{"id":27181,"date":"2021-04-23T06:14:10","date_gmt":"2021-04-23T09:14:10","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27181"},"modified":"2021-04-23T06:14:10","modified_gmt":"2021-04-23T09:14:10","slug":"cronologia-de-uma-provocacao-aterradora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27181","title":{"rendered":"Cronologia de uma provoca\u00e7\u00e3o aterradora"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.zeit.de\/politik\/ausland\/2021-03\/vereinte-nationen-erklaerung-russland-gewalt-ostukraine\/wide__1300x731\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Militrares ucranianos no Donbass (foto de arquivo)<br \/>\nCr\u00e9ditos \/ alfa.lt<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Goul\u00e3o<\/p>\n<p>Biden, Blinken, Nuland, Pyatt \u2013 a equipa operacional do golpe Euromaidan est\u00e1 de regresso \u00e0 Ucr\u00e2nia. Entretanto, continuamos a ser informados de que tudo est\u00e1 a acontecer por causa da \u00abagress\u00e3o russa\u00bb.<\/p>\n<p>No dia 24 de mar\u00e7o deste ano, o presidente da Ucr\u00e2nia, Volodymyr Zelensky, assinou o decreto 117\/2021 no qual determina que a pol\u00edtica oficial do seu regime \u00e9 a de \u00abreconquistar\u00bb a Crimeia \u00e0 R\u00fassia; e identifica o porto de Sebastopol como alvo priorit\u00e1rio desta estrat\u00e9gia. A iniciativa foi acompanhada pelo transporte de avultados meios de guerra, incluindo comboios de tanques, em direc\u00e7\u00e3o ao Leste ucraniano, a regi\u00e3o onde Kiev tem mantido um cerco e actos de guerra contra as popula\u00e7\u00f5es civis, essencialmente a cargo de unidades militares e paramilitares nazis.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de Zelensky provocou uma rea\u00e7\u00e3o sim\u00e9trica por parte da R\u00fassia: refor\u00e7o das capacidades militares na Pen\u00ednsula da Crimeia e nas imedia\u00e7\u00f5es da fronteira oriental da Ucr\u00e2nia. A comunica\u00e7\u00e3o social corporativa, sobretudo a \u00abde refer\u00eancia\u00bb, s\u00f3 conta esta parte da hist\u00f3ria, encaixando-a na narrativa da \u00abagress\u00e3o russa\u00bb. Para se ter uma no\u00e7\u00e3o da real gravidade da situa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 necess\u00e1rio conhecer o cen\u00e1rio completo.<\/p>\n<p>Volodymyr Zelensky n\u00e3o retirou o decreto da sua cartola porque simplesmente lhe apeteceu ou porque o considere como a mais aconselh\u00e1vel maneira de desviar as aten\u00e7\u00f5es da ca\u00f3tica situa\u00e7\u00e3o interna em que o golpe Euromaidan mergulhou a Ucr\u00e2nia desde 2014. As circunst\u00e2ncias demonstram que este ex-comediante de TV transformado em presidente est\u00e1 sob o controle direto de Richard Moore, chefe dos servi\u00e7os secretos brit\u00e2nicos MI6, que o recebe em Londres e dirige pessoalmente o cumprimento do gui\u00e3o belicista que ele pr\u00f3prio tra\u00e7ou para ser cumprido a partir de Kiev. Esta liga\u00e7\u00e3o foi demonstrada pela televis\u00e3o Rossiya 1 e est\u00e1, naturalmente, associada \u00e0 integra\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia, do Mar Negro e das regi\u00f5es b\u00e1lticas em geral nas gigantescas manobras militares da OTAN \u00abDefender Europe 21\u00bb que est\u00e3o decorrendo at\u00e9 finais de junho.<\/p>\n<p>Moore foi antigo embaixador brit\u00e2nico na Turquia, pelo que ter\u00e1 facilitado os contatos entre Erdogan e Zelensky, que t\u00eam recentes desenvolvimentos terroristas na regi\u00e3o do Mar Negro.<\/p>\n<p>Zelensky tem, portanto, as costas bem quentes. Por isso, o seu chefe de Estado-Maior, o general Ruslan Komchak, anunciou que se \u00abprepara para realizar uma ofensiva na Ucr\u00e2nia Oriental\u00bb, opera\u00e7\u00e3o essa em que \u00abest\u00e1 prevista a participa\u00e7\u00e3o de membros da OTAN\u00bb. Ser\u00e1?<\/p>\n<p>Ao que a OTAN tem respondido, sobretudo durante reuni\u00f5es efetuadas em meados de abril em Bruxelas, que est\u00e1 ao lado do regime ucraniano na sua defesa da \u00abintegridade\u00bb do pa\u00eds \u2013 declara\u00e7\u00e3o curiosa de uma alian\u00e7a que se dedica a desintegrar pa\u00edses: Iugosl\u00e1via, Iraque e L\u00edbia falam por si.<\/p>\n<p>\u00abIntegridade\u00bb da Ucr\u00e2nia significa, neste contexto, o regresso da Crimeia \u00e0 soberania de Kiev e o refor\u00e7o da repress\u00e3o contra as popula\u00e7\u00f5es russ\u00f3fonas das prov\u00edncias da regi\u00e3o do Donbass \u2013 Donetsk e Lugansk \u2013 que n\u00e3o reconhecem o regime de base nazi nascido do golpe de 2014. Foi precisamente para evitar uma situa\u00e7\u00e3o de repress\u00e3o militar como a que vigora no Donbass que a popula\u00e7\u00e3o da Crimeia votou massivamente em referendo a sua reintegra\u00e7\u00e3o na R\u00fassia, da qual fora separada por acto administrativo assumido nos anos cinquenta do s\u00e9culo passado pelo dirigente sovi\u00e9tico Nikita Krushchov.<\/p>\n<p>Acontecimentos vertiginosos<br \/>\nQuando Zelensky assinou o decreto que desencadeou a situa\u00e7\u00e3o em desenvolvimento no terreno e nas chancelarias, o secret\u00e1rio da Defesa norte-americano e chefe do Pent\u00e1gono, Lloyd Austin, declarou o \u00abapoio inabal\u00e1vel dos Estados Unidos \u00e0 soberania da Ucr\u00e2nia\u00bb. Washington sinalizou assim que n\u00e3o se tratou de um acto isolado do chefe do regime ucraniano e que existe uma interrela\u00e7\u00e3o entre o decreto presidencial e a invas\u00e3o do Mar Negro e da Ucr\u00e2nia pela OTAN sob a cobertura dos jogos de guerra \u00abDefender Europe 2021\u00bb. Exerc\u00edcios estes envolvendo 40 mil efetivos de 25 pa\u00edses europeus, norte-americanos e africanos para \u00abdemonstrar a capacidade dos Estados Unidos em ser um parceiro estrat\u00e9gico nos Balc\u00e3s, Mar Negro, no C\u00e1ucaso, Ucr\u00e2nia e em \u00c1frica\u00bb.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m no seu perfeito ju\u00edzo iria supor que a R\u00fassia ficaria imp\u00e1vida e serena perante tais acontecimentos. Pelo que estamos a viver as incid\u00eancias de uma inquietante provoca\u00e7\u00e3o montada para apresentar as medidas defensivas adotadas por Moscovo como uma evid\u00eancia da \u00abagress\u00e3o russa\u00bb.<\/p>\n<p>Dado o sinal por Austin, os acontecimentos tornaram-se vertiginosos.<\/p>\n<p>No dia 6 de abril, o chefe do regime de Kiev telefonou ao secret\u00e1rio-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, para lhe testemunhar que \u00aba OTAN \u00e9 a \u00fanica maneira de terminar com a guerra no Donbass\u00bb e, portanto, a \u00absua presen\u00e7a deve ser permanente e um poderoso obst\u00e1culo \u00e0 R\u00fassia, que continua a militariza\u00e7\u00e3o em larga escala e dificulta as movimenta\u00e7\u00f5es de navios mercantes\u00bb.<\/p>\n<p>Em 10 de abril, Zelensky foi recebido em Istambul pelo \u00absult\u00e3o\u00bb Erdogan, como j\u00e1 se percebeu por intercess\u00e3o direta do chefe do MI6. Na sequ\u00eancia do encontro, 150 soldados turcos foram deslocados para Mariupol, cidade ucraniana do Mar Negro, de modo a enquadrar o contingente de mercen\u00e1rios \u00abisl\u00e2micos\u00bb que os servi\u00e7os secretos turcos (MIT) est\u00e3o a recrutar sobretudo em Idlib, na S\u00edria, para combater na Ucr\u00e2nia tal como t\u00eam feito na L\u00edbia e no Azerbaij\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Mariupol encontra-se tamb\u00e9m a chamada Brigada Isl\u00e2mica Internacional que a Turquia criou recorrendo a mercen\u00e1rios t\u00e1rtaros.<\/p>\n<p>Antes de se avistar com o presidente turco, Volodymyr Zelensky tinha feito um acordo com o Qatar sobre o arrendamento de um porto no Mar Negro, precisamente Mariupol. O Qatar tem sido um dos pa\u00edses que fornece for\u00e7as especiais para processos suscept\u00edveis de envolver interven\u00e7\u00f5es da OTAN, como aconteceu na L\u00edbia.<\/p>\n<p>A \u00abconten\u00e7\u00e3o\u00bb de Kiev<br \/>\nEm 13 de Abril reuniu-se em Bruxelas a Comiss\u00e3o OTAN-Ucr\u00e2nia, para avaliar \u00abo estado da seguran\u00e7a\u00bb neste pa\u00eds; o ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros de Kiev, Dmytro Kauleb, informou sobre \u00abos \u00faltimos desenvolvimentos\u00bb e a oportunidade serviu para o chefe de Estado Maior Komchak reafirmar o lan\u00e7amento da \u00abofensiva na Ucr\u00e2nia Oriental\u00bb. Os participantes na reuni\u00e3o comprometeram-se a assegurar a \u00abintegridade territorial\u00bb da Ucr\u00e2nia, acusaram os \u00abrebeldes do Leste\u00bb de \u00abquebrar o cessar-fogo\u00bb e a R\u00fassia de refor\u00e7ar os dispositivos militares, sobretudo na Crimeia. Exigiram a \u00abretirada militar russa da Ucr\u00e2nia\u00bb, isto \u00e9, da Pen\u00ednsula da Crimeia \u2013 territ\u00f3rio russo.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, Stoltenberg congratulou-se pelo fato de a OTAN \u00abajudar a Ucr\u00e2nia a concretizar as suas aspira\u00e7\u00f5es euro-atl\u00e2nticas\u00bb e prometeu \u00abcontinuar a desenvolver\u00bb a coopera\u00e7\u00e3o com este pa\u00eds, e tamb\u00e9m com a Ge\u00f3rgia, sobre as quest\u00f5es \u00abda seguran\u00e7a no Mar Negro\u00bb.<\/p>\n<p>Ainda em Bruxelas e tamb\u00e9m em meados de abril o secret\u00e1rio de Estado norte-americano, Anthony Blinken, avistou-se com os ministros dos Neg\u00f3cios Estrangeiros de Fran\u00e7a, Alemanha, It\u00e1lia e Reino Unido para proclamar o apoio \u00e0 \u00abintegridade territorial\u00bb da Ucr\u00e2nia; saudou a \u00abconten\u00e7\u00e3o de Kiev\u00bb perante as \u00abprovoca\u00e7\u00f5es russas\u00bb enquanto acusava Moscou de \u00abret\u00f3rica incendi\u00e1ria\u00bb, de multiplicar \u00abataques na zona de contato\u00bb e de refor\u00e7ar os dispositivos militares na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto isso, dois cruzadores norte-americanos movimentaram-se em direc\u00e7\u00e3o ao Mar Negro para juntar-se aos vastos meios navais e a\u00e9reos da OTAN j\u00e1 ali presentes; e cinco avi\u00f5es militares de transporte H\u00e9rcules C-130 viajaram de Stutgard para Kiev. A Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica, entretanto, criou um centro de treino de tiro de precis\u00e3o em Mariupol. Recorda-se que um dos epis\u00f3dios fulcrais do golpe Euromaidan foi a utiliza\u00e7\u00e3o de snipers georgianos que dispararam simultaneamente sobre manifestantes e pol\u00edcias para acelerarem os confrontos e o desfecho \u00abdemocr\u00e1tico\u00bb pretendido pela OTAN e a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>A R\u00fassia, por seu lado, tem respondido \u00e0 militariza\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela OTAN sob pretexto dos exerc\u00edcios \u00abDefender Europe 21\u00bb com o refor\u00e7o dos dispositivos militares na Pen\u00ednsula da Crimeia e na sua fronteira com a Ucr\u00e2nia, neste caso atrav\u00e9s da recoloca\u00e7\u00e3o do importante corpo de p\u00e1ra-quedistas de Pskov.<\/p>\n<p>As raz\u00f5es do fen\u00f4meno<br \/>\nSendo certo que Zelensky n\u00e3o agiu sozinho ao assinar o decreto sobre \u00abreconquistar\u00bb a Crimeia poder\u00e1 levantar-se uma interroga\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica: por que agora?<\/p>\n<p>Na verdade, j\u00e1 n\u00e3o resta muito tempo aos Estados Unidos para tentarem alcan\u00e7ar um dos objectivos essenciais dos \u00faltimos anos que \u00e9 o de impedirem a constru\u00e7\u00e3o do gasoduto North Stream 2 acordado entre a R\u00fassia e a Alemanha para abastecer a Europa de g\u00e1s natural russo. Os trabalhos est\u00e3o em fase de conclus\u00e3o, apesar de v\u00e1rias empresas europeias se terem retirado devido \u00e0s san\u00e7\u00f5es de Washington, e continuam a ter o apoio da poderosa economia alem\u00e3.<\/p>\n<p>Liquidar este projeto de coopera\u00e7\u00e3o \u00e9, para os dirigentes de Washington, uma via para entorpecer ainda mais as rela\u00e7\u00f5es entre a Uni\u00e3o Europeia e Moscovo e, sobretudo, para perturbar gravemente a coopera\u00e7\u00e3o especial entre a R\u00fassia e a Alemanha, que se desenvolve claramente \u00e0 revelia das posi\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o Europeia e, sobretudo, da OTAN. Enquanto proclama a necessidade de preservar a \u00abintegridade\u00bb da Ucr\u00e2nia, Berlim mant\u00e9m a aposta no gasoduto, incorrendo na reprova\u00e7\u00e3o de Washington.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o das gigantescas manobras anuais \u00abDefender Europe\u00bb, dedicadas aos mares Negro e B\u00e1ltico e \u00e0 Ucr\u00e2nia em particular, definiu a janela de oportunidade pr\u00f3pria para Zelensky atear o rastilho de uma situa\u00e7\u00e3o altamente provocat\u00f3ria, que envolve a movimenta\u00e7\u00e3o de capacidades nucleares. Est\u00e1 impl\u00edcita nestas movimenta\u00e7\u00f5es a inten\u00e7\u00e3o de transformar a opera\u00e7\u00e3o provocat\u00f3ria numa situa\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o permanente a alto n\u00edvel, terreno prop\u00edcio para os especialistas em criar focos de confronto que povoam a regi\u00e3o, sobretudo os enraizados grupos nazistas em que assenta a operacionalidade do regime de Kiev.<\/p>\n<p>O presidente russo, Vladimir Putin, tentou deitar um pouco de \u00e1gua na fervura entrando diretamente em contato com o presidente franc\u00eas e a chanceler alem\u00e3 alertando-os para os riscos que est\u00e3o a ser vividos e pelos quais a Europa pagar\u00e1 um pre\u00e7o incalcul\u00e1vel se forem levados \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias. Merkel e Macron, por\u00e9m, s\u00e3o peixes gra\u00fados da OTAN, mas n\u00e3o s\u00e3o a OTAN.<\/p>\n<p>Outra circunst\u00e2ncia que favorece o clima de elevada tens\u00e3o instaurado \u00e9 a reconstitui\u00e7\u00e3o, em torno de Joseph Biden agora como presidente dos Estados Unidos, da equipa operacional da estrutura do Partido Democrata norte-americano que montou o golpe ucraniano de 2014 e que fez do regime assim implantado em Kiev um instrumento provocat\u00f3rio ao servi\u00e7o do expansionismo da OTAN e dos des\u00edgnios imperiais de Washington.<\/p>\n<p>Anthony Blinken, secret\u00e1rio de Estado norte-americano, ele pr\u00f3prio de origem ucraniana, era membro do Conselho de Seguran\u00e7a Nacional e depois secret\u00e1rio de Estado adjunto no per\u00edodo em que a administra\u00e7\u00e3o Obama\/Biden promoveu o golpe.<\/p>\n<p>Blinken canalizou atrav\u00e9s de Victoria Nuland, operacional do Departamento de Estado em fun\u00e7\u00f5es no terreno, os cinco mil milh\u00f5es de d\u00f3lares para instaurar \u00abum bom governo em Kiev\u00bb, como recomendou o actual secret\u00e1rio de Estado.<\/p>\n<p>Nuland esteve em pessoa na Pra\u00e7a Maidan, em Kiev; grava\u00e7\u00f5es de conversas nas quais participou d\u00e3o conta do processo como foram escolhidos os dirigentes ucranianos empossados na ocasi\u00e3o, entre eles alguns quadros de chefia do arraigado setor nazista com passado hitleriano.<\/p>\n<p>O interlocutor de Nuland nessas conversas foi Geoffrey R. Pyatt, atual embaixador dos Estados Unidos na Gr\u00e9cia, de onde dirigiu as opera\u00e7\u00f5es que criaram, \u00e0 revelia da vontade popular, um pa\u00eds conhecido como Maced\u00f3nia do Norte, mais uma parcela da antiga Iugosl\u00e1via, agora submetida \u00e0s ordens da OTAN e da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Pyatt era embaixador na Ucr\u00e2nia em 2013\/2014. Agora \u00e9 o titular da diplomacia de Washington na Gr\u00e9cia, pa\u00eds que acolhe os jogos de guerra \u00abIniochos 21\u00bb da OTAN, centrados no Mar Egeu e tamb\u00e9m com participa\u00e7\u00e3o de tropas israelenses e dos Emirados \u00c1rabes Unidos, por sua vez integrados na macroestrutura dos exerc\u00edcios \u00abDefender Europe 21\u00bb.<\/p>\n<p>Biden, Blinken, Nuland, Pyatt \u2013 a equipa operacional do golpe Euromaidan est\u00e1 de regresso \u00e0 Ucr\u00e2nia, dando a ideia n\u00edtida de que pretende retomar o que iniciou e lev\u00e1-lo at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias nas fronteiras com a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Entretanto, continuamos a ser informados de que tudo est\u00e1 acontecendo por causa da \u00abagress\u00e3o russa\u00bb.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Goul\u00e3o, exclusivo O Lado Oculto\/AbrilAbril<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27181\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[125],"tags":[233],"class_list":["post-27181","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c138-ucrania","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-74p","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27181","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27181"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27181\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27181"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27181"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27181"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}