{"id":2642,"date":"2012-04-07T21:11:19","date_gmt":"2012-04-07T21:11:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2642"},"modified":"2012-04-07T21:11:19","modified_gmt":"2012-04-07T21:11:19","slug":"nikos-belogiannis-ele-sempre-vivera-em-nossos-coracoes-e-mentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2642","title":{"rendered":"NIKOS BELOGIANNIS: Ele sempre viver\u00e1 em nossos cora\u00e7\u00f5es e mentes"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 compreens\u00edvel que os impressionantes 93 anos de hist\u00f3ria do KKE &#8211; um partido que manteve-se firme por quase um s\u00e9culo, que tem se mantido consistente e decididamente ao lado do povo, mesmo que o pre\u00e7o desta postura tenha sido as vidas e o sangue de seus membros e quadros &#8211; provoquem o interesse de toda pessoa bem-intencionada. Deste\u00a0ponto de vista, a divulga\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do KKE, especialmente nas dif\u00edceis condi\u00e7\u00f5es que o pa\u00eds experimenta hoje, contribui para o surgimento de um patriotismo genu\u00edno e do internacionalismo prolet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Sessenta anos se passaram desde o assassinato de Nikos Belogiannis e seus camaradas em 30 de mar\u00e7o de 1952. O jornal di\u00e1rio \u201cRizospastis\u201d,\u00a0\u00f3rg\u00e3o do CC do KKE, dedicou v\u00e1rias p\u00e1ginas ao seu anivers\u00e1rio.<\/p>\n<p>Belogiannis, na ocasi\u00e3o em que o KKE era ilegal e severamente perseguido, utilizou o julgamento contra si pr\u00f3prio no tribunal militar para denunciar e ridicularizar seus acusadores. O di\u00e1logo, durante o julgamento, com o policial Aggelopoulos, um dos seus acusadores principais, \u00e9 um exemplo caracter\u00edstico:<\/p>\n<p>Belogiannis: &#8211; Voc\u00ea alega que eu vim aqui aqui para implementar as decis\u00f5es das sess\u00f5es plen\u00e1rias do CC do KKE?<\/p>\n<p>Aggelopoulos: &#8211; Sim, alego.<\/p>\n<p>Belogiannis: &#8211; Estas decis\u00f5es definem que a base da atividade do KKE \u00e9 a luta por p\u00e3o, liberdades democr\u00e1ticas e paz. N\u00e3o \u00e9 este o caso?<\/p>\n<p>Aggelopoulos: &#8211; \u00c9 verdade.<\/p>\n<p>Belogiannis: &#8211; Por conseguinte, a luta pelo p\u00e3o, pelas as liberdades democr\u00e1ticas e pela paz \u00e9 uma conspira\u00e7\u00e3o contra a Gr\u00e9cia, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>Aggelopoulos: &#8211; N\u00e3o.<\/p>\n<p>Belogiannis: &#8211; Obrigado. Isso era tudo que eu queria esclarecer.<\/p>\n<p>\u201cEm seu pr\u00f3prio caminho\u201d<\/p>\n<p>O KKE honra e \u00e9 honrado pela postura militante de Nikos Belogiannis. Nikos Zachariades, Secret\u00e1rio Gearal do CC do KKE, observou em um artigo sobre Nikos Belogiannis, que foi publicado em abril de 1952 em uma edi\u00e7\u00e3o especial do ilegal \u201cRizospastis\u201d:<\/p>\n<p>&#8220;Se quisermos brevemente definir o tipo de pessoa que era Belogiannis, poder\u00edamos dizer que em toda a sua vida militante<\/p>\n<p>ele foi um membro valoroso do KKE,<\/p>\n<p>uma \u00e1guia,<\/p>\n<p>um verdadeiro bolchevique,<\/p>\n<p>um guia e um l\u00edder (&#8230;).<\/p>\n<p>E exatamente porque a sua vida inteira foi dedicada \u00e0 luta, sempre a servi\u00e7o do povo, do movimento, do KKE, exatamente porque ele sempre foi um membro valoroso, exemplar, do KKE, a melhor e mais digna homenagem \u00e0 sua mem\u00f3ria, a ser dada por todos n\u00f3s e por todos os jovens homens e mulheres, por nossas crian\u00e7as, \u00e9 que nos inspiremos em sua vida e em seu exemplo, sigamos de forma destemida e corajosa pelo caminho que ele trilhou, que nos tornemos membros dignos do KKE assim como ele foi, militantes e l\u00edderes do povo, e que possamos dar o exemplo que ele deu.\u201d<\/p>\n<p>\u201cMinha vida est\u00e1 conectada \u00e0 hist\u00f3ria do KKE\u201d<\/p>\n<p>Hoje a Gr\u00e9cia se encontra em per\u00edodo eleitoral, em face de elei\u00e7\u00f5es antecipadas que provavelmente ser\u00e3o realizadas no dia 6 de maio. Neste momento, as for\u00e7as do oportunismo (SYN\/SYRIZA) anunciaram que ir\u00e3o realizar um evento em homenagem a Nikos Belogiannis e seus camaradas.<\/p>\n<p>No entanto, como o &#8220;Rizospastis&#8221;, escreveu, &#8220;Belogiannis e seus companheiros acreditaram e lutaram por ideais e valores que n\u00e3o t\u00eam a menor rela\u00e7\u00e3o com o que o espectro pol\u00edtico do SYN\/SYRIZA representa hoje. Eles defenderam ferozmente a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, o primeiro Estado Oper\u00e1rio do mundo, em contraste com o espectro pol\u00edtico do oportunismo, que foi transformado em ve\u00edculos para o mais raivoso e vergonhoso anti-sovietismo (&#8230;)<\/p>\n<p>\u201cBellogiannis e seus camaradas travaram uma luta constante contra o imperialismo alem\u00e3o, brit\u00e2nico e estadunidense. E foi por esta raz\u00e3o que os executaram. Ent\u00e3o, que tipo de rela\u00e7\u00e3o eles poderiam ter com correntes pol\u00edticas que ap\u00f3iam abertamente o imperialismo europeu, esta grande pris\u00e3o dos povos europeus? Com aqueles que assinaram o tratado que estabeleceu as bases para a ofensiva mais feroz contra os povos europeus? Falamos aqui do Tratado de Maastricht. Que rela\u00e7\u00e3o eles poderiam possivelmente ter com os partidos que durante o per\u00edodo dos bombardeios imperialistas na S\u00e9rvia haviam transformado seus jornais na sala de imprensa da OTAN? N\u00f3s poder\u00edamos mencionar dezenas de epis\u00f3dios que provam que esta corrente pol\u00edtica n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com os ideais e os valores do movimento comunista, mas tamb\u00e9m constitui um aspecto do moderno anticomunismo, um posto avan\u00e7ado da classe burguesa &#8220;.<\/p>\n<p>O \u201cRizospastis\u201d\u00a0responde aqueles que querem negociar a respeito de N. Belogiannis e fazer uma distin\u00e7\u00e3o entre ele e o KKE, a partir das palavras de N. Belogiannis:<\/p>\n<p>\u201cse eu tivesse renunciado ao KKE, provavelmente eu teria sido declarado inocente com grandes honras&#8230; Mas minha vida est\u00e1 conectada com a hist\u00f3ria do KKE e sua atividade&#8230; Dezenas de vezes eu encarei o seguinte dilema: \u2018viver e trair minhas cren\u00e7as, minha ideologia ou morrer e permanecer fiel a elas.\u2019 Eu sempre escolhi o segundo e hoje estou fazendo isso novamente.\u201d<\/p>\n<p>Estas palavras que Belogiannis disse aos ju\u00edzes do tribunal militar em novembro de 1951 v\u00e3o sempre inspirar aqueles que se recusam a fazer uma \u201cdeclara\u00e7\u00e3o de arrependimento\u201d, aqueles que, vendo a indignidade dos que buscam \u201cse apropriar\u201d de Belogiannis a fim de justificar suas pr\u00f3prias &#8220;declara\u00e7\u00f5es de arrependimento&#8221;, respondem como Belogiannis fez: com desprezo.<\/p>\n<p>Abaixo segue uma breve biografia da vida e da atividade de Nikos Belogiannis.<\/p>\n<p>Sessenta anos da execu\u00e7\u00e3o de Nikos Belogiannis \u2013 her\u00f3i do povo, membro do Partido Comunista da Gr\u00e9cia \u2013 e seus camaradas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s acreditamos na mais correta teoria que foi concebida pelas mais progressivas mentes da humanidade. E nosso esfor\u00e7o, nossa luta, \u00e9 pra que esta teoria se torne realidade na Gr\u00e9cia e no mundo inteiro (&#8230;) N\u00f3<a name=\"0.1__GoBack\"><\/a>s amamos a Gr\u00e9cia e seu povo mais do que nossos acusadores (&#8230;) Precisamente porque n\u00f3s lutamos para que nosso pa\u00eds veja dias melhores, sem fome nem guerra (&#8230;) e quando for necess\u00e1rio, sacrificaremos nossas vidas.\u201d (Nikos Belogiannis, parte de sua fala de defesa no tribunal militar)<\/p>\n<p><a name=\"0.1_graphic06\"><\/a>Nikos Belogiannis nasceu em 1915 na cidade\u00a0 de Amalia (Peloponeso), filho de um artes\u00e3o pobre. Como estudante do ensino m\u00e9dio e mais tarde estudante da Universidade de Atenas, aproximou-se de movimentos progressistas de juventude. N. Belogiannis integrou-se \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o da Juventude Comunista da Gr\u00e9cia (OKNE) e em 1934 ao Partido Comunista da Gr\u00e9cia (KKE). Ele foi expulso da Faculdade de Direito da Universidade de Atenas por suas atividades revolucion\u00e1rias. Em 1934-36 foi o organizador e l\u00edder de algumas organiza\u00e7\u00f5es do partido no Peloponeso. Em mar\u00e7o e agosto de 1936, foi preso por atividade revolucion\u00e1ria. Em julho de 1937 ele fugiu da pris\u00e3o. Em maio de 1938 ele foi novamente preso e sentenciado a cinco anos na pris\u00e3o e dois anos de ex\u00edlio.<\/p>\n<p>O per\u00edodo da ocupa\u00e7\u00e3o nazista<\/p>\n<p>A autoridade grega pr\u00f3-fascista depois da ocupa\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia entregou\u00a0Nikos Belogiannis e outros prisioneiros comunistas para fascistas alem\u00e3es e italianos. Deve-se destacar que, dos 17 mil comunistas, n\u00e3o mais do que 4 mil sobreviveram at\u00e9 o in\u00edcio da ocupa\u00e7\u00e3o alem\u00e3 e 2 mil deles estavam em pris\u00f5es e campos de concentra\u00e7\u00e3o nas ilhas do Mar Egeu. Contudo, algumas poucas centenas de comunistas, tomando vantagem da confus\u00e3o das autoridades, conseguiram escapar da pris\u00e3o em 1941. Entre eles estavam membros do Comit\u00ea Central do Partido, mas\u00a0N. Belogiannis n\u00e3o conseguiu escapar para a liberdade.<\/p>\n<p>Deve-se destacar que, antes da ocupa\u00e7\u00e3o, o rei e os l\u00edderes dos partidos burgueses haviam deixado a Gr\u00e9cia. Apesar do fato de que havia apenas alguns milhares de pessoas nas fileiras do KKE e a maioria delas estava nas pris\u00f5es e nos campos, o partido tomou a iniciativa e criou a primeira organiza\u00e7\u00e3o de liberta\u00e7\u00e3o nacional &#8220;Solidariedade Nacional&#8221;, que teve como objetivo prestar assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas da guerra e da ocupa\u00e7\u00e3o nazista. Ele incluiu a organiza\u00e7\u00e3o da Cruz Vermelha grega, intelectuais progressistas, parte do clero e um grande n\u00famero de mulheres. Ignorando as ordens rigorosas das autoridades de ocupa\u00e7\u00e3o e do governo marionete, membros da organiza\u00e7\u00e3o ajudaram os soldados feridos e fizeram um esfor\u00e7o especial para salvar as pessoas, e especialmente as crian\u00e7as, da fome. Antes do final da guerra, por meio de doa\u00e7\u00f5es, foram criados centenas de centros de sa\u00fade, mais de 1.200 farm\u00e1cias populares, 90 centros de convalescentes, 73 hospitais populares, um grande n\u00famero de jardins de inf\u00e2ncia, creches e orfanatos. Mais de 1 milh\u00e3o de pessoas receberam assist\u00eancia da organiza\u00e7\u00e3o de &#8220;Solidariedade Nacional&#8221;.<\/p>\n<p>Em 31 de maio de 1941, o Comit\u00e9 Central do KKE convocou uma frente popular contra os invasores. Os grandes partidos burgueses gregos imediatamente rejeitaram o apelo do KKE e declararam que a melhor maneira de salvar o povo seria com uma postura de &#8220;esperar pra ver&#8221;. Os primeiros a responderem ao apelo do Partido Comunista foram as organiza\u00e7\u00f5es de massa da classe trabalhadora &#8211; os sindicatos. Em 16 de julho de 1941, a\u00a0 Frente de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores (EEAM) foi fundada, e em 28 de setembro de 1941, com a participa\u00e7\u00e3o do KKE e v\u00e1rios pequenos partidos, a Frente Nacional de Liberta\u00e7\u00e3o (EAM) foi formada. Durante v\u00e1rios anos, a EAM foi transformada na maior organiza\u00e7\u00e3o de massa que j\u00e1 existiu na Gr\u00e9cia. Apesar da proibi\u00e7\u00e3o e das centenas de v\u00edtimas, a EAM organizou, durante a ocupa\u00e7\u00e3o nazista, uma s\u00e9rie de greves muito grandes e manifesta\u00e7\u00f5es de massa, em maior escala do que em qualquer pa\u00eds sob ocupa\u00e7\u00e3o alem\u00e3-nazista.<\/p>\n<p>Em janeiro de 1942 o Comit\u00e9\u00a0Central do KKE e o Comit\u00ea Central da EAM emitiram a decis\u00e3o de estabelecer um ex\u00e9rcito de guerrilha regular, o Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o Popular da Gr\u00e9cia (ELAS).<\/p>\n<p>A EAM e o ELAS lutaram contra fascistas alem\u00e3es, italianos e b\u00falgaros.. Os \u00faltimos operaram no norte da Gr\u00e9cia e amea\u00e7aram a integridade do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Em setembro de 1943\u00a0Nikos Belogiannis escapou. Em 1943-44 envolveu-se no partido e fez trabalhos partid\u00e1rios na \u00e1rea de Patras, como comiss\u00e1rio pol\u00edtico da terceira divis\u00e3o do Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o Popular da Gr\u00e9cia (ELAS). No mesmo per\u00edodo (antes de 1944) o ELAS libertou muitas \u00e1reas nas montanhas do pa\u00eds, onde o Governo do Povo (PEEA) foi estabelecido, os \u00f3rg\u00e3os do poder popular, os comit\u00eas e tribunais. Em agosto e no in\u00edcio de setembro de 1944, quando o vitorioso Ex\u00e9rcito Vermelho avan\u00e7ou sobre os Balc\u00e3s, o ELAS passou a uma ofensiva geral contra as for\u00e7as fascistas. Neste momento o ex\u00e9rcito regular do ELAS tinha em suas fileiras 78 mil oficiais e homens que estavam em dura batalha. Em adi\u00e7\u00e3o a estas for\u00e7as havia uma organiza\u00e7\u00e3o de reservistas, cerca de 50 mil pessoas, e a mil\u00edcia nacional de 6 mil pessoas. Havia mais de 1,5 milh\u00e3o de membros organizados na EAM, dos quais 400 mil eram membros do KKE e cerca de 400 mil eram membros da organiza\u00e7\u00e3o anti-fascista de juventude EPON.<\/p>\n<p>O ELAS libertou completamente a Gr\u00e9cia. Ap\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia,\u00a0Nikos Belogiannis tornou-se chefe do departamento de trabalho ideol\u00f3gico da organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria do KKE no Peloponeso. Ele editou a revista \u201cFree Morias\u201d e simultaneamente trabalhou em dois livros \u201cCapital estrangeiro na Gr\u00e9cia\u201d (apenas publicado em 1998 por &#8220;Sinchroni Epohi&#8221;) e \u201cHist\u00f3ria da Literatura Grega Moderna\u201d.<\/p>\n<p>Na Gr\u00e9cia, a chegada de tropas estrangeiras, principalmente brit\u00e2nicas, come\u00e7ava.<\/p>\n<p>Guerra Civil<\/p>\n<p>A guerra civil foi imposta ao povo grego pelos c\u00edrculos imperialistas da Gr\u00e3-Bretanha e dos Estados Unidos, bem como por for\u00e7as reacion\u00e1rias da Gr\u00e9cia, a fim de manter a ordem pol\u00edtica e s\u00f3cio-econ\u00f4mica existente na Gr\u00e9cia antes da Segunda Guerra Mundial. Isto teve consequ\u00eancias desastrosas para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nesta luta desigual as for\u00e7as populares foram representados pelo Ex\u00e9rcito Popular Democr\u00e1tico da Gr\u00e9cia (DSE). O Ex\u00e9rcito Democr\u00e1tico da Gr\u00e9cia (DSE) foi criado em outubro de 1946, em resposta a um terrorismo sangrento que foi lan\u00e7ado sobre a Gr\u00e9cia em dezembro de 1944 pelas for\u00e7as reacion\u00e1rias da burguesia e as tropas estrangeiras contra os combatentes do movimento anti-fascista nacional.<\/p>\n<p><a name=\"0.1_graphic07\"><\/a><\/p>\n<p>At\u00e9\u00a0o final de 1947, o DSE manteve a iniciativa na luta. No ver\u00e3o de 1947 a opera\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito \u201cnacional\u201d n\u00e3o conseguiu destruir o DSE. As for\u00e7as do DSE repeliram o inimigo e infligiu-lhe uma sucess\u00e3o de s\u00e9rias derrotas militares. Em geral, o &#8220;ex\u00e9rcito nacional&#8221; foi for\u00e7ado para a defensiva. A classe dirigente estava preocupada que seus planos pudessem falhar, pois a Inglaterra n\u00e3o estava preparada para continuar a sua interven\u00e7\u00e3o na Gr\u00e9cia. Os Estados Unidos chegaram para fazer assist\u00eancia.<\/p>\n<p>Em 20 de junho de 1947 foi assinado um acordo entre a Gr\u00e9cia e os Estados Unidos, segundo o qual o poder supremo na Gr\u00e9cia foi transferido para o presidente dos EUA. Ele afirmava que o governo grego iria implementar qualquer pedido do presidente dos Estados Unidos, \u00e9 claro, em nome da &#8220;seguran\u00e7a&#8221; do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na Gr\u00e9cia, centenas de navios com equipamento militares moderno chegaram para atualizar o &#8220;ex\u00e9rcito nacional&#8221;. Em 24 de fevereiro de 1948 os General dos EUA Van Fleet chegou em Atenas. Ele se tornou o chefe do &#8220;ex\u00e9rcito nacional&#8221;. Cinco mil oficiais militares americanos e assessores come\u00e7aram a supervisionar o &#8220;ex\u00e9rcito nacional&#8221; e expulsaram funcion\u00e1rios e soldados de suas fileiras.<\/p>\n<p>Eles criaram uma &#8220;zona morta&#8221; nas regi\u00f5es onde o DSE operava, onde um milh\u00e3o de camponeses foram expulsos \u00e0 for\u00e7a de suas casas para que os partid\u00e1rios do DSE n\u00e3o pudessem recorrer \u00e0 sua ajuda. O &#8220;ex\u00e9rcito nacional&#8221; tinha sido novamente treinado e preparado para &#8220;guerra de montanha&#8221;. Por outro lado, os esfor\u00e7os do DSE e sua adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 nova situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderiam mudar a situa\u00e7\u00e3o: no ver\u00e3o de 1948, quando a batalha principal come\u00e7ou, a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as entre o DSE e o &#8220;ex\u00e9rcito nacional&#8221; era de 1 pra 10, com rela\u00e7\u00e3o ao contingente humano, e de 1 para 50 com respeito ao equipamento militar. Uma vantagem esmagadora a favor do inimigo. O DSE n\u00e3o tinha avi\u00f5es ou blindados. Al\u00e9m disso, os americanos primeiramente usaram bombas de napalm, as quais foram mais amplamente utilizadas durante a Guerra do Vietn\u00e3. Apenas em uma batalha em Grammos ca\u00edram 338 bombas de napalm sobre as posi\u00e7\u00f5es do DSE.<\/p>\n<p>Apesar de a correla\u00e7\u00e3o desigual de for\u00e7as, a batalha definitiva (Grammos e Vitsi) foi feroz, e n\u00e3o \u00e9 por acaso que ainda \u00e9 ensinada hoje nas academias militares na Gr\u00e9cia e nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Quando a batalha ainda estava em andamento,\u00a0Nikos Belogiannis escreveu: &#8220;Uma caracter\u00edstica b\u00e1sica da batalha de Grammos foi a enorme diferen\u00e7a em recursos humanos e materiais entre os dois oponentes Os imperialistas estrangeiros fortaleceram os monarco-fascistas com abundantes canh\u00f5es e avi\u00f5es&#8230; essa diferen\u00e7a foi apagada pela superioridade pol\u00edtica e moral dos combatentes e quadros do DSE, que hoje est\u00e3o escrevendo as p\u00e1ginas mais gloriosas da nossa hist\u00f3ria lutando por uma nova Gr\u00e9cia da democracia popular.&#8221;<\/p>\n<p><a name=\"0.1_graphic08\"><\/a><\/p>\n<p>Durante a Guerra Civil (1946-1949), Nikos Belogiannis estava realizando um trabalho pol\u00edtico no ex\u00e9rcito do Ex\u00e9rcito Democr\u00e1tico da Gr\u00e9cia (DSE). Em 1947 ele se tornou chefe do Departamento de Propaganda do DSE. Em 1948-49 era comiss\u00e1rio pol\u00edtico da 10 \u00aa divis\u00e3o do DSE. Ele foi ferido em batalha em 1948.<\/p>\n<p>A guerra civil durou at\u00e9\u00a0agosto de 1949. A luta do DSE foi her\u00f3ica e foi a primeira luta anti-imperialista do mundo ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial. Apesar do hero\u00edsmo dos soldados do DSE, devido \u00e0 desigualdade dos combates as for\u00e7as, a guerra terminou em derrota para o ex\u00e9rcito do povo.<\/p>\n<p>Durante as batalhas da Guerra Civil, 50 mil pessoas foram mortas. 6500 comunistas e democratas foram fuzilados depois de terem sido sentenciados por tribunais militares. 50 mil anti-fascistas foram presos e exilados, muitos sendo submetidos a terr\u00edveis torturas. 100 mil gregos, combatentes do DSE e suas fam\u00edlias, foram for\u00e7ados a deixar o pa\u00eds ap\u00f3s a derrota do ex\u00e9rcito popular. A maior parte deles recebeu asilo pol\u00edtico na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e outros em pa\u00edses socialistas europeus.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a derrota do DSE, em setembro de 1949,\u00a0N. Belogiannis, juntamente com milhares de homens armados, foram para os pa\u00edses socialistas da Europa Central e Oriental. Na Gr\u00e9cia, um violento regime anti-democr\u00e1tico foi instalado,\u00a0 completamente dependente do imperialismo anglo-americano: politicamente, economicamente e militarmente.<\/p>\n<p>Em 1950\u00a0N. Belogiannis foi eleito membro do Comit\u00ea Central do Partido Comunista da Gr\u00e9cia (KKE).<\/p>\n<p>A pris\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de N. Belogiannis<\/p>\n<p>As 6\u00aa e 7\u00aa sess\u00f5es plen\u00e1rias do CC, que tiveram lugar no mesmo ano, decidiram adaptar as t\u00e1ticas do partido para a nova situa\u00e7\u00e3o, ou seja, a derrota na Guerra Civil. Assim, a resolu\u00e7\u00e3o do plen\u00e1rio salientou a necessidade de transferir o n\u00facleo de trabalho do partido da luta armada para a atividade pol\u00edtica de massa pac\u00edfica. Promoveu-se a tarefa pol\u00edtica de reconcilia\u00e7\u00e3o e da luta por &#8220;p\u00e3o para o povo&#8221; e contra a pris\u00e3o da Gr\u00e9cia nas novas algemas imperialistas dos EUA e da OTAN. Ao mesmo tempo, as sess\u00f5es sublinharam que o partido deveria estabelecer um mecanismo robusto para um trabalho clandestino na Gr\u00e9cia e, ao mesmo tempo, para utilizar todos os meios legais poss\u00edveis de luta.<\/p>\n<p>Em junho de 1950,\u00a0Nikos Belogiannis, ap\u00f3s a decis\u00e3o do Comit\u00ea Central do Partido Comunista da Gr\u00e9cia, chegou \u00e0 Gr\u00e9cia ilegalmente, usando documentos e passaportes falsos. Ele ficou de informar \u00e0s for\u00e7as partid\u00e1rias na Gr\u00e9cia a respeito da nova linha do\u00a0 partido e reorganizar a rede clandestina das organiza\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias no pa\u00eds. Deve-se notar que\u00a0N. Belogiannis n\u00e3o era ent\u00e3o o \u00fanico quadro do partido a entrar ilegalmente na Gr\u00e9cia. Centenas de comunistas entraram na Gr\u00e9cia, com objetivos diferentes,\u00a0 nesse per\u00edodo. Muitas pessoas, ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o das suas tarefas, novamente deixaram o pa\u00eds, mas muitas outras foram presas pelas autoridades. Estas miss\u00f5es foram considerados uma honra no partido e havia muitas cartas para o Comit\u00e9 Central\u00a0 pedindo orienta\u00e7\u00f5es quanto \u00e0s atividades clandestinas na Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Em uma das primeiras mensagens que\u00a0Nikos Belogiannis enviou ao exterior para a lideran\u00e7a do partido, ele escreveu: &#8220;Eu estou limpando e reorganizando o que j\u00e1 temos, e ao mesmo tempo criando uma nova organiza\u00e7\u00e3o Muitas possibilidades, perspectivas otimistas.&#8221;<\/p>\n<p>Nikos Belogiannis foi preso em dezembro de 1950 e um papel especial foi desempenhado pela rec\u00e9m-fundada organiza\u00e7\u00e3o estadunidense &#8211; a CIA. A pol\u00edcia anunciou a sua deten\u00e7\u00e3o em 5 de janeiro de 1951. N\u00e3o \u00e9 por acaso que o \u00fanico jornal da legal da esquerda, &#8220;Democrata&#8221;, foi proibido um pouco antes. Ele era publicado com a ajuda do clandestino Partido Comunista.<\/p>\n<p>Apesar da pris\u00e3o, seu trabalho e todo o trabalho da organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria clandestina deu frutos: no pa\u00eds, um movimento geral para uma anistia ampla, para a elimina\u00e7\u00e3o dos &#8220;campos da morte&#8221; e pela aboli\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o de \u201cemerg\u00eancia\u201d foi se espalhando. O movimento de greve da classe oper\u00e1ria come\u00e7ou a se desenvolver.<\/p>\n<p>Cem mil gregos haviam assinado o Apelo de Estocolmo do Conselho Mundial da Paz, apesar do terror e do assassinato, em 5 de mar\u00e7o de 1951, na Tessal\u00f4nica, do comunista Nikiforidis Nikos, que estava a recolher assinaturas.<\/p>\n<p>Em julho de 1951, por iniciativa do KKE clandestino, a coaliz\u00e3o Esquerda Unida Democr\u00e1tica (EDA) foi fundada. \u00c9 emblem\u00e1tico que, quando as elei\u00e7\u00f5es parlamentares ocorreram em 9 de setembro de 1951, dos dez membros do parlamento eleitos nas listas do EDA, sete eram presos pol\u00edticos e exilados democratas, dentre eles o Comandante Geral do ELAS C. Sarafis, o conhecido l\u00edder sindical e comunista Ambatielos\u00a0 e outros. Ap\u00f3s estes resultados, as autoridades cancelaram os cargos parlamentares dos presos pol\u00edticos democr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Em 19 outubro de 1951, em um tribunal extraordin\u00e1rio, o primeiro processo contra\u00a0N. Belogiannis teve in\u00edcio. Havia outros 92 membros do Partido Comunista da Gr\u00e9cia (KKE) ao seu lado no banco dos r\u00e9us. Foram todos acusados \u200b\u200bde terem violado a lei n\u00famero 509, aprovada em dezembro de 1947, que proibia o KKE e a &#8220;propaganda comunista&#8221;. Deve-se notar que, neste momento, no governo da Gr\u00e9cia n\u00e3o estavam for\u00e7as de direita, mas \u201ccentristas\u201d. Em 16 de novembro, um tribunal extraordin\u00e1rio (do qual G. Papadopoulos participou &#8211; o futuro chefe da ent\u00e3o Junta dos Coron\u00e9is, 1967-1974) condenou\u00a0Belogiannis e outros 11 comunistas \u00e0 morte. No entanto, a senten\u00e7a n\u00e3o foi executada porque estava claro que o processo e o veredicto foram puramente pol\u00edticos.<\/p>\n<p>As autoridades tiveram de &#8220;sustentar&#8221; um novo julgamento-par\u00f3dia, com novas acusa\u00e7\u00f5es, &#8220;para provar a sabotagem&#8221; dos comunistas, que supostamente trabalharam contra e trairam os interesses da Gr\u00e9cia, servindo a um poder &#8220;terceiro&#8221;.<\/p>\n<p>O KKE clandestino costumava se comunicar com as lideran\u00e7as do partido localizadas no exterior usando o r\u00e1dio. A pol\u00edcia descobriu dois destes mencionados em Atenas e, assim, um novo &#8220;caso Belogiannis&#8221; foi forjado num novo julgamento, desta vez em um tribunal regular e com a falsa acusa\u00e7\u00e3o de &#8220;espionagem&#8221; (viola\u00e7\u00e3o da lei 375 de 1936). O segundo julgamento-par\u00f3dia come\u00e7ou em 15 de fevereiro de 1952. Em 1 de mar\u00e7o de 1952 foi um veredicto foi emitido, condenando\u00a0Nikos Belogiannis e 7 outros comunistas \u00e0 morte.<\/p>\n<p>Imediatamente na Gr\u00e9cia e no mundo inteiro um movimento surgiu contra as novas senten\u00e7as de morte. Os advogados pediram ao rei que perdoasse seus clientes. Ao mesmo tempo, os EUA exigiram que o governo e o rei mantivessem a execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a. No s\u00e1bado, 29 mar\u00e7o de1952, o Rei Pavlos rejeitou um pedido de clem\u00eancia para\u00a0N. Belogiannis e seus companheiros. Depois da meia-noite do domingo, dia 30, dezenas de pessoas que estavam &#8220;de plant\u00e3o&#8221; na entrada da pris\u00e3o para impedir a transfer\u00eancia dos condenados \u00e0 morte para o local da execu\u00e7\u00e3o partiram, pois n\u00e3o tinham conhecimento da decis\u00e3o do rei e do governo. Eles partiram porque mesmo os alem\u00e3es nazistas n\u00e3o realizaram execu\u00e7\u00f5es planejadas aos domingos. Os executores chegaram \u00e0 pris\u00e3o e levaram quatro pessoas para o fuzilamento. Eles eram:\u00a0Nikos Belogiannis, Dimitris Batsis, Nikos Kaloumenos, Ilias Argiriadis. Eles foram levados para o local da execu\u00e7\u00e3o e alvejados sob as luzes dos caminh\u00f5es e jipes militares, pois ainda estava escuro e tudo teve que ser realizado rapidamente, antes que a not\u00edcia se espalhasse por Atenas.<\/p>\n<p>03\/30\/2012<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><strong>Balada<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><strong>Lila Ripoll<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Fuzilaram Beloyannis,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Beloyannis fuzilaram.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>No muro escuro de pedra<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>recostaram o seu corpo<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>que batalhas enfrentou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Quiseram cobrir seus olhos.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Beloyannis recusou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Seu rosto ficou mais branco,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Mas nem um tra\u00e7o alterou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>N\u00e3o se fecharam seus olhos,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>seu corpo erguido ficou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Avan\u00e7ava a madrugada,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>a sombra envolvia a terra,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>o crime se consumava,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>ningu\u00e9m soube ou suspeitou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Quiseram cobrir seus olhos,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Beloyannis recusou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Os verdugos hesitavam<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>agarrados aos fuzis.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Olhar de frente o seu rosto,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>quem podia, quem ousava,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>se o rosto ficou mais branco,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>mas nem um tra\u00e7o alterou?<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Quiseram cobrir seus olhos,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Beloyannis recusou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Apagavam-se as estrelas,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>a aurora j\u00e1 despontava.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>O vento da primavera<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>sobre o muro suspirou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Cinco fuzis apontaram,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>cinco estampidos se ouviram,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>uma voz cortou os ares<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>e as fronteiras alcan\u00e7ou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Beloyannis indom\u00e1vel<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>levanta um canto de gl\u00f3ria<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>ao ideal porque tombou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>&#8220;Camaradas, camaradas,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>nosso Partido n\u00e3o morre&#8230; &#8220;<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>E a voz her\u00f3ica findou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>As palavras eram flores<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>que o vento despetalou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>O crime se consumara<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>ningu\u00e9m soube ou suspeitou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>No muro escuro de pedras<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>o sangue do her\u00f3is ficou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Seu nome de comunista, o mundo inteiro guardou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>Fria estava a primavera<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>que o seu corpo amortalhou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>&#8211; Beloyannis, Beloyannis,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>vir\u00e3o outras primaveras,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>teu nome o povo guardou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>As palavras que disseste<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>a brisa despetalou.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>O vento da primavera<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>sobre o mundo as atirou.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><em>Nota dos Editores:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Por uma quest\u00e3o de justi\u00e7a \u00a0e como resgate da nossa mem\u00f3ria , \u00e0 \u00e9poca dos fatos que resultaram no fuzilamento de Nikos Beloyannis, nosso Partido, com a solidariedade que j\u00e1 o caracterizava, tamb\u00e9m acompanhou os eventos, fez campanha pela sua \u00a0liberta\u00e7\u00e3o e o homenageou \u00a0atrav\u00e9s do poema intitulado Balada, escrito pela poetisa \u00a0e comunista Lila Ripoll.<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Rizospastis\n\n\n\n\n\n\n\n\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2642\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-2642","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c42-comunistas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-GC","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2642","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2642"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2642\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2642"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2642"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2642"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}