{"id":26715,"date":"2021-01-13T19:27:19","date_gmt":"2021-01-13T22:27:19","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26715"},"modified":"2021-01-13T19:28:13","modified_gmt":"2021-01-13T22:28:13","slug":"a-opcao-revolucionaria-frente-a-crise-no-mexico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26715","title":{"rendered":"A op\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria frente \u00e0 crise no M\u00e9xico"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/comunistas-mexicanos.org\/images\/EnPjbkNW8AIFjDg.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->\u00c0 classe oper\u00e1ria do M\u00e9xico<\/p>\n<p>Partido Comunista do M\u00e9xico<\/p>\n<p>O dia 20 de novembro de 2020 comemorou o 101\u00ba anivers\u00e1rio do in\u00edcio das atividades do movimento comunista no M\u00e9xico, a partir do desdobramento das atividades da Se\u00e7\u00e3o Mexicana da Internacional Comunista. Foi tamb\u00e9m o 26\u00ba anivers\u00e1rio do processo de reorganiza\u00e7\u00e3o do Partido Comunista do M\u00e9xico, iniciado em 1994. Hoje, em nosso pa\u00eds, a irresponsabilidade do governo social-democrata de L\u00f3pez Obrador, privilegiando os interesses dos monop\u00f3lios e os lucros dos capitalistas, condenou a classe trabalhadora e setores populares a um milh\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es por COVID-19 e mais de 135.000 mortes at\u00e9 agora. Estamos entrando na segunda fase desta pandemia, junto com a militariza\u00e7\u00e3o, pol\u00edticas anti-imigrantes, ataques aos direitos da classe trabalhadora e uma pol\u00edtica agressiva de desvaloriza\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>I. Os comunistas e a situa\u00e7\u00e3o atual<\/p>\n<p>H\u00e1 quase dois s\u00e9culos, com a publica\u00e7\u00e3o do Manifesto do Partido Comunista em 1848, foi proposto um programa de transforma\u00e7\u00e3o da realidade a partir da an\u00e1lise cient\u00edfica da sociedade. Os elementos centrais daquele documento ainda est\u00e3o em vigor, na medida em que a sociedade capitalista de hoje continua a funcionar em ess\u00eancia, da mesma forma que h\u00e1 dois s\u00e9culos: a grande riqueza produzida pelos trabalhadores \u00e9 acumulada por um pequeno n\u00famero de propriet\u00e1rios, enquanto a maioria dos produtores vivem em situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria e pobreza.<\/p>\n<p>A escassez econ\u00f4mica de trabalhadores e a resultante decomposi\u00e7\u00e3o social fizeram com que a humanidade enfrentasse duas grandes crises em n\u00edvel global: a sanit\u00e1ria e a econ\u00f4mica. A segunda foi apresentada como consequ\u00eancia da primeira, por\u00e9m, isso \u00e9 falso: as crises econ\u00f4micas s\u00e3o inerentes ao capitalismo, fazem parte do processo de concentra\u00e7\u00e3o da riqueza nas m\u00e3os dos monop\u00f3lios e do empobrecimento da classe trabalhadora. A atual crise econ\u00f4mica estava se formando desde o final de 2019, sendo que a pandemia gerada pelo v\u00edrus SARS-CoV-2 acelerou este processo.<\/p>\n<p>O surgimento do v\u00edrus e sua dissemina\u00e7\u00e3o mundial n\u00e3o tiveram como criadores grupos empresariais ou poderes capitalistas, como sugerem as err\u00f4neas teorias da conspira\u00e7\u00e3o. No entanto, o sistema capitalista \u00e9 respons\u00e1vel pela forma como a emerg\u00eancia sanit\u00e1ria tem sido enfrentada e pelos custos sociais e humanos que tem deixado: mais pobreza, doen\u00e7as e morte de milh\u00f5es de trabalhadores e setores populares da sociedade. Em suma, o v\u00edrus n\u00e3o era a causa, apenas mais um elemento para que os monop\u00f3lios desencadeassem e aprofundassem suas medidas anti-oper\u00e1rias e antipopulares para camuflar os custos da crise econ\u00f4mica de superprodu\u00e7\u00e3o e superacumula\u00e7\u00e3o em curso.<\/p>\n<p>No mundo, h\u00e1 duas maneiras pelas quais os Estados lidam com a atual crise sanit\u00e1ria. A primeira consistiu em conter a pandemia com medidas de confinamento rigorosas, o que implicava a suspens\u00e3o das atividades produtivas e, portanto, uma perda tempor\u00e1ria de parte dos lucros dos grandes monop\u00f3lios; a segunda implementou uma gest\u00e3o da pandemia em que o saldo de enfermos e falecidos tinha um limite, o que exigia poucas medidas de confinamento para n\u00e3o afetar os interesses dos monop\u00f3lios, bem como atrasar a tomada de medidas que implicassem a cessa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>O objetivo de ambas as formas tem sido proteger a riqueza e os lucros dos monop\u00f3lios, ambos implicando em sacrificar a vida de milh\u00f5es de trabalhadores em troca de manter o enriquecimento dos empres\u00e1rios; o saldo de ambas tem sido mais pobreza para a classe trabalhadora. Com isso, a sociedade capitalista demonstra que o interesse do lucro m\u00e1ximo \u00e9 o \u00fanico motor das pol\u00edticas que o Estado implementa ao servir aos monop\u00f3lios, ou seja, demonstra claramente seu car\u00e1ter de classe burgu\u00eas.<\/p>\n<p>Como a sociedade est\u00e1 dividida em classes sociais, o impacto da crise econ\u00f4mica e da sa\u00fade teve diferentes repercuss\u00f5es. Os grandes empres\u00e1rios que comp\u00f5em os monop\u00f3lios, a classe dos capitalistas, t\u00eam vivenciado o processo natural de concentra\u00e7\u00e3o do capital, ou seja, um maior enriquecimento \u00e0 custa dos que v\u00e3o \u00e0 fal\u00eancia, o que de forma global sup\u00f5e um processo de concentra\u00e7\u00e3o de riqueza, bem como de transfer\u00eancia de capital para ramos de produ\u00e7\u00e3o que garantam mais lucros.<\/p>\n<p>Com a grande riqueza que os empres\u00e1rios acumulam, eles e suas fam\u00edlias t\u00eam a possibilidade de manter o \u201cdistanciamento social\u201d sem ir a lugares de cont\u00e1gio, sem sofrer com a escassez e falta de renda. Viver com a riqueza gerada pelos trabalhadores lhes garantiu a manuten\u00e7\u00e3o de sua fortuna, sa\u00fade e vida, uma vez que possuem meios de acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade de alto n\u00edvel, impeditivos para os trabalhadores.<\/p>\n<p>Enquanto isso, para a classe trabalhadora e todos aqueles que sobrevivem da venda de sua for\u00e7a de trabalho, a crise sanit\u00e1ria e econ\u00f4mica significou um aprofundamento dos n\u00edveis de pobreza, em decorr\u00eancia do aumento do desemprego, das demiss\u00f5es injustificadas, da diminui\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios, a perda de \u201cempregos formais\u201d e a fal\u00eancia de trabalhadores aut\u00f4nomos, artes\u00e3os, trabalhadores por conta pr\u00f3pria e camponeses. Em outras palavras, a crise acelerou a tend\u00eancia para a proletariza\u00e7\u00e3o e o empobrecimento, o que implica um aumento do n\u00famero de trabalhadores que perderam todos os meios de produ\u00e7\u00e3o (terras, instala\u00e7\u00f5es e utens\u00edlios para a pequena produ\u00e7\u00e3o). Al\u00e9m do n\u00famero crescente de prolet\u00e1rios, estes tamb\u00e9m vivem em condi\u00e7\u00f5es cada vez mais prec\u00e1rias, privados de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e agora, com a crise da sa\u00fade, da vida.<\/p>\n<p>Os comunistas acreditam que na situa\u00e7\u00e3o atual a irracionalidade do sistema capitalista torna-se mais evidente, pois, apesar da exist\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o e riqueza suficiente para garantir que os trabalhadores possam se proteger e cumprir as medidas de &#8220;dist\u00e2ncia social&#8221;, com a supress\u00e3o das vagas de trabalho n\u00e3o essenciais sem a garantia de recebimento de alimentos, direito \u00e0 moradia e servi\u00e7os de sa\u00fade adequados, isso n\u00e3o acontece. A raz\u00e3o \u00e9 que a economia no capitalismo \u00e9 baseada na apropria\u00e7\u00e3o privada da riqueza, e esta se concentra nos monop\u00f3lios, enquanto os trabalhadores recebem apenas o necess\u00e1rio para viver, quando n\u00e3o s\u00e3o lan\u00e7ados no desemprego. Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual a crise sanit\u00e1ria est\u00e1 provocando milh\u00f5es de infec\u00e7\u00f5es e mortes, quando poderia ser freada pela riqueza socialmente produzida e o desenvolvimento material e tecnol\u00f3gico da humanidade.<\/p>\n<p>A natureza assassina do capitalismo tamb\u00e9m foi evidenciada, uma vez que seu funcionamento se traduz no custo massivo de sa\u00fade e vida dos trabalhadores de uma forma que a humanidade n\u00e3o experimentava h\u00e1 d\u00e9cadas. Antes da pandemia, o capitalismo era o assassino e continuar\u00e1 a ser depois, j\u00e1 que \u00e9 o respons\u00e1vel pelas mortes de fome, pela viol\u00eancia em que s\u00e3o lan\u00e7ados milh\u00f5es que vivem no desemprego, os que morrem de doen\u00e7as cur\u00e1veis por falta de acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade, jovens dependentes de drogas que buscam fugir da realidade da mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Enquanto a sociedade continuar dividida em donos dos meios de produ\u00e7\u00e3o, agora constitu\u00eddos em monop\u00f3lios, e a popula\u00e7\u00e3o de trabalhadores, que apesar de gerar riqueza n\u00e3o desfruta dele, continuar\u00e1 a lan\u00e7ar milh\u00f5es de seres humanos na fome, na doen\u00e7a, na depend\u00eancia \u00e0s drogas e na morte.<\/p>\n<p>A sa\u00edda desta situa\u00e7\u00e3o pode ser superada de forma simples: ou a riqueza fica nas m\u00e3os dos monop\u00f3lios ou os trabalhadores a conquistam: &#8220;s\u00e3o eles ou n\u00f3s&#8221;.<\/p>\n<p>II. A crise no M\u00e9xico e a resposta do atual governo<\/p>\n<p>Como em outros pa\u00edses, no M\u00e9xico a sociedade est\u00e1 dividida em classes sociais, que sofreram de forma diferente com a crise sanit\u00e1ria e econ\u00f4mica. Em nosso pa\u00eds decidiu-se administrar a pandemia, pois, apesar do crescente n\u00famero de doentes e falecidos, os n\u00fameros n\u00e3o t\u00eam sido a base das medidas de sa\u00fade, mas a capacidade hospitalar. Ou seja, o n\u00famero de doentes e falecidos n\u00e3o importa, desde que n\u00e3o se exceda a capacidade do sistema de sa\u00fade.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica implementada pelo Estado implicou no aumento do n\u00famero de mortos, daqueles que n\u00e3o recebem cuidados hospitalares e tamb\u00e9m dos que morrem pouco tempo ap\u00f3s a interna\u00e7\u00e3o. O saldo de doentes e mortos, sem contar casos suspeitos e n\u00e3o registrados, j\u00e1 \u00e9 retumbante.<\/p>\n<p>Isso tamb\u00e9m se deve ao fato de que o Estado n\u00e3o implementou as medidas cab\u00edveis desde o in\u00edcio da pandemia: embora em fevereiro j\u00e1 houvesse casos registrados de coronav\u00edrus, n\u00e3o houve fechamento de fronteiras, nem o com\u00e9rcio ou o turismo internacional foram reduzidos. A quarentena foi estabelecida tardiamente e desprezou-se a s\u00e9ria amea\u00e7a de pandemia.<\/p>\n<p>Tamanha foi a neglig\u00eancia, que governantes afirmaram que a pandemia ca\u00eda como \u201cuma luva\u201d, pediram para continuar \u201cdando abra\u00e7os\u201d e saindo \u00e0s ruas. Acontecimentos massivos e viagens presidenciais foram mantidos, do Governo Federal houve o desprezo em divulgar de forma clara e precoce a import\u00e2ncia de medidas b\u00e1sicas, como o uso de m\u00e1scaras, a suspens\u00e3o das aulas presenciais em escolas e universidades, cujas atividades foram mantidas at\u00e9 em 21 de mar\u00e7o, quase um m\u00eas ap\u00f3s o registro do primeiro caso de coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>O Estado mexicano e seu governo n\u00e3o t\u00eam garantido a sa\u00fade e a vida da classe trabalhadora, pois o interesse que t\u00eam defendido \u00e9 o das empresas. Um exemplo disso \u00e9 que houve muitos que nunca pararam de trabalhar, ou o fizeram apenas pela metade. Enquanto os monop\u00f3lios se enriqueciam, os trabalhadores arriscavam a sa\u00fade e a vida. Al\u00e9m disso, as empresas executavam dispensas, cortes salariais, f\u00e9rias n\u00e3o remuneradas e antecipadas, mudan\u00e7as nas contrata\u00e7\u00f5es, interrup\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias sem vencimento, for\u00e7avam a antecipa\u00e7\u00e3o das f\u00e9rias, entre outras provid\u00eancias, enquanto mantinham seus ganhos.<\/p>\n<p>Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, e buscando proteger a sa\u00fade e a vida da classe trabalhadora, o Partido Comunista do M\u00e9xico foi uma das primeiras organiza\u00e7\u00f5es a erguer o lema: &#8220;Em casa com sal\u00e1rio integral&#8221;, a qual n\u00e3o foi uma iniciativa do Estado, embora a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista atual contemple medida semelhante com dura\u00e7\u00e3o de um m\u00eas a partir do Decreto de Emerg\u00eancia Sanit\u00e1ria (n\u00e3o tenhamos d\u00favidas de que essa legisla\u00e7\u00e3o ser\u00e1 revertida em breve ). O Estado foi negligente na aplica\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias leis para n\u00e3o afetar os empres\u00e1rios, e foi somente quando surgiram m\u00faltiplas mobiliza\u00e7\u00f5es e paralisa\u00e7\u00f5es de obras que o governo fez um pronunciamento morno sobre a implementa\u00e7\u00e3o de tal medida, apelando para a boa vontade dos patr\u00f5es.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, os \u00f3rg\u00e3os do Estado, como o Minist\u00e9rio do Trabalho e Previd\u00eancia Social, n\u00e3o garantiram o cumprimento da medida, s\u00f3 agiram onde trabalhadores, em confronto com o empregador, tamb\u00e9m entraram em conflito aberto com as for\u00e7as do Estado e isto levou a que o atual governo deixasse claro o seu car\u00e1ter pr\u00f3 patr\u00e3o. As medidas n\u00e3o foram realizadas, apesar de terem sido apenas anunciadas pelo Estado, mas alguns territ\u00f3rios industriais e empresas tornaram-se um campo de batalha dos interesses da classe trabalhadora contra os monop\u00f3lios, centros de trabalho que raramente pararam as suas atividades por iniciativa dos patr\u00f5es: a maior parte foi fruto da mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e, apesar disso, houve empresas que optaram por despedir e esmagar as lutas emergentes. Portanto, o cuidado com a sa\u00fade e a vida da classe trabalhadora n\u00e3o se deu pelas pol\u00edticas do governo, mas pela pr\u00f3pria mobiliza\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>Outro aspecto da gest\u00e3o deficiente da pandemia fica evidente no sistema p\u00fablico de sa\u00fade. A escassez e a insufici\u00eancia de pessoal m\u00e9dico, suprimentos, instala\u00e7\u00f5es e dispositivos para tratamentos levaram \u00e0 morte de um grande n\u00famero de pessoal da sa\u00fade e apenas uma pequena parte dos hospitalizados gravemente sobreviveu. As a\u00e7\u00f5es do governo nessa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foram voltadas para a resolu\u00e7\u00e3o do problema, mas apenas para fazer frente \u00e0 crise sanit\u00e1ria. Prova disso \u00e9 que as concess\u00f5es de servi\u00e7os de sa\u00fade ao capital privado, bem como o desaparecimento de categorias de pessoal da sa\u00fade n\u00e3o foram revertidas, e o or\u00e7amento continua insuficiente. Al\u00e9m disso, a cria\u00e7\u00e3o do INSABI n\u00e3o resolveu as defici\u00eancias, mas deu passo para o desaparecimento de outros servi\u00e7os de sa\u00fade como o Seguro Popular, deixando centenas de milhares de cidad\u00e3os sem acesso a medicamentos, consultas e cirurgias.<\/p>\n<p>Tudo isso n\u00e3o pode ser resolvido pelo atual governo, porque o sistema p\u00fablico de sa\u00fade, conquistado pela organiza\u00e7\u00e3o e luta dos trabalhadores na primeira metade do s\u00e9culo 20, vem se desmantelando em benef\u00edcio dos monop\u00f3lios, e Morena junto com L\u00f3pez Obrador est\u00e3o representantes dos interesses da burguesia. Al\u00e9m disso, \u00e9 imposs\u00edvel a sa\u00fade p\u00fablica e privada coexistirem harmoniosamente no quadro do capitalismo, sistema em que a sa\u00fade n\u00e3o pode ser um direito a que todos tenham acesso, por ser uma mercadoria e isso impossibilita a garantia do acesso \u00e0 sa\u00fade. Para todos os trabalhadores, s\u00f3 pode haver sa\u00fade gratuita e de qualidade para todos em uma sociedade radicalmente diferente, isto \u00e9, no socialismo-comunismo.<\/p>\n<p>O tardio decreto da emerg\u00eancia sanit\u00e1ria de mar\u00e7o n\u00e3o impediu que, desde abril at\u00e9 hoje, contingentes de trabalhadores marchassem em frente ao Pal\u00e1cio Nacional. Milhares de trabalhadores de diversos ramos t\u00eam exigido que lhes seja garantido um rendimento para sobreviver face ao desemprego, demiss\u00f5es, encerramento de pequenas empresas, fal\u00eancia de empresas, etc. Trabalhadores de empresas privadas e p\u00fablicas, trabalhadores prec\u00e1rios, informais e aut\u00f4nomos t\u00eam exigido meios para sobreviver. Isso mostra que os programas implementados pelo governo n\u00e3o resolvem os problemas da classe trabalhadora e s\u00e3o apenas paliativos que nem chegam ao grande n\u00famero de trabalhadores empobrecidos.<\/p>\n<p>N\u00e3o satisfeito em n\u00e3o garantir a sa\u00fade e a renda dos trabalhadores, durante os meses de reclus\u00e3o o atual governo aprofundou sua agress\u00e3o contra a classe trabalhadora e os setores populares, implementando duas medidas promovidas pelos governos anteriores, dos quais Morena e L\u00f3pez Obrador s\u00e3o continuadores. O primeiro \u00e9 a militariza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e o segundo \u00e9 a assinatura do novo acordo de livre com\u00e9rcio, o T-MEC.<\/p>\n<p>A militariza\u00e7\u00e3o foi consumada por meio de um decreto que instituiu o Ex\u00e9rcito e a Marinha como \u00f3rg\u00e3os armados que podem realizar tarefas de seguran\u00e7a, juntamente com o novo bra\u00e7o repressivo: a Guarda Nacional. Isso significa permitir que os militares atuem e operem nas ruas, \u00e9 ing\u00eanuo pensar que essa medida n\u00e3o visa reprimir, pois j\u00e1 verificamos o uso da Guarda Nacional contra os migrantes centro-americanos e contra pequenos agricultores e camponeses que protestam no norte do pa\u00eds. Al\u00e9m disso, sua implementa\u00e7\u00e3o n\u00e3o significou uma diminui\u00e7\u00e3o dos assassinatos e da viol\u00eancia derivados do tr\u00e1fico de drogas e do crime organizado. Essa pol\u00edtica visa dar maior participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e social \u00e0s For\u00e7as Armadas e fortalecer a militariza\u00e7\u00e3o de portos, aeroportos e alf\u00e2ndegas, em defesa do capital.<\/p>\n<p>A outra medida anti-oper\u00e1ria e antipopular que o governo adotou durante os meses de reclus\u00e3o foi o acordo para a entrada em vigor do tratado de livre com\u00e9rcio, T-MEC. A assinatura e negocia\u00e7\u00e3o do referido tratado foi promovida pelos governos anteriores do PRI e do PAN, mas o atual \u00e9 fiel seguidor do essencial: garantir o dom\u00ednio dos empres\u00e1rios, perpetuar a ditadura da classe burguesa, pois o T-MEC tem um car\u00e1ter burgu\u00eas, ao beneficiar os monop\u00f3lios dominantes de cada um dos tr\u00eas pa\u00edses signat\u00e1rios, em detrimento dos trabalhadores dessas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a assinatura desse tratado, fica mais evidente que est\u00e1 equivocada a ideia de que o atual governo \u00e9 um baluarte da soberania nacional. Pode haver soberania nacional quando se assina um tratado que \u00e9 continua\u00e7\u00e3o do NAFTA, subordinando os trabalhadores mexicanos a imposi\u00e7\u00f5es e des\u00edgnios dos monop\u00f3lios e seus interesses transnacionais? O encontro de L\u00f3pez Obrador e uma delega\u00e7\u00e3o de empres\u00e1rios mexicanos com seus cong\u00eaneres norte-americanos \u00e9 um exemplo tang\u00edvel da classe social cujos interesses L\u00f3pez Obrador administra e defende: a burguesia e seus monop\u00f3lios. N\u00e3o houve encontro com trabalhadores imigrantes, os quais continuam a ser perseguidos, deportados e maltratados pelo governo dos Estados Unidos para reafirmar sua ilegalidade e manter sua for\u00e7a de trabalho desvalorizada.<\/p>\n<p>Em suma, o governo n\u00e3o tem conseguido implementar medidas adequadas para lidar com a crise sanit\u00e1ria. Mas tais cr\u00edticas n\u00e3o devem nos atolar em um debate sup\u00e9rfluo sobre personagens espec\u00edficos, como L\u00f3pez Obrador ou o subsecret\u00e1rio de sa\u00fade, Hugo L\u00f3pez Gatell (embora isso n\u00e3o isente sua responsabilidade pela morte, doen\u00e7a e empobrecimento que nossa classe sofreu). A quest\u00e3o subjacente \u00e9 que o capitalismo, por sua din\u00e2mica de anarquia produtiva e busca do lucro m\u00e1ximo, est\u00e1 impedido de enfrentar a emerg\u00eancia a menos que seja \u00e0 custa do sacrif\u00edcio dos trabalhadores e, portanto, de qualquer governo (social-democrata, neoliberal, progressista ou outro). Sendo administrador dos interesses dos monop\u00f3lios, n\u00e3o pode resolver os grandes problemas que afligem a classe trabalhadora, pois a solu\u00e7\u00e3o implica afetar os interesses dos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>O &#8220;novo normal&#8221;<\/p>\n<p>A quarentena acabou quando se esgotou a paci\u00eancia dos monop\u00f3lios para reduzir suas atividades e seus lucros, em linha com os interesses econ\u00f4micos e os tempos pol\u00edticos dos monop\u00f3lios nos Estados Unidos. Assim, o governo fez da responsabilidade por infec\u00e7\u00f5es e mortes uma quest\u00e3o individual, evitando toda a sua responsabilidade.<\/p>\n<p>Isso implicava o decreto do &#8220;novo normal&#8221; para reativar a economia, isentando os empregadores da responsabilidade de seus trabalhadores adoecerem e morrerem. Os trabalhadores foram lan\u00e7ados a arriscar suas vidas por doen\u00e7a ou morte. A situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria \u00e9 t\u00e3o terr\u00edvel que os trabalhadores passaram a considerar que obter a COVID-19 \u00e9 mais um risco, entre tantos, que devem enfrentar para n\u00e3o serem submetidos \u00e0 fome e \u00e0 mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>III. Possibilidade e necessidade de uma alternativa revolucion\u00e1ria<\/p>\n<p>Os males sofridos pela classe trabalhadora no M\u00e9xico, incluindo a crise econ\u00f4mica e de sa\u00fade, n\u00e3o podem ser resolvidos pelo atual governo, j\u00e1 que no \u00e2mbito do capitalismo \u00e9 imposs\u00edvel resolver os profundos problemas sociais, nem em curto nem em longo tempo. N\u00e3o s\u00e3o os muitos anos de \u201cmau governo\u201d ou \u201cneoliberalismo\u201d que impedem a solu\u00e7\u00e3o, mas sim a sociedade capitalista, da qual Morena e L\u00f3pez Obrador s\u00e3o hoje representantes.<\/p>\n<p>Dada a impossibilidade do atual governo, que d\u00e1 continuidade aos anteriores, de resolver os problemas da classe trabalhadora, o risco \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 vida, os assassinatos de ativistas socioambientais, o feminic\u00eddio, as mortes e desaparecimentos derivados da viol\u00eancia e do tr\u00e1fico de drogas, deve-se levantar uma nova alternativa real e radical que rompa com as bases do funcionamento em que se funda a atual sociedade capitalista: a explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores pelos monop\u00f3lios.<\/p>\n<p>Para abrir caminho \u00e0 alternativa revolucion\u00e1ria, \u00e9 necess\u00e1rio esclarecer uma s\u00e9rie de argumentos err\u00f4neos que levam os trabalhadores a uma falsa esperan\u00e7a no atual governo.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem ache que se deva dar tempo ao atual governo para realizar mudan\u00e7as, por\u00e9m, nos dois anos de exist\u00eancia, ele j\u00e1 demonstrou seu car\u00e1ter anti-oper\u00e1rio e antipopular. Dar tempo \u00e0 expectativa de mudan\u00e7a \u00e9 colaborar com os monop\u00f3lios e, portanto, com os inimigos dos trabalhadores. Por mais que esteja no poder, a gest\u00e3o social-democrata n\u00e3o resolver\u00e1 os problemas inerentes ao capitalismo, como aconteceu com os governos derivados da Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana.<\/p>\n<p>Dada a ideia de que o atual governo n\u00e3o pode fazer mudan\u00e7as porque \u201cn\u00e3o o deixam governar\u201d, \u00e9 preciso esclarecer que Morena tem maioria na C\u00e2mara dos Deputados e Senadores, as iniciativas de Lei aprovadas e as que n\u00e3o as s\u00e3o, devem-se ao car\u00e1ter de classe desse partido. Prova de que Morena, como os demais partidos pol\u00edticos burgueses, defende os interesses dos monop\u00f3lios, a aprova\u00e7\u00e3o do T-MEC e da reforma trabalhista, que possuem car\u00e1ter anti-oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>Diante da ideia de que \u201cas posi\u00e7\u00f5es radicais de esquerda ajudam a direita a ganhar terreno e colocam em risco o que foi conquistado pelo atual governo\u201d, devemos dizer que a classe trabalhadora nada ganhou, exceto pela demonstra\u00e7\u00e3o de que resolver seus problemas s\u00f3 pode ser feito com uma mudan\u00e7a radical. Esta opini\u00e3o visa inibir as propostas de uma verdadeira transforma\u00e7\u00e3o, de encerrar a classe trabalhadora no impasse do reformismo e de evitar que os interesses dos exploradores sejam afetados.<\/p>\n<p>Quanto a que &#8220;a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 o principal mal da sociedade mexicana&#8221;, \u00e9 preciso esclarecer que, apesar de ser um problema importante, n\u00e3o \u00e9 de forma alguma a base dos problemas da sociedade, pois \u00e9 imensamente maior a riqueza que os empres\u00e1rios roubam dos trabalhadores por meio da mais-valia, isto \u00e9, a quantidade de riqueza apropriada pelos monop\u00f3lios do trabalho da classe trabalhadora. Em aproximadamente 15 minutos um trabalhador gera seu sal\u00e1rio, ent\u00e3o a parte da riqueza que fica nas m\u00e3os dos capitalistas \u00e9 muito maior do que qualquer quantidade de corrup\u00e7\u00e3o. Portanto, a base dos males da sociedade de hoje est\u00e1 baseada na explora\u00e7\u00e3o assalariada, isto sem deixar de lado o fato de que a corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode acabar nesta sociedade onde o lucro m\u00e1ximo est\u00e1 acima do bem coletivo.<\/p>\n<p>Quanto ao apelo \u00e0 ades\u00e3o \u00e0 &#8220;unidade nacional convocada pelo atual governo&#8221;, \u00e9 necess\u00e1rio esclarecer que, enquanto a sociedade mexicana estiver dividida em classes sociais com interesses antag\u00f4nicos e irreconcili\u00e1veis, a unidade nacional s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel \u00e0 custa da subordina\u00e7\u00e3o dos trabalhadores aos interesses da burguesia, perpetuando assim a explora\u00e7\u00e3o e a mis\u00e9ria da maioria da popula\u00e7\u00e3o. Da mesma forma, o apelo \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o da sociedade \u00e9 um engano sob a ideia de que \u201cnem todo aquele que tem muita riqueza \u00e9 mau\u201d, porque na sociedade de hoje grande riqueza foi acumulada a partir da explora\u00e7\u00e3o de trabalhadores, que \u00e9 o roubo do seu tempo e da sua vida, mas um roubo legalizado pelas leis do sistema pol\u00edtico vigente, que permite a expropria\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas e dos camponeses pobres e a superexplora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, o que afeta severamente o meio ambiente.<\/p>\n<p>\u201cA soberania nacional implica n\u00e3o haver posi\u00e7\u00f5es esquerdistas porque pode vir uma interven\u00e7\u00e3o\u201d, dizem alguns que procuram justificar o seu apoio a este governo que nem mesmo defendeu a soberania. Al\u00e9m do T-MEC, as concess\u00f5es a monop\u00f3lios estrangeiros, como minera\u00e7\u00e3o, petr\u00f3leo, \u00e1gua e outros recursos, n\u00e3o foram revertidas. Romper com essa l\u00f3gica s\u00f3 pode ser feito com medidas radicais, levando em conta que, sendo o monop\u00f3lio nacional ou estrangeiro, ele se enriquece \u00e0 custa do trabalhador. Se os monop\u00f3lios est\u00e3o nas m\u00e3os do Estado, e o Estado serve \u00e0 classe burguesa, \u00e9 falso que a classe trabalhadora se beneficie de nacionaliza\u00e7\u00f5es e expropria\u00e7\u00f5es enquanto a burguesia continua a governar.<\/p>\n<p>Outro falso argumento: \u201co governo Morena \u00e9 melhor que os anteriores porque n\u00e3o reprime e permite a a\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es de esquerda\u201d. Isso \u00e9 falso, j\u00e1 que o governo liderado por L\u00f3pez Obrador continuou com os assassinatos de combatentes sociais e ambientais. A pol\u00edtica que o Estado oferece como paliativo da mis\u00e9ria ou apoio a diferentes setores sociais (camponeses, jovens desempregados, idosos) diretamente fortalece a corporativiza\u00e7\u00e3o exercida pelo Estado e busca ignorar as organiza\u00e7\u00f5es sociais e sindicais como interlocutores do clamor coletivo dos grupos de trabalhadores e setores populares.<\/p>\n<p>Da mesma forma, a ideia de que &#8220;problemas sociais foram resolvidos com investimentos em programas&#8221; \u00e9 refut\u00e1vel. Programas como &#8220;Semeando vida&#8221;, &#8220;Jovens construindo o futuro&#8221; ou &#8220;Obras para o Bem-estar&#8221; n\u00e3o resolvem o problema do desemprego e da precariedade. Por um lado, h\u00e1 um grande n\u00famero de desempregados que n\u00e3o podem ser absorvidos pelo mercado de trabalho porque o capitalismo precisa dos desempregados para baixar os sal\u00e1rios. Al\u00e9m disso, esses programas promovem a precariza\u00e7\u00e3o do emprego, n\u00e3o s\u00e3o sa\u00edda e solu\u00e7\u00e3o para os males, mas paliativos iguais aos dos governos anteriores, que sob o pretexto de &#8220;beneficiar&#8221; os trabalhadores, na realidade favorecem os grandes monop\u00f3lios ao lhes destinar recursos p\u00fablicos e for\u00e7a de trabalho gratuita.<\/p>\n<p>A riqueza gerada pelos trabalhadores no M\u00e9xico permite elevar o padr\u00e3o de vida da classe trabalhadora e dos setores populares, garantir sa\u00fade, habita\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os p\u00fablicos, entre outros. Por\u00e9m, \u00e9 necess\u00e1rio que desapare\u00e7a a apropria\u00e7\u00e3o privada da riqueza que hoje se acumula em m\u00e3os de alguns monop\u00f3lios, enquanto mant\u00e9m a classe trabalhadora na mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que os mais de 55 milh\u00f5es de pobres desapare\u00e7am e \u00e9 poss\u00edvel que isso seja feito em pouco tempo. \u00c9 poss\u00edvel consolidar um sistema de sa\u00fade gratuito eficiente para toda a popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel acabar com o desemprego reduzindo a jornada de trabalho e aumentando os sal\u00e1rios, \u00e9 poss\u00edvel erradicar o flagelo do narcotr\u00e1fico, da depend\u00eancia \u00e0s drogas, da delinqu\u00eancia, do feminic\u00eddio e outras formas de viol\u00eancia, mas tudo isso requer uma solu\u00e7\u00e3o radical para a crise, e isso envolve o desaparecimento da apropria\u00e7\u00e3o privada que os monop\u00f3lios fazem da riqueza gerada socialmente pelos trabalhadores. \u00c9 necess\u00e1rio que a classe trabalhadora n\u00e3o pe\u00e7a mais paliativos, mas tome tudo em suas m\u00e3os, e que os monop\u00f3lios e os grandes neg\u00f3cios desapare\u00e7am.<\/p>\n<p>Por isso, o Partido Comunista do M\u00e9xico sustenta que a \u00fanica alternativa leg\u00edtima e necess\u00e1ria \u00e9 a mudan\u00e7a revolucion\u00e1ria, o que implica que os trabalhadores realizem as seguintes medidas imediatamente:<\/p>\n<p>&#8211; Fortalecer a luta da classe oper\u00e1ria contra os patr\u00f5es, opor-se por todos os meios poss\u00edveis \u00e0s demiss\u00f5es, redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios, desemprego.<\/p>\n<p>&#8211; Organizar manifesta\u00e7\u00f5es e greves onde as empresas colocam os trabalhadores em risco, obrigando-os a trabalhar quando o risco de cont\u00e1gio for comprovado.<\/p>\n<p>&#8211; Que os trabalhadores precarizados (sem contrato e sem direitos trabalhistas, aut\u00f4nomos, pequenos comerciantes, camponeses pobres e trabalhadores dispensados) exijam e tomem dos monop\u00f3lios e do Estado as medidas necess\u00e1rias para proteger sua sa\u00fade e vida, e deter a segunda vaga do pandemia, que implica garantia de renda e subs\u00eddio a servi\u00e7os b\u00e1sicos.<\/p>\n<p>&#8211; Que exijam e lutem por um verdadeiro fortalecimento do sistema de sa\u00fade p\u00fablico e da oferta de pessoal e insumos m\u00e9dicos que garantam o seu trabalho.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o algumas das medidas imediatas, mas para acabar com os males que afligem os trabalhadores, \u00e9 necess\u00e1ria uma alternativa revolucion\u00e1ria, que coloque a enorme riqueza produzida pela sociedade \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, dos milh\u00f5es de trabalhadores, camponeses, pobres e ind\u00edgenas, e todos aqueles que comp\u00f5em os setores populares. S\u00f3 assim o bem-estar da popula\u00e7\u00e3o pode ser garantido.<\/p>\n<p>Isso implica o desaparecimento dos monop\u00f3lios e o fim de seu enriquecimento \u00e0s custas do trabalho da classe trabalhadora. Significa colocar a riqueza nas m\u00e3os dos trabalhadores, atrav\u00e9s de um Estado de poder oper\u00e1rio que concentre todos os meios para produzir riqueza e fazer funcionar a economia (portos e aeroportos, f\u00e1bricas e terrenos, minas e oficinas, escrit\u00f3rios, \u00e1gua, recursos naturais). Em suma, requer a socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o e o planejamento central da economia.<\/p>\n<p>Diante do fato de que a humanidade est\u00e1 enfrentando n\u00edveis historicamente brutais, imp\u00f5e-se a necessidade de uma alternativa radical. Portanto, conclamamos a classe trabalhadora a se organizar com o Partido Comunista do M\u00e9xico para tomar a riqueza em suas m\u00e3os e realmente obter:<\/p>\n<p>&#8211; O estabelecimento do pleno emprego, banindo o desemprego e os males que ele acarreta.<\/p>\n<p>&#8211; Um verdadeiro sistema de sa\u00fade p\u00fablica, gratuito e universal.<\/p>\n<p>&#8211; Habita\u00e7\u00e3o segura para todos os trabalhadores.<\/p>\n<p>&#8211; Educa\u00e7\u00e3o gratuita em todos os n\u00edveis.<\/p>\n<p>&#8211; Alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e tempo livre para recrea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; O fim da barb\u00e1rie e da viol\u00eancia que existe em decorr\u00eancia do crime organizado.<\/p>\n<p>&#8211; O fim da corrup\u00e7\u00e3o, da depend\u00eancia \u00e0s drogas e de outros fen\u00f4menos de degrada\u00e7\u00e3o inerentes ao capitalismo.<\/p>\n<p>&#8211; Uma economia planejada que responda \u00e0s necessidades dos trabalhadores e n\u00e3o dos monop\u00f3lios, garantindo a cobertura de todas as necessidades da classe trabalhadora, incluindo o cuidado com o meio ambiente.<\/p>\n<p>&#8211; A autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas e a promo\u00e7\u00e3o de sua l\u00edngua e outras caracter\u00edsticas pr\u00f3prias.<\/p>\n<p>Junte-se \u00e0 alternativa revolucion\u00e1ria, organize-se no Partido Comunista do M\u00e9xico!<\/p>\n<p>Por um mundo para a classe trabalhadora rumo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade sem exploradores ou explorados.<\/p>\n<p>Prolet\u00e1rios de todos os pa\u00edses, uni-vos!<\/p>\n<p>Comit\u00ea Central do Partido Comunista do M\u00e9xico<\/p>\n<p>http:\/\/comunistas-mexicanos.org\/partido-comunista-de-mexico\/2256-manifiesto-del-pcm-a-la-clase-obrera<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26715\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[90],"tags":[228],"class_list":["post-26715","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c103-mexico","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6WT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26715","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26715"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26715\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}