{"id":26951,"date":"2021-03-04T19:10:19","date_gmt":"2021-03-04T22:10:19","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26951"},"modified":"2021-03-04T19:10:19","modified_gmt":"2021-03-04T22:10:19","slug":"cuba-a-heroica-ilha-na-luta-contra-a-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26951","title":{"rendered":"Cuba: a her\u00f3ica ilha na luta contra a Covid-19"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/desacato.info\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Departamentos-franceses-de-Martinica-Guadalupe-Guiana-Francesa-e-Saint-Pierre-et-Miquelon-receber%C3%A3o-brigadas-m%C3%A9dicas-cubanas.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Franklin Frederick<\/p>\n<p>ODIARIO.INFO<\/p>\n<p>Cuba, a \u201cilha her\u00f3ica\u201d, alvo de todas as formas de agress\u00e3o e sabotagem imperialista incluindo um criminoso bloqueio que dura d\u00e9cadas, permanece um exemplo de soberania e solidariedade internacionalista e da superioridade de um sistema assentado na dignidade e na prote\u00e7\u00e3o da vida humana. A atual pandemia mostra isso de novo. O seu sistema de sa\u00fade e a sua desenvolvida investiga\u00e7\u00e3o permitem-lhe n\u00e3o apenas uma assist\u00eancia plena ao seu povo como um significativo aux\u00edlio a muitos outros pa\u00edses, nomeadamente com a vacina que produziu, t\u00e3o adequadamente chamada Soberana II.<\/p>\n<p>\u2018Eles descobriram armas inteligentes. N\u00f3s descobrimos algo mais importante: as pessoas pensam e sentem.\u2019 \u2013 Fidel Castro<\/p>\n<p>A pandemia de COVID-19 tem revelado o fracasso da maioria dos pa\u00edses capitalistas ocidentais nas suas pol\u00edticas de sa\u00fade p\u00fablica. D\u00e9cadas de austeridade neoliberal, de cortes induzidos pelo FMI e pelo Banco Mundial em programas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o mostram agora os seus resultados em n\u00fameros alarmantes de cont\u00e1gio e de mortes espalhando-se pela Am\u00e9rica Latina, Europa e sobretudo pelos EUA. No ocidente, Cuba tem dado um exemplo de efici\u00eancia e mostrado que um outro caminho \u00e9 poss\u00edvel na luta contra a pandemia. Os n\u00fameros falam por si, basta compararmos Cuba com outros pa\u00edses ou mesmo grandes cidades com popula\u00e7\u00f5es semelhantes para termos um quadro muito claro da diferen\u00e7a nos resultados. Com uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 11.350.000 pessoas, Cuba teve at\u00e9 agora \u2013 21 de fevereiro \u2013 45.361 casos acumulados de COVID-19 com 300 mortes. A cidade de Nova York, com cerca de 18.800.000 de habitantes, tem um total acumulado de 700.815 casos com 28.888 mortes. A Su\u00ed\u00e7a, com uma popula\u00e7\u00e3o menor que a de Cuba, cerca de 8.600.000 pessoas, tem 550.224 casos acumulados de COVID-19 com 9.226 mortes.<\/p>\n<p>Como explicar que um pa\u00eds que disp\u00f5e de muito menos recursos que uma cidade como Nova York ou um pa\u00eds como a Su\u00ed\u00e7a possa ser t\u00e3o mais eficiente na sua luta contra a pandemia? A resposta \u00e9 simples: a Revolu\u00e7\u00e3o Cubana de 1959 concentrou os poucos recursos dispon\u00edveis no pa\u00eds na constru\u00e7\u00e3o de um sistema de sa\u00fade que atendesse \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o \u2013 das pessoas \u2013 em primeiro lugar \u2013 e n\u00e3o aos interesses dos diversos sectores da medicina privatizada \u2013 dos planos de sa\u00fade \u00e0s grandes empresas farmac\u00eauticas, passando pela cara medicina \u2018high-tech\u2019 da qual os pa\u00edses desenvolvidos tanto se orgulham.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o, praticamente metade dos m\u00e9dicos cubanos deixou o pa\u00eds, limitando enormemente a capacidade do novo governo de atender \u00e0s necessidades de sa\u00fade de sua popula\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o do governo revolucion\u00e1rio foi de investir na forma\u00e7\u00e3o de novos profissionais de sa\u00fade \u2013 em pessoas \u2013 e de ampliar o acesso aos cuidados m\u00e9dicos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o rural e sobretudo aos negros, at\u00e9 ent\u00e3o deixados de fora. Deste modo Cuba foi capaz de aumentar o n\u00famero de enfermeiros e enfermeiras de 2.500 em 1958 para 4.300 numa d\u00e9cada. Atrav\u00e9s das suas massivas campanhas de vacina\u00e7\u00e3o, Cuba eliminou a p\u00f3lio em 1962, a mal\u00e1ria em 1967, o t\u00e9tano neonatal em 1972, a difteria em 1979, o s\u00edndrome da rub\u00e9ola cong\u00e9nita em 1989, a meningite p\u00f3s-caxumba em 1993, a rub\u00e9ola em 1995 e a meningite tuberculosa em 1997.<\/p>\n<p>Atualmente, a taxa de mortalidade infantil em Cuba \u00e9 menor que a dos Estados Unidos e menos da metade do que a da popula\u00e7\u00e3o negra nos Estados Unidos. Em 1983, pouco mais de duas d\u00e9cadas depois da Revolu\u00e7\u00e3o, a expectativa de vida em Cuba j\u00e1 tinha aumentado para 73,8 anos, quando no per\u00edodo anterior era de apenas 58,8 anos. Enquanto muitos especialistas em sa\u00fade p\u00fablica costumam atribuir \u00e0 falta de recursos a cr\u00f4nica insufici\u00eancia de atendimento m\u00e9dico na Am\u00e9rica Latina, a Revolu\u00e7\u00e3o Cubana mostrou na pr\u00e1tica que, quando recursos limitados s\u00e3o distribu\u00eddos de maneira equitativa e com \u00eanfase em pessoas e em preven\u00e7\u00e3o, podem se obter resultados em sa\u00fade p\u00fablica antes inimagin\u00e1veis.<\/p>\n<p>O neoliberalismo, imposto pela for\u00e7a em muitos pa\u00edses do Sul, e escolhido pelas elites econ\u00f4micas do Norte como pol\u00edtica preferencial nos seus pr\u00f3prios pa\u00edses, levou a um caminho oposto ao cubano. E a pandemia de COVID-19 est\u00e1 mostrando com muita clareza qual o caminho que foi mais acertado. Nos pa\u00edses ricos do Norte, a austeridade neoliberal tem causado h\u00e1 d\u00e9cadas sucessivas redu\u00e7\u00f5es nos or\u00e7amentos da \u00e1rea da sa\u00fade, sobretudo com cortes no n\u00famero de pessoal qualificado dispon\u00edvel. Cuba, ao contr\u00e1rio, investiu na forma\u00e7\u00e3o de um n\u00famero cada vez maior de profissionais da sa\u00fade. Quando a pandemia chegou, era claro que Cuba j\u00e1 dispunha do pessoal e da capacidade de aloca\u00e7\u00e3o de recursos necess\u00e1rios para enfrentar uma tal situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos pa\u00edses do Norte , ao contr\u00e1rio, \u00e0 falta de pessoal e de infraestrutura p\u00fablica somou-se a incapacidade de tomar as medidas corretas quando estas se opunham aos interesses privados estabelecidos. Consequentemente, pela primeira vez, Cuba foi solicitada a levar a sua ajuda a alguns pa\u00edses ricos e desenvolvidos do Norte, como a It\u00e1lia. Os m\u00e9dicos e outros profissionais de sa\u00fade cubanos tamb\u00e9m levaram a sua ajuda a Andorra e aos departamentos ultramarinos de Fran\u00e7a no Caribe, Martinica e Guadalupe. N\u00e3o se pode imaginar uma maior demonstra\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia do modelo neoliberal.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, desde o seu in\u00edcio e apesar de todas as dificuldades materiais enfrentadas pelo novo governo, fez todo o poss\u00edvel para ajudar pa\u00edses mais pobres e em dificuldades. Em 1963, apenas quatro anos depois da Revolu\u00e7\u00e3o, lutando ainda com enormes dificuldades internas, Cuba enviou a sua primeira miss\u00e3o de ajuda m\u00e9dica \u00e0 Arg\u00e9lia, na\u00e7\u00e3o que acabava de sair de d\u00e9cadas de uma sangrenta guerra de independ\u00eancia contra a Fran\u00e7a. Em 1966, com a ajuda de 200.000 doses de vacinas contra a poliomielite doadas pela Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, Cuba e o seu pessoal m\u00e9dico, em colabora\u00e7\u00e3o com o governo do Congo, coordenou a vacina\u00e7\u00e3o de mais de 61.000 crian\u00e7as no que foi a primeira campanha de vacina\u00e7\u00e3o em massa na \u00c1frica. At\u00e9 o presente, Cuba j\u00e1 enviou cerca de 124.000 profissionais de sa\u00fade para prestar cuidados m\u00e9dicos em mais de 154 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Ao lado desta impressionante ajuda levada pelo seu pr\u00f3prio pessoal m\u00e9dico a v\u00e1rias partes do mundo, uma outra contribui\u00e7\u00e3o fundamental de Cuba \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de profissionais da sa\u00fade, vindos sobretudo de pa\u00edses pobres, na sua Escola Latino Americana de Medicina, a ELAM. Fundada em 1999, a ELAM forma estudantes de acordo com o modelo cubano de Medicina Geral Integral (MGI), com o foco principalmente em sa\u00fade p\u00fablica e cuidados prim\u00e1rios, com uma abordagem hol\u00edstica na compreens\u00e3o da sa\u00fade, incluindo disciplinas como biologia, sociologia e pol\u00edtica. Os estudantes estrangeiros da ELAM t\u00eam todas as despesas pagas pelo Estado Cubano, exceto as passagens. Em 2020, a ELAM j\u00e1 havia formado 30.000 novos m\u00e9dicos vindos de mais de 100 pa\u00edses, principalmente da \u00c1frica. Muitos destes estudantes n\u00e3o teriam a menor possibilidade de estudar medicina nos seus pa\u00edses de origem e, ao retornar, providenciar\u00e3o um servi\u00e7o inestim\u00e1vel e, por vezes, antes inexistente para os seus concidad\u00e3os, incluindo cuidados relativos \u00e0 pandemia. Segundo a ELAM, h\u00e1 cerca de 52.000 profissionais de sa\u00fade de Cuba trabalhando em 92 pa\u00edses, o que faz com que Cuba tenha mais m\u00e9dicos atuando no exterior do que todos as contribui\u00e7\u00f5es de profissionais da sa\u00fade enviados pelos pa\u00edses do G-8 somados.<\/p>\n<p>Devido ao seu compromisso com a sa\u00fade de pessoas, principalmente dos mais pobres e desprovidos, e n\u00e3o com um sistema de sa\u00fade privatizado onde o lucro determina onde e como alocar recursos, os m\u00e9dicos cubanos s\u00e3o alvo frequente dos ataques da extrema-direita nos pa\u00edses onde atuam. No Brasil, na sequ\u00eancia do golpe de Estado contra a presidente eleita Dilma Rousseff e \u00e0 ilegal ascens\u00e3o ao poder de Jair Bolsonaro, os m\u00e9dicos cubanos tiveram que deixar o pa\u00eds. O mesmo ocorreu na Bol\u00edvia logo ap\u00f3s o golpe contra o presidente Evo Morales e em Honduras, depois do golpe contra o presidente Zelaya.<\/p>\n<p>Em todos estes casos foram sempre os pobres os mais atingidos, pois ficaram sem o atendimento m\u00e9dico providenciado pelos profissionais cubanos, muitas vezes o \u00fanico cuidado que j\u00e1 haviam recebido at\u00e9 ent\u00e3o. Em 1979 Cuba enviou uma miss\u00e3o m\u00e9dica para Granada e em 1982 este pa\u00eds apresentou uma redu\u00e7\u00e3o de 25% na taxa de mortalidade infantil, gra\u00e7as sobretudo ao trabalho realizado pelos profissionais cubanos. Mas os Estados Unidos invadiram Granada em 1983 e os trabalhadores de sa\u00fade cubanos foram obrigados a deixar o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pandemia de COVID -19, o exemplo que talvez melhor revele as consequ\u00eancias desastrosas que o efeito combinado da sa\u00edda de m\u00e9dicos cubanos e imposi\u00e7\u00e3o de reajustes estruturais podem causar num pa\u00eds \u00e9 o caso do Equador. Na sequ\u00eancia da elei\u00e7\u00e3o do Presidente Lenin Moreno em 2017, os profissionais de sa\u00fade cubanos que trabalhavam no pa\u00eds com o apoio do Presidente Rafael Corr\u00eaa foram expulsos, e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional recomendou um corte de 36% no or\u00e7amento da sa\u00fade, medida adotada pelo Presidente Moreno. Estas duas a\u00e7\u00f5es deixaram o pa\u00eds praticamente sem um sistema de sa\u00fade e sem defesa diante da pandemia. Em consequ\u00eancia, s\u00f3 a cidade de Guayaquil, a maior do Equador, com cerca de 2.700 milh\u00f5es de habitantes, teve um n\u00famero estimado de 7.600 mortos devido \u00e0 pandemia, um n\u00famero mais de 25 vezes maior que o de Cuba.<\/p>\n<p>As brigadas m\u00e9dicas e a ELAM s\u00e3o importantes contribui\u00e7\u00f5es de Cuba na luta contra a pandemia de COVID-19. Mas uma outra contribui\u00e7\u00e3o, decisiva, est\u00e1 a caminho: a vacina Soberana II, produzida pelo Instituto de Vacina\u00e7\u00e3o Finlay de Havana. Cuba espera imunizar ainda este ano toda a sua popula\u00e7\u00e3o com a sua pr\u00f3pria vacina. Uma vez mais, a abordagem socialista de Cuba na produ\u00e7\u00e3o de vacinas difere radicalmente da adotada pelas na\u00e7\u00f5es capitalistas do mundo. Fruto da experi\u00eancia internacional acumulada de Cuba, atrav\u00e9s das suas muitas miss\u00f5es conduzidas em v\u00e1rias partes do mundo, a vacina cubana \u00e9 uma esperan\u00e7a para as na\u00e7\u00f5es pobres, pois, mais uma vez, pode contar-se com a solidariedade de Cuba.<\/p>\n<p>De acordo com um artigo de W. T. Whitney Jr. (ver https:\/\/www.peoplesworld.org\/article\/cuba-develops-covid-19-vaccines-takes-socialist-approach\/):<\/p>\n<p>\u201c100 milh\u00f5es de doses da Soberana II est\u00e3o sendo preparadas, o suficiente para imunizar todos os 11 milh\u00f5es de cubanos, com o in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o a acontecer em mar\u00e7o ou abril. Os 70 milh\u00f5es de doses restantes ir\u00e3o para o Vietn\u00e3, Ir\u00e3, Paquist\u00e3o, \u00cdndia, Venezuela, Bol\u00edvia e Nicar\u00e1gua. A Soberana II \u2018ser\u00e1 a vacina da ALBA\u2019, como explicou a vice-presidente venezuelana Delcy Rodr\u00edguez, referindo-se \u00e0 alian\u00e7a de solidariedade estabelecida em 2004 pelo presidente venezuelano Hugo Ch\u00e1vez e o cubano Fidel Castro\u201d.<\/p>\n<p>E autor do artigo citado acrescentou:<\/p>\n<p>\u201cA estrat\u00e9gia de Cuba na comercializa\u00e7\u00e3o da vacina representa uma combina\u00e7\u00e3o do que \u00e9 bom para a humanidade e do impacto na sa\u00fade mundial. N\u00e3o somos uma multinacional onde um objetivo financeiro vem primeiro\u2019, diz Vicente V\u00e9rez Bencomo, diretor do Instituto de Vacinas Finlay de Cuba. Os rendimentos gerados pela venda de vacinas no estrangeiro ir\u00e3o pagar os cuidados com sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e aposentadorias em Cuba, tal como acontece com as exporta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os m\u00e9dicos e medicamentos\u201d.<\/p>\n<p>Em contraste com a abordagem cubana, o autor citado escreveu:<\/p>\n<p>\u201cSegundo o forbes.com em novembro de 2020, \u2018se a [vacina] da Moderna conseguir a aprova\u00e7\u00e3o da FDA (Food and Drug Administration, \u00f3rg\u00e3o regulador dos EUA) e conseguir fazer doses suficientes, a sua margem superior de lucro poder\u00e1 ser quase 35 bilh\u00f5es de d\u00f3lares mais alta \u2026 do que \u2026 nos \u00faltimos 12 meses\u2019. Outro relat\u00f3rio sugere que, \u2018as empresas (Pfizer e Moderna) v\u00e3o ganhar bilh\u00f5es de d\u00f3lares em lucros com as suas vacinas COVID este ano [e] haver\u00e1 mais lucros em anos posteriores\u2019. As empresas \u2018reivindicam os direitos a vasta quantidade de propriedade intelectual\u2019.\u201d<\/p>\n<p>\u201cCom a responsabilidade a cargo das empresas, a distribui\u00e7\u00e3o de vacinas COVID-19 \u00e9 distorcida. Desde 27 de janeiro, \u2018foram enviadas cerca de 66,83 milh\u00f5es de doses, das quais 93 por cento foram fornecidas apenas a 15 pa\u00edses\u2019. Na Am\u00e9rica Latina, apenas o Brasil, Argentina, M\u00e9xico e Chile conseguiram contratos de compra adequados para imunizar popula\u00e7\u00f5es inteiras. Os contratos das empresas com na\u00e7\u00f5es africanas permitem a imuniza\u00e7\u00e3o de apenas 30 por cento dos africanos em 2021\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA divis\u00e3o da riqueza determina a distribui\u00e7\u00e3o. Os epidemiologistas da Universidade de Duke relatam que, \u2018embora os pa\u00edses de elevado rendimento representem apenas 16% da popula\u00e7\u00e3o mundial, possuem atualmente 60% das vacinas para a COVID-19 que foram compradas at\u00e9 ao momento\u2019. O jornalista cubano Randy Alonso relata que apenas \u201827% da popula\u00e7\u00e3o total dos pa\u00edses de rendimento baixo e m\u00e9dio pode ser vacinada este ano\u2019.\u201d<\/p>\n<p>Desde que realizou a sua revolu\u00e7\u00e3o, Cuba continua sob ininterrupto ataque do Imp\u00e9rio e de seus comparsas. A sua popula\u00e7\u00e3o sofre com as san\u00e7\u00f5es e bloqueios econ\u00f4micos, que comprometem tamb\u00e9m muito as suas iniciativas de solidariedade internacional. Mesmo assim, esta pequena na\u00e7\u00e3o, sempre t\u00e3o teimosa e generosa, continua a ser uma fonte de esperan\u00e7a para o mundo. Sobretudo, Cuba aponta o caminho a seguir, com muita firmeza, frugalidade, coragem e uma inesgot\u00e1vel alegria.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/desacato.info\/as-contribuicoes-de-cuba-na-luta-contra-a-pandemia-de-covid-19\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26951\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[48],"tags":[233],"class_list":["post-26951","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c58-cuba","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-70H","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26951","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26951"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26951\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26951"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26951"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26951"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}