{"id":26177,"date":"2020-09-22T21:36:21","date_gmt":"2020-09-23T00:36:21","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26177"},"modified":"2020-09-22T21:36:21","modified_gmt":"2020-09-23T00:36:21","slug":"sabra-e-chatila-simbolo-da-resistencia-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26177","title":{"rendered":"Sabra e Chatila: s\u00edmbolo da resist\u00eancia palestina"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alresalah.ws\/thumb\/830x506\/file\/jpg\/1537185159132408.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Setembro de 1982: o massacre nos campos de refugiados palestinos no L\u00edbano<\/p>\n<p>Mercedes Lima<\/p>\n<p>O massacre nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, no oeste de Beirute (no L\u00edbano), completa 38 anos neste m\u00eas, uma imensa dor at\u00e9 hoje para os habitantes desses acampamentos, atualmente um bairro muito pobre. De 16 a 18 de setembro de 1982, em plena guerra civil libanesa (1975-1990), milicianos falangianos apoiados por Israel entraram nos acampamentos em um ataque que levou dois dias e tr\u00eas noites, matando centenas de civis, inclusive mulheres, crian\u00e7as e idosos.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje h\u00e1 um certo sil\u00eancio da comunidade internacional diante dos crimes que Israel cometeu e continua cometendo, com a morte de cerca de tr\u00eas mil pessoas. Foi um dos golpes mais devastadores para o povo palestino, epis\u00f3dio conhecido mundialmente como o massacre de Sabra e Chatila. Israel iluminou os dois campos dos palestinos com \u201csinalizadores de fogo\u201d disparados do c\u00e9u, facilitando o ataque, garantindo a entrada das for\u00e7as falangistas (mil\u00edcias da extrema direita crist\u00e3 libanesa) e cercando as portas para impedir a sa\u00edda da popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, Israel havia invadido o L\u00edbano alegando que o embaixador israelense em Londres tinha sido supostamente assassinado por um palestino de Chatila. Ent\u00e3o, no contexto de guerra civil libanesa, inclusive desobedecendo a um acordo de cessar-fogo pouco antes firmado, os palestinos foram massacrados. Ningu\u00e9m e muito menos Ariel Sharon foi punido. Assim tem sido desde a Nakba, a cat\u00e1strofe palestina que se deu com a cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel, mediante a limpeza \u00e9tnica, de 1948.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que h\u00e1 projetos de coloniza\u00e7\u00e3o das mentes \u00e1rabes promovendo sempre a ideia da aceita\u00e7\u00e3o da coloniza\u00e7\u00e3o israelense de terras \u00e1rabes (ainda que por etapas) para liquidar a quest\u00e3o palestina e encobrir os crimes de ocupa\u00e7\u00e3o e de aparheid. O imperialismo continua com seus ataques: planos de anexa\u00e7\u00e3o, demoli\u00e7\u00f5es de mesquitas, restri\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o, o que, para os palestinos, ocorre h\u00e1 mais de setenta anos, agora aumentados pela pandemia do Covid, especialmente quanto aos refugiados e migrantes, pela escassez de saneamento, pela quase impossibilidade de isolamento social adequado, fornecimento de \u00e1gua, fronteiras seletivas, sem pol\u00edticas preventivas.<\/p>\n<p>Ataca ainda por outros meios. O presidente franc\u00eas Macron, com o fim de confirmar seu dom\u00ednio sobre o L\u00edbano (o que os Estados Unidos n\u00e3o lograram conseguir), tenta uma aproxima\u00e7\u00e3o (com o desvio, para seu pa\u00eds, dos contratos de energia, e n\u00e3o para a Turquia, a R\u00fassia, Ir\u00e3, China, Emirados \u00c1rabes Unidos), abertura pelo Mediterr\u00e2neo com o porto de Beirute, visando afastar o L\u00edbano do expansionismo da Turquia. Os EUA e Israel tramam a sa\u00edda de Mahmoud Abbas (com a ousada e absurda proposta de nome por eles escolhido para a substitui\u00e7\u00e3o do mesmo).<\/p>\n<p>O Brasil sempre teve interesse na chamada \u201ctecnologia da morte\u201d, bem como pelas armas de Israel, que, ali\u00e1s, as vende para o mundo. O governo D\u00f3ria (S\u00e3o Paulo), por exemplo, manifestou interesse pela compra de metralhadoras (Negev, 7.62). Quem compra armas israelenses est\u00e1 olvidando uma hist\u00f3ria constru\u00edda sobre e com os corpos dos palestinos e na viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos.<\/p>\n<p>O povo palestino resiste e luta pelo direito \u00e0 sua autodetermina\u00e7\u00e3o, pelo seu Estado, com Jerusal\u00e9m como capital, respeito aos direitos dos refugiados, especialmente o de retorno para suas cidades e vilas, de onde foram expulsos em 1948.<\/p>\n<p>Por fim, nos posicionamos de forma absolutamente contr\u00e1ria \u00e0 investida do imp\u00e9rio americano, juntamente com os Emirados \u00c1rabes e, claro Israel, o chamado Plano de Paz de Trump que na verdade pretende \u00e9 aniquilar com a causa palestina, com uma t\u00e1tica manipulat\u00f3ria de normaliza\u00e7\u00e3o dos la\u00e7os com o ocupante israelense, com os sionistas, o que, ali\u00e1s, ajudaria a promover o expansionismo de Israel.<\/p>\n<p>Mercedes Lima \u00e9 membra do Comit\u00ea Central do PCB<\/p>\n<p>Dirigente nacional do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro \u2013 filiada \u00e1 FDIM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26177\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[234],"class_list":["post-26177","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6Od","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26177"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26177\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}