{"id":26211,"date":"2020-09-29T22:55:08","date_gmt":"2020-09-30T01:55:08","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26211"},"modified":"2020-10-09T21:44:35","modified_gmt":"2020-10-10T00:44:35","slug":"trabalhadores-dos-setores-estrategicos-e-a-luta-de-classes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26211","title":{"rendered":"Trabalhadores dos setores estrat\u00e9gicos e a luta de classes"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.brasildefato.com.br\/media\/bcb3a32b502dd8644110cd2eb3aa6dfb.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Marcelo Schmidt &#8211; militante da Unidade Classista e do PCB-RJ<\/p>\n<p>Hoje, agora, quase 150.000 brasileiros morreram de Covid 19; e temos mais de 4,5 milh\u00f5es de pessoas infectadas em uma popula\u00e7\u00e3o de 211 milh\u00f5es. Ao mesmo tempo, mais da metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 sem carteira assinada. O processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o e as taxas de crescimento desaceleraram desde a d\u00e9cada de 1980, com d\u00e9cadas perdidas; o pa\u00eds se torna uma grande fazenda, uma mina a c\u00e9u aberto, um cassino financeiro; enquanto a massa salarial e o poder dos trabalhadores encolhem diante do ataque capitalista. Em uma alegoria do futebol, a defesa \u00e9 muito pior do que o ataque.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, observamos uma queda nas lutas populares e uma queda de mais de 20% no n\u00famero de trabalhadores sindicalizados. Mais da metade do pa\u00eds vive da renda da previd\u00eancia e da ajuda emergencial de um governo de extrema direita, mas aprendeu a viver assim com a social-democracia desenvolvimentista. E embora 10 milh\u00f5es de trabalhadores passem fome no Brasil, a matem\u00e1tica parece simples: d\u00ea apenas o suficiente para impedir qualquer tipo de revolta que possa come\u00e7ar a qualquer momento. Analisar a realidade concreta da luta concreta \u00e9 o desafio de cada \u201cquadro\u201d&#8217; revolucion\u00e1rio, este estudo quer dialogar com todos os quadros da esquerda revolucion\u00e1ria brasileira, para que observem, a partir de sua realidade pr\u00e1tica e concreta, o d\u00e9ficit organizacional geral da Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira, no d\u00e9ficit de estruturas organizacionais da revolu\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Este artigo n\u00e3o se limita \u00e0s raz\u00f5es do surgimento da extrema direita no Brasil, de seu governo sob uma pandemia mortal de covid 19 e seu desastre sanit\u00e1rio; ou sua compara\u00e7\u00e3o com a Social-Democracia que esteve 13 anos no poder com Lula-Dilma, para dizer que esta teria enfrentado a crise com mais humanidade. \u00c9 uma reflex\u00e3o para analisar a pandemia no marco da estrat\u00e9gia organizacional da revolu\u00e7\u00e3o socialista no Brasil. Onde cada \u201cquadro\u201d organizacional, sua atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0s massas populares, bem como as prioridades escolhidas coletivamente, com o apoio das estruturas de classe desempenham um papel fundamental na compreens\u00e3o da crise brasileira.<\/p>\n<p>Devemos continuar o estudo da revolu\u00e7\u00e3o brasileira, a partir do conhecimento profundo da realidade brasileira. Este estudo faz parte da grande pesquisa brasileira para conhecer o Brasil no contexto da Am\u00e9rica Latina; mas tamb\u00e9m visa funcionar como um manifesto dos trabalhadores em seu estado de massacre e como um desenvolvimento de uma defesa mais eficaz contra o ataque do sistema. A explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores achatou o sal\u00e1rio m\u00e9dio em sal\u00e1rio m\u00ednimo. A morte de nossa juventude majoritariamente negra devido \u00e0 viol\u00eancia nas periferias tem os \u00edndices de pa\u00edses em guerra. O \u00edndice de mortes pela pandemia indica o fracasso do SUS sistema \u00fanico de sa\u00fade p\u00fablica. A cat\u00e1strofe ambiental na Amaz\u00f4nia, no Pantanal, no Cerrado, na Mata Atl\u00e2ntica nunca foi t\u00e3o horr\u00edvel desde que os portugueses invadiram esta parte da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Este artigo pretende discutir em maior profundidade como funciona a sociedade sob uma \u201cdemocracia capitalista chamada democracia ocidental\u201d. Um governo na periferia do sistema mundial, no contexto da crise que come\u00e7ou em 2008, intensificou-se em 2012-2013; passou pela perda de direitos decorrentes do fim do pacto social da social-democracia pelo golpe de 2016, sendo aprofundada com a elei\u00e7\u00e3o da extrema direita em 2018, e atingiu a crise pand\u00eamica em 2020. Queremos mostrar que a crise \u00e9 do capitalismo; mostrando que o capitalismo, e mesmo o neofascismo, n\u00e3o pode ser derrotado pela social-democracia, mas pelo socialismo em sua estrat\u00e9gia de criar o poder popular, a partir desses setores mais estrat\u00e9gicos; ou seja, capazes parar a economia mundial localmente, parar definitivamente o capitalismo a n\u00edvel nacional, no contexto latino-americano e global.<\/p>\n<p>Optamos por discutir a guerra de classes no Brasil e n\u00e3o temos receio de apresent\u00e1-la como ela \u00e9: uma guerra contra os trabalhadores. Uma guerra de trabalhadores nos setores de transportes, nos setores mais estrat\u00e9gicos, devido \u00e0 pandemia, ao desastre ambiental, \u00e0 explora\u00e7\u00e3o, \u00e0 precariedade do trabalho da classe, ao desemprego dos trabalhadores e \u00e0 viol\u00eancia que assola as periferias. A guerra de classes no Brasil n\u00e3o deixa espa\u00e7o para a esquerda festiva; a guerra de classes mata a juventude negra prec\u00e1ria e perif\u00e9rica, destr\u00f3i a biodiversidade terrestre, acumula latif\u00fandios; explora altas taxas de mais-valia, e testemunha a explora\u00e7\u00e3o como evidenciado pela pandemia que for\u00e7a os trabalhadores a voltarem ao trabalho removendo o direito \u00e0 greve dos trabalhadores mais estrat\u00e9gicos. O socialismo precisa de paz, mas conhece apenas a guerra. O socialismo no Brasil no contexto da Am\u00e9rica Latina se constr\u00f3i na guerra de classes e nascer\u00e1 desse conflito. Portanto, a organiza\u00e7\u00e3o da guerra n\u00e3o \u00e9 para vencer a pandemia, mas para superar a doen\u00e7a do capitalismo.<\/p>\n<p>Neste momento de refluxo das lutas populares, em que muitos \u201cquadros\u201d ativistas se desencorajam e outros se arriscam a dizer que \u00e9 &#8221; o fim do trabalho &#8221; com o aumento do \u201chome office\u201d trabalho \u00e0 dist\u00e2ncia, as casas da periferia abrigam fam\u00edlias inteiras agrupadas em mini-casas, onde o \u00fanico lugar poss\u00edvel para n\u00e3o \u201cfazer aglomera\u00e7\u00e3o\u201d na pandemia \u00e9 deixar essas casas e ficar na rua. Estas s\u00e3o as teorias do fim do trabalho que reaparecem, enquanto as teorias da \u201ccomposi\u00e7\u00e3o mutante da classe trabalhadora\u201d servem como a principal raz\u00e3o para o refluxo da organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. N\u00f3s argumentamos que as raz\u00f5es se encontram no d\u00e9ficit organizacional; com base na teoria da estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria e sua teoria organizacional, ou por causa do abandono de ambas. Afirmamos uma necessidade organizacional b\u00e1sica e cl\u00e1ssica nos setores mais estrat\u00e9gicos na pandemia, que ao inv\u00e9s de diminuir, aumentaram trabalho, a taxa de explora\u00e7\u00e3o; produzindo uma ainda maior mais valia durante a pandemia para os capitalistas; a pandemia, mais do que o aumento da mis\u00e9ria, mostra sua face mais perversa. Investigaremos a organiza\u00e7\u00e3o m\u00e9dia e as formas mais b\u00e1sicas de organiza\u00e7\u00e3o de base, estudando criticamente o processo de \u201ctrabalho de base\u201d, cr\u00edtico, em detalhes desde o in\u00edcio da pandemia no Brasil.<\/p>\n<p>Notamos a dificuldade de construir unidade de uma a\u00e7\u00e3o comum para sensibilizar os trabalhadores de setores estrat\u00e9gicos, assim como, a massa perif\u00e9rica e prec\u00e1ria. A realidade concreta dos trabalhadores \u00e9 sua fragmenta\u00e7\u00e3o em sua representa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria; que n\u00e3o parece existir, e porque n\u00e3o aparece, parece existir ainda menos. Mas o desafio da organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 aparecer, mas existir em seus lugares mais estrat\u00e9gicos. O m\u00e9todo proposto para este estudo \u00e9 verificar o n\u00edvel da conscientiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores estrat\u00e9gicos, sua solidariedade para os trabalhadores prec\u00e1rios; os trabalhadores mais afetados pela morte, desemprego, explora\u00e7\u00e3o do sistema, perda de direitos, e a viol\u00eancia do estado burgu\u00eas; compreendendo as raz\u00f5es da morte, viol\u00eancia, explora\u00e7\u00e3o, opress\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente. E observar e medir a forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e sindical existente para a unidade de a\u00e7\u00e3o a partir da realidade concreta, e os diferentes n\u00edveis de consci\u00eancia, de compromisso e estudo.<\/p>\n<p>Mais uma vez, o que est\u00e1 em jogo n\u00e3o parece estar na luta contra a pandemia, mas na luta contra o sistema pelo combate \u00e0 pandemia, onde a luta concreta e imediata se junta \u00e0 luta de classes pelo poder popular, que enfrenta uma pandemia global no Brasil da forma mais favor\u00e1vel e cooperativa. O n\u00edvel de comprometimento e consci\u00eancia varia dependendo do que cada trabalhador v\u00ea na realidade e se engaja na transforma\u00e7\u00e3o da realidade. A tarefa organizacional \/ de treinamento \u00e9 unificar essas subjetividades de classe na pr\u00e1tica. A unidade dos explorados e dos que sofrem as mais diversas opress\u00f5es desta doen\u00e7a, g\u00eanero, ra\u00e7a, orienta\u00e7\u00e3o sexual ou contra a xenofobia, para que haja um s\u00f3 fim. As mais diversas estruturas, estruturas de classe e solidariedade, os partidos ou sindicatos; as estruturas de classe e de solidariedade devem estar a servi\u00e7o da esquerda revolucion\u00e1ria como um todo, n\u00e3o para garantir a unidade de ideias, mas a unidade de a\u00e7\u00e3o, baseada no debate de id\u00e9ias e no alto grau de consci\u00eancia dos seus ativistas.<\/p>\n<p>A falta de presen\u00e7a no local de trabalho e nos espa\u00e7os de moradia, com teoria e pr\u00e1tica revolucion\u00e1rias associadas a uma pr\u00e1tica organizacional espec\u00edfica do pr\u00f3prio setor n\u00e3o apenas demonstra a falta de estrat\u00e9gia e pr\u00e1tica organizacional revolucion\u00e1ria, mas tamb\u00e9m os meios de superar a teoria atual e a forma de organiza\u00e7\u00e3o diante do ataque. Convencer n\u00e3o significa uma quest\u00e3o de autoridade, mas de exemplo e muito trabalho, para elevar o esp\u00edrito cr\u00edtico pelo prest\u00edgio dos dirigentes, pela leitura, pelo respeito \u00e0 base e pela pr\u00e1tica do dia a dia. O d\u00e9ficit de \u201cquadros organizadores\u201d tamb\u00e9m se deve \u00e0 falta de a\u00e7\u00e3o como um todo. Qualquer organiza\u00e7\u00e3o deve priorizar e valorizar a presen\u00e7a f\u00edsica do \u201cquadro\u201d atrav\u00e9s do \u201ctrabalho substantivo e b\u00e1sico\u201d experiente, suficiente, qualificado, bem apoiado, revolucion\u00e1rio, competente e especializado dos trabalhadores de cada setor, atentos ao territ\u00f3rio e momento espec\u00edficos da luta de classes na guerra de classes; um &#8220;trabalho de base&#8221; que respeita o conhecimento transformador e a contribui\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria de uma base organizada. No bom trabalho de base, a divis\u00e3o do trabalho, diferentes tarefas e diferentes compromissos determinam a pr\u00e1tica di\u00e1ria.<\/p>\n<p>Nossa quest\u00e3o central \u00e9, portanto, pr\u00e1tica, como o &#8220;quadro&#8221; revolucion\u00e1rio opera em suas tarefas cotidianas mais simples em \u00e1reas onde o sistema \u00e9 mais f\u00e1cil de atacar. A pandemia mostra essa ferida exposta. Como est\u00e1 a organiza\u00e7\u00e3o de &#8220;executivos&#8221; nos setores de transporte e estrat\u00e9gico? Organizar estrategicamente uma pequena quantidade de trabalhadores mais estrat\u00e9gicos, e dessa pequena quantidade, mas de qualidade, de trabalhadores organizados, para acumular for\u00e7as para se organizarem mais, de forma mais estrat\u00e9gica, a partir dos \u201cquadros\u201d, desde o ponto de vis\u00e3o organizacional, estruturas de apoio \u00e0 classe. Mais a for\u00e7a que resulta da recupera\u00e7\u00e3o do instrumento sindical, a servi\u00e7o da luta concreta na luta de classes, de forma organizada, com a forma\u00e7\u00e3o dos conselhos oper\u00e1rios, at\u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o ser de massa, da classe trabalhadora para a classe trabalhadora, Haver\u00e1 mais for\u00e7a para o processo organizacional p\u00f3s-pandemia.<\/p>\n<p>O trabalho do \u201cquadro\u201d organizador, portanto, como se observa na maioria das \u00e1reas estrat\u00e9gicas que agora delinearemos, \u00e9 \u00fatil em n\u00famero e qualidade. Com o d\u00e9ficit organizativo acompanha a falta de estruturas de classe para apoiar a luta concreta na luta da classe trabalhadora; a aus\u00eancia de uma base sindicalizada, organizada e consciente; e a falta de orienta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores para o local de trabalho, mas tamb\u00e9m para o local de moradia. Portanto, a tarefa do \u201cquadro revolucion\u00e1rio e organizador\u201d n\u00e3o \u00e9 apenas saber onde atuar e se especializar neste setor espec\u00edfico, mas tamb\u00e9m o aperfei\u00e7oamento pessoal para melhor\u00e1-lo, trabalhar melhor e aprender continuamente; ou estar bem apoiado nas estruturas de classe e internacionalistas mais combativas; para transformar essas estruturas em bases organizadas, e a para constru\u00e7\u00e3o paralela de conselhos de trabalhadores.<\/p>\n<p>O governo Bolsonaro, resultado do golpe de estado de 2016 no Brasil, representou e representa um avan\u00e7o significativo das for\u00e7as reacion\u00e1rias e neofascistas, da extrema direita conservadora no que diz respeito \u00e0s diretrizes do \u201capelo moral e bons costumes\u201d, incluindo o fundamentalismo religioso, e tamb\u00e9m os neoliberais na economia; que conjuntamente trabalham pela destrui\u00e7\u00e3o dos direitos da classe trabalhadora, pelo ataque \u00e0s minorias e pela contribui\u00e7\u00e3o para a destrui\u00e7\u00e3o da vida no planeta, por meio das pol\u00edticas de destrui\u00e7\u00e3o dos biomas em sua contribui\u00e7\u00e3o para o aquecimento global. Enfrentar um governo de extrema direita nas \u00e1reas macroecon\u00f4micas significa tamb\u00e9m enfrentar esse governo nas micro-\u00e1reas, desde sua organiza\u00e7\u00e3o mais simples. Qualquer insatisfa\u00e7\u00e3o deve se tornar uma arma organizacional contra este governo. A explica\u00e7\u00e3o e a compreens\u00e3o s\u00e3o a ferramenta organizacional que transforma o micro e o macro em uma revolu\u00e7\u00e3o micro-macro. A compara\u00e7\u00e3o da luta do local no contexto nacional, no contexto da compara\u00e7\u00e3o com um exemplo concreto da Am\u00e9rica Latina, faz parte do processo de amadurecimento da consci\u00eancia em uma micro-macro revolu\u00e7\u00e3o no contexto latino-americano. Essa \u00e9 a natureza da revolu\u00e7\u00e3o brasileira, que compreende a organiza\u00e7\u00e3o mais simples no contexto regional mais amplo.<\/p>\n<p>A cobi\u00e7ada pandemia exp\u00f4s o sistema capitalista de tr\u00eas maneiras: sem trabalhadores, o sistema capitalista n\u00e3o funciona, embora quase 15% dos trabalhadores estejam atualmente sem trabalho. O decl\u00ednio da pandemia traz de volta o trabalho, mas o contrato de trabalho \u00e9 intermitente e tempor\u00e1rio. O sistema quer que todos os trabalhadores escolhidos trabalhem para aumentar os lucros do capitalista. A segunda coisa \u00e9 que os trabalhadores estrat\u00e9gicos que t\u00eam o poder de parar a economia global localmente t\u00eam ainda mais poder em tempos extremos. A terceira coisa importante \u00e9 que a pandemia provou que sem um processo de coopera\u00e7\u00e3o global entre os trabalhadores n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de vida saud\u00e1vel no planeta. O sistema capitalista \u00e9 incompat\u00edvel com isso, n\u00e3o tem solidariedade nem coopera\u00e7\u00e3o. A recupera\u00e7\u00e3o das ferramentas sindicais para a luta de classes, para a constru\u00e7\u00e3o de bases organizadas para lutas mais amplas, e a constru\u00e7\u00e3o do poder popular pela constru\u00e7\u00e3o de conselhos de trabalhadores s\u00e3o uma oportunidade \u00fanica neste momento de coopera\u00e7\u00e3o anticapitalista.<\/p>\n<p>Estamos diante de um governo que se ap\u00f3ia em tr\u00eas pilares: na barricada teocr\u00e1tica fundamentalista que o elegeu; sobre os militares a servi\u00e7o do imperialismo sem nenhum plano para o Brasil, mesmo que usem um verniz nacionalista; e, finalmente, sobre a burguesia neoliberal associada \u00e0 agroind\u00fastria e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria de minerais, petr\u00f3leo e mat\u00e9rias-primas. Al\u00e9m disso, a propaganda de extrema direita construiu um caminho por fora do sistema pol\u00edtico tradicional e anti-institucional, que conquistou as massas populares e os cora\u00e7\u00f5es da nova classe trabalhadora prec\u00e1ria e perif\u00e9rica, cansada das promessas dos social-democratas de f\u00e9 nas institui\u00e7\u00f5es e na rep\u00fablica burguesa. Para encerrar, as classes m\u00e9dias ap\u00f3iam como for\u00e7a auxiliar o governo de extrema direita e se alimentam de um discurso anti-PT, anti-oper\u00e1rio, anti-ex-presidente Lula da Silva, e no limite anticomunista. Os conselhos oper\u00e1rios mais apegados \u00e0 realidade concreta devem superar as falsas contradi\u00e7\u00f5es que o anticomunismo apresenta, para a preocupa\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da transforma\u00e7\u00e3o social. Uma base organizada a partir de estruturas ao servi\u00e7o da luta de classes deve ir al\u00e9m da social-democracia no sistema. O processo educacional revolucion\u00e1rio de consci\u00eancia e compromisso n\u00e3o deve recuperar a f\u00e9 nas institui\u00e7\u00f5es burguesas, mas sim fazer o \u201ctrabalho de base\u201d para construir a transi\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n<p>A pandemia exp\u00f5e a necessidade de construir solidariedade para al\u00e9m do debate em torno de uma religi\u00e3o espec\u00edfica; que o papel dos militares na situa\u00e7\u00e3o atual do Brasil \u00e9 tomar o lado oposto ao que ocupam atualmente na guerra de classes; o neoliberalismo na pandemia \u00e9 a face mais exposta da doen\u00e7a capitalista. A organiza\u00e7\u00e3o de base \u00e9 confrontada com um debate paciente nos espa\u00e7os de trabalho e nos locais de moradia, mostrando como funciona a sociedade do ego\u00edsmo que o fundamentalismo religioso n\u00e3o supera, mas aumenta; a busca de militares que se posicionem ao lado das for\u00e7as populares para a constru\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o c\u00edvico-militar; demonstrando que os liberais n\u00e3o criam trabalho, renda ou poder para os trabalhadores, mas operam a pol\u00edtica parasit\u00e1ria deste mundo. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio expor a forma te\u00f3rica e organizacional da social-democracia para super\u00e1-la. Para derrotar o capitalismo, \u00e9 preciso tamb\u00e9m derrotar a social-democracia desenvolvimentista brasileira.<\/p>\n<p>\u00c9 no centro dessa situa\u00e7\u00e3o, aparentemente mostrando o enfraquecimento ou fim de toda defesa efetiva contra a extrema direita, que este trabalho critica o processo de organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nos \u00faltimos 40 anos. O que a pandemia Covid 19 tem a ver com isso? Ela aprofunda a crise econ\u00f4mica estrutural do sistema capitalista de 2008. Mas a verdadeira crise \u00e9 a da organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria para construir uma ruptura que levar\u00e1 este sistema at\u00e9 sua crise final, uma ruptura socialista para a revolu\u00e7\u00e3o brasileira. O problema \u00e9 organizacional, uma organiza\u00e7\u00e3o que coloque os trabalhadores no centro, que discute sua explora\u00e7\u00e3o, que discute todas as formas de opress\u00e3o, inclusive aquelas que apontam para a maior crise ambiental da hist\u00f3ria brasileira. Como explicamos antes: a Amaz\u00f4nia e o Pantanal est\u00e3o em chamas enquanto a maior crise de sa\u00fade do Brasil se desenrola. Ao mesmo tempo, o governo de extrema direita n\u00e3o mostra sinais de fraqueza. O problema \u00e9 como superar o d\u00e9ficit organizacional da classe trabalhadora. Devemos fazer essa disputa colocando a palavra socialismo traduzida em a\u00e7\u00f5es concretas que os trabalhadores em geral querem ver realizadas.<\/p>\n<p>A social-democracia est\u00e1 paralisada agora, mas por muito tempo foi a social-democracia que paralisou a for\u00e7a da luta coletiva revolucion\u00e1ria da classe trabalhadora; o movimento sindical, o movimento pol\u00edtico, da juventude e popular, tudo ficou paralisado, desarmando os trabalhadores para a luta concreta na luta de classes. Enquanto a social-democracia paralisou a classe trabalhadora praticando a concilia\u00e7\u00e3o com aqueles que dariam o golpe de 2016, a esquerda revolucion\u00e1ria desafiou o protagonismo da extrema direita. A extrema direita tem sido muito melhor em alcan\u00e7ar o poder e permanecer no poder at\u00e9 agora. Mas isso n\u00e3o significa que o &#8216;trabalho de base&#8217; cr\u00edtico no Brasil tenha deixado de existir. Novamente, na alegoria do futebol, o ataque \u00e9 muito melhor do que a defesa, mas o jogo ainda n\u00e3o acabou, e a solu\u00e7\u00e3o para este problema \u00e9 armar a defesa e treinar forte para um contra ataque. Cabe \u00e0 esquerda revolucion\u00e1ria denunciar o desarmamento da classe nos \u00faltimos 40 anos por meio de pr\u00e1ticas de concilia\u00e7\u00e3o de classes, e propor uma nova teoria e uma nova pr\u00e1xis organizacional para coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica. A extrema direita parece \u00e0 vontade no poder, enquanto a social-democracia permanece perplexa com sua pr\u00f3pria queda. Na alegoria do futebol, com os mesmos jogadores e a mesma equipa advers\u00e1ria, s\u00f3 podemos mudar a forma de jogar para lutar bem neste jogo.<\/p>\n<p>Enquanto a teoria ligada \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o do novo sindicalismo afirma que o trabalho formal tornou-se prec\u00e1rio e perif\u00e9rico, que a pandemia obrigou os trabalhadores a ficar em casa tornando o &#8220;trabalho de base&#8221; imposs\u00edvel devido \u00e0 sua fragmenta\u00e7\u00e3o, portanto, exigindo novas formas de organiza\u00e7\u00e3o. A extrema esquerda est\u00e1 intensificando o trabalho de base nos locais de trabalho e moradia, e continuou a organizar os profissionais de sa\u00fade de um lado; e outros profissionais estrat\u00e9gicos, como os do setor de transporte e petr\u00f3leo. A organiza\u00e7\u00e3o desses setores visa fortalecer o poder de paralisar a economia nos setores mais sens\u00edveis ao sistema capitalista. A social democracia, em sua maior parte, assiste \u00e0 televis\u00e3o em casa, longe dos processos de organiza\u00e7\u00e3o de classe; esses quadros prostrados e derrotados aguardam rem\u00e9dios institucionais e novas elei\u00e7\u00f5es. Mas se os trabalhadores t\u00eam a mesma forma de jogar o jogo, como podemos esperar um resultado diferente? Acontece que a classe trabalhadora n\u00e3o parou de se organizar. Tamb\u00e9m n\u00e3o deixou de ser confrontada e cortejada ao mesmo tempo pela extrema direita. A diferen\u00e7a \u00e9 que, a partir de 2012, a extrema esquerda entra no processo, embora a extrema direita tenha vencido grandes batalhas at\u00e9 agora, h\u00e1 um processo cumulativo de &#8216;trabalho de base&#8217; cr\u00edtico em andamento, e um forte desejo de mudar o jogo para definitivamente ganhar o jogo.<\/p>\n<p>Desde a recupera\u00e7\u00e3o das ferramentas sindicais das m\u00e3os da burocracia, \u00e0 luta concreta na luta de classes, passando pelas formas cl\u00e1ssicas de organiza\u00e7\u00e3o \u00e0 luta pela forma\u00e7\u00e3o de uma base organizada e sindicalizada; qual seria o motor que geraria a constru\u00e7\u00e3o desse fen\u00f4meno? Uma correta pol\u00edtica de \u201cquadros\u201d, de organiza\u00e7\u00f5es sindicais, como as acima descritas, recuperadas pela luta de classes e capazes de competir pela solidariedade de setores estrat\u00e9gicos, apoiando os trabalhadores prec\u00e1rios e perif\u00e9ricos da economia. E, por fim, a organiza\u00e7\u00e3o dos setores mais estrat\u00e9gicos para a constru\u00e7\u00e3o do poder popular. Isso \u00e9 poss\u00edvel pelo exerc\u00edcio da constitui\u00e7\u00e3o de conselhos de trabalhadores nos locais de trabalho e de moradia. Infelizmente, vivemos um momento, no meio de uma pandemia, no meio da explora\u00e7\u00e3o capitalista, no meio de grandes queimadas, e estamos no meio do jogo, mas cada vez mais trabalhadores v\u00eaem a necessidade de \u201cmudar a maneira de jogar\u201d. N\u00e3o basta apenas esperar que antes do final do jogo o socialismo consiga vencer um jogo perdido contra a barb\u00e1rie, \u00e9 preciso \u201centrar no jogo\u201d. As condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o desfavor\u00e1veis, ainda piores na crise pand\u00eamica, com poucas bases organizadas, poucas estruturas de classe e solidariedade, poucos \u201cquadros revolucion\u00e1rios organizativos\u201d na base e poucos conselhos de trabalhadores. Mas hoje temos uma necessidade organizacional clara, enfrentar o sistema para vencer o sistema.<\/p>\n<p>A mesma maioria da classe trabalhadora que coloca a extrema direita no poder tamb\u00e9m tem avers\u00e3o \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, porque servem ao sistema de explora\u00e7\u00e3o existente. Neste momento de pandemia de covid 19 a organiza\u00e7\u00e3o de \u201cquadros\u201d sobre uma base organizada, com a forma\u00e7\u00e3o de conselhos oper\u00e1rios, para o trabalho de defesa das lutas imediatas ligadas \u00e0 luta de classes \u00e9 o caminho mais importante para a organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. Devemos apontar na mesma dire\u00e7\u00e3o, que a democracia controlada pelo patr\u00e3o n\u00e3o cria trabalho, mata atrav\u00e9s da doen\u00e7a, pela viol\u00eancia e tamb\u00e9m queima a metade do pa\u00eds. Mas \u00e9 poss\u00edvel ir al\u00e9m do desarmamento e da imobilidade da social-democracia diante do neofascismo. \u00c9 poss\u00edvel organizar-se no caso de uma pandemia, \u00e9 poss\u00edvel lutar e acumular for\u00e7as no trabalho formal e estrat\u00e9gico, quando a maioria fala em \u201chome office\u201d. Desenvolver uma mensagem que possa ir para todas as localidades do Brasil no contexto da Am\u00e9rica Latina no mundo. A mensagem de extrema direita n\u00e3o foi suficientemente confrontada com uma mensagem de poder popular. Portos, navios, aeroportos, ferrovias, metr\u00f4, caminh\u00f5es, \u00f4nibus, plataformas de petr\u00f3leo e for\u00e7as armadas e de seguran\u00e7a n\u00e3o pararam. Eles trabalharam sem parar. E os mais prec\u00e1rios, os mais informais e perif\u00e9ricos n\u00e3o pararam completamente, apesar das esmolas em forma de ajuda governamental, que se recusa a promover a cria\u00e7\u00e3o de trabalho formal para mais da metade da for\u00e7a de trabalho desempregada do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na realidade, na guerra de classes aprofundada no Brasil pela extrema direita governante, a viol\u00eancia, explora\u00e7\u00e3o vis\u00edvel, opress\u00e3o, tudo isso trouxe \u00e0 luz o pequeno grupo de pessoas da elite imperial brasileira no poder, subordinada ao imperialismo, com o apoio de parte da classe trabalhadora. N\u00e3o \u00e9 um problema apenas que o grupo de revolucion\u00e1rios seja pequeno, o problema \u00e9 onde reside o apoio das massas. A forma de reverter este jogo \u00e9 aumentar o n\u00famero de quadros da organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, e trabalhar muito e um pouco mais nos locais de trabalho mais estrat\u00e9gicos, para que aumente o n\u00famero de trabalhadores que ap\u00f3iam a revolu\u00e7\u00e3o. O problema organizacional exposto por esta pandemia \u00e9 deixar o inimigo nu, para que possamos melhor mostrar o desarmamento da organiza\u00e7\u00e3o social-democrata e apontar para uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria efetiva. Vamos agora analisar, durante e ap\u00f3s a pandemia, os lugares \/ momentos em que a organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria pode ser mais eficaz.<\/p>\n<p>Portanto, propomos o estudo de onze setores &#8220;chave&#8221; no Brasil: a mensagem do poder popular, dos trabalhadores do transporte, dos petroleiros, das massas prec\u00e1rias e perif\u00e9ricas e das for\u00e7as armadas. Como construir uma coaliz\u00e3o estrat\u00e9gica, um grande encontro de trabalhadores, movimentos populares e juventude a partir de uma mensagem de poder popular s\u00e3o as tarefas a serem cumpridas; com comit\u00eas de trabalhadores nos lugares mais estrat\u00e9gicos para se organizar para a revolu\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>A mensagem do poder popular<\/p>\n<p>A mensagem do poder popular, que hoje parece n\u00e3o existir, existe nas lutas mais imediatas dos setores mais estrat\u00e9gicos, apontando para os setores mais prec\u00e1rios e perif\u00e9ricos das massas populares. Uma mensagem de otimismo e esperan\u00e7a da revolu\u00e7\u00e3o brasileira surge da convic\u00e7\u00e3o de todos, coletivamente, para o engajamento dessa revolu\u00e7\u00e3o, algo que vai do &#8220;quadro&#8221; \u00e0 massa e retorna ao \u201cquadro organizador\u201d, que transformam uma mensagem popular em sua pr\u00f3pria mensagem, em poder popular. A mensagem do poder popular tem suas origens no debate de id\u00e9ias populares dos \u2018quadros organizativos\u2019 nas bases, nos locais de trabalho e de moradia. Ainda que o advers\u00e1rio e o inimigo capitalista possam n\u00e3o concordar, a mensagem ser\u00e1 ouvida e compreendida desde o trabalhador mais poderoso at\u00e9 o trabalhador mais simples da terra, tal \u00e9 o desafio: fazer passar a mensagem atrav\u00e9s do a sociedade, \u00e0 partir dos setores mais estrat\u00e9gicos, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s massas populares, conquistando as massas, pelo seu papel na revolu\u00e7\u00e3o, para tomar parte e manter e defender o poder popular. A mensagem mais simples falar\u00e1 na linguagem do trabalhador brasileiro, do trabalho, do p\u00e3o, da paz e da terra. A mensagem do poder popular ter\u00e1 que ser apreciada pelas massas como um cap\u00edtulo importante da &#8216;novela mais assistida&#8217; do Brasil.<\/p>\n<p>Petroleiros<\/p>\n<p>Os petroleiros est\u00e3o entre os trabalhadores mais massacrados, mas tamb\u00e9m os mais estrat\u00e9gicos. Os petroleiros est\u00e3o divididos em duas grandes federa\u00e7\u00f5es de trabalhadores. Uma representando a forma como os trabalhadores est\u00e3o organizados nos \u00faltimos 40 anos. Esta primeira federa\u00e7\u00e3o \u00e9 defensiva, conciliat\u00f3ria e dependente de governos populares e nacionais desenvolvimentista, muito comprometida com o s\u00edmbolo da preserva\u00e7\u00e3o da Petrobras, mas que na pr\u00e1tica desarma a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores no dia a dia. A outra federa\u00e7\u00e3o, em toda a sua diversidade, \u00e9 menor, e significa a diversidade da proposta socialista, portanto cumpre um papel estrat\u00e9gico. A federa\u00e7\u00e3o petroleira tem como objetivo estrat\u00e9gico ocupar a \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no pr\u00e9-sal. Um desafio ainda maior \u00e9 unir a classe petroleira, reunir todos os trabalhadores estrat\u00e9gicos, na cadeia estrat\u00e9gica e log\u00edstica do petr\u00f3leo e frete brasileiro. Unir os petroleiros em torno de uma grande mensagem de poder popular. Unir os trabalhadores em torno da mensagem de defesa da Petrobras. A defesa de toda a cadeia produtiva log\u00edstica estrat\u00e9gica dos trabalhadores brasileiros para o fortalecimento da classe trabalhadora brasileira como um todo com a constru\u00e7\u00e3o da greve geral.<\/p>\n<p>Ferrovi\u00e1rios<\/p>\n<p>A quase destrui\u00e7\u00e3o dos trabalhadores ferrovi\u00e1rios no Brasil tinha apenas um objetivo: controlar e destruir a log\u00edstica deste pa\u00eds, e substituir uma forma de opera\u00e7\u00e3o log\u00edstica competente para as mercadorias e passageiros atrav\u00e9s de trilhos, por uma nova forma de transporte e de log\u00edstica. Destruir o poder dos ferrovi\u00e1rios tamb\u00e9m fazia parte do objetivo principal. Hoje esses trabalhadores est\u00e3o muito fracos, mas h\u00e1 uma oportunidade para a organiza\u00e7\u00e3o com o aumento do transporte ferrovi\u00e1rio de mercadorias e passageiros. Os ferrovi\u00e1rios ousaram um dia equiparar o seu sal\u00e1rio ao dos militares, \u201cpela greve da paridade\u201d; e os trabalhadores em geral no passado tamb\u00e9m ousaram comparar o seu pr\u00f3prio sal\u00e1rio com o n\u00famero de sal\u00e1rios que pretendiam receber. Hoje, os ferrovi\u00e1rios n\u00e3o podem nem sonhar com isso, pois muitos t\u00eam dificuldade para receber um sal\u00e1rio m\u00ednimo miser\u00e1vel. O maior patrim\u00f4nio do ferrovi\u00e1rio era sua organiza\u00e7\u00e3o. Uma organiza\u00e7\u00e3o baseada em pequenos grupos estrat\u00e9gicos, em um pequeno n\u00famero de trabalhadores organizados para construir uma organiza\u00e7\u00e3o de massa. O trabalho dos \u2018quadros\u2019, trabalhando t\u00e9cnica e politicamente a partir da condi\u00e7\u00e3o de trabalho coletivo do trabalhador foram fundamentais na atua\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e estrat\u00e9gica na luta concreta na luta de classes. Esta foi a maior contribui\u00e7\u00e3o dos ferrovi\u00e1rios \u00e0 classe trabalhadora. Esse poder que foi uma vez poder\u00e1 ser novamente, na aloca\u00e7\u00e3o e interioriza\u00e7\u00e3o de pessoas e cargas neste pa\u00eds. Um novo poder estrat\u00e9gico aproveitando o posicionamento estrat\u00e9gico trazendo de volta um novo poder.<\/p>\n<p>Trabalhadores metrovi\u00e1rios<\/p>\n<p>Os trabalhadores do metr\u00f4 no Brasil s\u00e3o uma moderniza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores das ferrovias na regi\u00e3o metropolitana. Muitas vezes s\u00e3o complementares e deveriam ser. No caso do Brasil hoje, a maior dicotomia \u00e9 a compara\u00e7\u00e3o desses trabalhadores no setor p\u00fablico com o do setor privatizado, nas mais prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es, terceirizados, com um enorme ac\u00famulo de fun\u00e7\u00f5es. Os trabalhadores privatizados do metr\u00f4 s\u00e3o os mais massacrados do setor. Por outro lado, os trabalhadores que ainda est\u00e3o no setor p\u00fablico est\u00e3o estrategicamente posicionados, tanto para defender seu poder estrat\u00e9gico quanto para mostrar solidariedade com os demais trabalhadores brasileiros. As greves solid\u00e1rias dos trabalhadores do metr\u00f4 s\u00e3o uma das mais famosas do Brasil. Sua luta contra o governo neoliberal de S\u00e3o Paulo inspira trabalhadores estrat\u00e9gicos e a massa trabalhadora no cora\u00e7\u00e3o da maior cidade do Brasil. Mas as greves do metr\u00f4 e dos transportes n\u00e3o podem se tornar greves gerais artificiais, quando a maioria justifica n\u00e3o trabalhar &#8220;por causa da greve dos transportes&#8221;. Todos devem saber por que existe a greve geral e ter a oportunidade de defend\u00ea-la.<\/p>\n<p>Trabalhadores aerovi\u00e1rios<\/p>\n<p>Os trabalhadores de aeroportos no solo foram duramente atingidos pelo decl\u00ednio do turismo dom\u00e9stico e internacional. A nova organiza\u00e7\u00e3o do capitalismo mundial baseada na entrega \u201cjust in time\u201d ou entrega r\u00e1pida diminuiu muito na pandemia. Os aeroportos certamente n\u00e3o podem parar, mas as companhias a\u00e9reas t\u00eam usado esse momento para esmagar o poder dos trabalhadores do aeroporto. Mais de 50% desses trabalhadores estrat\u00e9gicos foram afetados. Muitos deles est\u00e3o sem trabalho. Os direitos de d\u00e9cadas acumulados por sucessivas lutas e bons acordos coletivos se diminu\u00edram, a classe viu seus ganhos desaparecerem. A raz\u00e3o \u00e9 que os patr\u00f5es est\u00e3o unidos e globalizados. Por outro lado, trabalhadores fragmentados e liderados por \u201cpequenos l\u00edderes locais\u201d sem import\u00e2ncia. Os maus l\u00edderes enfrentam um desafio: parar o sistema global localmente. Os l\u00edderes sindicais na pandemia sucumbiram \u00e0 sua pr\u00f3pria incompet\u00eancia em face do capitalismo global. O poder dos sal\u00e1rios caiu absurdamente e a mem\u00f3ria da luta quase desaparece. O rem\u00e9dio amargo para o problema geral passar\u00e1 pela unifica\u00e7\u00e3o nacional, e ser\u00e3o os maiores e mais estrat\u00e9gicos aeroportos que exigir\u00e3o um maior esfor\u00e7o representativo e organizacional; desde aqueles lugares onde os avi\u00f5es decolam pela manh\u00e3, e precisam ficar no ch\u00e3o na greve geral, \u00e9 fundamental a organiza\u00e7\u00e3o de grandes \u2018hubs\u2019 em torno de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Aeronautas<\/p>\n<p>Pilotos e comiss\u00e1rios de bordo tamb\u00e9m foram gravemente afetados pela pandemia de 19 covid, seja devido \u00e0 suspens\u00e3o de seus contratos ou \u00e0 perda permanente de seus empregos. Seus dirigentes, que seguiram o caminho t\u00e9cnico e n\u00e3o pol\u00edticos da constru\u00e7\u00e3o institucional tamb\u00e9m alcan\u00e7aram a excel\u00eancia organizacional, com a marca importante de mais de 80% dos sindicalizados. Eles conquistaram leis atrav\u00e9s das grandes greves enquanto a maioria dos trabalhadores perdia seus direitos. E egoisticamente n\u00e3o fizeram parte das frentes oper\u00e1rias, e se recusaram a participar da greve geral de 2017. A\u00ed a pandemia chegou e os patr\u00f5es tomaram conta da pauta da organiza\u00e7\u00e3o &#8220;sem pol\u00edtica&#8221; e de seus sindicalistas, no seu trabalho \u2018t\u00e9cnico\u2019 institucional baseado apenas em argumenta\u00e7\u00e3o e negocia\u00e7\u00e3o. Agora, os patr\u00f5es, al\u00e9m das dispensas, da suspens\u00e3o do contrato de trabalho, t\u00eam um projeto de terceiriza\u00e7\u00e3o para os pilotos, os trabalhadores mais fortes do setor a\u00e9reo. A m\u00e1 escolha dos aeronautas, as escolhas pol\u00edticas dos seus dirigentes levaram o conjunto dos trabalhadores a fazer uma alian\u00e7a estrat\u00e9gica com a direita e a extrema direita. Ent\u00e3o vieram as recentes perdas de classe. E isso prova que as escolhas pol\u00edticas devem ir al\u00e9m da recupera\u00e7\u00e3o da ferramenta sindical e al\u00e9m do processo de sindicaliza\u00e7\u00e3o, mas devem estar vinculadas \u00e0s lutas concretas na luta de classes.<\/p>\n<p>Rodovi\u00e1rios<\/p>\n<p>Os trabalhadores rodovi\u00e1rios e mais especificamente os motoristas de \u00f4nibus s\u00e3o os trabalhadores mais estrat\u00e9gicos locais e acess\u00edveis \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es trabalhistas e pol\u00edticas. Portanto, aqueles que est\u00e3o mais acess\u00edveis ao &#8220;trabalho de base&#8221; cr\u00edtico e estrat\u00e9gico. Hoje, a luta pode ser vista como uma luta para recuperar a ferramenta sindical das m\u00e3os da burocracia sindical que governa a maioria dos trabalhadores do setor no Brasil. Nessa pandemia o esfor\u00e7o maior existe para combater o maior n\u00famero de mortes entre os trabalhadores do setor de transportes. Esta exposi\u00e7\u00e3o revela uma trag\u00e9dia: se os trabalhadores dos transportes e setores estrat\u00e9gicos est\u00e3o t\u00e3o expostos e vulner\u00e1veis, outros trabalhadores comuns est\u00e3o quase mortos. A economia em todo o mundo n\u00e3o pode parar. No momento, existem tentativas de organiza\u00e7\u00e3o que colocam tr\u00eas grandes desafios: Recuperar o instrumento sindical para a luta concreta na luta de classes, para que se torne uma refer\u00eancia de classe, uma organiza\u00e7\u00e3o classista, unit\u00e1ria, internacionalista. Segundo, organizar uma base, trabalhar com respeito \u00e0s massas, a classe, com base na sindicaliza\u00e7\u00e3o e no engajamento di\u00e1rio nas lutas imediatas e hist\u00f3ricas dos trabalhadores. E por \u00faltimo, criar conselhos de trabalhadores por local de trabalho, onde os trabalhadores, sem medo, aprendem coletivamente na luta mais concreta e na luta por seus direitos. A participa\u00e7\u00e3o dos \u201cquadros\u201d na organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante. A luta dos trabalhadores hoje na pandemia significa uma luta absurda para tentar manter os sal\u00e1rios integrais, quando os empregadores tentam cortar os sal\u00e1rios pela metade e trouxe o espectro do desemprego; a \u2018dupla fun\u00e7\u00e3o\u2019 de quem cobra e dirige se aprofunda e trabalhadores fechados em uma caixa na pandemia est\u00e3o ainda mais vulner\u00e1veis. O que antes era um trabalho com alto estresse, viol\u00eancia nas estradas e na cidade, \u00e9 agora o maior \u00edndice de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pandemia entre os trabalhadores dos transportes. O descontentamento dos trabalhadores est\u00e1 atingindo n\u00edveis elevados e a conscientiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 aumentando. Portanto, parafraseando um dos maiores mar\u00edtimos brasileiros de todos os tempos: \u201cEnquanto o patr\u00e3o n\u00e3o inventar uma maneira de fazer os trabalhadores passarem de um lado ao outro da cidade, pela tela do computador ou da televis\u00e3o, os motoristas de \u00f4nibus ter\u00e3o o poder e dever\u00e3o, sob pena de serem massacrados, que exercer esse poder&#8221;.<\/p>\n<p>Caminhoneiros<\/p>\n<p>Os trabalhadores rodovi\u00e1rios nos caminh\u00f5es s\u00e3o os navegadores das terras do Brasil, e tamb\u00e9m viajam pelas estradas da Am\u00e9rica Latina. Nas cidades, eles entregam todo tipo de mercadoria, internalizando a carga nacional. Sua import\u00e2ncia \u00e9 altamente estrat\u00e9gica para o sistema capitalista. Mas o sistema tamb\u00e9m tenta fazer esses trabalhadores pensarem na forma do pr\u00f3prio sistema. Entretanto, isso pode ser revertido se houver um trabalho de base fundamental para organizar o trabalhador para seu poder estrat\u00e9gico coletivo. O sistema, portanto, tamb\u00e9m se esfor\u00e7a para deix\u00e1-los fragmentados e enfraquecidos. Esse enfraquecimento come\u00e7a com o \u201cpensamento empreendedor\u201d da maioria dos caminhoneiros aut\u00f4nomos. Os caminhoneiros se dividem em: Aut\u00f4nomos, Auxiliares agregados, empregados formais, prec\u00e1rios intermitentes, e cooperativados. A representa\u00e7\u00e3o sindical acompanha essa fragmenta\u00e7\u00e3o. A ferramenta sindical re\u00fane: muitas representa\u00e7\u00f5es fragmentadas, fragilizadas e muitas vezes atuando contra os interesses dos caminhoneiros. Durante a pandemia covid 19, esses trabalhadores foram expostos \u00e0 doen\u00e7a e n\u00e3o tiveram condi\u00e7\u00f5es de combat\u00ea-la, pois a maioria dos postos comerciais nas estradas foi fechada. Logo, as empresas encontraram uma forma de agir para ajudar esses trabalhadores ocupando um espa\u00e7o pol\u00edtico. Podemos dizer que a organiza\u00e7\u00e3o desses trabalhadores \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil quanto estrat\u00e9gica. A organiza\u00e7\u00e3o deve acompanhar a saga do caminhoneiro pelo pa\u00eds e ser descentralizada, pode ser digital, mas acima de tudo precisa ser presencial. \u00c9 preciso aproveitar o longo per\u00edodo de solid\u00e3o dos navegadores de longa dist\u00e2ncia, estar nos pontos estrat\u00e9gicos dos trabalhadores metropolitanos, acompanhando as necessidades concretas da classe, para conectar outros trabalhadores estrat\u00e9gicos. A maior cr\u00edtica \u00e9 o car\u00e1ter conservador e pequeno-burgu\u00eas do caminhoneiro. Mas o desafio \u00e9 mostrar: que todos n\u00f3s nascemos sob uma ideologia capitalista sob o capitalismo, o sonho de ter seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio e seu pr\u00f3prio caminh\u00e3o, de ser empres\u00e1rio, torna-se realidade apenas para poucos, e a maioria est\u00e1 sob d\u00edvidas enormes, na informalidade e na precariza\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso ter coragem e assumir o desafio de construir o poder popular por meio da organiza\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros, principalmente dos aut\u00f4nomos, porque na maioria das vezes os metropolitanos j\u00e1 se organizam em sindicatos de \u00f4nibus. O d\u00e9ficit da revolu\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 organizacional em seu maior setor dentro do setor de transportes e, diante dessa desorganiza\u00e7\u00e3o, tem uma tarefa do tamanho dos trabalhadores brasileiros.<\/p>\n<p>Trabalhadores portu\u00e1rios<\/p>\n<p>Hoje os portu\u00e1rios s\u00e3o atacados de frente e completamente. O objetivo \u00e9 destruir o porto p\u00fablico e a &#8220;ponta de lan\u00e7a&#8221;, pela destrui\u00e7\u00e3o dos estivadores portu\u00e1rios. \u00c9 muito importante destruir a vontade do trabalhador portu\u00e1rio de controlar o seu pr\u00f3prio trabalho, o seu exemplo de construir poder popular para a classe trabalhadora. Hoje existe um projeto de contrarreforma no porto de Santos, o maior e mais estrat\u00e9gico porto da Am\u00e9rica Latina. Por outro lado, existe a proposta de constru\u00e7\u00e3o de poder da classe atrav\u00e9s do projeto &#8220;estiva em nossas m\u00e3os&#8221;. Uma tentativa de constru\u00e7\u00e3o do poder da estiva para a classe trabalhadora como um todo a partir da constru\u00e7\u00e3o de poder dos trabalhadores estrat\u00e9gicos que se juntam aos trabalhadores do transporte estrat\u00e9gico, em um grande pacto de unidade e a\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, o PUA. Outro grande projeto tenta fazer o mesmo unificando as institui\u00e7\u00f5es existentes no setor e agrup\u00e1-las para criar a n\u00edvel nacional um comando geral de trabalhadores de transporte e trabalhadores estrat\u00e9gicos, CGT, para organizar toda a classe trabalhadora no institucional e para a greve geral. Mar\u00edtimos, estivadores, caminhoneiros, ferrovi\u00e1rios e outros trabalhadores de transporte e log\u00edstica estrat\u00e9gica unidos nestes projetos. O projeto: &#8220;estiva em nossas m\u00e3os&#8221; \u00e9 talvez o projeto mais ousado da organiza\u00e7\u00e3o do trabalho de base cr\u00edtico nos portos. Unificar estiva portu\u00e1ria, os trabalhadores portu\u00e1rios, os trabalhadores de transporte, os trabalhadores estrat\u00e9gicos e unificar toda a classe trabalhadora na luta concreta na luta de classes.<\/p>\n<p>Trabalhadores mar\u00edtimos<\/p>\n<p>O maior desafio para os trabalhadores mar\u00edtimos de longo curso e de navega\u00e7\u00e3o interior no Brasil \u00e9 &#8220;garantir seu trabalho&#8221; na batalha \u2018BR do mar\u2019. A outra luta muito importante \u00e9 a garantia de direitos na luta pelo respeito e pelo trabalho no elo mar\u00edtimo da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro. Esta luta pelos direitos imediatos dos trabalhadores do setor est\u00e1 baseada na capacidade hist\u00f3rica de ir al\u00e9m da luta imediata e construir unidade na luta dos trabalhadores envolvidos na log\u00edstica do Brasil e do conjunto da classe trabalhadora brasileira. O comando dos trabalhadores mar\u00edtimos tem ajudado a formar a frente dos trabalhadores do transporte, e pretende construir uma estrat\u00e9gia de representa\u00e7\u00e3o para os trabalhadores terceirizados que atuam nas plataformas de petr\u00f3leo; e paralelamente uma associa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica com os trabalhadores do petr\u00f3leo, para a constru\u00e7\u00e3o de uma greve no setor. \u00c9 contra-atacar localmente o controle capitalista global da economia, na \u00e1rea onde mais danos podem ser causados. O processo de constru\u00e7\u00e3o deste contra-ataque est\u00e1 na capacidade da dire\u00e7\u00e3o dos trabalhadores de convencer os trabalhadores como um todo de sua responsabilidade e de seu poder. A co-constru\u00e7\u00e3o desta greve de solidariedade teria um impacto muito direto e significativo; que envolveria toda a cadeia log\u00edstica de carga do pa\u00eds, e significaria na pr\u00e1tica a constru\u00e7\u00e3o de uma greve geral, a partir do setor mais estrat\u00e9gico da economia.<\/p>\n<p>Trabalhadores prec\u00e1rios e perif\u00e9ricos<\/p>\n<p>\u2018Para cada trabalhador, um trabalho que faz parte da constru\u00e7\u00e3o do Brasil no contexto da Am\u00e9rica Latina\u2019: isso n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel sem uma revolu\u00e7\u00e3o popular e socialista. Partimos do princ\u00edpio de que a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel pelo conjunto da massa trabalhadora. Hoje estamos vendo metade da classe trabalhadora brasileira sem trabalho. Esta \u00e9 a nova condi\u00e7\u00e3o da maioria da classe trabalhadora que vai determinar o futuro da revolu\u00e7\u00e3o brasileira. A organiza\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria n\u00e3o pode prescindir da organiza\u00e7\u00e3o de seus trabalhadores mais prec\u00e1rios e perif\u00e9ricos inclu\u00eddos no sistema capitalista desde sua condi\u00e7\u00e3o menos favor\u00e1vel. A quest\u00e3o que se coloca \u00e9 transformar essa massa trabalhadora em condi\u00e7\u00e3o de vetor da revolu\u00e7\u00e3o, onde seu protagonismo de massa nasce a partir da solidariedade dos trabalhadores estrat\u00e9gicos e de seus \u2018quadros organizacionais\u2019&#8217; inseridos na periferia da classe. O objetivo \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do ataque ao centro local partindo da periferia do sistema em dire\u00e7\u00e3o ao seu centro.<\/p>\n<p>Trabalhadores soldados<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios inclui a organiza\u00e7\u00e3o dos soldados trabalhadores. Os trabalhadores armados e as for\u00e7as de seguran\u00e7a em geral s\u00e3o os trabalhadores menos organizados na atual pandemia de covid 19. Aqueles que poderiam construir hospitais, pontes, estradas, escolas, garantir o isolamento for\u00e7ado ou contribuir para a defesa da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora. Impedir ou minimizar os desastres naturais como o inc\u00eandio na Amaz\u00f4nia ou no Pantanal n\u00e3o fazem nada, n\u00e3o fazem porque est\u00e3o inseridos no sistema, ou, melhor, obedecem cegamente aos ditames do sistema capitalista brasileiro. A frase &#8220;o ex\u00e9rcito n\u00e3o tem planos&#8221; nunca foi t\u00e3o correta. No momento, 3.000 militares est\u00e3o treinando na Amaz\u00f4nia, nenhum est\u00e1 envolvido na conten\u00e7\u00e3o dos inc\u00eandios, no &#8220;pantanal&#8221; n\u00e3o existe estrat\u00e9gia militar para conter o fogo que est\u00e1 queimando h\u00e1 um m\u00eas sem parar, consumindo 2 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o. O objetivo da revolu\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o pode ser alcan\u00e7ado sem corrigir o d\u00e9ficit organizacional do setor militar, \u00e9 preciso separar a parte popular das for\u00e7as armadas e de seguran\u00e7a da parte que \u00e9 inimiga da classe trabalhadora, isso se faz atrav\u00e9s de um processo de organiza\u00e7\u00e3o classista permanente. A uni\u00e3o das massas populares da classe trabalhadora com os militares \u00e9 fundamental para a revolu\u00e7\u00e3o brasileira. Construir a uni\u00e3o c\u00edvico-militar neste momento parece ser a coisa mais importante no atual processo de organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Queremos destacar a import\u00e2ncia de organizar esses setores para a revolu\u00e7\u00e3o brasileira da forma mais clara e direta a partir da estrat\u00e9gia de forma\u00e7\u00e3o do poder popular atrav\u00e9s da \u201ccr\u00edtica ao trabalho de base\u201d. O peso da organiza\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e massiva n\u00e3o repousa apenas em um processo de simplifica\u00e7\u00e3o da teoria revolucion\u00e1ria no Brasil, mas em sua assimila\u00e7\u00e3o no processo de matura\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, assimila\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e transforma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da teoria revolucion\u00e1ria pelos pr\u00f3prios trabalhadores. Em todos os setores descritos acima, enumeramos a necessidade de organizar os trabalhadores a partir de &#8220;quadros organizacionais&#8221;, ao mesmo tempo em que apontamos o estudo do seu d\u00e9ficit em cada um desses setores, como um dos problemas mais importantes para a revolu\u00e7\u00e3o brasileira. A energia da organiza\u00e7\u00e3o carece da sua perman\u00eancia e n\u00e3o se confunde com a energia impulsiva e espont\u00e2nea da classe, nem mesmo quando reage \u00e0 explora\u00e7\u00e3o, morte pela pandemia, viol\u00eancia nas ruas e na periferia; ou pela repulsa diante da neglig\u00eancia do governo com o fogo que consome o pa\u00eds, ou a fome na mesa do brasileiro.<\/p>\n<p>A energia para recuperar estruturas burocr\u00e1ticas e sindicais, para se tornarem estruturas de apoio \u00e0 luta de classes, \u00e9 a mesma de organizar. Organizar e sensibilizar os trabalhadores para a luta imediata e concreta da luta de classes. Finalmente, a mesma energia deve ser usada para construir conselhos de trabalhadores que, embora n\u00e3o tenham uma base organizada nem uma estrutura guarda-chuva e apoio para a luta de classes pode constituir um pequeno grupo de trabalhadores pronto para lutar, pelos seus direitos no local de trabalho e de moradia. A diferen\u00e7a \u00e9 que a constitui\u00e7\u00e3o desses conselhos pode aproveitar a enorme recusa de participa\u00e7\u00e3o sindical e pol\u00edtica, participar no conselho pode levar \u00e0 uma forma mais organizada, at\u00e9 que o grau de maturidade permita a participa\u00e7\u00e3o nos tr\u00eas lugares: dire\u00e7\u00e3o, base sindicalizada e conselho. Os conselhos podem e devem aproveitar a avers\u00e3o dos trabalhadores \u00e0s estruturas pol\u00edticas e sindicais existentes e aproxim\u00e1-los da estrutura que se tornou revolucion\u00e1ria e da base que se organizou, na sua constitui\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma e paralela do poder popular, que defende seu direito e o de outros.<\/p>\n<p>O objetivo do poder popular \u00e9 opor-se ao estado burgu\u00eas e n\u00e3o \u00e0s ferramentas dos trabalhadores ou aos sindicalistas, mas o objetivo final \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o, a conscientiza\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o do &#8216;novo homem e da nova mulher&#8217; para a nova sociedade, para a constru\u00e7\u00e3o socialista, protegida da pandemia, protegida do fogo e da explora\u00e7\u00e3o. Livre da doen\u00e7a do capitalismo. Quem est\u00e1 passando por esta crise de sa\u00fade tamb\u00e9m pode ousar se insurgir e passar pela escravid\u00e3o capitalista. N\u00e3o basta vencer a pandemia no Brasil, \u00e9 preciso debater a pandemia nos conselhos, nas estruturas sindicais, nas bases organizadas, nos movimentos populares, na juventude. Devemos tamb\u00e9m discutir o desenvolvimento do trabalho humano para o desenvolvimento das for\u00e7as produtivas, o desenvolvimento da comuna, do munic\u00edpio para o desenvolvimento social, o controle da produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de tudo o que \u00e9 produzido e a gest\u00e3o de todos os excedentes do mundo. O desenvolvimento do controle popular para construir, reparar e preservar tudo no planeta Terra, N\u00f3s n\u00e3o podemos deixar o capitalismo destruir a Terra, mas sim enfrentar todos os desafios da constru\u00e7\u00e3o do poder popular por meio do trabalho de base cr\u00edtico e humanizado dos pr\u00f3prios trabalhadores.<\/p>\n<p>Aumentar a habilidade de luta de todos na alegoria final do futebol \u00e9 ensinar todos a jogar, preparando a defesa e o contra-ataque para vencer o jogo, o que n\u00e3o acontecia verdadeiramente h\u00e1 pelo menos 40 anos. O conhecimento da paralisa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o nunca foi t\u00e3o valioso no mundo de hoje. Aterrar o sistema ou parar as \u00e1reas mais estrat\u00e9gicas \u00e9 o passo mais importante neste mundo p\u00f3s-pand\u00eamico. Atacando o sistema agora, onde, naquele lugar onde ele \u00e9 mais seriamente danificado. Trazer preju\u00edzo. Isso n\u00e3o pode ser feito sozinho. Construir frentes populares, socialistas e, acima de tudo, uma frente operacional revolucion\u00e1ria; esta \u00e9 a tarefa revolucion\u00e1ria imediata. A tarefa dos \u201cquadros\u201d, os organizadores das bases organizadas e a constru\u00e7\u00e3o de conselhos de trabalhadores, que se organizam para garantir trabalho e p\u00e3o na mesa. S\u00e3o &#8220;os quadros organizativos&#8221; que levam a id\u00e9ias revolucion\u00e1rias a serem debatidas nos espa\u00e7os que estar\u00e3o em contato com esses conselhos. Se o &#8220;quadro organizacional revolucion\u00e1rio&#8221; n\u00e3o age e organiza a revolu\u00e7\u00e3o brasileira ela para no caminho, segue em curso sem ser revolucion\u00e1ria. A pandemia de covid 19 n\u00e3o fechou suas portas, mas bagun\u00e7ou o sistema e aprofundou sua crise, dando novas oportunidades \u00e0s for\u00e7as revolucion\u00e1rias no Brasil no contexto da Am\u00e9rica Latina. Resta saber se o grupo revolucion\u00e1rio de esquerda superar\u00e1 seu d\u00e9ficit organizacional para derrotar o governo de extrema direita, n\u00e3o pelo governo institucional, mas pela constru\u00e7\u00e3o do governo de transi\u00e7\u00e3o socialista e ruptura popular, nacional, latino-americana, e internacionalista.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>https:\/\/covid.saude.gov.br\/<\/p>\n<p>https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2020\/06\/24\/pandemia-deixa-sem-trabalho-mais-da-metade-dos-brasileiros-aptos-diz-ibge.ghtml<\/p>\n<p>https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas\/multidominio\/condicoes-de-vida-desigualdade-e-pobreza.html<\/p>\n<p>https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2020\/09\/17\/fome-volta-a-crescer-no-brasil-e-atinge-103-milhoes-aponta-ibge.ghtml<\/p>\n<p>https:\/\/noticias.sapo.ao\/economia\/artigos\/numero-de-trabalhadores-sindicalizados-caiu-mais-de-20-em-tres-anos-no-brasil<\/p>\n<p>https:\/\/noticias.sapo.ao\/economia\/artigos\/numero-de-trabalhadores-sindicalizados-caiu-mais-de-20-em-tres-anos-no-brasil<\/p>\n<p>https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/687051-minirreforma-na-lei-dos-portos-e-sancionada-com-regras-para-portuarios-durante-pandemia<\/p>\n<p><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"747\" height=\"421\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JmMTvzD5d50?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<p>SCHMIDT, Marcelo &#8211; Micro-macro revolu\u00e7\u00e3o Latino-Americana \u2013 GLU \u2013 Kassel Universitaet \/ Berlin Horschule &#8211; 2010<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ffGNO2CajP\"><p><a href=\"https:\/\/roteirodenoticias.com.br\/uncategorized\/2020\/09\/forcas-armadas-realizam-a-operacao-amazonia-com-3-mil-soldados\/\">For\u00e7as Armadas realizam a &#8216;Opera\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia &#8216; com 3 mil soldados<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;For\u00e7as Armadas realizam a &#8216;Opera\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia &#8216; com 3 mil soldados&#8221; &#8212; Roteiro de Not\u00edcias\" src=\"https:\/\/roteirodenoticias.com.br\/uncategorized\/2020\/09\/forcas-armadas-realizam-a-operacao-amazonia-com-3-mil-soldados\/embed\/#?secret=ffGNO2CajP\" data-secret=\"ffGNO2CajP\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p>https:\/\/www.aeronautas.org.br\/not%C3%ADcias-secund%C3%A1rias\/318-destaque-1\/7846-nova-lei-do-aeronauta-resguarda-categoria-da-terceiriza%C3%A7%C3%A3o-e-da-precariza%C3%A7%C3%A3o.html<\/p>\n<p><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"747\" height=\"421\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/29whlb_dIyQ?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"uHfRLBGJoB\"><p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25594\/trabalhadores-maritimos-e-luta-de-classes\/\">Trabalhadores mar\u00edtimos e luta de classes<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; 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clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Caminhoneiros e trabalho de base&#8221; &#8212; PCB - Partido Comunista Brasileiro\" src=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/25338\/caminhoneiros-e-trabalho-de-base\/embed\/#?secret=9wRtEDIsEF\" data-secret=\"9wRtEDIsEF\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p>https:\/\/tvcultura.com.br\/videos\/68756_provocacoes-raphael-martinelli-2012.html<\/p>\n<p><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"747\" height=\"421\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MJbYBubUGvA?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<p>Entrevistas com estivadores em Santos e Rio de Janeiro &#8211; 2017-2020<\/p>\n<p>Entrevistas com militares do ex\u00e9rcito e militares da marinha &#8211; 2018-2020<\/p>\n<p>Entrevistas com trabalhadores prec\u00e1rios de transporte em aplicativos, Uber e vans &#8211; 2018-2020<\/p>\n<p>Entrevistas com rodovi\u00e1rios do Rio de Janeiro, Nova Igua\u00e7u, Niter\u00f3i em Cabo Frio &#8211; 2016-2020<\/p>\n<p>Entrevistas com trabalhadores do aeroporto &#8211; 2018-2020<\/p>\n<p>Entrevistas com trabalhadores do metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro &#8211; 2017-2020<\/p>\n<p>Entrevistas com trabalhadores mar\u00edtimos &#8211; 2017-2020<\/p>\n<p>Entrevistas com petroleiros &#8211; 2017-2020, entrevista com Dinarco Reis Filho &#8211; 2018-2019-2020<\/p>\n<p>Entrevistas com caminhoneiros &#8211; 2017-2020<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26211\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7,31],"tags":[222],"class_list":["post-26211","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","category-c31-unidade-classista","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6OL","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26211"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26211\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}