{"id":27210,"date":"2021-04-30T20:31:13","date_gmt":"2021-04-30T23:31:13","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27210"},"modified":"2021-04-30T20:31:13","modified_gmt":"2021-04-30T23:31:13","slug":"humilhante-derrota-da-otan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27210","title":{"rendered":"Humilhante derrota da OTAN"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images.axios.com\/rlDZmuHPPbDj9U44o8oOOqICZJs%3D\/fit-in\/1920x1920\/2018\/11\/14\/1542207350503.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Um fuzileiro norte-americano na base a\u00e9rea de Bost, em Helmand, Afeganist\u00e3o (foto de arquivo)<\/p>\n<p>Cr\u00e9ditos: Andrew Renneisen \/ Getty Images<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Goul\u00e3o<\/p>\n<p>ABRIL ABRIL<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio de guerra enraizada no Afeganist\u00e3o, o an\u00fancio da retirada das for\u00e7as norte-americanas e da OTAN surge como uma grande opera\u00e7\u00e3o cosm\u00e9tica para gerir o conflito segundo outras metodologias.<\/p>\n<p>O presidente dos Estados Unidos anunciou que o seu pa\u00eds e a OTAN v\u00e3o retirar tropas do Afeganist\u00e3o at\u00e9 11 de setembro deste ano. Independentemente do que possa dizer-se sobre a suposta grandeza do ato, estamos perante uma humilhante confiss\u00e3o de derrota numa guerra que, ao cabo de 20 anos, deixou a martirizada na\u00e7\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o ou mais grave do que aquela em que se encontrava quando a invas\u00e3o imperial se iniciou. Al\u00e9m disso, e para que conste desde j\u00e1, a retirada de efetivos convencionais n\u00e3o significa o abandono do teatro de opera\u00e7\u00f5es por agressores ao servi\u00e7o dos mesmos interesses expansionistas que promoveram a invas\u00e3o.<\/p>\n<p>Joseph Biden, como n\u00e3o poderia deixar de ser porque assim funciona a propaganda em que assenta a mem\u00f3ria futura da hist\u00f3ria dominante, cantou vit\u00f3ria ao anunciar a decis\u00e3o. Disse que \u00abpodemos acabar com esta guerra intermin\u00e1vel\u00bb porque \u00abBin Laden est\u00e1 morto e a al-Qaeda enfraquecida\u00bb. Sobre a figura de Bin Laden, velho colaborador dos Estados Unidos nas opera\u00e7\u00f5es desenvolvidas no Afeganist\u00e3o, s\u00e3o muito mais as hist\u00f3rias mal contadas do que as certezas; quanto \u00e0 al-Qaeda, est\u00e1 bastante mais forte hoje porque expandiu-se do territ\u00f3rio afeg\u00e3o para o Oriente M\u00e9dio, Norte da \u00c1frica e \u00c1frica Central, servindo at\u00e9 de bra\u00e7o armado \u00e0 OTAN para destruir a L\u00edbia e tentar fazer o mesmo na S\u00edria.<\/p>\n<p>Biden fabricou uma \u00abverdade\u00bb de acordo com as conveni\u00eancias imperiais de propaganda, mas a realidade no teatro de opera\u00e7\u00f5es afeg\u00e3o desmente-o palavra por palavra: os Talib\u00e3, inimigos a abater pela invas\u00e3o da Otan, est\u00e3o mais fortes do que h\u00e1 20 anos e controlam mais de metade do territ\u00f3rio; os corpos de seguran\u00e7a criados originalmente pelos invasores s\u00e3o incapazes de estender a sua influ\u00eancia para l\u00e1 da regi\u00e3o de Cabul; o governo supostamente \u00abdemocr\u00e1tico\u00bb instalado pelos ocupantes exerce o poder na capital e pouco mais, assenta na corrup\u00e7\u00e3o e no colaboracionismo e resulta de fraudes eleitorais das quais ningu\u00e9m duvida, a come\u00e7ar pelos seus tutores estrangeiros.<\/p>\n<p>Por outro lado, h\u00e1 dois aspectos para os quais a invas\u00e3o militar ocidental contribuiu de maneira determinante: os assombrosos n\u00fameros, jamais atingidos, de produ\u00e7\u00e3o de \u00f3pio e consequente tr\u00e1fico de hero\u00edna em escala mundial (o Afeganist\u00e3o representa mais de 90% do total, segundo a ONU); e a transforma\u00e7\u00e3o do Afeganist\u00e3o numa esp\u00e9cie de base de retaguarda do ISIS, Daesh ou Estado Isl\u00e2mico: o Pent\u00e1gono assegurou a opera\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia e salvamento para territ\u00f3rio afeg\u00e3o dos terroristas deste grupo depois de derrotados na S\u00edria \u2013 e parcialmente no Iraque \u2013 por a\u00e7\u00e3o conjunta dos poderes militares da R\u00fassia e de Damasco.<\/p>\n<p>O an\u00fancio da retirada da OTAN do Afeganist\u00e3o \u00e9, sem qualquer d\u00favida, uma confiss\u00e3o de derrota da maior organiza\u00e7\u00e3o militar mundial, com ambi\u00e7\u00f5es globalizantes; a invas\u00e3o teve como saldo um fracasso de todos os objetivos que poderiam considerar-se positivos e pelo alento que deu \u00e0s vertentes negativas \u2013 tr\u00e1fico de drogas e terrorismo dito \u00abisl\u00e2mico\u00bb. Al\u00e9m disso, as tropas norte-americanas e aliadas deixaram no terreno uma situa\u00e7\u00e3o que assegura a continua\u00e7\u00e3o da guerra entre o poder de Cabul tutelado pelos interesses ocidentais, o poder Talib\u00e3 e a mir\u00edade de poderes oscilantes de senhores da guerra de \u00edndole tribal, regional e \u00e9tnica, fazendo crescer diversos tr\u00e1ficos \u2013 drogas, fontes de energia, armas, influ\u00eancias. Uma confus\u00e3o na qual se mover\u00e1 o verdadeiro imp\u00e9rio de poder constru\u00eddo pela CIA no Afeganist\u00e3o, com uma componente clandestina financiada pelo tr\u00e1fico de entorpecentes, como aconteceu noutras paragens, por exemplo na Am\u00e9rica Central.<\/p>\n<p>\u00abEntramos juntos, nos adaptamos juntos, sa\u00edmos juntos\u00bb, proclamou o secret\u00e1rio de Estado norte-americano, Anthony Blinken, aos seus colegas da OTAN reunidos em Bruxelas. Na verdade, a retirada surge 200 mil mortos depois, com suspeitas de pr\u00e1tica de crimes contra a humanidade, como investiga do Tribunal Penal Internacional, e deixando o teatro de opera\u00e7\u00f5es em condi\u00e7\u00f5es sociais e humanit\u00e1rias piores do que as encontradas. \u00c9 sempre assim por onde a OTAN passa.<\/p>\n<p>H\u00e1 42 anos<br \/>\nA informa\u00e7\u00e3o dominante insiste na tecla de que a guerra dos Estados Unidos contra o Afeganist\u00e3o se iniciou h\u00e1 20 anos.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 verdade: a agress\u00e3o iniciou-se h\u00e1 42 anos, em 1979, quando o presidente James Carter, seguindo conselho do seu assessor e estratego terrorista Zbigniew Brzezinski, come\u00e7ou a armar grupos \u00abisl\u00e2micos\u00bb de \u00edndole tribal e mentalidade medieval para combater o governo secular de Cabul, que mantinha rela\u00e7\u00f5es privilegiadas com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Nasceram assim os \u00abMujahidines\u00bb, a primeira vez em que o imperialismo norte-americano recorreu abertamente ao terrorismo de fachada \u00abisl\u00e2mica\u00bb como bra\u00e7o armado.<\/p>\n<p>Tratava-se, como explicou o pr\u00f3prio Brzezinski, de \u00abproporcionar aos sovi\u00e9ticos o seu pr\u00f3prio Vietn\u00e3\u00bb.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que Moscou mordeu a isca e depois foi o que se sabe: a interven\u00e7\u00e3o no Afeganist\u00e3o como passo determinante para o fim da pr\u00f3pria Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos, atrav\u00e9s da CIA e de servi\u00e7os secretos de pa\u00edses ocidentais e do Oriente M\u00e9dio, refinaram a estrat\u00e9gia de interven\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica e refor\u00e7aram o papel dos \u00abMujahidines\u00bb com a cria\u00e7\u00e3o da al-Qaeda, iniciada com o recrutamento pela CIA do pr\u00edncipe saudita Osama Bin Laden. Este foi tamb\u00e9m o caldo de cultura que deu origem aos Talib\u00e3s, posteriormente aliados da administra\u00e7\u00e3o Clinton, durante os anos noventa, na estrat\u00e9gia fracassada de fazer passar pelo Afeganist\u00e3o um oleoduto para escoar petr\u00f3leo do C\u00e1spio contornando a R\u00fassia e o Ir\u00e3. Assim foi sendo transformado o territ\u00f3rio afeg\u00e3o no primeiro grande viveiro de organiza\u00e7\u00f5es de mercen\u00e1rios \u00abisl\u00e2micos\u00bb, bra\u00e7os terroristas atuando hoje atrav\u00e9s do Oriente M\u00e9dio, Magrebe e \u00c1frica do Norte, Central e Oriental, Balc\u00e3s, C\u00e1ucaso, \u00c1sia Central e Meridional.<\/p>\n<p>O resto \u00e9 hist\u00f3ria dos \u00faltimos 20 anos, uma nova fase da agress\u00e3o norte-americana contra o Afeganist\u00e3o iniciada com a invas\u00e3o militar direta sob o pretexto da nunca demonstrada responsabilidade de Bin Laden nos atentados terroristas de Nova York em 11 de setembro de 2001.<\/p>\n<p>Agora estamos \u00e0 beira de uma \u00abretirada militar\u00bb da OTAN. Que \u00e9, afinal, uma esp\u00e9cie de \u00abnovo Vietn\u00e3\u00bb para os Estados Unidos, uma vez que a op\u00e7\u00e3o militar pura e dura fracassou e tem de ser substitu\u00edda pela continua\u00e7\u00e3o da guerra sob novas roupagens.<\/p>\n<p>Aliados \u00abest\u00e3o refinando planos\u2026\u00bb<br \/>\nNo dia 15 de abril, isto \u00e9, algumas horas depois da proclama\u00e7\u00e3o de Joseph Biden anunciando a retirada do Afeganist\u00e3o, o jornal New York Times (NYT) \u2013 muito bem informado nestas mat\u00e9rias \u2013 escreveu o seguinte: \u00abO Pent\u00e1gono, as ag\u00eancias de intelig\u00eancia norte-americanas e os aliados ocidentais est\u00e3o refinando planos para instalar uma menos vis\u00edvel mas tamb\u00e9m poderosa for\u00e7a (no Afeganist\u00e3o) para impedir que o pa\u00eds se transforme de novo numa base terrorista\u00bb.<\/p>\n<p>Ainda segundo o mesmo jornal, o Pent\u00e1gono est\u00e1 \u00abdiscutindo com os aliados\u00bb os locais onde \u00abreposicionar\u00bb for\u00e7as num processo em que \u00abas tropas da OTAN se retiram formalmente\u00bb, mas a Turquia, membro da alian\u00e7a, \u00abdeixar\u00e1 efetivos para tr\u00e1s de modo a ajudar a CIA a recolher informa\u00e7\u00f5es\u00bb.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, informa tamb\u00e9m o NYT, os Estados Unidos t\u00eam no terreno mais mil efetivos do que os 2500 oficialmente declarados: trata-se de membros de for\u00e7as de elite para opera\u00e7\u00f5es especiais que atuam sob comando duplo da CIA e do Pent\u00e1gono. Infere-se que este lote de agentes de guerra n\u00e3o dever\u00e1 retirar-se com o contingente oficialmente contabilizado.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 segredo que ao longo dos \u00faltimos quarenta anos a CIA construiu um verdadeiro imp\u00e9rio operacional no Afeganist\u00e3o, alicer\u00e7ado nas liga\u00e7\u00f5es profundas resultantes da cria\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e atua\u00e7\u00e3o de grupos terroristas \u00abisl\u00e2micos\u00bb e tamb\u00e9m nas comunidades do narcotr\u00e1fico \u2013 que nunca foram t\u00e3o florescentes como durante a ocupa\u00e7\u00e3o militar da OTAN.<\/p>\n<p>A ampla e complexa estrutura da CIA inclui um ex\u00e9rcito privado formado com base em elementos contratados \u00e0s for\u00e7as especiais afeg\u00e3s e que operam independentemente do ex\u00e9rcito regular, respondendo apenas perante os servi\u00e7os secretos, controlados diretamente pela ag\u00eancia de espionagem norte-americana. Este corpo operacional dedica-se especialmente \u00e0 captura, sequestro, tortura e aos assassinatos cometidos com drones.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es oficiais norte-americanas, por outro lado, s\u00e3o omissas quanto ao destino dos cerca de seis mil mercen\u00e1rios contratados a empresas multinacionais de seguran\u00e7a para engrossar o aparelho de guerra da OTAN no Afeganist\u00e3o. De Washington chegam apenas ecos das preocupa\u00e7\u00f5es dessas organiza\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 continua\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o desses contratos.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio de guerra enraizada no Afeganist\u00e3o, o an\u00fancio da retirada das for\u00e7as norte-americanas e da OTAN surge como uma grande opera\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9tica para poder gerir o conflito segundo outras metodologias e furt\u00e1-lo ao escrut\u00ednio das opini\u00f5es p\u00fablicas dos Estados Unidos e de na\u00e7\u00f5es aliadas. Disse Joseph Biden: \u00abManter milhares de tropas no terreno e concentradas num \u00fanico pa\u00eds, \u00e0 custa de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, faz pouco sentido para mim e para os nossos l\u00edderes\u00bb. Uma \u00abfonte oficial\u00bb do presidente descodificou esta mensagem ao jornal Washington Post: \u00abA realidade \u00e9 que os Estados Unidos t\u00eam grandes interesses estrat\u00e9gicos no mundo; o Afeganist\u00e3o n\u00e3o tem, neste momento, o mesmo n\u00edvel de outras amea\u00e7as\u00bb. Como a China e a R\u00fassia, poder\u00e1 acrescentar-se sem receio de adulterar o esp\u00edrito da mensagem.<\/p>\n<p>Em linhas e entrelinhas h\u00e1 certezas que emergem do cen\u00e1rio criado pelo an\u00fancio do presidente norte-americano sobre a sa\u00edda de tropas do Afeganist\u00e3o: a guerra vai prosseguir, mantendo-se o envolvimento ocidental ainda que sob outras formas; o pa\u00eds vai continuar a funcionar como viveiro de grupos \u00abisl\u00e2micos\u00bb \u2013 como pode se deduzir da sua utiliza\u00e7\u00e3o como centro de acolhimento de contingentes do ISIS ou Daesh retirados de outras frentes e agora usados na guerra contra os Talib\u00e3 e na desestabiliza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia Central.<\/p>\n<p>A maior de todas as certezas neste momento, por\u00e9m, n\u00e3o explicitada no discurso oficial, \u00e9 a de que o an\u00fancio da retirada de efectivos da OTAN significa uma confiss\u00e3o de fracasso militar da alian\u00e7a. A for\u00e7a bruta mobilizada h\u00e1 20 anos para esta guerra n\u00e3o conseguiu derrotar os inimigos ent\u00e3o identificados \u2013 os Talib\u00e3s \u2013 e aprofundou a deriva pol\u00edtica, social e humanit\u00e1ria do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Uma opera\u00e7\u00e3o que iria demorar alguns dias, segundo as promessas do presidente George W. Bush feitas em outubro de 2001, j\u00e1 vai em 20 anos.<\/p>\n<p>A anunciada retirada n\u00e3o significa o fim do conflito mas tem impl\u00edcita a derrota de quem executou a invas\u00e3o, a Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica. Acima de tudo arrasa o mito propagand\u00edstico segundo o qual a paz e a democracia podem nascer de guerras de agress\u00e3o provocadas alegadamente para as instaurar.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Goul\u00e3o, exclusivo O Lado Oculto\/AbrilAbril<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27210\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[227],"class_list":["post-27210","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-74S","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27210"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27210\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}