crise capitalista. Nesse sentido, o fortalecimento de pol\u00edticas liberais antipopulares s\u00f3 multiplica os efeitos da crise capitalista e das san\u00e7\u00f5es imperialistas sobre as costas dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que enfraquecem as capacidades do movimento oper\u00e1rio e popular de intervir nas tarefas urgentes do desenvolvimento agr\u00edcola e industrial essenciais para fazer frente \u00e0s san\u00e7\u00f5es, bloqueios e sabotagens da economia nacional. No PCV estamos convencidos de que n\u00e3o \u00e9 por meio de concess\u00f5es e subordina\u00e7\u00e3o aos interesses dos capitalistas que o imperialismo pode ser derrotado.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, desde o reconhecimento m\u00fatuo de que o imperialismo \u00e9 o principal inimigo de nosso povo, a Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR) n\u00e3o representa, portanto, uma ruptura com o Governo do Presidente Nicol\u00e1s Maduro, nem com o Grande Polo Patri\u00f3tico Sim\u00f3n Bol\u00edvar (GPPSB) e muito menos com a nossa linha de constru\u00e7\u00e3o da ampla alian\u00e7a patri\u00f3tica e anti-imperialista para enfrentar o inimigo comum. O PCV \u00e9 consistente com a sua t\u00e1tica unit\u00e1ria face \u00e0s atuais amea\u00e7as imperialistas, por isso n\u00e3o deixamos de trabalhar e insistimos na necessidade de sustentar essa unidade sobre as bases s\u00f3lidas dos acordos program\u00e1ticos para retomar os objetivos da revolu\u00e7\u00e3o nacional-libertadora de car\u00e1ter democr\u00e1tico, anti-imperialista e antimonopolista, bem como a necessidade de construir espa\u00e7os de debate e constru\u00e7\u00e3o coletiva da pol\u00edtica entre as for\u00e7as democr\u00e1ticas, patri\u00f3ticas, anti-imperialistas, populares e revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Nas resolu\u00e7\u00f5es do XVIII Pleno do Comit\u00ea Central (1\u00ba de agosto de 2020), est\u00e1 expresso nos seguintes termos:<\/p>\n<p>4. Este ajuste da t\u00e1tica pol\u00edtica n\u00e3o \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de ruptura do PCV com o governo do Presidente Nicol\u00e1s Maduro, que consideramos o presidente legal e leg\u00edtimo da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela, nem com o GPPSB, com o qual concordamos em confrontar o agress\u00e3o pelo imperialismo dos EUA e seus aliados europeus. Implica um aprofundamento das fronteiras ao n\u00edvel das pol\u00edticas internas: no que tange ao ideol\u00f3gico, pol\u00edtico, agr\u00e1rio e, portanto, na concep\u00e7\u00e3o do desenvolvimento econ\u00f4mico produtivo do pa\u00eds e no papel e car\u00e1ter da participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e protagonista das massas exercendo dire\u00e7\u00e3o e controle social sobre os processos de organiza\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o social, bem como sobre os aspectos \u00e9tico-morais que afetam gravemente a sociedade e, em particular, a gest\u00e3o governamental.<\/p>\n<p>5. O PCV n\u00e3o saiu do GPPSB, nem abandonamos nossas rela\u00e7\u00f5es com as organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais que o comp\u00f5em. Consideramos que \u00e9 um espa\u00e7o que pode ser utilizado para coordenar, sempre que o Governo do PSUV decidir, a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas ou de grande envergardura face \u00e0 agress\u00e3o imperialista. (&#8230;) Tamb\u00e9m n\u00e3o nos retiramos do governo, porque nunca fizemos parte dele: ningu\u00e9m pode sair de onde nunca esteve ou a que nunca pertenceu. Muito menos nos retiramos do processo revolucion\u00e1rio venezuelano e mundial, que \u00e9 um espa\u00e7o que vai al\u00e9m do governo e do qual o PCV faz parte desde sua funda\u00e7\u00e3o em 5 de mar\u00e7o de 1931.<\/p>\n<p>O PCV e a Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR)<\/p>\n<p>Como explicamos no in\u00edcio do documento, a Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR) \u00e9 um esfor\u00e7o unit\u00e1rio que visa a construir um referente org\u00e2nico das correntes revolucion\u00e1rias no campo oper\u00e1rio, campon\u00eas, comunit\u00e1rio e popular, no marco do desenvolvimento de nossa pol\u00edtica de \u201cconfrontar, demarcar, reagrupar e acumular for\u00e7as para avan\u00e7ar e triunfar contra o imperialismo e o reformismo entreguista\u201d. Trata-se de um ajuste da t\u00e1tica pol\u00edtica do PCV \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es de agress\u00e3o imperialista e \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o da luta de classes gerada pelo avan\u00e7o das pol\u00edticas reformistas e entreguistas.<\/p>\n<p>A Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria \u00e9 um projeto de constru\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria que transcende a situa\u00e7\u00e3o eleitoral. Seu objetivo imediato \u00e9 avan\u00e7ar no reagrupamento de todas as organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais revolucion\u00e1rias, as correntes comuneiras e populares, bem como n\u00facleos importantes do chavismo de base popular, que concordam na necessidade de construir uma nova correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as para defender as conquistas sociais dos trabalhadores e do povo em geral, derrotar a agress\u00e3o imperialista com a a\u00e7\u00e3o combativa dos trabalhadores da cidade e do campo, e conquistar uma sa\u00edda revolucion\u00e1ria para a crise capitalista que abre perspectivas para a revolu\u00e7\u00e3o socialista na Venezuela.<\/p>\n<p>\u00c9 nesta perspectiva estrat\u00e9gica que o Partido Comunista da Venezuela (PCV), junto com os partidos pol\u00edticos e movimentos sociais revolucion\u00e1rios, correntes populares e n\u00facleos do chavismo de base popular, que integramos a Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR), participar\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es parlamentares no dia 6 de dezembro de 2020, apresentando candidaturas pr\u00f3prias e independentes nas listas e circunscri\u00e7\u00f5es eleitorais de todo o territ\u00f3rio nacional, uma verdadeira express\u00e3o da unidade na diversidade popular revolucion\u00e1ria, constru\u00edda na consulta din\u00e2mica das e com as bases de nossas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta leg\u00edtima e coerente decis\u00e3o pol\u00edtica do PCV com os interesses e objetivos da classe trabalhadora da cidade e do campo, no contexto que j\u00e1 descrevemos do avan\u00e7o dos capitalistas sobre suas conquistas e direitos sociais, est\u00e1 sendo objeto de um ataque desproporcional por setores da dire\u00e7\u00e3o nacional do PSUV e do Governo, que assumimos como uma din\u00e2mica objetiva que s\u00e3o express\u00e3o dos interesses de classe confrontados. A complexa imagem do cerco imperialista \u00e0 Venezuela \u00e9 utilizada para desqualificar a Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR), apontando seus membros como traidores e divisionistas que jogam o jogo dos planos imperialistas.<\/p>\n<p>Esses ataques t\u00eam como objetivo impedir o estabelecimento de um referencial de for\u00e7as populares e revolucion\u00e1rias em torno do qual se organiza a resist\u00eancia de classe contra a dire\u00e7\u00e3o inconsistente que a pol\u00edtica governamental est\u00e1 tomando. Essas inten\u00e7\u00f5es foram confirmadas com a recente decis\u00e3o do Supremo Tribunal de Justi\u00e7a (TSJ) de interven\u00e7\u00e3o judicial no partido P\u00e1tria Para Todos (PPT), membro junto com o PCV, com a Izquierda Unida (IU) e com Partido Revolucion\u00e1rio do Trabalhadores (PRT), da Frente Popular Anti-imperialista e Antifascista (FPAA), promotora da Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR). Ainda que por outros motivos, houve tamb\u00e9m a interven\u00e7\u00e3o no Movimento Revolucion\u00e1rio Tupamaro (MRT), cuja corrente principal foi impedida de usar seu registro eleitoral aderiu \u00e0 APR.<\/p>\n<p>Sobre estes fatos, o PCV expressou seu forte rep\u00fadio \u00e0 interven\u00e7\u00e3o judicial dos partidos pol\u00edticos, e temos alertado sobre como este tipo de procedimento viola o exerc\u00edcio de sua democracia interna, viola a soberania da milit\u00e2ncia sobre sua pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o ao colocar na dire\u00e7\u00e3o dos partidos a fac\u00e7\u00e3o em conflito que se identifica com o Governo-PSUV e representa um grave perigo para as liberdades democr\u00e1ticas consagradas na Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela. Apesar dos ataques sistem\u00e1ticos que se dirigem contra a Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR), este projeto se consolida e aglutina cada vez mais vontades em todo o territ\u00f3rio nacional. Em pouco menos de dois meses, a APR foi implantada nos 24 estados do pa\u00eds e, neste momento, as Assembleias Populares constitutivas come\u00e7am a se desenvolver nos munic\u00edpios e localidades de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es parlamentares ser\u00e3o uma etapa importante da luta de classes onde esperamos que a Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR), por meio de suas pr\u00f3prias candidaturas do campo oper\u00e1rio e popular e suas propostas program\u00e1ticas para a sa\u00edda revolucion\u00e1ria da crise capitalista, continue avan\u00e7ando no reagrupamento de for\u00e7as em torno desse esfor\u00e7o unit\u00e1rio e na promo\u00e7\u00e3o do profundo debate pol\u00edtico ideol\u00f3gico entre as massas trabalhadoras.<\/p>\n<p>A ess\u00eancia das contradi\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Como foi demonstrado ao longo desta comunica\u00e7\u00e3o, a ess\u00eancia das contradi\u00e7\u00f5es que determinam o ajustamento \u00e0s t\u00e1ticas pol\u00edticas do PCV e o impulsionamento da Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR) \u00e9 essencialmente de classe. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o burocr\u00e1tica de &#8220;distribui\u00e7\u00e3o de cotas de poder&#8221; ou &#8220;demanda por assentos&#8221; da Assembleia Nacional ao governo ou ao PSUV.<\/p>\n<p>Essas contradi\u00e7\u00f5es se manifestam claramente hoje na exist\u00eancia de projetos pol\u00edticos que expressam diferentes interesses de classe. Por um lado, as fra\u00e7\u00f5es burguesas e pequeno-burguesas que, com fraseologia pseudo socialista, se apropriaram da dire\u00e7\u00e3o do governo venezuelano e v\u00eam executando uma pol\u00edtica liberal burguesa (falam mesmo em criar uma &#8220;burguesia revolucion\u00e1ria&#8221;), de recuar nas conquistas do povo durante o processo bolivariano, cuja conduta pr\u00e1tica \u00e9 reformista e de natureza entreguista. Esta \u00e9 a sua concep\u00e7\u00e3o da sa\u00edda da crise geral em que estamos imersos, produto do esgotado modelo de capitalismo dependente e rentista da Venezuela, agravado pelos efeitos da agress\u00e3o imperialista e da pol\u00edtica governamental.<\/p>\n<p>Por outro lado, encontramos os setores do movimento popular revolucion\u00e1rio e seus trabalhadores, camponeses e pescadores, correntes comunit\u00e1rias e ind\u00edgenas, mulheres e jovens, profissionais e intelectuais, crentes e n\u00e3o crentes, civis e militares patri\u00f3ticos, e a diversidade de express\u00f5es organizadas do nosso povo, que assumimos, como j\u00e1 referimos, que a luta consequente contra o cerco imperialista e em defesa da soberania \u00e9 indissoci\u00e1vel da luta por uma sa\u00edda revolucion\u00e1ria para a crise capitalista e estamos convictos que n\u00e3o \u00e9 por meio de concess\u00f5es e subordina\u00e7\u00e3o aos interesses dos capitalistas que o imperialismo pode ser derrotado.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir dessas premissas que nas diversas conversas mantidas com representantes do governo e lideran\u00e7as do PSUV (presencial com Jorge Rodr\u00edguez em 30 de julho; videoconfer\u00eancias com Jorge Arreaza em 20 de agosto e Diosdado Cabello &#8211; Arist\u00f3bulo Ist\u00fariz em 21 de agosto 2020), propusemos: vamos discutir a pol\u00edtica, propomos mudan\u00e7as profundas na pol\u00edtica econ\u00f4mica e de desenvolvimento produtivo nacional, trabalhista e sindical, em resposta \u00e0s lutas e demandas dos trabalhadores, camponeses e membros da comunidade, de revers\u00e3o dos processos de privatiza\u00e7\u00f5es e recomposi\u00e7\u00e3o latifundi\u00e1ria no campo venezuelano, de combate a fundo contra as m\u00e1fias, a corrup\u00e7\u00e3o e a impunidade. N\u00e3o foi poss\u00edvel abrir esse di\u00e1logo, construir espa\u00e7os de debate, de autocr\u00edtica e de an\u00e1lise cr\u00edtica, de exercer a constru\u00e7\u00e3o coletiva da pol\u00edtica. E n\u00e3o tem sido poss\u00edvel porque s\u00e3o projetos que expressam diferentes interesses de classe, enquanto com setores importantes da oposi\u00e7\u00e3o burguesa \u00e9 poss\u00edvel sentar, dialogar e pactuar porque h\u00e1 uma coincid\u00eancia de interesses de classe e, al\u00e9m disso, eles t\u00eam for\u00e7a interna que acompanham a interfer\u00eancia e press\u00e3o externa. Este \u00e9 o ponto, queridos e queridos camaradas.<\/p>\n<p>A solicita\u00e7\u00e3o do PCV \u00e0s nossas organiza\u00e7\u00f5es irm\u00e3s<\/p>\n<p>O objetivo da presente comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 solicitar de voc\u00eas declara\u00e7\u00f5es de solidariedade para com o PCV ou questionar o Governo &#8211; PSUV. Seu \u00fanico prop\u00f3sito \u00e9 mant\u00ea-los informados sobre a Linha Pol\u00edtica desenvolvida pelo Partido Comunista da Venezuela (PCV) no territ\u00f3rio da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela, como organiza\u00e7\u00f5es irm\u00e3s que nos encontramos no debate coincidente ou divergente sobre a diversidade do que hoje chamamos Movimento Comunista Internacional.<\/p>\n<p>Reconhecemos e apreciamos a imensa solidariedade com a classe oper\u00e1ria e com o povo trabalhador venezuelanos da cidade e do campo, com suas resist\u00eancias e lutas ante a agress\u00e3o imperialista e sionista, e ante as pol\u00edticas reformistas submissas que nos afetam. Estamos convencidos de que esta solidariedade internacionalista e prolet\u00e1ria continuar\u00e1, como sempre foi o caso dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios de todo o mundo diante das justas causas de nossos povos, no combate pela conquista da liberta\u00e7\u00e3o nacional e do verdadeiro socialismo-comunismo.<\/p>\n<p>Agradecemos a aten\u00e7\u00e3o que dispensa a esta carta e estamos \u00e0 sua inteira disposi\u00e7\u00e3o para qualquer interc\u00e2mbio, amplia\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es ou opini\u00f5es, esclarecimentos que considere pertinentes ou entrevistas.<\/p>\n<p>Abra\u00e7o fraterno e solid\u00e1rio.<\/p>\n<p>VIVA O INTERNACIONALISMO PROLET\u00c1RIO!<\/p>\n<p>BUR\u00d4 POL\u00cdTICO DO COMIT\u00ca CENTRAL<\/p>\n<p>PARTE COMUNISTA DA VENEZUELA (PCV)<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Gabriel Lazzari (PCB-SP)<\/p>\n<p>Original: https:\/\/prensapcv.wordpress.com\/2020\/09\/07\/carta-a-los-partidos-comunistas-y-obreros-del-mundo-el-pcv-y-la-alternativa-popular-revolucionaria\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26141\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[228],"class_list":["post-26141","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6ND","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26141","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26141"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26141\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26141"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}