{"id":26283,"date":"2020-10-12T21:31:50","date_gmt":"2020-10-13T00:31:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26283"},"modified":"2020-10-12T21:31:50","modified_gmt":"2020-10-13T00:31:50","slug":"o-pcv-e-a-luta-de-classes-na-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26283","title":{"rendered":"O PCV e a luta de classes na Venezuela"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/pw\/ACtC-3dZl29lYxbBG3pdTdPRLya-xW2BjpX-1u-aV2WJjBtZ3-2v7RcmpDpWK04L6Gc7O8sPEnAiQnEw-ox-E20KKr8SzuvsrSzy5LKGnHZ5HEbfCLwepjk20nLO55sy-MZJcfCdG6-AEGKDPogWjbBFxhA5=w851-h315-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Reuni\u00e3o dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios da Revista Comunista Internacional em solidariedade com o Partido Comunista da Venezuela (PCV), a classe trabalhadora e o povo venezuelano.<\/p>\n<p>Interven\u00e7\u00e3o do camarada Oscar Figuera, Secret\u00e1rio Geral do Comit\u00ea Central do PCV<\/p>\n<p>Estimados camaradas<\/p>\n<p>Recebam fraternas e combativas sauda\u00e7\u00f5es em nome do Bir\u00f4 Pol\u00edtico do Comit\u00ea Central do Partido Comunista da Venezuela (PCV). Antes de tudo, queremos agradecer ao Partido Comunista da Gr\u00e9cia (KKE) por esta iniciativa de reunir de forma virtual os Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios que integramos a Revista Comunista Internacional, a fim de levar a cabo esta jornada de solidariedade com o PCV e as lutas da classe trabalhadora e do movimento popular venezuelano.<\/p>\n<p>Da mesma forma, estendemos nosso abra\u00e7o e agradecimento a cada um dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios da Revista Comunista Internacional por sua disposi\u00e7\u00e3o em participar deste esfor\u00e7o que \u00e9 um exemplo concreto do exerc\u00edcio de solidariedade entre nossos Partidos Comunistas.<\/p>\n<p>O tema deste interc\u00e2mbio tem a ver com a pol\u00edtica de nosso Partido no complexo quadro da exacerba\u00e7\u00e3o da agress\u00e3o imperialista contra nosso pa\u00eds, os desdobramentos da luta de classes interna e as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es parlamentares. Como voc\u00eas certamente sabem, nosso posicionamento tem gerado pol\u00eamica e at\u00e9 ataques contra o PCV em n\u00edvel nacional, com algumas repercuss\u00f5es internacionais. Isso porque os XVII e XVIII Plenos do Comit\u00ea Central do PCV, reunidos respectivamente em julho e agosto de 2020, aprovaram um ajuste em nossa t\u00e1tica pol\u00edtica para o pr\u00f3ximo processo eleitoral, que consiste em priorizar nosso trabalho no sentido do reagrupamento e unifica\u00e7\u00e3o das for\u00e7as oper\u00e1rias, camponesas, comunit\u00e1rias e populares em um espa\u00e7o que denominamos Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Tais desenvolvimentos correspondem aos interesses da luta de classes dos trabalhadores venezuelanos ante a ofensiva dos capitalistas no contexto da crise do modelo de acumula\u00e7\u00e3o dependente e rentista e da agress\u00e3o multifacetada do imperialismo.<\/p>\n<p>O PCV no processo bolivariano<\/p>\n<p>Antes de entrar no desenvolvimento deste ponto, consideramos necess\u00e1rio compartilhar com voc\u00eas um breve relato hist\u00f3rico da trajet\u00f3ria pol\u00edtica do PCV ao longo dos 20 anos do processo bolivariano. Como sabem, nosso Partido est\u00e1 integrado desde o princ\u00edpio \u00e0 coaliz\u00e3o de for\u00e7as que levou \u00e0 vit\u00f3ria eleitoral do Presidente Hugo Ch\u00e1vez nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 1998, sendo o PCV a primeira organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que decidiu apoiar sua candidatura presidencial ap\u00f3s nossa Confer\u00eancia Nacional de 1998. As coincid\u00eancias program\u00e1ticas entre a Agenda Bolivariana que ent\u00e3o o presidente Ch\u00e1vez prop\u00f4s ao pa\u00eds e o conte\u00fado do nosso Programa Pol\u00edtico de 1980, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tarefas da revolu\u00e7\u00e3o nacional, democr\u00e1tica, anti-imperialista e de liberta\u00e7\u00e3o antimonop\u00f3lica, foram a base para o apoio e integra\u00e7\u00e3o do PCV no processo bolivariano de mudan\u00e7as que tiveram in\u00edcio com a lideran\u00e7a de Hugo Ch\u00e1vez em 1999.<\/p>\n<p>O car\u00e1ter progressista do Governo do Presidente Hugo Ch\u00e1vez expressou-se no desenvolvimento de uma pol\u00edtica que permitiu conquistas importantes na democratiza\u00e7\u00e3o do Estado venezuelano, assim como a recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria do petr\u00f3leo, a nacionaliza\u00e7\u00e3o de setores econ\u00f4micos estrat\u00e9gicos, a recupera\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e direitos contratuais para a classe trabalhadora, resgate de terras nacionais em m\u00e3os de latif\u00fandios, amplia\u00e7\u00e3o do acesso universal e massivo da popula\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os p\u00fablicos e o desenvolvimento de uma pol\u00edtica internacional baseada na defesa da soberania nacional, integra\u00e7\u00e3o latino-americana e caribenha e solidariedade com os povos v\u00edtimas das agress\u00f5es imperialistas.<\/p>\n<p>O in\u00edcio das diverg\u00eancias entre o PCV e o Presidente Ch\u00e1vez tem seu primeiro antecedente em 2007, como resultado de sua proposta de construir um partido \u00fanico da revolu\u00e7\u00e3o bolivariana. O PCV, em seu XIII Congresso extraordin\u00e1rio de mar\u00e7o de 2007, decide n\u00e3o aderir ao partido proposto por Hugo Ch\u00e1vez, o que foi entendido como um desconhecimento de sua dire\u00e7\u00e3o. Nossas raz\u00f5es se baseavam na inviabilidade pol\u00edtica de dissolver a vanguarda pol\u00edtica da classe trabalhadora para aderir a um projeto que surgiria sem um processo de debate, sem uma identidade ideol\u00f3gica e de classe definida e que tudo indicava que acabaria por se tornar uma organiza\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter policlassista. Nossa posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o foi entendida por Ch\u00e1vez e a lideran\u00e7a do partido nascente, mas tamb\u00e9m resultou em ataques contra nossa organiza\u00e7\u00e3o que mais tarde se manifestaram em discursos e pr\u00e1ticas anti-PCV desproporcionais.<\/p>\n<p>Apesar desses tensos incidentes e contradi\u00e7\u00f5es, as coincid\u00eancias program\u00e1ticas entre nossa pol\u00edtica e o projeto promovido pelo presidente Ch\u00e1vez nos permitiram superar rapidamente as diferen\u00e7as e retomar processos de articula\u00e7\u00e3o, sendo o Grande P\u00f3lo Patri\u00f3tico um deles. No 14\u00ba Congresso Nacional do PCV em 2011, fizemos um balan\u00e7o dos resultados concretos do processo bolivariano no cumprimento dos objetivos tra\u00e7ados em nosso programa. \u00c9 neste Congresso que nosso Partido come\u00e7a a alertar sobre a tend\u00eancia da pol\u00edtica governamental de avan\u00e7ar na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria aos objetivos de constru\u00e7\u00e3o de uma economia de desenvolvimento independente sustentada pelo crescimento das for\u00e7as produtivas nacionais. Era evidente o aprofundamento de fen\u00f4menos adversos como a depend\u00eancia quase exclusiva das receitas do petr\u00f3leo, a multiplica\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es, o desmonte do aparelho produtivo nacional, a fuga de capitais, o crescimento da d\u00edvida externa e o avan\u00e7o de um regime fiscal e tribut\u00e1rio regressivo.<\/p>\n<p>Nos anos seguintes, apesar das formula\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, advert\u00eancias e propostas do PCV, esta tend\u00eancia contr\u00e1ria aos objetivos program\u00e1ticos da revolu\u00e7\u00e3o nacional libertadora foram se consolidando, assentando as bases para a aguda crise capitalista atual. Na medida em que a queda do pre\u00e7o do petr\u00f3leo reduziu a receita de receita na Venezuela &#8211; tamb\u00e9m exacerbada pelo vencimento das obriga\u00e7\u00f5es financeiras do pa\u00eds com credores externos &#8211; tornou-se insustent\u00e1vel o processo de acumula\u00e7\u00e3o de capital com base na apropria\u00e7\u00e3o interna da receita da ind\u00fastria mineiro-petroleira.<\/p>\n<p>O presidente Maduro iniciou seu governo condicionado por essa queda abrupta das receitas do petr\u00f3leo, que revela as fragilidades do aparelho produtivo nacional e sua incapacidade de se desenvolver independentemente da gera\u00e7\u00e3o de receitas. A continuidade das pol\u00edticas econ\u00f4micas inconsistentes n\u00e3o demorou a se refletir imediatamente no fechamento de empresas, nos problemas de desabastecimento e escassez do mercado interno, na deteriora\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios dos trabalhadores, na tend\u00eancia de aumento acelerado dos pre\u00e7os dos bens de consumo essenciais, no processo de colapso dos servi\u00e7os p\u00fablicos e retrocessos gerais nas conquistas sociais alcan\u00e7adas durante o processo bolivariano.<\/p>\n<p>\u00c9 neste contexto que o XXXVI Pleno do Comit\u00ea Central do Partido Comunista da Venezuela (PCV), reunido em janeiro de 2016, resolve promover a pol\u00edtica de &#8220;enfrentar, definir e acumular for\u00e7as para avan\u00e7ar&#8221;, visando mudar o rumo da pol\u00edtica econ\u00f4mica e construir nova correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as para uma solu\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria frente \u00e0 crise capitalista. O XV Congresso do PCV, realizado em junho de 2017, ratifica esta linha de a\u00e7\u00e3o, orientando a necessidade de dedicar maiores esfor\u00e7os \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do bloco dos trabalhadores, camponeses, comunidades e for\u00e7as populares como refer\u00eancia pol\u00edtica e org\u00e2nica da luta de classes contra a ofensiva do capital, com vistas a conquistar uma solu\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria para a crise como \u00fanica forma de derrotar a interven\u00e7\u00e3o imperialista.<\/p>\n<p>Agress\u00e3o imperialista contra a Venezuela<\/p>\n<p>A crise do capitalismo dependente e rentista venezuelano e seus efeitos sobre a classe trabalhadora e os setores populares \u00e9 agravada pela radicaliza\u00e7\u00e3o das agress\u00f5es imperialistas contra a Venezuela ap\u00f3s a rejei\u00e7\u00e3o internacional \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2018. Neste ano de 2020 em particular, mesmo no contexto da pandemia global, temos sofrido um aumento das agress\u00f5es do governo dos Estados Unidos e seus aliados em todos os campos: pol\u00edtico, comercial, financeiro e militar. As opera\u00e7\u00f5es de rastreamento e roubo de recursos se intensificaram, a exemplo da transfer\u00eancia de fundos de propriedade da Rep\u00fablica da Venezuela depositados no banco Citibank para o Federal Reserve dos EUA e a recente decis\u00e3o dos tribunais brit\u00e2nicos de conceder a Juan Guaid\u00f3 os direitos sobre o ouro venezuelano.<\/p>\n<p>No campo militar, mant\u00e9m-se o apoio financeiro, log\u00edstico e organizacional aos grupos mercen\u00e1rios que est\u00e3o sendo treinados para invadir militarmente a Venezuela. A opera\u00e7\u00e3o fracassada de Gadeon exp\u00f4s parte dessa estrutura e seus la\u00e7os estreitos com os governos dos EUA e da Col\u00f4mbia. Apesar do fracasso militar da a\u00e7\u00e3o mencionada, o imperialismo norte-americano tem refor\u00e7ado sua presen\u00e7a militar no Caribe e em territ\u00f3rio colombiano, usando como pretexto o combate ao narcotr\u00e1fico. O destacamento de for\u00e7as militares de elite nas fronteiras mar\u00edtimas com a Venezuela e territorialmente na fronteira com a Col\u00f4mbia, fazem parte dos desdobramentos do plano de m\u00e1xima press\u00e3o e cerco contra a Venezuela. Esses movimentos militares dirigidos contra a Venezuela servem de apoio \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o das novas e cada vez mais agressivas san\u00e7\u00f5es unilaterais contra o com\u00e9rcio exterior venezuelano.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, o governo Trump aumentou as persegui\u00e7\u00f5es e san\u00e7\u00f5es contra empresas, companhias mar\u00edtimas e pa\u00edses que comercializam com a Venezuela. Tais medidas se traduzem em grandes perdas econ\u00f4micas para o pa\u00eds e na piora da situa\u00e7\u00e3o de abastecimento de bens essenciais para a popula\u00e7\u00e3o no contexto da pandemia. Um dos exemplos mais vis\u00edveis \u00e9 o bloqueio e a persegui\u00e7\u00e3o liderados pelo governo Trump para impedir que o pa\u00eds forne\u00e7a combust\u00edvel. O imperialismo norte-americano e europeu conduz uma agress\u00e3o criminosa contra nosso povo que est\u00e1 causando enormes preju\u00edzos \u00e0 economia do pa\u00eds e causando grande sofrimento ao povo venezuelano. Ironicamente e como \u00e9 costume da narrativa imperialista, estes crimes que representam uma flagrante viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos e o saque arbitr\u00e1rio de nossas riquezas s\u00e3o cometidos em nome da prote\u00e7\u00e3o do povo venezuelano e da defesa dos direitos humanos, usando como fantoches as fac\u00e7\u00f5es mais reacion\u00e1rias dos partidos da direita venezuelana.<\/p>\n<p>Nossa postura sobre a Ampla Alian\u00e7a Anti-imperialista<\/p>\n<p>Diante desse complexo cen\u00e1rio de cerco imperialista que coloca em risco a soberania e a autodetermina\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, o Partido Comunista da Venezuela (PCV) insiste na necessidade de construir a mais ampla alian\u00e7a de for\u00e7as democr\u00e1ticas, populares, patri\u00f3ticas, progressistas, anti-imperialistas e revolucion\u00e1rias que transcenda a a\u00e7\u00e3o conjuntural e se concretiza em uma dire\u00e7\u00e3o coletiva e um programa comum que permita derrotar a agress\u00e3o imperialista por meio da transforma\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria da sociedade venezuelana. Para o PCV, a consequente luta contra o cerco imperialista e em defesa da soberania \u00e9 insepar\u00e1vel da luta por uma solu\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria para a crise capitalista. Nesse sentido, o fortalecimento de pol\u00edticas liberais antipopulares s\u00f3 multiplica os efeitos da crise capitalista e das san\u00e7\u00f5es imperialistas nas costas dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que enfraquecem as capacidades do movimento oper\u00e1rio e popular para intervir nas urgentes tarefas do desenvolvimento agr\u00e1rio e industrial indispens\u00e1veis para fazer face \u00e0s san\u00e7\u00f5es, ao bloqueio e \u00e0 sabotagem da economia nacional. No PCV estamos convencidos de que n\u00e3o \u00e9 por meio de concess\u00f5es e subordina\u00e7\u00e3o aos interesses dos capitalistas que o imperialismo pode ser derrotado.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, desde o reconhecimento m\u00fatuo de que o imperialismo \u00e9 o principal inimigo de nosso povo, nossa proposta de Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR) n\u00e3o representa, portanto, uma ruptura com o Governo do Presidente Nicol\u00e1s Maduro, nem com o Grande Polo Patri\u00f3tico Sim\u00f3n Bol\u00edvar e muito menos com a nossa linha de constru\u00e7\u00e3o da ampla alian\u00e7a patri\u00f3tica e anti-imperialista para enfrentar o inimigo comum. O PCV \u00e9 consistente com a sua t\u00e1tica unit\u00e1ria frente \u00e0s atuais amea\u00e7as imperialistas, por isso n\u00e3o deixamos de trabalhar e insistimos na necessidade de sustentar essa unidade sobre as bases s\u00f3lidas dos acordos program\u00e1ticos para retomar os objetivos da revolu\u00e7\u00e3o nacional libertadora de car\u00e1ter democr\u00e1tico, anti-imperialista e antimonop\u00f3lica, bem como a necessidade de construir espa\u00e7os de debate e constru\u00e7\u00e3o coletiva de pol\u00edticas entre as for\u00e7as democr\u00e1ticas, patri\u00f3ticas, anti-imperialistas, populares e revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio desta linha do PCV, o PSUV tem tido um comportamento de desprezo acerca da import\u00e2ncia de construir espa\u00e7os de unidade das for\u00e7as anti-imperialistas onde seja poss\u00edvel debater e construir coletivamente os rumos da pol\u00edtica nacional. \u00c9 assim que o Grande P\u00f3lo Patri\u00f3tico nunca deixou de ser uma inst\u00e2ncia decorativa que s\u00f3 cumpre um papel \u00fatil para os objetivos do PSUV em momentos eleitorais e em conjunturas de agress\u00e3o interna ou externa.<\/p>\n<p>A ess\u00eancia capitalista da crise venezuelana<\/p>\n<p>A escalada da agress\u00e3o imperialista tamb\u00e9m tem um forte impacto na crise do capitalismo dependente e rentista da Venezuela. Como assinalamos em nossas an\u00e1lises, a a\u00e7\u00e3o do imperialismo n\u00e3o \u00e9 a causa dos principais problemas que hoje atingem os trabalhadores da cidade e do campo venezuelano. O conte\u00fado da crise venezuelana \u00e9 representado pelo esgotamento e pelas contradi\u00e7\u00f5es do processo particular de acumula\u00e7\u00e3o do capital na Venezuela, que se baseia na apropria\u00e7\u00e3o privada das receitas do petr\u00f3leo. Neste sentido, as consequ\u00eancias que a crise capitalista na Venezuela tem sobre os trabalhadores s\u00e3o exacerbadas n\u00e3o s\u00f3 como resultado das san\u00e7\u00f5es ilegais unilaterais do imperialismo, mas tamb\u00e9m na medida em que o governo venezuelano reafirma sua tend\u00eancia em administrar a crise a favor do juros sobre o capital. Acaba se fortalecendo a solu\u00e7\u00e3o reformista e entreguista para a crise do capitalismo dependente e rentista.<\/p>\n<p>Diante dessa tend\u00eancia na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo, a 14\u00aa Confer\u00eancia Nacional do PCV, realizada em fevereiro de 2018, concordou em condicionar apoio \u00e0 candidatura do Presidente Nicol\u00e1s Maduro \u00e0 assinatura de um acordo bilateral entre o PCV e o PSUV, contendo eixos program\u00e1ticos comuns. \u00c9 assim que se firmou o \u201cAcordo Marco Unit\u00e1rio PSUV-PCV para enfrentar a crise do capitalismo dependente e rentista na Venezuela com a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e socioecon\u00f4micas anti-imperialistas, patri\u00f3ticas e populares\u201d. Nos 30 meses transcorridos desde a assinatura do referido documento, o Governo do Presidente Nicol\u00e1s Maduro e a dire\u00e7\u00e3o nacional do PSUV, apesar dos esfor\u00e7os do PCV, n\u00e3o mostraram vontade pol\u00edtica para cumprir qualquer dos compromissos contidos no Acordo bilateral inerentes \u00e0 esfera nacional. Adicionalmente, as contradi\u00e7\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es PCV-PSUV tornaram-se mais agudas \u00e0 medida em que se aprofundava a execu\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica governamental cada vez mais subordinada aos interesses do capital e em detrimento das conquistas e direitos alcan\u00e7ados pelas e pelos trabalhadores, pelo campesinato e os setores populares ao longo do processo bolivariano, especialmente durante a gest\u00e3o do Presidente Hugo Ch\u00e1vez.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica liberal, reformista e de rendi\u00e7\u00e3o, totalmente contr\u00e1ria \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es dos Acordos PSUV-PCV, configuram o avan\u00e7o de um quadro de ruptura do governo e da dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria do PSUV com a classe oper\u00e1ria e os trabalhadores da cidade e do campo no plano program\u00e1tico e pr\u00e1tico, o que, como seria de esperar, coloca o PCV \u00e0 frente da responsabilidade de organizar as lutas para enfrent\u00e1-lo. Esta realidade concreta pode ser observada na tend\u00eancia aberta da pol\u00edtica econ\u00f4mica de criar condi\u00e7\u00f5es para proteger e reduzir os efeitos da crise e das san\u00e7\u00f5es sobre o capital. Para tanto, s\u00e3o aprovados decretos que liberam as empresas do setor petrol\u00edfero do pagamento de impostos sobre a renda e as empresas importadoras do pagamento de impostos de importa\u00e7\u00e3o e outros encargos internos.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica salarial regressiva \u00e9 mais um dos benef\u00edcios proporcionados pelo Estado aos capitalistas. Tem consistido na deteriora\u00e7\u00e3o acelerada da renda real dos trabalhadores, na elimina\u00e7\u00e3o dos direitos contratuais contidos nos acordos coletivos, na evapora\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a e benef\u00edcios sociais e nas demiss\u00f5es em massa ilegais de trabalhadores dos setores p\u00fablico e privado em cumplicidade aberta com as autoridades do Minist\u00e9rio do Trabalho. Para \u201cestimular\u201d o capital privado, a dolariza\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica tem sido favorecida, ao mesmo tempo em que \u00e9 reconhecida e permite ao empresariado total liberdade para fixar os pre\u00e7os de seus produtos com base na flutua\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar. O impacto desta pol\u00edtica ben\u00e9fica para os capitalistas agrava ainda mais a deteriora\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios dos trabalhadores, que, ao contr\u00e1rio da maioria das outras mercadorias, continua a ser paga em bol\u00edvares e n\u00e3o se move de acordo com a flutua\u00e7\u00e3o livre do d\u00f3lar. O aumento constante dos pre\u00e7os dos bens de consumo essenciais para as fam\u00edlias trabalhadoras, aliado \u00e0 progressiva deteriora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos que, em alguns casos, avan\u00e7am para a sua privatiza\u00e7\u00e3o, exacerba a tend\u00eancia para a precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Esses retrocessos nas conquistas sociais da classe trabalhadora geraram uma resist\u00eancia combativa que vem sendo respondida pelo Estado venezuelano com uma pol\u00edtica de repress\u00e3o, criminaliza\u00e7\u00e3o e judicializa\u00e7\u00e3o das lutas sindicais leg\u00edtimas que se levantam contra a configura\u00e7\u00e3o dessas novas condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho no contexto da crise capitalista. No setor agr\u00e1rio, tamb\u00e9m se imp\u00f5em os interesses dos setores do agroneg\u00f3cio capitalista e a recomposi\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria no campo. Nos \u00faltimos dois anos, a ofensiva criminosa dos latifundi\u00e1rios contra os camponeses e trabalhadores rurais se intensificou, multiplicando as a\u00e7\u00f5es de expuls\u00e3o das fam\u00edlias camponesas de suas terras, o assassinato de camponeses lutadores e a judicializa\u00e7\u00e3o das lutas antilatifundi\u00e1rias. Em 31 de outubro de 2018, o camarada Lu\u00eds Fajardo, membro do Comit\u00ea Central do PCV e dirigente campon\u00eas do Sul do Lago de Maracaibo, junto com o ativista popular Javier Aldana, foi assassinado por ordem de fazendeiros e, at\u00e9 o momento, a justi\u00e7a n\u00e3o foi feita nem contra os criminosos nem em favor das 300 fam\u00edlias camponesas em luta.<\/p>\n<p>Certamente, o governo continua mantendo subs\u00eddios e programas sociais para amplos setores da popula\u00e7\u00e3o, que contribuem para amenizar o impacto da imensa crise que atinge as fam\u00edlias venezuelanas. No entanto, \u00e0 medida que aumenta o desemprego e aumenta a diferen\u00e7a entre os sal\u00e1rios nominais e reais, os mesmos programas tornam-se um subs\u00eddio indireto ao capital, que se beneficia de uma for\u00e7a de trabalho altamente prec\u00e1ria devido \u00e0 tr\u00e1gica realidade de ser for\u00e7ada a vender sua for\u00e7a de trabalho por um pre\u00e7o bem abaixo de seu valor. Essas pol\u00edticas de bem-estar social est\u00e3o longe de representar uma distribui\u00e7\u00e3o justa do fardo gerado por uma crise capitalista agravada pela agress\u00e3o imperialista.<\/p>\n<p>A Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria<\/p>\n<p>Em conson\u00e2ncia com esta situa\u00e7\u00e3o marcada pelas incoer\u00eancias das pol\u00edticas de governo, o descumprimento do acordo unit\u00e1rio e o avan\u00e7o das a\u00e7\u00f5es de ataque e criminaliza\u00e7\u00e3o das lutas oper\u00e1rias e camponesas, os 17\u00ba e 18\u00ba Plenos do Comit\u00ea Central aprovaram a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no sentido de: \u201c\u2026 promover a constru\u00e7\u00e3o de uma Alian\u00e7a Popular Revolucion\u00e1ria ampla, unit\u00e1ria, n\u00e3o exclusiva, patri\u00f3tica e anti-imperialista, que assuma um Programa de Luta pela solu\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria para a crise do capitalismo dependente e rentista venezuelano, que transcenda o momento eleitoral e expresse a unidade oper\u00e1rio-camponesa revolucion\u00e1ria, comuneira e unidade popular e a ampla alian\u00e7a patri\u00f3tica e anti-imperialista\u2026 \u201d.<\/p>\n<p>Tal decis\u00e3o corresponde \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica aprovada pelo 15\u00ba Congresso Nacional do PCV (junho de 2017) e desenvolvida por nossa Confer\u00eancia Nacional (fevereiro de 2018), que precisou: \u201cConstruir uma nova correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, liderada por uma s\u00f3lida unidade oper\u00e1rio-camponesa revolucion\u00e1ria, comuneira e popular, \u00e9 um objetivo estrat\u00e9gico para garantir a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas, medidas e a\u00e7\u00f5es governamentais que visem n\u00e3o s\u00f3 sair da crise do sistema capitalista em favor da classe oper\u00e1ria e dos trabalhadores da cidade e do campo, mas tamb\u00e9m com o objetivo do triunfo da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria e popular\u2026 \u201d.<\/p>\n<p>A Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR) \u00e9 um esfor\u00e7o unit\u00e1rio que visa construir um referente org\u00e2nico das correntes revolucion\u00e1rias nos campos oper\u00e1rio, campon\u00eas, comuneiro e popular, no quadro do desenvolvimento da nossa pol\u00edtica de \u201cconfrontar, demarcar, reagrupar e acumular for\u00e7as, avan\u00e7ar e triunfar contra o imperialismo e o reformismo submisso\u201d. \u00c9 um ajuste da t\u00e1tica pol\u00edtica do PCV \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es de agress\u00e3o imperialista e de intensifica\u00e7\u00e3o da luta de classes gerada pelo avan\u00e7o de pol\u00edticas reformistas e de rendi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 nesta perspectiva estrat\u00e9gica que o Partido Comunista da Venezuela (PCV), juntamente com os partidos pol\u00edticos e movimentos sociais revolucion\u00e1rios, correntes populares e n\u00facleos de base popular do chavismo que fazem parte da Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR), participar\u00e1 nas elei\u00e7\u00f5es parlamentares do dia 6 de dezembro de 2020, apresentando candidaturas pr\u00f3prias e independentes nas listas e c\u00edrculos eleitorais de todo o territ\u00f3rio nacional, uma verdadeira express\u00e3o da unidade na diversidade popular revolucion\u00e1ria, constru\u00edda na consulta din\u00e2mica com as bases de nossas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta decis\u00e3o pol\u00edtica PCV, coerente com os interesses e objetivos da classe trabalhadora da cidade e do campo, no quadro que j\u00e1 descrevemos do avan\u00e7o dos capitalistas sobre nossas conquistas e direitos sociais, est\u00e1 sendo objeto de um ataque desproporcional por parte de setores da dire\u00e7\u00e3o nacional do PSUV e do Governo. Nossa posi\u00e7\u00e3o desencadeou uma feroz campanha anticomunista encoberta por um falso discurso anti-imperialista e de defesa da soberania. O mesmo que nega a ess\u00eancia capitalista da crise colocando nas san\u00e7\u00f5es e agress\u00f5es imperialistas toda a responsabilidade pelo colapso econ\u00f4mico e seus efeitos sobre a classe trabalhadora. A partir dessa abordagem \u00fatil aos interesses dos capitalistas, eles consideram que o curso reformista da pol\u00edtica econ\u00f4mica do atual governo \u00e9 n\u00e3o apenas necess\u00e1rio, mas tamb\u00e9m inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s dessa perspectiva fatalista, a resist\u00eancia leg\u00edtima da classe trabalhadora, do campesinato e dos setores populares acaba sendo desqualificada como luta antipatri\u00f3tica, divisionista e at\u00e9 funcional aos planos do imperialismo norte-americano. Repetem constantemente que a decis\u00e3o do PCV de construir uma Alternativa a partir do campo de interesses dos trabalhadores, camponeses, comunit\u00e1rios e populares, com vista \u00e0s pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es, representa uma trai\u00e7\u00e3o que p\u00f5e em perigo os &#8220;interesses da p\u00e1tria&#8221; no meio da feroz ofensiva do imperialismo dos EUA. No entanto, escondem que nas elei\u00e7\u00f5es parlamentares os \u00fanicos partidos de direita que participar\u00e3o s\u00e3o aqueles com quem gastam tempo para negociar e construir acordos na chamada mesa de di\u00e1logo nacional.<\/p>\n<p>Escondem inclusive que as condi\u00e7\u00f5es definidas para o processo eleitoral parlamentar, por exemplo, surgiram da mesma mesa de di\u00e1logo com os partidos de direita, sem que os partidos do campo da esquerda pudessem participar e expressar suas propostas sobre garantias eleitorais. Esta parceria do PSUV-Governo com este grupo de partidos \u00e0 direita da mesa de di\u00e1logo nacional tamb\u00e9m se evidencia na ampla cobertura que os meios de comunica\u00e7\u00e3o estatais d\u00e3o aos porta-vozes destes partidos e nas posi\u00e7\u00f5es p\u00fablicas que divulgam. Esta pol\u00edtica de promo\u00e7\u00e3o dos partidos de direita junto aos meios de comunica\u00e7\u00e3o governamentais contrasta com a censura comunicacional que aplicam contra o PCV e as organiza\u00e7\u00f5es da Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em outras palavras, enquanto uma campanha anti-PCV se desenvolve discursivamente em nome da unidade anti-imperialista, a realidade concreta \u00e9 que o PSUV consolida uma estreita alian\u00e7a com este grupo de partidos de direita no quadro da mesa de di\u00e1logo nacional com o que aspiram a criar um clima de governan\u00e7a favor\u00e1vel ao avan\u00e7o de pol\u00edticas inconsistentes. N\u00e3o \u00e9 o PCV que d\u00e1 as costas \u00e0 unidade anti-imperialista, que \u00e9 feita pelas correntes hegem\u00f4nicas que de dentro do PSUV e do Governo priorizam as alian\u00e7as e acordos com a direita e o capital como estrat\u00e9gia para enfrentar a crise e as san\u00e7\u00f5es imperialistas. Essa conduta de ataque ao PCV e a proposta da Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria transcenderam o discursivo para se concretizar em a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o judicial do Supremo Tribunal de Justi\u00e7a de intervir contra o Partido P\u00e1tria para Todos (PPT), violando o direito da milit\u00e2ncia desse partido de exercer a democracia interna e decidir sobre sua pol\u00edtica sem interfer\u00eancia externa e casos de persegui\u00e7\u00e3o policial contra v\u00e1rios de nossos candidatos s\u00e3o alguns exemplos. Para o PCV, o agravamento das contradi\u00e7\u00f5es no amplo espectro da alian\u00e7a de for\u00e7as pol\u00edticas e classes sociais que coincidem na luta anti-imperialista e pela defesa da soberania da Venezuela tem a ver com o enfrentamento objetivo dos interesses de classes antag\u00f4nicas que se expressam no seu interior. As formas e a intensidade com que essas contradi\u00e7\u00f5es se manifestam s\u00e3o determinadas pelo impacto diferenciado que a crise capitalista, as san\u00e7\u00f5es imperialistas e as pol\u00edticas de governo t\u00eam sobre cada uma das classes sociais.<\/p>\n<p>Enquanto se avan\u00e7a no fornecimento de todas as condi\u00e7\u00f5es e prote\u00e7\u00f5es aos capitalistas, a classe trabalhadora, o campesinato e os setores populares veem seus direitos perdidos, suas conquistas retrocedem e suas condi\u00e7\u00f5es de vida se deterioram. No entanto, n\u00e3o faltam ide\u00f3logos pagos e falsos que manipulam a realidade para negar as condi\u00e7\u00f5es objetivas que hoje impelem a classe trabalhadora a lutar contra uma pol\u00edtica econ\u00f4mica que os sobrecarrega com todo o peso da crise e das san\u00e7\u00f5es imperialistas para mitigar seus efeitos sobre os capitalistas.<\/p>\n<p>A Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria \u00e9, conseq\u00fcentemente, um resultado inevit\u00e1vel desse desenvolvimento da luta de classes. Um processo de reagrupamento das for\u00e7as revolucion\u00e1rias capaz de defender um programa de sa\u00edda da crise capitalista e da agress\u00e3o imperialista sob os interesses e aspira\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora, do campesinato e das camadas populares. Construir este novo marco pol\u00edtico hoje \u00e9 uma tarefa fundamental para poder influir de forma mais decisiva no curso do desenvolvimento do processo revolucion\u00e1rio na Venezuela.<\/p>\n<p>Caros camaradas dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios da Revista Comunista Internacional, nos esfor\u00e7amos para apresentar a voc\u00eas de forma resumida e condensada o quadro complexo da luta de classes na Venezuela. Esperamos que a informa\u00e7\u00e3o seja \u00fatil para que possam explicar \u00e0 milit\u00e2ncia de seus Partidos, aos trabalhadores e \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es anti-imperialistas de seu pa\u00eds, o conte\u00fado e a natureza de nossa pol\u00edtica nos marcos atuais e complexos da luta dos trabalhadores de nosso pa\u00eds. Agradecemos desde j\u00e1 toda a sua solidariedade com o nosso Partido e com o povo venezuelano, bem como todo o esfor\u00e7o que envidam para esclarecer e divulgar as nossas posi\u00e7\u00f5es nos vossos pa\u00edses, que nos ajudam, por sua vez, a contradizer os ataques e falsas declara\u00e7\u00f5es de alguns setores dirigidos maliciosamente contra o PCV.<\/p>\n<p>Viva o internacionalismo Prolet\u00e1rio!<\/p>\n<p>Viva a luta revolucion\u00e1ria dos trabalhadores do mundo!<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>Fonte: https:\/\/www.solidnet.org\/article\/CP-of-Venezuela-Intervention-of-comrade-Oscar-Figuera-at-the-teleconference-of-Communist-and-Workers-Parties-of-the-International-Communist-Review-in-solidarity-with-PCV-and-the-Venezuelan-working-class-and-people\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26283\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[233],"class_list":["post-26283","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6PV","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26283","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26283"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26283\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}