{"id":2721,"date":"2012-04-23T00:16:35","date_gmt":"2012-04-23T00:16:35","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2721"},"modified":"2012-04-23T00:16:35","modified_gmt":"2012-04-23T00:16:35","slug":"sobre-os-90-anos-do-partido-comunista-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2721","title":{"rendered":"Sobre os 90 anos do Partido Comunista Brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p>Raras vezes um partido comunista se recuperou ap\u00f3s uma crise profunda que, no desenvolvimento de uma estrat\u00e9gia e uma t\u00e1ctica incompat\u00edveis com princ\u00edpios e valores do marxismo-leninismo, implique na pr\u00e1tica a renuncia ao objectivo principal: a tomada do poder rumo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do socialismo.<\/p>\n<p>A desagrega\u00e7\u00e3o da URSS e a restaura\u00e7\u00e3o do capitalismo na R\u00fassia contribu\u00edram decisivamente para a social democratiza\u00e7\u00e3o de muitos partidos comunistas e em alguns casos para o seu desaparecimento ou transforma\u00e7\u00e3o em partidos da burguesia neoliberal.<\/p>\n<p>Nesse panorama sombrio, o Partido Comunista Brasileiro emerge como excep\u00e7\u00e3o que reconforta.<\/p>\n<p>\u00c0 beira do abismo, ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada de vida let\u00e1rgica, renasceu em 1992, reconstruiu-se como organiza\u00e7\u00e3o marxista-leninista e retomou a sua voca\u00e7\u00e3o de partido revolucion\u00e1rio e internacionalista.<\/p>\n<p>Essa realidade ficou transparente nas jornadas que assinalaram as comemora\u00e7\u00f5es no Rio de Janeiro do 90\u00ba anivers\u00e1rio da sua funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Num breve artigo como este n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel proceder a uma balan\u00e7o mesmo superficial dessas comemora\u00e7\u00f5es e do seu significado.<\/p>\n<p>A dificuldade \u00e9 maior porque o Semin\u00e1rio &#8220;PCB 90 Anos de Lutas&#8221;, pelo objectivo, estilo, originalidade e n\u00edvel ideol\u00f3gico de muitas interven\u00e7\u00f5es foi diferente de tudo o que se podia esperar de uma iniciativa com tais caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>Durante tr\u00eas dias, no sal\u00e3o do Sindicato dos Professores do Rio, alguns dos oradores n\u00e3o se limitaram nas suas comunica\u00e7\u00f5es a evocar fases da hist\u00f3ria do Partido. Foram mais longe, inovaram ao romper tabus na reflex\u00e3o sobre acontecimentos pol\u00e9micos, na abordagem p\u00fablica de temas ocultos por um manto de sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Representantes de tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es, identificados com essa aspira\u00e7\u00e3o, iluminaram p\u00e1ginas de uma hist\u00f3ria \u00e9pica e dolorosa, mal conhecida, contribuindo assim para a sua desejada concretiza\u00e7\u00e3o. Alguns derrubaram barreiras com coragem e desassombro.<\/p>\n<p>Ivan Pinheiro, o secret\u00e1rio-geral, apontou o caminho ao afirmar que se &#8220;acertamos muito (\u2026) tamb\u00e9m j\u00e1 erramos muito.&#8221;<\/p>\n<p>Na mesa em que Anita Prestes e ele falaram sobre &#8220;O reformismo e a tentativa de liquida\u00e7\u00e3o do PCB&#8221;, a filha de Luiz Carlos Prestes, hoje historiadora prestigiada, orientou o discurso sobretudo para o prolongado choque do seu pai com a maioria do Comit\u00e9 Central que defendia um desenvolvimento capitalista aut\u00f3nomo e democr\u00e1tico do Brasil, estrat\u00e9gia que acorrentou o partido a uma alian\u00e7a t\u00e1cita com sectores da burguesia nacional supostamente anti-imperialistas.<\/p>\n<p>Mauro Iasi, Edmilson Costa e Jos\u00e9 Paulo Neto foram brilhantes na descida \u00e0s ra\u00edzes da pol\u00edtica que distanciou o PCB da sua voca\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. Com estilos diferentes, valorizaram a resist\u00eancia das bases e de muitos dirigentes \u00e0 estrat\u00e9gia reformista da concilia\u00e7\u00e3o, resist\u00eancia que, finalmente, tornou poss\u00edvel o renascimento do Partido que, na fidelidade aos princ\u00edpios, reafirma hoje com firmeza, olhos num futuro sem data, que a meta da Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira \u2013 a que lhe imprime o car\u00e1cter \u2013 \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do socialismo.<\/p>\n<p><strong>A HIST\u00d3RIA ESQUECIDA <\/strong><\/p>\n<p>Foi com emo\u00e7\u00e3o que acompanhei esses debates e intervim no Semin\u00e1rio internacional que se seguiu ao dedicado aos temas nacionais.<\/p>\n<p>Vivi em S\u00e3o Paulo, exilado, de 1957 at\u00e9 \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o portuguesa e, como militante do PCB, tive a oportunidade de participar modestamente das lutas do povo brasileiro.<\/p>\n<p>Por decis\u00e3o do ministro da Justi\u00e7a um livro meu foi apreendido. Detiveram-me algumas vezes e fui submetido a prolongado interrogat\u00f3rio por um inspector da famigerada Opera\u00e7\u00e3o Bandeirantes, a criminosa organiza\u00e7\u00e3o militar-terrorista da ditadura.<\/p>\n<p>Vivi como internacionalista as crises que ent\u00e3o atingiram o PCB. Elas s\u00e3o evocadas num l\u00facido artigo dos camaradas Ricardo Costa, Milton Pinheiro e Muniz Ferreira, publicado na edi\u00e7\u00e3o especial de &#8220;Imprensa Popular&#8221;, \u00f3rg\u00e3o do Partido e no seu s\u00edtio na internet (<a href=\"http:\/\/www.pcb.org.br\/\" target=\"_blank\">www.pcb.org.br<\/a>).<\/p>\n<p>Esse trabalho, abarcando sobretudo as d\u00e9cadas de 50 e 60, \u00e9 uma p\u00e1gina de hist\u00f3ria. Os autores, membros do actual Comit\u00e9 Central, despojam de secretismos as sucessivas e complexas disputas internas surgidas no PCB a partir do relat\u00f3rio secreto de Krutchov ao XX Congresso do PCUS. Todas envolveram a defini\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia e da t\u00e1ctica correctas a adoptar para a constru\u00e7\u00e3o da alternativa socialista.<\/p>\n<p>Da primeira crise surgiu o PC do B, uma dissid\u00eancia que, empolgada pelas teses maoistas da &#8220;guerra prolongada&#8221;, iniciou uma guerrilha her\u00f3ica mas rom\u00e2ntica nas selvas do Par\u00e1, destru\u00edda pelo ex\u00e9rcito em aut\u00eantica chacina. Posteriormente aderiu ao &#8220;marxismo alban\u00eas&#8221; de Enver Hoxha e, finda a ditadura, optou pela via institucional, integrou a coliga\u00e7\u00e3o que elegeu Lula e actualmente apoia a pol\u00edtica de Dilma Roussef em cujo governo participa.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o Acto Institucional n\u00ba5, em 1968, a ditadura assumiu facetas de fascismo castrense e a repress\u00e3o abateu-se sobre as for\u00e7as progressistas numa onda de barb\u00e1rie.<\/p>\n<p>O PCB foi golpeado por novas cis\u00f5es insepar\u00e1veis da sua pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o. A mais importante foi liderada por Carlos Marighela, o fundador da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional-ALN, um revolucion\u00e1rio comunista que contou com o apoio de Cuba e teve morte tr\u00e1gica. A linha hesitante do Partid\u00e3o \u2013 assim era conhecido \u2013 na defini\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia de confronto claro com a burguesia contribuiu para a prolifera\u00e7\u00e3o de mini-partidos e organiza\u00e7\u00f5es que preconizavam sob m\u00faltiplas formas a luta armada. A maioria optou pela guerrilha urbana. Na luta contra o terrorismo de estado alastrou a confus\u00e3o numa juventude generosa, dispon\u00edvel para a luta, mas despreparada ideologicamente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Foi a \u00e9poca dos sequestros de embaixadores estrangeiros, de aventuras como a do capit\u00e3o Lamarca, um revolucion\u00e1rio ing\u00e9nuo, voluntarista. Cada organiza\u00e7\u00e3o, cada grupo, cada partido pretendia ser detentor da estrat\u00e9gia adequada para derrotar a ditadura e levar adiante a Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira. Todos invocavam o marxismo, mas com frequ\u00eancia os textos em que condensavam a sua op\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria eram uma caldeirada de teses de Mao, de Trotsky, do Che, com tempero de disparates extra\u00eddos do livrinho irrespons\u00e1vel de Regis Debray, editado clandestinamente no Brasil.<\/p>\n<p>Nesses anos tr\u00e1gicos, o PCB resistiu aos apelos do aventureirismo guerrilheiro. As diverg\u00eancias na direc\u00e7\u00e3o n\u00e3o impediram o consenso no tocante a uma quest\u00e3o fundamental: a prioridade da luta de massas no combate \u00e0 ditadura, com recusa de qualquer modalidade de guerrilha. Mas essa op\u00e7\u00e3o n\u00e3o se traduziu numa estrat\u00e9gia e numa t\u00e1ctica revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p>A crise que se instalou no campo socialista no final dos anos 80 e culminou com a reimplanta\u00e7\u00e3o do capitalismo na R\u00fassia aprofundou a tend\u00eancia capituladora e liquidacionista de influentes membros do Comit\u00e9 Central.<\/p>\n<p>A maioria desse Comit\u00e9 Central, impondo uma linha reformista, levou o PCB \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A exig\u00eancia da reconstru\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria principiou quando a maioria do CC aboliu o centralismo democr\u00e1tico, e mudou o nome do Partido, criando uma organiza\u00e7\u00e3o social-democrata, o Partido Popular Socialista, que hoje tem um perfil de centro-direita. Mas n\u00e3o conseguiu acabar com o PCB que n\u00e3o deixou de existir um dia sequer, ao contr\u00e1rio do que na Europa foi afirmado inclusive por intelectuais marxistas.<\/p>\n<p><strong>A LENTA RECONSTRU\u00c7\u00c3O <\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 dias, ao escutar as interven\u00e7\u00f5es de camaradas da nova gera\u00e7\u00e3o sobre problemas do mundo contempor\u00e2neo, foi para os pioneiros da reconstru\u00e7\u00e3o do Partido, iniciada em 1992 que voou o meu pensamento.<\/p>\n<p>Recordei lutas, recordei camaradas que contribu\u00edram para me tornar comunista. Todos hoje mortos: Luiz Carlos Prestes, Greg\u00f3rio Bezerra, Luis Maranhao, Mario Schemberg, Dias Gomes, Jorge Amado, Fernando Santana, Jo\u00e3o Saldanha, Giocondo Dias, Caio Prado, Mario Lago e muitos outros.<\/p>\n<p>O renascimento do PCB foi lento, dif\u00edcil. \u00c9 ainda um pequeno partido num pa\u00eds de 200 milh\u00f5es de habitantes. N\u00e3o tem deputados no Congresso e nas Assembleias dos Estados, poucos representantes municipais. S\u00e3o transparentes as suas insufici\u00eancias. Mas a actual linha revolucion\u00e1ria, tra\u00e7ada por uma direc\u00e7\u00e3o marxista-leninista e sustentada por quadros de grande qualidade, proporcionou-lhe em poucos anos um grande prest\u00edgio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Enquanto pelo mundo outros partidos comunistas se social-democratizaram, ele volta a desempenhar um papel de crescente import\u00e2ncia nas lutas do povo brasileiro e no cen\u00e1rio internacional em todas as frentes onde o combate ao imperialismo estadounidense se tornou exig\u00eancia revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Esse apre\u00e7o transpareceu nas sauda\u00e7\u00f5es fraternas que pelo seu anivers\u00e1rio recebeu de personalidades como \u00d3scar Niemeyer, Isztvan Meszaros e James Petras, e nas interven\u00e7\u00f5es dos representantes dos Partidos Comunistas que participaram no Semin\u00e1rio Internacional que se seguiu ao nacional, nomeadamente os da Gr\u00e9cia, da Venezuela e do M\u00e9xico. Cito esses tr\u00eas precisamente porque se destacam pela firmeza ideol\u00f3gica no combate ao reformismo e ao oportunismo.<\/p>\n<p><strong>&#8220;SOMOS E SEREMOS COMUNISTAS&#8221; <\/strong><\/p>\n<p>Os actos comemorativos do anivers\u00e1rio do PCB ocuparam quase uma semana.<\/p>\n<p>No Semin\u00e1rio Nacional, al\u00e9m das j\u00e1 citadas, houve interven\u00e7\u00f5es de n\u00edvel elevado pelo rigor da abordagem hist\u00f3rica e riqueza conceptual. Entre elas as de Virginia Fontes, Marcos del Royo e Eduardo Serra.<\/p>\n<p>No Semin\u00e1rio Internacional participaram delegados dos partidos comunistas da Argentina, do M\u00e9xico, da Gr\u00e9cia, da Venezuela, de Cuba, dos Povos de Espanha, do Uruguai e do Colombiano e do Peruano, o secret\u00e1rio-geral do Partido Comunista S\u00edrio e um representante da Frente Popular da Palestina. Como convidados intervieram tamb\u00e9m o argentino At\u00edlio Bor\u00f3n, a libanesa Leila Gahnen, os embaixadores de Cuba e da S\u00edria no Brasil e o autor deste artigo.<\/p>\n<p>Mesas especiais foram dedicadas \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, ao povo colombiano, v\u00edtima de um regime neo-fascista, e \u00e0 condena\u00e7\u00e3o das guerras imperialistas no M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>Foi emocionante a visita de brasileiros e estrangeiros, numa jornada de camaradagem, ao lugar onde, a 25 de Mar\u00e7o de 1922, foi fundado na cidade de Niter\u00f3i o Partido Comunista Brasileiro. Nenhum dos presentes havia ainda nascido, mas a corrente da fraternidade formou-se instantaneamente na evoca\u00e7\u00e3o do punhado de revolucion\u00e1rios \u2013 eram apenas nove &#8211; que numa casa hoje desaparecida se reuniu para desafiar o futuro.<\/p>\n<p>O encerramento da semana de comemora\u00e7\u00f5es teve por cen\u00e1rio a sala do plen\u00e1rio da C\u00e2mara Municipal de Niter\u00f3i. Ali se reuniu o actual Comit\u00e9 Central com a presen\u00e7a dos convidados estrangeiros e de velhos militantes e elementos da juventude do Partido. Ali abracei a camarada Zuleide Faria de Melo, ex-presidente do Partido.<\/p>\n<p>As estrofes da Internacional soaram no anfiteatro de uma institui\u00e7\u00e3o da burguesia enquanto se bradava em coro un\u00edssono:<\/p>\n<p>&#8220;Fomos, somos e Seremos Comunistas!&#8221;<\/p>\n<p>Vila Nova de Gaia, Abril\/2012 <strong>O original encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=2452\" target=\"_blank\">http:\/\/www.odiario.info\/?p=2452<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Este artigo encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resistir.info\n\n\n\n\n\n\n\n\npor Miguel Urbano Rodrigues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2721\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-2721","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-HT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2721"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2721\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}