{"id":2697,"date":"2012-04-18T18:58:35","date_gmt":"2012-04-18T18:58:35","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2697"},"modified":"2012-04-18T18:58:35","modified_gmt":"2012-04-18T18:58:35","slug":"rio20-deveria-propor-ipcc-da-sustentabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2697","title":{"rendered":"&#8216;Rio+20 deveria propor IPCC da sustentabilidade&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p>As evid\u00eancias cient\u00edficas ainda n\u00e3o est\u00e3o sendo incorporadas de forma efetiva nas a\u00e7\u00f5es em busca do desenvolvimento sustent\u00e1vel, e a Rio+20 deveria trazer, em seu documento final, um incentivo claro para isso. Essa \u00e9\u00a0a opini\u00e3o que ser\u00e1\u00a0defendida por um grupo internacional de cientistas na confer\u00eancia, de acordo com o pesquisador alem\u00e3o\u00a0Gisbert Glaser, do Conselho Internacional para a Ci\u00eancia (ICSU).<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o, juntamente com a Academia Brasileira de Ci\u00eancias e o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, realiza entre os dias 11 e 15 de junho, na PUC do Rio, o F\u00f3rum de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel. Na entrevista a seguir, Glaser sugere que, para acelerar a transi\u00e7\u00e3o para um futuro mais sustent\u00e1vel, a confer\u00eancia deveria apoiar um novo mecanismo de pesquisas sobre o assunto.<\/p>\n<p>Do ponto de vista da ci\u00eancia, qual \u00e9\u00a0o principal problema do rascunho zero da Rio+20?<\/p>\n<p>Ele ainda n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0muito ambicioso. N\u00e3o da forma que precisaria ser para que nos pr\u00f3ximos dez anos avancemos para um desenvolvimento sustent\u00e1vel. Ainda n\u00e3o vemos compromissos mais fortes no documento, apesar de haver uma boa quantidade de boas propostas, relacionadas \u00e0\u00a0 urg\u00eancia de a\u00e7\u00f5es para reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, reverter a perda de biodiversidade, parar a degrada\u00e7\u00e3o das florestas, reduzir o desperd\u00edcio e a polui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, assim como a\u00e7\u00f5es mais concretas para reduzir o n\u00famero de pessoas vivendo em extrema pobreza, acesso \u00e0\u00a0energia e \u00e0\u00a0\u00e1gua limpa para todos.<\/p>\n<p>Muitos pesquisadores t\u00eam declarado que falta ambiente ao documento. O senhor concorda?<\/p>\n<p>De fato, muitos pa\u00edses em desenvolvimento, mas tamb\u00e9m alguns pa\u00edses ricos, t\u00eam dado uma \u00eanfase maior ao desenvolvimento econ\u00f4mico e social no documento final. As quest\u00f5es ambientais n\u00e3o est\u00e3o fortemente refletidas. Por outro lado, o impacto das atividades humanas sobre a natureza alcan\u00e7ou o n\u00edvel em que atingimos alguns dos limites do planeta. Estamos realmente em risco de seriamente perturbar o funcionamento de alguns sistemas naturais. Na primeira confer\u00eancia no Rio, n\u00e3o sab\u00edamos que isso era t\u00e3o s\u00e9rio. Mas, 20 anos depois, sabemos que estamos atingindo os limites do planeta e isso deveria estar claro no documento como uma preocupa\u00e7\u00e3o para governos, sociedade civil, empresas, ind\u00fastrias, todos.<\/p>\n<p>O ICSU diz que a Rio+20 deveria ser um marco no desenvolvimento de um novo contrato entre ci\u00eancia e sociedade. O sr. acha que a ci\u00eancia ainda n\u00e3o est\u00e1 sendo considerada nas discuss\u00f5es?<\/p>\n<p>Acho que ainda n\u00e3o o suficiente, tantos nas discuss\u00f5es quanto no documento que deve resultar da confer\u00eancia. Mas temos de reconhecer que, nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, os cientistas evolu\u00edram muito em analisar os problemas. Precisamos agora que a ci\u00eancia pense mais em solu\u00e7\u00f5es. Essa seria a chave para um novo contrato entre ci\u00eancia e sociedade. A comunidade cient\u00edfica precisa reorientar seu trabalho. Claro que temos de continuar analisando os problemas e as consequ\u00eancias que devemos ter se n\u00e3o agirmos urgentemente e na dire\u00e7\u00e3o correta. Mas precisamos de um novo esfor\u00e7o de pesquisas que busquem por solu\u00e7\u00f5es e implementa\u00e7\u00e3o. J\u00e1\u00a0existem v\u00e1rias, mas n\u00e3o s\u00e3o aplicadas ou esse conhecimento nem sequer est\u00e1\u00a0acess\u00edvel. Acredito que um incentivo a essa busca pela comunidade cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica deveria estar no documento. \u00c9\u00a0o que vamos propor nesta pesquisa que vamos lan\u00e7ar no f\u00f3rum, a Future Earth.<\/p>\n<p>O sr. pode adiantar algo sobre o conte\u00fado dessa pesquisa?<\/p>\n<p>Precisamos come\u00e7ar a olhar para os problemas de modo mais integrado. Por exemplo, para realmente transformar as grandes metr\u00f3poles. Em vez de apenas olhar para os problemas futuros das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, \u00e9\u00a0hora de lidar com as situa\u00e7\u00f5es que essas cidades j\u00e1\u00a0 enfrentam e que contribuem com as emiss\u00f5es de gases-estufa, com consumo dos recursos naturais, com a perda da biodiversidade. A ci\u00eancia precisa ajudar a encontrar uma atua\u00e7\u00e3o mais integrada para os governantes e para quem est\u00e1\u00a0planejando as cidades. \u00c9\u00a0o tipo de pesquisa para o qual dever\u00edamos nos voltar daqui pra frente.<\/p>\n<p>De que modo o sr. acha que isso deveria aparecer no documento final da Rio+20?<\/p>\n<p>Nossa proposta \u00e9\u00a0que o documento deveria apoiar o estabelecimento de um mecanismo global de facilita\u00e7\u00e3o para a ci\u00eancia e a tecnologia para o desenvolvimento sustent\u00e1vel e a economia verde, com foco em coopera\u00e7\u00f5es entre Norte e Sul e entre Sul-Sul. Esse mecanismo deveria encorajar mais pesquisas e principalmente um melhor acesso e melhor aproveitamento desse conhecimento. Outra dimens\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0em rela\u00e7\u00e3o ao dom\u00ednio da ci\u00eancia para as pol\u00edticas. Algo como o painel que existe para avaliar as pesquisas de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o IPCC. Precisamos de algo assim, que fa\u00e7a relat\u00f3rios regulares da perspectiva do desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo espera que maio seja o &#8220;m\u00eas da virada&#8221; para a economia<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de economistas do governo, maio dever\u00e1\u00a0ser o &#8220;m\u00eas da virada&#8221; do crescimento econ\u00f4mico. O ritmo fraco do primeiro trimestre come\u00e7ou a mudar, ainda que timidamente, na segunda quinzena de mar\u00e7o, e continua neste m\u00eas. A acelera\u00e7\u00e3o da atividade, com aumento do consumo das fam\u00edlias e reaquecimento do mercado de trabalho, ocorrer\u00e1\u00a0no m\u00eas que vem, como efeito, inclusive, dos cortes nas taxas de juros cobradas pelos bancos comerciais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as proje\u00e7\u00f5es mais recentes do ritmo da arrecada\u00e7\u00e3o federal apontam para um crescimento neste ano de cerca de 6%, e n\u00e3o apenas os 4,5% esperados pela Receita Federal. Nesse caso, a aprova\u00e7\u00e3o de novos est\u00edmulos fiscais setoriais n\u00e3o est\u00e1\u00a0descartada, seja na amplia\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha de sal\u00e1rios para outros setores ou mesmo a redu\u00e7\u00e3o do IOF sobre opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0uma conjun\u00e7\u00e3o de fatores que levam economistas oficiais a considerar que os indicadores mais fracos est\u00e3o ficando para tr\u00e1s. &#8220;A recupera\u00e7\u00e3o e acelera\u00e7\u00e3o da economia ocorrer\u00e1\u00a0neste segundo trimestre, ganhando for\u00e7a no \u00faltimo semestre&#8221;, disse ontem uma fonte da \u00e1rea econ\u00f4mica. O \u00cdndice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), que registrou taxas negativas em janeiro e fevereiro, e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que perde for\u00e7a m\u00eas a m\u00eas desde o fim do ano passado, tiveram uma ligeira melhora em mar\u00e7o, mas v\u00e3o apresentar um desempenho mais forte em maio, segundo essa mesma fonte.<\/p>\n<p>Em queda desde 31 de agosto do ano passado, a taxa b\u00e1sica de juros deve ser novamente reduzida pelo Banco Central (BC) hoje. O efeito sobre a atividade, no entanto, ocorre com defasagem de seis a oito meses sobre a atividade, estimam os economistas. Assim, as consequ\u00eancias de uma Selic mais baixa come\u00e7am a ser sentidos a partir do segundo trimestre. O governo conta, tamb\u00e9m, com uma melhora na oferta de cr\u00e9dito para consumo e investimentos, a partir da redu\u00e7\u00e3o dos spreads dos bancos p\u00fablicos e a ades\u00e3o dos bancos privados a essa iniciativa.<\/p>\n<p>Ontem, o Santander anunciou a redu\u00e7\u00e3o dos juros dos empr\u00e9stimos \u00e0s pequenas empresas. Com o corte nos juros iniciado pelos bancos p\u00fablicos (Banco do Brasil e Caixa) h\u00e1\u00a0dez dias, e seguidos pelo HSBC na semana passada, o governo entende que, a partir de maio, o est\u00edmulo credit\u00edcio ao consumo ser\u00e1\u00a0pleno, funcionando como um incentivo ao aumento dos investimentos privados. Al\u00e9m disso, o governo aposta no pacote de est\u00edmulos anunciado h\u00e1\u00a0duas semanas para aquecer a economia no segundo semestre, quando as medidas, que envolvem principalmente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), devem entram em vigor.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o, medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), deve atingir, tamb\u00e9m, em maio, seu menor n\u00edvel no acumulado em 12 meses em quase dois anos. O IPCA dever\u00e1\u00a0estar por volta de 4,8% a 4,9% nesse per\u00edodo, segundo estimou um t\u00e9cnico da \u00e1rea econ\u00f4mica. Desde setembro de 2010, quando o IPCA acumulado em 12 meses registrou 4,7%, a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o se situa abaixo de 5% &#8211; nos 12 meses terminados em setembro do ano passado, o IPCA chegou a acumular 7,31%.<\/p>\n<p>Com a infla\u00e7\u00e3o em n\u00edveis mais pr\u00f3ximos da meta de 4,5% perseguida pelo Banco Central (BC), o governo entende que poder\u00e1\u00a0abrir um novo espa\u00e7o para ampliar os est\u00edmulos fiscais para aquecer a economia.<\/p>\n<p>A meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio est\u00e1\u00a0mantida e o crescimento da arrecada\u00e7\u00e3o, decorrente n\u00e3o s\u00f3\u00a0do crescimento, mas tamb\u00e9m de conquistas judiciais adicionais, pode sustentar esses eventuais novos incentivos. Embora oficialmente a Receita Federal trabalhe com um aumento de 4,5% a 5% na arrecada\u00e7\u00e3o neste ano em rela\u00e7\u00e3o a 2011, alguns t\u00e9cnicos j\u00e1\u00a0trabalham com um crescimento pr\u00f3ximo a 6%.<\/p>\n<p>Junta-se a esses fatores a desvaloriza\u00e7\u00e3o mais recente da taxa de c\u00e2mbio. &#8220;O patamar do d\u00f3lar [que ontem fechou a R$ 1,85] \u00e9\u00a0 \u00f3timo para as exporta\u00e7\u00f5es e para os investimentos, o que d\u00e1\u00a0 mais um sinal para os empres\u00e1rios de que a economia ser\u00e1\u00a0mais forte&#8221;, afirmou a fonte.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Quase 20% dos planos de sa\u00fade desrespeitam prazos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Nos tr\u00eas primeiros meses de vig\u00eancia da norma que determina prazos m\u00e1ximos para realiza\u00e7\u00e3o de consultas, exames e cirurgias, 193 (19%) das 1.016 operadoras de planos de sa\u00fade m\u00e9dico-hospitalares em opera\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds foram alvo de pelo menos uma reclama\u00e7\u00e3o apresentada \u00e0\u00a0 Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS). Das 370 operadoras odontol\u00f3gicas, apenas 7 (1,9%) provocaram reclama\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A ANS recebeu ao todo 2.981 reclama\u00e7\u00f5es sobre esse tema entre 19 de dezembro de 2011, quando a norma entrou em vigor, e 18 de mar\u00e7o. A ag\u00eancia n\u00e3o divulgou o nome das operadoras que descumpriram os prazos. A ANS produzir\u00e1\u00a0balan\u00e7os sobre esse tema a cada tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>Regras<\/p>\n<p>Em 19 de dezembro, entrou em vigor a Resolu\u00e7\u00e3o Normativa 259, que determina os prazos m\u00e1ximos que as operadoras t\u00eam para agendar atendimentos.<\/p>\n<p>Desde que o servi\u00e7o esteja dispon\u00edvel no munic\u00edpio em que o paciente solicitar, os prazos para consultas variam de 7 a 14 dias \u00fateis; os diagn\u00f3sticos t\u00eam prazo m\u00e1ximo de 3 a 10 dias \u00fateis; e procedimentos de alta complexidade e atendimento em regime de interna\u00e7\u00e3o eletiva t\u00eam prazo de at\u00e9\u00a021 dias.<\/p>\n<p>Os servi\u00e7os de urg\u00eancia e emerg\u00eancia t\u00eam de ser oferecidos imediatamente. Os prazos, que variam quando o servi\u00e7o n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0oferecido no munic\u00edpio, s\u00e3o contados desde a data do pedido de atendimento at\u00e9\u00a0 a sua efetiva realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A operadora que n\u00e3o cumprir esses prazos est\u00e1\u00a0sujeita a multas (de R$ 80 mil a R$ 100 mil em caso de situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancia e emerg\u00eancia, por exemplo), al\u00e9m de puni\u00e7\u00f5es administrativas, como a proibi\u00e7\u00e3o da oferta de produtos.<\/p>\n<p>Segundo a ANS, o consumidor que n\u00e3o conseguir agendar o atendimento no prazo m\u00e1ximo previsto deve entrar em contato com a operadora do plano para buscar uma alternativa.<\/p>\n<p>Se a empresa n\u00e3o oferecer solu\u00e7\u00e3o, o paciente dever\u00e1\u00a0fazer a den\u00fancia \u00e0\u00a0ANS, pessoalmente em um dos 12 n\u00facleos da ag\u00eancia, pelo 0800-701-9656 ou pelo site\u00a0<a href=\"http:\/\/ans.gov.br\/\" target=\"_blank\">ans.gov.br<\/a>.<\/p>\n<p>Para comprovar o desrespeito ao prazo m\u00e1ximo estipulado, o cliente do plano de sa\u00fade precisa ter o n\u00famero do protocolo de atendimento.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos privados sinalizam novos cortes<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos dias, mais bancos devem anunciar campanhas de redu\u00e7\u00e3o de taxas de juros, seguindo o movimento liderado por Banco do Brasil (BB) e Caixa Econ\u00f4mica Federal no come\u00e7o deste m\u00eas. Segundo o Valor apurou, os maiores bancos privados informaram ao Minist\u00e9rio da Fazenda que pretendem reduzir as taxas de suas linhas de cr\u00e9dito nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um in\u00edcio atabalhoado de negocia\u00e7\u00f5es com a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), a cruzada do governo Dilma Rousseff contra as margens de lucro (no conjunto do spread) dos bancos parece come\u00e7ar a render alguns resultados, pelo menos no discurso. Depois de BB e Caixa, Banrisul e HSBC lan\u00e7aram suas campanhas.<\/p>\n<p>Ontem, foi a vez do Santander. O banco anunciou a redu\u00e7\u00e3o de diversas taxas de juros cobradas de pequenas e m\u00e9dias empresas do banco, mas negou que a medida esteja relacionada ao movimento iniciado por Banco do Brasil e Caixa. &#8220;Estamos treinando a equipe j\u00e1\u00a0h\u00e1\u00a0 90 dias. N\u00e3o preparamos isso nos \u00faltimos 15 dias&#8221;, disse Pedro Coutinho, vice-presidente do Santander.<\/p>\n<p>Segundo o executivo, o banco pretende ampliar seus neg\u00f3cios com pequenas e m\u00e9dias empresas no Brasil. &#8220;\u00c9\u00a0um segmento terrivelmente importante para o pa\u00eds&#8221;, afirmou Coutinho. Em dezembro, a carteira de cr\u00e9dito do Santander para esse p\u00fablico alcan\u00e7ou R$ 48 bilh\u00f5es, com crescimento de 25% em um ano.<\/p>\n<p>Para ter acesso aos custos menores, os pequenos e micros empres\u00e1rios precisam ter contas de pessoas f\u00edsica e jur\u00eddica no banco. \u00c9\u00a0 a chamada &#8220;conta integrada&#8221;. Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o dos juros, o banco est\u00e1\u00a0oferecendo ao empres\u00e1rio que migrar a conta corrente para o Santander uma redu\u00e7\u00e3o de 50% no pacote de tarifas.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia comercial do banco est\u00e1\u00a0bastante associada ao uso de cart\u00f5es de cr\u00e9dito e d\u00e9bito nos neg\u00f3cios. &#8220;Vimos que 75% dos nossos clientes que s\u00e3o pequenas e m\u00e9dias empresas t\u00eam a maquininha no estabelecimento&#8221;, disse o vice-presidente.<\/p>\n<p>A taxa m\u00ednima para o capital de giro via cart\u00e3o recuou de 1,88% para 1,54% ao m\u00eas, enquanto a m\u00e1xima passou de 4,13% para 3,12% ao m\u00eas. A taxa do desconto de duplicata foi reduzida da banda de 2,15% a 3,89% para 1,99% a 2,97% e de receb\u00edveis de cart\u00e3o caiu da faixa de 2,54% a 3,27% para 1,5% a 2%. Por fim, a taxa de juros para o desconto de cheque recuou da faixa de 2,34% a 3,21% para 1,87% a 2,49%.<\/p>\n<p>Procurados pelo Valor, Ita\u00fa\u00a0Unibanco e Bradesco afirmaram que continuam analisando o assunto e que ainda n\u00e3o h\u00e1\u00a0decis\u00e3o tomada sobre mudan\u00e7as nas taxas de juros.<\/p>\n<p>Para o analista Jo\u00e3o Sales, da consultoria Lopes Filho, mais bancos devem lan\u00e7ar campanhas de redu\u00e7\u00e3o de taxas de juros ao consumidor nas pr\u00f3ximas semanas. &#8220;\u00c9\u00a0um espa\u00e7o que vai se abrir naturalmente porque os bancos est\u00e3o esperando a queda do \u00edndice de inadimpl\u00eancia no segundo semestre. N\u00e3o h\u00e1\u00a0d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o a isso&#8221;, disse o analista.<\/p>\n<p>Pelos primeiros n\u00fameros divulgados pelos bancos estatais, BB e Caixa estariam aumentando os desembolsos. Na Caixa, a expans\u00e3o do cr\u00e9dito comercial na primeira semana do programa &#8220;Caixa Melhor Cr\u00e9dito&#8221; &#8211; foi de 13% sobre a semana anterior.<\/p>\n<p>No Banco do Brasil, o balan\u00e7o de dois dias do &#8220;Bom pra todos&#8221; indica que a m\u00e9dia de desembolsos do BB credi\u00e1rio subiu de R$ 396 mil em mar\u00e7o para R$ 731 mil nos dois primeiros dias do programa (12 e 13 de abril).<\/p>\n<p>Mas, para o analista Fabio Zagatti, do Barclays, ainda \u00e9 cedo para se quantificar se os bancos que anunciaram redu\u00e7\u00f5es de taxas est\u00e3o ganhando mercado. O banco ainda n\u00e3o revisou suas proje\u00e7\u00f5es de resultados para os bancos por causa do debate em torno do spread.<\/p>\n<p>&#8220;Optamos por n\u00e3o mexer nos n\u00fameros porque, apesar de anunciarem redu\u00e7\u00f5es de juros, Banco do Brasil e Banrisul n\u00e3o alteraram as perspectivas de crescimento das carteiras de cr\u00e9dito deste ano&#8221;, disse Zagatti.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil tem US$ 14 bi no pa\u00eds vizinho<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>BRAS\u00cdLIA. Grandes empresas brasileiras j\u00e1\u00a0fincaram o p\u00e9\u00a0 na Argentina h\u00e1\u00a0alguns anos e est\u00e3o presentes em setores que v\u00e3o desde petr\u00f3leo e g\u00e1s a minera\u00e7\u00e3o e alimentos, passando pelo sistema financeiro. Estima-se em US$ 14 bilh\u00f5es o estoque dos investimentos diretos brasileiros no vizinho portenho neste momento. Mas este valor pode ser ainda bem maior, segundo especialistas ouvidos pelo GLOBO. Isso porque a proje\u00e7\u00e3o n\u00e3o inclui desembolsos que ainda ser\u00e3o realizados em projetos que j\u00e1\u00a0foram iniciados no pa\u00eds. A Vale, por exemplo, j\u00e1\u00a0aplicou US$ 1,2 bilh\u00e3o de um empreendimento estimado em US$ 6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A lista dos principais investidores inclui a Petrobras, al\u00e9m de Marcopolo e Rondon nos setores de \u00f4nibus e caminh\u00f5es. No in\u00edcio do ano passado, o Banco do Brasil comprou o Banco da Patag\u00f4nia, sexta maior institui\u00e7\u00e3o financeira do pa\u00eds, com cerca de 750 mil clientes, 150 ag\u00eancias e 2,7 mil funcion\u00e1rios em todas as prov\u00edncias do pa\u00eds. O Ita\u00fa\u00a0 est\u00e1\u00a0presente h\u00e1\u00a0mais tempo na economia argentina, desde 1998, quando comprou o banco Buen Ayre.<\/p>\n<p>Grandes companhias brasileiras est\u00e3o ainda representadas em outro segmento importante da ind\u00fastria argentina &#8211; o setor aliment\u00edcio. Maior empresa em processamento de prote\u00edna animal do mundo, a JBS atua no pa\u00eds vizinho, assim como a Marfrig e a Brasil Foods.<\/p>\n<p>O estreitamento comercial entre os dois pa\u00edses tamb\u00e9m se d\u00e1\u00a0 no sentido inverso. Os argentinos t\u00eam cada vez mais investimentos no Brasil. Em janeiro deste ano, a argentina Ternium, fabricante de a\u00e7o do grupo \u00edtalo-argentino Techint, assumiu o controle de 27,7% das a\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias da Usiminas. A Arcor e a Grobocopapel est\u00e3o no Brasil, assim como o grupo argentino Corporaci\u00f3n Am\u00e9rica, que \u00e9 um dos s\u00f3cios do novo controlador do aeroporto de Bras\u00edlia, escolhido do recente leil\u00e3o de concess\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil volta a emitir em reais no exterior<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>BRAS\u00cdLIA. Depois de quase dois anos, o governo voltou a emitir t\u00edtulos em reais no exterior. O Tesouro Nacional conseguiu ontem captar R$ 3 bilh\u00f5es nos mercados americano e europeu por meio do lan\u00e7amento do papel BRL, com vencimento em 2024. A opera\u00e7\u00e3o foi considerada um sucesso pelos t\u00e9cnicos da equipe econ\u00f4mica, uma vez que a demanda chegou a R$ 5 bilh\u00f5es e a taxa de juros para os investidores foi a menor j\u00e1\u00a0 registrada para um t\u00edtulo em moeda brasileira: 8,6% ao ano. A emiss\u00e3o ainda poder\u00e1\u00a0ser estendida ao mercado asi\u00e1tico num total de R$ 300 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O Tesouro informou ainda que, at\u00e9\u00a0o fim da semana, vai recomprar t\u00edtulos em reais com vencimentos em 2016 e 2022. O estoque desses pap\u00e9is hoje chega a R$ 6,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o de emitir em reais e recomprar t\u00edtulos refor\u00e7a o arsenal que vem sendo utilizado pelo governo para conter a queda do d\u00f3lar no pa\u00eds. Isso porque, ao ofertar esse tipo de papel no mercado internacional, o governo permite que aplicadores estrangeiros invistam no Brasil sem ter que ingressar com d\u00f3lares no mercado dom\u00e9stico. Isso reduz a press\u00e3o sobre o c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>A \u00faltima emiss\u00e3o em reais foi em outubro de 2010, com pap\u00e9is vencendo em 2028.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Empres\u00e1rios temem onda de reestatiza\u00e7\u00f5es e nacionaliza\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O clima ontem em Buenos Aires em diversos setores empresariais era de relativo temor por uma onda de nacionaliza\u00e7\u00f5es ou reestatiza\u00e7\u00f5es, ap\u00f3s a decis\u00e3o do governo argentino de expropriar a petrol\u00edfera YPF. No entanto, o ex-vice-ministro da Economia e atual deputado kirchnerista Roberto Feletti, afirmou que o governo &#8220;n\u00e3o est\u00e1 implementando uma pol\u00edtica de nacionaliza\u00e7\u00f5es em massa&#8221;.<\/p>\n<p>Feletti, que ficou famoso no ano passado ao declarar que era necess\u00e1rio &#8220;aprofundar o populismo&#8221;, disse ontem que o modelo de participa\u00e7\u00e3o do capital privado &#8220;n\u00e3o precisa ser exclu\u00eddo&#8221;. &#8220;Existem numerosas empresas que poderiam investir, se tiverem condi\u00e7\u00f5es. Nem tudo necessariamente tem de ser feito pelo Estado argentino.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo o vice-ministro da Economia, Axel Kicillof, a Repsol &#8220;colide com os interesses do pa\u00eds&#8221;. &#8220;Nosso projeto vai aumentar a produ\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera&#8221;, exclamou. Kiciloff, embora vice-ministro, \u00e9 considerado o virtual chefe da pasta da Economia, formalmente nas m\u00e3os do ministro Hern\u00e1n Lorenzino. O jovem vice-ministro, que se transformou no mentor econ\u00f4mico da presidente, disse em sabatina no Senado que &#8220;a YPF dever\u00e1 ser alinhada com o modelo&#8221; kirchnerista.<\/p>\n<p>Ontem, junto com Kiciloff, o ministro do Planejamento Federal, Julio De Vido, designado interventor da YPF, comemorou um virtual aumento de produ\u00e7\u00e3o nas 24 horas transcorridas desde a expropria\u00e7\u00e3o: &#8220;Na refinaria da YPF na cidade de La Plata a produ\u00e7\u00e3o cresceu 5%!&#8221;<\/p>\n<p>Enquanto De Vido e Kicillof falavam aos senadores, chegava ao Senado o projeto de lei de expropria\u00e7\u00e3o da YPF. O governo tem maioria para aprovar o projeto na Casa. Um dos votos favor\u00e1veis, segundo analistas, seria o do ex-presidente e atual senador Carlos Menem, que passou de inimigo mortal do kirchnerismo a aliado do governo nos \u00faltimos tr\u00eas anos. Paradoxalmente, Menem foi o respons\u00e1vel pela privatiza\u00e7\u00e3o da YPF h\u00e1 20 anos.<\/p>\n<p>Os partidos de centro-esquerda e de esquerda da oposi\u00e7\u00e3o, como Uni\u00e3o C\u00edvica Radical (UCR), anunciaram que dar\u00e3o respaldo ao projeto do governo. O Proposta Republicana (PRO) afirmou que a expropria\u00e7\u00e3o &#8220;\u00e9\u00a0 contr\u00e1ria os interesses dos argentinos&#8221;.<\/p>\n<p>No plano externo, o governo Kirchner pretende conseguir o apoio da Petrobr\u00e1s. Na sexta-feira, o ministro De Vido viajar\u00e1\u00a0ao Brasil para reunir-se com o ministro de Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o, e a presidente da Petrobr\u00e1s, Maria das Gra\u00e7as Foster. O encontro, programado desde mar\u00e7o, ser\u00e1\u00a0em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pa\u00eds deve &#8220;nacionalizar a Amaz\u00f4nia&#8221;<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O ambientalista Caetano Scannavino, morador e especialista da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, cobrou mais atua\u00e7\u00e3o do Brasil no desenvolvimento do territ\u00f3rio. Ele defende que os demais estados brasileiros, sobretudo o eixo Rio-S\u00e3o Paulo, devem &#8220;nacionalizar a Amaz\u00f4nia&#8221;, ou seja, se preocupar em se apropriar e conhecer melhor a regi\u00e3o. Para Scannavino, h\u00e1 uma responsabilidade de todo o pa\u00eds com rela\u00e7\u00e3o a este territ\u00f3rio. Coordenador da ONG Projeto Sa\u00fade e Alegria, Scannavino participou do evento &#8220;No Caminho da Rio+20&#8221;, no Rio.<\/p>\n<p>&#8211; O custo \u00e9\u00a0local, mas o benef\u00edcio \u00e9\u00a0global. \u00c9\u00a0 um fato que o Brasil precisa de recursos. S\u00f3\u00a0n\u00f3s n\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es de arcar com o desenvolvimento sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia. Isso n\u00e3o significa que perder\u00edamos a soberania do territ\u00f3rio &#8211; afirmou ele.<\/p>\n<p>O ambientalista disse que o Brasil pode ser vanguardista no quest\u00e3o do desenvolvimento social aliado ao econ\u00f4mico e ambiental na Amaz\u00f4nia, e v\u00ea\u00a0na Rio+20 oportunidade de inserir o tema. Ainda assim, ele tem uma vis\u00e3o c\u00e9tica da confer\u00eancia com rela\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0assinatura de acordos. Com base no Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amaz\u00f4nia Legal (Prodes), Scannavino mostrou que houve redu\u00e7\u00e3o na destrui\u00e7\u00e3o da floresta: em 1988, cerca de 21 mil quil\u00f4metros quadrados foram devastados. Em 2010, cerca de seis mil quil\u00f4metros:<\/p>\n<p>&#8211; A velocidade das a\u00e7\u00f5es n\u00e3o acompanha a velocidade da destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m presente no evento, o presidente do Centro Brasileiro de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (Cebri), Luiz Augusto Castro Neves, criticou a aus\u00eancia e a tardia confirma\u00e7\u00e3o de chefes de estado na Rio+20. At\u00e9 agora, o presidente Barack Obama praticamente descartou a participa\u00e7\u00e3o na c\u00fapula. O presidente da Fran\u00e7a, Nicolas Sarkozy, tamb\u00e9m n\u00e3o se posicionou. Segundo a Embaixada da Alemanha, n\u00e3o h\u00e1 confirma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m da primeira-ministra Angela Merkel. Mas, segundo o Itamaraty, cem chefes de estado j\u00e1 confirmaram participa\u00e7\u00e3o no encontro:<\/p>\n<p>&#8211; O ambiente da Rio+20 n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0dos mais animadores, n\u00e3o s\u00f3\u00a0porque vemos de um lado o mundo atravessando uma crise internacional muito s\u00e9ria; mas, al\u00e9m disso, porque os principais pa\u00edses, como Fran\u00e7a e Estados Unidos, est\u00e3o em processo de elei\u00e7\u00f5es. E ningu\u00e9m quer se comprometer com nada neste momento &#8211; avaliou o embaixador, acrescentando que a falta desses governantes enfraquece o encontro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Petrobras pode ser a pr\u00f3xima v\u00edtima<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Terceira maior petrol\u00edfera em opera\u00e7\u00e3o na Argentina \u2014\u00a0atr\u00e1s apenas da YPF, ent\u00e3o controlada pela espanhola Repsol, e da norte-americana Chevron \u2014, a Petrobras acompanha de perto a crise aberta na segunda-feira com a reestatiza\u00e7\u00e3o da principal empresa do setor no pa\u00eds vizinho. A presidente da estatal brasileira, Maria das Gra\u00e7as Foster, ter\u00e1 na pr\u00f3xima sexta-feira uma reuni\u00e3o de esclarecimento com autoridades do governo argentino para discutir o novo marco regulat\u00f3rio do petr\u00f3leo e a recente cassa\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a de uma \u00e1rea operada no lado de l\u00e1 da fronteira.<\/p>\n<p>&#8220;Temos boas rela\u00e7\u00f5es com a Argentina e est\u00e1vamos avaliando oportunidades futuras no pa\u00eds&#8221;, disse Gra\u00e7a Foster, como \u00e9\u00a0 conhecida, ao ser surpreendida na tarde de segunda-feira pela not\u00edcia do confisco das a\u00e7\u00f5es da Repsol na YPF. No momento do an\u00fancio da reestatiza\u00e7\u00e3o, ela conversava com a secret\u00e1ria de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, sobre potenciais investimentos na explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>A presidente da Petrobras j\u00e1\u00a0estava preocupada com a inesperada perda de uma concess\u00e3o, informada no come\u00e7o do m\u00eas, na prov\u00edncia argentina de Neuqu\u00e9n, maior produtora de g\u00e1s natural do pa\u00eds. O governo local argumentou que a medida era uma resposta \u00e0 recusa da Petrobras em fazer investimentos suficientes para aumentar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Modelo<\/p>\n<p>Gra\u00e7a Foster reafirmou ontem que foi surpreendida pela decis\u00e3o da prov\u00edncia e destacou que a estatal cumpriu o plano m\u00ednimo de desenvolvimento da \u00e1rea. Antes de se reunir com o ministro de Planejamento Federal e Obras P\u00fablicas da Argentina, Julio De Vido, atual interventor da YPF\/Repsol, a executiva vai avaliar o tema com o ministro de Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o.<\/p>\n<p>Ela ressaltou que a reuni\u00e3o com o ministro argentino j\u00e1\u00a0estava marcada e ser\u00e1\u00a0importante para esclarecer todas as d\u00favidas, acrescentando que far\u00e1\u00a0at\u00e9\u00a0amanh\u00e3\u00a0reuni\u00f5es internas na Petrobras para avaliar o quadro no pa\u00eds vizinho, onde est\u00e3o os maiores ativos da estatal no exterior. Para justificar a decis\u00e3o de encaminhar ao Congresso nova legisla\u00e7\u00e3o, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, alegou que apenas estava seguindo o modelo brasileiro, por meio do qual o governo controla 51% da maior empresa local.<\/p>\n<p>Ontem, a presidente da Petrobras voltou a defender que a empresa tenha uma pol\u00edtica de &#8220;vazamento zero&#8221; de petr\u00f3leo e derivados em suas unidades de produ\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos meses, casos de vazamento foram registrados em plataformas nas bacias de Santos e de Campos. &#8220;Dizem que isso (vazamento zero) n\u00e3o existe. Pode at\u00e9\u00a0n\u00e3o existir, mas eu quero&#8221;, cobrou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Estado de S. 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