{"id":267,"date":"2010-01-23T06:05:21","date_gmt":"2010-01-23T06:05:21","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=267"},"modified":"2010-01-23T06:05:21","modified_gmt":"2010-01-23T06:05:21","slug":"haiti-estrategia-do-caos-para-uma-invasao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/267","title":{"rendered":"Haiti: estrat\u00e9gia do caos para uma invas\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O que temos observado at\u00e9 o momento parece corroborar a tese de que se est\u00e1 preparando uma nova ocupa\u00e7\u00e3o militar, n\u00e3o humanit\u00e1ria. V\u00e1rios elementos indicam, como: desaven\u00e7as com os atuais ocupantes, com a Miss\u00e3o de Paz (MINUSTAH) da ONU, especialmente com o Brasil, que possui o comando militar; entorpecimento da ajuda humanit\u00e1ria e o fomento de uma situa\u00e7\u00e3o de caos; e uma campanha midi\u00e1tica que consiste na cria\u00e7\u00e3o de uma imagem de caos e viol\u00eancia, que justificaria uma ocupa\u00e7\u00e3o ante a opini\u00e3o p\u00fablica. Como veremos abaixo, todos esses componentes parecem estar presentes.<\/p>\n<p>Existem motivos para suspeitar de que se est\u00e1 permitindo deliberadamente a deteriora\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria no Haiti. Por exemplo, a reconhecida falta de coordena\u00e7\u00e3o nas tarefas de resgate, o que \u00e9 amplamente difundido pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Em teoria, corresponderia \u00e0 ONU dirigir tais tarefas, por\u00e9m, ao que parece, est\u00e1 foi desautorizada pelos Estados Unidos, que ocuparam rapidamente um dos locais-chaves para a coordena\u00e7\u00e3o das tarefas de resgate, o aeroporto. Sem a lideran\u00e7a da ONU e com um Estado haitiano \u201cfalido\u201d, ou em outras palavras menos Orwelliano, quebrado de forma premeditada, n\u00e3o resta ningu\u00e9m que possa dirigir as tarefas de resgate eficientemente. Nem tampouco as ONGs que vem recebendo fundos internacionais para exercer muitas das fun\u00e7\u00f5es que s\u00e3o obriga\u00e7\u00f5es do governo haitiano. N\u00e3o se pode exigir das ONGs as mesmas responsabilidades de um governo, um feito talvez muito conveniente nesses momentos.<\/p>\n<p>Outro elemento \u00e9 a morosidade no envio de ajuda por parte dos EUA, em contraste com a rapidez demonstrada em sua mobiliza\u00e7\u00e3o militar. Inclusive a distante China parece estar mais adiantada que os Estados Unidos no envio de aux\u00edlio. Assim, o ex-tenente geral do ex\u00e9rcito norte-americano, Russel Honor\u00e9, que participou das tarefas de resgate ap\u00f3s o furac\u00e3o Katrina, em 2005, declarou sobre a situa\u00e7\u00e3o do Haiti p\u00f3s-terremoto: \u201cpenso que isso j\u00e1 foi aprendido durante o Katrina, precisamos levar \u00e1gua e alimentos e come\u00e7ar a evacuar as pessoas&#8230; Penso que dever\u00edamos ter come\u00e7ado isso o quanto antes\u201d. Por exemplo, enquanto as for\u00e7as armadas dos EUA parecem ter sido mobilizadas com bastante rapidez, um navio-hospital da marinha est\u00e1 se preparando com mais parcim\u00f4nia: \u201c\u00e9 um navio lento, um pouco velho, que tardar\u00e1 uma semana para chegar\u201d, declara um porta-voz do Pent\u00e1gono. Talvez n\u00e3o possam fazer nada melhor com o velho navio, por\u00e9m deveriam existir outros meios de acelerar as ajudas. Por exemplo, se podia seguir a sugest\u00e3o pouco her\u00e9tica de Lawrence Korb, ex-secret\u00e1rio assistente de Defesa dos Estados Unidos, de aproveitar os conhecimentos dos cubanos em tarefas de resgate: \u201cdevemos parar e pensar que nossa vizinha Cuba conta com alguns dos melhores m\u00e9dicos do mundo&#8230; Dever\u00edamos tentar transferi-los em nossos v\u00f4os\u201d.<\/p>\n<p>Tudo isso nos deixa a impress\u00e3o de que, no melhor dos casos, as tarefas de resgate n\u00e3o s\u00e3o uma prioridade para o governo norte-americano, ao contr\u00e1rio daquelas puramente militares, como o envio de \u201c3500 soldados da 82a Divis\u00e3o Aerotransportadora de Fort Bragg\u201d, cuja miss\u00e3o \u201cn\u00e3o est\u00e1 clara\u201d, segundo o Christian Science Monitor. Mas, talvez fique mais clara com a explica\u00e7\u00e3o do porta- voz do Departamento de Estado dos EUA, Philip Crowley: \u201cN\u00f3s n\u00e3o estamos nos apropriando do Haiti. Estamos ajudando a estabilizar o pa\u00eds. Estamos ajudando no fornecimento de material e socorro para salvar vidas, e vamos permanecer aqui a longo prazo para ajudar a reconstruir o Haiti\u201d. E tamb\u00e9m as palavras posteriores da secret\u00e1ria de Estado, Hillary Clinton, assegurando que as for\u00e7as norte- americanas ficar\u00e3o no Haiti \u201choje, amanh\u00e3 e provavelmente no futuro\u201d.<\/p>\n<p>As diverg\u00eancias diplom\u00e1ticas com outros pa\u00edses, especialmente com o Brasil, que est\u00e1 no comando das tropas da ONU no Haiti, n\u00e3o tardaram em manifestar-se, o que parece indicar tamb\u00e9m que a \u201cmiss\u00e3o\u201d norte-americana no Haiti vai muito al\u00e9m do puramente humanit\u00e1rio. At\u00e9 hoje o Brasil havia cumprido diligentemente com o papel que foi designado no Haiti. Suas tropas se dedicavam a controlar e, em certas ocasi\u00f5es, aterrorizar a popula\u00e7\u00e3o haitiana, especialmente aos mais pobres, da mesma forma que atuam nas favelas do Brasil. Como informa em uma entrevista o jornalista Kim Ives, do Haiti Libert\u00e9, a pretensa miss\u00e3o de paz da ONU no Haiti, liderada pelos brasileiros, \u201c\u00e9 extremamente mal vista [pela popula\u00e7\u00e3o haitiana]. Essa gente est\u00e1 farta e cansada de que estejam gastando milh\u00f5es, de observar como os jovens militares passam, dando volta por todas as partes com os tanques gigantescos, apontando os fuzis. E, como se sabe, esta \u00e9 uma for\u00e7a cuja miss\u00e3o \u00e9 a de submeter ao pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Era s\u00f3 esperar que os EUA entrassem em conflito com o Brasil caso a inten\u00e7\u00e3o do primeiro fosse a de assumir um papel militar no Haiti. O conflito n\u00e3o tardou em iniciar. Nas palavras do secretario geral da ONU, Ban Ki-moon, em 14 de janeiro, \u201cseria absolutamente desej\u00e1vel que todas essas for\u00e7as estivessem coordenadas pelo comandante da MINUSTAH\u201d. Por\u00e9m os EUA n\u00e3o aceitaram esta proposta. Funcion\u00e1rios do governo dos Estados Unidos indicaram que suas for\u00e7as \u201ccoordenem\u201d suas a\u00e7\u00f5es com a dire\u00e7\u00e3o da MINUSTAH e nada mais: \u201cVamos atuar sob o comando dos EUA em apoio a uma miss\u00e3o da ONU em nome do governo e do povo haitiano\u201d, declara Crowley.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel deduzir como essa \u201ccoordena\u00e7\u00e3o\u201d est\u00e1 funcionando a partir da rea\u00e7\u00e3o at\u00e9 do ministro de defesa do Brasil, Nelson Jobim, criticando o controle \u201cunilateral\u201d dos Estados Unidos sobre o aeroporto de Porto Pr\u00edncipe, que segundo ele, foi tomado sem que outros pa\u00edses fossem consultados, e que estaria dificultando a aterrissagem dos avi\u00f5es da FAB (For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira) carregados de pessoal e mantimentos. Como indica o peri\u00f3dico brasileiro Folha de S\u00e3o Paulo, essa situa\u00e7\u00e3o \u201cvem causando um pequeno problema diplom\u00e1tico entre Brasil e EUA. Al\u00e9m de retardar a aterrissagem dos avi\u00f5es da FAB, os brasileiros se queixam de que o controle norte-americano esteja impedindo o acesso da MINUSTAH (Miss\u00e3o de paz da ONU no Haiti, liderada pelos brasileiros) ao local [o aeroporto]\u201d.<\/p>\n<p>Apesar das posteriores declara\u00e7\u00f5es de Hillary Clinton a Jobim, assegurando que \u201cas for\u00e7as norte-americanas v\u00e3o cumprir fun\u00e7\u00f5es essencialmente humanit\u00e1rias, sem interferir na seguran\u00e7a p\u00fablica do pa\u00eds\u201d, o fato \u00e9 que tais fun\u00e7\u00f5es \u201chumanit\u00e1rias\u201d est\u00e3o sendo comandadas \u201cn\u00e3o por ag\u00eancias civis do governo&#8230; e sim pelo Pent\u00e1gono\u201d, atrav\u00e9s do SOUTHCOM (Comando Sul dos Estados Unidos), cuja miss\u00e3o \u00e9 a de \u201cconduzir opera\u00e7\u00f5es militares e proporcionar a coopera\u00e7\u00e3o na seguran\u00e7a para alcan\u00e7ar objetivos estrat\u00e9gicos dos Estados Unidos\u201d, como assinala Michel Chossudovsky, do Global Research.<\/p>\n<p>Outro elemento importante \u00e9 a aparente instrumentaliza\u00e7\u00e3o de um suposto estado de caos no Haiti, o que tamb\u00e9m poderia ter sido contribu\u00eddo pela talvez premeditada falta de coordena\u00e7\u00e3o na distribui\u00e7\u00e3o da ajuda humanit\u00e1ria. O objetivo aqui seria o de criar uma imagem de caos e viol\u00eancia que justifique a invas\u00e3o ante a opini\u00e3o p\u00fablica e, para isso, \u00e9 necess\u00e1rio contar com a estreita colabora\u00e7\u00e3o dos grandes meios de informa\u00e7\u00e3o. Ao menos os meios mais afinados com o governo norte-americano parecem n\u00e3o ter perdido tempo neste sentido.<\/p>\n<p>Desde um primeiro momento vem tratando de dramatizar a situa\u00e7\u00e3o, por exemplo, atrav\u00e9s da difus\u00e3o de rumores de rajadas de supostos tiroteios, que ningu\u00e9m mais parece ter ouvido em Porto Pr\u00edncipe, ou da forma\u00e7\u00e3o de novos bandos criminosos. Assim, dois dias depois do terremoto, j\u00e1 pod\u00edamos ler em um artigo intitulado \u201cTomar\u00e3o os bandos criminosos o controle do caos haitiano?\u201d, as seguintes pesarosas palavras: \u201cquando a escurid\u00e3o cobriu a cidade de Porto Pr\u00edncipe, assolada pelo terremoto, moradores informaram que escutaram tiros. Isso dificilmente \u00e9 uma surpresa: no Haiti, durante as emerg\u00eancias \u2013 naturais ou pol\u00edticas \u2013 tiros podem ser t\u00e3o onipresentes na noite como o latido dos cachorros, como grupos armados apossando-se das ruas\u201d. O fato de que ningu\u00e9m parece ter ouvido esses tiros nem visto tais gangues tomando as ruas, pode indicar que a inten\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 a de criar uma falsa imagem de caos, o que torna mais aceit\u00e1vel para a opini\u00e3o p\u00fablica uma eventual invas\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Agora, a maior parte dos meios insiste nessas imagens de caos e viol\u00eancia. Por\u00e9m, h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es. Assim, como explica o coordenador do Canadian Haiti Action Network, Roger Annis, referindo-se a uma reportagem da BBC que n\u00e3o mostra nada dessa suposta viol\u00eancia, o que \u201ccontrasta fortemente com as advert\u00eancias de saques e viol\u00eancia que chegam em ondas pelos canais de not\u00edcias, tais como a CNN\u201d, e que \u201cest\u00e3o sendo reproduzidas pelo secret\u00e1rio de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates\u201d.<\/p>\n<p>O mais macabro de tudo isso \u00e9 que as ajudas poderiam n\u00e3o estar chegando aos necessitados devido a uma inten\u00e7\u00e3o deliberada de provocar esse mesmo estado de caos e viol\u00eancia que parece n\u00e3o existir at\u00e9 o momento. Segundo Roger Annis \u201cest\u00e1 crescendo a evid\u00eancia acerca de uma neglig\u00eancia monstruosa induzida ao povo haitiano ap\u00f3s tr\u00eas dias do terremoto. \u00c0 medida que as provis\u00f5es m\u00e9dicas vitais, alimentos, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas para a purifica\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e ve\u00edculos se est\u00e3o amontoando no aeroporto de Porto Pr\u00edncipe, e que os meios est\u00e3o informando sobre um esfor\u00e7o internacional massivo para fornecer ajuda de emerg\u00eancia, os moradores da cidade destro\u00e7ada se perguntam quando poder\u00e3o ver algum tipo de ajuda\u201d.<\/p>\n<p>O rep\u00f3rter da BBC, Andy Gallaguer, declara tamb\u00e9m que andou por todas as partes da capital durante sexta-feira, 15 de janeiro, e que \u201cn\u00e3o observou nada mais que cortesia da parte dos haitianos que encontrou. Em toda parte foi levado pelos moradores para ver o que havia acontecido em suas vizinhan\u00e7as, suas casas e suas vidas. E ent\u00e3o perguntavam: onde est\u00e3o as ajudas?\u201d. Sobre a declara\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio de defesa norte-americano que motivos de \u201cseguran\u00e7a\u201d estariam impedindo a distribui\u00e7\u00e3o de ajuda, Gallaguer contesta que \u201ceu n\u00e3o estou vendo nada disso\u201d. Quanto a situa\u00e7\u00e3o no aeroporto, informa que \u201ch\u00e1 uma grande quantidade de material em solo e muita gente ali. Eu n\u00e3o sei que problemas h\u00e1 com a entrega\u201d. Igualmente, segundo palavras de um observador local, \u201cos agentes dos meios de comunica\u00e7\u00e3o est\u00e3o buscando hist\u00f3rias de haitianos desesperados, que est\u00e3o atuando de forma hist\u00e9rica, quando, na realidade o mais comum \u00e9 v\u00ea-los agindo de forma sossegada. Enquanto isso, a comunidade internacional, a elite e os pol\u00edticos est\u00e3o irritados com esse assunto e nenhum dos haitianos parece ter a m\u00ednima id\u00e9ia do que est\u00e1 passando\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o somente n\u00e3o h\u00e1 planos de transportar m\u00e9dicos cubanos \u00e0 ilha, como a ocupa\u00e7\u00e3o do aeroporto se deu imediatamente depois da chegada de 30 m\u00e9dicos cubanos para reunir-se com os cerca de 300 que j\u00e1 estavam na ilha a mais de um ano. E muitos suspeitam que isso pode ter algo relacionado com a ocupa\u00e7\u00e3o do aeroporto. Trinidad &amp; Tobago Express, por exemplo, informa que \u201cuma miss\u00e3o de ajuda emergencial da Comunidade Caribenha (Caricom) ao Haiti, incluindo os chefes de governos e funcion\u00e1rios t\u00e9cnicos de destaque, n\u00e3o puderam obter permiss\u00e3o esta sexta-feira para aterrissar no aeroporto do pa\u00eds devastado, agora sob o controle dos EUA\u201d. Al\u00e9m disso, \u201cindagado acerca de se as dificuldades encontradas pela miss\u00e3o de Caricom poderiam estar relacionadas com informes de que as autoridades norte-americanas n\u00e3o estariam ansiosas em facilitar a aterrissagem das naves procedentes de Cuba e Venezuela, o primeiro ministro Golding [da Jamaica] respondeu que \u2018somente espera que n\u00e3o haja nenhuma verdade nesse tipo de pensamento imaturo, a luz da espantosa extens\u00e3o da trag\u00e9dia do Haiti\u2019&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>O seguinte testemunho \u00e9 do diretor do Cin\u00e9 Institute de Jacmel, David Belle, tamb\u00e9m contradiz radicalmente a imagem de caos e viol\u00eancia difundida pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o. \u201cV\u00e1rias pessoas comentaram comigo que muitos meios informativos norte-americanos pintam o Haiti como um barril de p\u00f3lvora pronto para explodir. Disseram-me que as principais reportagens dos grandes meios s\u00f3 falam de viol\u00eancia e caos. Nada est\u00e1 mais distante da realidade&#8230; Nenhuma \u00fanica vez fui testemunha de um s\u00f3 ato de agress\u00e3o ou viol\u00eancia. Ao contr\u00e1rio, temos visto vizinhos ajudando vizinhos e amigos ajudando amigos e estranhos. Temos visto vizinhos escavando escombros com as m\u00e3os nuas para encontrar sobreviventes. Temos visto curandeiros tradicionais tratando dos feridos; temos visto cerim\u00f4nias solenes anteriores aos enterros coletivos e moradores esperando, pacientemente, sob um sol abrasador, com nada mais que uns poucos pertences que sobraram. Uma cidade mutilada de dois milh\u00f5es de seres esperando ajuda, rem\u00e9dio, alimento e \u00e1gua. A maioria n\u00e3o recebeu nada. O Haiti pode orgulhar-se de seus sobreviventes. Sua dignidade e dec\u00eancia frente a esta trag\u00e9dia s\u00e3o assombrosas\u201d.<\/p>\n<p>Todos esses elementos justificam a suspeita de que est\u00e1 em marcha uma macabra estrat\u00e9gia de caos para justificar uma invas\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o que, pelo visto, nada ter\u00e1 de humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>* Vers\u00e3o completa desse artigo em <a href=\"http:\/\/www.alainet.org\/active\/35579\" target=\"_blank\">http:\/\/www.alainet.org\/active\/35579<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.alainet.org\/active\/35579\" target=\"_blank\"><\/a> Tradu\u00e7\u00e3o: Maria Fernanda Magalh\u00e3es Scelza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Mrtirena\n\n\n\n\nJos\u00e9 Luis Vivas\nALAI AMLATINA, 18\/01\/2010 \u2013 O terremoto que arrasou Porto Pr\u00edncipe, em 12 de janeiro passado, oferece um pretexto inexor\u00e1vel para justificar a en\u00e9sima invas\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o militar do Haiti, j\u00e1 ocupado desde 2004, por\u00e9m agora diretamente pelos principais promotores dessa ocupa\u00e7\u00e3o, sem intermedi\u00e1rios. Motivos, pol\u00edticos e estrat\u00e9gicos, n\u00e3o faltam. Assim, serviria para repreender o principal intermedi\u00e1rio da atual ocupa\u00e7\u00e3o, Brasil, que apesar dos bons servi\u00e7os prestados no Haiti n\u00e3o tem se portado da mesma maneira em rela\u00e7\u00e3o ao recente golpe de Estado em Honduras.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/267\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-267","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c66-haiti"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4j","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/267","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=267"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/267\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=267"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}