{"id":26428,"date":"2020-11-15T20:39:45","date_gmt":"2020-11-15T23:39:45","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26428"},"modified":"2020-11-15T20:39:45","modified_gmt":"2020-11-15T23:39:45","slug":"ocupar-o-imperativo-clinico-psicanalitico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26428","title":{"rendered":"Ocupar o imperativo cl\u00ednico psicanal\u00edtico?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lavrapalavra.com\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/59079171_2097010177061691_8570509039035744256_n-1-1.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->LavraPalavra<\/p>\n<p>Por Alessandra Caneppele<\/p>\n<p>Em um im\u00f3vel vazio n\u00e3o temos aus\u00eancia de trabalho, mas sim o trabalho da especula\u00e7\u00e3o do mercado que a\u00ed produz a riqueza para poucos: a propriedade n\u00e3o est\u00e1 desocupada, mas sim ocupada pelo trabalho do capital. O ato pol\u00edtico de ocupar uma propriedade, portanto, \u00e9 tamb\u00e9m ato que desaloja o capital a\u00ed instalado, despejando seu trabalho e com ele o princ\u00edpio do privativo do qual ele depende para funcionar \u2013 e, nesse sentido, \u00e9 tamb\u00e9m instala\u00e7\u00e3o de uma ociosidade nesse trabalho. A partir desse duplo vi\u00e9s, como pensar o trabalho de um coletivo cl\u00ednico psicanal\u00edtico na ocupa\u00e7\u00e3o Maloca \u2013 Arte e Cultura na Vila Uni\u00e3o em Campinas, SP? Com quais ocupa\u00e7\u00f5es e desocupa\u00e7\u00f5es tal trabalho cl\u00ednico se faz? [i]<\/p>\n<p>Ocupa\u00e7\u00e3o (Besetzung) e trabalho (Arbeit) s\u00e3o significantes importantes na hist\u00f3ria metapsicol\u00f3gica da psican\u00e1lise \u2013 lembramos dos neur\u00f4nios freudianos ocupados e desocupados no trabalho da mem\u00f3ria, dos sintomas e dos sonhos \u2013 e tamb\u00e9m no trabalho do tratamento anal\u00edtico ocupando e desocupando representa\u00e7\u00f5es para que, enfim, o neur\u00f3tico possa viver amando e \u2026 trabalhando: a cura freudiana! Mas, afinal, qual trabalho nos ocupa e desocupa tanto dentro como fora da cena anal\u00edtica?<\/p>\n<p>Lembro-me do coment\u00e1rio de um cineasta sobre como era estranho que um homem sem trabalho fosse chamado de \u201cdesocupado\u201d e n\u00e3o de \u201clivre\u201d, tal como encontramos nas trancas dos banheiros p\u00fablicos em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 palavra \u201cocupado\u201d \u2013 o que para ele revelaria como somos todos ocupados pelo trabalho. Na psican\u00e1lise, inventada pelo declarado workaholic que era Freud, qual peso para o trabalho?<\/p>\n<p>Em \u201cCaminhos da Psicoterapia Psicanal\u00edtica\u201d, discurso lido por Freud em 1919 no Quinto Congresso Psicanal\u00edtico Internacional e considerado como texto seminal para a discuss\u00e3o das cl\u00ednicas sociais de psican\u00e1lise propostas hoje[ii], lemos: \u201cTeremos provavelmente a experi\u00eancia de que o pobre est\u00e1, todavia, menos disposto que o rico a renunciar a sua neurose; de fato, n\u00e3o o seduz a dura vida que o espera e a condi\u00e7\u00e3o de doente significa mais uma reinvindica\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia social\u201d. Se para Freud a capacidade para trabalhar fora um \u00edndice de sa\u00fade do sujeito, aqui ele parece reconhecer que h\u00e1 trabalhos e \u2026 trabalhos \u2013 trabalho bom de rico e trabalho duro de pobre! Ele desenvolve ent\u00e3o sua pondera\u00e7\u00e3o: homens possivelmente alco\u00f3latras, mulheres alquebradas ao peso das priva\u00e7\u00f5es, crian\u00e7as escolhendo entre a selvageria e a neurose: todos, diz Freud, pela psican\u00e1lise adquiririam a qualidade de resist\u00eancia, efici\u00eancia, robustez e produtividade [widerstandsf\u00e4hig, leistungsf\u00e4hig]. Se a cl\u00ednica social de psican\u00e1lise serviria para melhorar a performance do proletariado, Freud pode reconhecer como no m\u00ednimo duvidoso esperar que esse sujeito trabalhasse analiticamente para conquistar a sa\u00fade que o colocaria em condi\u00e7\u00f5es de ser mais explorado.<\/p>\n<p>Se Freud n\u00e3o reconhece a psican\u00e1lise totalmente ao lado dos anseios do servo e por isso duvida da possibilidade de vende-la a esse (o qual, ele constata, tamb\u00e9m n\u00e3o tem dinheiro mesmo para compra-la!), resta cogitar a venda dessa terapia do servo ao senhor\/estado, o qual poderia com ela melhorar a performance de seus lucros. Por\u00e9m, ainda nesse texto, Freud confessa que \u00e9 muito dif\u00edcil tamb\u00e9m vender a terapia do rico para o pr\u00f3prio rico: \u201cas condi\u00e7\u00f5es de nossa exist\u00eancia nos restringem aos estratos superiores e abastados de nossa sociedade, que cuidam de escolher seus pr\u00f3prios m\u00e9dicos e nessa elei\u00e7\u00e3o se afastam da psican\u00e1lise levados por todo tipo de preju\u00edzo\u201d. Nas linhas de Freud o mal-estar que habita o trabalho do psicanalista se escancara: a quem interessa uma cura anal\u00edtica? E as reflex\u00f5es sobre as cl\u00ednicas sociais n\u00e3o apagam dessas linhas o mal-estar origin\u00e1rio, pelo contr\u00e1rio: para quem o analista trabalharia ao ocupar-se agora do proletariado? Quem lucraria com esse trabalho anal\u00edtico? E quem, em nome desse lucro, pagaria por ele? Enfim, se ao aristocrata entediado de Viena Freud pode prescrever sem receio a cura com um pouco de trabalho, j\u00e1 ao pobre o mesmo receitu\u00e1rio parece question\u00e1vel.<\/p>\n<p>Na passagem da cl\u00ednica privada para a social Freud percebe o deslocamento do significante trabalho \u2013 que no pobre \u00e9 explora\u00e7\u00e3o e, no abastado, poderia ser sublima\u00e7\u00e3o. Duas concep\u00e7\u00f5es diferentes de trabalho \u2013 ou dois trabalhos diferentes \u2013 que perpassam a hist\u00f3ria da humanidade e suas l\u00ednguas e desembocam, por exemplo, na cr\u00edtica de Hanna Arendt a Marx, a qual postula a diferen\u00e7a entre Arbeit e Werk (o primeiro sendo o trabalho degradado dos corpos; o segundo, aquele sublime das m\u00e3os). O trabalho humano no mundo pode ir do c\u00e9u ao inferno: da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica \u00e0 tortura do tripalium. Assim tamb\u00e9m o \u00f3cio, seu contr\u00e1rio, poder\u00e1 ser pecado do pregui\u00e7oso desocupado ou pureza da contempla\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, tal como postula hoje, por exemplo, Domenico de Masi.[iii]A psican\u00e1lise trope\u00e7a aqui com Freud na quest\u00e3o incontorn\u00e1vel da rela\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea entre trabalho e capital \u2013 e esse trope\u00e7o reverbera como quest\u00e3o interna \u00e0 pr\u00f3pria psican\u00e1lise: qual rela\u00e7\u00e3o entre o trabalho anal\u00edtico e o trabalho do capital? Um espa\u00e7o de desocupa\u00e7\u00e3o do trabalho do capital, tal como o da Maloca, poderia nos ajudar no reconhecimento dessa pedra colocada fora e dentro do trabalho anal\u00edtico?<\/p>\n<p>Se mais prov\u00e1vel encontrarmos um homem feliz ocupado em lavrar a sua terra do que em operar suas a\u00e7\u00f5es na bolsa de valores, n\u00e3o seria a natureza do trabalho, se ele \u00e9 feito com as m\u00e3os ou com a mente, que definiria se esse trabalho \u00e9 \u00edndice de sa\u00fade ou n\u00e3o. Dividir o trabalho entre bra\u00e7al e intelectual reproduz a oposi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de nossa cultura ocidental entre corpo e alma, natureza e cultura, escravo e senhor e apenas deifica moralmente em entidades excludentes o que justamente deveria ser colocado em quest\u00e3o \u2013 portanto, essa divis\u00e3o n\u00e3o nos serve e passemos a outra. Supondo que necessidade e demanda movimentam trabalhos, se o pobre trabalha movido pelas necessidades suas e de seu senhor, j\u00e1 o senhor parece votado a trabalhar movido pela demanda de seu reconhecimento no outro. Necessidade e demanda imp\u00f5em um imediato de trabalho \u2013 e a demanda talvez seja mais voraz que a fome, seu est\u00f4mago imag\u00e9tico confundindo-se ao infinito voraz do capital. Entre ambas uma terceira ordem, simb\u00f3lica, constitu\u00edda fundamentalmente por uma aus\u00eancia, embaralharia os dois esfor\u00e7os de trabalho em um ponto no qual ambos, esvaziados, cessam \u2013 de produzir, no escravo; de consumir, no senhor. Entre real e imagin\u00e1rio um simb\u00f3lico cessa o trabalho preso \u00e0 urg\u00eancia imediata da necessidade imposta ao escravo pelo senhor e o trabalho votado ao infinitamente intang\u00edvel da imagem reproduzida pelo senhor no escravo. Nessa nova ordem tais identidades privadas mantidas por um trabalho sem parada, premente, se misturam \u2013 e nesse encontro, no cada qual para de trabalhar para o outro, vemos surgir como poss\u00edvel o repouso, o \u00f3cio.<\/p>\n<p>Sentada na horta, aguardo pacientes que n\u00e3o vem: um preso no ponto de \u00f4nibus; outro na fila do hospital. A concretude do que deles antes ouvira: n\u00e3o conseguir estar ao lado do filho; temer descobrir que um outro filho tamb\u00e9m seja \u201cdoente\u201d. Longe, escuto. Ausentes, falam \u2013 ociosamente ocupada por esse trabalho que n\u00e3o tem hora para come\u00e7ar ou terminar, n\u00e3o \u00e9 nem meu nem do outro, n\u00e3o \u00e9 privado nem tem pre\u00e7o, mas que se faz nos que com ele se comprometem na produ\u00e7\u00e3o apenas de sujeitos. Faltaram por que a falta fala e faz falta, desocupa e descansa do trabalho quando podem n\u00e3o ser cobrados ou descontados por ela. Para eles, ARBEIT n\u00e3o MACHT FREI (trabalho n\u00e3o liberta) \u2013 e a revis\u00e3o de suas m\u00e1goas, ent\u00e3o, vem pela partilha de um momento no qual o trabalho cessa e os senhores se desmancham no ar por um instante. A psican\u00e1lise a\u00ed antes de ser lugar de cobran\u00e7a por trabalho, ser\u00e1 ent\u00e3o lugar de folga, desocupa\u00e7\u00e3o de uma l\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o \u2013 para que uma l\u00f3gica do \u00f3cio ocupe. E come\u00e7o, ent\u00e3o, a compreender como a Maloca, enquanto espa\u00e7o pol\u00edtico de desocupa\u00e7\u00e3o do trabalho do capital, \u00e9 paradigma da reocupa\u00e7\u00e3o da cena anal\u00edtica pela cl\u00ednica social. Com essa ideia, continuemos a ler o texto de 1919 de Freud.<\/p>\n<p>A\u00ed ele levanta a hip\u00f3tese de mudan\u00e7as t\u00e9cnicas necess\u00e1rias ao desenvolvimento dessa outra cl\u00ednica. Mas, como ele mesmo explica, se h\u00e1 diferen\u00e7as t\u00e9cnicas entre a cl\u00ednica da histeria e a da neurose obsessiva, isso n\u00e3o quer dizer que ambas n\u00e3o se submetem estritamente \u00e0 t\u00e9cnica da interpreta\u00e7\u00e3o do inconsciente. A mudan\u00e7a na t\u00e9cnica da cl\u00ednica social, portanto, n\u00e3o significa tomar a realidade material do novo sujeito como causa em si: afinal, dir\u00edamos, coitado, o pai \u00e9 mesmo um violento, o esposo um bruto e, ao inv\u00e9s de interpretar, basta consol\u00e1-lo de sua desgra\u00e7a palp\u00e1vel! Se assim o fiz\u00e9ssemos, aprisionar\u00edamos pela segunda vez o sujeito, reiterando seu apagamento opressivo: pobre no bolso, pobre tamb\u00e9m agora na alma que n\u00e3o poderia pagar subjetivamente por um lugar simb\u00f3lico no mundo. Mas, ent\u00e3o, qual nova cena anal\u00edtica? E Freud apresenta sua suspeita de que talvez a cl\u00ednica social levaria o analista a deixar de lado seu ouro psicanal\u00edtico e passar ao cobre da sugest\u00e3o \u2013 ao seja, passar a usar mais os instrumentos t\u00e9cnicos menos nobres da psican\u00e1lise. Como interpretar essa suspeita freudiana?<\/p>\n<p>Imagino uma esfinge reluzente de ouro em sil\u00eancio im\u00f3vel e enigm\u00e1tico pousando na horta da Maloca e \u2026 transformando-se em espantalho: a queda do Glanz auf der Nase, do v\u00e9u\/fetiche por tr\u00e1s do qual se desenhava a presen\u00e7a de um falo, aquele mesmo brilho de Agat\u00e3o que convocava \u00e0 transfer\u00eancia. A cena burguesa de \u201co meu analista\u201d ou de \u201co corte lacaniano do meu analista\u201d, desses objetos privados pagos para serem ditos \u201cmeu\u201d, desmancha. Freud, quase como em um chiste, parece confessar aqui que o analista, passando \u00e0 cl\u00ednica social, perderia justamente seu reluzente valor de mercadoria, precisando ent\u00e3o rever-se fora das regras \u00e1ureas de mercado no qual antes respaldava a venda de seu \u00e1rduo e n\u00e3o menos sedutor trabalho privado. Que sobre o perigo da perda desse brilho de produto preso \u00e0 l\u00f3gica ofuscante dos valores garantidos por institui\u00e7\u00f5es mercantis nos conte a redescoberta somente agora da hist\u00f3ria das cl\u00ednicas sociais de psican\u00e1lise contempor\u00e2neas a Freud!<\/p>\n<p>Enfim, na cl\u00ednica social a psican\u00e1lise n\u00e3o poderia continuar a trabalhar como ouro comprado por quem o tem. Mas ela n\u00e3o poderia continuar a desempenhar a\u00ed um certo valor no mercado, agora como um cobre doado altruisticamente e filantropicamente aos pobres? Ora, se a Maloca \u00e9 desocupa\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica do capital em nome de uma outra l\u00f3gica que n\u00e3o \u00e9 mais determinada pelo vil metal do venal, a\u00ed tamb\u00e9m a cena anal\u00edtica se comprometeria com a desocupa\u00e7\u00e3o do que a constitui como trabalho de um analista identificado \u00e0 propriedade privada e precific\u00e1vel de sua forma\u00e7\u00e3o acumulada segundo as leis do mercado: n\u00e3o haveria, ent\u00e3o, nessa nova cena cl\u00ednica a propriedade nem de ouro, nem de cobre, pois a\u00ed trabalha-se para que justamente o trabalho do metal cesse de trabalhar em n\u00f3s. Reencontrando em si a palha do ninho onde por \u00f3cio se canta, descansa o espantalho, j\u00e1 n\u00e3o mais ocupado em representar a cena do patr\u00e3o no mercado.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica desapropriadora da Maloca atua uma desocupa\u00e7\u00e3o e uma reocupa\u00e7\u00e3o que radicalizariam no trabalho anal\u00edtico o desterramento, o n\u00e3o pertencimento e a aus\u00eancia de posse solicitados pelo imperativo Wo Es war, soll Ich werden?[iv] Continuando a traficar esse imperativo como se fosse uma propriedade privada, a psican\u00e1lise n\u00e3o se realizaria apenas como simulacro triste e burgu\u00eas de sua mais revolucion\u00e1ria verdade? Se sim, a cl\u00ednica na Maloca seria n\u00e3o lugar onde a psican\u00e1lise se faz benevolente com o mundo, mas sim onde a pr\u00e1tica de um mundo n\u00e3o mais privativamente precificado far\u00e1 bem para o mal-estar da pr\u00f3pria psican\u00e1lise.[v]<\/p>\n<p>[i] https:\/\/artemalocacultura.wordpress.com\/<\/p>\n<p>[ii] A conferir a import\u00e2ncia dada a esse texto no livro As cl\u00ednicas p\u00fablicas de Freud de Elizabeth Ann Danto publicado em 2019 pela editora Perspectiva.<\/p>\n<p>[iii] Qualquer estudo sobre as origens da palavra trabalho aponta para o valor negativo desse \u2013 ao mesmo tempo em que \u201c\u00f3cio\u201d indicaria originalmente um estado de bem-estar negativado justamente em \u201cneg\u00f3cio\u201d. Portanto, a valora\u00e7\u00e3o do trabalho \u00e9 tardia e associada ao momento no qual n\u00e3o apenas o escravo \u00e9 convocado a faz\u00ea-lo, mas tamb\u00e9m o homem livre.<\/p>\n<p>[iv] \u201cOnde estava Isso, Eu deve advir\u201d.<\/p>\n<p>[v] Supondo que o mal-estar que a psican\u00e1lise compartilha com nosso sistema de produ\u00e7\u00e3o capitalista poderia ser superado justamente por um trabalho que n\u00e3o ser\u00e1 mais sin\u00f4nimo de esfor\u00e7o para ganhar os ouros ou cobres da sobreviv\u00eancia, mas sim afim ao cuidado sustentado pela partilha do comum.<\/p>\n<p>*Psicanalista atuando na ocupa\u00e7\u00e3o Maloca \u2013 Arte e Cultura com o Coletivo Cl\u00ednica Social Pulso (https:\/\/www.facebook.com\/pulsoclinicasocial).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26428\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[197],"tags":[223],"class_list":["post-26428","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-saude","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6Sg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26428","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26428"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26428\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}