{"id":26524,"date":"2020-12-02T21:18:28","date_gmt":"2020-12-03T00:18:28","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26524"},"modified":"2020-12-02T21:18:28","modified_gmt":"2020-12-03T00:18:28","slug":"as-subvencoes-do-estado-ao-grande-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26524","title":{"rendered":"As subven\u00e7\u00f5es do Estado ao grande capital"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.initiative-communiste.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Macron-capitalisme.jpeg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->\u2013 O esc\u00e2ndalo do Capitalismo Monopolista de Estado na hora da &#8220;constru\u00e7\u00e3o europeia&#8221;<\/p>\n<p>por Georges Gastaud<\/p>\n<p>Disse &#8220;liberalismo&#8221;?<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, disseram-nos, do segundo grau \u00e0 universidade, em quase todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o, e em todos os tons, que vivemos numa sociedade &#8220;liberal&#8221; e que o &#8220;neoliberalismo&#8221; \u00e9 nosso destino. Os que s\u00e3o politicamente um pouco mais cr\u00edticos, mas que ainda assim se envolvem na ilus\u00e3o ideol\u00f3gica, falar\u00e3o, para conden\u00e1-lo, de &#8220;ultraliberalismo&#8221; ou &#8220;turbo-capitalismo&#8221;. Na verdade, o Tratado de Maastricht, difundido por todos os tratados europeus que o sucederam, define a Uni\u00e3o Europeia como uma &#8220;economia de mercado aberta ao mundo, onde a concorr\u00eancia \u00e9 livre e n\u00e3o falseada&#8221;. Em nome deste artigo irremov\u00edvel que constitui o cora\u00e7\u00e3o da &#8220;constru\u00e7\u00e3o europeia&#8221; e de constru\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-econ\u00f4micas semelhantes noutros continentes (NAFTA, MERCOSUL, ASEAN &#8230;), os Estados nacionais e seus dirigentes pol\u00edticos abst\u00eam-se de nacionalizar os grandes bancos e outras empresas de car\u00e1ter estrat\u00e9gico para os seus pa\u00edses. Ao mesmo tempo, \u00e9 proibido planejar cient\u00edfica e democraticamente o desenvolvimento econ\u00f4mico, a implanta\u00e7\u00e3o do progresso social, a distribui\u00e7\u00e3o de &#8220;ganhos de produtividade&#8221;, impedir devastadores deslocamentos de ind\u00fastrias e servi\u00e7os e, claro, banir as demiss\u00f5es coletivas em nome da &#8220;lei do mercado&#8221;.<\/p>\n<p>Pior, na Fran\u00e7a desde pelo menos 1992 (quando o Tratado de Maastricht obteve 50,8% num referendo em que Chirac e Mitterrand pediram um voto Sim), sucessivos governos franceses privatizarem os chamados &#8220;monop\u00f3lios p\u00fablicos&#8221; (como EDF, Gaz de France, SNCF, France-T\u00e9l\u00e9com, La Poste, Air France, Aeroespacial, autoestradas, etc.) &#8230; para criar monop\u00f3lios ou oligop\u00f3lios capitalistas privados como SANOFI, Bollor\u00e9 ou ENGIE, ali\u00e1s Suez. E isso era ainda mais verdadeiro na \u00e9poca do governo Jospin, dito ser &#8220;da esquerda plural&#8221;, flanqueado por ministros &#8220;comunistas&#8221; (Gayssot, Buffet, Demessine) e &#8220;verdes&#8221; (Voynet), que, entre 1997 e 2002, privatizaram ainda mais r\u00e1pido do que os governos de direita anteriores o setor p\u00fablico franc\u00eas, desde bancos de poupan\u00e7a \u00e0 France-T\u00e9l\u00e9com via Air-France e SNECMA. Al\u00e9m disto, foi o &#8220;socialista&#8221; Rocard, um grande &#8220;europeu&#8221; que deu in\u00edcio \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o da Renault, aproveitando de passagem para decapitar a CGT da empresa e fechar a Renault-Billancourt, epicentro da greve de 1968\u2026<\/p>\n<p>Liberalismo para quem?<\/p>\n<p>De fato, \u00e9 verdade num certo sentido que esta pol\u00edtica, totalitariamente imposta em toda a UE pela Comiss\u00e3o de Bruxelas com multas e &#8220;san\u00e7\u00f5es&#8221;, \u00e9 &#8220;liberal&#8221;; mas para QUEM o \u00e9 realmente, sen\u00e3o para os grandes grupos capitalistas de dimens\u00e3o continental ou mundial que podem assim em completa &#8220;liberdade&#8221; demolir as conquistas sociais dos trabalhadores, praticar os m\u00ednimos em termos ambientais e sociais em escala transcontinental, multiplicar suculentas fus\u00f5es capitalistas e, especialmente agora, assassinos de empregos continentais e transcontinentais (Renault-Nissan, PSA-Chrysler-FIAT, Alstom \/ Siemens ou Alstom-GE, etc.): em suma, atropelar &#8220;livremente&#8221; o mundo do trabalho e o verdadeiro interesse nacional, duas no\u00e7\u00f5es que se tornam uma s\u00f3 quando a express\u00e3o &#8220;interesse nacional&#8221; n\u00e3o \u00e9 mal utilizada no sentido imperialista.<\/p>\n<p>A UE n\u00e3o apenas permite aos monopolistas superexplorar e desqualificar milh\u00f5es de trabalhadores considerados &#8220;muito caros&#8221; (deslocaliza\u00e7\u00e3o real ou chantagem para deslocalizar, s\u00e3o exatamente a mesma coisa), mas ainda ajuda a esmagar, de uma forma muito &#8220;liberal&#8221;, as pequenas empresas: porque em cada momento paira sobre as cabe\u00e7as dos artes\u00e3os, dos pequenos industriais, dos pequenos agricultores, e ainda mais, sobre a dos assalariados privados de direitos de muitas PME (sem falar nesse patronato fict\u00edcio que s\u00e3o os trabalhadores uberizados e outros &#8220;empres\u00e1rios por conta pr\u00f3pria&#8221;), uma &#8220;concorr\u00eancia&#8221; de extens\u00e3o planet\u00e1ria cuja escala e regras deliberadamente minuciosas favorecem as \u00fanicas empresas realmente capazes de se envolver numa competi\u00e7\u00e3o &#8220;n\u00e3o falseada&#8221;: os monop\u00f3lios capitalistas vinculados aos bancos.<\/p>\n<p>As pequenas e m\u00e9dias empresas s\u00e3o, portanto, solicitadas, com total &#8220;liberdade empresarial&#8221;, a esmagar os seus pre\u00e7os e, com elas, os sal\u00e1rios dos seus trabalhadores, a rastejar para chegar aos mercados, para competir com os gigantes internacionais pelo menor pre\u00e7o, para serem subcontratadas por tir\u00e2nicos &#8220;dadores de encomendas&#8221;, em particular da grande distribui\u00e7\u00e3o. Ou, mais simplesmente, como acontece com centenas de milhares de &#8220;patr\u00f5es&#8221; de MPME ou &#8220;empres\u00e1rios por conta pr\u00f3pria&#8221;&#8230; a &#8220;desaparecerem&#8221; pura e simplesmente (com centenas de suic\u00eddios cada ano no mundo campon\u00eas).<br \/>\nN\u00e3o falemos do papel desenvolvido por este sistema &#8220;libertador&#8221; nos antigos pa\u00edses socialistas do Leste: a sua ind\u00fastria socialista e os seus incompar\u00e1veis ganhos sociais foram liquidados por uma terr\u00edvel &#8220;terapia de choque&#8221;, anterior \u00e0 sua anexa\u00e7\u00e3o pela UE (e, na sequ\u00eancia, pela OTAN!). Nem do futuro dos pa\u00edses do Sul, quase proibidos de desenvolvimento industrial e agr\u00edcola, exceto do tipo neocolonial (fixado pelas necessidades das grandes empresas dos pa\u00edses ricos): \u00e9 claro que uma jovem ind\u00fastria nacional partindo do zero, ou tendo inicialmente pouco financiamento, tecnologia e poucos escoamentos pr\u00f3prios, n\u00e3o poder\u00e1 competir seriamente, sem direitos aduaneiros nacionais, com os mastodontes capitalistas dos pa\u00edses dominantes j\u00e1 instalados no mercado que se apropriam das mat\u00e9rias-primas, sementes agr\u00edcolas, etc.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi por acaso que na Fran\u00e7a, para criar ind\u00fastria, Colbert teve que montar uma ind\u00fastria estatal, e regulamentar firmemente as importa\u00e7\u00f5es: todos sabem que a Fran\u00e7a nunca teria tido uma ind\u00fastria sem a interven\u00e7\u00e3o planificadora do Estado e que, como contraprova da mesma hip\u00f3tese, a ind\u00fastria francesa entrou literalmente em colapso, pois ao Estado, escravo volunt\u00e1rio da &#8220;constru\u00e7\u00e3o europeia&#8221;, lhe \u00e9 vedado nacionalizar, proteger e planificar&#8230;<\/p>\n<p>&#8220;Liberalismo&#8221; assim\u00e9trico internacional e blindado de cripto-protecionismo<\/p>\n<p>Notemos tamb\u00e9m que, mesmo neste n\u00edvel continental e transcontinental, o pretenso &#8220;livre com\u00e9rcio mundial&#8221; \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o: na realidade, os Estados capitalistas mais poderosos, e centralmente no que diz respeito \u00e0 Fran\u00e7a, os EUA e a Alemanha capitalista unificada (verdadeira senhora da UE) dotaram-se de milhares de ferramentas cripto-protecionistas ou abertamente protecionistas: direitos aduaneiros anti chineses de Trump, &#8220;san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas&#8221; supostamente destinadas a defender os direitos dos homem com geometria vari\u00e1vel que atinge os rivais atuais ou potenciais da grande capital norte-americano, em particular a China, v\u00e1rios embargos estrangulando a R\u00fassia, China, Ir\u00e3, Venezuela, Bielorr\u00fassia e, claro, a indom\u00e1vel &#8220;besta vermelha&#8221; cubana!<\/p>\n<p>Poderemos tamb\u00e9m mencionar as in\u00fameras normas &#8220;sanit\u00e1rias&#8221; (e cada vez mais &#8220;ambientais&#8221;) impostas pelos EUA para fechar seu territ\u00f3rio \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses dominados. Trata-se, a todo custo, de filtrar a entrada de competidores reais ou potenciais no seu mercado interno e permitir assimetricamente ao grande capital dos pa\u00edses l\u00edderes invadir os mercados do Leste e do Sul sem que a rec\u00edproca seja poss\u00edvel.<\/p>\n<p>O euro, uma moeda cripto-protetora; o acordo monet\u00e1rio interimperialista alem\u00e3o-EUA e a crise atual deste acordo [1]<\/p>\n<p>A principal destas ferramentas desleais que permitem a &#8220;concorr\u00eancia livre&#8221; (para os Estados ricos) e sistematicamente falseada \u00e9 o bin\u00e1rio monet\u00e1rio conflitante, mas c\u00famplice (como duas m\u00e1fias que podem ao mesmo tempo aliar-se para pilhar uma cidade enquanto periodicamente se combatem) que formam&#8230;<\/p>\n<p>\u2013 por um lado, o d\u00f3lar: uma estranha moeda mundial n\u00e3o convert\u00edvel em ouro e garantida na realidade pelo poder das For\u00e7as Armadas dos Estados Unidos: (80% das armas do mundo s\u00e3o dos EUA! Quem ir\u00e1 assim exigir aos EUA que pague as suas enormes d\u00edvidas?); o que vale bem uma guerra por ano em m\u00e9dia para sustentar o medo, n\u00e3o do pol\u00edcia, mas do ladr\u00e3o. Tanto mais que os projetos de moeda internacional para contornar o d\u00f3lar est\u00e3o em execu\u00e7\u00e3o h\u00e1 anos (acordo entre a R\u00fassia e a China para trocas sem passar pelo d\u00f3lar, projeto da L\u00edbia para uma moeda africana aut\u00f4noma &#8211; o que sem d\u00favida provocou em grande parte a derrubada e o linchamento &#8220;humanit\u00e1rio&#8221; de Khadaffi&#8230;) e<\/p>\n<p>\u2013 por outro lado, a zona euro, cora\u00e7\u00e3o da &#8220;constru\u00e7\u00e3o europeia&#8221; centrada em Berlim, garantida pelo marco alem\u00e3o. A moeda \u00fanica europeia garantiu \u00e0 Alemanha uma esp\u00e9cie de mercado europeu permanentemente cativo, embora deixando \u2013 por quanto tempo mais? \u2013 o d\u00f3lar mais fraco dominar globalmente.<\/p>\n<p>Assim, os respectivos &#8220;rebanhos&#8221; do Tio Sam e do amigo Fritz foram inicialmente bem guardados. Pois, desta forma, os imperialistas hegem\u00f4nicos EUA e RFA podem &#8220;dividir&#8221; global e continentalmente \u00e1reas de influ\u00eancia e mercados. Desta forma, Berlim &#8220;tosquia&#8221; interminavelmente a Europa Oriental (um para\u00edso para os deslocamentos capitalistas, uma reserva de m\u00e3o-de-obra bem treinada e barata para o Ocidente) e o Sul da Europa, transformado numa v\u00e1lvula de escape, amplamente passivo e impotente para penetrar seriamente no mercado industrial do norte da Europa (os chamados &#8220;estados frugais&#8221; ligados \u00e0 Alemanha capitalista).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disto, devido ao diferencial de moeda entre o euro forte e o d\u00f3lar fraco, a Europa alem\u00e3 prometeu inicialmente n\u00e3o invadir o mercado dos EUA. Claro que este compromisso cripto-protecionista entre os dois tubar\u00f5es imperialistas que est\u00e3o em p\u00e9 de igualdade, Berlim e Washington (o PRCF \u00e9 o \u00fanico at\u00e9 agora a ter referenciado e denunciado este compromisso cripto-protecionista), \u00e9 necessariamente fr\u00e1gil, o que explica as tens\u00f5es entre Trump e Merkel: com um golpe de euro forte, a Alemanha capitalista matou ou submeteu as ind\u00fastrias mais fracas dos pa\u00edses do Sul, incluindo a Fran\u00e7a, e transformou em neocol\u00f4nias de m\u00e3o-de-obra barata os ex-pa\u00edses socialistas do Leste, Pol\u00f4nia, Estados B\u00e1lticos, ex-Checoslov\u00e1quia, ex-Iugosl\u00e1via.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses do sul da Europa n\u00e3o podiam, de fato, contra-atacar por meio de &#8220;desvaloriza\u00e7\u00f5es competitivas&#8221;, como faziam quando n\u00e3o havia moeda europeia fixada no marco. Mas este sistema est\u00e1 necessariamente fadado ao desequil\u00edbrio e \u00e0 sua autonega\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica. Tendo acabado por arruinar os pa\u00edses do sul da Europa, os chamados &#8220;PIGS&#8221; (Portugal, It\u00e1lia, Gr\u00e9cia, Espanha), a Alemanha mudou o rumo; o euro foi sistematicamente enfraquecido pelo BCE com a sua pol\u00edtica de &#8220;f\u00e1brica de notas&#8221;. De repente, a Mercedes invadiu&#8230; o mercado dos Estados Unidos, cuja rea\u00e7\u00e3o anti-alem\u00e3 e anti-UE, mas tamb\u00e9m anti chinesa, se chama Donald Trump.<\/p>\n<p>Claro, que aqueles dois megapredadores que se autodenominam &#8220;comunidade internacional&#8221; continuam como ladr\u00f5es a entender-se \u00e0s mil maravilhas para atacar os pa\u00edses do Sul, proteger o capitalismo mundial, evitar o retorno sempre poss\u00edvel de comunistas e revolucion\u00e1rios e at\u00e9 prepararem juntos uma boa guerra contra a China e\/ou contra a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Mas, o id\u00edlio EUA\/Europa alem\u00e3 sob dom\u00ednio absoluto do primeiro \u2013 que perdurava desde o per\u00edodo entre guerras e ainda mais, desde 1945 e o financiamento americano da fortaleza Alemanha (contra a URSS, mas tamb\u00e9m contra a Fran\u00e7a, vejam-se os livros de Annie Lacroix-Riz) est\u00e1 doravante terminado. N\u00e3o concluamos que eles v\u00e3o se desentender e se atacar, pelo menos imediatamente, eles t\u00eam muitos interesses em comum para isso e podem, mais uma vez, reconciliar-se para atacar a R\u00fassia ou a China&#8230; enquanto continuam juntos a avan\u00e7ar se puderem na Ucr\u00e2nia, Bielorr\u00fassia, C\u00e1ucaso, etc.<\/p>\n<p>&#8220;Ajuda ao emprego = ajuda p\u00fablica para demiss\u00f5es em massa: aberra\u00e7\u00e3o ou efeito sist\u00eamico?<\/p>\n<p>Devemos ver tamb\u00e9m e sobretudo o aspecto oculto desta pol\u00edtica econ\u00f4mica que revela cruamente a multiplica\u00e7\u00e3o de demiss\u00f5es nas empresas capitalistas a abarrotar de dinheiro por Macron e Cia. (e antes dele pela CICE [2] sarkozysta e pelo Pacto de Responsabilidade holand\u00eas), e isso sem qualquer contrapartida s\u00e9ria do lado patronal. Esta pol\u00edtica de subsidiar massivamente o lucro privado com dinheiro p\u00fablico leva a uma contradi\u00e7\u00e3o potencialmente revolucion\u00e1ria quando o dinheiro do contribuinte, distribu\u00eddo \u00e0s cegas para o emprego, \u00e9 usado para&#8230; deslocalizar massivamente e eliminar os empregos industriais restantes. Devemos tamb\u00e9m falar sobre a maneira como em 2008 os Estados burgueses e a Fran\u00e7a sarkozysta deram o exemplo, salvando os bancos privados da fal\u00eancia, endividando-se colossalmente&#8230; junto dos mesmos banqueiros, e fazendo em seguida os povos pagarem (&#8220;euro-austeridade&#8221;) em nome do &#8220;reembolso da d\u00edvida&#8221;.<\/p>\n<p>A Air France-KLM, Renault, PSA, Auchan e agora Bridgestone-B\u00e9thune, todos eles obtiveram enormes verbas retiradas dos nossos impostos para, de fato, realizar planos de demiss\u00f5es em massa que j\u00e1 estavam em prepara\u00e7\u00e3o nos conselhos de acionistas muito antes que algu\u00e9m tivesse ouvido a palavra &#8220;Covid-19&#8243;\u2026<\/p>\n<p>O esc\u00e2ndalo \u00e9 enorme e a raiva cresce por todos os lados porque quem neste momento apenas v\u00ea o poder de Macron, mesmo olhado pela &#8220;esquerda&#8221; pelo vigarista pol\u00edtico Xavier Bertrand, n\u00e3o sabe como justificar o enorme desperd\u00edcio de dinheiro p\u00fablico que constituem estas &#8220;ajudas&#8221; ao grande patronato sem controle p\u00fablico ou &#8220;contrapartidas&#8221; em termos de emprego, meio ambiente e condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Todos veem, pelo contr\u00e1rio, que se trata, do ponto de vista \u00e9tico, de um grande desvio e que os cofres dos capitalistas parecem cada vez mais um novo &#8220;barril de Dana\u00efdes&#8221; cuja particularidade seria de estar privado de fundo, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de privatizar os fundos p\u00fablicos!<\/p>\n<p>Vemos, portanto, os mesmos economistas burgueses que protestam contra a &#8220;tributa\u00e7\u00e3o confiscat\u00f3ria&#8221; (isto \u00e9, sobre os ricos, Le Point n\u00e3o tem nada contra o IVA pago pelos trabalhadores, mas muito contra o que \u00e9 pago pelos capitalistas&#8230;) considerando funcion\u00e1rios p\u00fablicos (bombeiros, funcion\u00e1rios de hospitais, professores, pesquisadores do CNRS, etc.) parasitas sugando o sangue da burguesia. Aceitam como \u00e9 evidente que Estados e governos &#8220;liberais&#8221; paguem dezenas de bilh\u00f5es (e ser\u00e1 ainda pior com o &#8220;empr\u00e9stimo europeu&#8221;) aos acionistas das empresas privadas que costumam &#8220;justificar&#8221; as suas enormes receitas pelos supostos &#8220;riscos&#8221; que correm. Mas quem tem mais &#8220;risco&#8221; de dormir debaixo de pontes, o acionista da Bridgestone ou o trabalhador qu\u00edmico?<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s do &#8220;neoliberalismo&#8221;, as novas formas de capitalismo monopolista de Estado em escala (trans)continental<\/p>\n<p>Simplesmente eis o &#8220;esc\u00e2ndalo&#8221; que fingem denunciar Xavier Bertrand, dirigentes do PS, etc, que fizeram e que fariam como Macron se chegassem ao poder, e que n\u00e3o se deve \u00e0 &#8220;ingenuidade&#8221; de Macron que teria, enfim, sido enganado pelos capitalistas &#8230; dos quais ele pr\u00f3prio \u00e9 uma emana\u00e7\u00e3o, como antes dele, Pompidou foi uma esp\u00e9cie de procurador de Rothschild antes de se tornar ministro e depois presidente).<\/p>\n<p>Em suma, n\u00e3o se trata de um &#8220;erro&#8221; ou ent\u00e3o seria diab\u00f3lico, j\u00e1 que o PCF, ent\u00e3o marxista, o denunciava nos anos 1970 ao publicar o livro Le Capitalisme Monopoliste d&#8217;\u00c9tat, demonstrando, na continua\u00e7\u00e3o dos estudos avan\u00e7ados por Marx, depois por Lenin, que na nossa \u00e9poca, o capitalismo competitivo e liberal mais ou menos &#8220;puro&#8221; do s\u00e9culo XIX h\u00e1 muito tinha dado lugar:<br \/>\na) ao imperialismo, onde dominam os monop\u00f3lios capitalistas, onde domina o capital financeiro e onde a exporta\u00e7\u00e3o massiva de capitais superacumulados \u00e9 a causa permanente de guerras pela partilha do mundo (tese cl\u00e1ssica do leninismo);<br \/>\nb) e que, especialmente ap\u00f3s a terr\u00edvel crise de 1929 e da resposta keynesiana, colocou em seu lugar por toda a parte um &#8220;mecanismo \u00fanico Estado burgu\u00eas\/monop\u00f3lios capitalistas&#8221; no seio do qual predomina em \u00faltima an\u00e1lise o grande capital privado.<\/p>\n<p>J\u00e1 sob De Gaulle e Pompidou, o Estado se desviou das nacionaliza\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas levadas a cabo em 1945 pelos comunistas Marcel Paul, Billoux e Thorez, e alocou bilh\u00f5es do dinheiro p\u00fablico, direta ou indiretamente, no grande capital privado que ent\u00e3o promovia fus\u00f5es especialmente em escala nacional (base do gaulismo hist\u00f3rico para a alta burguesia).<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o Capitalismo Monopolista de Estado (CME) era mais apelativo que hoje porque se escondia atr\u00e1s do patriotismo nacional (como se os capitalistas tivessem uma p\u00e1tria diferente daquela onde obt\u00eam o m\u00e1ximo lucro!) e porque, a for\u00e7a do PCF e da CGT ajudando, o financiamento dos servi\u00e7os p\u00fablicos e o dinheiro destinado aos sal\u00e1rios eram em propor\u00e7\u00e3o mais elevados que hoje.<\/p>\n<p>Os livros de hist\u00f3ria e economia explicam-nos como o atual &#8220;liberalismo&#8221; destruiu o Estado Provid\u00eancia: na realidade, serviram-se do fim do campo socialista mundial e do (auto) enfraquecimento dos partidos e sindicatos comunistas (confundindo &#8220;modernidade&#8221; com abandono da luta de classes) para liquidar os servi\u00e7os p\u00fablicos destinados a todos e vampirizar o dinheiro dos cidad\u00e3os como nunca antes, colocando-o a servi\u00e7o dos grandes capitalistas em escala cada vez menos nacionais e cada vez mais transnacionais.<\/p>\n<p>Em suma \u2013 e at\u00e9 o economista &#8220;liberal&#8221; mais est\u00fapido \u00e9 for\u00e7ado a v\u00ea-lo hoje \u2013 o &#8220;neoliberalismo&#8221; atual \u00e9 antes de mais a liquida\u00e7\u00e3o do &#8220;Estado Provid\u00eancia&#8221; para os assalariados (&#8220;provid\u00eancia&#8221;, mas em resultado de grandes lutas como as da Frente Popular, da Liberta\u00e7\u00e3o ou de maio de 68) enquanto desenvolvia como nunca o Estado provid\u00eancia para os capitalistas; o que n\u00f3s, militantes francamente comunistas, sempre chamamos de Capitalismo Monopolista de Estado, em particular essa subven\u00e7\u00e3o sist\u00eamica e potencialmente mortal do grande capital que \u00e9 a corrida aos armamentos favorecedora de incessantes guerras imperialistas e enormes desperd\u00edcios em termos de recursos naturais, dinheiro subtra\u00eddo de produ\u00e7\u00f5es \u00fateis e desvio para pesquisas cient\u00edficas mort\u00edferas.<\/p>\n<p>Dial\u00e9tica da forma e da ess\u00eancia<\/p>\n<p>O CME n\u00e3o &#8220;desapareceu&#8221;, &#8220;desloca-se&#8221; e se continentaliza de maneira ainda mais perigosa! Mas as apar\u00eancias iludem apenas aqueles que s\u00e3o incapazes de distinguir as formas desatualizadas de CME, que na d\u00e9cada de 1960 eram principalmente internas aos Estados nacionais e as formas atuais, cada vez mais euro-regionalizadas, continenalizadas e transcontinentalizadas; &#8220;Estado&#8221; n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de &#8220;Estado-na\u00e7\u00e3o&#8221;, e do imp\u00e9rio continental germano-europeu, se poss\u00edvel aninhado numa futura &#8220;Uni\u00e3o Transatl\u00e2ntica&#8221; (\u00e9 o vocabul\u00e1rio do MEDEF que fala de &#8220;precisar de ar&#8221; &#8211; no passado j\u00e1 se disse, em alem\u00e3o, &#8220;Lebensraum&#8221; ) que mostra a sua vontade de poder. Tanto Dominique Stauss-Kahn, do PS, como Bruno Le Maire, exaltam um e outro aberta e publicamente o &#8220;Imp\u00e9rio Europeu&#8221; em constru\u00e7\u00e3o (tendo por base jur\u00eddico-econ\u00f4mica presente ou futura, a CETA , o TAFTA , etc, coroado pela OMC e protegido por uma OTAN globalizada).<\/p>\n<p>Mas o que seria a &#8220;Europa federal&#8221; desejada por Macron e flanqueada por um &#8220;ex\u00e9rcito europeu&#8221; encostado \u00e0 OTAN e uma &#8220;diplomacia europeia&#8221;, sen\u00e3o um novo estado supranacional expansivo (depois da Ucr\u00e2nia e se poss\u00edvel da Bielorr\u00fassia, o que se passar\u00e1?). Que rebaixamento do QI pol\u00edtico m\u00e9dio significa encontrar ainda no nosso tempo &#8220;marxistas internacionalistas&#8221; que sufocam de raiva contra qualquer ideia de patriotismo franc\u00eas, como se Robespierre, Jaur\u00e8s ou Politzer n\u00e3o tivessem escrito nada sobre isso, mas quem, como Arlette Laguiller, que tolamente gaba-se de ser &#8220;mais europeia do que francesa&#8221;: como se o supranacionalismo euro-atl\u00e2ntico n\u00e3o fosse ainda mais perigoso que o nacionalismo burgu\u00eas do av\u00f4! Como se a frase devastadora de Mitterrand exclamando &#8220;Fran\u00e7a \u00e9 nossa p\u00e1tria, Europa \u00e9 nosso futuro&#8221; (quase um elogio f\u00fanebre da Rep\u00fablica Francesa!) n\u00e3o parecia estar a mil milhas desta reconfigura\u00e7\u00e3o europeia e &#8220;transatl\u00e2ntica&#8221; do imperialismo que o fil\u00f3sofo ultrarreacion\u00e1rio (pelo menos na pol\u00edtica) Nietzsche j\u00e1 clamava no final do s\u00e9culo XIX, sob o nome de &#8220;grande pol\u00edtica&#8221; devolvida \u00e0 elite mundial.<\/p>\n<p>Como Losurdo estabeleceu, este fil\u00f3sofo da hiperpreda\u00e7\u00e3o feliz opondo-se ao nacionalismo abertamente &#8220;plebeu&#8221;, &#8220;crist\u00e3o&#8221;, &#8220;nacional&#8221; e &#8220;socializante&#8221; de um Bismarck! Lembremos a estes falsos marxistas as palavras de L\u00eanin criticando as reflex\u00f5es pseudo-internacionalistas europeias de Kautsky ou Trotsky: &#8220;em regime capitalista, os Estados Unidos da Europa n\u00e3o podem ser sen\u00e3o ut\u00f3picos ou reacion\u00e1rios&#8221;\u2026<br \/>\nQuem poderia dizer fria, emp\u00edrica, pragmaticamente, olhando de perto o que a &#8220;Europa&#8221; trouxe aos trabalhadores em termos de destrui\u00e7\u00e3o social e degrada\u00e7\u00e3o massiva, que L\u00eanin estava errado no seu diagn\u00f3stico? Em todo caso, os trabalhadores n\u00e3o se enganam: em 1992, quase 60% votaram N\u00c3O na bacia mineira de Lens e, em 2005, quase 80% dos trabalhadores franceses disseram N\u00c3O \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o europeia. Vamos l\u00e1 ent\u00e3o, senhores burgueses e pequeno-burgueses com a vossa propaganda euro-adocicada, nunca convencer\u00e3o algu\u00e9m que \u00e9 cuspido a exclamar: &#8220;eis o orvalho da manh\u00e3&#8221;!<\/p>\n<p>O Estado n\u00e3o desaparece, redimensiona-se em escala continental<\/p>\n<p>O CME &#8220;moderno&#8221; n\u00e3o \u00e9 &#8220;menos Estado&#8221;, mas mais Estado burgu\u00eas, pol\u00edcia, ex\u00e9rcito, dedu\u00e7\u00f5es fiscais (de prefer\u00eancia atrav\u00e9s de impostos indiretos que atingem principalmente os &#8220;pequenos&#8221;), indo dialeticamente a par com menos servi\u00e7os p\u00fablicos e prote\u00e7\u00e3o social, para poder financiar a acumula\u00e7\u00e3o de capital. De fato, vivemos numa \u00e9poca em que a inevit\u00e1vel tend\u00eancia da queda da taxa m\u00e9dia de lucro exige que \u00e0 explora\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica seja adicionada uma pilhagem excessiva dos pa\u00edses pobres e um subs\u00eddio massivo ao capital, vindo de todos os escal\u00f5es territoriais do poder p\u00fablico: Estado-na\u00e7\u00e3o ainda e sempre, enquanto permanecer nas m\u00e3os da grande burguesia, mas tamb\u00e9m &#8220;Europa&#8221; &#8211; o que \u00e9 o &#8220;grande empr\u00e9stimo europeu&#8221; sen\u00e3o CME praticado \u00e0 escala continental?<\/p>\n<p>&#8220;Grandes regi\u00f5es&#8221;, &#8220;metr\u00f3poles&#8221; e outras &#8220;comunidades aglomeradas&#8221; sufocando as comunas e os departamentos republicanos. Mais uma vez, o poder do Estado n\u00e3o desaparece: move-se, transforma-se da escala nacional para as escalas infra e supranacionais. E \u00e9 triste que ainda haja tantos &#8220;marxistas&#8221; para aplaudir com as duas m\u00e3os o estabelecimento desses monstros pol\u00edtico-militares que carregam a guerra mundial dentro de si como a nuvem carrega o raio!<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n<p>Para acabar com o esc\u00e2ndalo permanente que s\u00e3o as ininterruptas subven\u00e7\u00f5es ao capital privado por parte do poder p\u00fablico, n\u00e3o basta protestar contra Macron, nem mesmo exigir a sua demiss\u00e3o, por muito necess\u00e1rio que seja, porque todos os partidos ligados \u00e0 UE e \u00e0 &#8220;economia de mercado aberta ao mundo&#8221;, o dito neoliberalismo, fazem, fizeram ou far\u00e3o o que Macron est\u00e1 fazendo, seja o LAREM, o LR, o RN (que pretende ser &#8220;patriota&#8221;, mas aceita oficialmente o capitalismo, o euro, a OTAN e a UE) ou o PS ladeado pelos seus eternos sat\u00e9lites &#8220;euro-ecol\u00f3gicos&#8221;, &#8220;eurocomunistas&#8221;, &#8220;eurotrotskistas&#8221; e outros vendedores ambulantes da &#8220;Europa Social&#8221;.<\/p>\n<p>Para se livrar do esc\u00e2ndalo permanente que a constru\u00e7\u00e3o europeia constitui em termos de milh\u00f5es de oper\u00e1rios, empregados e engenheiros postos na rua, de camponeses levados ao suic\u00eddio, mas tamb\u00e9m de funcion\u00e1rios p\u00fablicos prec\u00e1rios, pressionados em servi\u00e7os p\u00fablicos exangues, \u00e9 necess\u00e1ria uma sa\u00edda pela via revolucion\u00e1ria, a das nacionaliza\u00e7\u00f5es-expropria\u00e7\u00f5es, da democracia popular, da sa\u00edda da UE e do euro, essa austeridade continental feita dinheiro. Sair do perigoso imp\u00e9rio capitalista em gesta\u00e7\u00e3o, a OTAN \u2013 m\u00e1quina de globalizar as guerras americanas e da corrida armamentista \u2013 e do pr\u00f3prio capitalismo, de que o neoliberalismo e a &#8220;constru\u00e7\u00e3o euro-atl\u00e2ntica&#8221; s\u00e3o apenas as m\u00e1scaras atuais.<\/p>\n<p>Porque, por muito que desagrade aos soberanistas de direita, aos nost\u00e1lgicos de um bom e velho liberalismo idealizado e aos &#8220;eurocomunistas&#8221; malabaristas da Europa social, a evolu\u00e7\u00e3o do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista \u00e9 irrevers\u00edvel: n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel voltar duradouramente ao capitalismo de Estado &#8220;nacional&#8221; da era gaulista, nem restabelecer o &#8220;capitalismo competitivo e liberal&#8221; do s\u00e9culo XIX, nem reconstituir suavemente ganhos sociais, poupando-se a dura tarefa da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma na\u00e7\u00e3o verdadeiramente emancipada, igualit\u00e1ria e fraternal s\u00f3 pode ter um conte\u00fado socialista, a marcha para o socialismo precisa de uma emancipa\u00e7\u00e3o completa das na\u00e7\u00f5es europeias da camisa de for\u00e7a da UE, e n\u00e3o de 100 mil sofismas pseudomarxistas contra um &#8220;Frexit&#8221; progressista. O &#8220;soberanismo&#8221; burgu\u00eas e a &#8220;euro-esquerda plural&#8221; s\u00e3o dois impasses sim\u00e9tricos: h\u00e1 que sair pela esquerda, rumo \u00e0 democracia popular, rumo ao socialismo, sem hesitar em expropriar pura e simplesmente o grande capital, o euro mort\u00edfero da UE pr\u00e9-totalit\u00e1ria, da OTAN belicista e do capitalismo monopolista e imperialista!<br \/>\n[1] Ver: O euro j\u00e1 custou 56 000 \u20ac a cada franc\u00eas. Sair do euro, uma urgencia!<br \/>\n[2] Ver: Tudo sobre o CICE<\/p>\n<p>[*] Co-secret\u00e1rio nacional do PRCF (Polo de Renascimento Comunista Franc\u00eas)<\/p>\n<p>O original encontra-se em www.initiative-communiste.fr\/&#8230;<\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em https:\/\/resistir.info\/ .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26524\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[18],"tags":[225],"class_list":["post-26524","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s22-europa","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6TO","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26524"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26524\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}