{"id":2681,"date":"2012-04-15T01:05:38","date_gmt":"2012-04-15T01:05:38","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2681"},"modified":"2012-04-15T01:05:38","modified_gmt":"2012-04-15T01:05:38","slug":"a-revolucao-nacional-boliviana-60-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2681","title":{"rendered":"A Revolu\u00e7\u00e3o Nacional Boliviana: 60 anos depois"},"content":{"rendered":"\n<p>A imprensa, inclusive a que possui inclina\u00e7\u00f5es esquerdistas, parece n\u00e3o ter reparado que num dia como o de hoje, h\u00e1 sessenta anos, em 9 de abril de 1952, se dava o triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o Nacional Boliviana, a mais radical depois da Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana (1910-1917) e, em mais de um sentido, a precursora da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana. Foi uma jornada heroica que culminou quando o ex\u00e9rcito, c\u00e3o de guarda da oligarquia mineira e latifundi\u00e1ria, foi derrotado, desarmado e dissolvido pelos mineiros, ap\u00f3s dois dias de ferozes combates. Como no M\u00e9xico antes e depois em Cuba, a derrota do ex\u00e9rcito \u00e9 a marca decisiva de toda revolu\u00e7\u00e3o. Como veremos mais adiante, os acontecimentos da Bol\u00edvia impactaram enormemente o jovem Ernesto Guevara, anos antes de se converter no Che.<\/p>\n<p>Da mesma forma, tamb\u00e9m tiveram grande influ\u00eancia em outro jovem, brilhante como o primeiro, Fidel Castro. A influ\u00eancia fica clara em sua c\u00e9lebre argumenta\u00e7\u00e3o \u201cA Hist\u00f3ria me absolver\u00e1\u201d (de 16 de outubro de 1953), onde dizia aos ju\u00edzes que \u201cqueriam criar o mito das armas modernas como tentativa de impossibilitar toda a forma de luta aberta e frontal do povo contra a tirania. Os desfiles militares e as exibi\u00e7\u00f5es dos aparatos b\u00e9licos possuem como objetivo fomentar esse mito e criar na cidadania um complexo de absoluta impot\u00eancia. Nenhuma arma, nenhuma for\u00e7a \u00e9 capaz de vencer um povo que decide lutar por seus direitos. Os exemplos hist\u00f3ricos passados e presentes s\u00e3o incont\u00e1veis. \u00c9 bem recente o caso da Bol\u00edvia, onde os mineiros, com cartuchos de dinamites, derrotaram e arrasaram os regimentos do ex\u00e9rcito regular\u201d.[1]<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o Boliviana oferece numerosos ensinamentos de grande utilidade para as lutas emancipacionistas, que libertam nossos povos. Suas conquistas iniciais foram imensas, imposs\u00edveis de serem subestimadas. Por\u00e9m, faltaram as sustenta\u00e7\u00f5es pol\u00edtica, econ\u00f4mica e ideol\u00f3gica necess\u00e1rias para garantir sua irreversibilidade. A revolu\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a gestar-se poucos meses antes, em 1951, quando o Movimento Nacionalista Revolucion\u00e1rio (MNR), liderado por V\u00edctor Paz Estenssoro, venceu as elei\u00e7\u00f5es presidenciais desse ano. Pouco depois, um golpe de estado foi promovido pela oligarquia mineira, que instalou uma Junta Militar, cujo objetivo era impedir a ascens\u00e3o ao poder do chefe do MNR, que foi obrigado a buscar ex\u00edlio na Argentina. Como resultado, seguiu-se uma crescente efervesc\u00eancia social e pol\u00edtica, primeiramente traduzida numa impetuosa mobiliza\u00e7\u00e3o de mineiros e camponeses e, pouco depois, no que a teoria marxista chama de \u201cdualidade de poderes\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ressaltar que foi aberta uma profunda fenda no estado burgu\u00eas. Debilitado pela rebeli\u00e3o dos \u201cde baixo\u201d, o estado burgu\u00eas perdeu sua capacidade de reivindicar e obter a subordina\u00e7\u00e3o aos seus mandos. Portanto, n\u00e3o podia mais impedir o surgimento de um formid\u00e1vel antagonista, um poder real, efetivo, n\u00e3o formal e nem constitucional, um poder constituinte, baseado no imenso apoio popular do bloco formado pelos camponeses e mineiros em armas. Tal como advertira L\u00eanin, situa\u00e7\u00f5es deste tipo s\u00e3o altamente inst\u00e1veis e rapidamente se definem rumo a uma ou outra dire\u00e7\u00e3o. Precisamente, foi isso que ocorreu em 9 de abril de 1952, na maci\u00e7a insurrei\u00e7\u00e3o popular que teve como epicentros La Paz e Oruro. Ali, o ex\u00e9rcito foi derrotado e desmantelado, sendo substitu\u00eddo por mil\u00edcias populares de mineiros e camponeses, no melhor estilo da Comuna de Paris. Estas jornadas, banhadas pelo sangue de, pelo menos, 500 mortos, abriram caminho para a forma\u00e7\u00e3o de um governo provis\u00f3rio comandado por Hern\u00e1n Siles Suazo, outro dirigente do MNR, e o mais importante dirigente sindical do per\u00edodo, o mineiro Juan Lech\u00edn Oquendo, que, literalmente, foram instalados no Pal\u00e1cio Quemado pelas massas, \u00e0 espera do retorno ao pa\u00eds daquele que consideravam seu leg\u00edtimo presidente, V\u00edctor Paz Estenssoro.<\/p>\n<p>A derrota e dissolu\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito foi uma das grandes conquistas revolucion\u00e1rias dos acontecimentos de abril de 1952. Por\u00e9m, houve outras. Pouco depois, em julho desse mesmo ano, foi aprovada uma nova legisla\u00e7\u00e3o, outorgando o sufr\u00e1gio universal \u00e0s mulheres, aos analfabetos e aos ind\u00edgenas. Em outubro, foram nacionalizadas as minas, principalmente as de estanho, tradicionalmente nas m\u00e3os de uma tr\u00edade de grandes propriet\u00e1rios, conhecida como \u201cos bar\u00f5es do estanho\u201d: Sim\u00f3n Iturri Pati\u00f1o, Carlos V\u00edctor Aramayo e Mauricio Hochschild. Com a nacionaliza\u00e7\u00e3o, estas empresas passaram a formar parte de uma nova corpora\u00e7\u00e3o estatal mineira, a COMIBOL, ao passo que o governo assumia o monop\u00f3lio da exporta\u00e7\u00e3o do estanho. Ao mesmo tempo, se lan\u00e7aram programas para promover a industrializa\u00e7\u00e3o do estanho na Bol\u00edvia e fomentar as atividades petroleiras no oriente e sul boliviano, al\u00e9m de, geralmente, afian\u00e7ar a soberania nacional sobre os recursos naturais do pa\u00eds e construir estradas, que permitiram unir o ocidente do altiplano com as plan\u00edcies orientais. De enorme import\u00e2ncia \u00e9 a divis\u00e3o agr\u00e1ria, que se institucionalizou com a Lei de Reforma Agr\u00e1ria, de agosto de 1953, e que permitiu a destrui\u00e7\u00e3o do latif\u00fandio, concentrado nas regi\u00f5es andinas, e a distribui\u00e7\u00e3o da terra aos ind\u00edgenas, o que favoreceu a sindicaliza\u00e7\u00e3o dos campesinos. A cria\u00e7\u00e3o da COB (Central Oper\u00e1ria Boliviana) ocorreu dias depois do triunfo da insurrei\u00e7\u00e3o. A COB foi um dos pilares fundamentais de apoio ao novo governo, por sua ativa participa\u00e7\u00e3o em todos os ramos do aparato estatal. Seu l\u00edder hist\u00f3rico, Juan Lech\u00edn Oquendo, foi eleito Secret\u00e1rio Geral da COB e nomeado Ministro das Minas e Petr\u00f3leo do novo governo. Foi um dos l\u00edderes populares mais conscientes de que, sem armar adequadamente as mil\u00edcias populares, a estabilidade do novo governo seria comprometida. Lamentavelmente, suas palavras ca\u00edram no esquecimento.<\/p>\n<p>Anteriormente, dissemos que, al\u00e9m das suas conquistas, a Revolu\u00e7\u00e3o Boliviana n\u00e3o pode evitar um curso descendente, que a conduziu at\u00e9 sua definitiva derrota em 4 de novembro de 1964, com o golpe de estado de Ren\u00e9 Barrientos Ortu\u00f1o, sinistro personagem que, como presidente da Bol\u00edvia, orquestraria, juntamente com a CIA e o Pent\u00e1gono, a pris\u00e3o e posterior assassinato de Che na Bol\u00edvia. Por\u00e9m, a derrota da revolu\u00e7\u00e3o j\u00e1 se apresentava muito antes. Em primeiro lugar, pela pol\u00edtica de alian\u00e7as. Ainda quando, no momento inicial, o poder real descansava nas m\u00e3os de oper\u00e1rios e camponeses armados, a representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da revolu\u00e7\u00e3o foi confiada ao MNR e aos seus l\u00edderes, expoentes de um setor social que, apesar do discurso antiolig\u00e1rquico, conservavam estreitos la\u00e7os com essa classe e a burguesia boliviana. Pior ainda, tanto Paz Estenssoro como Siles Suazo demonstraram ser facilmente coopt\u00e1veis pela astuta diplomacia norte-americana. Contrariamente ao habitual, esta n\u00e3o demorou a reconhecer o novo governo surgido dos feitos revolucion\u00e1rios de abril, ao mesmo tempo em que preparava uma invas\u00e3o de mercen\u00e1rios para depor o governo de Jacobo Arbens, na Guatemala.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia que o estanho tinha para a ind\u00fastria militar dos Estados Unidos, sua estrat\u00e9gica acumula\u00e7\u00e3o de reservas minerais no marco da Guerra da Coreia e o perigo de uma Terceira Guerra Mundial s\u00e3o, sem d\u00favidas, fatores que explicam atitudes t\u00e3o diferentes em um ou outro caso. Enquanto Washington tinha muitos pa\u00edses que podiam vender-lhes o caf\u00e9 ou as bananas exportadas pela Guatemala, n\u00e3o tinham tantos que pudessem oferecer-lhes o estanho requerido por seu aparato industrial e militar. De fato, pouco mais da metade das exporta\u00e7\u00f5es desse mineral eram adquiridas pelos Estados Unidos, o que colocava o imp\u00e9rio em imemor\u00e1veis condi\u00e7\u00f5es de negocia\u00e7\u00e3o para impor suas pol\u00edticas. Al\u00e9m disso, a debilidade estrutural da economia boliviana, sem sa\u00edda para o mar e devastada por s\u00e9culos de opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o, a tornava muito dependente dos programas de \u201cajuda\u201d dispostos por Washington. As debilidades ideol\u00f3gicas da pequena burguesia do MNR, sob pretexto da necessidade de serem \u201crealistas\u201d e n\u00e3o antagonizarem com os interesses imperiais, permitiram o fechamento do c\u00edrculo da sujei\u00e7\u00e3o ao imperialismo. Um dos momentos cruciais, tratado pelos Estados Unidos com muita sagacidade, foi a necessidade \u201ct\u00e9cnica\u201d de reconstituir o derrotado ex\u00e9rcito. Assim, dois anos depois do triunfo da revolu\u00e7\u00e3o, a Escola Militar foi reaberta e come\u00e7ava o processo de liquida\u00e7\u00e3o das mil\u00edcias populares. Seria o ex\u00e9rcito que, em 1964, dispararia o tiro de miseric\u00f3rdia na revolu\u00e7\u00e3o. Em todo caso, foi esta necessidade de manter \u201cboas rela\u00e7\u00f5es\u201d com o imp\u00e9rio que acionou o come\u00e7o do descenso revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Nacional n\u00e3o s\u00f3 foi uma revolu\u00e7\u00e3o tra\u00edda, mas tamb\u00e9m uma revolu\u00e7\u00e3o interrompida. Conta um dos seus bi\u00f3grafos que, enquanto Ernesto Guevara, de passagem pela Bol\u00edvia em sua segunda viagem pela Am\u00e9rica Latina, esperava para ser recebido por um alto funcion\u00e1rio do recentemente estabelecido Minist\u00e9rio de Assuntos Camponeses, encontrou com um grupo de \u00edndios que havia chegado ao lugar para recolher os t\u00edtulos de propriedade prometidos pela reforma agr\u00e1ria. Por\u00e9m, antes de chegarem ao gabinete do funcion\u00e1rio a cargo do expediente, os \u00edndios foram pulverizados com inseticida. Sobre isso, Guevara comentou em uma de suas cartas que \u201co MNR fez a revolu\u00e7\u00e3o com DDT\u201d.[2]<\/p>\n<p>O drama de 1952 pode ser resumido assim: uma revolu\u00e7\u00e3o feita por oper\u00e1rios mineiros e camponeses que, juntos, empunharam armas e destru\u00edram o sustent\u00e1culo fundamental da decr\u00e9pita ordem olig\u00e1rquica, o ex\u00e9rcito. No entanto, rapidamente cederam o controle do estado aos aliados pequeno burgueses do campo popular e aceitaram que esses, e n\u00e3o os que at\u00e9 ent\u00e3o tinham o poder real em suas m\u00e3os, inclusive as armas, definissem a dire\u00e7\u00e3o do governo surgido de uma revolu\u00e7\u00e3o, cujo destino seria, ap\u00f3s doces anos, ser v\u00edtima de uma contrarrevolu\u00e7\u00e3o. Outros fatores que tamb\u00e9m operaram foram os seguintes:<\/p>\n<p>(a) a reforma agr\u00e1ria que, n\u00e3o estando acompanhada de um intenso trabalho de organiza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, terminou por empurrar os camponeses para sua pequena parcela de terra e abandonar o cen\u00e1rio pol\u00edtico. Ocorreu aqui algo semelhante com os camponeses assentados franceses analisados por Marx em seu Dezoito Brum\u00e1rio de Lu\u00eds Bonaparte: o fetichismo que cria a propriedade privada sobre uma \u00ednfima \u2013 excessivamente pequena! \u2013 por\u00e7\u00e3o de terra os desmobilizou e, pior ainda, durante algum tempo os converteu em bases de apoio de diversos governos antirrevolucion\u00e1rios, como o do j\u00e1 mencionado Ren\u00e9 Barrientos Ortu\u00f1o.<\/p>\n<p>(b) Por outro lado, os setores mineiros n\u00e3o buscaram estabelecer uma s\u00f3lida e duradoura alian\u00e7a com os camponeses. Al\u00e9m disso, o progressivo isolamento dos primeiros facilitou, poucas d\u00e9cadas depois, seu enfraquecimento organizacional at\u00e9 concluir com seu desaparecimento como ator econ\u00f4mico ou pol\u00edtico de relev\u00e2ncia na Bol\u00edvia contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>(c) O ativismo norte-americano para frustrar processos revolucion\u00e1rios, do exterior, \u2013 com press\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas, mentirosas promessas de colabora\u00e7\u00e3o, amea\u00e7as veladas ou abertas de interven\u00e7\u00e3o \u2013, tanto como internamente, atraindo para sua hegemonia os setores de certo nacionalismo popular que, em sua ilus\u00e3o, sonhavam com um projeto nacional, sem que fosse socialista e radicalmente anti-imperialista, coisa que mais de uma vez demonstrou ser imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>(d) Por \u00faltimo, a viola\u00e7\u00e3o do MNR na Bol\u00edvia da \u201clei de ferro\u201d de todas as revolu\u00e7\u00f5es e\/ ou processos de reformismo radical: ou se avan\u00e7a resolutamente para novas metas que aprofundem a estabilidade e irreversibilidade das conquistas iniciais ou o processo se estanca, definha e morre.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, mais al\u00e9m deste breve balan\u00e7o de triunfos e derrotas, hoje \u00e9 justo e necess\u00e1rio render homenagem ao hero\u00edsmo e a abnega\u00e7\u00e3o demonstrada pelo povo boliviano nas \u00e9picas batalhas encampadas h\u00e1 sessenta anos. Os m\u00e9ritos dos revolucion\u00e1rios de abril n\u00e3o se emba\u00e7am pela capitula\u00e7\u00e3o do falido governo instaurado pela revolu\u00e7\u00e3o. O trabalho da insurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi t\u00e3o met\u00f3dico e radical como desejado, mas al\u00e9m das \u00f3bvias perguntas contrafactuais acerca de se as coisas poderiam ou n\u00e3o ter ocorrido de outra maneira. Em todo caso, o certo \u00e9 que com o encerramento do ciclo revolucion\u00e1rio aberto naquela ocasi\u00e3o, foi necess\u00e1rio transcorrerem longos cinquenta anos \u2013 anos de sofrimentos, de mis\u00e9ria e de morte para o povo boliviano \u2013 para que, no in\u00edcio desse s\u00e9culo, se pusesse fim a tanta decad\u00eancia com as grandes mobiliza\u00e7\u00f5es populares que, em 2005, culminariam com a elei\u00e7\u00e3o de Evo Morales \u00e0 presid\u00eancia da Bol\u00edvia, abrindo assim, um novo e luminoso cap\u00edtulo na hist\u00f3ria desse pa\u00eds irm\u00e3o.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 1.bp.blogspot\n\n\n\n\n\n\n\n\nAtilio A. 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