{"id":2729,"date":"2012-04-24T15:08:55","date_gmt":"2012-04-24T15:08:55","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2729"},"modified":"2012-04-24T15:08:55","modified_gmt":"2012-04-24T15:08:55","slug":"fat-volta-a-ter-prejuizo-e-tesouro-banca-r-55-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2729","title":{"rendered":"FAT volta a ter preju\u00edzo e Tesouro banca R$ 5,5 bi"},"content":{"rendered":"\n<p>Mesmo com aporte de R$ 5,5 bilh\u00f5es do Tesouro Nacional neste ano, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) dever\u00e1\u00a0registrar d\u00e9ficit nominal de R$ 656 milh\u00f5es. O forte crescimento dos gastos com abono salarial e seguro-desemprego, decorrente inclusive do aumento de 14% para o sal\u00e1rio m\u00ednimo, elevar\u00e1\u00a0as despesas do fundo. As receitas v\u00e3o crescer, mas num ritmo menor. Em 2011, o FAT teve super\u00e1vit nominal de R$ 780,2 milh\u00f5es<\/p>\n<p>Esse diagn\u00f3stico consta da Proposta de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) de 2013, encaminhada em meados do m\u00eas ao Congresso Nacional. Nela, o governo faz uma avalia\u00e7\u00e3o detalhada da situa\u00e7\u00e3o financeira do FAT at\u00e9\u00a02015 e prev\u00ea\u00a0a continuidade dos d\u00e9ficits nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>As despesas devem crescer 13% sobre o ano passado. As receitas, em contrapartida, ter\u00e3o aumento de 10,1%, devido a incentivos fiscais concedidos pelo governo para estimular a formaliza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. A desonera\u00e7\u00e3o do PIS-Pasep para as empresas que aderiram ao Simples ter\u00e1\u00a0um impacto direto na diminui\u00e7\u00e3o do ritmo de crescimento da arrecada\u00e7\u00e3o do tributo, que \u00e9\u00a0a principal fonte de recursos do FAT.<\/p>\n<p>Para cobrir os d\u00e9ficits previstos para os pr\u00f3ximos anos, a proposta \u00e9\u00a0que o Tesouro Nacional devolva parte dos 20% que s\u00e3o descontados da arrecada\u00e7\u00e3o do PIS\/Pasep com a Desvincula\u00e7\u00e3o de Receitas da Uni\u00e3o (DRU) &#8211; que foi prorrogada at\u00e9 2015.<\/p>\n<p>A perspectiva \u00e9\u00a0de que o aporte do Tesouro seja elevado para R$ 7,5 bilh\u00f5es em 2013, R$ 9,7 bilh\u00f5es em 2014 e R$ 12,614 bilh\u00f5es em 2015.<\/p>\n<p>No ano passado, segundo dados da proposta, o governo repassou R$ 88,10 milh\u00f5es ao FAT, que teve super\u00e1vit de R$ 780,2 milh\u00f5es. Para este ano, no entanto, a transfer\u00eancia de R$ 5,5 bilh\u00f5es \u00e9\u00a0insuficiente para cobrir todas as despesas obrigat\u00f3rias, que incluem os repasses ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES).<\/p>\n<p>O repasse de recursos do governo para reduzir ou zerar os d\u00e9ficits evita a deteriora\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio do fundo, que encerrou 2011 em R$ 185,192 bilh\u00f5es. As proje\u00e7\u00f5es indicam um patrim\u00f4nio de R$ 200,352 bilh\u00f5es neste ano e de R$ 254,733 bilh\u00f5es em 2015.<\/p>\n<p>As despesas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) com abono salarial e seguro-desemprego devem continuar com expressivos crescimentos nos pr\u00f3ximos anos, refletindo a pol\u00edtica de reajuste real do sal\u00e1rio m\u00ednimo, alta rotatividade do trabalhador no mercado de trabalho e o aumento dos rendimentos dos brasileiros.<\/p>\n<p>Segundo as proje\u00e7\u00f5es que constam da proposta de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) para 2013, enviada este m\u00eas ao Congresso, os desembolsos com abono salarial devem dobrar entre 2011 e 2015, atingindo R$ 21,4 bilh\u00f5es. Em fevereiro, o Valor divulgou que o gasto com abono salarial havia dobrado em quatro anos, atingindo R$ 10,38 bilh\u00f5es em 2011. No caso do seguro-desemprego, o aumento deve chegar a 43%, passando de R$ 24,3 bilh\u00f5es para R$ 34,8 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo. Na soma, o aumento de despesas previsto para o FAT \u00e9\u00a0de 65% entre 2011 e 2015.<\/p>\n<p>Para o vice-presidente do Conselho Deliberativo do FAT (Codefat), Luigi Nese, o aumento dessas despesas pressiona as contas do fundo, que s\u00f3 se equilibrar\u00e1 com aportes do Tesouro Nacional. &#8220;O problema, no entanto, est\u00e1 no comportamento do abono salarial em fun\u00e7\u00e3o da maior formaliza\u00e7\u00e3o e do ganho real&#8221;, afirmou Nese.<\/p>\n<p>J\u00e1\u00a0para o presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores nas Ind\u00fastrias Qu\u00edmicas do Estado de S\u00e3o Paulo, Sergio Luiz Leite, representante da For\u00e7a Sindical no Codefat, a preocupa\u00e7\u00e3o maior com o fundo n\u00e3o \u00e9 financeira, mas sim com o risco de o aumento das despesas provocar uma press\u00e3o no governo e junto aos empres\u00e1rios para cortar os benef\u00edcios dos trabalhadores. O anexo VI da PLDO, que trata do FAT, sugere um estudo detalhado sobre o aumento dessas despesas para que elas sejam ajustadas a nova realidade do mercado de trabalho.<\/p>\n<p>De 2007 ao final de 2012, os gastos com o abono salarial devem apresentar uma expans\u00e3o de 106%, passando de R$ 6,445 bilh\u00f5es para R$ 13,281 bilh\u00f5es. No caso do seguro-desemprego, a expans\u00e3o da despesa em igual per\u00edodo \u00e9\u00a0um pouco menor, de 60% (de R$ 16,352 bilh\u00f5es em 2007 para o valor previsto de R$ 26,164 bilh\u00f5es em 2012).<\/p>\n<p>Todas as estimativas feitas na proposta da lei com rela\u00e7\u00e3o ao FAT consideram uma acelera\u00e7\u00e3o do crescimento da economia brasileira, que sairia de 4,5% neste ano para 5,5% em 2015. Tamb\u00e9m foi levado em conta o reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que passaria dos atuais R$ 622 para R$ 667,75 em 2013.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Crise derruba 10\u00ba\u00a0governo da UE e afeta mercados<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Incertezas pol\u00edticas escancararam a fragilidade da economia europeia. Ontem, a crise da d\u00edvida levou \u00e0\u00a0queda do d\u00e9cimo governo do bloco em apenas dois anos, a Espanha anunciou nova recess\u00e3o e o pacto fiscal foi colocado sob risco. Os problemas derrubaram as bolsas de valores. No Brasil, o d\u00f3lar subiu 0,43% e fechou a<\/p>\n<p>R$ 1,881, pouco abaixo da cota\u00e7\u00e3o de quinta-feira, quando chegou a R$ 1,886, a maior desde novembro. Isl\u00e2ndia, Irlanda, Gr\u00e9cia, Portugal, Reino Unido, Eslov\u00e1quia, Rom\u00eania, Espanha e It\u00e1lia j\u00e1\u00a0viram a queda de seus governos nos \u00faltimos 24 meses por causa da crise, que n\u00e3o tem feito distin\u00e7\u00e3o entre partidos de esquerda ou direita. Ontem, foi a vez da Holanda. A queda veio depois de o governo n\u00e3o conseguir um acordo entre os partidos para a aprova\u00e7\u00e3o de medidas de austeridade, que resultaria em um corte de \u20ac\u00a016 bilh\u00f5es no or\u00e7amento. O governo de coaliz\u00e3o perdeu o apoio de um partido de extrema direita e deixou de ter maioria no Parlamento. Sem poder passar sua reforma no or\u00e7amento, o governo de centro-direita de Mark Rutte apresentou demiss\u00e3o e convocou elei\u00e7\u00f5es. O\u00a0 respons\u00e1vel pela queda foi o l\u00edder de extrema direita, Geert Wilders, que se recusou a aceitar os cortes propostos.<\/p>\n<p>Pelo pacote, a Holanda aumentaria a idade m\u00ednima de aposentadoria de 65 para 66 anos e reduziria a ajuda a pa\u00edses mais pobres. Wilders alegou que n\u00e3o aceitaria porque temia que as aposentadorias seriam tamb\u00e9m afetadas. \u201cN\u00e3o queremos que os nossos aposentados sofram por causa dos ditadores de Bruxelas\u201d, acusou, em refer\u00eancia \u00e0 Uni\u00e3o Europeia (UE). A Holanda vive agora uma situa\u00e7\u00e3o parecida com a de outros pa\u00edses considerados mais pobres. Por meses, foi uma das que mais criticaram Gr\u00e9cia e Portugal por n\u00e3o c onseguir a provar cortes em seus gastos. Agora, os holandeses precisam apresentar em menos de dez dias seu novo or\u00e7amento \u00e0 UE, com o compromisso de reduzir o atual d\u00e9ficit de 4,3% do PIB para 3%. \u201cH\u00e1 uma nuvem negra sobre a Holanda\u201d, declarou o ministro de Imigra\u00e7\u00e3o, Geer Leers.<\/p>\n<p>Precedente. O fracasso no estabelecimento de um or\u00e7amento na Holanda \u00e9\u00a0visto como um precedente perigoso, que poderia levar outros pa\u00edses a adotar o mesmo caminho. O pacto fiscal \u00e9\u00a0a grande aposta de Fran\u00e7a e Alemanha para tirar a Uni\u00e3o Europeia da crise. J\u00e1\u00a0 em sua elabora\u00e7\u00e3o, o Reino Unido optou por ficar de fora, crian-<\/p>\n<p>do o primeiro racha pol\u00edtico profundo na UE. Agora, se o n\u00famero de governos que n\u00e3o adotam\u00a0 o pacto aumentar, todo o projeto ser\u00e1\u00a0 questionado. Fran\u00e7ois Hollande, candidato socialista que liderou o primeiro turno franc\u00eas, tamb\u00e9m indicou que, se eleito, pediria uma revis\u00e3o do acordo. Sua vit\u00f3ria no domingo, portanto, contribuiu para deixar os investidores tensos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Trabalhadores voltam a parar Belo Monte<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>As obras nos canteiros de obra da Usina Hidrel\u00e9trica Belo Monte na Volta Redonda do Xingu, em Altamira do Par\u00e1, votaram a parar ontem. \u00c9\u00a0a segunda paralisa\u00e7\u00e3o da maior obra do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) em menos de 20 dias.<\/p>\n<p>Atualmente 60% dos trabalhadores moram em Altamira e os outros 40% s\u00e3o alojados nos canteiros. Est\u00e3o funcionando apenas 30% dos servi\u00e7os &#8211; os essenciais previstos em lei. O clima \u00e9\u00a0de tens\u00e3o, mas n\u00e3o h\u00e1\u00a0atos de vandalismo ou agress\u00f5es por parte dos grevistas.<\/p>\n<p>Os cerca de 7 mil trabalhadores decidiram cruzar os barcos argumentando que o Cons\u00f3rcio Construtor Belo Monte (CCBM) n\u00e3o atendeu a duas quest\u00f5es da pauta de reivindica\u00e7\u00f5es que estava sendo negociada h\u00e1\u00a0alguns dias.<\/p>\n<p>Os pontos que n\u00e3o foram atendidos s\u00e3o o aumento do valor da cesta b\u00e1sica, que \u00e9\u00a0hoje de R$ 95 (os trabalhadores pedem R$ 300), e a diminui\u00e7\u00e3o do intervalo da baixada (direito de visitar a fam\u00edlia) de seis para tr\u00eas meses. Todos esses itens j\u00e1\u00a0s\u00e3o cumpridos em outras obras do mesmo tipo, &#8220;e s\u00f3\u00a0o CCBM n\u00e3o quer aceitar&#8221;, segundo o vice-presidente do Sintrapav do Par\u00e1, Roginel Gobbo.<\/p>\n<p>O CCBM disse que a &#8220;paralisa\u00e7\u00e3o surgiu do n\u00e3o atendimento de reivindica\u00e7\u00f5es realizadas fora da data-base da categoria, e em plena vig\u00eancia do Acordo Coletivo de Trabalho de 2012&#8221; e por essa raz\u00e3o, &#8220;amparado na legisla\u00e7\u00e3o vigente, est\u00e1\u00a0tomando todas as medidas judiciais visando ao encerramento do movimento e o retorno dos funcion\u00e1rios ao trabalho&#8221;.<\/p>\n<p>Bloqueio. Gobbo disse que desde a madrugada os trabalhadores estavam alertas para evitar o rein\u00edcio dos trabalhos. Para garantir a paralisa\u00e7\u00e3o, eles fecharam a passagem dos \u00f4nibus no quil\u00f4metro 27 da Rodovia Transamaz\u00f4nica, principal via de acesso aos cinco canteiros: Unidade Porto e Acessos; S\u00edtio Canais e Diques; S\u00edtio Pimental; e S\u00edtio Belo Monte.<\/p>\n<p>De acordo com Gobbo, o Sintrapav solicitou ao CCBM a identifica\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus que transportam os trabalhadores dos servi\u00e7os considerados essenciais. O sindicalista reafirmou que a organiza\u00e7\u00e3o sindical est\u00e1 aberta \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o e espera a manifesta\u00e7\u00e3o do Cons\u00f3rcio para o atendimento aos dois itens que faltam.<\/p>\n<p>Uma das estrat\u00e9gias adotadas pelos trabalhadores foi colocar um carros de som pr\u00f3ximo aos principais s\u00edtios para explicar sobre a greve e lembrar que eles votaram pela paralisa\u00e7\u00e3o. &#8220;Se eles argumentarem a ilegalidade, n\u00f3s iremos defender a legalidade&#8221;, disse Gobbo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cresce procura de montadoras por recursos do BNDES para inova\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A forte concorr\u00eancia com carros importados mudou a estrat\u00e9gia das montadoras em seus pedidos de empr\u00e9stimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES). Antes mais focados em expans\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o, agora os empr\u00e9stimos junto ao banco s\u00e3o para moderniza\u00e7\u00e3o de modelos, que passam a ser feitos sob medida para o mercado brasileiro, na an\u00e1lise do gerente do Departamento de Ind\u00fastria Pesada do banco, Marcos Rossi. &#8220;A concorr\u00eancia com importados s\u00f3\u00a0tende a aumentar. Para competir, as montadoras t\u00eam investido mais em inova\u00e7\u00e3o&#8221;, avaliou.<\/p>\n<p>Este \u00edmpeto por investir em inova\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0percept\u00edvel no desempenho do BNDES Proengenharia, programa de financiamento do banco voltado para projetos de engenharia em bens de capital, Defesa, Aeron\u00e1utica, entre outras \u00e1reas, e cujos desembolsos devem dobrar em 2012 contra o ano passado, para mais de R$ 1 bilh\u00e3o, informou Rossi. Em torno de 95% das libera\u00e7\u00f5es desta linha s\u00e3o para o setor automotivo. No ano passado, os desembolsos do programa totalizaram R$ 531 milh\u00f5es, 18% acima de 2010. Este aumento ocorreu em meio a um n\u00edtido enfraquecimento dos desembolsos totais para automotivos. No ano passado, houve queda 26% nas libera\u00e7\u00f5es para o setor contra 2010, para R$ 4,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A primeira montadora com recursos aprovados dentro do BNDES Proengenharia este ano foi a Renault, com R$ 373,5 milh\u00f5es para novos produtos, adapta\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos ao clima e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de ruas e estradas do pa\u00eds, al\u00e9m de investimentos em design. Outra montadora que procurou recursos do BNDES para produzir modelos mais adaptados ao mercado no pa\u00eds foi a Hyundai Motor Brasil. No ano passado, o BNDES aprovou R$ 307,4 milh\u00f5es \u00e0 Hyundai para unidade industrial em Piracicaba (SP) destinada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos do &#8220;Projeto HB&#8221;, desenvolvidos para os brasileiros.<\/p>\n<p>O valor total da f\u00e1brica \u00e9\u00a0de US$ 600 milh\u00f5es, segundo informou o presidente da Hyundai, Seong-Bae Kim. Ele explicou que, nos \u00faltimos tr\u00eas anos, a empresa construiu unidades industriais em pa\u00edses dos Brics (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia e China). &#8220;Acreditamos que esses mercados s\u00e3o os que mais crescer\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, disse, ressaltando o mercado brasileiro. &#8220;O Brasil tem um potencial de crescimento enorme e est\u00e1 se tornando uma das maiores for\u00e7as econ\u00f4micas mundiais gra\u00e7as ao seu desenvolvimento sustent\u00e1vel e ao grande fluxo de investimentos estrangeiros&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de modelos novos, adapta\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas, principalmente em carros populares, explicou o consultor do Centro de Estudos Automotivos (CEA) e ex-presidente da Ford Brasil Luiz Carlos Mello. &#8220;Na pr\u00e1tica, o mercado dom\u00e9stico brasileiro foi escolhido pelas montadoras como o ber\u00e7o dos carros utilit\u00e1rios b\u00e1sicos&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de foco dos pedidos de empr\u00e9stimos das montadoras chega em um momento em que o setor amarga dados preocupantes, tanto em produ\u00e7\u00e3o quanto em vendas, ambas prejudicadas pela atratividade dos ve\u00edculos importados.<\/p>\n<p>Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) a pedido do Valor mostra queda de 4,2% na produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores acumulada em 12 meses at\u00e9\u00a0fevereiro, a pior em dois anos. Autom\u00f3veis, e ve\u00edculos leves representam mais de 50% deste segmento e derrubaram o resultado, na an\u00e1lise do pesquisador do departamento de ind\u00fastria do instituto, Fernando Abritta. &#8220;Ve\u00edculos automotores \u00e9 o segundo item de maior peso dentro da ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o, atr\u00e1s apenas de alimentos &#8220;, salientou Abritta. &#8220;As montadoras est\u00e3o com excesso de estoque&#8221;, avaliou Brita.<\/p>\n<p>De acordo com dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea), a participa\u00e7\u00e3o de importados nas vendas totais de ve\u00edculos no pais saltou de 18,8% para 23,6% de 2010 para 2011.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pa\u00eds s\u00f3\u00a0deixa lanterna de crescimento em 2013<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Apesar da queda dos juros e do esfor\u00e7o para evitar a perda de dinamismo da ind\u00fastria, o Brasil s\u00f3\u00a0deixar\u00e1\u00a0a retaguarda do crescimento na Am\u00e9rica Latina e no Caribe em 2013, quando a varia\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) pode se acelerar para 4,1%. Neste ano, a expans\u00e3o de 3% ser\u00e1\u00a0maior apenas do que o desempenho de outros quatro pa\u00edses da regi\u00e3o &#8211; Belize, El Salvador, Jamaica, Paraguai e Trinidad e Tobago -, al\u00e9m de algumas min\u00fasculas ilhas caribenhas com economia de base rudimentar.<\/p>\n<p>Dessa forma, o Brasil praticamente repete a performance registrada em 2011, quando somente quatro de seus vizinhos latino-americanos cresceram menos. A compara\u00e7\u00e3o engloba 23 pa\u00edses e usa como refer\u00eancia as estimativas para a varia\u00e7\u00e3o do PIB do \u00faltimo Panorama Econ\u00f4mico Mundial, que foi divulgado pelo Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) na semana passada.<\/p>\n<p>S\u00f3\u00a0em 2013, quando as proje\u00e7\u00f5es do FMI indicam que a economia brasileira acelerar\u00e1\u00a0o ritmo, o pa\u00eds abandonar\u00e1\u00a0o pelot\u00e3o traseiro do crescimento latino-americano e entrar\u00e1\u00a0na zona intermedi\u00e1ria. Se essas estimativas se confirmarem, o Brasil ter\u00e1\u00a0o 11\u00ba\u00a0 maior crescimento entre 23 pa\u00edses da regi\u00e3o, ficando \u00e0\u00a0frente, inclusive, das duas economias mais pr\u00f3ximas \u00e0\u00a0sua em tamanho &#8211; Argentina e M\u00e9xico.<\/p>\n<p>O economista Wilson Ben\u00edcio Siqueira, conselheiro do Conselho Federal de Economia, aponta tr\u00eas obst\u00e1culos para a acelera\u00e7\u00e3o do crescimento no Brasil: o c\u00e2mbio sobrevalorizado, a carga tribut\u00e1ria elevada e o n\u00edvel de juros ainda muito alto. &#8220;S\u00e3o tr\u00eas gargalos da economia brasileira que nem o PSDB, nem o PT conseguiram encarar de frente&#8221;, opina.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s representamos 57% de tudo o que a Am\u00e9rica Latina produz do M\u00e9xico para baixo, mas estamos perdendo espa\u00e7o&#8221;, afirma Siqueira. Para ele, a maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0a perda de competitividade da ind\u00fastria. &#8220;Sem crescer 5%, n\u00e3o vamos dar nenhum salto de prosperidade. O consumo das fam\u00edlias tem sustentado o PIB, mas n\u00e3o d\u00e1\u00a0para atingir esse \u00edndice sem dinamismo industrial&#8221;, diz o economista.<\/p>\n<p>Neste ano, o Brasil perdeu o desagrad\u00e1vel t\u00edtulo de lanterninha do crescimento na Am\u00e9rica do Sul para o Paraguai, que dever\u00e1\u00a0 enfrentar contra\u00e7\u00e3o de 1,5% no PIB de 2012. A recess\u00e3o tem dois grandes motivos: a quebra da safra de soja, por causa da seca, e o impacto do ressurgimento da febre aftosa nas exporta\u00e7\u00f5es de carne. H\u00e1\u00a0ainda reflexos negativos das barreiras protecionistas argentinas nas vendas de produtos agroindustriais. Economistas locais estimam queda de at\u00e9\u00a0 20% da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria do Paraguai.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (Cepal) avalia que a &#8220;regi\u00e3o toda respondeu muito bem \u00e0\u00a0crise, mas de formas diferenciadas&#8221;, segundo Carlos Mussi, diretor do escrit\u00f3rio em Bras\u00edlia. Para ele, v\u00e3o melhor os pa\u00edses &#8220;ligados a commodities e virados para o Pac\u00edfico&#8221;.<\/p>\n<p>Quando se comparam 23 economias de tamanhos t\u00e3o diferentes, observa Mussi, \u00e9 preciso lembrar que um ou poucos investimentos espec\u00edficos podem inflar temporariamente a taxa de crescimento. Ele cita o caso da amplia\u00e7\u00e3o do Canal do Panam\u00e1, com forte reflexo na varia\u00e7\u00e3o do PIB local, que dever\u00e1 aumentar 7,5% em 2012 e 6,6% em 2013.<\/p>\n<p>J\u00e1\u00a0outros pa\u00edses, como o Peru, vivem um ciclo de investimentos muito ligado \u00e0\u00a0alta de commodities minerais e agr\u00edcolas. Por fim, segundo o diretor regional da Cepal, deve-se considerar como os pa\u00edses sa\u00edram do auge da crise mundial, em 2009. Economias cuja recess\u00e3o foi moderada e a recupera\u00e7\u00e3o em 2010 foi forte, como o Brasil, cresceram menos nos anos seguintes. J\u00e1\u00a0pa\u00edses como o M\u00e9xico, que sofreram mais em 2009 (-6,3%) e se recuperaram de modo menos intenso em 2010 (5,5%), tendem a apresentar agora uma expans\u00e3o mais constante.<\/p>\n<p>Neste ano, por\u00e9m, nenhum pa\u00eds superar\u00e1\u00a0o ritmo do Haiti &#8211; o mais pobre das Am\u00e9ricas &#8211; em reconstru\u00e7\u00e3o, com crescimento de 7,8%. No ano que vem, o t\u00edtulo de maior crescimento deve ser do Paraguai, como efeito-rebote da recess\u00e3o vivenciada em 2012.<\/p>\n<p>De acordo com as \u00faltimas proje\u00e7\u00f5es do FMI, a Am\u00e9rica Latina e o Caribe como um todo v\u00e3o crescer 3,7% neste ano, aumentando o ritmo para 4,1% em 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2729\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2729","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-I1","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2729","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2729"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2729\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}