{"id":2659,"date":"2012-04-10T20:36:11","date_gmt":"2012-04-10T20:36:11","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2659"},"modified":"2012-04-10T20:36:11","modified_gmt":"2012-04-10T20:36:11","slug":"o-iv-reich-sob-a-mascara-do-imperialismo-norte-americano-ameaca-a-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2659","title":{"rendered":"O IV REICH, SOB A M\u00c1SCARA DO IMPERIALISMO NORTE-AMERICANO, AMEA\u00c7A A HUMANIDADE"},"content":{"rendered":"\n<p>Comunica\u00e7\u00e3o apresentada no 90\u00ba anivers\u00e1rio do PCB, Rio de Janeiro, em 24 demar\u00e7o de 2012.<\/p>\n<p>A difus\u00e3o pelo mundo de uma realidade virtual \u00e9 hoje uma arma decisiva no agravamento da medonha crise global que atinge a humanidade.<\/p>\n<p>O controle hegem\u00f3nico do sistema medi\u00e1tico permite ao imperialismo, atrav\u00e9s da palavra, enganar os povos numa invers\u00e3o do significado dos acontecimentos hist\u00f3ricos que responde aos seus objectivos. Umam\u00e1quina de desinforma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria transforma a mentira em verdade, inventa crises inexistentes, diaboliza l\u00edderes pol\u00edticos, empurra pa\u00edses para a bancarrota, mascara o crime de virtude.<\/p>\n<p>Na estrat\u00e9gia de domina\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria hegemonizada pelos EUA, as guerras imperiais s\u00e3o agora precedidas de gigantescas campanhas que visam a anestesiar a consci\u00eancia dos povos, impedindo a solidariedadecom\u00a0 as vitimas das agress\u00f5es.<\/p>\n<p>Essas campanhas, cientificamente montadas, seriam ineficazes sem a cumplicidade do Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas, transformado em instrumento do imperialismo colectivo.<\/p>\n<p>Neste inicio do terceiro mil\u00e9nio da Nossa Era, guerras interimperiais como as de 14-18 e 39-45 passsaram a ser improbablilissimas. As contradi\u00e7\u00f5es entre as grandes potenciais ocidentais n\u00e3o desapareceram, mas n\u00e3o s\u00e3o hoje antag\u00f3nicas porque a crise estrutural do capitalismo as uniu numa santa alian\u00e7a contempor\u00e2nea no saque aos recursos naturais de pa\u00edses do antigo Terceiro Mudo.<\/p>\n<p>Sem a passividade da R\u00fassia e da China, tamb\u00e9m membros permanentes do CS da ONU com direito de veto, os EUA n\u00e3o teriam tido as m\u00e3os livres para empreender guerras criminosas como as do Iraque e doAfeganist\u00e3o.<\/p>\n<p>Na monstruosa guerra cujo desfecho foi a recoloniza\u00e7\u00e3o da L\u00edbia temos um exemplo expressivo do funcionamento da estrat\u00e9gia imperial com participa\u00e7\u00e3o activa da Fran\u00e7a e da Gr\u00e3-bretanha. A campanhamedi\u00e1tica precedeu as manobras no Conselho de Seguran\u00e7a e o in\u00edcio da agress\u00e3o, preparada ali\u00e1s com meses de anteced\u00eancia. Projectos elaborados em Washington, apoiados pelo Reino Unido e a Fran\u00e7a e, na maioria dos casos, pela Alemanha, o Jap\u00e3o e aliados menores como a It\u00e1lia, a Espanha, o Canad\u00e1 e a Austr\u00e1lia, s\u00e3o apresentadas como decis\u00f5es da \u00abcomunidade internacional\u00bb, entidade inexistente, invocada para dar respeitabilidade a iniciativas do imperialismo.<\/p>\n<p>Cabe perguntar quem ser\u00e1 a pr\u00f3xima v\u00edtima do imperialismo coletivo?<\/p>\n<p>A ofensiva para derrubar o governo de Bachar Al Assad prossegue. A S\u00edria somente n\u00e3o foi ainda bombardeada e invadida porque a R\u00fassia e a China vetaram desta vez no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU aResolu\u00e7\u00e3o que, se aprovada, seria o pr\u00f3logo de uma nova agress\u00e3o. Mas o imperialismo n\u00e3o esconde que o objectivo principal da sua estrat\u00e9gia na Regi\u00e3o \u00e9 o Ir\u00e3, acusado de \u00abamea\u00e7a \u00e0 Paz\u00bb e \u00abinimigo da democracia\u00bb.<\/p>\n<p>No seu discurso sobre o Estado da Uni\u00e3o, Obama voltou a afirmar que \u00abtodas as op\u00e7\u00f5es est\u00e3o sobre a mesa\u00bb se aquele pa\u00eds n\u00e3o se submeter \u00e0s suas exig\u00eancias O Pent\u00e1gono elaborou nos \u00faltimos anos sucessivosplanos b\u00e9licos de ataque, alguns divulgados pela midia. A interven\u00e7\u00e3o de tropas terrestres \u00e9 hip\u00f3tese exclu\u00edda, mas o bombardeio das instala\u00e7\u00f5es nucleares iranianas suscita tamb\u00e9m muitas d\u00favidas. Os generais doPent\u00e1gono admitem que bombas convencionais seriam ineficazes contra os bunkers subterr\u00e2neos de Natanz. A retalia\u00e7\u00e3o poderia provocar o encerramento do Estreito de Ormuz e os m\u00edsseis iranianos poderiamatingir Israel.<\/p>\n<p>O recurso a armas nucleares t\u00e1ticas- j\u00e1 sugerido por Sarkozy e membros republicanos do Congresso &#8211; provocaria uma onda de indigna\u00e7\u00e3o mundial, ampliando o isolamento dos EUA.<\/p>\n<p>A Som\u00e1lia e as tribos pashtun da fronteira noroeste do Paquist\u00e3o s\u00e3o com frequ\u00eancia bombardeadas por drones, os avi\u00f5es sem piloto assassinos, comandados de distantes bases estadounidenses.<\/p>\n<p>A recente interven\u00e7\u00e3o norte-americana no Uganda, realizada a pretexto de combater uma min\u00fascula seita religiosa, ficou a assinalar uma nova fase da estrat\u00e9gia dos EUA para o Continente. O presidente Obama apressou-se a declarar que enviar\u00e1 tropas para o Sud\u00e3o do Sul, Congo e a Republica Centro-Africana se esses pa\u00edses pedirem ajuda aos EUA para \u00abo combate ao terrorismo\u00bb.<\/p>\n<p>Instalar em \u00c1frica um ex\u00e9rcito permanente americano de 100.000 homens \u00e9 a meta do AFRICA COMAND, que est\u00e1 a operar a partir da sofisticada base a\u00e9rea instalada em Djibuti, na antiga Som\u00e1lia Francesa.<\/p>\n<p>Afastar a China da \u00c1frica foi um dos objectivos da agress\u00e3o \u00e0 L\u00edbia. Mais de 30 000 chineses, tecnicos e trabalhadores, foram retirados daquele pais onde a China tinha importantes investimentos.<\/p>\n<p>O comportamento dos EUA traz \u00e0 mem\u00f3ria o da Alemanha de Hitler nos anos 30 do s\u00e9culo passado. Primeiro foi a anexa\u00e7\u00e3o da \u00c1ustria, depois Munich e a posterior destrui\u00e7\u00e3o da Tchecoslovaquia, finalmente aexig\u00eancia da entrega de Dantzig, a invas\u00e3o da Pol\u00f3nia, a guerra mundial.<\/p>\n<p>N\u00e3o pretendo estabelecer analogias, mas o desprezo pelos povos e pelo seu direito \u00e0 independ\u00eancia \u00e9 o mesmo. Primeiro foi o Afeganist\u00e3o, depois o Iraque, em seguida a L\u00edbia, agora o Uganda, amanha ser\u00e1 aS\u00edria, talvez o Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>A aproxima\u00e7\u00e3o da R\u00fassia e da China traduz a consci\u00eancia de que, se isoladas, seriam tamb\u00e9m, oportunamente, declaradas potenciais \u00abamea\u00e7as \u00e0 seguran\u00e7a dos EUA\u00bb. Putin, no seu primeiro discurso ap\u00f3s a reelei\u00e7ao, afirmou que enfrentar\u00e1 com firmeza a politica imperial dos EUA.<\/p>\n<p>CAMARADAS<\/p>\n<p>A escalada de leis reaccion\u00e1rias nos EUA assinala o fim do regime democr\u00e1tico na grande rep\u00fablica do Norte. A chamada Lei da Autoriza\u00e7\u00e3o da Seguran\u00e7a Nacional, promulgada por Obama, revoga na pr\u00e1tica aConstitui\u00e7\u00e3o bicenten\u00e1ria do pa\u00eds. A partir de agora qualquer cidad\u00e3o suspeito de contatos com o terrorismo pode ser preso por tempo ilimitado e eventualmente submetido \u00e0 tortura no \u00e2mbito de outra lei aprovada pelo Congresso.<\/p>\n<p>Os projetos SOPA E PIPA, em discuss\u00e3o na C\u00e2mara dos Representantes, concebidos para controlar o Facebook, mas levantaram tamanha indigna\u00e7\u00e3o a n\u00edvel mundial que o Legislativo recuou.<\/p>\n<p>A fasciza\u00e7ao das For\u00e7as Armadas dos EUA nas guerras imperiais \u00e9 agora inocult\u00e1vel.<\/p>\n<p>Comentando a justifica\u00e7\u00e3o por Obama das \u00faltimas leis, Michel Chossudovsky define os EUA como \u00abUm Estado totalit\u00e1rio com traje civil\u00bb.<\/p>\n<p>Os EUA est\u00e3o a assumir o perfil de um IV Reich. No Afeganist\u00e3o, elementos do corpo de Marines exibiram publicamente a bandeira das SS nazis e n\u00e3o foram punidos.<\/p>\n<p>CAMARADAS<\/p>\n<p>Perante a estrat\u00e9gia imperial que amea\u00e7a a humanidade, patrocinada por um dos mais perigosos presidentes que o povo dos EUA elegeu, a pergunta de Lenin, QUE FAZER? adquire uma atualidade dram\u00e1tica.<\/p>\n<p>A recusa da \u00abnova ordem mundial\u00bb que o imperialismo pretende impor assumiu nos \u00faltimos anos propor\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias.<\/p>\n<p>Seattle foi um marco hist\u00f3rico na rejei\u00e7\u00e3o do sistema de domina\u00e7\u00e3o que utiliza o FMI, o Banco Mundial, a OMC como instrumentos da pol\u00edtica do grande capital.<\/p>\n<p>De repente, milh\u00f5es de homens e mulheres come\u00e7aram a sair \u00e0s ruas em gigantescos protestos contra a religi\u00e3o do dinheiro e as guerras de saque imperiais.<\/p>\n<p>O lema do primeiro Foro Social Mundial, \u00aboutro mundo \u00e9 poss\u00edvel\u00bb, traduziu esse descontentamento e a esperan\u00e7a de uma mudan\u00e7a radical.<\/p>\n<p>Mas, transcorrida mais de uma d\u00e9cada, o pr\u00f3prio Foro transformou-se numa caixa de resson\u00e2ncia de discursos inofensivos.<\/p>\n<p>No ano passado, o movimento dos Indignados na Espanha e o Occupy Wall Street nos EUA mobilizaram multid\u00f5es expressando o desespero das massas oprimidas.<\/p>\n<p>Mas, esses protestos, positivos, e outros, promovidos por movimentos sociais, n\u00e3o abalam os alicerces do poder do capital. Os jovens sobretudo sabem o que rejeitam, mas esbarram com um muro intranspon\u00edvel na formula\u00e7\u00e3o de uma alternativa. Que querem afinal?<\/p>\n<p>O espontaneismo \u00e9 como a mar\u00e9 oce\u00e2nica, assim como sobe desce.<\/p>\n<p>Mergulhado numa crise estrutural para a qual n\u00e3o tem solu\u00e7\u00f5es, o capitalismo est\u00e1 condenado a desaparecer. Mas o seu fim n\u00e3o tem data no calend\u00e1rio e a agonia pode ser muito prolongada. Desencadeia guerras de saque monstruosas e continua a manipular a consci\u00eancia dos povos, atrav\u00e9s da midia e de governos de fachada democr\u00e1tica que s\u00e3o na pr\u00e1tica ditaduras de classe.<\/p>\n<p>Que fazer ent\u00e3o?<\/p>\n<p>N\u00e3o serei eu, nem outros comunistas como eu, a tirar do bolso do colete a receita magica.<\/p>\n<p>\u00c9 minha convic\u00e7\u00e3o inabal\u00e1vel que Lenin enunciou uma evid\u00eancia ao lembrar que n\u00e3o h\u00e1 revolu\u00e7\u00e3o dur\u00e1vel sem um partido revolucion\u00e1rio que a promova e lidere as massas.<\/p>\n<p>Para mal da humanidade, a destrui\u00e7\u00e3o da URSS e a implanta\u00e7\u00e3o na R\u00fassia do capitalismo permitiu ao imperialismo desencadear uma tempestade contra- revolucionaria que atingiu os partidos comunistas,semeando tremenda confus\u00e3o ideol\u00f3gica. Alguns partidos com grandes tradi\u00e7\u00f5es, como o italiano, desapareceram ap\u00f3s varias metamorfoses. Outros, como o franc\u00eas e o espanhol, social- democratizaram-se,assumindo linhas reformistas.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do Partido da Esquerda Europeia contribuiu para aumentar a confus\u00e3o. N\u00e3o obstante a maioria dos partidos que a ele aderiram serem nominalmente comunistas, defendem estrat\u00e9gias reformistas. Batem-se dentro do sistema parlamentar, concentrando-se em reivindica\u00e7\u00f5es sobre problemas imediatos, sem d\u00favida importantes, mas secundarizam a luta pelo socialismo como objectivo principal.<\/p>\n<p>Neutralizar a combatividade das massas, orientando as lutas no quadro institucional para o \u00abaperfei\u00e7oamento\u00bb do sistema \u00e9 o objectivo do Partido da Esquerda Europeia.<\/p>\n<p>O Partido Comunista da Grecia-KKE surge hoje no panorama europeu como a grande excep\u00e7ao \u00e0 tend\u00eancia maiorit\u00e1ria que privilegia a linha reformista sobre a op\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>A sua contribui\u00e7\u00e3o-mais de uma dezena de greves gerais no ano passado- para a her\u00f3ica luta dos trabalhadores gregos contra as politicas impostas pelos governantes dos grandes pa\u00edses da zona Euro &#8211; a Alemanha e a Fran\u00e7a tem sido decisiva.<\/p>\n<p>Julgo \u00fatil, camaradas, afirmar neste Semin\u00e1rio que acompanhar os acontecimentos da Gr\u00e9cia, reflectir sobre eles e apoiar o combate dos comunistas gregos passou a ser um dever revolucion\u00e1rio para os comunistasda Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>O KKE defende a cria\u00e7\u00e3o e o fortalecimento de uma Frente Democr\u00e1tica anti-imperialista e anti-monopolista, uma alian\u00e7a entre trabalhadores e pequenos e m\u00e9dios agricultores.<\/p>\n<p>Num contexto hist\u00f3rico muito diferente, o projecto do Partido Comunista Brasileiro tem afinidades com o formulado pelo KKE.<\/p>\n<p>Permitam-me, camaradas, que cite um par\u00e1grafo<\/p>\n<p>do artigo da camarada Aleka Paparigas, secret\u00e1ria geral do KKE, publicado na Revista Comunista Internacional (Numero 2):<\/p>\n<p>Desenvolvimento desigual quer dizer desenvolvimento pol\u00edtico e social desigual, o que significa que as condi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias para o in\u00edcio da situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria podem surgir mais cedo num pa\u00eds ou num grupo de pa\u00edses que, sob condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, pode constituir \u00abo elo mais fraco\u00bb do sistema imperialista. Isto \u00e9 particularmente importante hoje em dia em que o desenvolvimento e as remodela\u00e7\u00f5es t\u00eam lugar no sistema imperialista e se intensificam as contradi\u00e7\u00f5es tanto nos pa\u00edses como no sistema imperialista, portanto, entendemos que cada partido comunista e os trabalhadores de cada pa\u00eds t\u00eam o dever internacionalista de contribuir para a luta de classes ao n\u00edvel internacional, mobilizando e organizando a luta contra as consequ\u00eancias das crises nacionais, com vista ao derrubamento do poder burgu\u00eas, \u00e0conquista do poder pelos trabalhadores e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do socialismo.<\/p>\n<p>Insistindo na den\u00fancia do oportunismo, a camarada Paparigas lembra tamb\u00e9m que as reformas, por importantes que sejam, n\u00e3o podem conduzir ao socialismo sem uma confronta\u00e7\u00e3o final com a burguesia cujo desfecho seria a destrui\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es do Estado capitalista.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 fundamental. A chamada via pacifica para o socialismo foi ensaiada no Chile com o desfecho que conhecemos. Hoje, a tese \u00e9 retomada na Europa por alguns partidos comunistas e na Am\u00e9rica Latina \u00e9 defendida pelos te\u00f3ricos do Socialismo do s\u00e9culo XXI, nomeadamente na Venezuela bolivariana e na Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>Em textos que publiquei ap\u00f3s participa\u00e7\u00e3o no VI Foro de Maracaibo, em novembro do ano passado, critiquei essas posi\u00e7\u00f5es, reafirmando a convic\u00e7\u00e3o de que a destrui\u00e7\u00e3o do Estado capitalista, em choque com o poder burgu\u00eas, ter\u00e1 de preceder a constru\u00e7\u00e3o do poder popular. Trata-se, insisto numa quest\u00e3o estrat\u00e9gica fundamental para o movimento comunista internacional.<\/p>\n<p>Este tema merecer\u00e1, estou confiante, uma aten\u00e7\u00e3o especial dos participantes do nosso Semin\u00e1rio. Na Europa o oportunismo semeia a confus\u00e3o atrav\u00e9s do Partido da Esquerda Europeia. Na Am\u00e9rica Latina, tentapromover a social-democracia no Brasil, na Argentina<\/p>\n<p>e no Uruguai e semeia ilus\u00f5es na Venezuela, na Bol\u00edvia, no Equador e na Nicar\u00e1gua.<\/p>\n<p>No cerne do grande debate ideol\u00f3gico travado no \u00e2mbito do movimento comunista internacional uma quest\u00e3o continua a suscitar debate permanente: a transi\u00e7\u00e3o do capitalismo para o socialismo. J\u00e1 Lenin dizia que ela seria infinitamente mais dif\u00edcil do que a tomada do poder em Outubro de 17. At\u00e9 hoje n\u00e3o encontramos respostas satisfat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Camaradas:<\/p>\n<p>H\u00e1 muito que n\u00e3o participava de um Semin\u00e1rio Internacional promovido por um Partido Comunista t\u00e3o aberto e fascinante como este.<\/p>\n<p>O Partido Comunista Brasileiro traz \u00e0 mem\u00f3ria a lenda da F\u00e9nix Renascida. Desempenhou um papel fundamental nas lutas do povo brasileiro durante mais de meio s\u00e9culo. Uma direc\u00e7\u00e3o em que prevaleceu o oportunismo e o revisionismo conduziu \u2013 o nos anos 80 a um processo de auto-destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Militei no PCB quando era um partido revolucion\u00e1rio. E \u00e9 com alegria e orgulho que acompanho o seu explosivo renascimento num momento hist\u00f3rico em que uma crise devastadora amea\u00e7a a pr\u00f3priacontinuidade da humanidade. O PCB volta a situar-se na vanguarda das lutas revolucion\u00e1rias no Brasil e na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Parab\u00e9ns, queridos camaradas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Odiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nMiguel Urbano Rodrigues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2659\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-2659","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-GT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2659","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2659"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2659\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}