{"id":26172,"date":"2020-09-20T21:46:50","date_gmt":"2020-09-21T00:46:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26172"},"modified":"2020-09-20T21:46:50","modified_gmt":"2020-09-21T00:46:50","slug":"um-corte-de-classe-sobre-o-setembro-amarelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26172","title":{"rendered":"Um corte de classe sobre o Setembro Amarelo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/miro.medium.com\/max\/526\/1*9ZVDc0T3J7hLxJGMsXaStg.jpeg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->O suic\u00eddio n\u00e3o \u00e9 mais que um entre os mil e um sintomas da luta social geral\u201d<\/p>\n<p>&#8211; Karl Marx, em Sobre o Suic\u00eddio [1]<\/p>\n<p>Por Ricardo Lima, estudante de filosofia da UECE e militante da UJC do Cear\u00e1<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da humanidade, sem d\u00favidas, \u00e9 a hist\u00f3ria das lutas de classes entre os seres humanos, evoluindo no tempo e espa\u00e7o, pelo trabalho e pela triste explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem, at\u00e9 o presente momento. Algumas das caracter\u00edsticas do sistema capitalista s\u00e3o as de simplificar essas lutas de classes, aumentar, com toda racionalidade t\u00e9cnica, a explora\u00e7\u00e3o de uns poucos sobre a maioria e potencializar todas as formas de opress\u00f5es individuais e coletivas. Um fen\u00f4meno cinza e estudado por v\u00e1rios autores \u2014 passando por Benedictus de Spinoza, \u00c9mile Durkhein, Albert Camus, para citar alguns exemplos, e at\u00e9 Karl Marx em seu pequeno apanhado intitulado \u201cSobre o Suic\u00eddio\u201c \u2014 \u00e9 o que vamos abordar aqui como uma opress\u00e3o social-individual, em que o indiv\u00edduo como animal pol\u00edtico (zoon politicon, Arist\u00f3teles) sofre, por diversos fatores, um peso na sua exist\u00eancia ao ponto de dar fim a pr\u00f3pria vida \u2014 um ato solit\u00e1rio e ainda muito estigmatizado na sociedade brasileira e mundial e com pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o ineficazes por parte do dito poder p\u00fablico para com o povo e com aten\u00e7\u00e3o \u2014 no caso, sem a devida aten\u00e7\u00e3o \u2014 essencial \u00e0 classe que trabalha e produz a riqueza de uma sociedade.<\/p>\n<p>Uma pesquisa realizada em 2016 pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) mostrou que a taxa de suic\u00eddio no Brasil cresceu 7% para cada 100 mil habitantes, comparada ao \u00faltimo levantamento feito em 2010, enquanto que no mundo todo houve uma queda de 9,8 %. Os dados ainda s\u00e3o alarmantes: a cada 4 segundos uma pessoa comete suic\u00eddio no mundo, chegando a 800.000 mortes por ano. \u00c9 a segunda maior causa de mortes, superando \u00f3bitos por c\u00e2ncer de mama, mal\u00e1ria, homic\u00eddios e guerras, e entre os declarados homens a taxa \u00e9 o dobro se comparada ao suic\u00eddio entre mulheres: 13,7% por 100.000. No Brasil, o Jornal Brasileiro de Psiquiatria chama aten\u00e7\u00e3o para o aumento de suic\u00eddio entre jovens de 10 a 19 anos.<\/p>\n<p>As estat\u00edsticas, por\u00e9m, por mais que \u00fateis e necess\u00e1rias ao combate e \u00e0 preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio, s\u00e3o epid\u00e9rmicas. N\u00e3o v\u00e3o ao fundo da quest\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 apenas do indiv\u00edduo consigo mesmo, mas social. Em uma sociedade na qual se preza mais pelo lucro de farmac\u00eauticas e de terapeutas cr\u00f4nicos, a preocupa\u00e7\u00e3o por parte do sistema capitalista e dos Estados burgueses e suas pol\u00edticas neoliberais se mostra ineficiente. Os tratamentos n\u00e3o s\u00e3o disponibilizados a todo o conjunto da sociedade. Para a pequena e grande burguesia do pa\u00eds h\u00e1, com toda certeza, uma luz mais forte no fim de um t\u00fanel muito menor e menos claustrof\u00f3bico. Para a classe trabalhadora, para o lumpemproletariado e, enfim, para quem n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es financeiras, a hist\u00f3ria se mostra diferente.<\/p>\n<p>Os Centros de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (CAPS) s\u00e3o distribu\u00eddos de maneira desigual em todo pa\u00eds; as pessoas que s\u00e3o atendidas reclamam constantemente da desorganiza\u00e7\u00e3o, das lota\u00e7\u00f5es e da falta de atendimento, sem falar na falta de financiamento por parte do Estado Brasileiro. Vale dizer que os CAPS disponibilizam tratamentos para pessoas que tem problemas mentais diversos (ali\u00e1s, n\u00e3o podemos deixar de esquecer a grande camarada e m\u00e9dica psiquiatra Nise da Silveira [2] e seu legado antimanicomial na sociedade brasileira), al\u00e9m de problemas com \u00e1lcool e demais drogas, sendo estes um dos principais agravantes de depress\u00e3o e suic\u00eddio entre jovens. Outro fator triste \u00e9 o da depress\u00e3o e o do suic\u00eddio entre pessoas idosas: mis\u00e9ria, solid\u00e3o, falta ou nega\u00e7\u00e3o de aposentadoria levam aqueles e aquelas que tanto trabalharam durante \u00e0 vida a dar cabo da pr\u00f3pria vida (a reforma da previd\u00eancia \u2014 PEC 06\/19 proposta pelo golpista Michel Temer e aprovada por Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e seus aliados, tende a agravar a situa\u00e7\u00e3o, junto da reforma trabalhista e demais ataques \u00e0 classe trabalhadora).<\/p>\n<p>Mas, afinal, como a sociedade dividida em classes, como a sociedade baseada na explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o tal como o sistema capitalista de produ\u00e7\u00e3o e de rela\u00e7\u00e3o social, no nosso caso, agrava a situa\u00e7\u00e3o? Sabemos que o suic\u00eddio \u00e9 algo concernente \u00e0 vida privada e que v\u00e1rios fatores levam ao ato. Mas a vida privada n\u00e3o difere, necessariamente, da vida pol\u00edtica. Na contemporaneidade, elementos como as novas formas de tecnologia, redes sociais e todas as suas consequ\u00eancias agravam muitos sentimentos de inferioridade e baixa autoestima causadas pelo fetiche de querer ser sempre aquele modelo aparente e fluido proporcionado pelo mundo do mercado global (aqui poder\u00edamos pensar com o soci\u00f3logo \u00c9mile Durkheim que aponta o auto desenvolvimento da ind\u00fastria e a expans\u00e3o indefinida do mercado fortalece o desencadeamento de desejos e a busca de conquistas que, se n\u00e3o controlados, levam ao suic\u00eddio ) [3].<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da metodologia cientificista podemos ir al\u00e9m numa perspectiva marxista da vida.<\/p>\n<p>O jovem Karl Marx, no ano de 1846, publica um interessante artigo intitulado \u201cPeuchet: vom Selbstmord \u201d, mais conhecido como \u201c Sobre o Suic\u00eddio\u201d. Artigo tal publicado a partir das mem\u00f3rias de Jean Jacques Peuchet: um arquivista franc\u00eas que relata em alguns de seus escritos, atos de suic\u00eddio \u2014 sem deixar de lado, por mais que n\u00e3o fosse um socialista ou um revolucion\u00e1rio \u2014 as quest\u00f5es de opress\u00e3o social, patriarcal\/familiar sobre a vida de mulheres e o que lhes levou ao fim, e tamb\u00e9m uma cr\u00edtica aos comportamentos deprimentes e moralizantes da \u00e9poca. Marx, com tais exemplos, n\u00e3o limita a an\u00e1lise apenas \u00e0 classe trabalhadora\/prolet\u00e1ria mas \u00e0 sociedade como um todo que \u00e9 e est\u00e1 doente e que leva as pessoas a irem contra \u00e0 sua pr\u00f3pria vida: \u201c[\u2026] est\u00e1 na natureza de nossa sociedade gerar muitos suic\u00eddios [\u2026] \u201d ( MARX, Karl,2006. P25.) E um pouco antes escreve:<\/p>\n<p>\u201c Embora a mis\u00e9ria seja a maior causa do suic\u00eddio, encontramo-lo em todas as classes, tanto entre ricos ociosos como entre os artistas e os pol\u00edticos\u201d<\/p>\n<p>(MARX, Karl. P.24 )<\/p>\n<p>Em sociedades pr\u00e9-capitalistas havia, com certeza, problemas sociais e psicol\u00f3gicos indevidamente estudados e com tratamentos hediondos, torturantes. Com o ascenso do capital e sua globaliza\u00e7\u00e3o, tais problemas aumentaram ou mudaram sua forma torturante para algo mais \u201cprogressista\u201d e menos desumano. Claro que n\u00e3o podemos dizer emocionadamente que o capitalismo n\u00e3o nos trouxe progressos: trouxe, mas \u00e0 custa de uma explora\u00e7\u00e3o nojenta, febril e fabril, uma explora\u00e7\u00e3o que quer humanizar rela\u00e7\u00f5es sociais que por si s\u00f3 n\u00e3o mais se humanizam. O capital nos trouxe evolu\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, e social \u2014 para alguns \u2014 mas \u00e0 custa do trabalho alheio. Um dos maiores males da sociedade contempor\u00e2nea, como j\u00e1 dito acima, \u00e9 o do suic\u00eddio. Os n\u00fameros (ali\u00e1s, as vidas perdidas!) s\u00e3o tristes. Os problemas da sociedade burguesa ganham ares que agravam qualquer situa\u00e7\u00e3o de opress\u00e3o social-individual. Sobre isto, demos a palavra mais uma vez a Marx e ao grande comandante Friedrich Engels, aqui no Manifesto do Partido Comunista:<\/p>\n<p>\u201c A burguesia, l\u00e1 onde chegou a domina\u00e7\u00e3o, destruiu, destruiu todas as rela\u00e7\u00f5es feudais, patriarcais, id\u00edlicas. Rasgou sem miseric\u00f3rdia todos os variados la\u00e7os [\u2026] e n\u00e3o deixou outro la\u00e7o entre homem e homem que n\u00e3o o do interesse nu, o do insens\u00edvel \u201cpagamento pronto\u201d. Afogou o fr\u00eamito sagrado da exalta\u00e7\u00e3o pia, do entusiasmo cavalheiresco, da melancolia pequeno-burguesa, na \u00e1gua gelada do c\u00e1lculo ego\u00edsta. Resolveu a in\u00fameras liberdades bem adquiridas e certificadas p\u00f4s a liberdade \u00fanica, sem escr\u00fapulos, de com\u00e9rcio. [..] \u201c [4]<\/p>\n<p>A falta de sensibilidade para com o outro, a falta de preocupa\u00e7\u00e3o com os outros, seguindo a l\u00f3gica do mercado, nos distancia, faz com que n\u00e3o percebamos, muitas vezes, as dores daqueles e daquelas que est\u00e3o conosco no cotidiano. Estamos s\u00f3s numa sociedade de milh\u00f5es em que a vida em si, \u00e9 secund\u00e1ria, pelo lucro e pela mesquinhez. Ou, como escreve Michael L\u00f6wy em na sua introdu\u00e7\u00e3o \u201cUm Marx ins\u00f3lito\u201d para a obra citada de Marx\/Peuchet Sobre o Suic\u00eddio:<\/p>\n<p>\u201c Cada indiv\u00edduo est\u00e1 isolado dos demais, \u00e9 um entre milh\u00f5es, numa esp\u00e9cie de solid\u00e3o em massa. As pessoas agem entre si como estranhas, numa rela\u00e7\u00e3o de hostilidade m\u00fatua: nessa sociedade de luta e competi\u00e7\u00e3o impiedosas, de guerra de todos contra todos, somente resta ao indiv\u00edduo \u00e9 ser v\u00edtima ou carrasco. Eis, portanto, o contexto social que explica o desespero e o suic\u00eddio.\u201d ( L\u00f6wy, 2006. P.16) [5]<\/p>\n<p>UMA REFLEX\u00c3O PARA N\u00c3O FINALIZAR<\/p>\n<p>Em setembro h\u00e1 a campanha Setembro Amarelo. V\u00e1rias pessoas, institui\u00e7\u00f5es e a m\u00eddia \u2014 das mais burguesas at\u00e9 as mais \u201cprogressistas\u201d \u2014 pautam, publicizam a necessidade de, neste m\u00eas, dar uma maior aten\u00e7\u00e3o e alertar sobre os casos de depress\u00e3o e suic\u00eddio. No entanto, uma frase se coloca em alguns meios midi\u00e1ticos, repetidamente: \u201ca depress\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a democr\u00e1tica\u201d. Pura mentira. Para come\u00e7o de hist\u00f3ria o termo \u201cdemocracia\u201d na sociedade capitalista\/burguesa \u00e9 para poucos. Num sistema opressor e explorador, pobre e trabalhador\/a tem que acordar cedo \u2014 com os olhos marejados, \u00e0s vezes \u2014 contra a pr\u00f3pria vontade, passando por um caso cl\u00ednico e n\u00e3o tratado, para tentar ganhar a vida (sic) e n\u00e3o ser estigmatizado pela for\u00e7a dos moralistas e\/ou religiosos de cal\u00e7a bege, como pregui\u00e7oso\/a, fraco\/a, \u201csem Deus no cora\u00e7\u00e3o\u201d e condenado ao inferno, caso tire a pr\u00f3pria vida. A classe trabalhadora n\u00e3o tem tempo sequer para ganhar a vida, sem o peso da exist\u00eancia injusta\u2026 J\u00e1 a burguesia, a pequena burguesia e, enfim, os ricos, tem como bancar seus psic\u00f3logos e \u2014 aqui e acol\u00e1, romantizando a dor \u2014 escrever seus poemas melanc\u00f3licos \u00e0 base de um bom tratamento, que n\u00e3o \u00e9 fornecido devidamente pelo poder p\u00fablico ao povo (mas, ora, o que se esperar de forma\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias que produzem conhecimento e tecnologia ao capital e n\u00e3o ao povo?). Em um sistema capitalista a democracia, amigos\/as, \u00e9 apenas burguesa!<\/p>\n<p>As mis\u00e9rias e a tristeza do mundo atual n\u00e3o ser\u00e3o sanadas com filantropia de araque e muito menos em um m\u00eas. A leitura marxista \u00e9 que apenas a mudan\u00e7a radical da sociedade pode nos levar a um outro patamar em que o ser-humano e a vida ser\u00e1 a prioridade (n\u00e3o a propriedade!). \u00c9 nosso dever, enquanto sujeitos conscientes dos problemas do mundo, enquanto homens e mulheres, socialistas anticapitalistas, em uma palavra, enquanto comunistas, lutar por uma sociedade que n\u00e3o diferencie ricos e pobres, burgueses e prolet\u00e1rios, ou seja, que emancipe os\/as explorados\/as de sua condi\u00e7\u00e3o inferior e os exploradores\/as de sua condi\u00e7\u00e3o como tais. Que sejamos solid\u00e1rios, atenciosos com nossos camaradas, amigos, colegas de trabalho e de estudo.<\/p>\n<p>O Sistema Opressor e sua din\u00e2mica (com o trabalho alienado, o trabalho-tortura, extenuante e suas consequ\u00eancias psicol\u00f3gicas) nos proporcionam paix\u00f5es tristes que desestimulam nossa a\u00e7\u00e3o, nossa vida, nossa pr\u00e1xis humana. Lutemos por uma sociedade em que reine as paix\u00f5es alegres e em que o indiv\u00edduo goze plenamente da sua pot\u00eancia livre, criadora. Seria ut\u00f3pico, claro, lutar por um mundo onde n\u00e3o h\u00e1 momentos tristes que s\u00e3o normais \u00e0 vida cotidiana. Mas podemos estar alertas para com quem est\u00e1 passando por tristezas profundas ao nosso lado, sem sequer \u201cdar bandeira\u201d. Exijamos do poder p\u00fablico mais efic\u00e1cia no tratamento de transtornos mentais\/qu\u00edmicos como a depress\u00e3o, mas lutemos por uma sociedade socialista e que preze a vida de todo e qualquer um.<\/p>\n<p>Eis a sociedade realmente socialista e, logo ap\u00f3s, comunista e humana que desejamos: em que o suic\u00eddio n\u00e3o seja \u201cmais um dos sintomas da luta social em geral\u201d. Eis a sociedade em que poder\u00edamos viver a vida plena. \u00c9 por tal sociedade pela qual se vale a pena lutar e viver. Sigamos lutando, resistindo e alertas.<\/p>\n<p>[1] O t\u00edtulo original do artigo\/apanhado de Marx \u00e9 \u201c Peuchet: Vom selbsmord\u201d.\/ MARX, Karl \u2014 S\u00e3o Paulo, Boitempo, 2006.<\/p>\n<p>[2] Nise Magalh\u00e3es da Silveira (1905\u20131999) foi uma m\u00e9dica psiquiatra brasileira. Foi tamb\u00e9m uma militante comunista.<\/p>\n<p>[3] DURKHEIM, \u00c9mile. O Suic\u00eddio , estudo de sociologia. S\u00e3o Paulo, Martins fontes, 2000.<br \/>\nDispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/2965009\/mod_resource\/content\/0\/%C3%89mile%20Durkheim%20-%20O%20Suicidio%20%282000%29.pdf &gt;<\/p>\n<p>[4] MARX, Karl. O Manifesto do Partido Comunista<br \/>\nDispon\u00edvel em : &lt; https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1848\/ManifestoDoPartidoComunista\/cap1.htm?fbclid=IwAR3qESTqptUAozppb3XytJMIgtcf_TJsNy_H8EAgymELdiIuc3v3yK_FXPw<\/p>\n<p>[5] Introdu\u00e7\u00e3o de Michael L\u00f6wy, intitulada \u201c Um Marx Ins\u00f3lito\u201d, extra\u00eddo de Sobre o suic\u00eddio, Boitempo, 2006.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26172\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[221],"class_list":["post-26172","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6O8","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26172","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26172"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26172\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}