{"id":27171,"date":"2021-04-18T13:20:24","date_gmt":"2021-04-18T16:20:24","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27171"},"modified":"2021-04-18T13:20:35","modified_gmt":"2021-04-18T16:20:35","slug":"o-terrorismo-da-otan-no-seu-esplendor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27171","title":{"rendered":"O terrorismo da OTAN no seu esplendor"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.abrilabril.pt\/sites\/default\/files\/styles\/6c-275x175\/public\/assets\/img\/13868.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Foto: MAHMUD TURKIA \/ AFP VIA GETTY IMAGES<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Goul\u00e3o<\/p>\n<p>ABRIL ABRIL<\/p>\n<p>\u00abChegamos, vimos e ele morreu\u00bb, proclamou imperialmente Hillary Clinton ap\u00f3s o desfecho da b\u00e1rbara opera\u00e7\u00e3o de tortura e execu\u00e7\u00e3o de Muammar Khaddafi, supervisionada pelos servi\u00e7os secretos franceses.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 2011, quando a OTAN j\u00e1 bombardeava a L\u00edbia, Muammar Khaddafi enviou uma mensagem ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lembrando que as for\u00e7as de seguran\u00e7a do seu pa\u00eds estavam \u00aba combater a al-Qaeda no Magrebe isl\u00e2mico, nada mais\u00bb, pelo que a interven\u00e7\u00e3o estrangeira \u00abera um risco de consequ\u00eancias incalcul\u00e1veis no Mediterr\u00e2neo e na Europa\u00bb. O apelo do dirigente l\u00edbio n\u00e3o surtiu efeito: afinal, para as for\u00e7as atlantistas a opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o era \u00abum risco\u00bb mas sim uma estrat\u00e9gia deliberada \u2013 para todos os efeitos, uma estrat\u00e9gia terrorista.<\/p>\n<p>A L\u00edbia de hoje, moldada pela OTAN sob o comando de Obama, Joseph Biden, presidente dos Estados Unidos em fun\u00e7\u00f5es, e Hillary Clinton, um suporte da atual administra\u00e7\u00e3o norte-americana onipresente nos bastidores, \u00e9 uma amostra em carne viva das pr\u00e1ticas efetivamente terroristas da Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica. Um pa\u00eds desgovernado, desmembrado, um viveiro de mercen\u00e1rios terroristas \u00abisl\u00e2micos\u00bb sob m\u00faltiplas chancelas que deixam os seus rastos de horrores atrav\u00e9s do Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica, da S\u00edria a Cabo Delgado, em Mo\u00e7ambique; um pa\u00eds que funciona como um florescente entreposto de com\u00e9rcio de drogas, tr\u00e1fico de seres humanos, um man\u00e1 de petr\u00f3leo de alta qualidade para as multinacionais francesas, brit\u00e2nicas e norte-americanas e, simultaneamente, um imenso campo de concentra\u00e7\u00e3o para refugiados de incont\u00e1veis origens sustentado pelos contribuintes da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>N\u00e3o existem ind\u00edcios de que a situa\u00e7\u00e3o tenda a melhorar. Negocia-se apenas para negociar e para dar cobertura \u00e0s atividades criminosas e desumanas instauradas na esteira da opera\u00e7\u00e3o da OTAN. O \u00abgoverno\u00bb de Tripoli foi entregue \u00e0 Irmandade Mu\u00e7ulmana sob tutela da ONU, isto \u00e9, dos Estados Unidos; o \u00abgoverno de Benghazi\u00bb \u00e9 um instrumento do \u00abgeneral\u00bb Khalifa Haftar, reconhecidamente um ativo da CIA desde que desertou das hostes de Khaddafi; pelo meio campeiam os poderes de mil\u00edcias \u00abisl\u00e2micas\u00bb e estruturas sect\u00e1rias de \u00edndole tribal vivendo de uma rica pan\u00f3plia de neg\u00f3cios criminosos que v\u00e3o desde a guerra aos tr\u00e1ficos de droga e humano passando pelo contrabando de petr\u00f3leo e pela multiplica\u00e7\u00e3o de \u00abguardas costeiras\u00bb patrocinadas direta e indiretamente pela Uni\u00e3o Europeia \u2013 bra\u00e7os dos grupos que controlam o tr\u00e1fico de refugiados.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica alimenta-se a si pr\u00f3pria; com ela convive tranquilamente o chamado \u00abmundo civilizado\u00bb, que realmente em nada contribui para tentar resolv\u00ea-la.<\/p>\n<p>A mensagem de Khaddafi para Obama s\u00f3 podia ter o destino que teve porque aqueles que foram destruir a L\u00edbia n\u00e3o tinham \u00abriscos\u00bb a medir mas uma estrat\u00e9gia a cumprir. E esta continua \u00e0 vista de todos: terrorista e colonial.<\/p>\n<p>\u00ab\u2026 E ele morreu\u00bb<br \/>\n\u00abChegamos, vimos e ele morreu\u00bb, proclamou imperialmente Hillary Clinton, ent\u00e3o secret\u00e1ria de Estado de Obama, ap\u00f3s o desfecho da b\u00e1rbara opera\u00e7\u00e3o de tortura e execu\u00e7\u00e3o de Muammar Khaddafi, supervisionada pelos servi\u00e7os secretos franceses (1). O presidente franc\u00eas em exerc\u00edcio, Nicolas Sarkozy, era dos mais interessados em silenciar o dirigente l\u00edbio, sobretudo depois de ter deflagrado o esc\u00e2ndalo dos apoios milion\u00e1rios de Khaddafi \u00e0 sua elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve qualquer \u00abinterven\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria\u00bb na L\u00edbia, ao contr\u00e1rio do que foi invocado pelos agressores (2). Nem o Congresso dos Estados Unidos deu autoriza\u00e7\u00e3o ao presidente para realizar os bombardeamentos (3), alegando que Obama n\u00e3o apresentou qualquer raz\u00e3o que os justificasse.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia na Cirenaica invocada sobretudo pelo Departamento de Estado norte-americano para desencadear a \u00abResponsibility to Protect (R2P)\u00bb, a suposta responsabilidade de proteger popula\u00e7\u00f5es civis atrav\u00e9s de opera\u00e7\u00f5es armadas, foi empolada para provocar a agress\u00e3o. Os pr\u00f3prios e-mails de e para Hillary Clinton, em boa hora tornados p\u00fablicos pelo website WikiLeaks \u2013 uma das principais raz\u00f5es da sanha persecut\u00f3ria contra Julian Assange \u2013, reconhecem isso mesmo. Duas semanas antes de iniciados os bombardeamentos, uma enviada da USAID, Harriet Spanos, comunicou a Clinton que \u00abBenghazi tem estado calma nos \u00faltimos dias, a atividade econ\u00f3mica continua, lojas e bancos est\u00e3o abertos, os telem\u00f3veis funcionam e a internet regressou\u00bb.<\/p>\n<p>As supostas urg\u00eancias \u00abhumanit\u00e1rias funcionaram, mais uma vez, como pretextos para desencadear uma guerra e provocar uma mudan\u00e7a de regime programada alguns anos antes. Em 2 de mar\u00e7o de 2007, um ex-comandante da OTAN, o general norte-americano Wesley Clark, enunciou os sete pa\u00edses \u00aba desmantelar\u00bb pelos Estados Unidos: Iraque, L\u00edbia, S\u00edria, Ir\u00e3, Som\u00e1lia, Sud\u00e3o e L\u00edbano. Mais tarde sublinhou: \u00aba invas\u00e3o da L\u00edbia por Obama foi planejada na administra\u00e7\u00e3o Bush; a S\u00edria \u00e9 a seguir\u00bb. O general sabia do que falava; e ainda hoje nos ajuda a perceber o que est\u00e1 a acontecer com o Ir\u00e3 e o L\u00edbano.<\/p>\n<p>Os preciosos e-mails de e para Clinton confirmam, por outro lado, que a inclus\u00e3o de hordas de mercen\u00e1rios \u00abisl\u00e2micos\u00bb no dispositivo operacional da OTAN para desmantelamento da L\u00edbia foi uma op\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica id\u00eantica \u00e0 assumida noutros teatros de opera\u00e7\u00f5es, como por exemplo na S\u00edria e no Iraque, embora de maneira menos assumida.<\/p>\n<p>Numa mensagem de correio electr\u00f3nico enviada a Hillary Clinton dedicada \u00e0 necessidade de \u00abestabelecer a seguran\u00e7a no Norte de \u00c1frica\u00bb, Sidney Blumenthal, conselheiro da secret\u00e1ria de Estado, assume \u00abque o regime de Khaddafi tem tido \u00eaxito em suprir a amea\u00e7a jihadista na L\u00edbia, pelo que a situa\u00e7\u00e3o atual (alian\u00e7a da OTAN com o terrorismo isl\u00e2mico) abre a porta ao ressurgimento do jihadismo\u00bb.<\/p>\n<p>No aparelho pol\u00edtico dos Estados Unidos e da OTAN havia, portanto, uma no\u00e7\u00e3o real das rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7as, pelo que a alian\u00e7a operacional com o terrorismo isl\u00e2mico foi deliberada e transformada numa estrat\u00e9gia que n\u00e3o funcionou apenas no cen\u00e1rio l\u00edbio.<\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o de urg\u00eancia<br \/>\nA agress\u00e3o contra a L\u00edbia foi uma opera\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7a de regime de certa maneira at\u00edpica e ditada por urg\u00eancias que n\u00e3o se registaram noutros casos em que foi dispensada uma t\u00e3o evidente \u2013 e comprometedora \u2013 interven\u00e7\u00e3o massiva e continuada de for\u00e7as a\u00e9reas da OTAN.<\/p>\n<p>O ano de 2011 seria o do in\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o de mecanismos econ\u00f4micos e monet\u00e1rios de \u00edndole especificamente africana, como por exemplo o Fundo Monet\u00e1rio Africano e uma moeda pan-africana que permitiria, por exemplo, contornar o d\u00f3lar em rela\u00e7\u00f5es comerciais, designadamente no campo energ\u00e9tico.<\/p>\n<p>Essas a\u00e7\u00f5es, que minariam a estrutura neocolonial estabelecida pelas principais pot\u00eancias, sobretudo a Fran\u00e7a, que controla o franco CFA (moeda da \u00c1frica Central), foram impulsionadas pela L\u00edbia de Kadafi com base nos 150 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em ativos no estrangeiro e nas reservas de ouro em 25 pa\u00edses que ascendiam a quase 150 toneladas.<\/p>\n<p>Tais circunst\u00e2ncias transformaram a agress\u00e3o da OTAN contra a L\u00edbia numa t\u00edpica opera\u00e7\u00e3o colonial. Uma das primeiras decis\u00f5es da administra\u00e7\u00e3o Obama, coincidente com o in\u00edcio da guerra, foi o congelamento dos ativos financeiros l\u00edbios no estrangeiro \u2013 cerca de 100 bilh\u00f5es de d\u00f3lares s\u00f3 em pa\u00edses da OTAN \u2013 e das suas reservas de ouro.<\/p>\n<p>O congelamento traduziu-se, de fato, num esbulho. Quando os mecanismos internacionais do costume, o Banco Mundial e o FMI, come\u00e7aram a estabelecer os or\u00e7amentos e os condicionalismos econ\u00f4micos e pol\u00edtico-sociais a impor ao Estado l\u00edbio destru\u00eddo, parte desses ativos \u2013 o resto continua em parte incerta, mas certamente n\u00e3o \u00e9 usado em proveito do povo l\u00edbio \u2013 transformaram-se em empr\u00e9stimos \u00e0 pr\u00f3pria L\u00edbia. Moral da hist\u00f3ria: um pa\u00eds que n\u00e3o tinha d\u00edvida externa, essencialmente porque geria a riqueza energ\u00e9tica em proveito da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o, passou a receber o dinheiro que lhe pertence sob a forma de empr\u00e9stimos de inst\u00e2ncias internacionais.<\/p>\n<p>Dez anos passados, a L\u00edbia continua no ch\u00e3o. Aquele que foi o mais desenvolvido pa\u00eds de \u00c1frica, com um crescimento de 16,6% em 2010 e o 55\u00ba entre 194 no \u00edndice de desenvolvimento humano da ONU, caiu mais de 50 lugares nesta tabela em menos de uma d\u00e9cada. Perante um Estado destru\u00eddo, um quinto dos 7,5 milh\u00f5es de habitantes necessitam agora verdadeiramente de ajuda humanit\u00e1ria \u2013 que n\u00e3o lhes chega \u2013 e mais de 700 mil carecem de apoio alimentar.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a obra da OTAN, realizada em colabora\u00e7\u00e3o com terroristas isl\u00e2micos, alguns dos quais autores de crimes contra popula\u00e7\u00f5es europeias. Abdelhakim Belhadj, por exemplo, que a OTAN transformou em comandante militar de Tr\u00edpoli antes de ser enviado para organizar os mercen\u00e1rios \u00abisl\u00e2micos\u00bb na S\u00edria, esteve envolvido no atentado ferrovi\u00e1rio de Madrid em 2004, que provocou 193 mortos. E Abu Sufian bin Qumu, veterano terrorista que serviu a al-Qaeda e Bin Laden no Sud\u00e3o e no Afeganist\u00e3o, em 2011 treinou \u00abrebeldes isl\u00e2micos\u00bb aliados da OTAN em Derna, Cirenaica, depois de ter passado seis anos no campo de concentra\u00e7\u00e3o de Guant\u00e1namo.<\/p>\n<p>Se recordo o tr\u00e1gico epis\u00f3dio da destrui\u00e7\u00e3o da L\u00edbia nestas linhas n\u00e3o \u00e9 apenas para assinalar uma efem\u00e9ride redonda. Fa\u00e7o-o numa ocasi\u00e3o em que a OTAN est\u00e1 na calha para uma outra opera\u00e7\u00e3o indireta \u2013 ou mesmo direta incorrendo, nesse caso, em riscos terr\u00edveis para o planeta \u2013 ao apoiar o regime de base nazista da Ucr\u00e2nia em novos movimentos para tentar esmagar as popula\u00e7\u00f5es russ\u00f3fonas do Leste do pa\u00eds, nas regi\u00f5es de Donetsk e Lugansk. S\u00e3o muitos os sinais de que tal pode acontecer, o principal dos quais foi dado pelo presidente Joseph Biden ao declarar o \u00abtotal apoio\u00bb dos Estados Unidos a uma a\u00e7\u00e3o desse tipo. E logo num momento em que a NATO est\u00e1 envolvida nos gigantescos jogos de guerra \u00abDefender Europe\u00bb, no \u00e2mbito dos quais concentra poderosos meios navais e a\u00e9reos no Mar Negro, o que vem provocando reac\u00e7\u00e3o sim\u00e9trica da R\u00fassia.<\/p>\n<p>O terrorismo da OTAN \u00e9, como se percebe, um comportamento inerente \u00e0 pr\u00f3pria exist\u00eancia da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Goul\u00e3o, exclusivo O Lado Oculto\/AbrilAbril<\/p>\n<p>1. A a\u00e7\u00e3o determinante dos servi\u00e7os secretos franceses na busca e assassinato de Muammar Khaddafi foi tornada p\u00fablica por membros do governo de transi\u00e7\u00e3o apoiado pela OTAN (ver \u00abMort de Kadhafi : un officiel libyen accuse les services fran\u00e7ais\u00bb, em Le Parisien, 30 de Setembro de 2012). O Eliseu negou veementemente a acusa\u00e7\u00e3o, mas quando o militante que prendera Kadafi foi raptado e torturado, no interior da L\u00edbia, por partid\u00e1rios do antigo Chefe de Estado que, mais de um ano depois, a\u00ed continuavam a resistir, a Fran\u00e7a disponibilizou um voo humanit\u00e1rio para o recuperar. Omran Ben Chaaban morreu num hospital parisiense a 25 de setembro de 2012, segundo declarou o Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros franc\u00eas (ver mesma fonte).<br \/>\n2. O cinismo assumiu propor\u00e7\u00f5es insuspeitadas no que diz respeito \u00e0 infraestrutura civil de abastecimento de \u00e1guas do pa\u00eds. Kadafi foi acusado pela sua destrui\u00e7\u00e3o mas uma investiga\u00e7\u00e3o apurou ter sido a OTAN, que espalhara a not\u00edcia, a destruir a infraestrutura \u2013 que ainda hoje n\u00e3o foi reposta relativamente ao tempo em que fora constru\u00edda e cuidadosamente mantida pelo chefe de Estado l\u00edbio. Ver \u00abWar crime: NATO deliberately destroyed Libya&#8217;s water infrastructure\u00bb, no Ecologist, a 14 de maio de 2015.<br \/>\n3. Barack Obama foi acusado de ter ignorado o Congresso e desrespeitado a Constitui\u00e7\u00e3o, na guerra de agress\u00e3o contra a L\u00edbia. Ver \u00abHow Obama Ignored Congress, and Misled America, on War in Libya\u00bb, em The Atlantic, 13 de setembro de 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27171\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[228],"class_list":["post-27171","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-74f","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27171","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27171"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27171\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}