{"id":262,"date":"2010-01-21T17:22:05","date_gmt":"2010-01-21T17:22:05","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=262"},"modified":"2010-01-21T17:22:05","modified_gmt":"2010-01-21T17:22:05","slug":"o-suposto-atentado-ao-aviao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/262","title":{"rendered":"O suposto atentado ao avi\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Revendo a imprensa internacional em v\u00e1rias l\u00ednguas, \u00e9 un\u00e2nime a \u00fanica vers\u00e3o frente ao suposto atentado do qual seria v\u00edtima os EUA em 25 de dezembro de 2009, cujo autor, Abdulmutallab Omar Faruk, nigeriano de apenas 23 anos, negou todas as acusa\u00e7\u00f5es contra ele imputadas.<\/p>\n<p>Esta vers\u00e3o exclusiva do evento explicitou, do ponto de vista dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, que todos os jornais utilizaram a mesma fonte de informa\u00e7\u00e3o, essencialmente tr\u00eas ag\u00eancias internacionais de not\u00edcias: AFP, EFE, Reuters. A explica\u00e7\u00e3o para a vers\u00e3o un\u00e2nime \u00e9 de que as ag\u00eancias utilizaram a mesma fonte, as ag\u00eancias de intelig\u00eancia dos EUA, principalmente a CIA.<\/p>\n<p>Como produzida em um laborat\u00f3rio, a vers\u00e3o do ato est\u00e1 espalhada por todo o mundo e se imp\u00f4s como crit\u00e9rio de verdade, sem qualquer cr\u00edtica, com uma \u00fanica fonte. Agora \u00e9 um dado, sobre o qual as decis\u00f5es pol\u00edticas s\u00e3o tomadas. Todos t\u00eam aceitado passivamente que um ataque ia ser cometido contra os EUA pelo difuso &#8220;terrorismo internacional&#8221;.<\/p>\n<p>A montagem do &#8220;ataque terrorista&#8221; frustrado em um avi\u00e3o em Dezembro passado, <strong>a reciclagem da amea\u00e7a da Al-Qaeda no I\u00eamen<\/strong>, as den\u00fancias de Obama e dos l\u00edderes europeus sobre compl\u00f4s &#8220;terroristas isl\u00e2micos&#8221; em movimento, as deten\u00e7\u00f5es em massa de &#8220;suspeitos&#8221; nos EUA e na Europa, s\u00e3o partes operativas do lan\u00e7amento (e aggiornamiento) de <strong>uma nova fase da &#8220;contra-guerra terrorista&#8221;<\/strong>em uma escala global.<\/p>\n<p><strong>A ocupa\u00e7\u00e3o militar do I\u00eamen<\/strong> (justificada pela &#8220;amea\u00e7a da Al Qaeda&#8221;) \u00e9 vital para uma proje\u00e7\u00e3o de controle sobre o Chifre da \u00c1frica, a chave para o barril de p\u00f3lvora petroleiro isl\u00e2mico que as corpora\u00e7\u00f5es estadunidenses pretendem arrebatar dos seus concorrentes asi\u00e1ticos, russos e europeus.<\/p>\n<p><strong>Quem serve a este atentado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>O atentado, ou melhor, o suposto atentado, nunca aconteceu. \u00c9 uma opera\u00e7\u00e3o da CIA para impor ao presidente Obama o manejo da pol\u00edtica internacional com predomin\u00e2ncia no aspecto militar.<\/strong><\/p>\n<p>Neste sentido, Bin Laden (que n\u00e3o est\u00e1 claro se est\u00e1 vivo ou morto) e a Al Qaeda s\u00e3o uma carta valiosa que a CIA e os servi\u00e7os estadunidenses e europeus sempre se reservam para resolver qualquer &#8220;sa\u00edda&#8221; imperial (econ\u00f4mica ou militar) que exija um <strong>consenso internacional<\/strong>.<\/p>\n<p>Bem utilizada, a ferramenta do &#8220;terrorismo&#8221; (uma arma que combina a viol\u00eancia militar com a guerra de quarta gera\u00e7\u00e3o) tem como objetivo principal criar um conflito (ou uma crise) e, em seguida, fornecer a mais favor\u00e1vel solu\u00e7\u00e3o para os interesses que o imp\u00e9rio defende.<\/p>\n<p>Isso coloca como protagonista de primeira ordem o complexo militar estadunidense, e tira o protagonismo do chefe de Estado. Obama havia anunciado a diplomacia do di\u00e1logo como eixo da pol\u00edtica externa dos EUA. Com este suposto ataque, a CIA atualiza um inimigo amorfo, a Al Qaeda, e envia uma mensagem clara para o executivo, sobre o fato de que os EUA, como poder militar, n\u00e3o devem buscar o consenso dos seus interesses estrat\u00e9gicos com ningu\u00e9m, nem mesmo com a Inglaterra. N\u00e3o se esque\u00e7am de que a Al Qaeda \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o da CIA para lutar contra a presen\u00e7a russa no Afeganist\u00e3o.<\/p>\n<p>Com isso, voltamos totalmente para a era Bush, que tem uma linha de continuidade com o golpe em Honduras e \u00e9 complementada pela decis\u00e3o de enviar refor\u00e7os ao Afeganist\u00e3o e ao novo foco de conflito no I\u00eamen. Cortam-se as asas do Pr\u00eamio Nobel da Paz; o executivo est\u00e1 preso no complexo militar estadunidense. O predom\u00ednio militar sobre o diplom\u00e1tico para resolver crises enterra definitivamente a ONU e seu conceito de Na\u00e7\u00f5es Unidas. Todas as crise de agora em diante, em tempos de recess\u00e3o e crise financeira do modelo capitalista de produ\u00e7\u00e3o nos EUA, se resolvem militarmente. N\u00e3o estamos tentando dizer que n\u00e3o foi assim antes; estamos dizendo que se legitima ainda mais, em especial quando o sionismo de Israel tem de enfrentar o desafio do Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Se Obama expressou d\u00favidas sobre o apoio a Israel para uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o militar para a crise nuclear com o Ir\u00e3, este novo cen\u00e1rio alinha Obama na via militar para resolver a crise com o Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Este suposto ataque recauchuta o discurso sobre a seguran\u00e7a e a amea\u00e7a terrorista, j\u00e1 anunciado por um porta-voz do Departamento de Defesa: &#8220;queremos que todos os nossos aliados tenham acesso \u00e0s mais recentes tecnologias de seguran\u00e7a.&#8221; Os scanners nos aeroportos, e todos os sistemas eletr\u00f4nicos de seguran\u00e7a ter\u00e3o de ser adquiridos por cada pa\u00eds com o tr\u00e1fego de passageiros em solo estadunidense.<\/p>\n<p><strong>A isso acrescentamos as medidas que restringem a privacidade, que promovem o controle social, a v\u00eddeo-vigil\u00e2ncia, escutas telef\u00f4nicas, em \u00faltima an\u00e1lise, a invas\u00e3o e o controle social em toda a vida social e privada, que garantem o status quo em vigor.<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de alimentar um novo ciclo expansivo de lucro para as empresas de armamento e petr\u00f3leo, serve como um argumento para justificar uma nova escalada no Afeganist\u00e3o e um quase anunciado desembarque dos EUA no Paquist\u00e3o, um aliado ca\u00f3tico que Washington necessita controlar em fun\u00e7\u00e3o da sua estrat\u00e9gia no Afeganist\u00e3o e no resto da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Obama se tornou um prisioneiro do aparato tecno-militar estadunidense, Guant\u00e1namo n\u00e3o foi fechada em janeiro de 2010, como prometido, e agora n\u00e3o h\u00e1 data de encerramento; pensou-se em uma mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao infame bloqueio contra o povo cubano. Nada disso, Cuba est\u00e1 na lista estadunidense de pa\u00edses que patrocinam o terrorismo.<\/p>\n<p>Este cen\u00e1rio \u00e9 catastr\u00f3fico para qualquer constru\u00e7\u00e3o alternativa no mundo. Especialmente na Am\u00e9rica Latina a situa\u00e7\u00e3o se agrava com as sete bases militares estadunidenses em solo colombiano.<\/p>\n<p>Se ainda sem instalar totalmente essas bases j\u00e1 \u00e9 violado o espa\u00e7o a\u00e9reo venezuelano, imaginem todas as bases em pleno funcionamento.<\/p>\n<p>A lac\u00f4nica frase de Obama contra a responsabilidade por este suposto atentado &#8220;a culpa \u00e9 minha responsabilidade, eu tenho uma solene responsabilidade de defender o meu pa\u00eds&#8221; d\u00e1 a impress\u00e3o de que ele j\u00e1 deixou de fato de ser o presidente dos EUA.<\/p>\n<p>Este cen\u00e1rio complexo, mas n\u00e3o dif\u00edcil de desvendar, imp\u00f5e aos povos a unidade contra o militarismo, contra o fascismo do capitalismo internacional. Unidade de a\u00e7\u00e3o, unidade ideol\u00f3gica, estrat\u00e9gica e t\u00e1tica para defender a humanidade. Essa resist\u00eancia s\u00f3 os povos do mundo podem fazer, trabalhadores urbanos e rurais, os estudantes, porque o inimigo \u00e9 um s\u00f3.<\/p>\n<p>Esta luta pol\u00edtico-militar, n\u00e3o podemos esquecer, \u00e9 tamb\u00e9m ideol\u00f3gica. De acordo com os interesses imperialistas, s\u00e3o capazes de construir uma &#8220;verdade&#8221;, como inventar um suposto ataque.<\/p>\n<p>No momento em que os EUA decidam atacar as instala\u00e7\u00f5es nucleares de Teer\u00e3, ou lan\u00e7ar opera\u00e7\u00f5es militares no Paquist\u00e3o, \u00c1frica ou no C\u00e1ucaso, v\u00e3o necessitar desesperadamente de um ou mais &#8220;atentados terroristas reais&#8221; para amenizar a resist\u00eancia dos aliados e obter um consenso internacional para as novas ocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Precisamente, estas s\u00e3o as principais fun\u00e7\u00f5es que vem desempenhado o &#8220;terrorismo isl\u00e2mico&#8221; (como uma arma de guerra do imp\u00e9rio), controlada pela CIA desde o 11 de setembro at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>Fonte: LA GILADA<\/p>\n<p><strong>PRIMERA GUERRA GLOBAL IMPERIALISTA INFORME PERI\u00d3DICO N\u00ba 784 &#8211; 12\/01\/2010 11:18<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/primeraguerraglobal.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">http:\/\/primeraguerraglobal.blogspot.com\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Latuff\n\n\n\n\nNo cen\u00e1rio mundial existem seis processos de inevit\u00e1vel desfecho em curto prazo: a resolu\u00e7\u00e3o social da crise econ\u00f4mica mundial (com o seu epicentro nos EUA e na Europa), o ataque militar contra as usinas iranianas, a escalada no Afeganist\u00e3o com a ocupa\u00e7\u00e3o militar do Paquist\u00e3o, as a\u00e7\u00f5es militares contra o Sud\u00e3o, a Som\u00e1lia e o I\u00eamen, novo conflito armado no C\u00e1ucaso ou na Eur\u00e1sia (como parte do teatro da Guerra Fria EUA-R\u00fassia) e um ataque &#8220;terrorista&#8221; (ou v\u00e1rios) semelhantes ao 11 de setembro na Europa ou nos EUA. Em todos os casos, o &#8220;terrorismo&#8221; (uma arma estrat\u00e9gica da guerra de Quarta Gera\u00e7\u00e3o) ir\u00e1 agir como um gatilho de eventos e unificador dos acontecimentos que se avizinham no teatro de conflitos internacionais para a preserva\u00e7\u00e3o da ordem imperial regente.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/262\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-262","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4e","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=262"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/262\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}