{"id":26205,"date":"2020-09-28T23:10:09","date_gmt":"2020-09-29T02:10:09","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26205"},"modified":"2020-09-28T23:10:09","modified_gmt":"2020-09-29T02:10:09","slug":"quantas-vidas-pagam-o-progresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26205","title":{"rendered":"Quantas vidas pagam o \u201cprogresso\u201d?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/scontent.fpoa5-1.fna.fbcdn.net\/v\/t1.0-9\/118386195_2663267847231397_7675097423268755843_o.jpg?_nc_cat=100&amp;_nc_sid=730e14&amp;_nc_ohc=60-q-R5hwDoAX_E6MR-&amp;_nc_ht=scontent.fpoa5-1.fna&amp;oh=6efcb10f9524a04646ffd806d0aed40c&amp;oe=5F986BFC\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->O Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro &#8211; Feira de Santana presta apoio e solidariedade \u00e0s trabalhadoras e aos trabalhadores camel\u00f4s, ambulantes e feirantes que sofrem mais um ataque do governo municipal. Essa popula\u00e7\u00e3o que historicamente resiste a in\u00fameras imposi\u00e7\u00f5es da prefeitura visando a retirada desses trabalhadores do centro da cidade.<\/p>\n<p>A imposi\u00e7\u00e3o de um ideal de cidade forjado pela classe dominante de Feira de Santana mostra todo o desrespeito que a prefeitura tem com a classe trabalhadora feirense, priorizando o lucro ao inv\u00e9s da vida e do direito a trabalhar. Esse ideal de modernidade, carregado de pol\u00edticas higienistas e apagamento hist\u00f3rico, vem com a constru\u00e7\u00e3o do Shopping \u201cpopular\u201d, cujo projeto \u00e9 excludente, privatizante e mostra que o popular na verdade \u00e9 particular.<\/p>\n<p>O aluguel para se manter no estabelecimento (que os trabalhadores alegam n\u00e3o possuir sequer estrutura digna), n\u00e3o corresponde \u00e0s condi\u00e7\u00f5es reais de trabalho dos e das camel\u00f4s. Possuindo tamb\u00e9m poucas vagas para agregar todos e todas, descartando e deixando mais de 5 mil trabalhadores e trabalhadoras desamparados, h\u00e1 horas e taxas de trabalho excessivas, conjuntamente com a retirada dos &#8220;inquilinos&#8221; e seus materiais caso haja atraso no pagamento dos alugu\u00e9is.<\/p>\n<p>A classe trabalhadora vem sendo atacada da maneira mais cruel. Essa classe que \u00e9 constitu\u00edda em sua maioria por mulheres, m\u00e3es, as quais sozinhas labutam diariamente para manter seus lares, seus filhos e filhas.<\/p>\n<p>Implementando obras estrategicamente ca\u00f3ticas a cada esquina dos com\u00e9rcios e barracas, o prefeito Colbert Martins, segue a cartilha do seu antecessor Jos\u00e9 Ronaldo e seu projeto de governo que j\u00e1 dura quase vinte anos de gest\u00e3o, descumpre todo acordo que foi feito com esses trabalhadores e age no meio de uma pandemia da maneira mais injusta com os pais e m\u00e3es de fam\u00edlia que precisam sobreviver.<\/p>\n<p>As obras implementadas com o disfarce de \u201crevitaliza\u00e7\u00e3o\u201d est\u00e3o sendo efetuadas de maneira desonesta, por meio de ataques que visam o apagamento da hist\u00f3ria e da cultura de Feira de Santana, a qual foi formada pelos feirantes, vendedores ambulantes, camel\u00f4s, trabalhadoras. Esse projeto de modernidade n\u00e3o traz benef\u00edcios a quem realmente fez essa cidade.<\/p>\n<p>Com isso, n\u00f3s do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro nos colocamos contr\u00e1rias \u00e0 revitaliza\u00e7\u00e3o do centro da cidade, feita com press\u00e3o e tentativa de remo\u00e7\u00e3o dos locais de trabalho de cada um. Quantas vidas valem o falso progresso? Que progresso \u00e9 esse que visa exterminar a classe trabalhadora?<\/p>\n<p>Por pol\u00edticas efetivas para os trabalhadores e trabalhadoras que vivem do com\u00e9rcio! Contra as pol\u00edticas genocidas do governo Colbert Martins e seus aliados!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26205\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[22],"tags":[223],"class_list":["post-26205","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c3-coletivo-ana-montenegro","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6OF","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26205","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26205"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26205\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26205"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26205"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26205"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}