{"id":26985,"date":"2021-03-10T19:45:19","date_gmt":"2021-03-10T22:45:19","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=26985"},"modified":"2021-03-10T19:45:19","modified_gmt":"2021-03-10T22:45:19","slug":"90-anos-do-partido-comunista-da-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26985","title":{"rendered":"90 anos do Partido Comunista da Venezuela"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pbs.twimg.com\/media\/Evt5mAXXMAMTD41.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Interven\u00e7\u00e3o do Secret\u00e1rio Geral do Comit\u00ea Central do PCV, Oscar Figuera, no Ato Central pelo 90\u00ba Anivers\u00e1rio do PCV<\/p>\n<p>\u201cA hist\u00f3ria nos pertence\u201d<br \/>\n1. Bom dia camaradas. Apresentamos a sauda\u00e7\u00e3o fraterna e solid\u00e1ria de toda a milit\u00e2ncia e dire\u00e7\u00e3o do Partido Comunista da Venezuela e da Juventude Comunista, carregados de empenho militante na luta anti-imperialista pela liberta\u00e7\u00e3o nacional e pelo socialismo-comunismo.<\/p>\n<p>2. Abra\u00e7o caloroso e cheio de gratid\u00e3o a todos os nossos irm\u00e3os Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios do mundo, pela sua participa\u00e7\u00e3o neste ato do 90\u00ba Anivers\u00e1rio da funda\u00e7\u00e3o do PCV e pela militante solidariedade, express\u00e3o e pr\u00e1tica consistente do internacionalismo prolet\u00e1rio com que sempre acompanharam as lutas da classe oper\u00e1ria e dos trabalhadores venezuelanos da cidade e do campo em defesa da soberania, independ\u00eancia e autodetermina\u00e7\u00e3o da P\u00e1tria Bolivariana, bem como as lutas do PCV e da JCV.<\/p>\n<p>3. Como foi dito ao longo deste evento, o Partido Comunista da Venezuela (PCV), o Partido da Foice e Martelo e da Estrela Vermelha de Cinco Pontas em nosso pa\u00eds, o &#8220;Partido Galo Vermelho&#8221; como \u00e9 popularmente conhecido. O Partido que com a difus\u00e3o do marxismo na Venezuela ajudou a criar P\u00edo Tamayo, o Partido de Jos\u00e9 Aquino Torres (Tirso, secret\u00e1rio pol\u00edtico da primeira c\u00e9lula comunista), o Partido de Gustavo Machado, Olga Luzardo, Jes\u00fas Far\u00eda, Jes\u00fas Mart\u00ednez Pozo, Jorge Saldivia Gil, Fernando Key S\u00e1nchez, Manuel Taborda, Max Garc\u00eda, Gabriel Bracho, Eduardo Gallegos Mancera, Pedro Ortega D\u00edaz, Alberto Lovera, Argimiro Gabald\u00f3n, Livia Gouvernier, Donato Carmona, Raquel Reyes, Cruz Villegas, Hemmy Croes, Eumelia Hern\u00e1ndez, Jos\u00e9 \u201cChech\u00e9 \u201dCort\u00e9z, Alonso Ojeda Olaechea, Trino Mele\u00e1n, Nicomedes Abreu, Natalio Castillo, Carmen Conzo\u00f1o, Jer\u00f3nimo Carrera, Mar\u00eda del Mar Alvarez de Lovera, Bel\u00e9n San Juan, Lu\u00eds Fajardo, Carmen Rojas &#8230; o Partido de tantos outros e tantas outras milhares de camaradas cuja mem\u00f3ria resumimos nas mencionadas anteriormente, este partido her\u00f3ico e combativo, leal ao marxismo-leninismo e ao proletariado, est\u00e1 celebrando noventa anos de compromissos inabal\u00e1veis com as lutas e interesses da classe trabalhadora mundial e dos trabalhadores da cidade e do campo venezuelano. Noventa anos a servi\u00e7o da causa suprema da humanidade: o comunismo.<\/p>\n<p>4. Prestamos uma homenagem sincera e merecida aos nossos fundadores e fundadoras, construtores e construtoras, her\u00f3is, hero\u00ednas e m\u00e1rtires do PCV, da JCV e do movimento popular revolucion\u00e1rio venezuelano de todos os tempos, que com seus esfor\u00e7os contribu\u00edram para o avan\u00e7o do processo revolucion\u00e1rio venezuelano, que com sangue e ossos regou e fertilizou os sulcos da colheita que est\u00e1 por vir, que s\u00f3 pode ser a rebeli\u00e3o dos povos contra o capital, a derrubada do regime burgu\u00eas e a tomada do poder pela alian\u00e7a das classes exploradas sob a lideran\u00e7a da classe trabalhadora e sua vanguarda, para construir o socialismo-comunismo. Orgulhoso de nosso passado e lutando pelo futuro comunista, aqui est\u00e1 e continuar\u00e1 o PCV.<\/p>\n<p>5. Desde o seu nascimento at\u00e9 nossos tempos, o PCV foi forjado no caldeir\u00e3o cultural hist\u00f3rico da luta e resist\u00eancia de nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia como povo e na\u00e7\u00e3o venezuelana, valendo-se do pensamento de nossos libertadores, em particular da ideologia emancipat\u00f3ria e de unidade latino-americana-caribenha do Libertador Sim\u00f3n Bol\u00edvar, sempre em di\u00e1logo, encontro e conex\u00e3o com o movimento universal da corrente revolucion\u00e1ria cient\u00edfica e consistente, que exprime os interesses das causas justas dos povos, como o marxismo-leninismo.<\/p>\n<p>6. \u00c9 da\u00ed que viemos, continuamos, l\u00e1 vamos: cientes da nossa responsabilidade hist\u00f3rica; firmes nos princ\u00edpios, valores e objetivos dos quais somos portadores no campo da pr\u00e1xis das organiza\u00e7\u00f5es comunistas na sociedade capitalista; consistente na defesa dos interesses da classe trabalhadora e da na\u00e7\u00e3o venezuelana.<\/p>\n<p>7. O dia 5 de mar\u00e7o de 1931, data da funda\u00e7\u00e3o do PCV, \u00e9 o primeiro momento de auge no processo que j\u00e1 percorria os caminhos da p\u00e1tria venezuelana, a grande p\u00e1tria latino-americano-caribenha e do mundo, sobre os ombros e as batalhas do proletariado nacional e internacional, que teve como farol a Grande Revolu\u00e7\u00e3o Socialista de Outubro, realizada por oper\u00e1rios, camponeses e soldados, que sob a dire\u00e7\u00e3o magistral do Partido Bolchevique liderado por Vladimir Ilyich Lenin, construiu a Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas (URSS).<\/p>\n<p>8. O camarada Fernando Key S\u00e1nchez, um estudioso da hist\u00f3ria da funda\u00e7\u00e3o do PCV, descreve-o para n\u00f3s nestes termos: \u201cNa d\u00e9cada de 1920, diante do fulgor da Grande Revolu\u00e7\u00e3o Socialista de Outubro que derrubou o czarismo feudal-imperialista para estabelecer um governo de trabalhadores, camponeses e soldados; com o impacto pr\u00f3ximo da Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana agr\u00e1ria e anti-imperialista e no \u00e2mbito do desenvolvimento capitalista que a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo pelos trustes ianques e ingleses impunham \u00e0 Venezuela, come\u00e7aram a se perfilar tr\u00eas vertentes revolucion\u00e1rias que, ao confluir, haveriam de gerar o Partido Comunista da Venezuela no interior do pa\u00eds em 1931\u201d.<\/p>\n<p>9. O camarada Key S\u00e1nchez os especifica: \u201c1) o crescimento das classes trabalhadoras e populares e suas lutas reivindicativas, incluindo greves, tanto na regi\u00e3o central do pa\u00eds como nas \u00e1reas petrol\u00edferas; 2) a filia\u00e7\u00e3o ao marxismo-leninismo de um n\u00famero significativo de exilados anti-gomecistas venezuelanos; e 3) os grupos radicalizados de estudantes de 1928-29 que se tornaram simpatizantes do comunismo nas ab\u00f3badas do Castelo de Puerto Cabello, bem como intelectuais de Zulia e de outras regi\u00f5es que seguiram um caminho semelhante\u201d.<\/p>\n<p>10. Um dia, em 5 de mar\u00e7o de 1931, que de longe o prenunciamos lindamente pelo novo e transcendente que estava dando \u00e0 luz a classe oper\u00e1ria venezuelana, que nasceu da clara consci\u00eancia de que, nas masmorras do Castelo de Puerto Cabello &#8211; formalmente chamado de Libertador, desde 1928, P\u00edo Tamayo, precursor das ideias comunistas na Venezuela, plantou em centenas de jovens estudantes que pagaram ali sua rebeli\u00e3o contra a tirania do petr\u00f3leo de Juan Vicente G\u00f3mez, e se juntou \u00e0 consci\u00eancia de classe e m\u00e3os calejadas dos artes\u00e3os, sapateiros, trabalhadores de bondes e cigarros, padeiros, carpinteiros, barbeiros, que viam a Revolu\u00e7\u00e3o Bolchevique \u00e0 dist\u00e2ncia como o verdadeiro objetivo das lutas oper\u00e1rias e do futuro por vir, cuja presen\u00e7a se concretizou com o apoio recebido da Internacional Comunista e seu Bir\u00f4 do Caribe, com a presen\u00e7a de militantes venezuelanos nos partidos comunistas da Fran\u00e7a e dos Estados Unidos, que trouxeram a miss\u00e3o de contribuir para a cria\u00e7\u00e3o do PCV. Dia lindo, cheio de consci\u00eancia, decis\u00e3o, coragem e senso de raz\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>11. Sobre este per\u00edodo que se iniciou em 1928 com os protestos da semana estudantil, o camarada Eduardo Gallegos Mancera nos diz ao se referir aos jovens presos junto com P\u00edo Tamayo: \u201cL\u00e1 (\u2026), germinaram nas mentes daqueles que, embora ainda adolescentes (\u2026), passaram a compreender nas erg\u00e1stulas e campos de trabalhos for\u00e7ados o car\u00e1ter de classe da ditadura de Gomez e a necessidade imperiosa de conectar a luta contra ela com a luta intransigente pela democracia real, contra a explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, contra a domina\u00e7\u00e3o imperialista e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, para o estabelecimento do socialismo\u201d.<\/p>\n<p>12. Nesse dia, 5 de mar\u00e7o de 1931, foi constitu\u00edda a primeira C\u00e9lula do Partido Comunista da Venezuela, designando como seu secret\u00e1rio pol\u00edtico o sapateiro Tom\u00e1s Aquino Torres, membro do PCV at\u00e9 o \u00faltimo dia de sua exist\u00eancia, que chegou at\u00e9 os 100 anos de exist\u00eancia. Honra e gl\u00f3ria \u00e0 mem\u00f3ria imperec\u00edvel do camarada Tom\u00e1s Aquino Torres.<\/p>\n<p>13. O PCV se constr\u00f3i a partir de um processo de cria\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas e n\u00e3o de um acontecimento nacional, em meio \u00e0 mais f\u00e9rrea ditadura de Juan Vicente G\u00f3mez, que estava a servi\u00e7o dos monop\u00f3lios do petr\u00f3leo estadunidense, cuja Constitui\u00e7\u00e3o foi aprovada ap\u00f3s as lutas estudantis e as leis populares de 1928, consagradas em seu artigo 32, par\u00e1grafo 6\u00ba, a proibi\u00e7\u00e3o expressa de divulga\u00e7\u00e3o das ideias comunistas e anarquistas, sob amea\u00e7a de pris\u00e3o, trabalhos for\u00e7ados, confinamento em \u00e1reas in\u00f3spitas, afastamento do pa\u00eds, tortura e assassinato. A clandestinidade foi por muitos anos e, em v\u00e1rios momentos de nossa hist\u00f3ria, a forma de exist\u00eancia e a partir da qual a organiza\u00e7\u00e3o comunista venezuelana executou sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>14. A data que celebramos tem o seu centro de a\u00e7\u00e3o na capital da rep\u00fablica, em Caracas, e foi acompanhada pelo Bir\u00f4 Caribenho da Internacional Comunista, mas contempor\u00e2nea a ela, embora sem atingir as formas leninistas de organiza\u00e7\u00e3o ou estrutura partid\u00e1ria. Processos semelhantes ocorreram em Zulia, T\u00e1chira e outras regi\u00f5es do pa\u00eds. No primeiro, influenciado pela propaganda e literatura marxista enviada do M\u00e9xico e dos Estados Unidos, inclusive &#8220;El Machete&#8221;, jornal do Partido Comunista do M\u00e9xico, e no segundo, pela atividade e incid\u00eancia do Partido Comunista da Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>15. Por certo, o &#8220;Manifesto do Partido Comunista aos Trabalhadores da Venezuela&#8221;, datado de 1\u00ba de maio de 1931 e assinado pelo Comit\u00ea Central Provis\u00f3rio, que seria distribu\u00eddo em nosso pa\u00eds, foi impresso na Col\u00f4mbia com a colabora\u00e7\u00e3o e apoio do querido e irm\u00e3o, o Partido Comunista Colombiano, sob a dire\u00e7\u00e3o do Bureau do Caribe.<\/p>\n<p>16. Este breve relato tem o objetivo de mostrar que no processo de sua constru\u00e7\u00e3o o Partido Comunista da Venezuela se alimenta do desenvolvimento da luta de classes em n\u00edvel nacional e da mais ampla solidariedade do movimento comunista agrupado na III Internacional, a Internacional Comunista , que em seu VII Congresso, na sess\u00e3o noturna de 20 de agosto de 1935, aprovou um \u201cAcordo de Admiss\u00e3o de Novos Partidos \u00e0 Internacional Comunista\u201d, em que se l\u00ea: \u201ca) Aceitar os Partidos Comunistas da Indochina, Filipinas, Peru, Col\u00f4mbia, Costa Rica, Porto Rico e Venezuela como Se\u00e7\u00f5es da Internacional Comunista\u201d.<\/p>\n<p>17. Desde os primeiros tempos de sua funda\u00e7\u00e3o at\u00e9 os dias atuais, o Partido Comunista da Venezuela passou nove d\u00e9cadas de combate incessante em defesa de sua exist\u00eancia como um destacamento do proletariado venezuelano, contra a oligarquia e o imperialismo, contra o oportunismo e o reformismo, pela liberta\u00e7\u00e3o nacional e pelo socialismo-comunismo. Nessa evolu\u00e7\u00e3o, fomos os fundadores do movimento sindical classista e campon\u00eas venezuelano; organizamos e lideramos a primeira grande manifesta\u00e7\u00e3o nacional antiimperialista, como a greve do petr\u00f3leo de 1936-1937; ainda em sigilo, realizamos nossa Primeira Confer\u00eancia Nacional, em 8 de agosto de 1937, para decidir \u201cMostrar a Cara\u201d e promover a reafirma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e estrutura\u00e7\u00e3o nacional do PCV; protagonizamos as jornadas de lutas oper\u00e1rias e camponesas da d\u00e9cada de 1940; promovemos as lutas pelos direitos das mulheres trabalhadoras e da juventude venezuelana; formulamos a estrat\u00e9gia e a t\u00e1tica contra a ditadura Perezjimenista dos anos cinquenta, at\u00e9 que fosse poss\u00edvel construir a unidade nacional expressa na Junta Patri\u00f3tica, que em alian\u00e7a c\u00edvico-militar conseguiu sua derrubada; no exerc\u00edcio de todas as formas de luta, inclusive a luta armada insurrecional, para enfrentar a trai\u00e7\u00e3o de Punto Fijo \u00e0 vit\u00f3ria popular de 23 de janeiro de 1958; no confronto vitorioso com os desvios e deforma\u00e7\u00f5es do marxismo, tanto das posi\u00e7\u00f5es de pseudo-esquerda como de direita dentro e fora do partido; na resist\u00eancia ideol\u00f3gica, pol\u00edtica e de massas contra o regime olig\u00e1rquico-burgu\u00eas institu\u00eddo pelo bipartidarismo de Punto Fijo, que foi derrotado com a vit\u00f3ria de Ch\u00e1vez em 1998, sendo o PCV a primeira organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-partid\u00e1ria a manifestar seu apoio, que mant\u00e9m ao longo de sua gest\u00e3o, apesar da cr\u00edtica franca e honesta que lhe dirigimos em diversas ocasi\u00f5es; em defesa da validade e exist\u00eancia do Partido Comunista da Venezuela, em face das tentativas de liquida\u00e7\u00e3o que em 2007 buscaram sua dissolu\u00e7\u00e3o e que hoje v\u00eam por seus esfor\u00e7os para conseguir o que n\u00e3o puderam em tempos passados. E que hoje tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e3o suficientes, porque como disse o camarada Jes\u00fas Far\u00eda: \u201cNingu\u00e9m destr\u00f3i o Partido Comunista!\u201d<\/p>\n<p>18. Estamos passando por um per\u00edodo de grandes amea\u00e7as aos povos e \u00e0 classe trabalhadora do mundo. O aprofundamento da crise geral do sistema capitalista em sua fase imperialista agrava-se pela acirrada competi\u00e7\u00e3o entre capitais monopolistas. Esta disputa interimperialista e intercapitalista, exacerbada pela tend\u00eancia de queda da taxa de lucro e acelerada ao extremo como resultado da terr\u00edvel pandemia de Covid-19, tamb\u00e9m intensifica a explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora e das massas populares dentro das fronteiras dos Estados nacionais e cria as condi\u00e7\u00f5es para que, dado o controle territorial e social exercido pelos governos, imponha a sua chamada \u201cnova normalidade\u201d, que n\u00e3o \u00e9 outra sen\u00e3o a do capital sobre o trabalho.<\/p>\n<p>19. A deteriora\u00e7\u00e3o da hegemonia econ\u00f4mica dos monop\u00f3lios norte-americanos \u00e9 evidenciada por uma pol\u00edtica internacional cada vez mais agressiva do Governo norte-americano, que se expressa no aumento da inger\u00eancia, agress\u00e3o militar e aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es unilaterais ilegais nas \u00e1reas econ\u00f4mica, financeira e comercial contra pa\u00edses e povos, gerando maiores tens\u00f5es e conflitos globais, amea\u00e7ando a paz mundial com novas guerras de agress\u00e3o, destruindo for\u00e7as produtivas e aprofundando as injusti\u00e7as e desigualdades sociais. A voracidade imperialista \u00e9 a causa das guerras atuais, da destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente, do deslocamento for\u00e7ado de milh\u00f5es de pessoas e da crise humanit\u00e1ria que atinge os povos atacados. O imperialismo, em particular o americano-europeu, continua sendo o principal inimigo de nossos povos e de toda a humanidade.<\/p>\n<p>20. O dif\u00edcil momento em que a pandemia colocou a humanidade \u00e9 aproveitado pela alta burguesia e seus Estados para aplicar pol\u00edticas autorit\u00e1rias, antipopulares e reformas trabalhistas, visando privatizar empresas e servi\u00e7os p\u00fablicos, destruir direitos, desvalorizar sal\u00e1rios, desregulamentando e precarizando as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, reduzindo empregos e superexplorando a for\u00e7a de trabalho, buscando desmantelar as capacidades de resist\u00eancia e luta do movimento oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>21. A crise capitalista mundial \u00e9 descarregada novamente, com todo o seu peso, sobre os ombros dos trabalhadores e dos povos do mundo. Os capitais monopolistas e a burguesia em geral pretendem sacrific\u00e1-los para preservar seus lucros. Estes s\u00e3o tempos de unidade, resist\u00eancia e luta dos povos liderados pela classe trabalhadora para derrubar o dom\u00ednio burgu\u00eas, conquistar o poder e abrir o caminho para a liberta\u00e7\u00e3o nacional e o socialismo-comunismo.<\/p>\n<p>22. No caso venezuelano, o que est\u00e1 em profunda crise \u00e9 o modelo de acumula\u00e7\u00e3o capitalista dependente e rentista, exacerbado pela agress\u00e3o imperialista, que se reflete em uma redu\u00e7\u00e3o de 75% no tamanho da economia nacional (PIB) e as reservas internacionais diminuem em 70% no per\u00edodo de 2014 a 2020.23.<\/p>\n<p>23. Esta contra\u00e7\u00e3o sem precedentes da economia nos \u00faltimos 7 anos corresponde \u00e0 queda abismal das receitas do petr\u00f3leo em consequ\u00eancia, num primeiro momento, da queda dos pre\u00e7os internacionais do petr\u00f3leo desde 2014 e, posteriormente, pela deteriora\u00e7\u00e3o da capacidade produtiva do petr\u00f3leo venezuelano industrial. O colapso operacional da PDVSA \u00e9 o resultado da a\u00e7\u00e3o conjunta de tr\u00eas fatores: as atuais formas privadas de apropria\u00e7\u00e3o das receitas do petr\u00f3leo que levaram \u00e0 sua descapitaliza\u00e7\u00e3o, os esfor\u00e7os corruptos e os efeitos nefastos das san\u00e7\u00f5es imperialistas ilegais que t\u00eam sido aplicadas contra a ind\u00fastria desde 2017.<\/p>\n<p>24. Uma economia caracterizada por sua condi\u00e7\u00e3o de monoexporta\u00e7\u00e3o e multi importa\u00e7\u00e3o, que recebia mais de 90% de sua receita em moeda estrangeira das exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo, e dependia de importa\u00e7\u00f5es em mais de 70%, era inevit\u00e1vel que fosse seriamente afetada desestabilizada pela queda de sua principal fonte de renda. O PCV alertou para o desenrolar dos acontecimentos em 2014 e insistimos na relev\u00e2ncia de aproveitarmos a oportunidade da queda abrupta do pre\u00e7o do petr\u00f3leo e do seu impacto negativo no rendimento nacional, para falar com clareza ao povo e iniciar um impulso massivo ao desenvolvimento produtivo nacional, quando ainda existiam reservas internacionais significativas. N\u00e3o fomos ouvidos. O governo garantiu publicamente nas palavras do presidente Nicol\u00e1s Maduro que o povo n\u00e3o seria afetado e que ningu\u00e9m se preocuparia. O pagamento da d\u00edvida externa foi privilegiado: 109.619 milh\u00f5es de d\u00f3lares foram pagos aos credores entre 2013 e 2017, ambos os anos inclusive, referido pelo Presidente da Rep\u00fablica na sua apresenta\u00e7\u00e3o de contas \u00e0 Assembleia Nacional em janeiro de 2021.<\/p>\n<p>25. N\u00e3o se diz toda a verdade quando se afirma que a causa da crise econ\u00f4mica e os seus efeitos devastadores sobre os trabalhadores s\u00e3o exclusivamente produto da agress\u00e3o imperialista. Este argumento pretende ocultar a responsabilidade do capital privado e da gest\u00e3o governamental na gera\u00e7\u00e3o da crise.<\/p>\n<p>26. A base da crise atual \u00e9 o resultado das formas parasit\u00e1rias de apropria\u00e7\u00e3o privada da renda da minera\u00e7\u00e3o e do petr\u00f3leo em benef\u00edcio da reprodu\u00e7\u00e3o de um capital privado n\u00e3o petrol\u00edfero ineficiente. Baseia-se na captura interna de receitas por esses capitais privados nacionais e transnacionais para a sua posterior fuga para o exterior, sendo um dos seus mecanismos de apropria\u00e7\u00e3o as importa\u00e7\u00f5es massivas e indiscriminadas, assim como a corrup\u00e7\u00e3o. Esse c\u00edrculo vicioso impede que o fluxo de receitas que o pa\u00eds recebe com as receitas do petr\u00f3leo ou da minera\u00e7\u00e3o permane\u00e7a no circuito interno de acumula\u00e7\u00e3o para promover um processo nacional soberano e independente de industrializa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento econ\u00f4mico. Esta especificidade da base econ\u00f4mica venezuelana, longe de se transformar em 20 anos do processo bolivariano, aprofundou-se, apesar dos esfor\u00e7os do presidente Hugo Ch\u00e1vez Fr\u00edas para lutar contra as grandes propriedades, os monop\u00f3lios de comercializa\u00e7\u00e3o e promover planos de industrializa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento produtivo no campo, que foram sabotados por setores de sua pr\u00f3pria equipe ministerial e da alta dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Da\u00ed a continuidade e acentua\u00e7\u00e3o dos graves problemas de depend\u00eancia e atraso agr\u00edcola e industrial de que sofre o pa\u00eds, que nos coloca em total desvantagem face \u00e0s agress\u00f5es imperialistas.<\/p>\n<p>27. Neste ponto devemos fazer uma pausa para prestar homenagem \u00e0 mem\u00f3ria do Presidente Hugo Ch\u00e1vez Fr\u00edas, que morreu em um dia como hoje, 5 de mar\u00e7o de 2013. Fazemos chegar \u00e0 sua fam\u00edlia, ao povo venezuelano, \u00e0 milit\u00e2ncia do PSUV, bem como a PCV, que reconhecemos em Ch\u00e1vez uma lideran\u00e7a consistente com os demais pela liberta\u00e7\u00e3o nacional e pelos direitos do povo. Hoje \u00e9 o momento de reagrupar as for\u00e7as populares revolucion\u00e1rias e as correntes populares chavistas, para defender as conquistas alcan\u00e7adas na gest\u00e3o do presidente Hugo Ch\u00e1vez, recuperar os rumos do processo de liberta\u00e7\u00e3o nacional venezuelano e abrir perspectivas reais ao socialista-comunista em nosso pa\u00eds. Honra e Gl\u00f3ria \u00e0 Mem\u00f3ria do Comandante Hugo Ch\u00e1vez Fr\u00edas!<\/p>\n<p>28. Os que reduzem tudo \u00e0 conspira\u00e7\u00e3o imperialista, a qual sim existe e do PCV a rejeitamos e enfrentamos, escondem a ess\u00eancia do problema: o car\u00e1ter dependente e rentista da economia, os atuais mecanismos de apropria\u00e7\u00e3o privada dos rendimentos da explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera e as formas de gest\u00e3o burguesa do Estado.<\/p>\n<p>29. O decl\u00ednio das receitas do petr\u00f3leo, o pagamento da d\u00edvida externa, a impossibilidade de acesso \u00e0 d\u00edvida externa e as dificuldades geradas pelas penais san\u00e7\u00f5es imperialistas, servem de justifica\u00e7\u00e3o para aprofundar a tend\u00eancia liberal burguesa da pol\u00edtica econ\u00f4mica governamental. O compromisso de reativar a economia por meio de pol\u00edticas de liberaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, que favore\u00e7am o capital local e estrangeiro, ao mesmo tempo em que desvalorizem o pre\u00e7o da for\u00e7a de trabalho, est\u00e1 se concretizando em medidas de privatiza\u00e7\u00e3o das empresas p\u00fablicas, libera\u00e7\u00e3o de encargos tribut\u00e1rios e fiscais ao capital, dolariza\u00e7\u00e3o do a economia e a flexibiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho. As amplas garantias que o governo oferece ao capital privado e aos seus lucros, t\u00eam como contrapartida o sacrif\u00edcio das conquistas alcan\u00e7adas pela classe trabalhadora durante as duras lutas ao longo do s\u00e9culo XX e outras alcan\u00e7adas no processo bolivariano do passado. Ch\u00e1vez. Pol\u00edticas trabalhistas anti-trabalhador s\u00e3o um componente fundamental do ajuste econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>30. \u00c9 diante desta realidade de crise do capitalismo dependente e rentista venezuelano, exacerbada pela agress\u00e3o imperialista e pela pol\u00edtica a servi\u00e7o do capital que, segundo nossa avalia\u00e7\u00e3o, \u00e9 conduzida pelo governo, que o PCV levantou a necessidade de um debate nacional e um afastamento revolucion\u00e1rio. Na falta de resposta a estas propostas, decidimos promover, em conjunto com outros setores sociais e pol\u00edticos com os quais concordamos nesta caracteriza\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o da Alternativa Popular Revolucion\u00e1ria (APR), que lan\u00e7ar\u00e1 um programa de recupera\u00e7\u00e3o do o curso do processo libertador nacional venezuelano e que realmente abre perspectivas para a constru\u00e7\u00e3o do socialismo na Venezuela.<\/p>\n<p>31. Insistimos: na Venezuela o socialismo n\u00e3o est\u00e1 em crise, porque n\u00e3o h\u00e1 socialismo; o que est\u00e1 em crise \u00e9 o capitalismo. A atual crise capitalista mostra que a gest\u00e3o burguesa do Estado est\u00e1 esgotada. Independentemente da fra\u00e7\u00e3o burguesa que chega ao governo, a \u00fanica coisa em seu poder \u00e9 aprofundar a depend\u00eancia econ\u00f4mica e as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias dos trabalhadores. A conquista do poder pela classe oper\u00e1ria e pelo campesinato se afirma hoje como a \u00fanica e verdadeira alternativa de mudan\u00e7as e transforma\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias em benef\u00edcio do povo venezuelano.<\/p>\n<p>32. Somente atrav\u00e9s de uma revolu\u00e7\u00e3o liderada pela classe trabalhadora que desloca a burguesia do poder, o c\u00edrculo vicioso do modelo capitalista venezuelano pode ser definitivamente quebrado pela supera\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia e do rentismo. O poder \u00e9 a \u00fanica garantia para empreender um processo de desenvolvimento nacional e industrializa\u00e7\u00e3o governado por um planejamento centralizado e cient\u00edfico da economia sob a lideran\u00e7a, lideran\u00e7a e controle dos trabalhadores, camponeses, membros da comunidade e do povo.<\/p>\n<p>33. Sem perder de vista este objetivo estrat\u00e9gico, n\u00f3s trabalhadores devemos hoje unir for\u00e7as com outras camadas exploradas da sociedade, para lutar como uma classe contra a agress\u00e3o imperialista e, ao mesmo tempo, contra a precariedade e o empobrecimento que a trajet\u00f3ria liberal nos imp\u00f5e o rumo burgue da pol\u00edtica econ\u00f4mica e social do governo.<\/p>\n<p>34. Neste esfor\u00e7o de unidade revolucion\u00e1ria e anti-imperialista, oper\u00e1ria, camponesa, comunit\u00e1ria e popular, estamos comprometidos com o Partido Comunista da Venezuela, quando celebramos o 90\u00ba anivers\u00e1rio da nossa funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>35. Reafirmamos nossa vontade e decis\u00e3o de fortalecer cada dia mais os la\u00e7os de amizade, fraternidade e solidariedade entre nossos partidos comunistas e os trabalhadores.<\/p>\n<p>36. Queridas e queridos camaradas. Um grande abra\u00e7o do Partido Comunista da Venezuela e da Juventude Comunista da Venezuela por toda sua milit\u00e2ncia e lideran\u00e7as. Para continuar lutando e conquistando os direitos dos trabalhadores da cidade e do campo, pela P\u00e1tria Grande, libertada e socialista-comunista p\u00e1tria!<\/p>\n<p>\u00a1LUCHAR HASTA VENCER CON LAS Y LOS TRABAJADORES AL PODER!<\/p>\n<p>\u00a1UNIDAD DE LOS PUEBLOS CONTRA EL IMPERIALISMO!<\/p>\n<p>\u00a1SOLIDARIDAD CON EL PUEBLO VENEZOLANO ANTE LA AGRESI\u00d3N IMPERIALISTA!<\/p>\n<p>\u00a1VIVA EL INTERNACIONALISMO PROLETARIO!<\/p>\n<p>\u00a1PROLETARIOS DEL MUNDO UN\u00cdOS!<\/p>\n<p>Gracias.<\/p>\n<p>Caracas, 05 de mar\u00e7o de 2021<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>Fonte: https:\/\/prensapcv.wordpress.com\/2021\/03\/08\/oscar-figuera-orgullosos-de-nuestro-pasado-y-luchando-por-el-futuro-comunista-aqui-sigue-y-seguira-el-pc\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/26985\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[228],"class_list":["post-26985","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-71f","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26985"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26985\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}