{"id":26791,"date":"2021-01-28T21:04:44","date_gmt":"2021-01-29T00:04:44","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26791"},"modified":"2021-01-28T21:04:44","modified_gmt":"2021-01-29T00:04:44","slug":"o-que-discutem-as-elites-no-foro-de-davos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26791","title":{"rendered":"O que discutem as elites no Foro de Davos?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/adelantepymatic.files.wordpress.com\/2021\/01\/dan-bejar-conceptual-illustrations-2.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Por Alhel\u00ed Gonz\u00e1lez C\u00e1ceres [i]<\/p>\n<p>Adelante! &#8211; peri\u00f3dico do Partido Comunista Paraguaio<\/p>\n<p>O F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial re\u00fane h\u00e1 meio s\u00e9culo as elites que governam o mundo, magnatas de grandes corpora\u00e7\u00f5es, empres\u00e1rios, chefes de estado, celebridades, ativistas, que se encontram todos os anos na cidade de Davos, na Su\u00ed\u00e7a, para discutir as proje\u00e7\u00f5es da economia global e as din\u00e2micas derivadas da Quarta Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, nas palavras de seu fundador, o economista alem\u00e3o Klaus Martin Schwab. No dia 25 de janeiro teve in\u00edcio a 51\u00aa edi\u00e7\u00e3o da reuni\u00e3o anual do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial que vai at\u00e9 sexta-feira 29. Desta vez em modo virtual por causa da pandemia, sob o lema \u201cReconstruir a confian\u00e7a e reiniciar a economia\u201d, eles se prop\u00f5em a pensar a Agenda Mundial p\u00f3s-Covid.<\/p>\n<p>Com a participa\u00e7\u00e3o de mais de 1.507 participantes e convidados como Christine Lagarde, os primeiros ministros da Holanda, da Gr\u00e9cia, do presidente do BBVA, Carlos Torres Vila, representantes do governo espanhol, junto com outras autoridades e l\u00edderes do capitalismo global, aos quais se somam as figuras de Vladimir Putin, presidente da R\u00fassia e do presidente chin\u00eas Xi Jinping, al\u00e9m do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, entre outros (BBVA; 2021).<\/p>\n<p>No artigo &#8220;Por que precisamos do Manifesto de Davos para um capitalismo melhor&#8221; (2019), Schwab argumenta que um novo capitalismo, o dos &#8220;stakeholders&#8221;, est\u00e1 ganhando impulso gra\u00e7as \u00e0 ativista Greta Thunberg, pois destaca os desafios ambientais e sociais que a economia mundial deve enfrentar, oferecendo melhores oportunidades para isso. Para o autor, responder corretamente \u00e0 pergunta &#8220;que tipo de capitalismo queremos?&#8221; representa o real desafio para sustentar o sistema econ\u00f4mico para as gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, ele argumenta que existem tr\u00eas modelos de capitalismo que podemos \u201cescolher\u201d: o primeiro sendo o &#8220;capitalismo acionista&#8221;, adotado por grandes corpora\u00e7\u00f5es; o segundo modelo \u00e9 o \u201ccapitalismo de Estado\u201d, cuja caracter\u00edstica \u00e9 \u201cconfiar\u201d ao governo a dire\u00e7\u00e3o da economia, dentro da qual insere a China e, por fim, um novo modelo, o do \u201ccapitalismo de stakeholders\u201d. Para Schwab, que projetou este modelo mais recente que posiciona as empresas privadas como fiduci\u00e1rias da sociedade, esta seria a melhor resposta aos desafios do mundo de hoje.<\/p>\n<p>Entre as principais quest\u00f5es que foram discutidas est\u00e3o: o design de sistemas econ\u00f4micos sustent\u00e1veis e resilientes; o impulso da transforma\u00e7\u00e3o e do crescimento respons\u00e1vel da ind\u00fastria; a melhoria na administra\u00e7\u00e3o dos recursos comuns; o aproveitamento das tecnologias da quarta Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e o avan\u00e7o da coopera\u00e7\u00e3o global e regional. Sendo, sem d\u00favida, o meio ambiente e a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica os dois eixos principais do F\u00f3rum neste 2021.<\/p>\n<p>Reiniciar a economia?<\/p>\n<p>Um capitalismo p\u00f3s-pand\u00eamico mais pac\u00edfico e pr\u00f3spero \u00e9 poss\u00edvel, segundo a elite reunida em Davos, mas para isso haveria aquele \u201crein\u00edcio da economia\u201d e, nesse sentido, para o fundador do F\u00f3rum, a pandemia representa aquela oportunidade para refletir e reiniciar o mundo, forjando um futuro mais justo e promissor. Na mesma linha, o presidente chin\u00eas Xi Jinping pediu para evitar uma nova \u201cGuerra Fria\u201d, isto em rela\u00e7\u00e3o ao governo Biden, cujo secret\u00e1rio de Estado, Anthony Blinken, h\u00e1 poucos dias comemorou as decis\u00f5es do ex-presidente Trump em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s san\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 China.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o presidente chin\u00eas defendeu o multilateralismo, assim como a abertura econ\u00f4mica e a elimina\u00e7\u00e3o das barreiras comerciais como formas para ajudar a superar a crise em um mundo em que \u00e9 latente a possibilidade de novas emerg\u00eancias de sa\u00fade. J\u00e1 para Putin, os desafios do mundo s\u00e3o na verdade a crescente estratifica\u00e7\u00e3o social e a amea\u00e7a de uma luta de &#8220;todos contra todos&#8221;, j\u00e1 que o jogo &#8220;sem regras&#8221; em alguns pa\u00edses amea\u00e7a novas zonas de conflito que fragilizam os processos pol\u00edticos nacionais e influenciam as institui\u00e7\u00f5es internacionais, multiplicando os conflitos regionais e degradando a seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 poss\u00edvel &#8220;reiniciar a economia&#8221;? Em que ponto? Existe na hist\u00f3ria do capitalismo um ponto de restaura\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o haja explora\u00e7\u00e3o de uma classe sobre a outra? Um ponto em que o desejo de acumula\u00e7\u00e3o n\u00e3o leva \u00e0 mercantiliza\u00e7\u00e3o dos bens comuns, sa\u00fade ou educa\u00e7\u00e3o e, consequentemente, \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente que nos cerca?<\/p>\n<p>Podemos dizer N\u00c3O, com seguran\u00e7a. Se h\u00e1 algo que distingue o capitalismo \u00e9 a sua racionalidade irracional para realizar seus projetos de explora\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o, guiados pela \u00fanica premissa: a acumula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o existe um ponto de rein\u00edcio da ordem econ\u00f4mica vigente que possa superar ou livrar-se de sua l\u00f3gica imanente, onde a luta pelo lucro m\u00e1ximo, pela obten\u00e7\u00e3o de mais-valia \u00e9 a lei econ\u00f4mica fundamental do sistema capitalista e assim tem se verificado na hist\u00f3ria de seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>Os n\u00edveis de concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o do capital e dos meios de produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 eram alarmantes muito antes da pandemia e n\u00e3o respondem a resultados de \u201cpr\u00e1ticas empresariais ruins\u201d, mas sim \u00e0 tend\u00eancia do pr\u00f3prio capital \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o, \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o das for\u00e7as produtivas, dos capitais excedentes e \u00e0 mercantiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2019, o Relat\u00f3rio de Riqueza Global do Credit Suisse afirmou que 45% da riqueza global estava nas m\u00e3os de 1% da popula\u00e7\u00e3o, enquanto 90% da popula\u00e7\u00e3o mundial possu\u00eda menos de 20% da riqueza. No mesmo ano, a Oxfam alertou para n\u00edveis extremos de concentra\u00e7\u00e3o, enquanto em 2017 cerca de 43 pessoas concentravam a mesma riqueza que 3,8 bilh\u00f5es de pessoas, em 2018 esse n\u00famero foi reduzido para 26 pessoas que concentram riqueza mundial. Em 2020, os 2.153 bilion\u00e1rios do mundo t\u00eam a mesma riqueza de 4.600 milh\u00f5es de pessoas, ou seja, concentram 60% da riqueza mundial, enquanto o restante da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 cada vez mais imerso na pobreza, respondendo pela tend\u00eancia do sistema econ\u00f4mico em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o, como din\u00e2mica inerente ao desenvolvimento capitalista (OXFAM, 2020).<\/p>\n<p>Em 2019, a economia mundial era liderada por 15 grandes conglomerados como: Microsoft, Apple, Amazon, Alphabet, Berkshire, Tencent, Facebook, Alibaba, Johnson &amp; Johnson, JPMorgan Chase, Visa; Exxon Mobile, Walmart, ICBC Bank, Pfizer. Entre estes se destacam: Johnson &amp; Johnson, que ocupa a 37\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, e o Banco ICBC, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio da China, que \u00e9 o maior do pa\u00eds e o maior do mundo por capitaliza\u00e7\u00e3o de mercado, al\u00e9m de ser o maior do mundo em dep\u00f3sitos e o mais lucrativo (EUDE European Business School, 2019).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, antes da pandemia, 2019 foi classificado pelo Banco Mundial como o pior ano para a economia, com crescimento de apenas 2,4%, o menor registrado desde a crise de 2008-2009 (Arteta &amp; Kirby, 2020). Por outro lado, para o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), a desacelera\u00e7\u00e3o da economia tamb\u00e9m esteve relacionada \u00e0 queda nos gastos com m\u00e1quinas, equipamentos e bens de consumo dur\u00e1veis, contra\u00e7\u00e3o que resultou na redu\u00e7\u00e3o das empresas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o industrial desses bens, impactando negativamente no com\u00e9rcio mundial, que depende em grande parte da produ\u00e7\u00e3o de bens dur\u00e1veis e dos insumos necess\u00e1rios ao seu processo produtivo (Gopinath, Milesi-Ferreti &amp; Nabar, 2019).<\/p>\n<p>Tentativas de fazer crer que a crise \u00e9 fruto da pandemia e seus impactos esbarram na pesquisa realizada por Michael Roberts e Esteban Maito em rela\u00e7\u00e3o ao comportamento da taxa de lucro na economia mundial, para a qual essa tend\u00eancia se verificou em 1975 e, desde ent\u00e3o, n\u00e3o recuperou os n\u00edveis alcan\u00e7ados em 1963, atingindo seus pontos mais baixos em 1975 e alcan\u00e7ando o pico em meados da d\u00e9cada de 1990 para logo estagnar ou diminuir ligeiramente (Roberts, 2020).<\/p>\n<p>Neste ponto, e sem ter abordado os graves problemas ambientais, fruto da produ\u00e7\u00e3o capitalista e sua expans\u00e3o sobre os bens comuns, observamos o decl\u00ednio de uma forma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-social cujas for\u00e7as produtivas n\u00e3o cont\u00eam mais um potencial progressivo de desenvolvimento, mas sim adotam um car\u00e1ter regressivo que lan\u00e7a as grandes massas trabalhadoras \u00e0 exclus\u00e3o, concentrando cada vez mais a riqueza, produto do trabalho social.<\/p>\n<p>A baixa rentabilidade do capital e a deteriora\u00e7\u00e3o ambiental se apresentam como elementos estruturantes da crise, crise que n\u00e3o encontra uma sa\u00edda no quadro da ordem social vigente, uma vez que as rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o tornaram-se um freio ao desenvolvimento das for\u00e7as produtivas. E neste contexto de crise geral do capital, \u201creiniciar\u201d a economia n\u00e3o s\u00f3 constitui algo imposs\u00edvel em termos concretos, mas tamb\u00e9m expressa a utopia de querer anular a ess\u00eancia predat\u00f3ria do capital que, parafraseando Marx, \u00e9 um parasita que se apropria do trabalho vivo, condi\u00e7\u00e3o mais do que comprovada por quem sofre o rigor da explora\u00e7\u00e3o num contexto de profundas transforma\u00e7\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es entre capital e trabalho, marcado pelo papel que as plataformas digitais t\u00eam adquirido nas cadeias globais de valor, ampliando e aprofundando a precariza\u00e7\u00e3o num contexto de reorganiza\u00e7\u00e3o e ofensiva capitalista.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o se trata de &#8220;reiniciar&#8221; a economia ou de &#8220;reformar&#8221; o capitalismo, mas de abolir a base sobre a qual se constr\u00f3i esse sistema, a propriedade privada sobre os meios de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Bibliografia<br \/>\nArteta, C., &amp; Kirby, P. (09 de janeiro de 2020). World Bank. Obtido de https:\/\/blogs.worldbank.org\/es\/voices\/las-perspectivas-de-crecimiento-de-la-economia-mundial-en-cinco-graficos<\/p>\n<p>BBVA. (18 de janeiro de 2021). BBVA. Obtido de https:\/\/www.bbva.com\/es\/foro-economico-davos\/<\/p>\n<p>EUDE European Business School. (14 de agosto de 2019). EUDE. Obtido de https:\/\/www.eude.es\/blog\/companias-grandes-mundo\/<\/p>\n<p>Gopinath, G., Milesi-Ferreti, G. M., &amp; Nabar, M. (2019). Di\u00e1logo a fondo. Obtido de https:\/\/blog-dialogoafondo.imf.org\/?p=12471<\/p>\n<p>Mart\u00ednez, L. A. (23 de janeiro de 2019). El Economista. Obtido de https:\/\/www.eleconomista.com.mx\/economia\/La-riqueza-mundial-se-concentra-en-26-personas-y-la-pobreza-crece-alerta-la-Oxfam-20190123-0075.html<\/p>\n<p>OXFAM. (20 de janeiro de 2020). OXFAM International. Obtido de https:\/\/www.oxfam.org\/es\/notas-prensa\/los-milmillonarios-del-mundo-poseen-mas-riqueza-que-4600-millones-de-personas<\/p>\n<p>Roberts, M. (26 de agosto de 2020). Sin Permiso. Obtido de https:\/\/www.sinpermiso.info\/textos\/una-tasa-de-ganancia-mundial-un-nuevo-enfoque<\/p>\n<p>RT Noticias. (27 de janeiro de 2021). Actualidad RT. Obtido de https:\/\/actualidad.rt.com\/actualidad\/381550-putin-abordar-desafios-clave-mundo<\/p>\n<p>Sandri, P. M. (22 de outubro de 2019). La Vanguardia. Obtido de https:\/\/www.lavanguardia.com\/economia\/20191022\/471129046510\/riqueza-mundial-desequilibrio-estudio.html#:~:text=Y%20los%20%C3%BAltimos%20datos%20confirman,manos%20del%201%25%20m%C3%A1s%20rico.&amp;text=Y%20que%20el%2090%25%20de,20%25%20de%20la%20riqueza%20disp<\/p>\n<p>Schwab, K. (01 de dezembro de 2019). World Economic Forum. Obtido de https:\/\/www.weforum.org\/agenda\/2019\/12\/why-we-need-the-davos-manifesto-for-better-kind-of-capitalism\/<\/p>\n<p>Xirau, M. (31 de maio de 2019). Forbes. Obtido de https:\/\/forbes.es\/empresas\/49795\/las-15-companias-mas-grandes-del-planeta\/<\/p>\n<p>[i] Candidata a Mestre em Ci\u00eancias Sociais pela FLACSO-Paraguai. Economista, presidenta da Sociedade de Economia Pol\u00edtica do Paraguai e militante do PCP.<\/p>\n<p>Imagem do in\u00edcio: Ilustra\u00e7\u00e3o de Dan Bejar extra\u00edda da Internet.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>Fonte: https:\/\/adelantenoticias.com\/2021\/01\/28\/que-discuten-las-elites-en-el-foro-de-davos\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26791\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[228],"class_list":["post-26791","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6Y7","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26791"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26791\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}