{"id":27188,"date":"2021-04-25T09:38:19","date_gmt":"2021-04-25T12:38:19","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27188"},"modified":"2021-04-25T09:38:19","modified_gmt":"2021-04-25T12:38:19","slug":"o-anti-imperialismo-do-embuste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27188","title":{"rendered":"O anti-imperialismo do embuste"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resistir.info\/moriente\/imagens\/isis.png\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->por Diana Johnstone [*]<\/p>\n<p>Poucos eventos promissores quebraram tanto as suas promessas quanto o que foi otimisticamente chamado de Primavera \u00c1rabe. H\u00e1 dez anos, grandes manifesta\u00e7\u00f5es de protesto que come\u00e7aram na Tun\u00edsia e rapidamente se espalharam pelo Egito, foram saudadas como arautos da democracia que iria invadir o M\u00e9dio Oriente, como por um toque de varinha m\u00e1gica.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi assim que aconteceu. O resultado tem sido a desmoraliza\u00e7\u00e3o na Tun\u00edsia, um regime militar fortalecido no Egito, a destrui\u00e7\u00e3o da L\u00edbia como uma na\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel, guerra e fome sem fim no I\u00eamen, uma S\u00edria em ru\u00ednas e nenhum arranh\u00e3o nas na\u00e7\u00f5es mais autocr\u00e1ticas da regi\u00e3o, a come\u00e7ar pela a Ar\u00e1bia Saudita e o Qatar.<\/p>\n<p>A L\u00edbia ofereceu uma prova decisiva de que &#8220;livrar-se de um ditador&#8221; n\u00e3o transforma automaticamente um pa\u00eds numa nova Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>A li\u00e7\u00e3o a tirar \u00e9 que, quando se trata de tentar unir e modernizar Estados-na\u00e7\u00e3o relativamente novos (especialmente no ambiente hostil do M\u00e9dio Oriente), as imperfei\u00e7\u00f5es dos modos de governo que emergem podem corresponder \u00e0 necessidade de lidar com grupos tribais, \u00e9tnicos e religiosos potencialmente antag\u00f4nicos. Se a casca for quebrada, o resultado pode ser o caos, em vez de rivalidades cuidadas e pac\u00edficas entre partidos no seio de uma democracia representativa ocidental \u2013 uma norma pol\u00edtica bastante recente na hist\u00f3ria da Humanidade.<\/p>\n<p>Democracia e revolu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Essa norma foi muito mais o produto de uma evolu\u00e7\u00e3o crescente do poder econ\u00f4mico e da influ\u00eancia da burguesia na sociedade ocidental do que de uma revolu\u00e7\u00e3o violenta, embora esse processo envolvesse revoltas violentas na Fran\u00e7a e nas col\u00f3nias do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico. No entanto, ao longo do s\u00e9culo XX, a revolu\u00e7\u00e3o foi associada n\u00e3o \u00e0 institui\u00e7\u00e3o dos sistemas eleitorais \u2013 a democracia como \u00e9 entendida atualmente \u2013 mas antes a ir al\u00e9m dessa &#8220;democracia formal&#8221; para instituir a mudan\u00e7a do sistema econ\u00f4mico, a saber o socialismo.<\/p>\n<p>Isso era o que os movimentos revolucion\u00e1rios, designadamente os rotulados como anarquistas ou trotskistas, tinham em mente. Na realidade, verdadeiras revolu\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o ocorr\u00eancias frequentes. \u00c0 medida que a perspetiva de tal revolu\u00e7\u00e3o social no Ocidente se desvanecia, os revolucion\u00e1rios ocidentais come\u00e7aram a saudar qualquer movimento contra Estados n\u00e3o ocidentais como sendo revolucion\u00e1rio, progressista, se n\u00e3o socialista, pelo menos &#8220;democr\u00e1tico&#8221;.<\/p>\n<p>Para esses nost\u00e1lgicos de revolu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o aconteceram, todo o levante antigovernamental encontra auxiliares \u00e0 dist\u00e2ncia prontos a aclam\u00e1-los: os &#8220;kosovares&#8221; na S\u00e9rvia, os curdos em qualquer lugar, os chechenos quando explodiram teatros e escolas na R\u00fassia, os manifestantes em Benghazi (que eram na verdade fundamentalistas isl\u00e2micos, ao contr\u00e1rio do que se dizia ent\u00e3o), os uigures agora.<\/p>\n<p>Em 27 de mar\u00e7o, esses revolucion\u00e1rios por procura\u00e7\u00e3o marcaram o 10\u00ba anivers\u00e1rio da guerra na S\u00edria, patrocinando uma declara\u00e7\u00e3o de 65 exilados s\u00edrios [1] que s\u00e3o oponentes de longa data do partido governante Baath na S\u00edria. O acad\u00eamico franco-liban\u00eas Gilbert Achcar tomou a iniciativa de reunir mais de 300 signat\u00e1rios de diversos pa\u00edses. A ess\u00eancia da mensagem \u00e9 condenar os escritores independentes americanos e ocidentais contra a guerra pela sua falta de apoio \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria que nunca aconteceu.<\/p>\n<p>Na verdade, a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica s\u00edria com a qual esses exilados se identificam n\u00e3o aconteceu. Manifesta\u00e7\u00f5es e repress\u00e3o n\u00e3o fazem uma revolu\u00e7\u00e3o. Os eventos desencadeados no in\u00edcio de 2011 foram rapidamente sequestrados por rebeldes armados, apoiados por uma s\u00e9rie de pot\u00eancias estrangeiras que aspiram usar a desordem criada para despeda\u00e7ar a S\u00edria \u2013 um objetivo pol\u00edtico de longo prazo de Israel que n\u00e3o encontra oposi\u00e7\u00e3o da Ar\u00e1bia Saudita, Qatar, Turquia&#8230; ou seus amigos em Washington. O regime nacionalista \u00e1rabe da S\u00edria est\u00e1 no topo da sua lista de alvos h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Muitos desses 65 exilados s\u00edrios ensinam em universidades ocidentais. O seu texto apresenta claramente a S\u00edria como uma dicotomia entre oponentes como eles e Bashar al Assad. Acusam os escritores anti-guerra de apoiar Assad e de &#8220;desumanizar&#8221; o povo s\u00edrio ao ignorar indiv\u00edduos que se opuseram e sofreram com o regime no passado.<\/p>\n<p>Mas o verdadeiro conflito que existe na S\u00edria atualmente n\u00e3o \u00e9 entre Bashar al Assad e 65 intelectuais exilados. Proclamar &#8220;apoio&#8221; aos intelectuais ocidentalizados que se op\u00f5em a Assad \u00e9 totalmente irrelevante para a situa\u00e7\u00e3o existente. Os exilados poderiam razoavelmente culpar pela sua irrelev\u00e2ncia a CIA, que gastou uns bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, em conluio com a Ar\u00e1bia Saudita, como parte da opera\u00e7\u00e3o clandestina Timber Sycamore, para armar e treinar rebeldes isl\u00e2micos oponentes, ao regime laico Baath, fazendo da luta contra Assad, uma jihad internacional imbu\u00edda de wahhabismo.<\/p>\n<p>A S\u00edria ainda est\u00e1 sendo atacada<\/p>\n<p>Partes da S\u00edria ainda est\u00e3o ocupadas de forma hostil pelos isl\u00e2micos com o apoio da Turquia em torno de Idlib no noroeste, pelos Estados Unidos nas regi\u00f5es petrol\u00edferas no nordeste e por Israel nas Colinas de Gol\u00e3. Como garantia, Israel bombardeia a S\u00edria de vez em quando.<\/p>\n<p>O pa\u00eds est\u00e1 sendo deliberadamente estrangulado pelas san\u00e7\u00f5es americanas.<\/p>\n<p>Nada disto \u00e9 mencionado pelos exilados s\u00edrios que se sentem agredidos por escritores &#8220;autoproclamados anti-imperialistas&#8221;, que defendem o fim das san\u00e7\u00f5es que privam os s\u00edrios que vivem no seu pr\u00f3prio pa\u00eds, de alimentos, rem\u00e9dios e outras necessidades vitais.<\/p>\n<p>A democracia s\u00f3 pode ser levada a uma na\u00e7\u00e3o pelo seu pr\u00f3prio povo. No entanto, as figuras da oposi\u00e7\u00e3o em muitos pa\u00edses s\u00e3o encorajadas pela National Endowment for Democracy e por canais menos abertos a pensar que o apoio dos EUA pode ajud\u00e1-los a livrarem-se dos l\u00edderes que odeiam e at\u00e9 mesmo dar-lhes um papel de relevo num novo regime. Tais figuras estiveram ativas na invas\u00e3o do Iraque e na destrui\u00e7\u00e3o da L\u00edbia. Na situa\u00e7\u00e3o atual, a principal coisa que esses exilados s\u00edrios pr\u00f3-Ocidente podem fazer para obter esse apoio \u00e9 usar seu estatuto de v\u00edtimas para atacarem os cr\u00edticos da pol\u00edtica externa dos EUA.<\/p>\n<p>Eles uniram-se para esse fim, publicando uma diatribe contra a maioria dos jornalistas independentes que tentam elucidar o p\u00fablico sobre a pol\u00edtica de guerra dos Estados Unidos. O texto original citava especificamente os rep\u00f3rteres de investiga\u00e7\u00e3o da Grey Zone, Max Blumenthal, Aaron Mat\u00e9, Ben Norton; bem como Rania Khalek, Caitlin Johnstone, Jimmy Dore, Antiwar.com, Kim Iversen, Mint Press News, Consortium News e muitos mais.<\/p>\n<p>Estes nomes foram riscados por Achcar para induzir Noam Chomsky a afixar sua pr\u00f3pria assinatura, que tem alto valor persuasivo. [2]<\/p>\n<p>Aaron Mat\u00e9, de GrayZone, diz que Chomsky defendeu a coloca\u00e7\u00e3o da sua assinatura alegando que, sem mencionar esses nomes, a carta \u00e9 apenas uma &#8220;declara\u00e7\u00e3o abstrata de princ\u00edpio&#8221;, &#8220;expressando apoio geral \u00e0s pessoas&#8221;.<\/p>\n<p>Mas para que pessoas? Ao reduzir a S\u00edria a um confronto entre eles e Assad, esses intelectuais exilados rejeitam como insignificantes os milh\u00f5es de s\u00edrios na S\u00edria que, qualquer que seja sua atitude em rela\u00e7\u00e3o ao governo, o apoiam de prefer\u00eancia ao caos ou ao dom\u00ednio de fan\u00e1ticos isl\u00e2micos. Apoiar esses exilados s\u00edrios equivale a atacar escritores que fazem o que o pr\u00f3prio Chomsky fez historicamente: priorizar as cr\u00edticas ao seu pr\u00f3prio governo, que pode teoricamente influenciar, em vez de afirmar ser capaz de influenciar a pol\u00edtica interna de pa\u00edses estrangeiros.<\/p>\n<p>Ao longo da carta, afirma-se que as cr\u00edticas \u00e0 interfer\u00eancia dos EUA na S\u00edria s\u00e3o:<br \/>\n1 &#8211; motivadas por seu &#8220;apoio a Assad&#8221; e<br \/>\n2 &#8211; influenciadas pelo seu alinhamento com a R\u00fassia e a China.<\/p>\n<p>Nenhuma evid\u00eancia ou exemplo \u00e9 fornecido para apoiar essas alega\u00e7\u00f5es mais do que improv\u00e1veis. Turquia, Ar\u00e1bia Saudita e Qatar n\u00e3o s\u00e3o mencionados e o envolvimento dos EUA \u00e9 minimizado:<\/p>\n<p>&#8220;Mas a Am\u00e9rica n\u00e3o est\u00e1 no centro do que aconteceu na S\u00edria, apesar do que essas pessoas afirmam. A ideia de que de alguma forma estaria, apesar de todas as evid\u00eancias em contr\u00e1rio, \u00e9 um subproduto de uma cultura pol\u00edtica provinciana que enfatiza tanto a centralidade do poder dos EUA globalmente quanto a lei imperialista de identificar quem s\u00e3o os &#8220;bons&#8221; e os &#8220;maus&#8221; qualquer que seja o contexto&#8221;.<\/p>\n<p>Aqui est\u00e1 uma declara\u00e7\u00e3o vazia de sentido. Os Estados Unidos est\u00e3o sentados no petr\u00f3leo s\u00edrio, deixando-o ser desviado para a Turquia, fazendo de tudo para impedir a reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, mas n\u00e3o \u00e9 &#8220;central&#8221; para o que aconteceu na S\u00edria. E \u00e9 necess\u00e1ria uma dita &#8220;cultura pol\u00edtica provinciana&#8221; para salientar a &#8220;centralidade do poder americano a um n\u00edvel global&#8221;.<\/p>\n<p>E que &#8220;princ\u00edpio&#8221; \u00e9 defendido aqui? Acusam-se os escritores vil\u00f5es de nada menos do que refor\u00e7ar &#8220;um status quo disfuncional e impedir o desenvolvimento de uma abordagem verdadeiramente progressista e internacional da pol\u00edtica mundial; uma abordagem de que precisamos desesperadamente, dados os desafios globais de responder ao aquecimento global&#8221;.<\/p>\n<p>Hein? Mas o que \u00e9 que isto significa? O que \u00e9 essa &#8220;abordagem genuinamente progressista e internacional da pol\u00edtica mundial&#8221; a que aspiram? O que iria realizar e como? Nem a menor pista.<\/p>\n<p>E a diatribe conclui:<\/p>\n<p>&#8220;Este \u00e9 o &#8220;anti-imperialismo&#8221; e o &#8220;esquerdismo&#8221; da gente sem princ\u00edpios, dos pregui\u00e7osos e dos ing\u00eanuos, e isso s\u00f3 refor\u00e7a a disfun\u00e7\u00e3o do impasse internacional que se verifica no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU. Esperamos que os leitores desta carta se juntem a n\u00f3s para se oporem&#8221;.<\/p>\n<p>Esta acusa\u00e7\u00e3o hip\u00f3crita e incoerente contra verdadeiros escritores anti-imperialistas independentes surge num momento em que a agressividade de Washington atinge novos n\u00edveis de intensidade e muitos escritores anti-guerra enfrentam crescentes tentativas de marginaliza\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o de censura. Portanto, \u00e9 inteiramente apropriado rotul\u00e1-los com o r\u00f3tulo de &#8220;anti-imperialismo dos idiotas&#8221;.<\/p>\n<p>Para responder aos colocadores de etiquetas na sua l\u00edngua, deixem-me dizer que os promotores desta carta desprez\u00edvel est\u00e3o praticando um anti-imperialismo de embuste. O truque \u00e9 enganar as pessoas para que vejam o imperialismo em lugares t\u00e3o diferentes que acaba por ficar neutralizado.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos t\u00eam um or\u00e7amento militar que excede o de todos os seus principais advers\u00e1rios e aliados juntos, opera quase mil bases em redor do mundo, destr\u00f3i pa\u00eds ap\u00f3s pa\u00eds com san\u00e7\u00f5es e subvers\u00e3o, claramente querem mudar regimes, mesmo na R\u00fassia e na China, e praticar jogos de guerra nuclear nas suas fronteiras. As suas reivindica\u00e7\u00f5es de hegemonia global s\u00e3o flagrantes e assustadoras.<\/p>\n<p>Mas se uma na\u00e7\u00e3o resiste a este ataque global, ela tamb\u00e9m deve ser imperialista e, portanto, conden\u00e1vel. Portanto, para ser um anti-imperialista aprovado por Achcar, voc\u00ea pode falar mal dos Estados Unidos, mas tamb\u00e9m deve falar mal de qualquer na\u00e7\u00e3o que tenha capacidade e vontade de lhes resistir, porque tamb\u00e9m deve ser &#8220;imperialista&#8221;. Assim, voc\u00ea pode congratular-se por ser um &#8220;anti-imperialista&#8221; perfeitamente puro e absolutamente in\u00fatil.<\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o somos idiotas.<\/p>\n<p>[1] www.aljumhuriya.net\/en\/&#8230;<br \/>\n[2] Lista completa dos nomes em 1:31.13 de www.youtube.com\/watch?v=QxtzgHRHxQU<\/p>\n<p>[*] Autora de Hillary Clinton. La Reine Du Chaos e Fools&#8217; Crusade : Yugoslavia, Nato, and Western Delusions . O seu \u00faltimo livro \u00e9 Circle in the Darkness: Memoirs of a World Watcher (Clarity Press). As mem\u00f3rias do pai de Diana Johnstone, Paul H. Johnstone, From MAD to Madness , foram publicadas por Clarity Press, com os seus coment\u00e1rios. diana.johnstone@wanadoo.fr<\/p>\n<p>A vers\u00e3o em franc\u00eas encontra-se em www.legrandsoir.info\/l-imperialisme-de-la-duperie.html<\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em https:\/\/resistir.info\/ .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27188\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[223],"class_list":["post-27188","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-74w","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27188"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27188\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}