{"id":26387,"date":"2020-11-08T23:31:48","date_gmt":"2020-11-09T02:31:48","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26387"},"modified":"2020-11-08T23:31:48","modified_gmt":"2020-11-09T02:31:48","slug":"o-barbaro-mundo-contemporaneo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26387","title":{"rendered":"O b\u00e1rbaro mundo contempor\u00e2neo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.pinimg.com\/originals\/27\/6c\/f7\/276cf72afe8c069b295520f0bdbf1093.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->\u00abLivros em todos os ramos do conhecimento\u00bb (1924), cartaz de Alexandre Rodchenko (1891-1956) para a editora Edi\u00e7\u00f5es do Estado, de Leningrado. A mulher na foto, Lilya Brik, foi considerada a musa do movimento art\u00edstico de vanguarda russo Cr\u00e9ditos \/ gazeta.ru<\/p>\n<p>A cultura afunda-se no p\u00e2ntano. Os dramas dos trabalhadores e dos deserdados da vida, a desgra\u00e7a moral do capitalismo, os sonhos ut\u00f3picos foram rasurados da literatura, do cinema, das artes visuais.<\/p>\n<p>Por Manuel Augusto Ara\u00fajo<\/p>\n<p>ABRIL ABRIL<\/p>\n<p>H\u00e1 uma hist\u00f3ria chinesa sobre um monge, considerado o mais s\u00e1bio entre todos, que se distinguia pelo seu herm\u00e9tico sil\u00eancio enquanto a idade avan\u00e7ava. O monge, perto do fim da vida, permanecia no seu irredut\u00edvel mutismo. Os monges \u00e1vidos da sua ci\u00eancia rodeavam o seu leito, pedindo-lhe uma palavra, uma s\u00f3 palavra que concisamente sintetizasse todo o seu saber. Num \u00faltimo alento o monge diz: Fogo. O mosteiro imediatamente come\u00e7ou a ser consumido pelas chamas. Os monges, surpreendidos pela combust\u00e3o, v\u00e3o combat\u00ea-la, abandonando o s\u00e1bio. Se este sucesso acontecesse nos nossos dias \u00e9 mais que prov\u00e1vel que os monges submergidos pela peste da algaraviada da comunica\u00e7\u00e3o social e das redes sociais, com a perda da for\u00e7a cognitiva que nivela a linguagem pelas f\u00f3rmulas mais gen\u00e9ricas e an\u00f3nimas, pelo imenso ru\u00eddo que, a todas as horas, apaga o fogo das palavras, n\u00e3o conseguissem perceber o monge e fossem consumidos pelo inc\u00eandio.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o estado de s\u00edtio actual. Um processo insidioso que se come\u00e7a a desenhar nos \u00faltimos dec\u00eanios dos anos 50 e que foi avan\u00e7ando at\u00e9 finais dos 80 com os estados a demitirem-se da defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas transitando-as progressivamente para o setor privado que tem por m\u00e1xima a l\u00f3gica inexor\u00e1vel do mercado, em que a \u00fanica hierarquia \u00e9 o que \u00e9 vend\u00e1vel com impacto m\u00e1ximo e obsolesc\u00eancia quase imediata. S\u00e3o os anos em que a globaliza\u00e7\u00e3o se imp\u00f5e. \u00c9 a situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da passagem do modernismo para o p\u00f3s-modernismo. Enquanto, numa extens\u00e3o sem precedentes, cada vez mais habitantes do planeta perdem a esperan\u00e7a e s\u00e3o atirados para a exclus\u00e3o, a riqueza global vai-se concentrando num n\u00famero cada vez menor de m\u00e3os. Nada \u00e9 mais desigual que a igualdade entre desiguais nem h\u00e1 democracia poss\u00edvel com tamanha desigualdade.<\/p>\n<p>Em nome da racionaliza\u00e7\u00e3o e da moderniza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, est\u00e1 se regressando ao barbarismo dos prim\u00f3rdios da revolu\u00e7\u00e3o industrial. Uma nova ordem econ\u00f4mica emerge e come\u00e7a a se impor com viol\u00eancia crescente. O objetivo \u00e9 a conquista do mundo pelo mercado. Nessa guerra os arsenais s\u00e3o financeiros e o objetivo da guerra \u00e9 governar o mundo a partir de centros de poder abstratos. Megas p\u00f3los do mercado que n\u00e3o estar\u00e3o sujeitos a controle algum exceto a l\u00f3gica do investimento. A nova ordem \u00e9 fan\u00e1tica e totalit\u00e1ria. Para esta nova ordem capitalista s\u00e3o de import\u00e2ncia equivalente o controle da produ\u00e7\u00e3o de bens materiais e o dos bens imateriais. \u00c9 t\u00e3o importante a produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo e de instrumentos financeiros como a produ\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o que prepara e justifica as a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e militares imperialistas atrav\u00e9s dos meios tradicionais, r\u00e1dio, televis\u00e3o, jornais e dos novos, proporcionados pelas redes inform\u00e1ticas, como \u00e9 igualmente importante a constru\u00e7\u00e3o de um imagin\u00e1rio global com os meios da cultura midi\u00e1tica de massas, as revistas de glamour, a m\u00fasica internacional nos sentimentos e americana na forma, os programas radiof\u00f4nicos e televisivos prontos a usar e a esquecer, o teatro espetacular e ligeiro, o cinema mundano, a arte contempor\u00e2nea em que a forma pode ser substitu\u00edda por uma ideia e a personalidade do artista enquanto garante do valor da mercadoria art\u00edstica que atravessa fronteiras, em que a arte, as artes e as letras s\u00e3o usadas a mais das vezes para legitimar empresas e marcas do capitalismo, a inform\u00e1tica inicia um processo irrevers\u00edvel de populariza\u00e7\u00e3o, o conservadorismo moral procura impor os seus c\u00f3digos. \u00c9 a universaliza\u00e7\u00e3o da cultura anglo-sax\u00f4nica com os EUA no comando, que a usam como instrumento de subjuga\u00e7\u00e3o, com o objetivo extremo de dispensar a necessidade de ex\u00e9rcitos de ocupa\u00e7\u00e3o. Vive-se num \u00abcassino c\u00f3smico\u00bb, como o definiu concisamente Georges Steiner.<\/p>\n<p>Um \u00abcassino c\u00f3smico\u00bb em que se promoveu a estetiza\u00e7\u00e3o do mundo social, pol\u00edtico, econ\u00f4mico, em que tudo \u00e9 espet\u00e1culo. O crescimento do consumo estetizou e generalizou a percep\u00e7\u00e3o, o olhar exigente e cr\u00edtico, cegando-o num voyeurismo obcecado pelo hiperconsumo sempre em viagem pela vertigem bul\u00edmica das novidades. Foi esse o trabalho das ind\u00fastrias culturais e criativas, bem percebido por Adorno e Horkheimer1 e ainda mais bem clarificado nas teses de Luk\u00e1cs sobre a manipula\u00e7\u00e3o social2, em que a cultura e arte se tornaram elementos de normaliza\u00e7\u00e3o e controle social e de legitima\u00e7\u00e3o das empresas capitalistas, at\u00e9 a cultura se transformar num turbilh\u00e3o de res\u00edduos que invade o quotidiano multiplicando-se \u00abgloriosamente no vazio contra o qual nos protege dissimulando-o\u00bb, como Blanchot teorizou.<\/p>\n<p>Um labirinto constru\u00eddo muro a muro, impasse a impasse, em que se procura aprisionar definitivamente a humanidade. Para isso muito contribu\u00edram as teses p\u00f3s-modernistas que, travestindo-se de muito avan\u00e7adas, s\u00e3o uma opera\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica que renuncia \u00e0s lutas de classe, desqualificando-as, encerrando-as nas micro e macro estruturas da linguagem, que negam a rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica entre infraestrutura e superestrutura, com a consequ\u00eancia pol\u00edtica de desembocarem numa am\u00e1lgama de conformismo e acomoda\u00e7\u00e3o com o estado de s\u00edtio da sociedade atual, de onde se deserta do exerc\u00edcio da cr\u00edtica e de uma transforma\u00e7\u00e3o radical da sociedade, como os marxistas t\u00eam enunciado e que est\u00e1 impressa nas lutas empreendidas pelas esquerdas consequentes.<\/p>\n<p>Os labirintos s\u00e3o espa\u00e7os em que nos perdemos mas tamb\u00e9m onde tamb\u00e9m nos defendemos, como nos mostra Stanley Kubrick no filme Shining. O minotauro da ideologia burguesa do neoliberalismo tamb\u00e9m o sabe, pelo que a porta de sa\u00edda do seu labirinto abre para o campo de concentra\u00e7\u00e3o do mundo digital onde distribuem em doses industriais o novo \u00f3pio da humanidade. Em que as redes sociais s\u00e3o o seu princ\u00edpio mais ativo, onde a aliena\u00e7\u00e3o se espalha como um c\u00e2ncer por todas as atividades humanas at\u00e9 ao extremo limite da aliena\u00e7\u00e3o de si pr\u00f3prio que voluntariamente se assume no consumo digital, em que, nas redes sociais, a vida de cada \u00e9 um se exp\u00f5e como um reality show aberto aos continentes sem limites de seguidores e amigos virtuais \u2013 a aliena\u00e7\u00e3o dos amigos reais \u2013 que se colhem como papoulas e de quem se esperam aprova\u00e7\u00f5es ou desaprova\u00e7\u00f5es em emojis e coment\u00e1rios. \u00c9 o grau zero do social em que tudo acaba por ser id\u00eantico sem experi\u00eancia alguma, sem conhecimento algum.<\/p>\n<p>\u00c9 a mimetiza\u00e7\u00e3o, ainda que subconsciente ou mesmo inconsciente, dos tiques que fazem os famosos famosos. Uma degrada\u00e7\u00e3o do star-system com que o cinema fabricou produtos para serem consumidos, em que coexistiam estandardiza\u00e7\u00e3o e singularidade, para produzir fasc\u00ednio, desejo, emo\u00e7\u00e3o, prazer. Eram constela\u00e7\u00f5es de estrelas a que, com hiperestetiza\u00e7\u00e3o do mundo, se come\u00e7aram a agregar estrelas que come\u00e7aram a aflorar em todas as pr\u00e1ticas, das artes \u00e0s cozinhas, das ci\u00eancias aos cabeleireiros, at\u00e9 o c\u00e9u ficar entulhado e as constela\u00e7\u00f5es emba\u00e7arem os seu brilho fict\u00edcio em imensas gal\u00e1xias de tristes e p\u00e1lidas famas alimentadas pela m\u00eddia e pelas redes intern\u00e9ticas. Um processo generalizado promovido pelo capitalismo neoliberal que \u00e9 bem vis\u00edvel nas marcas de moda para o grande p\u00fablico que copiam os c\u00f3digos de luxo, no bullying cultural de um quotidiano gr\u00e1vido de imagens, m\u00fasicas, concertos, lugares da arte, livros, filmes, museus, degusta\u00e7\u00f5es tudo nas vagas da moda onde se vai perdendo identidade e significado nos c\u00f3digos dos conceitos em que as ideias s\u00e3o suicidadas.<\/p>\n<p>Uma infla\u00e7\u00e3o de oferta consumidora em que trabalham as ind\u00fastrias culturais e criativas criando produtos com estilo sempre a gritar o \u00faltimo grito, vendendo um entretenimento pronto a usar e a esquecer nos jogos de sedu\u00e7\u00e3o filtrados pelas estrat\u00e9gias do marketing que sobrevaloriza a distra\u00e7\u00e3o para destruir as pol\u00edticas culturais de democratiza\u00e7\u00e3o da cultura substituindo-as por uma cultura do divertimento submetida ao capitalismo art\u00edstico de uma hipercultura comunicacional e comercial em que tudo se degrada.<\/p>\n<p>O vertiginoso processo do metabolismo pol\u00edtico e s\u00f3cio-cultural \u00e9 um processo de submiss\u00e3o que refinadamente inculca a insustent\u00e1vel leveza de uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de liberdade, de fato controlada pelo olhar pan\u00f3ptico do algoritmo, que tem a f\u00e9rrea l\u00f3gica pol\u00edtica social e \u00e9tica do pensamento dominante que \u00e9 imposto pelos novos senhores feudais do universo digital, que amea\u00e7am tanto o trabalho f\u00edsico como o esp\u00edrito humano para que a perda de esperan\u00e7a coletiva seja uma realidade. Para as esquerdas \u00e9 imperativo denunciar e desocultar o objetivo \u00faltimo das pol\u00edticas neoliberais: fazer coincidir a domina\u00e7\u00e3o com essa ilus\u00e3o de liberdade. Um complexo e sofisticado mecanismo que faz com que os envolvidos, por via de regra, pare\u00e7am n\u00e3o entender exatamente no que est\u00e3o envolvidos enquanto protagonistas e que M\u00e9sz\u00e0ros3 considera ter atingido um ponto praticamente incontrol\u00e1vel, e nem Orwell, com toda a sua lucidez, sequer conseguiu antever, mesmo quando considerava que \u00abpara sermos corrompidos pelo totalitarismo, n\u00e3o temos que viver num pa\u00eds totalit\u00e1rio\u00bb.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o social \u00e9 um aparelho de propaganda que faria Goebbels ficar roxo de inveja pela sofistica\u00e7\u00e3o que, mesmo para os mais aparelhados, torna dif\u00edcil descodificar os seus complexos registos, que mascaram com efic\u00e1cia a sua falta de autonomia, a sua absoluta submiss\u00e3o aos poderes dominantes e ao pensamento \u00fanico, fingindo cinicamente uma independ\u00eancia e imparcialidade que procura transformar os seus consumidores em replicadores.<\/p>\n<p>A cultura afunda-se no p\u00e2ntano do visionamento bul\u00edmico em que n\u00e3o se questionam os fundamentos do modo vida ocidental. Os dramas dos trabalhadores e dos deserdados da vida, a desgra\u00e7a moral do capitalismo, os sonhos ut\u00f3picos foram rasurados da literatura, do cinema, das artes visuais. As exce\u00e7\u00f5es de um Harold Pinter, um Ken Loach, um Picasso, confirmam a onipresen\u00e7a da regra de que a arte pol\u00edtica n\u00e3o produz arte boa, como proclama a unificada e normalizada linguagem internacional da cr\u00edtica.<\/p>\n<p>O trabalho, no neoliberalismo, aprofunda a escravizante subordina\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos \u00e0 divis\u00e3o do trabalho e da divis\u00e3o entre trabalho intelectual e manual, em que a aliena\u00e7\u00e3o e desrealiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores atingem o seu alfa e o seu \u00f4mega na l\u00f3gica ultraperversa da uberiza\u00e7\u00e3o em que o trabalhador se torna um explorador de si pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>A interconex\u00e3o digital viaja por toda a parte numa comunicabilidade irrestrita que n\u00e3o leva a lado nenhum, perdendo-se em viv\u00eancias e est\u00edmulos em que tudo se nivela afivelando as m\u00e1scaras do ser diferente para se tornar id\u00eantico, fragmentando o tempo e as estruturas do pensamento, babelizando o conhecimento condicionado pelas respostas dos motores de busca.<\/p>\n<p>O caminho \u00e9 o do totalitarismo democr\u00e1tico de que o totalitarismo bipartid\u00e1rio dos EUA \u00e9 o exemplo mais acabado deste universo concentracion\u00e1rio em que se procura encerrar a humanidade atirando-a para o sil\u00eancio do excesso de ru\u00eddo com que a querem ensurdecer. Mas h\u00e1 que lembrar que, como dizia Herberto H\u00e9lder, \u00abo sil\u00eancio \u00e9 que recebe tudo\u00bb.<\/p>\n<p>H\u00e1 que resistir, resistir sempre e em todos os momentos, em todos os lugares, com todas as armas e ferramentas, mesmo as que o inimigo usa, sem desertar de nenhum campo de batalha. H\u00e1 que resistir de forma organizada porque, como afirmou \u00c1lvaro Cunhal, \u00absem organiza\u00e7\u00e3o podem se fazer \u201ccoisas\u201d. Mas n\u00e3o se podem lan\u00e7ar grandes lutas, dar-lhes continuidade, elev\u00e1-las a um n\u00edvel superior\u00bb.<\/p>\n<p>1. Ver Dial\u00e9tica do Esclarecimento, Max Horkheimer e Theodor W. Adorno, Jorge Zahar, 1985.<br \/>\n2. Ver Para uma Ontologia do Ser Social I. Gyorgy Luk\u00e1cs, Boitempo, 2012.<br \/>\n3. Ver O Poder da Ideologia, Istv\u00e1n M\u00e9sz\u00e0ros, Boitempo 2004.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26387\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[233],"class_list":["post-26387","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6RB","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26387"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26387\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}