{"id":27055,"date":"2021-03-24T23:53:52","date_gmt":"2021-03-25T02:53:52","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27055"},"modified":"2021-03-24T23:53:52","modified_gmt":"2021-03-25T02:53:52","slug":"viva-o-pcb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27055","title":{"rendered":"Viva o PCB!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/pw\/ACtC-3dJ9OvbUuX4GysEbKTfLAvPI4PYcB30C7GCnAYkNvzqDKLmiN02R3U1aspnxyvqn0EBI54QozgKyF4s551ma95dJ1i4LE9biaHKt7cshn5GhlBJeR0LUNsrc5L6FVmEKKS4QSILXuCuEx_nL-FReHgw=w579-h687-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->PCB: 99 anos da F\u00eanix Vermelha<\/p>\n<p>Milton Pinheiro (*)<\/p>\n<p>O Partido Comunista Brasileiro (PCB) completa 99 anos de uma presen\u00e7a indel\u00e9vel na hist\u00f3ria pol\u00edtica do nosso pa\u00eds. Destes 99 anos, 56 s\u00e3o na mais violenta clandestinidade. Grande parte do per\u00edodo de legalidade est\u00e1 registrado ap\u00f3s 1985, quando do fim da ditadura.<\/p>\n<p>Surgimos como representantes de diversos coletivos que militavam referenciados na Revolu\u00e7\u00e3o Russa de Outubro de 1917. \u00c9ramos os revolucion\u00e1rios que davam sentido \u00e0s greves do come\u00e7o do s\u00e9culo XX, que marchavam pelas ruas com manifesta\u00e7\u00f5es em defesa dos direitos mais emblem\u00e1ticos da classe trabalhadora, procurando se organizar para construir um operador pol\u00edtico que iria representar o programa da nossa classe e agir em defesa da revolu\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Tornamo-nos, com o desenrolar do s\u00e9culo XX, um partido que esteve presente nas lutas mais profundas desse breve s\u00e9culo. Participamos da organiza\u00e7\u00e3o dos instrumentos da classe trabalhadora na d\u00e9cada de 1920 e criamos uma combativa Imprensa Popular; durante a d\u00e9cada de 1930 avan\u00e7amos nas lutas prolet\u00e1rias e populares, mas, tamb\u00e9m, nos organizamos dentro dos quart\u00e9is. Realizamos o mais importante movimento de \u201cassalto aos c\u00e9us\u201d da hist\u00f3ria brasileira: o levante revolucion\u00e1rio de novembro de 1935, uma experi\u00eancia de Poder Popular que durou tr\u00eas dias em Natal (RN). Essa experi\u00eancia revolucion\u00e1ria foi derrotada por tropas do Estado burgu\u00eas, em alian\u00e7a com coron\u00e9is locais e seus jagun\u00e7os, mas, mesmo com erros do processo, trata-se de uma brava resist\u00eancia hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a brutal repress\u00e3o que se seguiu ao Levante Vermelho e \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o do \u201cEstado Novo\u201d, organizamos as lutas de resist\u00eancia ao fascismo no Brasil e quando os ventos foram soprados a partir da derrota nazifascista na Segunda Grande Guerra, conseguimos encontrar a luz no fim do t\u00fanel. Com a legalidade, nos tornamos um partido de massas; elegemos Luiz Carlos Prestes, nosso secret\u00e1rio-geral, o senador mais bem votado do Brasil, assim como uma vigorosa bancada com 14 deputados federais. Nas elei\u00e7\u00f5es seguintes, para as Assembleias Legislativas dos estados, elegemos mais de 40 deputados. Contudo, o manto do reacionarismo se imp\u00f4s novamente e o Partido foi colocado na ilegalidade. Nossos parlamentares foram cassados. Primeiro, a bancada federal e depois nossas bancadas de deputados estaduais.<\/p>\n<p>O PCB volta \u00e0 clandestinidade, todavia agora, como um forte operador pol\u00edtico da classe trabalhadora no final da d\u00e9cada de 1940. Estivemos na greve dos 300 mil em S\u00e3o Paulo, na Campanha do Petr\u00f3leo \u00e9 Nosso, marcamos a luta pela reforma agr\u00e1ria de forma revolucion\u00e1ria nos levantes camponeses de Porecatu, Trombas e Formoso. Organizamos manifesta\u00e7\u00f5es contra a presen\u00e7a de tropas brasileiras na guerra imperialista da Cor\u00e9ia; est\u00e1vamos onde a luta se fazia necess\u00e1ria por todo o Brasil.<\/p>\n<p>Propusemos, com o Manifesto de Agosto de 1950, novas formas de luta em profunda conex\u00e3o com a revolu\u00e7\u00e3o brasileira. Sindicatos livres, organiza\u00e7\u00f5es populares e prolet\u00e1rias sem o controle do Estado, organiza\u00e7\u00e3o das lutas das mulheres e uma den\u00fancia combativa e militante contra o racismo.<\/p>\n<p>Constru\u00edmos na hist\u00f3ria brasileira a maior presen\u00e7a intelectual de todos os tempos, uma marca seminal na cultura brasileira. Afinal, na hist\u00f3ria do s\u00e9culo XX, lutaram dentro do nosso Partido as figuras mais importantes das letras, ci\u00eancias, artes, m\u00fasica, mundo art\u00edstico, do teatro e do cinema. Gigantes como Graciliano Ramos, Jorge Amado, Oswald de Andrade, C\u00e2ndido Portinari, Di Cavalcanti, Pag\u00fa, M\u00e1rio Lago, Francisco Milani, Rui Fac\u00f3, Monteiro Lobato, Caio Prado Jr., Paulo da Portela, Silas de Oliveira, Alberto Passos Guimar\u00e3es, Nelson Werneck Sodr\u00e9, M\u00e1rio Schemberg, Nise da Silveira, Carlos Drummond de Andrade, Gianfrancesco Guarnieri, Oduvaldo Vianna Filho, Adolfo Lutz, C\u00edcero Dias, Apar\u00edcio Torelly (Bar\u00e3o de Itarar\u00e9), Dias Gomes, Paulo Leminski, Vladimir Herzog, Nelson Pereira dos Santos, Leon Hirszman, Oscar Niemeyer, Jo\u00e3o Saldanha, C\u00e9sar Lattes e milhares dos\/as melhores filhos\/as da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Somos a origem da esquerda brasileira, contudo, n\u00e3o nos transformamos no maior partido desse campo ideol\u00f3gico. Por\u00e9m, germinamos no processo hist\u00f3rico brasileiro as lutas mais f\u00e9rteis da nossa classe e iluminamos, com passos seguros, nas trevas ou \u00e0 luz do dia, a trilha das lutas que procuram o sentido da revolu\u00e7\u00e3o brasileira, pois somos o PCB, o longevo operador pol\u00edtico da nossa classe.<\/p>\n<p>Ao completarmos 99 anos temos orgulho da nossa hist\u00f3ria de erros e acertos. Estivemos ao lado dos revolucion\u00e1rios que constru\u00edram as revolu\u00e7\u00f5es anticapitalistas pelo mundo, a exemplo da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, China, Coreia, Cuba, Vietn\u00e3 e das democracias populares do leste europeu e da \u00c1frica. Combatemos ao lado da luta anticolonial e das a\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias pelo mundo. Somos, desde sempre, um partido internacionalista em defesa da revolu\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Nessa longa hist\u00f3ria de lutas, jamais devemos deixar de reverenciar nossos fundadores, mas, tamb\u00e9m, os homens e as mulheres que lutaram para que pud\u00e9ssemos estar aqui hoje. Figuras como Minervino de Oliveira, Oct\u00e1vio Brand\u00e3o, Elisa Branco, Giocondo Dias, Carlos Marighella, Lyndolpho Silva, Maria Arag\u00e3o, M\u00e1rio Alves, Jos\u00e9 Maria Crispim, Yeda Maria Ferreira, Osvaldo Pacheco, Antonieta Campos da Paz, Hor\u00e1cio Macedo, Ana Montenegro, Dinarco Reis, Paulo Cavalcanti, Iraci Pican\u00e7o, Greg\u00f3rio Bezerra, Maria Brand\u00e3o, Zuleika D\u2019Alembert, Adalgisa Cavalcanti e o lend\u00e1rio Luiz Carlos Prestes.<\/p>\n<p>Precisamos rememorar, tamb\u00e9m, aqueles militantes hist\u00f3ricos que tiveram seu sangue derramado quando lutavam em defesa da classe trabalhadora, das liberdades democr\u00e1ticas e contra a opress\u00e3o. N\u00e3o esqueceremos jamais nossos 43 m\u00e1rtires assassinados pela ditadura burgo-militar de 1964: Ivan Rocha Aguiar (estudante), Antogildo Pascoal Viana (oper\u00e1rio), Carlos Schirmer (oper\u00e1rio), Pedro Domiense de Oliveira (carteiro), Manuel Alves de Oliveira (militar), Newton Eduardo de Oliveira (oper\u00e1rio), Jo\u00e3o Alfredo (campon\u00eas), Pedro In\u00e1cio de Ara\u00fajo (campon\u00eas), Israel Tavares Roque (oper\u00e1rio), Divo Fernandes D\u2019oliveira (mar\u00edtimo), Severino Elias de Melo (militar), Inoc\u00eancio Pereira Alves (Alfaiate), Lucindo Costa (funcion\u00e1rio p\u00fablico), Jo\u00e3o Roberto Borges de Souza (estudante), Jos\u00e9 Dalmo Guimar\u00e3es Lins (jornalista), Francisco da Chagas Pereira (militar), Epaminondas Gomes de Oliveira (sapateiro), Ismael Silva de Jesus (estudante), C\u00e9lio Augusto Guedes (dentista), Jos\u00e9 Mendes de S\u00e1 Roriz (militar), Davi Capistrano da Costa (militar), Jos\u00e9 Roman (oper\u00e1rio), Jo\u00e3o Massena Melo (oper\u00e1rio), Luiz Ign\u00e1cio Maranh\u00e3o Filho (jornalista), Valter de Souza Ribeiro (militar), Afonso Henrique Martins Saldanha (professor), Elson Costa (caminhoneiro), Hiran de Lima Pereira (administrador), Jayme Amorim de Miranda (jornalista), Nestor Veras (campon\u00eas), Itair Veloso (oper\u00e1rio), Alberto Aleixo (oper\u00e1rio), Jos\u00e9 Ferreira de Almeida (militar), Jos\u00e9 Maximino de Andrade Neto (militar), Pedro Jer\u00f4nimo de Souza (comerci\u00e1rio), Jos\u00e9 Montenegro de Lima (estudante), Orlando Bonfim (jornalista), Vladimir Herzog (jornalista), Neide Alves Santos (propagandista), Manoel Fiel Filho (oper\u00e1rio), Feliciano Eug\u00eanio Neto (oper\u00e1rio), Louren\u00e7o Camelo Mesquita (taxista) e Jos\u00e9 Pinheiro Jobim (diplomata). Presentes, sempre!<\/p>\n<p>Apesar dos equ\u00edvocos do pr\u00e9-1964, a luta desenvolvida pelo PCB na constru\u00e7\u00e3o dos movimentos populares e prolet\u00e1rios e na articula\u00e7\u00e3o da Frente Democr\u00e1tica foram fundamentais para derrotar a ditadura e plantarmos um novo tempo de liberdades democr\u00e1ticas com o fim do regime militar. Os anos 1980 foram tempos de confus\u00e3o pol\u00edtica e ideol\u00f3gica, que se configuram como o pior tempo hist\u00f3rico da exist\u00eancia do PCB. Trata-se do mais profundo conjunto de erros da nossa hist\u00f3ria, quando o taticismo politicista tentou matar o operador estrat\u00e9gico. No entanto, a F\u00eanix Vermelha soube operar sua depura\u00e7\u00e3o e organizar a nossa Reconstru\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria a partir de 1992.<\/p>\n<p>Voltamos \u00e0 centralidade das lutas prolet\u00e1rias e populares, colocamos na ordem do dia a estrat\u00e9gia socialista como formula\u00e7\u00e3o central para orientar a a\u00e7\u00e3o t\u00e1tica. Constru\u00edmos instrumentos de combate \u00e0 sociabilidade da sociedade capitalista, a exemplo do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM), Coletivo Negro Minervino de Oliveira (CNMO) e o LGBT Comunista; avan\u00e7amos na organiza\u00e7\u00e3o de nossas frentes de massas a exemplo da Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC) e a Unidade Classista (UC). N\u00e3o somos ainda o maior partido da esquerda brasileira, mas n\u00e3o teremos lutas da nossa classe sem a presen\u00e7a convicta do PCB.<\/p>\n<p>Vivemos um grave momento hist\u00f3rico. A ordem do capital e seu estafeta no Pal\u00e1cio do Planalto tentam movimentar hordas neofascistas no sentido da ruptura golpista. O agitador fascista e genocida, Jair Bolsonaro, quer dizimar a popula\u00e7\u00e3o com a sua total irresponsabilidade diante do exterm\u00ednio causado pela Covid 19. Precisamos derrotar o miliciano, organizar a luta pelo impedimento do governo de extrema direita, lutar por vacina\u00e7\u00e3o j\u00e1 para todos\/as, exigir o aux\u00edlio emergencial integral, combater a carestia e defender o emprego\/trabalho, ao tempo que devemos lutar ao lado da classe trabalhadora pela sua reorganiza\u00e7\u00e3o. Temos que criar condi\u00e7\u00f5es adequadas para a luta.<\/p>\n<p>Nesses 99 anos de luta fomos vitoriosos, mas tamb\u00e9m derrotados. No entanto, soubemos fazer a autocr\u00edtica necess\u00e1ria e reorganizar nossas bandeiras e a\u00e7\u00f5es, para operarmos na luta de classes. Nossa luta \u00e9 anticapitalista, anti-imperialista e em defesa da humanidade, contra a explora\u00e7\u00e3o e as opress\u00f5es da sociedade burguesa, sempre na perspectiva da revolu\u00e7\u00e3o brasileira e do projeto socialista.<\/p>\n<p>Hoje, n\u00f3s, comunistas brasileiros, estamos completando 99 anos de lutas que marcaram a hist\u00f3ria do Brasil e do mundo. Afinal, muitos dos nossos militantes lutaram na Guerra Civil Espanhola, na Resist\u00eancia Francesa e nas batalhas da Segunda Guerra Mundial na Europa. O que sempre nos guiou foi a procura pela revolu\u00e7\u00e3o e a perspectiva do socialismo. Durante essa longa jornada, o sangue dos nossos camaradas se confundiu com o vermelho da nossa bandeira e adubou o solo f\u00e9rtil das nossas lutas nas batalhas que a nossa classe desenvolveu no Brasil e no mundo. Com essa hist\u00f3ria e com essas convic\u00e7\u00f5es reafirmamos que estamos aqui em defesa da humanidade, porque Fomos, Somos e Seremos Comunistas.<\/p>\n<p>Viva os 99 anos do PCB!<\/p>\n<p>Viva o Poder Popular no rumo do Socialismo!<\/p>\n<p>(*) Milton Pinheiro \u00e9 professor titular de hist\u00f3ria pol\u00edtica da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Membro do CC e coordenador da Comiss\u00e3o dos Cem anos do PCB.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27055\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[365],"tags":[219],"class_list":["post-27055","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-centenario-do-pcb","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-72n","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27055","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27055"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27055\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}