{"id":2652,"date":"2012-04-08T20:53:19","date_gmt":"2012-04-08T20:53:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2652"},"modified":"2012-04-08T20:53:19","modified_gmt":"2012-04-08T20:53:19","slug":"michael-loewy-critica-rio20-e-a-propaganda-da-economia-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2652","title":{"rendered":"Michael L\u00f6wy critica Rio+20 e a propaganda da &#8216;economia verde&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p>Da Reda\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Em junho, o Brasil sedia a Rio+20, a c\u00fapula mundial de meio ambiente, um dos temas da edi\u00e7\u00e3o 180 de Caros Amigos, que est\u00e1 nas bancas. A c\u00fapula j\u00e1 divide opini\u00f5es, como a do pesquisador Michael L\u00f6wy, um dos entrevistados da reportagem publicada na revista.<\/p>\n<p>Confira abaixo a entrevista de L\u00f6wy, feita pela jornalista B\u00e1rbara Mengardo. Leia a reportagem completa sobre a Rio+20 na edi\u00e7\u00e3o nas bancas (<em><a href=\"http:\/\/carosamigos.terra.com.br\/index2\/index.php\/edicoes\/atual\" target=\"_blank\">veja aqui<\/a><\/em>).<\/p>\n<p>Caros Amigos &#8211; O que voc\u00ea espera da Rio+20, tanto do ponto de vista das discuss\u00f5es quanto da efic\u00e1cia de poss\u00edveis decis\u00f5es tomadas?<\/p>\n<p>Michael L\u00f6wy &#8211; Nada! Ou, para ser caridoso, muito pouco, pouqu\u00edssimo\u2026 As discuss\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o formatadas pelo tal &#8220;Draft Zero&#8221;, que como bem diz (involuntariamente) seu nome, \u00e9 uma nulidade, um zero \u00e0 esquerda. E a efic\u00e1cia, nenhuma, j\u00e1 que n\u00e3o haver\u00e1 nada de concreto como obriga\u00e7\u00e3o internacional. Como nas confer\u00eancias internacionais sobre o c\u00e2mbio clim\u00e1tico em Copenhagen, Cancun e Durban, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que a montanha vai parir um rato: vagas promessas, discursos, e, sobretudo, bons neg\u00f3cios &#8216;verdes&#8221;. Como dizia Ban-Ki-Moon, o secret\u00e1rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas &#8211; que n\u00e3o tem nada de revolucion\u00e1rio \u2013 em setembro 2009, &#8220;estamos com o p\u00e9 colado no acelerador e nos precipitamos ao abismo\u201d. Discuss\u00f5es e iniciativas interessantes existir\u00e3o sobretudo nos f\u00f3runs Alternativos, na Contra-Confer\u00eancia organizada pelo F\u00f3rum Social Mundial e pelos movimentos sociais e ecol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>CA &#8211; Desde a Eco 92, houve mudan\u00e7as na maneira como os estados lidam com temas como mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, preserva\u00e7\u00e3o das florestas, \u00e1gua e ar, fontes energ\u00e9ticas alternativas, etc.? Se sim, o qu\u00e3o profundas foram essas mudan\u00e7as?<\/p>\n<p>ML &#8211; Mudan\u00e7as muito superficiais! Enquanto a crise ecol\u00f3gica se agrava, os governos &#8211; para come\u00e7ar o dos Estados Unidos e dos demais pa\u00edses industrializados do Norte, principais respons\u00e1veis do desastre ambiental &#8211; &#8220;lidaram com o tema&#8221;, desenvolveram, em pequena escala, fontes energ\u00e9ticas alternativas, e introduziram &#8220;mecanismos de mercado&#8221; perfeitamente ineficazes para controlar as emiss\u00f5es de CO2. No fundo, continua o famoso &#8220;buzines as usual&#8221;, que, segundo c\u00e1lculo dos cientistas, nos levara a temperaturas de 4\u00b0 ou mais graus nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>CA &#8211; Em compara\u00e7\u00e3o a 1992, a sociedade est\u00e1 muito mais ciente da necessidade de prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Esse fato poder\u00e1 influir positivamente nas discuss\u00f5es da Rio+20?<\/p>\n<p>ML &#8211; Esta sim \u00e9 uma mudan\u00e7a positiva! A opini\u00e3o p\u00fablica, a &#8220;sociedade civil&#8221;, amplos setores da popula\u00e7\u00e3o, tanto no Norte como no Sul, est\u00e1 cada vez mais consciente de necessidade de proteger o meio ambiente &#8211; n\u00e3o para &#8220;salvar a Terra&#8221; &#8211; nosso planeta n\u00e3o est\u00e1 em perigo &#8211; mas para salvar a vida humana (e a de muitas outras esp\u00e9cies) nesta Terra. Infelizmente, os governos, empresas e institui\u00e7\u00f5es financeiras internacionais representados no Rio+20 s\u00e3o pouco sens\u00edveis \u00e0 inquietude da popula\u00e7\u00e3o, que buscam tranquilizar com discursos sobre a pretensa &#8220;economia verde&#8221;. Entre as poucas exce\u00e7\u00f5es, o governo boliviano de Evo Morales.<\/p>\n<p>CA &#8211; Como a destrui\u00e7\u00e3o do meio-ambiente relaciona-se com a desigualdade social?<\/p>\n<p>ML &#8211; As primeiras v\u00edtimas dos desastres ecol\u00f3gicos s\u00e3o as camadas sociais exploradas e oprimidas, os povos do Sul e em particular as comunidades ind\u00edgenas e camponesas que v\u00eaem suas terras, suas florestas e seus rios polu\u00eddos, envenenados e devastados pelas multinacionais do petr\u00f3leo e das minas, ou pelo agroneg\u00f3cio da soja, do \u00f3leo de palma e do gado. H\u00e1 alguns anos, Lawrence Summers, economista americano, num informe interno para o Banco Mundial, explicava que era l\u00f3gico, do ponto de vista de uma economia racional, enviar as produ\u00e7\u00f5es t\u00f3xicas e poluidoras para os pa\u00edses pobres, onde a vida humana tem um pre\u00e7o bem inferior: simples quest\u00e3o de c\u00e1lculo de perdas e lucros.<\/p>\n<p>Por outro lado, o mesmo sistema econ\u00f4mico e social &#8211; temos que cham\u00e1-lo por seu nome e apelido: o capitalismo \u2013 que destr\u00f3i o meio-ambiente \u00e9 respons\u00e1vel pelas brutais desigualdades sociais entre a oligarquia financeira dominante e a massa do &#8220;pobretariado&#8221;. S\u00e3o os dois lados da mesma moeda, express\u00e3o de um sistema que n\u00e3o pode existir sem expans\u00e3o ao infinito, sem acumula\u00e7\u00e3o ilimitada &#8211; e portanto sem devastar a natureza \u2013 e sem produzir e reproduzir a desigualdade entre explorados e exploradores.<\/p>\n<p>CA &#8211; Estamos em meio a uma crise do capital. Quais as suas consequ\u00eancias ambientais e qual o papel do ecossocialismo nesse contexto?<\/p>\n<p>ML &#8211; A crise financeira internacional tem servido de pretexto aos v\u00e1rios governos ao servi\u00e7o do sistema de empurrar para &#8220;mais tarde&#8221; as medidas urgentes necess\u00e1rias para limitar as emiss\u00f5es de gases com efeito de serra. A urg\u00eancia do momento &#8211; um momento que j\u00e1 dura h\u00e1 alguns anos &#8211; \u00e9 salvar os bancos, pagar a d\u00edvida externa (aos mesmos bancos), &#8220;restabelecer os equil\u00edbrio cont\u00e1beis&#8221;, &#8220;reduzir as despesas p\u00fablicas&#8221;. N\u00e3o h\u00e1 dinheiro dispon\u00edvel para investir nas energias alternativas ou para desenvolver os transportes coletivos.<\/p>\n<p>O ecossocialismo \u00e9 uma resposta radical tanto \u00e0 crise financeira, quanto \u00e0 crise ecol\u00f3gica. Ambas s\u00e3o a express\u00e3o de um processo mais profundo: a crise do paradigma da civiliza\u00e7\u00e3o capitalista industrial moderna. A alternativa ecossocialista significa que os grandes meios de produ\u00e7\u00e3o e de cr\u00e9dito s\u00e3o expropriados e colocados a servi\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o. As decis\u00f5es sobre a produ\u00e7\u00e3o e o consumo n\u00e3o ser\u00e3o mais tomadas por banqueiros, managers de multinacionais, donos de po\u00e7os de petr\u00f3leo e gerentes de supermercados, mas pela pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o, depois de um debate democr\u00e1tico, em fun\u00e7\u00e3o de dois crit\u00e9rios fundamentais: a produ\u00e7\u00e3o de valores de uso para satisfazer as necessidades sociais e a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p>CA &#8211; O \u201crascunho zero\u201d da Rio+20 cita diversas vezes o termo &#8220;economia verde&#8221;, mas n\u00e3o traz uma defini\u00e7\u00e3o para essa express\u00e3o. Na sua opini\u00e3o, o que esse termo pode significar? Seria esse conceito suficiente para deter a destrui\u00e7\u00e3o do planeta e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/p>\n<p>ML &#8211; N\u00e3o \u00e9 por acaso que os redatores do tal &#8220;rascunho&#8221; preferem deixar o termo sem defini\u00e7\u00e3o, bastante vago. A verdade \u00e9 que n\u00e3o existe \u201ceconomia\u201d em geral: ou se trata de uma economia capitalista, ou de uma economia n\u00e3o-capitalista. No caso, a &#8220;economia verde&#8221; do rascunho n\u00e3o \u00e9 outra coisa do que uma economia capitalista de mercado que busca traduzir em termos de lucro e rentabilidade algumas propostas t\u00e9cnicas &#8220;verdes&#8221; bastante limitadas. Claro, tanto melhor se alguma empresa trata de desenvolver a energia e\u00f3lica ou fotovoltaica, mas isto n\u00e3o trar\u00e1 modifica\u00e7\u00f5es substanciais se n\u00e3o for amplamente subvencionado pelos estados, desviando fundos que agora servem \u00e0 ind\u00fastria nuclear, e se n\u00e3o for acompanhado de dr\u00e1sticas redu\u00e7\u00f5es no consumo das energias f\u00f3sseis. Mas nada disto \u00e9 poss\u00edvel sem romper com a l\u00f3gica de competi\u00e7\u00e3o mercantil e rentabilidade do capital. Outras propostas &#8220;t\u00e9cnicas&#8221; s\u00e3o bem piores: por exemplo, os famigerados &#8220;biocombust\u00edveis&#8221;, que como bem o diz Frei Betto, deveriam ser chamados &#8220;necrocombustiveis&#8221;, pois tratam de utilizar os solos f\u00e9rteis para produzir uma pseudo-gasolina &#8220;verde&#8221;, para encher os tanques dos carros &#8211; em vez de comida para encher o est\u00f4mago dos famintos da terra.<\/p>\n<p>CA &#8211; Quem seriam os principais agentes na luta por uma sociedade mais verde, o governo, a iniciativa privada, ONGs, movimentos sociais, enfim?<\/p>\n<p>ML &#8211; Salvo pouqu\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, n\u00e3o h\u00e1 muito a esperar dos governos e da iniciativa privada: nos \u00faltimos 20 anos, desde a Rio-92, demonstraram amplamente sua incapacidade de enfrentar os desafios da crise ecol\u00f3gica. N\u00e3o se trata s\u00f3 de m\u00e1-vontade, cupidez, corrup\u00e7\u00e3o, ignor\u00e2ncia e cegueira: tudo isto existe, mas o problema \u00e9 mais profundo: \u00e9 o pr\u00f3prio sistema que \u00e9 incompat\u00edvel com as radicais e urgentes transforma\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>A \u00fanica esperan\u00e7a ent\u00e3o s\u00e3o os movimentos socais e aquelas ONGs que s\u00e3o ligadas a estes movimentos (outras s\u00e3o simples &#8220;conselheiros verdes&#8221; do capital). O movimento campon\u00eas &#8211; Via Campesina -, os movimentos ind\u00edgenas e os movimentos de mulheres est\u00e3o na primeira linha deste combate; mas tamb\u00e9m participam, em muitos pa\u00edses, os sindicatos, as redes ecol\u00f3gicas, a juventude escolar, os intelectuais, v\u00e1rias correntes da esquerda. O F\u00f3rum Social Mundial \u00e9 uma das manifesta\u00e7\u00f5es desta converg\u00eancia na luta por um &#8220;outro mundo poss\u00edvel&#8221;, onde o ar, a \u00e1gua, a vida, deixar\u00e3o de ser mercadorias.<\/p>\n<p>CA &#8211; Como voc\u00ea analisa a maneira como a quest\u00e3o ambiental vem sendo tratada pela m\u00eddia?<\/p>\n<p>ML &#8211; Geralmente de maneira superficial, mas existe um n\u00famero consider\u00e1vel de jornalistas com sensibilidade ecol\u00f3gica, tanto na m\u00eddia dominante como nos meios de comunica\u00e7\u00e3o alternativos. Infelizmente uma parte importante da m\u00eddia ignora os combates s\u00f3cio-ecol\u00f3gicos e toda cr\u00edtica radical ao sistema.<\/p>\n<p>CA &#8211; Voc\u00ea acredita que, atualmente, em prol da preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente \u00e9 deixada apenas para o cidad\u00e3o a responsabilidade pela destrui\u00e7\u00e3o do planeta e n\u00e3o para as empresas? Em S\u00e3o Paulo, por exemplo, temos que comprar sacolinhas pl\u00e1sticas biodegrad\u00e1veis, enquanto as empresas se utilizam do fato de serem supostamente &#8220;verdes&#8221; como ferramenta de marketing.<\/p>\n<p>ML &#8211; Concordo com esta cr\u00edtica. Os respons\u00e1veis do desastre ambiental tratam de culpabilizar os cidad\u00e3os e criam a ilus\u00e3o de que bastaria que os indiv\u00edduos tivessem comportamentos mais ecol\u00f3gicos para resolver o problema. Com isso tratam de evitar que as pessoas coloquem em quest\u00e3o o sistema capitalista, principal respons\u00e1vel da crise ecol\u00f3gica. Claro, \u00e9 importante que cada indiv\u00edduo aja de forma a reduzir a polui\u00e7\u00e3o, por exemplo, preferindo os transportes coletivos ao carro individual. Mas sem transforma\u00e7\u00f5es macro-econ\u00f4micas, ao n\u00edvel do aparelho de produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel brecar a corrida ao abismo.<\/p>\n<p>CA &#8211; Quais as diferen\u00e7as nas propostas que querem, do ponto de vista ambiental, realizar apenas reformas no capitalismo e as que prop\u00f5em mudan\u00e7as estruturais ou mesmo a ado\u00e7\u00e3o de medidas mais &#8220;verdes&#8221; dentro de outro sistema econ\u00f4mico?<\/p>\n<p>ML &#8211; O reformismo &#8220;verde&#8221; aceita as regras da &#8220;economia de mercado&#8221;, isto \u00e9, do capitalismo; busca solu\u00e7\u00f5es que seja aceit\u00e1veis, ou compat\u00edveis, com os interesses de rentabilidade, lucro r\u00e1pido, competitividade no mercado e &#8220;crescimento&#8221; ilimitado das oligarquias capitalistas. Isto n\u00e3o quer dizer que os partid\u00e1rios de uma alternativa radical, como o ecossocialismo, n\u00e3o lutam por reformas que permitam limitar o estrago: proibi\u00e7\u00e3o dos transg\u00eanicos, abandono da energia nuclear, desenvolvimento das energias alternativas, defesa de uma floresta tropical contra multinacionais do petr\u00f3leo (Parque Yasuni!), expans\u00e3o e gratuidade dos transportes coletivos, transfer\u00eancia do transporte de mercadorias do caminh\u00e3o para o trem, etc. O objetivo do ecossocialismo \u00e9 o de uma transforma\u00e7\u00e3o radical, a transi\u00e7\u00e3o para um novo modelo de civiliza\u00e7\u00e3o, baseado em valores de solidariedade, democracia participativa, preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Mas a luta pelo ecossocialismo come\u00e7a aqui e agora, em todas as lutas s\u00f3cio-ecol\u00f3gicas concretas que se enfrentam, de uma forma ou de outra, com o sistema.<\/p>\n<p>Revista Caros Amigos<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/carosamigos.terra.com.br\/index2\/index.php\/noticias\/2672-michael-loewy-critica-rio20-e-a-propaganda-da-economia-verde\" target=\"_blank\">http:\/\/carosamigos.terra.com.br\/index2\/index.php\/noticias\/2672-michael-loewy-critica-rio20-e-a-propaganda-da-economia-verde<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: CA\n\n\n\n\n\n\n\n\nPesquisador diz n\u00e3o esperar nada da c\u00fapula e critica a &#8216;economia verde&#8217;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2652\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-2652","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c65-lulismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-GM","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2652"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2652\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}