{"id":27160,"date":"2021-04-15T22:05:10","date_gmt":"2021-04-16T01:05:10","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27160"},"modified":"2021-04-15T22:05:10","modified_gmt":"2021-04-16T01:05:10","slug":"a-guerra-de-bolsonaro-contra-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27160","title":{"rendered":"A guerra de Bolsonaro contra o Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images.jota.info\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/sdede-1024x572.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->A guerra n\u00e3o est\u00e1 clara quando aprendemos com Bolsonaro que \u201ca economia\u201d deve seguir com a disneyl\u00e2ndia do agropop sendo adubada por corpos?<\/p>\n<p>Por Pedro Marin | Revista Opera<\/p>\n<p>Tr\u00eas das grandes narrativas cl\u00e1ssicas do mundo ocidental emergiram da Guerra de Tr\u00f3ia: a Il\u00edada e a Odiss\u00e9ia, atribu\u00eddas a Homero, e a Eneida, escrita por Virg\u00edlio. S\u00e3o todos poemas \u00e9picos, que tratam de deuses e her\u00f3is com os destinos entrela\u00e7ados pela guerra. Il\u00edada conta a hist\u00f3ria da guerra em si; Aquiles, bom e bravo, destinado \u00e0s batalhas, abandona seus homens, desmotivado pela captura de Criseida. Na Odisseia, o centro da narrativa \u00e9 um Ulisses que, depois de convencer Aquiles a retornar \u00e0 guerra e venc\u00ea-la, passa dez anos tentando o regresso \u00e0 sua cidade natal, onde sua esposa \u00e9 cortejada por centenas de homens e seu filho \u2013 agora um adulto \u2013 o aguarda. A Eneida, por fim, narra os feitos de Eneias, um troiano salvo da Guerra de Troia que parte para o L\u00e1cio, onde fundar\u00e1 um novo Estado.<\/p>\n<p>Essas tr\u00eas obras tiveram grande import\u00e2ncia na constru\u00e7\u00e3o de estados \u2013 o grego e o romano \u2013 e para nortear o comportamento e a cultura de seus homens. No entanto, um aspecto hist\u00f3rico interessante \u00e9 que, a despeito de todos os mitos, hist\u00f3rias, filmes e espet\u00e1culos, h\u00e1 discuss\u00e3o sobre a veracidade hist\u00f3rica da Guerra de Troia, com alguns autores argumentando que o conflito descrito na obra de Homero corresponderia na verdade a um agrupamento de conflitos ocorridos em diferentes locais e \u00e9pocas. A discuss\u00e3o remete j\u00e1 a Tuc\u00eddides, que anota no seu Hist\u00f3ria da Guerra do Peloponeso algumas inconsist\u00eancias e exageros na obra hom\u00e9rica. Ainda assim, escreve Tuc\u00eddides que a guerra se estendeu \u201cn\u00e3o tanto [pela] escassez de homens quanto \u00e0 falta de recursos; por car\u00eancia de provis\u00f5es, levaram um ex\u00e9rcito reduzido e restrito ao n\u00famero de homens que esperavam poder manter com recursos de l\u00e1 mesmo, quando em luta; mas, depois que chegaram e venceram o combate [\u2026] v\u00ea-se que n\u00e3o usaram de todas as suas for\u00e7as, mas que se dedicaram \u00e0 cultura da terra do Quersoneso e \u00e0 pirataria, por car\u00eancia de provis\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Hoje vivemos n\u00f3s uma guerra encarni\u00e7ada, a n\u00edvel global. A met\u00e1fora irrita alguns, mas n\u00e3o a uso como uma met\u00e1fora. \u00c9 guerra de fato. Na \u00e9poca em que vivemos, n\u00e3o faltam provis\u00f5es para o combate ao inimigo invis\u00edvel que subitamente se apresentou. H\u00e1 respiradores, hospitais, distanciamentos, m\u00e1scaras, isolamentos, lockdowns, ci\u00eancia, e o surgimento de vacinas sempre esteve no horizonte. H\u00e1 recursos suficientes para que ningu\u00e9m pade\u00e7a por falta deles. Mas, ainda assim, v\u00e3o-se \u00e0s centenas de milhares.<\/p>\n<p>A guerra contra o coronav\u00edrus n\u00e3o \u00e9 uma guerra de fuzis e baionetas, mas ela coloca no centro da rotina dos povos uma interroga\u00e7\u00e3o: quanto custa impedir a morte? Quantos, quem, como e onde morrer\u00e3o? Mao fixou que a pol\u00edtica \u00e9 guerra sem derramamento de sangue, e a guerra, pol\u00edtica sangrenta. A economia assombra ambas perpetuamente; move-se na pol\u00edtica em fun\u00e7\u00e3o dela, e a guerra costuma estalar quando as solu\u00e7\u00f5es sobre a distribui\u00e7\u00e3o dos recursos e riquezas n\u00e3o podem ser satisfeitas pela pol\u00edtica. N\u00e3o fica a rela\u00e7\u00e3o perfeitamente clara quando, em Tuc\u00eddides, aprendemos que uma guerra se prolongou pela falta de recursos, e quando, em Bolsonaro, aprendemos que \u201ca economia\u201d n\u00e3o pode parar nem quando a disneyl\u00e2ndia do agropop \u00e9 adubada por corpos? N\u00e3o est\u00e1 cristalino do que se trata quando muitos s\u00e3o jogados \u00e0 morte, por supostamente n\u00e3o poderem impedir sua marcha, enquanto poucos da marcha lucram? N\u00e3o \u00e9 guerra quando, sendo vacinas e insumos as ferramentas da vida, Estados tomam-nas para si enquanto as negam a outros povos?<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Gauden Galea \u2013 que n\u00e3o \u00e9 romano, mas su\u00ed\u00e7o, e n\u00e3o \u00e9 poeta, e sim representante da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade na China \u2013 tra\u00e7ou o pr\u00f3logo da poss\u00edvel epopeia de nossa guerra global ao dizer que o isolamento realizado em Wuhan e Hubei foi \u201csem precedentes na hist\u00f3ria da sa\u00fade p\u00fablica\u201d. No paneg\u00edrico sobre o primeiro campo de batalha, na qual n\u00e3o se combatia s\u00f3 um inimigo invis\u00edvel, mas tamb\u00e9m desconhecido, se diria que dez mil volunt\u00e1rios se apresentaram em dez horas ap\u00f3s a convoca\u00e7\u00e3o; que mais de 42 mil trabalhadores da sa\u00fade foram mobilizados pelo Estado; que 34 mil funcion\u00e1rios e trabalhadores do governo trataram de procurar e atender infectados. E que, assim, somente 4.636 chineses morreram.<\/p>\n<p>Haveria loas tamb\u00e9m a outros povos. Se mencionaria como uma na\u00e7\u00e3o de \u201crice-eaters\u201d (comedores de arroz), d\u00e9cadas depois de se embrenharem nas florestas tropicais da Indochina e se tornarem arquitetos de esconderijos para combater os invasores, foi convocada pelos alto-falantes da guerra a se esconder mais uma vez \u2013 dessa vez dentro de suas casas \u2013 para impedir a invas\u00e3o do v\u00edrus. E que, assim, somente 35 vietnamitas morreram.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o de uma pequena ilha \u2013 de Cuba, n\u00e3o de Creta \u2013 tamb\u00e9m n\u00e3o passaria despercebido. As linhas da epopeia falariam de um povo que vive completamente isolado da economia global, mas \u00e9 o mais solid\u00e1rio do planeta; ele voa longe para ajudar onde quer que seja chamado, inclusive nas terras de Virg\u00edlio. E, n\u00e3o contente, ainda em isolamento, mobiliza seus cientistas e m\u00e9dicos para a alquimia das vacinas. E assim deixaram de morrer muitos, em muitos lugares; e mortos em Cuba foram somente 384.<\/p>\n<p>A epopeia, no entanto, n\u00e3o foi escrita. As grandes obras midi\u00e1ticas de nosso tempo ignoram as ilhas e os camponeses, e falam da \u201ca\u00e7\u00e3o sem precedentes na hist\u00f3ria da sa\u00fade p\u00fablica\u201d como um \u201ctempo sem precedentes de autoritarismo e vigil\u00e2ncia\u201d, apontando seus dedos, do alto das pilhas de corpos, contra os \u201cerros da China\u201d, enquanto elogiam como defensores da liberdade os mesmos tipos de dem\u00f4nios que, em nossas terras, invadem hospitais. Foram acompanhados, \u00e9 bom que se diga, por algumas das mentes declaradamente mais esclarecidas desse mundo. Se fizeram dessas epopeias um besti\u00e1rio, em que g\u00eanero descrever\u00e3o Bolsonaro?<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>A despeito de n\u00e3o termos motivo para nenhum tipo de alegria, tomo de uma com\u00e9dia \u2013 a Divina de Dante \u2013 um par\u00e1grafo apropriado para o que venho escrever: \u201cAbandonai toda a esperan\u00e7a, \u00f3 v\u00f3s que entrais\u201d.<\/p>\n<p>O inferno \u00e9 t\u00e3o profundo que muitos dos que vinham vivendo no purgat\u00f3rio confundem-no hoje com o c\u00e9u; no momento em que escrevo, mais de 287 mil caix\u00f5es j\u00e1 comp\u00f5em os degraus da escadaria, e as cornetas e gemidos anunciam todos os dias quase tr\u00eas mil escal\u00f5es novos.<\/p>\n<p>H\u00e1 em tudo confus\u00e3o. Confronta-se a economia com a sa\u00fade, a sa\u00fade com a economia, para que a guerra seja feita ostensiva, em um caso, ou dissimulada, em outro. Governadores como Jo\u00e3o D\u00f3ria ostentam diplomas humanit\u00e1rios sem que tenham agido assertivamente para salvar vidas. Basta que se diferenciem de presidentes e ministros-militares que, assertivamente, trabalham para encerr\u00e1-las.<\/p>\n<p>Suspeito que as grandes massas do povo tenham alguma clareza em meio \u00e0 confus\u00e3o, ou, melhor, alguma confus\u00e3o em meio \u00e0 pr\u00f3pria clareza. Intuem que \u201ce da\u00ed\u201d deveria ser express\u00e3o proibida no l\u00e9xico presidencial, que v\u00edrus n\u00e3o fazem \u201cmaricas\u201d e que vacinas n\u00e3o metamorfoseiam jacar\u00e9s. Mas intuem tamb\u00e9m que algu\u00e9m haver\u00e1 de pagar pela guerra, e desconfiam de decretos estaduais \u201cpela vida\u201d que instituem o telemarketing como uma atividade essencial. Estranham o ator que, na televis\u00e3o, faz ioga para estimul\u00e1-los a ficar em casa, porque sabem quantas esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 h\u00e1 entre Itaquera e a Consola\u00e7\u00e3o, e discutem a aglomera\u00e7\u00e3o desde que tomam trens; podem ensinar 29 asanas singulares \u00e0 Globo, aprendidas para manter o equil\u00edbrio quando o \u00f4nibus, cheio, breca. Mais que a morte, que n\u00e3o conhecem, temem a fome, que conhecem. Tendem a entregar as pr\u00f3prias vidas \u00e0 fortuna por n\u00e3o verem virt\u00fa em l\u00edder algum.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>A Guerra do Paraguai, uma guerra aberta feita no s\u00e9culo 19, consistiu na matan\u00e7a de 300 mil paraguaios. Hoje o grande espet\u00e1culo de sangue com o qual conformamos nossa Rep\u00fablica se volta contra n\u00f3s mesmos \u2013 para ado\u00e7ar (ou amargar) mais a ironia, sob um governo em que pululam militares. Tamb\u00e9m h\u00e1 militares no Paraguai. Mario Abdo Ben\u00edtez, o presidente, \u00e9 um, e carrega o nome de seu pai, um assessor pessoal do militar e ditador Alfredo Stroessner, que governou o Paraguai entre 1954 e 1989, deixando como rastro de sua ditadura \u2013 uma das mais longevas da hist\u00f3ria desse s\u00e9culo \u2013 milhares de pris\u00f5es, torturas, assassinatos e estupros.<\/p>\n<p>O Paraguai tem cerca de 7 milh\u00f5es de habitantes, e l\u00e1 3.620 pessoas morreram em decorr\u00eancia da Covid-19. Em agosto do ano passado, ainda sob medidas de restri\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds tinha somente 52 mortes. Em meio \u00e0 flexibiliza\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es, no entanto, os paraguaios t\u00eam vivido nas \u00faltimas semanas uma alta nos casos, num cen\u00e1rio de falta de leitos de UTI, fortes ind\u00edcios de corrup\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia de vacinas \u2013 menos de 0,1% da popula\u00e7\u00e3o foi vacinada. Por isso, os paraguaios decidiram sair \u00e0s ruas, pedindo a cabe\u00e7a de ministros e do presidente: tr\u00eas ministros se foram, mas Mario Abdo segura firme na cadeira. A sede do Partido Colorado, que domina a pol\u00edtica do pa\u00eds h\u00e1 mais de 70 anos \u2013 o \u00fanico presidente que n\u00e3o pertencia ao partido durante esse per\u00edodo, Fernando Lugo, foi golpeado em 2012 \u2013 foi incendiada.<\/p>\n<p>N\u00e3o temos nada disso aqui, at\u00e9 agora. Vamos perdendo uma batalha definitiva: a de demonstrar a esse povo receoso e desconfiado que h\u00e1 justi\u00e7a na sua descren\u00e7a, mas que tamb\u00e9m h\u00e1 sa\u00edda no horizonte, denunciando a estrat\u00e9gia do caos que alimenta de sangue uns e outros. O paradoxo \u201cgostaria de me proteger, mas preciso trabalhar\u201d tem media\u00e7\u00e3o; mas o campo popular n\u00e3o a ofereceu de maneira convincente, sendo encampado pela direita liberal, que mata com modos, em sua luta contra a protofascista, que urra ao matar. \u00c9 certo que colaboraram para isso o sil\u00eancio e as distor\u00e7\u00f5es midi\u00e1ticas sobre as realiza\u00e7\u00f5es de outros pa\u00edses e povos. Epopeias podem mudar o mundo tanto quanto a sua aus\u00eancia; escritas fazem guerras onde guerras n\u00e3o houve. Inexistindo, fazem paz onde paz n\u00e3o h\u00e1.<\/p>\n<p>H\u00e1 raz\u00e3o portanto para mobiliza\u00e7\u00e3o, para a propaganda, para o aparecimento da virt\u00fa \u2013 mas nunca para o desespero. A ma\u00e7\u00e3 n\u00e3o cai longe da \u00e1rvore \u2013 vale para Mario Abdo, o filho, em rela\u00e7\u00e3o ao pai; vale para Bolsonaro em rela\u00e7\u00e3o ao hom\u00f3logo paraguaio; vale para o povo paraguaio que, como Ulisses regressando \u00e0 casa, p\u00f5em-se em guerra, nas ruas, para buscar a paz. N\u00f3s tamb\u00e9m hemos de ach\u00e1-la. E se aqui a guerra n\u00e3o declarada tomar outros contornos, como um j\u00e1 sugerido Estado de Defesa, ecoar\u00e3o em n\u00f3s os versos da Il\u00edada:<\/p>\n<p>\u201cMas uma dor se apoderou do Pelida, cujo cora\u00e7\u00e3o<br \/>\nno peito hirsuto se dividia no que haveria de pensar:<br \/>\nou desembainhar de junto da coxa a espada afiada<br \/>\ne dispersar a assembleia matando o Atrida;<br \/>\nou antes acalmar a ira e refrear o cora\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27160\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[224],"class_list":["post-27160","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-744","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27160"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27160\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}